história da literatura
Introdução ao Romantismo
          Manoel Neves
CONTEXTO HISTÓRICO
                            fins do século XVIII

                                                 ascensão da burguesia
REVOLUÇÃO FRANCESA
                                             filosofia individualista e liberal


                       APERFEIÇOAMENTO DA IMPRENSA


                o burguês vê o livro como produto de consumo
                                   surge o folhetim
                           01: narrativa caráter sentimental
                     02: suspenses, ganchos e antecipações


                                                   Oposição à Tradição Clássica
         LIBERALISMO
         [laissez-faire]
                                                 Defesa da Liberdade de Criação
ROMANTISMO E RUPTURA
                            moderno x antigo
Surge uma concepção de mundo que se opõe àquela em que se baseava a arte clássica

                                Revolução Francesa


                 ANTIGO/CLÁSSICO                 MODERNO

                       regras                     liberdade

                      técnica                    inspiração

                  padrão apolíneo             padrão dionisíaco

                imitação de modelos         criatividade, invenção
ROMANTISMO E RUPTURA
                                moderno x antigo
                                  a literatura clássica
                 O TODO SEM A PARTE NÃO É TODO, Gregório de Matos
O todo sem a parte não é todo,
A parte sem o todo não é parte,
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,                      lirismo metafísico
Não se diga que é parte sendo todo.
                                                            soneto decassílabo
Em todo o Sacramento está Deus todo,
E todo assiste inteiro em qualquer parte,                 forte influência religiosa
E feito em partes todo em toda a parte                grande volume de paradoxos
Em qualquer parte sempre fica o todo.
O braço de Jesus não seja parte,                             linguagem elabora
Pois que feito Jesus em partes todo,                           jogos de ideias
Assiste cada parte em sua parte.
Não se sabendo parte deste todo,                              texto hermético
Um braço, que lhe acharam, sendo parte,
Nos disse as partes todas deste todo.
ROMANTISMO E RUPTURA
        moderno x antigo
          a literatura moderna
 A PORTA DO MEU QUARTIM, Marcoantonio

        A porta do meu quartim
          toda vez qu’eu abro
                ri di mim
               vô pô óleo
        pra vê se ela cala a boca
           lirismo metafísico
         versos livres e brancos
             língua coloquial
   exploração da potencialidade sonora
     exploração da disposição gráfica
       coloquialismo e prosaísmo
          texto de fácil acesso
A liberdade guiando o povo, Eugene Delacroix
UMA LITERATURA ENGAJADA
 as letras a serviço das causas sociais
   NAVIO NEGREIRO, Castro Alves [fragmento]
     Fatalidade atroz que a mente esmaga!
      Extingue nesta hora o brigue imundo
     O trilho que Colombo abriu nas vagas,
       Como um íris no pélago profundo!
    Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
     Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
    Andrada! arranca esse pendão dos ares!
    Colombo! fecha a porta dos teus mares!
O ROMANTISMO NO BRASIL
            a arte a serviço da nacionalidade
                      família real no Brasil
Bloqueio Continental; Corte Portuguesa no Brasil; Brasil, sede do Império

                         consequências
         reordenação do espaço físico e social do Rio de Janeiro
      [casas, banco, teatro, universidade, vida intelectual intensa]
               crescimento das cidades + vida nos salões
[a aristocracia portuguesa fomenta a formação de uma elite intelectual]
Chegada de Dom João VI ao Brasil
O ROMANTISMO NO BRASIL
                      a arte a serviço da nacionalidade
                                    GRUPO NITERÓI
                        Paris, 1836 [tudo para o Brasil e pelo Brasil]


estudantes brasileiros fundam um grupo de discussão dos problemas, artes, ciências e letras
                           [nativismo, nacionalismo e ufanismo]
                      Revista Niterói + Suspiros poéticos e saudades
              visão europeia [a exaltação da nacionalidade estava em moda]
                  comprometimento com o Poder [celebra jovem Nação]

                             ARTE CONSERVADORA

Introdução ao romantismo

  • 1.
    história da literatura Introduçãoao Romantismo Manoel Neves
  • 2.
    CONTEXTO HISTÓRICO fins do século XVIII ascensão da burguesia REVOLUÇÃO FRANCESA filosofia individualista e liberal APERFEIÇOAMENTO DA IMPRENSA o burguês vê o livro como produto de consumo surge o folhetim 01: narrativa caráter sentimental 02: suspenses, ganchos e antecipações Oposição à Tradição Clássica LIBERALISMO [laissez-faire] Defesa da Liberdade de Criação
  • 3.
    ROMANTISMO E RUPTURA moderno x antigo Surge uma concepção de mundo que se opõe àquela em que se baseava a arte clássica Revolução Francesa ANTIGO/CLÁSSICO MODERNO regras liberdade técnica inspiração padrão apolíneo padrão dionisíaco imitação de modelos criatividade, invenção
  • 4.
    ROMANTISMO E RUPTURA moderno x antigo a literatura clássica O TODO SEM A PARTE NÃO É TODO, Gregório de Matos O todo sem a parte não é todo, A parte sem o todo não é parte, Mas se a parte o faz todo, sendo parte, lirismo metafísico Não se diga que é parte sendo todo. soneto decassílabo Em todo o Sacramento está Deus todo, E todo assiste inteiro em qualquer parte, forte influência religiosa E feito em partes todo em toda a parte grande volume de paradoxos Em qualquer parte sempre fica o todo. O braço de Jesus não seja parte, linguagem elabora Pois que feito Jesus em partes todo, jogos de ideias Assiste cada parte em sua parte. Não se sabendo parte deste todo, texto hermético Um braço, que lhe acharam, sendo parte, Nos disse as partes todas deste todo.
  • 5.
    ROMANTISMO E RUPTURA moderno x antigo a literatura moderna A PORTA DO MEU QUARTIM, Marcoantonio A porta do meu quartim toda vez qu’eu abro ri di mim vô pô óleo pra vê se ela cala a boca lirismo metafísico versos livres e brancos língua coloquial exploração da potencialidade sonora exploração da disposição gráfica coloquialismo e prosaísmo texto de fácil acesso
  • 6.
    A liberdade guiandoo povo, Eugene Delacroix
  • 7.
    UMA LITERATURA ENGAJADA as letras a serviço das causas sociais NAVIO NEGREIRO, Castro Alves [fragmento] Fatalidade atroz que a mente esmaga! Extingue nesta hora o brigue imundo O trilho que Colombo abriu nas vagas, Como um íris no pélago profundo! Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga Levantai-vos, heróis do Novo Mundo! Andrada! arranca esse pendão dos ares! Colombo! fecha a porta dos teus mares!
  • 8.
    O ROMANTISMO NOBRASIL a arte a serviço da nacionalidade família real no Brasil Bloqueio Continental; Corte Portuguesa no Brasil; Brasil, sede do Império consequências reordenação do espaço físico e social do Rio de Janeiro [casas, banco, teatro, universidade, vida intelectual intensa] crescimento das cidades + vida nos salões [a aristocracia portuguesa fomenta a formação de uma elite intelectual]
  • 9.
    Chegada de DomJoão VI ao Brasil
  • 10.
    O ROMANTISMO NOBRASIL a arte a serviço da nacionalidade GRUPO NITERÓI Paris, 1836 [tudo para o Brasil e pelo Brasil] estudantes brasileiros fundam um grupo de discussão dos problemas, artes, ciências e letras [nativismo, nacionalismo e ufanismo] Revista Niterói + Suspiros poéticos e saudades visão europeia [a exaltação da nacionalidade estava em moda] comprometimento com o Poder [celebra jovem Nação] ARTE CONSERVADORA