SlideShare uma empresa Scribd logo
Módulo de História
da Medicina e da
Bioética
DMI/CCM/UFPB
HISTÓRIA
DA
CIRURGIA
Profa. Rilva Lopes de Sousa Muñoz
Até o final do século XIX, não havia anestesia...
Até o final do século XIX não havia antissepsia...
História da Cirurgia
Imagem: Amputation in the Operating Room of St. Thomas Hospital (1775), pintura do Colégio Real de Cirurgiões
No século XIX, havia a ideia de que o
abdome, o tórax e o cérebro sempre
seriam inacessíveis à cirurgia
“O abdome, o tórax e o cérebro sempre
serão fechados à intrusão do cirurgião.”
(Sir John Ericksen, cirurgião da Rainha Vitória, 1837)
Frase proferida no século XIX, quando o paciente submetido a
cirurgias geralmente estava destinado a morrer por causa de
complicações infecciosas
In: A short history of the evolution of surgery
História da Cirurgia
“Atualmente, nossos colegas realizam uma
média de 80.000 cirurgias por dia (nos EUA),
muitas no abdome, no tórax ou no cérebro”
Daniel J. Riskin, médico americano, UCLA, 2006
História da Cirurgia
Quais são os primeiros registros existentes na
história da cirurgia?
História da Cirurgia
Quais são as características da cirurgia na
fase pré-moderna*?
Quais eram os procedimentos cirúrgicos
praticados antes da moderna* era da
cirurgia?
*Moderna no sentido de recente, novo ou do tempo presente
Que fatores propiciaram a maior revolução da cirurgia?
História da Cirurgia
Por que os cirurgiões medievais eram barbeiros?
Quando e como passou a haver controle de
hemorragias nos atos operatórios?
Os primeiros procedimentos cirúrgicos
conhecidos ocorreram muito antes de se ter
qualquer conhecimento real sobre o
funcionamento interno do corpo
Há evidências paleontológicas de trepanações
na Era Neolítica datadas de até 8.500 a.C -
suspeita-se de que foram feitas para a “saída de
demônios e forças malévolas”...
História da Cirurgia
Influência do trabalho de Andreas Vesalius
(1514-1564)
- André Vesalius
exerceu grande
influência na
história da cirurgia*
- De Humani Corporis
Fabrica
História da Cirurgia
*Foi tema de aula anterior
Cirurgia antes do final do século XIX: Dor e infecção; a hemorragia
já tinha sido relativamente reduzida pela ligaduras de vasos
Antes do Século XVI, havia incerteza sobre as estruturas internas e
funções do corpo; os textos de anatomia continham erros
Durante grande parte da história europeia, aprender anatomia
através de dissecções de corpos humanos era delituoso e sacrílego
A dissecação cadavérica humana passou a ser permitida no século XIV
quando anatomistas da universidade de Bolonha receberam permissão da
Igreja para dissecar corpos de criminosos executados
História da Cirurgia
(GOSH, 2015)
História da Cirurgia: O Papiro Cirúrgico de Edwin Smith
Fotocópia de uma página do papiro de Edwin Smith, que versava
principalmente sobre cirurgia
(VARGAS et al., 2012)
• As mais antigas descrições anatômicas e
fisiológicas de diversas doenças, incluindo
estudos de danos cerebrais
• Primeiro registro em que as palavras “cérebro”,
“meninges” e “liquido cefalorraquidiano”
apareceram – bases para a primeira
nomenclatura anatômica
• Relato de 48 casos de observação de feridas de
guerra – registros contendo procedimentos
racionais – sutura com agulha e fios, drenagem
de abscessos, cauterização com ferro quente,
aplicação de compressas
Primeiro tratado de
cirurgia da história
da medicina - 1600-
1500 a.C. –
procedimentos
cirúrgicos –
observações
objetivas sem
percepções mágico-
religiosas
História da Cirurgia: O Papiro Cirúrgico de Edwin Smith
Fase pré- moderna*:
• Medida aterrorizante e aflitiva - sempre um
último recurso em casos extremos
• Falta de conhecimento anatômico
• Progresso limitado a realizações isoladas de
personalidades extraordinárias
• Métodos testados em guerras sob pressão da
necessidade
• Dogmas clericais prevalecentes
• Marcada por dor, hemorragia, infecção e
mortalidade elevada
História da Cirurgia
*Moderno no sentido de recente, novo ou do tempo presente
• Bandagens e curativos
• Drenagens de abscessos
• Fraturas, luxações
• Hemorroidas e fístulas
• Amputações
• Extrações dentárias
• Herniotomias
• Cirurgias de catarata
História da Cirurgia
Atividades cirúrgicas mais antigas
1215 – Edito papal proibiu os monges de realizar procedimentos cirúrgicos -
A prática da cirurgia foi relegada a um status artesanal praticada por
barbeiros-cirurgiões
Barbeiros-cirurgiões e cirurgiões propriamente ditos formavam uma só categoria
– 1540 - a Companhia dos Barbeiros-Cirurgiões de Londres foi formada pela
união da Companhia de Barbeiros com a Sociedade dos Cirurgiões
História da Cirurgia
Cirurgiões e barbeiros-cirurgiões
(NOGUEIRA, 2007)
História da Cirurgia
Cirurgiões e barbeiros-cirurgiões
(BAGWELL, 2015)
Os barbeiros-cirurgiões eram treinados através de guildas -
treinamento prático para lidar com procedimentos mais simples
(sangrias, colocação de bandagens, drenagem de abscessos)
Os barbeiros-cirurgiões também foram chamados de "médicos da bata curta“, que se
distinguiam dos cirurgiões, denominados "médicos da bata longa", embora o status
universitário ainda não fosse concedido aos cirurgiões, mas apenas aos médicos
Os médicos seguiam um programa de educação dirigido pelas universidades, com
conhecimento dos clássicos e estudos de autores médicos antigos como Galeno; os
médicos consideravam indigno realizar procedimentos cirúrgicos
História da Cirurgia: Amputação
História da Cirurgia
- Os barbeiros também
foram os precursores dos
dentistas
Personagem revolucionário da História da Medicina, embora
não tenha sido médico – e sim cirurgião – no século XVI, o
cirurgião era considerado um profissional inferior aos médicos
Escreveu La Méthode de traicter lês playes faites par les
arquebuses et autres bastons à feu (Método de tratar ferimentos
feitos por arcabuzes e outras armas de fogo) e Dix livres de la
Chirurgie (Dez Livros de Cirurgia)
História da Cirurgia
Ambroise Paré: Pai da Cirurgia Moderna
Ambroise Paré - 1510-1590 – Pai da Cirurgia Moderna
- Cirurgião renascentista, aprendiz de Vesalius; cirurgião do exército francês nos campos de guerra
- Substituiu o uso de óleo fervente por uma mistura de terebintina, gema de ovo e óleo de rosas para
tratamento das feridas
- Substituiu o uso de ferro em brasa pela ligadura cirúrgica de vasos sanguíneos
- Inventou novos instrumentos cirúrgicos e próteses de membros
História da Cirurgia
"Não te atrevas a me ensinar cirurgia, tu que nada mais fizeste a não ser ler livros. Cirurgia aprende-
se trabalhando com as mãos e os olhos.“ (Ambroise Paré)
“Eu faço o curativo, Deus cura” (Paré)
(REZENDE, 2009)
História da Cirurgia – Século XVIII
A separação entre cirurgiões e barbeiros-cirurgiões ocorreu apenas em meados do
século XVIII - barbeiros e cirurgiões passaram a seguir caminhos separados – 1745 - os
cirurgiões formaram a Companhia dos Cirurgiões que, em 1800, tornou-se o Colégio Real de
Cirurgiões
Meados do século XVIII: as principais universidades de Inglaterra, França e Alemanha
passaram a oferecer cátedras em cirurgia; nas décadas seguintes, os cirurgiões alcançaram
posição igual à dos médicos
1731: A França foi o primeiro país a proibir os barbeiros de praticarem a cirurgia
J. Bras. Patol. Med. Lab. 2007; 43 (4):
John Hunter (1728-1793)
Um dos cirurgiões mais influentes da história; elevou a cirurgia de apenas técnica à ciência, baseada em
estudos experimentais
Primeira tentativa de inseminação artificial em humano – 1791 – Hunter não foi reconhecido nem
aclamado, pelo contrário, foi rejeitado pela sociedade e pela medicina da época
Valiosos estudos sobre inflamação, ferimentos a bala, choque e lesões em vasos sanguíneos
Inovou também ao propor o princípio de que os aneurismas podiam ser tratados por uma simples
ligadura proximal em vez de amputação, técnica que parece ter salvado milhares de membros
História da Cirurgia – Século XVIII
História da Cirurgia – Século XVIII
O primeiro caso de apendicectomia bem sucedida foi relatado por Claudius Amyand
na Royal Society de Londres em 1735 – sem anestesia
Obra “A operação”, de Gaspare Traversi
História da Cirurgia – Século XIX
Controladas a dor, a hemorragia e a infecção, foi possível intervir na cavidade
abdominal, torácica e desenvolver a neurocirurgia
O principal cenário da evolução da cirurgia no século XIX foi a Alemanha
Theodor Billroth, renomado médico e professor alemão, fundador da moderna
cirurgia abdominal, idealizou importantes técnicas de gastrectomia (Billroth I e
Billroth II) e foi o primeiro a realizar uma laringectomia com sucesso
História da Cirurgia – Final do Século XIX
1882 – “A realização de pericardiectomia equivaleria a um ato de
prostituição em cirurgia ou frivolidade cirúrgica” e “Todo cirurgião
que tentasse suturar uma ferida cardíaca deveria perder o respeito
de seus colegas” – Frases de Theodor Billroth
1986 - Ludwig Rehn obteve êxito ao suturar um
ferimento de ventrículo direito – primeira cirurgia
cardíaca bem sucedida
(MEDEIROS, 2010)
A revolução da cirurgia moderna
Importante ruptura no paradigma da cirurgia praticada até então - os fundamentos da técnica operatória
atual foram estabelecidos
Descoberta da anestesia geral com William Thomas Green Morton (1819-
1868) nos Estados Unidos*
Técnicas de antissepsia de Joseph Lister (1827-1912) na Inglaterra*
Desenvolvimento da microbiologia com Pasteur (1922-1895) na França*
Espetacular diminuição na morbimortalidade do ato operatório
História da Cirurgia – Final do Século XIX
*Foram temas de aulas anteriores
Thomas Morton, inventor da anestesia?
História da Cirurgia – Século XIX
História da Cirurgia – Século XIX
Long foi o primeiro a usar anestesia através da inalação com éter (com um
pano) – 1842 – em cirurgia de tumor cervical, mas não publicou sua descoberta
Hoje, retrospectivamente, a maioria dos autores de história da medicina concorda que Long
realizou a primeira cirurgia bem sucedida usando anestesia com éter
Long passou a usar o éter em amputações e em partos, mas ainda não se preocupou em publicar os
resultados de seus trabalhos - só foram publicados em 1849, quase três anos depois da publicação de
Morton
(REIS JÚNIOR, 2006; MAIA; FERNANDES, 2002)
Logo o éter foi substituído por anestésicos mais baratos e eficientes, tais como o clorofórmio
O primeiro a utilizar anestesia foi o médico Crawford Williamson Long – embora
tenha sido Morton quem primeiro divulgou a descoberta
História da Cirurgia – Século XIX
Afinal, quem é o mais importante:
o pai da ideia ou aquele que a
divulgou?
(MAIA; FERNANDES, 2002)
História da Cirurgia – Século XIX
Em novembro de 1847, James Young Simpson, obstetra em Edimburgo
(Escócia), usou clorofórmio para alívio da dor do parto vaginal - suscitou
diversos debates médicos e religiosos - a dor do parto era então
considerada um “castigo divino”
John Snow, médico e epidemiologista inglês, administrou clorofórmio à
Rainha Vitória em seu parto - 1857
História da Cirurgia – Século XIX
Nome marcado na história da medicina pela excelência do seu conhecimento
médico e pelo desenvolvimento de técnicas cirúrgicas – primeira mastectomia
radical - 1882
Primeiro a propor o uso de luvas de borracha durante as cirurgias (1890)
Criou a primeira Residência Médica (1889), no Departamento de Cirurgia da
Universidade John Hopkins, como um ensino de pós-graduação destinada a
médicos, sob a forma de curso de especialização, caracterizada por treinamento
em serviço
William Halsted (1852-1922): Ascensão da cirurgia científica – “pai
da cirurgia científica americana”
Quando o rei Carlos IX ficou doente, disse a Paré:
− “Espero que vás tratar melhor o rei do que os pobres do
hospital.”
Ambroise Paré respondeu: − “Não, isto é impossível.”
− “E por que?” Perguntou-lhe o rei.
Paré respondeu: − “Porque eu os trato como a reis.”
História da Cirurgia
Bagwell CE. "Respectful image": revenge of the barber surgeon. Ann Surg. 2005;241(6):872-8
Ghosh SK. Human cadaveric dissection: a historical account from ancient Greece to the modern era. Anat Cell Biol. 2015;48(3):153-69.
Maia RJF, Fernandes CR. O alvorecer da anestesia inalatória: uma perspectiva histórica. Rev. Bras. Anestesiol. 2002; 52 (6): 774-782
Medeiros Um mar de possibilidades: A medicina do passado, presente e futuro. São Paulo: Biblioteca 24 horas, 2010.
Nogueira RP. Do físico ao médico moderno: A formação social da prática médica. São Paulo: Unesp, 2007
Nossa capa. J. Bras. Patol. Med. Lab. 2007; 43 (4): Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442007000400001&lng=en&nrm=iso
Reis Júnior A. O primeiro a utilizar anestesia em cirurgia não foi um dentista. Foi o m édico Crawford Williamson Long. Rev. Bras. Anestesiol. 2006; 56 (3): 304-324
Rezende JM. Ambroise Paré, o cirurgião que não sabia latim. À sombra do plátano: crônicas de história da medicina. São Paulo: Editora Unifesp, 2009.
Vargas A, López M, Lillo C, Vargas MJ. El papiro de Edwin Smith y su trascendencia médica y odontológica. Rev Med Chil. 2012; 140(10):1357-62
Referências

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Clínica Médica II (parte 1)
Clínica Médica II (parte 1)Clínica Médica II (parte 1)
Clínica Médica II (parte 1)
Will Nunes
 
Clínica Cirúrgica AULA 1
Clínica Cirúrgica AULA 1Clínica Cirúrgica AULA 1
Clínica Cirúrgica AULA 1
Aline Bandeira
 
Slide Centro Cirúrgico
Slide Centro CirúrgicoSlide Centro Cirúrgico
Slide Centro Cirúrgico
Luana Santos
 
Tipos de anestesia
Tipos de anestesiaTipos de anestesia
Tipos de anestesia
Garrote Leal
 
Pré e Pós Operatório em Cirurgia
Pré e Pós Operatório em CirurgiaPré e Pós Operatório em Cirurgia
Pré e Pós Operatório em Cirurgia
Aillyn F. Bianchi, Faculdade de Medicina - UNIC
 
Posicionamento paciente
Posicionamento pacientePosicionamento paciente
Posicionamento paciente
Fernando de Oliveira Dutra
 
Punção venosa.
Punção venosa.Punção venosa.
Punção venosa.
Centro Universitário Ages
 
Equipe cirúrgica
Equipe cirúrgicaEquipe cirúrgica
Equipe cirúrgica
Guilherme Sicuto
 
Clínica cirúrgica aula teôrica 1 powerpoint data show
Clínica cirúrgica aula teôrica 1  powerpoint data showClínica cirúrgica aula teôrica 1  powerpoint data show
Clínica cirúrgica aula teôrica 1 powerpoint data show
César Müller
 
Aula 2 __posicoes_para_exames
Aula 2 __posicoes_para_examesAula 2 __posicoes_para_exames
Aula 2 __posicoes_para_exames
Marci Oliveira
 
enfermagem cirugica
enfermagem cirugicaenfermagem cirugica
enfermagem cirugica
ClaudenicePereiraPer
 
Manual de anotação de enfermagem hospital samaritano - 2005
Manual de anotação de enfermagem   hospital samaritano - 2005Manual de anotação de enfermagem   hospital samaritano - 2005
Manual de anotação de enfermagem hospital samaritano - 2005
Rodrigo Abreu
 
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
Will Nunes
 
Administração de medicamentos
Administração de medicamentosAdministração de medicamentos
Administração de medicamentos
Janaína Lassala
 
Modelo de evolução técnico de enfermagem
Modelo de evolução técnico de enfermagemModelo de evolução técnico de enfermagem
Modelo de evolução técnico de enfermagem
Raíssa Soeiro
 
Principais Cirurgias
Principais CirurgiasPrincipais Cirurgias
Principais Cirurgias
Zeca Ribeiro
 
Aula Central de material Esterilizado
Aula Central de material EsterilizadoAula Central de material Esterilizado
Aula Central de material Esterilizado
Conceição Quirino
 
Instrumentação cirúrgica oficial
Instrumentação cirúrgica oficialInstrumentação cirúrgica oficial
Instrumentação cirúrgica oficial
Eliete Santos
 
Mesa e Material Cirurgico
Mesa e Material CirurgicoMesa e Material Cirurgico
Mesa e Material Cirurgico
Fernando de Oliveira Dutra
 
Assistencia enfermagem-cirurgica
Assistencia enfermagem-cirurgicaAssistencia enfermagem-cirurgica
Assistencia enfermagem-cirurgica
FatianeSantos
 

Mais procurados (20)

Clínica Médica II (parte 1)
Clínica Médica II (parte 1)Clínica Médica II (parte 1)
Clínica Médica II (parte 1)
 
Clínica Cirúrgica AULA 1
Clínica Cirúrgica AULA 1Clínica Cirúrgica AULA 1
Clínica Cirúrgica AULA 1
 
Slide Centro Cirúrgico
Slide Centro CirúrgicoSlide Centro Cirúrgico
Slide Centro Cirúrgico
 
Tipos de anestesia
Tipos de anestesiaTipos de anestesia
Tipos de anestesia
 
Pré e Pós Operatório em Cirurgia
Pré e Pós Operatório em CirurgiaPré e Pós Operatório em Cirurgia
Pré e Pós Operatório em Cirurgia
 
Posicionamento paciente
Posicionamento pacientePosicionamento paciente
Posicionamento paciente
 
Punção venosa.
Punção venosa.Punção venosa.
Punção venosa.
 
Equipe cirúrgica
Equipe cirúrgicaEquipe cirúrgica
Equipe cirúrgica
 
Clínica cirúrgica aula teôrica 1 powerpoint data show
Clínica cirúrgica aula teôrica 1  powerpoint data showClínica cirúrgica aula teôrica 1  powerpoint data show
Clínica cirúrgica aula teôrica 1 powerpoint data show
 
Aula 2 __posicoes_para_exames
Aula 2 __posicoes_para_examesAula 2 __posicoes_para_exames
Aula 2 __posicoes_para_exames
 
enfermagem cirugica
enfermagem cirugicaenfermagem cirugica
enfermagem cirugica
 
Manual de anotação de enfermagem hospital samaritano - 2005
Manual de anotação de enfermagem   hospital samaritano - 2005Manual de anotação de enfermagem   hospital samaritano - 2005
Manual de anotação de enfermagem hospital samaritano - 2005
 
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
Unidade de Terapia Intensiva (parte 1)
 
Administração de medicamentos
Administração de medicamentosAdministração de medicamentos
Administração de medicamentos
 
Modelo de evolução técnico de enfermagem
Modelo de evolução técnico de enfermagemModelo de evolução técnico de enfermagem
Modelo de evolução técnico de enfermagem
 
Principais Cirurgias
Principais CirurgiasPrincipais Cirurgias
Principais Cirurgias
 
Aula Central de material Esterilizado
Aula Central de material EsterilizadoAula Central de material Esterilizado
Aula Central de material Esterilizado
 
Instrumentação cirúrgica oficial
Instrumentação cirúrgica oficialInstrumentação cirúrgica oficial
Instrumentação cirúrgica oficial
 
Mesa e Material Cirurgico
Mesa e Material CirurgicoMesa e Material Cirurgico
Mesa e Material Cirurgico
 
Assistencia enfermagem-cirurgica
Assistencia enfermagem-cirurgicaAssistencia enfermagem-cirurgica
Assistencia enfermagem-cirurgica
 

Destaque

História do Ensino Médico
História do Ensino MédicoHistória do Ensino Médico
História do Ensino Médico
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
História da Medicina no Brasil
História da Medicina no BrasilHistória da Medicina no Brasil
História da Medicina no Brasil
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Semiologia 19 psiquiatria - anamnese psiquiátrica
Semiologia 19   psiquiatria - anamnese psiquiátricaSemiologia 19   psiquiatria - anamnese psiquiátrica
Semiologia 19 psiquiatria - anamnese psiquiátrica
Jucie Vasconcelos
 
Semiologia psiquiátrica
Semiologia psiquiátricaSemiologia psiquiátrica
Semiologia psiquiátrica
Isadora Ribeiro
 
Anormalidades das Unhas - GESME - Profa. Rilva Lopes de Sousa-Muñoz
Anormalidades das Unhas - GESME - Profa. Rilva Lopes de Sousa-MuñozAnormalidades das Unhas - GESME - Profa. Rilva Lopes de Sousa-Muñoz
Anormalidades das Unhas - GESME - Profa. Rilva Lopes de Sousa-Muñoz
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
O Papel do Médico Generalista na Detecção do Câncer
O Papel do Médico Generalista na Detecção do CâncerO Papel do Médico Generalista na Detecção do Câncer
O Papel do Médico Generalista na Detecção do Câncer
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
semiologia-psiquiatrica
semiologia-psiquiatricasemiologia-psiquiatrica
semiologia-psiquiatrica
v1c7or1n0
 

Destaque (7)

História do Ensino Médico
História do Ensino MédicoHistória do Ensino Médico
História do Ensino Médico
 
História da Medicina no Brasil
História da Medicina no BrasilHistória da Medicina no Brasil
História da Medicina no Brasil
 
Semiologia 19 psiquiatria - anamnese psiquiátrica
Semiologia 19   psiquiatria - anamnese psiquiátricaSemiologia 19   psiquiatria - anamnese psiquiátrica
Semiologia 19 psiquiatria - anamnese psiquiátrica
 
Semiologia psiquiátrica
Semiologia psiquiátricaSemiologia psiquiátrica
Semiologia psiquiátrica
 
Anormalidades das Unhas - GESME - Profa. Rilva Lopes de Sousa-Muñoz
Anormalidades das Unhas - GESME - Profa. Rilva Lopes de Sousa-MuñozAnormalidades das Unhas - GESME - Profa. Rilva Lopes de Sousa-Muñoz
Anormalidades das Unhas - GESME - Profa. Rilva Lopes de Sousa-Muñoz
 
O Papel do Médico Generalista na Detecção do Câncer
O Papel do Médico Generalista na Detecção do CâncerO Papel do Médico Generalista na Detecção do Câncer
O Papel do Médico Generalista na Detecção do Câncer
 
semiologia-psiquiatrica
semiologia-psiquiatricasemiologia-psiquiatrica
semiologia-psiquiatrica
 

Semelhante a História da Cirurgia

História da cirurgia
História da cirurgiaHistória da cirurgia
História da cirurgia
Carla Figueira
 
História da cirurgia
História da cirurgiaHistória da cirurgia
História da cirurgia
Danilo Modesto
 
História da Cirurgia Plástica do Nariz
História da Cirurgia Plástica do NarizHistória da Cirurgia Plástica do Nariz
História da Cirurgia Plástica do Nariz
Brunno Rosique
 
Cirurgia ginecológica passado, presente e futuro 2019
Cirurgia ginecológica passado, presente e futuro 2019Cirurgia ginecológica passado, presente e futuro 2019
Cirurgia ginecológica passado, presente e futuro 2019
Perito Judicial das Varas do Trabalho da 14ª Região TRT
 
TÉCNICA OPERATÓRIA
TÉCNICA OPERATÓRIATÉCNICA OPERATÓRIA
TÉCNICA OPERATÓRIA
Fernando de Oliveira Dutra
 
Cirurgia ginecologica passado, presente e futuro
Cirurgia ginecologica passado, presente e futuroCirurgia ginecologica passado, presente e futuro
Cirurgia ginecologica passado, presente e futuro
Perito Judicial das Varas do Trabalho da 14ª Região TRT
 
enfermagem perioperatório, periodos operatórios
enfermagem perioperatório, periodos operatórios enfermagem perioperatório, periodos operatórios
enfermagem perioperatório, periodos operatórios
Higor Cortez
 
Introdução a cirurgia.pptx
Introdução a cirurgia.pptxIntrodução a cirurgia.pptx
Introdução a cirurgia.pptx
gilmaramartins10
 
TRANSPLANTE DE ORGÃOS Bioética.pptx
TRANSPLANTE DE ORGÃOS Bioética.pptxTRANSPLANTE DE ORGÃOS Bioética.pptx
TRANSPLANTE DE ORGÃOS Bioética.pptx
ssuser4542ce
 
Introdução a Cirurgia Plástica
Introdução a Cirurgia PlásticaIntrodução a Cirurgia Plástica
Introdução a Cirurgia Plástica
Brunno Rosique
 
Carpue - História da Cirurgia Nasal
Carpue - História da Cirurgia NasalCarpue - História da Cirurgia Nasal
Carpue - História da Cirurgia Nasal
Brunno Rosique
 
Segurança do Trabalho e sua história
Segurança do Trabalho e sua históriaSegurança do Trabalho e sua história
Segurança do Trabalho e sua história
Gilsimar Marques Francisco
 
Invoções cientificas - Trabalho de ciencias
Invoções cientificas - Trabalho de cienciasInvoções cientificas - Trabalho de ciencias
Invoções cientificas - Trabalho de ciencias
Miguel Monteiro
 
Invoções cientificas - Trabalho de Ciências
Invoções cientificas - Trabalho de Ciências Invoções cientificas - Trabalho de Ciências
Invoções cientificas - Trabalho de Ciências
Miguel Monteiro
 
História da Cirurgia Plástica - Idade Média
História da Cirurgia Plástica - Idade MédiaHistória da Cirurgia Plástica - Idade Média
História da Cirurgia Plástica - Idade Média
Brunno Rosique
 
Ciclo iii 01
Ciclo iii 01Ciclo iii 01
Ciclo iii 01
Rodrigo Abreu
 
Aspectos Históricos
Aspectos HistóricosAspectos Históricos
Aspectos Históricos
cileneaiette
 
Texto de anatomia
Texto de anatomiaTexto de anatomia
Texto de anatomia
Victória Alanna
 
Tagliacozzi e a Cirurgia Plásica na Itália
Tagliacozzi e a Cirurgia Plásica na ItáliaTagliacozzi e a Cirurgia Plásica na Itália
Tagliacozzi e a Cirurgia Plásica na Itália
Brunno Rosique
 
Historia da Cirurgia Plástica Antiguidade
Historia da Cirurgia Plástica AntiguidadeHistoria da Cirurgia Plástica Antiguidade
Historia da Cirurgia Plástica Antiguidade
Brunno Rosique
 

Semelhante a História da Cirurgia (20)

História da cirurgia
História da cirurgiaHistória da cirurgia
História da cirurgia
 
História da cirurgia
História da cirurgiaHistória da cirurgia
História da cirurgia
 
História da Cirurgia Plástica do Nariz
História da Cirurgia Plástica do NarizHistória da Cirurgia Plástica do Nariz
História da Cirurgia Plástica do Nariz
 
Cirurgia ginecológica passado, presente e futuro 2019
Cirurgia ginecológica passado, presente e futuro 2019Cirurgia ginecológica passado, presente e futuro 2019
Cirurgia ginecológica passado, presente e futuro 2019
 
TÉCNICA OPERATÓRIA
TÉCNICA OPERATÓRIATÉCNICA OPERATÓRIA
TÉCNICA OPERATÓRIA
 
Cirurgia ginecologica passado, presente e futuro
Cirurgia ginecologica passado, presente e futuroCirurgia ginecologica passado, presente e futuro
Cirurgia ginecologica passado, presente e futuro
 
enfermagem perioperatório, periodos operatórios
enfermagem perioperatório, periodos operatórios enfermagem perioperatório, periodos operatórios
enfermagem perioperatório, periodos operatórios
 
Introdução a cirurgia.pptx
Introdução a cirurgia.pptxIntrodução a cirurgia.pptx
Introdução a cirurgia.pptx
 
TRANSPLANTE DE ORGÃOS Bioética.pptx
TRANSPLANTE DE ORGÃOS Bioética.pptxTRANSPLANTE DE ORGÃOS Bioética.pptx
TRANSPLANTE DE ORGÃOS Bioética.pptx
 
Introdução a Cirurgia Plástica
Introdução a Cirurgia PlásticaIntrodução a Cirurgia Plástica
Introdução a Cirurgia Plástica
 
Carpue - História da Cirurgia Nasal
Carpue - História da Cirurgia NasalCarpue - História da Cirurgia Nasal
Carpue - História da Cirurgia Nasal
 
Segurança do Trabalho e sua história
Segurança do Trabalho e sua históriaSegurança do Trabalho e sua história
Segurança do Trabalho e sua história
 
Invoções cientificas - Trabalho de ciencias
Invoções cientificas - Trabalho de cienciasInvoções cientificas - Trabalho de ciencias
Invoções cientificas - Trabalho de ciencias
 
Invoções cientificas - Trabalho de Ciências
Invoções cientificas - Trabalho de Ciências Invoções cientificas - Trabalho de Ciências
Invoções cientificas - Trabalho de Ciências
 
História da Cirurgia Plástica - Idade Média
História da Cirurgia Plástica - Idade MédiaHistória da Cirurgia Plástica - Idade Média
História da Cirurgia Plástica - Idade Média
 
Ciclo iii 01
Ciclo iii 01Ciclo iii 01
Ciclo iii 01
 
Aspectos Históricos
Aspectos HistóricosAspectos Históricos
Aspectos Históricos
 
Texto de anatomia
Texto de anatomiaTexto de anatomia
Texto de anatomia
 
Tagliacozzi e a Cirurgia Plásica na Itália
Tagliacozzi e a Cirurgia Plásica na ItáliaTagliacozzi e a Cirurgia Plásica na Itália
Tagliacozzi e a Cirurgia Plásica na Itália
 
Historia da Cirurgia Plástica Antiguidade
Historia da Cirurgia Plástica AntiguidadeHistoria da Cirurgia Plástica Antiguidade
Historia da Cirurgia Plástica Antiguidade
 

Mais de Rilva Lopes de Sousa Muñoz

Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOSA RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
História da Saúde Pública no Brasil
História da Saúde Pública no BrasilHistória da Saúde Pública no Brasil
História da Saúde Pública no Brasil
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
História da Saúde Pública - Parte 1
História da Saúde Pública - Parte 1História da Saúde Pública - Parte 1
História da Saúde Pública - Parte 1
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
História da Teoria Microbiana das Doenças
História da Teoria Microbiana das DoençasHistória da Teoria Microbiana das Doenças
História da Teoria Microbiana das Doenças
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Teorias de Aprendizagem em Medicina
Teorias de Aprendizagem em MedicinaTeorias de Aprendizagem em Medicina
Teorias de Aprendizagem em Medicina
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO  INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICAORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO  INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
História das Doenças Negligenciadas
História das Doenças NegligenciadasHistória das Doenças Negligenciadas
História das Doenças Negligenciadas
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Semiologia Baseada em Evidências
Semiologia Baseada em EvidênciasSemiologia Baseada em Evidências
Semiologia Baseada em Evidências
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Aula "Atestados Médicos"
Aula "Atestados Médicos" Aula "Atestados Médicos"
Aula "Atestados Médicos"
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESMEElaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESMEVelhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESMEValidade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. RilvaMedicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. RilvaNoções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Teoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESME
Teoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESMETeoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESME
Teoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESME
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. RilvaPesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Modelos de Pesquisa Científica de Abordagem Quantitativa
Modelos de Pesquisa Científica de Abordagem QuantitativaModelos de Pesquisa Científica de Abordagem Quantitativa
Modelos de Pesquisa Científica de Abordagem Quantitativa
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Problema de Pesquisa e Hipóteses Científicas - Profa.Rilva - GESME
Problema de Pesquisa e Hipóteses Científicas - Profa.Rilva - GESMEProblema de Pesquisa e Hipóteses Científicas - Profa.Rilva - GESME
Problema de Pesquisa e Hipóteses Científicas - Profa.Rilva - GESME
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Dor Crônica: Anamnese - Profa. Rilva - GESME
Dor Crônica: Anamnese - Profa. Rilva - GESMEDor Crônica: Anamnese - Profa. Rilva - GESME
Dor Crônica: Anamnese - Profa. Rilva - GESME
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 

Mais de Rilva Lopes de Sousa Muñoz (20)

Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
 
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOSA RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
 
História da Saúde Pública no Brasil
História da Saúde Pública no BrasilHistória da Saúde Pública no Brasil
História da Saúde Pública no Brasil
 
História da Saúde Pública - Parte 1
História da Saúde Pública - Parte 1História da Saúde Pública - Parte 1
História da Saúde Pública - Parte 1
 
História da Teoria Microbiana das Doenças
História da Teoria Microbiana das DoençasHistória da Teoria Microbiana das Doenças
História da Teoria Microbiana das Doenças
 
Teorias de Aprendizagem em Medicina
Teorias de Aprendizagem em MedicinaTeorias de Aprendizagem em Medicina
Teorias de Aprendizagem em Medicina
 
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO  INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICAORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO  INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
 
História das Doenças Negligenciadas
História das Doenças NegligenciadasHistória das Doenças Negligenciadas
História das Doenças Negligenciadas
 
Semiologia Baseada em Evidências
Semiologia Baseada em EvidênciasSemiologia Baseada em Evidências
Semiologia Baseada em Evidências
 
Aula "Atestados Médicos"
Aula "Atestados Médicos" Aula "Atestados Médicos"
Aula "Atestados Médicos"
 
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESMEElaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
 
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESMEVelhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
 
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESMEValidade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
 
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. RilvaMedicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
 
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. RilvaNoções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
 
Teoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESME
Teoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESMETeoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESME
Teoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESME
 
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. RilvaPesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
 
Modelos de Pesquisa Científica de Abordagem Quantitativa
Modelos de Pesquisa Científica de Abordagem QuantitativaModelos de Pesquisa Científica de Abordagem Quantitativa
Modelos de Pesquisa Científica de Abordagem Quantitativa
 
Problema de Pesquisa e Hipóteses Científicas - Profa.Rilva - GESME
Problema de Pesquisa e Hipóteses Científicas - Profa.Rilva - GESMEProblema de Pesquisa e Hipóteses Científicas - Profa.Rilva - GESME
Problema de Pesquisa e Hipóteses Científicas - Profa.Rilva - GESME
 
Dor Crônica: Anamnese - Profa. Rilva - GESME
Dor Crônica: Anamnese - Profa. Rilva - GESMEDor Crônica: Anamnese - Profa. Rilva - GESME
Dor Crônica: Anamnese - Profa. Rilva - GESME
 

Último

O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
AntHropológicas Visual PPGA-UFPE
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
Sandra Pratas
 
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Desafio matemático -  multiplicação e divisão.Desafio matemático -  multiplicação e divisão.
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Mary Alvarenga
 
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
principeandregalli
 
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTAEstudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
deboracorrea21
 
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptxLicao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
jetroescola
 
Caça-palavras e cruzadinha - Encontros consonantais.
Caça-palavras e cruzadinha -  Encontros consonantais.Caça-palavras e cruzadinha -  Encontros consonantais.
Caça-palavras e cruzadinha - Encontros consonantais.
Mary Alvarenga
 
escrita criativa utilizada na arteterapia
escrita criativa   utilizada na arteterapiaescrita criativa   utilizada na arteterapia
escrita criativa utilizada na arteterapia
shirleisousa9166
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
Sandra Pratas
 
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
Falcão Brasil
 
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdfHistória das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
LeideLauraCenturionL
 
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdf
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdfTrabalho Colaborativo na educação especial.pdf
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdf
marcos oliveira
 
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Falcão Brasil
 
Caça-palavras - multiplicação
Caça-palavras  -  multiplicaçãoCaça-palavras  -  multiplicação
Caça-palavras - multiplicação
Mary Alvarenga
 
apresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacionalapresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacional
shirleisousa9166
 
Matemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
Matemática para Concursos - Teoria dos ConjuntosMatemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
Matemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
Instituto Walter Alencar
 
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores LocaisTemática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Colaborar Educacional
 

Último (20)

O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_RITA E CLÁUDIA_22_23
 
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Desafio matemático -  multiplicação e divisão.Desafio matemático -  multiplicação e divisão.
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
 
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
 
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
 
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTAEstudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
Estudo Infantil - MISSÕES NACIONAIS - IGREJA BATISTA
 
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2020 CENSIPAM.pdf
 
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptxLicao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
Licao de adultos Topico 1 CPAD edit.pptx
 
Caça-palavras e cruzadinha - Encontros consonantais.
Caça-palavras e cruzadinha -  Encontros consonantais.Caça-palavras e cruzadinha -  Encontros consonantais.
Caça-palavras e cruzadinha - Encontros consonantais.
 
escrita criativa utilizada na arteterapia
escrita criativa   utilizada na arteterapiaescrita criativa   utilizada na arteterapia
escrita criativa utilizada na arteterapia
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
 
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2021/2022 CENSIPAM.pdf
 
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdfRelatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
Relatório de Atividades 2019 CENSIPAM.pdf
 
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdfHistória das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
 
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdf
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdfTrabalho Colaborativo na educação especial.pdf
Trabalho Colaborativo na educação especial.pdf
 
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
 
Caça-palavras - multiplicação
Caça-palavras  -  multiplicaçãoCaça-palavras  -  multiplicação
Caça-palavras - multiplicação
 
apresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacionalapresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacional
 
Matemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
Matemática para Concursos - Teoria dos ConjuntosMatemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
Matemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
 
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores LocaisTemática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
 

História da Cirurgia

  • 1. Módulo de História da Medicina e da Bioética DMI/CCM/UFPB HISTÓRIA DA CIRURGIA Profa. Rilva Lopes de Sousa Muñoz
  • 2. Até o final do século XIX, não havia anestesia... Até o final do século XIX não havia antissepsia... História da Cirurgia Imagem: Amputation in the Operating Room of St. Thomas Hospital (1775), pintura do Colégio Real de Cirurgiões
  • 3. No século XIX, havia a ideia de que o abdome, o tórax e o cérebro sempre seriam inacessíveis à cirurgia “O abdome, o tórax e o cérebro sempre serão fechados à intrusão do cirurgião.” (Sir John Ericksen, cirurgião da Rainha Vitória, 1837) Frase proferida no século XIX, quando o paciente submetido a cirurgias geralmente estava destinado a morrer por causa de complicações infecciosas In: A short history of the evolution of surgery História da Cirurgia
  • 4. “Atualmente, nossos colegas realizam uma média de 80.000 cirurgias por dia (nos EUA), muitas no abdome, no tórax ou no cérebro” Daniel J. Riskin, médico americano, UCLA, 2006 História da Cirurgia
  • 5. Quais são os primeiros registros existentes na história da cirurgia? História da Cirurgia Quais são as características da cirurgia na fase pré-moderna*? Quais eram os procedimentos cirúrgicos praticados antes da moderna* era da cirurgia? *Moderna no sentido de recente, novo ou do tempo presente
  • 6. Que fatores propiciaram a maior revolução da cirurgia? História da Cirurgia Por que os cirurgiões medievais eram barbeiros? Quando e como passou a haver controle de hemorragias nos atos operatórios?
  • 7. Os primeiros procedimentos cirúrgicos conhecidos ocorreram muito antes de se ter qualquer conhecimento real sobre o funcionamento interno do corpo Há evidências paleontológicas de trepanações na Era Neolítica datadas de até 8.500 a.C - suspeita-se de que foram feitas para a “saída de demônios e forças malévolas”... História da Cirurgia
  • 8. Influência do trabalho de Andreas Vesalius (1514-1564) - André Vesalius exerceu grande influência na história da cirurgia* - De Humani Corporis Fabrica História da Cirurgia *Foi tema de aula anterior
  • 9. Cirurgia antes do final do século XIX: Dor e infecção; a hemorragia já tinha sido relativamente reduzida pela ligaduras de vasos Antes do Século XVI, havia incerteza sobre as estruturas internas e funções do corpo; os textos de anatomia continham erros Durante grande parte da história europeia, aprender anatomia através de dissecções de corpos humanos era delituoso e sacrílego A dissecação cadavérica humana passou a ser permitida no século XIV quando anatomistas da universidade de Bolonha receberam permissão da Igreja para dissecar corpos de criminosos executados História da Cirurgia (GOSH, 2015)
  • 10. História da Cirurgia: O Papiro Cirúrgico de Edwin Smith Fotocópia de uma página do papiro de Edwin Smith, que versava principalmente sobre cirurgia (VARGAS et al., 2012)
  • 11. • As mais antigas descrições anatômicas e fisiológicas de diversas doenças, incluindo estudos de danos cerebrais • Primeiro registro em que as palavras “cérebro”, “meninges” e “liquido cefalorraquidiano” apareceram – bases para a primeira nomenclatura anatômica • Relato de 48 casos de observação de feridas de guerra – registros contendo procedimentos racionais – sutura com agulha e fios, drenagem de abscessos, cauterização com ferro quente, aplicação de compressas Primeiro tratado de cirurgia da história da medicina - 1600- 1500 a.C. – procedimentos cirúrgicos – observações objetivas sem percepções mágico- religiosas História da Cirurgia: O Papiro Cirúrgico de Edwin Smith
  • 12. Fase pré- moderna*: • Medida aterrorizante e aflitiva - sempre um último recurso em casos extremos • Falta de conhecimento anatômico • Progresso limitado a realizações isoladas de personalidades extraordinárias • Métodos testados em guerras sob pressão da necessidade • Dogmas clericais prevalecentes • Marcada por dor, hemorragia, infecção e mortalidade elevada História da Cirurgia *Moderno no sentido de recente, novo ou do tempo presente
  • 13. • Bandagens e curativos • Drenagens de abscessos • Fraturas, luxações • Hemorroidas e fístulas • Amputações • Extrações dentárias • Herniotomias • Cirurgias de catarata História da Cirurgia Atividades cirúrgicas mais antigas
  • 14. 1215 – Edito papal proibiu os monges de realizar procedimentos cirúrgicos - A prática da cirurgia foi relegada a um status artesanal praticada por barbeiros-cirurgiões Barbeiros-cirurgiões e cirurgiões propriamente ditos formavam uma só categoria – 1540 - a Companhia dos Barbeiros-Cirurgiões de Londres foi formada pela união da Companhia de Barbeiros com a Sociedade dos Cirurgiões História da Cirurgia Cirurgiões e barbeiros-cirurgiões (NOGUEIRA, 2007)
  • 15. História da Cirurgia Cirurgiões e barbeiros-cirurgiões (BAGWELL, 2015) Os barbeiros-cirurgiões eram treinados através de guildas - treinamento prático para lidar com procedimentos mais simples (sangrias, colocação de bandagens, drenagem de abscessos) Os barbeiros-cirurgiões também foram chamados de "médicos da bata curta“, que se distinguiam dos cirurgiões, denominados "médicos da bata longa", embora o status universitário ainda não fosse concedido aos cirurgiões, mas apenas aos médicos Os médicos seguiam um programa de educação dirigido pelas universidades, com conhecimento dos clássicos e estudos de autores médicos antigos como Galeno; os médicos consideravam indigno realizar procedimentos cirúrgicos
  • 16. História da Cirurgia: Amputação
  • 17. História da Cirurgia - Os barbeiros também foram os precursores dos dentistas
  • 18. Personagem revolucionário da História da Medicina, embora não tenha sido médico – e sim cirurgião – no século XVI, o cirurgião era considerado um profissional inferior aos médicos Escreveu La Méthode de traicter lês playes faites par les arquebuses et autres bastons à feu (Método de tratar ferimentos feitos por arcabuzes e outras armas de fogo) e Dix livres de la Chirurgie (Dez Livros de Cirurgia) História da Cirurgia Ambroise Paré: Pai da Cirurgia Moderna
  • 19. Ambroise Paré - 1510-1590 – Pai da Cirurgia Moderna - Cirurgião renascentista, aprendiz de Vesalius; cirurgião do exército francês nos campos de guerra - Substituiu o uso de óleo fervente por uma mistura de terebintina, gema de ovo e óleo de rosas para tratamento das feridas - Substituiu o uso de ferro em brasa pela ligadura cirúrgica de vasos sanguíneos - Inventou novos instrumentos cirúrgicos e próteses de membros História da Cirurgia "Não te atrevas a me ensinar cirurgia, tu que nada mais fizeste a não ser ler livros. Cirurgia aprende- se trabalhando com as mãos e os olhos.“ (Ambroise Paré) “Eu faço o curativo, Deus cura” (Paré) (REZENDE, 2009)
  • 20. História da Cirurgia – Século XVIII A separação entre cirurgiões e barbeiros-cirurgiões ocorreu apenas em meados do século XVIII - barbeiros e cirurgiões passaram a seguir caminhos separados – 1745 - os cirurgiões formaram a Companhia dos Cirurgiões que, em 1800, tornou-se o Colégio Real de Cirurgiões Meados do século XVIII: as principais universidades de Inglaterra, França e Alemanha passaram a oferecer cátedras em cirurgia; nas décadas seguintes, os cirurgiões alcançaram posição igual à dos médicos 1731: A França foi o primeiro país a proibir os barbeiros de praticarem a cirurgia J. Bras. Patol. Med. Lab. 2007; 43 (4):
  • 21. John Hunter (1728-1793) Um dos cirurgiões mais influentes da história; elevou a cirurgia de apenas técnica à ciência, baseada em estudos experimentais Primeira tentativa de inseminação artificial em humano – 1791 – Hunter não foi reconhecido nem aclamado, pelo contrário, foi rejeitado pela sociedade e pela medicina da época Valiosos estudos sobre inflamação, ferimentos a bala, choque e lesões em vasos sanguíneos Inovou também ao propor o princípio de que os aneurismas podiam ser tratados por uma simples ligadura proximal em vez de amputação, técnica que parece ter salvado milhares de membros História da Cirurgia – Século XVIII
  • 22. História da Cirurgia – Século XVIII O primeiro caso de apendicectomia bem sucedida foi relatado por Claudius Amyand na Royal Society de Londres em 1735 – sem anestesia Obra “A operação”, de Gaspare Traversi
  • 23. História da Cirurgia – Século XIX Controladas a dor, a hemorragia e a infecção, foi possível intervir na cavidade abdominal, torácica e desenvolver a neurocirurgia O principal cenário da evolução da cirurgia no século XIX foi a Alemanha Theodor Billroth, renomado médico e professor alemão, fundador da moderna cirurgia abdominal, idealizou importantes técnicas de gastrectomia (Billroth I e Billroth II) e foi o primeiro a realizar uma laringectomia com sucesso
  • 24. História da Cirurgia – Final do Século XIX 1882 – “A realização de pericardiectomia equivaleria a um ato de prostituição em cirurgia ou frivolidade cirúrgica” e “Todo cirurgião que tentasse suturar uma ferida cardíaca deveria perder o respeito de seus colegas” – Frases de Theodor Billroth 1986 - Ludwig Rehn obteve êxito ao suturar um ferimento de ventrículo direito – primeira cirurgia cardíaca bem sucedida (MEDEIROS, 2010)
  • 25. A revolução da cirurgia moderna Importante ruptura no paradigma da cirurgia praticada até então - os fundamentos da técnica operatória atual foram estabelecidos Descoberta da anestesia geral com William Thomas Green Morton (1819- 1868) nos Estados Unidos* Técnicas de antissepsia de Joseph Lister (1827-1912) na Inglaterra* Desenvolvimento da microbiologia com Pasteur (1922-1895) na França* Espetacular diminuição na morbimortalidade do ato operatório História da Cirurgia – Final do Século XIX *Foram temas de aulas anteriores
  • 26. Thomas Morton, inventor da anestesia? História da Cirurgia – Século XIX
  • 27. História da Cirurgia – Século XIX Long foi o primeiro a usar anestesia através da inalação com éter (com um pano) – 1842 – em cirurgia de tumor cervical, mas não publicou sua descoberta Hoje, retrospectivamente, a maioria dos autores de história da medicina concorda que Long realizou a primeira cirurgia bem sucedida usando anestesia com éter Long passou a usar o éter em amputações e em partos, mas ainda não se preocupou em publicar os resultados de seus trabalhos - só foram publicados em 1849, quase três anos depois da publicação de Morton (REIS JÚNIOR, 2006; MAIA; FERNANDES, 2002) Logo o éter foi substituído por anestésicos mais baratos e eficientes, tais como o clorofórmio
  • 28. O primeiro a utilizar anestesia foi o médico Crawford Williamson Long – embora tenha sido Morton quem primeiro divulgou a descoberta História da Cirurgia – Século XIX Afinal, quem é o mais importante: o pai da ideia ou aquele que a divulgou? (MAIA; FERNANDES, 2002)
  • 29. História da Cirurgia – Século XIX Em novembro de 1847, James Young Simpson, obstetra em Edimburgo (Escócia), usou clorofórmio para alívio da dor do parto vaginal - suscitou diversos debates médicos e religiosos - a dor do parto era então considerada um “castigo divino” John Snow, médico e epidemiologista inglês, administrou clorofórmio à Rainha Vitória em seu parto - 1857
  • 30. História da Cirurgia – Século XIX Nome marcado na história da medicina pela excelência do seu conhecimento médico e pelo desenvolvimento de técnicas cirúrgicas – primeira mastectomia radical - 1882 Primeiro a propor o uso de luvas de borracha durante as cirurgias (1890) Criou a primeira Residência Médica (1889), no Departamento de Cirurgia da Universidade John Hopkins, como um ensino de pós-graduação destinada a médicos, sob a forma de curso de especialização, caracterizada por treinamento em serviço William Halsted (1852-1922): Ascensão da cirurgia científica – “pai da cirurgia científica americana”
  • 31. Quando o rei Carlos IX ficou doente, disse a Paré: − “Espero que vás tratar melhor o rei do que os pobres do hospital.” Ambroise Paré respondeu: − “Não, isto é impossível.” − “E por que?” Perguntou-lhe o rei. Paré respondeu: − “Porque eu os trato como a reis.” História da Cirurgia
  • 32. Bagwell CE. "Respectful image": revenge of the barber surgeon. Ann Surg. 2005;241(6):872-8 Ghosh SK. Human cadaveric dissection: a historical account from ancient Greece to the modern era. Anat Cell Biol. 2015;48(3):153-69. Maia RJF, Fernandes CR. O alvorecer da anestesia inalatória: uma perspectiva histórica. Rev. Bras. Anestesiol. 2002; 52 (6): 774-782 Medeiros Um mar de possibilidades: A medicina do passado, presente e futuro. São Paulo: Biblioteca 24 horas, 2010. Nogueira RP. Do físico ao médico moderno: A formação social da prática médica. São Paulo: Unesp, 2007 Nossa capa. J. Bras. Patol. Med. Lab. 2007; 43 (4): Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442007000400001&lng=en&nrm=iso Reis Júnior A. O primeiro a utilizar anestesia em cirurgia não foi um dentista. Foi o m édico Crawford Williamson Long. Rev. Bras. Anestesiol. 2006; 56 (3): 304-324 Rezende JM. Ambroise Paré, o cirurgião que não sabia latim. À sombra do plátano: crônicas de história da medicina. São Paulo: Editora Unifesp, 2009. Vargas A, López M, Lillo C, Vargas MJ. El papiro de Edwin Smith y su trascendencia médica y odontológica. Rev Med Chil. 2012; 140(10):1357-62 Referências