Romantismo
Segunda Geração
Características
 Profundo subjetivismo
 Sentimentalismo exacerbado
 Pessimismo e melancolia
 Egocentrismo e individualismo
 Fuga da realidade
 Escapismo
 Saudosismo
O Anjo da Morte (1851) (Foto: Pintura:
Horace Vernet/Reprodução)
»Álvares de Azevedo: A antítese
personificada.
Álvares de Azevedo (São Paulo,
Província de São Paulo, Império
do Brasil, 12 de setembro de
1831 — Rio de Janeiro, Império
do Brasil, 25 de abril de 1852).
Principais Obras: Lira dos Vinte Anos,
Poesia Diversas, O Poema do Frade, O
Conde Lopo, Noite na Taverna, Macário.
Principais Autores
»Casimiro de Abreu.
Casimiro José Marques de
Abreu (Barra de São João,
4 de janeiro de 1839 —
Nova Friburgo, 18 de
outubro de 1860)
Principais Autores
Principais Obras: Meus oito anos,
Saudades, Minh'alma é triste, Amor e
Medo, Desejo, Dores, Berço e Túmulo,
Infância, A Valsa, Perdão, Poesia e Amor,
Segredos, Última Folha, entre outras.
»Luís Varela
Luís Nicolau Fagundes
Varela (São João Marcos,
17 de agosto de 1841 —
Niterói, 18 de fevereiro de
1875)
Principais Autores
Principais Obras: Noturnas, Cântico do
Calvário, Pendão Auri-verde, Vozes da
América, Cantos e Fantasias, Cantos
Meridionais, Cantos do Ermo e da Cidade,
Anchieta ou Evangelho na Selva,Cantos
Religiosos, Diário de Lázaro.
»Junqueira Freire
Luís José Junqueira Freire
(Salvador, 31 de dezembro
de 1832 — Salvador, 24 de
junho de 1855)
Principais Autores
Principais Obras: Desespero na
solidão, O remorso do inocente, Teus
olhos, O arranco da morte, Martírio
Tratado de eloquência nacional,
Ambrósio, Louco, Morte.
»Pedro de Calasans
Pedro Luziense de Bittencourt
Calasans (Santa Luzia, 29 de
janeiro de 1837 — Portugal,
24 de fevereiro de 1874)
Principais Autores
Principais Obras: Poesia , Adeus! ,
Páginas Soltas , Últimas Páginas ,
Ofenísia , Wiesbade , A Morte de
Uma Virgem , A Rosa e o Sol ,
Qual Delas? , Brazilina , Camerino:
episódio da guerra do Paraguai...
Lord Byron
»George Gordon Byron, 6º
Barão Byron (Londres, 22 de
janeiro de 1788 —
Missolonghi, 19 de abril de
1824).Conhecido como
Lorde Byron, foi um
destacado poeta britânico e
uma das figuras mais
influentes do romantismo.
Álvares da Azevedo
”Lira dos Vinte Anos”
Lembrança de Morrer
(...) Como o desterro de minh’alma errante,
Onde fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade – é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.
Só levo uma saudade – é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas ...
De ti, ó minha mãe, pobre coitada)
Que por minha tristeza te definhas!
De meu pai... de meus únicos amigos,
Poucos – bem poucos – e que não zombavam
Quando, em noites de febre endoudecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.
Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda,
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!
Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores...
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar de teus amores. (...)
Casimiro de Abreu
As primaveras
Meus Oito anos
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã.
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!(...)
Junqueira Freire
Contradições poéticas
Morte
“Pensamento gentil de paz eterna,
Amiga morte, vem. Tu és o termo
De dous fantasmas que a exigência
formam,
— Dessa alma vã e desse corpo enfermo.
Pensamento gentil de paz eterna,
Amiga morte, vem. Tu és o nada,
Tu és a ausência das moções da vida,
Do prazer que nos custa a dor passada.”
(...)
Romantismo

Romantismo

  • 1.
  • 2.
    Características  Profundo subjetivismo Sentimentalismo exacerbado  Pessimismo e melancolia  Egocentrismo e individualismo  Fuga da realidade  Escapismo  Saudosismo O Anjo da Morte (1851) (Foto: Pintura: Horace Vernet/Reprodução)
  • 3.
    »Álvares de Azevedo:A antítese personificada. Álvares de Azevedo (São Paulo, Província de São Paulo, Império do Brasil, 12 de setembro de 1831 — Rio de Janeiro, Império do Brasil, 25 de abril de 1852). Principais Obras: Lira dos Vinte Anos, Poesia Diversas, O Poema do Frade, O Conde Lopo, Noite na Taverna, Macário. Principais Autores
  • 4.
    »Casimiro de Abreu. CasimiroJosé Marques de Abreu (Barra de São João, 4 de janeiro de 1839 — Nova Friburgo, 18 de outubro de 1860) Principais Autores Principais Obras: Meus oito anos, Saudades, Minh'alma é triste, Amor e Medo, Desejo, Dores, Berço e Túmulo, Infância, A Valsa, Perdão, Poesia e Amor, Segredos, Última Folha, entre outras.
  • 5.
    »Luís Varela Luís NicolauFagundes Varela (São João Marcos, 17 de agosto de 1841 — Niterói, 18 de fevereiro de 1875) Principais Autores Principais Obras: Noturnas, Cântico do Calvário, Pendão Auri-verde, Vozes da América, Cantos e Fantasias, Cantos Meridionais, Cantos do Ermo e da Cidade, Anchieta ou Evangelho na Selva,Cantos Religiosos, Diário de Lázaro.
  • 6.
    »Junqueira Freire Luís JoséJunqueira Freire (Salvador, 31 de dezembro de 1832 — Salvador, 24 de junho de 1855) Principais Autores Principais Obras: Desespero na solidão, O remorso do inocente, Teus olhos, O arranco da morte, Martírio Tratado de eloquência nacional, Ambrósio, Louco, Morte.
  • 7.
    »Pedro de Calasans PedroLuziense de Bittencourt Calasans (Santa Luzia, 29 de janeiro de 1837 — Portugal, 24 de fevereiro de 1874) Principais Autores Principais Obras: Poesia , Adeus! , Páginas Soltas , Últimas Páginas , Ofenísia , Wiesbade , A Morte de Uma Virgem , A Rosa e o Sol , Qual Delas? , Brazilina , Camerino: episódio da guerra do Paraguai...
  • 8.
    Lord Byron »George GordonByron, 6º Barão Byron (Londres, 22 de janeiro de 1788 — Missolonghi, 19 de abril de 1824).Conhecido como Lorde Byron, foi um destacado poeta britânico e uma das figuras mais influentes do romantismo.
  • 10.
    Álvares da Azevedo ”Lirados Vinte Anos” Lembrança de Morrer (...) Como o desterro de minh’alma errante, Onde fogo insensato a consumia: Só levo uma saudade – é desses tempos Que amorosa ilusão embelecia. Só levo uma saudade – é dessas sombras Que eu sentia velar nas noites minhas ... De ti, ó minha mãe, pobre coitada) Que por minha tristeza te definhas! De meu pai... de meus únicos amigos, Poucos – bem poucos – e que não zombavam Quando, em noites de febre endoudecido, Minhas pálidas crenças duvidavam. Se uma lágrima as pálpebras me inunda, Se um suspiro nos seios treme ainda, É pela virgem que sonhei... que nunca Aos lábios me encostou a face linda! Só tu à mocidade sonhadora Do pálido poeta deste flores... Se viveu, foi por ti! e de esperança De na vida gozar de teus amores. (...)
  • 11.
    Casimiro de Abreu Asprimaveras Meus Oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais! Como são belos os dias Do despontar da existência! - Respira a alma inocência Como perfumes a flor; O mar é - lago sereno, O céu - um manto azulado, O mundo - um sonho dourado, A vida - um hino d'amor! Que auroras, que sol, que vida, Que noites de melodia Naquela doce alegria, Naquele ingênuo folgar! O céu bordado d'estrelas, A terra de aromas cheia, As ondas beijando a areia E a lua beijando o mar! Oh! dias da minha infância! Oh! meu céu de primavera! Que doce a vida não era Nessa risonha manhã. Em vez das mágoas de agora, Eu tinha nessas delícias De minha mãe as carícias E beijos de minha irmã!(...)
  • 12.
    Junqueira Freire Contradições poéticas Morte “Pensamentogentil de paz eterna, Amiga morte, vem. Tu és o termo De dous fantasmas que a exigência formam, — Dessa alma vã e desse corpo enfermo. Pensamento gentil de paz eterna, Amiga morte, vem. Tu és o nada, Tu és a ausência das moções da vida, Do prazer que nos custa a dor passada.” (...)

Notas do Editor

  • #2 A segunda geração romântica portuguesa é marcada por uma postura de exagero inconfundível. Inspirados pela Literatura Inglesa, os novos autores admiravam poetas como Lord Byron, que exaltava os sentimentos arrebatadores e , simultaneamente, apresentava o poeta completamente isolado da sociedade, incompreendido por defender valores morais e éticos. A imagem do herói romântico que luta por valores incorruptíveis como a honestidade, o amor, o direito a liberdade povoa a imaginação de muitos poetas.
  • #3 Entre as características gerais do Romantismo, aquela que mais se faz presente na segunda geração do movimento no Brasil é a evasão da realidade. Só que essa evasão não acontece no tempo ou no espaço, como na primeira geração. Agora, a fuga da realidade ganha contornos trágicos. Os heróis românticos encontram na morte uma solução para seus problemas existenciais, podendo chegar, inclusive, ao suicídio. Isso acontece porque, de acordo com o pensamento romântico, o indivíduo vive em constante conflito com a sociedade, tornando-se uma espécie de “desajustado”. Essa sensação de constante desajuste tem como consequência alguns comportamentos tipicamente românticos:  — Pessimismo  —Dor existencial  —Sofrimento  —Isolamento  Essas atitudes caracterizam aquilo que ficou conhecido como “mal-do-século”. Assim sendo, por levar o subjetivismo romântico às últimas consequências, a segunda fase do Romantismo no Brasil também é conhecida como geração ultrarromântica. A tela abaixo representa a atração que os artistas românticos têm pela morte também na pintura.
  • #4 Álvares é a principal expressão da geração ultrarromântica de nossa poesia. Fez os estudos básicos no Rio de Janeiro e cursava o quinto ano de direito em São Paulo quando sofreu um acidente (queda de cavalo) cujas complicações o levaram à morte, antes de completar 21 anos de idade. O escritor cultivou a poesia, a prosa e o teatro. Toda a sua produção—sete livros, discursos e cartas— foi escrita em apenas quatro anos, período em que era estudante universitário. Por isso, deixou uma obra de qualidade irregular, se considerada no conjunto, mas de grande significado na evolução da poesia nacional. A característica intrigante da obra de Álvares de Azevedo reside na articulação consciente de um projeto literário baseado na contradição, talvez a contradição que ele próprio sentisse como adolescente.
  • #5 Com apenas 13 anos, enviado pelo pai, vai para a cidade do Rio de Janeiro, trabalhar no comércio. Em novembro de 1853 vai para Portugal, para completar a prática comercial e nesse período inicia sua carreira literária. No dia 18 de janeiro de 1856 sua peça Camões e o Jaú é encenada em Lisboa. Casimiro de Abreu volta ao Brasil, em julho de 1857 e continua trabalhando no comércio. Conhece vários intelectuais e faz amizade com Machado de Assis, ambos com 18 anos de idade. Em 1859 publica seu único livro de poemas “As Primaveras”. No início de 1860, Casimiro de Abreu fica noivo de Joaquina Alvarenga Silva Peixoto. Com vida boêmia, contrai tuberculose. Vai para Nova Friburgo tentar a cura da doença, mas no dia 18 de outubro de 1860, não resiste e morre, aos 21 anos de idade.
  • #6 Poeta romântico e boêmio inveterado, Fagundes Varela foi um dos maiores expoentes da poesia brasileira, em seu tempo. Tendo ingressado no curso de Direito (e frequentado a Faculdade de Direito de São Paulo e a Faculdade de Direito do Recife), abandonou o curso no quarto ano. Foi a transição entre a segunda e a terceira geração romântica. Casando-se muito novo (aos vinte e um anos) com Alice Guilhermina Luande, filha de dono de um circo, teve um filho que veio a morrer aos três meses. Este fato inspirou-lhe o poema "Cântico do Calvário", expressão máxima de seus versos, tão jovem ainda. Mudou-se para Paris aos 20 anos e voltou aos 27. Casou-se novamente com uma prima - Maria Belisária de Brito Lambert, sendo novamente pai de duas meninas e um menino, também falecido prematuramente. Embriagando-se e escrevendo, faleceu ainda jovem, vivendo à custa do pai, passando boa parte do tempo no campo, seu ambiente predileto. Fagundes Varela morreu com 33 anos de idade.
  • #7 Junqueira Freire patrono da cadeira nº 25 da Academia Brasileira de Letras, alguns de seus versos expressam um grande conflito existencial que lhe atormentava. O curto período que ficou no Mosteiro, lhe inspirou os temas religiosos. Levado por forte desejo de se dedicar a vida religiosa, ingressa no Mosteiro de São Bento, em 1850, com apenas 18 anos e em 1852 já lecionava. Em 1853 abandona o mosteiro e recolhe-se em casa onde escreve sua autobiografia "Inspirações do Claustro" (1855). Com séria doença cardíaca, que lhe debilitava, morreu cedo, como muitos poetas de sua geração. Doente, não se recupera e morre
  • #8 Sendo filho do tenete-coronel José de Calasans e de Dona Carolina Amélia de Calasans. Estudou no Linceu de São Cristóvão, indo ao Recife no ano de 1853 para concluir o curso preparatório. Posteriormente, estudou o curso de direito na faculdade de direito do Recife ao lado de Tobias Barreto e de Castro Alves, sendo o primeiro autor sergipano a estudar no Recife. Foi promotor no município de Estância, deputado no Rio de Janeiro, juiz municipal e deputado no Rio Grande do Sul, além de ter participação jornalística no Recife, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Fez viagens a Alemanha e a Bélgica, onde publicou alguns livros ultrapassando os limites de Sergipe e do Brasil. Ao contrair tuberculose, Pedro fora a procura de um clima que ajuda-se na cura para sua doença em várias partes do país, mas infelizmente, houve um naufrágio em que só ele não conseguiu se salvar no dia 24 de fevereiro de 1874. Pedro escreveu livros de poesias, peças de teatro, criticas literárias e direito.
  • #9 Célebre por suas obras-primas, como A Peregrinação de Childe Harold e Don Juan (o último permaneceu inacabado devido à sua morte iminente). Toda a obra de Byron, que exprime o pessimismo romântico, com a tendência a se voltar contra os outros e contra a sociedade, pode ser vista como um grande painel autobiográfico. Byron é considerado como um dos maiores poetas europeus, é muito lido até os dias de hoje. A fama de Byron não se deve somente aos seus escritos, mas também a sua vida – amplamente considerada extravagante – que inclui numerosas amantes, dívidas, separações, alegações de incesto, homossexualismo , sendo também um dos primeiros escritores a descrever os efeitos da maconha.
  • #10 Dentre as principais Obras serão analisadas apenas três.
  • #11 O trecho é de um dos mais conhecidos poemas de Álvares de Azevedo. Nele, estão sintetizados os temas do escapismo da vida, do amor febril pela virgem angelical e das angústias que consomem a existência do poeta ultrarromântico. Há um tom melancólico e de profunda tristeza. O poeta, num momento de possível passagem à morte, recapitula a vida e todos os infortúnios por que passou. São lembrados a mãe, o pai, os amigos e a virgem nunca atingida, que funcionam como consolo emocional do eu-lírico por uma vida de sofrimentos.
  • #12 Em Primaveras, de Casimiro de Abreu, acham-se os temas prediletos do poeta e que o identificam como lírico-romântico: a nostalgia da infância, a saudade da terra natal, o gosto da natureza, a religiosidade ingênua, o pressentimento da morte, a exaltação da juventude, a devoção pela pátria e a idealização da mulher amada. A sua visão do mundo externo está condicionada estreitamente pelo universo do burguês brasileiro da época imperial, das chácaras e jardins. Trata de uma natureza onde se caça passarinho quando criança, onde se arma a rede para o devaneio ou se vai namorar quando rapaz. o poeta atrai o leitor com o ritmo fácil, a singeleza do pensamento, a ausência de abstrações, o caráter recitativo e o tratamento sentimental que empresta ao tema, garantindo a eternidade de pelo menos um poema, "Meus oito anos":
  • #13 Durante sua vida esteve dividido entre a vida religiosa, espiritual e a sua falta de fé e vocação para a vida celibatária. Suas experiências foram retratadas em suas duas obras poéticas:Inspirações do claustro e Contradições poéticas. A decisão do autor por uma vida monástica foi em razão dos problemas de convívio familiar sofridos e suas poesias são marcadas por uma autobiografia reveladora. Além disso, nos poemas de Junqueira Freire constam a crise moral da igreja do século XIX e os conflitos do escritor entre a profissão de frei e os fatos que presenciou dentro da igreja. O poeta ainda expressou em suas obras seu pessimismo em relação à vida, seu interesse pelo mundanismo, sua sexualidade reprimida, seu desejo pelo pecado e seu sentimento de culpa. Evocava ardentemente por cura de suas mazelas ao mesmo passo que desejava a morte, encarando-a como uma amiga que vinha para lhe trazer paz eterna, como podemos perceber no poema “Morte”: