SlideShare uma empresa Scribd logo
HISTÓRIA DA
MEDICINA NO
BRASIL
Módulo de História da Medicina e da
Bioética
Profa. Rilva Lopes de Sousa Muñoz
Departamento de Medicina Interna
CCM/UFPB
2
Brasil Colonial: Séculos XVI e XVII
Assistência à saúde da população
•A população colonial recebia
assistência de jesuítas, barbeiros,
curandeiros e parteiras
•Não havia médicos diplomados
no Brasil naquela época,
tampouco preocupação de
Portugal com a saúde pública da
colônia
3
Brasil Colonial: Séculos XVI e XVII
Assistência à saúde da população
• Assistência dos Jesuítas: tarefa
missionária e educacional nas
colônias portuguesas - incluía
atuação na área da saúde
• Atuação dos Jesuítas na saúde:
tratamento de doenças e epidemias,
fundação de hospitais, estudo de
plantas curativas da região e
manutenção de boticas e
enfermarias em seus colégios
(CALAINHO, 2005)
4
Brasil Colonial: Séculos XVI e XVII
Assistência à saúde da população
• O trabalho jesuítico na área da saúde
perdurou até o século XVIII pela escassez
de médicos formados na Europa
• Boticas dos Jesuítas: medicamentos vindos
de Portugal e também preparados a partir
de plantas obtidas dos indígenas
• Havia uma coleção de várias receitas e
segredos particulares das principais
boticas – a “Triaga Brasílica” foi a receita
jesuítica mais famosa - dezenas de ervas e
produtos animais para diversos males
(CALAINHO, 2005)
5
Brasil Colonial: Século XV
Legislação Sanitária de Portugal
• 1430: o rei de Portugal exigiu que todos os
que praticavam medicina fossem
avaliados e aprovados pelo médico da
Coroa, também denominado “físico” – o
FÍSICO-MOR
• 1448: o regimento do físico-mor,
sancionado em lei do Reino, explicitava,
entre os encargos da função, a
regulamentação do exercício da medicina
e cirurgia por meio de licença
(EDLER, 2010)
6
Brasil Colonial: Século XVI
Ordenações Filipinas
• Ordenações Filipinas (1595):
emitidas pelo Rei D. Felipe -
tratavam de todos os assuntos
de interesse da Coroa, e
ditavam também regras sobre os
ofícios de médicos, cirurgiões e
boticários
• Estabelecia a Fisicatura: o
tribunal em que o físico-mor
era o avaliador
(EDLER, 2010)
Brasil Colonial: Séculos XVI e XVII
Assistência de Médicos
•O físico-mor tinha formação em
medicina em universidades
europeias
• Os médicos que chegavam ao Brasil
não eram os melhores e não
conseguiam oferecer assistência
médica de boa qualidade - atendiam
em domicílio àqueles que podiam
pagar e serviam nos hospitais e
enfermarias militares
(CUNHA et al, 2009)
Brasil Colonial: Séculos XVI e XVII
Status dos médicos na Colônia
• Médicos, cirurgiões e boticários
diplomados eram minoria de uma
grande comunidade terapêutica
• Ocupando o ápice da pirâmide
profissional, os médicos e os
boticários concorriam entre si
• O reconhecimento dos poucos
médicos diplomados pela população
era incipiente
(EDLER, 2010)
Brasil Colonial: Século XVIII
Formação Médica no Brasil
• Por mais de 300 anos, Portugal não se
interessou pelo progresso da área da saúde
na colônia
• No final do século XVII, Portugal também
não havia conseguido acompanhar a
evolução médica em outros países da
Europa
• Em 1800, um édito real determinou que
anualmente quatro estudantes brasileiros
deveriam ser enviados para Coimbra para
cursar medicina
(CUNHA et al., 2009)
Brasil Colonial: Século XVIII
• No período colonial, inexistiam ações de saúde pública para
o combate às epidemias e os médicos eram poucos
• D. João percebeu que os problemas sanitários multiplicavam-
se na colônia
• Uma das primeiras medidas de D. João após a chegada à
colônia foi criar um curso de formação de cirurgiões
• Passou a ser necessária a abertura de escolas médicas, mas
ainda com a chancela expedida pela Universidade de
Coimbra
(EDLER, 2010)
Brasil Colonial: Século XVIII
Formação Médica no Brasil
• 1808 - Em sua passagem por
Salvador-BA, D. João fundou a
Escola de Cirurgia da Bahia, sob
orientação de José Corrêa
Picanço, cirurgião-mor que
acompanhava a família real
(LIMA, 2008)
Brasil Colonial: Séculos XVI
Assistência à Saúde da População
• Muitas doenças e epidemias atacaram os
colonos e o restante da população
indígena e negra: varíola, disenteria,
malária, febres tifoide, boubas, fístula anal,
sífilis, lepra, filariose e ancilostomíase
• A grande maioria dos doentes recebia
tratamento em casa: não apenas os
pobres, mas as pessoas de posse também
cuidavam de suas doenças em casa, com
médicos e cirurgiões, mas também com
curandeiros
(EDLER, 2010)
13
Brasil Colonial: Séculos XVI
A Irmandade da Misericórdia: assistência médica como caridade
• As ordens religiosas ou laicas tratavam os
pobres: brancos pobres, escravos e negros
forros, soldados, marinheiros, forasteiros em em
estado de indigência recebiam assistência
espiritual e médica nos hospitais da Irmandade
da Misericórdia
• As ordens dos beneditinos, carmelitas e
franciscanos estabeleceram-se no Brasil:
seminários, pastorais, trabalho caritativo
• Para a cultura cristã, o bem-estar físico era
secundário em relação à salvação
espiritual
(EDLER, 2010)
14Viático , 1919 (Col. Museu Carlos Machado).Óleo sobre tela de Domingos Rebelo
15
Fonte: http://pt.slideshare.net/eloybezerra/campanha-da-fraternidade-2015-44359114
16
Inauguração do novo prédio da Santa Casa de Santos por Getúlio Vargas em 1945 após
17 anos de obras
• Preconizava-se o uso de águas aromáticas
medicinais aspergidas nos ambientes
(Teoria Miasmática)
• Chegada da Corte Portuguesa no Rio de
Janeiro: difusão de regras de higiene
pessoal e coletiva, melhor processamento
dos alimentos
• A descoberta da teoria microbiana e dos
mecanismos de contágio chegaram no final
do século XIX, mas com pouca aceitação
(LIMA, 1996)
Prática Médica no Brasil no Século
XIX
18
A Irmandade da Misericórdia:
assistência médica como caridade
• Hospitais da Santa Casa da
Misericórdia: modestos e em
permanente estado de penúria,
assistiam a uma população de
indigentes e moribundos em 15
cidades brasileiras
• Todas as Santas Casas da Misericórdia têm
uma origem comum: a Santa Casa de
Lisboa fundada em 1498
• As Santas Casas sempre foram muito mais do que
hospitais, eram instituições caritativas e de
acolhimento de desvalidos
Condições Sanitárias no Brasil do
Século XIX
•Péssima situação sanitária da
população
• A partir do final do século XVIII,
começaram ações político-
administrativas para garantir a
segurança da saúde da população
• Os efeitos das doenças passavam a
ser encarados pelo Estado como
problema social e econômico
(EUGÊNIO, 2010)
•Baixo número de médicos e
de qualificação duvidosa,
insuficientes para o
atendimento da população
•Ainda havia intensa atuação de
“práticos” e barbeiros nas ações
curativas à população, que
confiava nestes agentes
(LIMA, 1996)
Prática Médica no Brasil no Século
XIX
1800 a 1900: o Rio de Janeiro e as
principais cidades brasileiras
continuaram a ser afetadas por
varíola, febre amarela, peste
bubônica, febre tifóide e cólera,
que mataram milhares de pessoas
Surge a “Onda Higienista”:
financiada pelo Estado, e
conhecido como o nascimento da
Política de Saúde Brasileira
Séculos XVIII e XIX
Continuam as epidemias e a má situação sanitária
22
• A elite médica passou a se empenhar
no combate às práticas tidas como
“bárbaras” em matéria de
salubridade
• O sentido de higienizar ganhava
credibilidade e o Estado passou a agir
não apenas nas vias públicas, mas
também nas casas através de
legislação higienista e de
propaganda eugênica
Vigilância à Salubridade
• No Brasil, a receptividade às
teorias eugênicas vindas da
Europa se manifestou desde fins
do século XIX e expandiu-se no
início do século XX
• Médicos da “Escola Nina Rodrigues”
(Faculdade de Medicina da Bahia)
consideravam que a miscigenação
impedia o desenvolvimento do país
(SILVA, 2013)
Movimento Eugenista
24
• Políticas sanitaristas encabeçadas
pelo Instituto Oswaldo Cruz, Rio de
Janeiro: médicos dedicavam-se ao
combate da doença de Chagas e
da febre amarela
• As pesquisas eugenistas e as dos
sanitaristas muitas vezes
convergiam ao incorporar dados
das teorias evolucionistas
(SILVA, 2013)
Políticas Sanitárias e Eugenia
Início do Século XX
25
• Belisário Penna, sanitarista: o saneamento
e a educação higiênica para todo o Brasil
era a solução para se construir uma nova
sociedade
• Proposta de Penna: educação higiênica
nos lares, escolas e cidades, valorizando
as questões morais, erradicando maus
hábitos, modelando o trabalho e a família
• O objetivo era “modificar as condições
que tornavam o Brasil um país de pobres,
doentes e analfabetos”
(SILVA, 2013)
Movimento Eugenista e Políticas
Sanitárias
• Supõe-se que no Brasil os princípios hipocráticos
foram introduzidos pela medicina portuguesa e
pelos médicos que acompanharam a colonização
holandesa
• Praticavam-se intensamente sangrias, purgas, vomitórios e
fumigações
(LIMA, 1996)
Prática Médica no Brasil no Século XIX
27
HISTÓRIA DA MEDICINA NO BRASIL
Para o tema “Saúde Pública no
Brasil” - Ver “História da Saúde
Pública no Brasil: Do Brasil
Colonial à Criação do SUS”,
disponível em:
https://pt.slideshare.net/rilvalopes
/histria-da-sade-pblica-no-brasil
28
CALAINHO, D. B. Jesuítas e Medicina no Brasil Colonial. Tempo, Rio de Janeiro,
19: 61-75, 2005
CUNHA, C. S. et al. A Importância da Chegada da Família Real Portuguesa
para o Ensino Médico e a Medicina Brasileira. Revista Práxis 1 (1): 12-14, 2009
EDLER, F. C. Saber Médico e Poder Profissional: do contexto luso-brasileiro ao
Brasil Imperial. Disponível em: http://www.epsjv.fiocruz.br/upload/d/cap_1.pdf .
In: Ponte, C. F.; Falleiros, I. Na corda bamba de sombrinha: a saúde no fio da
história. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2010.
EUGÊNIO, A. Saber Médico, Cultura e Saúde Pública no Brasil do Século XIX.
sÆculum - Revista de História 22: 147-162, 2010
LIMA, A. T. Humores e Odores: Ordem Corporal e Ordem no Rio de Janeiro,
Século XIX'. Historia, Ciências, Saúde Manguinhos: 2 (3): 44-96, 1996
LIMA, S. C. S. Nascimento da medicina brasileira. Ciência Hoje, 41 (248): 76-77,
2008
SILVA, C. R. F. As Relações entre Integralistas e o Projeto Eugenista de Belisário
Penna no Brasil nos anos 1930. XXVII Simpósio Nacional de História, 2013. Natal,
RN. Disponível
em: http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1363143502_ARQUIVO_
Eugenia_integralismo.pdf
REFERÊNCIAS

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

História da Saúde Pública - Parte 1
História da Saúde Pública - Parte 1História da Saúde Pública - Parte 1
História da Saúde Pública - Parte 1
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mentalO Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
Aroldo Gavioli
 
Evolução histórica das políticas de saúde no brasil
Evolução histórica das políticas de saúde no brasilEvolução histórica das políticas de saúde no brasil
Evolução histórica das políticas de saúde no brasil
Fisioterapeuta
 
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOSA RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
As origens da reforma sanitária e do Sistema Único de Saúde
As origens da reforma sanitária e do Sistema Único de SaúdeAs origens da reforma sanitária e do Sistema Único de Saúde
As origens da reforma sanitária e do Sistema Único de Saúde
Karynne Alves do Nascimento
 
POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE
POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE  POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE
POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE
Valdirene1977
 
A Reforma Sanitária Brasileira
A Reforma Sanitária BrasileiraA Reforma Sanitária Brasileira
A Reforma Sanitária Brasileira
Bianca Lazarini Forreque Poli
 
Saúde Pública no Brasil Colonia, Império, República Velha
Saúde Pública no Brasil Colonia, Império, República VelhaSaúde Pública no Brasil Colonia, Império, República Velha
Saúde Pública no Brasil Colonia, Império, República Velha
Adhonias Moura
 
Aula 01 - O Processo Saúde e Doença
Aula 01 - O Processo Saúde e DoençaAula 01 - O Processo Saúde e Doença
Aula 01 - O Processo Saúde e Doença
Ghiordanno Bruno
 
Aula 01 O Hospital
Aula 01 O HospitalAula 01 O Hospital
Aula 01 O Hospital
Nadja Martins
 
Historia da medicina
Historia da medicinaHistoria da medicina
Historia da medicina
waldeth
 
Modelo de atenção à saúde
Modelo de atenção à saúdeModelo de atenção à saúde
Modelo de atenção à saúde
Fisioterapia/ Gerencia em Saúde
 
Historico sus
Historico susHistorico sus
Historico sus
Jorge Samuel Lima
 
Código de ética dos profissionais de enfermagem
Código de ética dos profissionais de enfermagemCódigo de ética dos profissionais de enfermagem
Código de ética dos profissionais de enfermagem
Centro Universitário Ages
 
Os modelos de Atenção à Saúde_Eugenio Vilaça
Os modelos de Atenção à Saúde_Eugenio VilaçaOs modelos de Atenção à Saúde_Eugenio Vilaça
Os modelos de Atenção à Saúde_Eugenio Vilaça
Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG)
 
História da saúde no brasil parte 1
História da saúde no brasil  parte 1História da saúde no brasil  parte 1
História da saúde no brasil parte 1
Polyanne Aparecida Alves Moita
 
História da enfermagem
História da enfermagemHistória da enfermagem
História da enfermagem
Fernanda Marinho
 
1.1 determinantes sociais-da-saude
1.1 determinantes sociais-da-saude1.1 determinantes sociais-da-saude
1.1 determinantes sociais-da-saude
Tereza Cristina
 
Aula 2 saúde e doença
Aula 2   saúde e doençaAula 2   saúde e doença
Aula 2 saúde e doença
Jesiele Spindler
 
Saúde Coletiva - 1. introdução e conceitos fundamentais
Saúde Coletiva - 1. introdução e conceitos fundamentaisSaúde Coletiva - 1. introdução e conceitos fundamentais
Saúde Coletiva - 1. introdução e conceitos fundamentais
Mario Gandra
 

Mais procurados (20)

História da Saúde Pública - Parte 1
História da Saúde Pública - Parte 1História da Saúde Pública - Parte 1
História da Saúde Pública - Parte 1
 
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mentalO Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
O Processo de enfermagem na enfermagem em saúde mental
 
Evolução histórica das políticas de saúde no brasil
Evolução histórica das políticas de saúde no brasilEvolução histórica das políticas de saúde no brasil
Evolução histórica das políticas de saúde no brasil
 
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOSA RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
 
As origens da reforma sanitária e do Sistema Único de Saúde
As origens da reforma sanitária e do Sistema Único de SaúdeAs origens da reforma sanitária e do Sistema Único de Saúde
As origens da reforma sanitária e do Sistema Único de Saúde
 
POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE
POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE  POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE
POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE
 
A Reforma Sanitária Brasileira
A Reforma Sanitária BrasileiraA Reforma Sanitária Brasileira
A Reforma Sanitária Brasileira
 
Saúde Pública no Brasil Colonia, Império, República Velha
Saúde Pública no Brasil Colonia, Império, República VelhaSaúde Pública no Brasil Colonia, Império, República Velha
Saúde Pública no Brasil Colonia, Império, República Velha
 
Aula 01 - O Processo Saúde e Doença
Aula 01 - O Processo Saúde e DoençaAula 01 - O Processo Saúde e Doença
Aula 01 - O Processo Saúde e Doença
 
Aula 01 O Hospital
Aula 01 O HospitalAula 01 O Hospital
Aula 01 O Hospital
 
Historia da medicina
Historia da medicinaHistoria da medicina
Historia da medicina
 
Modelo de atenção à saúde
Modelo de atenção à saúdeModelo de atenção à saúde
Modelo de atenção à saúde
 
Historico sus
Historico susHistorico sus
Historico sus
 
Código de ética dos profissionais de enfermagem
Código de ética dos profissionais de enfermagemCódigo de ética dos profissionais de enfermagem
Código de ética dos profissionais de enfermagem
 
Os modelos de Atenção à Saúde_Eugenio Vilaça
Os modelos de Atenção à Saúde_Eugenio VilaçaOs modelos de Atenção à Saúde_Eugenio Vilaça
Os modelos de Atenção à Saúde_Eugenio Vilaça
 
História da saúde no brasil parte 1
História da saúde no brasil  parte 1História da saúde no brasil  parte 1
História da saúde no brasil parte 1
 
História da enfermagem
História da enfermagemHistória da enfermagem
História da enfermagem
 
1.1 determinantes sociais-da-saude
1.1 determinantes sociais-da-saude1.1 determinantes sociais-da-saude
1.1 determinantes sociais-da-saude
 
Aula 2 saúde e doença
Aula 2   saúde e doençaAula 2   saúde e doença
Aula 2 saúde e doença
 
Saúde Coletiva - 1. introdução e conceitos fundamentais
Saúde Coletiva - 1. introdução e conceitos fundamentaisSaúde Coletiva - 1. introdução e conceitos fundamentais
Saúde Coletiva - 1. introdução e conceitos fundamentais
 

Semelhante a História da Medicina no Brasil

histoia da saude publica no brasil no imperio e velha republica
histoia da saude publica no brasil no imperio e velha republicahistoia da saude publica no brasil no imperio e velha republica
histoia da saude publica no brasil no imperio e velha republica
MerceariaElshaday
 
saude publica no brasil imprio e velha repblica
saude publica no brasil imprio e velha repblicasaude publica no brasil imprio e velha repblica
saude publica no brasil imprio e velha repblica
MerceariaElshaday
 
períodos evolutivos da enfermagem.pptx
períodos evolutivos da enfermagem.pptxperíodos evolutivos da enfermagem.pptx
períodos evolutivos da enfermagem.pptx
JessiellyGuimares
 
Histéria da enfemagem
Histéria da enfemagemHistéria da enfemagem
Histéria da enfemagem
Adhonias Moura
 
História das Políticas Públicas de Saúde no Brasil - N1 (1) (1).pptx
História das Políticas Públicas de Saúde no Brasil - N1 (1) (1).pptxHistória das Políticas Públicas de Saúde no Brasil - N1 (1) (1).pptx
História das Políticas Públicas de Saúde no Brasil - N1 (1) (1).pptx
AnaPaulaCruz57
 
ENFERMAGEM - MÓDULO I - HISTORIA DA ENFERMAGEM, ETICA E LEGISLACAO.pptx.pdf
ENFERMAGEM - MÓDULO I -  HISTORIA DA ENFERMAGEM, ETICA E LEGISLACAO.pptx.pdfENFERMAGEM - MÓDULO I -  HISTORIA DA ENFERMAGEM, ETICA E LEGISLACAO.pptx.pdf
ENFERMAGEM - MÓDULO I - HISTORIA DA ENFERMAGEM, ETICA E LEGISLACAO.pptx.pdf
juliperfumes03
 
Aula 2 -_histria_da_sade_pblica_no_brasil
Aula 2 -_histria_da_sade_pblica_no_brasilAula 2 -_histria_da_sade_pblica_no_brasil
Aula 2 -_histria_da_sade_pblica_no_brasil
Guilherme Araújo
 
AULA- o que é saude coletiva.pdf
AULA- o que é saude coletiva.pdfAULA- o que é saude coletiva.pdf
AULA- o que é saude coletiva.pdf
JOSILENEOLIVEIRA24
 
Evolução Histórica daSaúde, Constituição
Evolução Histórica daSaúde, ConstituiçãoEvolução Histórica daSaúde, Constituição
Evolução Histórica daSaúde, Constituição
KaiannyFelix
 
Topico resistencias e conflitos na primeira repuplica
Topico resistencias e conflitos na primeira repuplicaTopico resistencias e conflitos na primeira repuplica
Topico resistencias e conflitos na primeira repuplica
Atividades Diversas Cláudia
 
Topico resistencias e conflitos na primeira repuplica
Topico resistencias e conflitos na primeira repuplicaTopico resistencias e conflitos na primeira repuplica
Topico resistencias e conflitos na primeira repuplica
Atividades Diversas Cláudia
 
AULA 01 - HISTÓRIA DA ENFERMAGEM.pptx
AULA 01 - HISTÓRIA DA ENFERMAGEM.pptxAULA 01 - HISTÓRIA DA ENFERMAGEM.pptx
AULA 01 - HISTÓRIA DA ENFERMAGEM.pptx
lucas106085
 
Aula-Início-da-Saúde-no-Brasil.pptx
Aula-Início-da-Saúde-no-Brasil.pptxAula-Início-da-Saúde-no-Brasil.pptx
Aula-Início-da-Saúde-no-Brasil.pptx
WanessaSales6
 
Aula 01 - HISTORICO E DEFINICAO.pptx
Aula 01 - HISTORICO E DEFINICAO.pptxAula 01 - HISTORICO E DEFINICAO.pptx
Aula 01 - HISTORICO E DEFINICAO.pptx
LanaMonteiro8
 
VIGIALNICIA EM SAUDE - HISTORIA.pptx
VIGIALNICIA EM SAUDE - HISTORIA.pptxVIGIALNICIA EM SAUDE - HISTORIA.pptx
VIGIALNICIA EM SAUDE - HISTORIA.pptx
ssuser51d27c1
 
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA SAÚDE PúBLICA - Copia.pdf
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA SAÚDE PúBLICA - Copia.pdfEVOLUÇÃO HISTÓRICA DA SAÚDE PúBLICA - Copia.pdf
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA SAÚDE PúBLICA - Copia.pdf
jhordana1
 
Historia
HistoriaHistoria
Historia
Otávia Themir
 
Vigilância em saúde no Brasil ao longo do tempo
Vigilância em saúde no Brasil ao longo do tempoVigilância em saúde no Brasil ao longo do tempo
Vigilância em saúde no Brasil ao longo do tempo
feraps
 
ENF. SLIDS - HISTORIA DA ENFERMAGEM, ETICA E LEGISLACAO.pptx
ENF. SLIDS - HISTORIA DA ENFERMAGEM, ETICA E LEGISLACAO.pptxENF. SLIDS - HISTORIA DA ENFERMAGEM, ETICA E LEGISLACAO.pptx
ENF. SLIDS - HISTORIA DA ENFERMAGEM, ETICA E LEGISLACAO.pptx
CarlosSilva338371
 
historia da enfermagem.docx
historia da enfermagem.docxhistoria da enfermagem.docx
historia da enfermagem.docx
TaisdeJesusSantos
 

Semelhante a História da Medicina no Brasil (20)

histoia da saude publica no brasil no imperio e velha republica
histoia da saude publica no brasil no imperio e velha republicahistoia da saude publica no brasil no imperio e velha republica
histoia da saude publica no brasil no imperio e velha republica
 
saude publica no brasil imprio e velha repblica
saude publica no brasil imprio e velha repblicasaude publica no brasil imprio e velha repblica
saude publica no brasil imprio e velha repblica
 
períodos evolutivos da enfermagem.pptx
períodos evolutivos da enfermagem.pptxperíodos evolutivos da enfermagem.pptx
períodos evolutivos da enfermagem.pptx
 
Histéria da enfemagem
Histéria da enfemagemHistéria da enfemagem
Histéria da enfemagem
 
História das Políticas Públicas de Saúde no Brasil - N1 (1) (1).pptx
História das Políticas Públicas de Saúde no Brasil - N1 (1) (1).pptxHistória das Políticas Públicas de Saúde no Brasil - N1 (1) (1).pptx
História das Políticas Públicas de Saúde no Brasil - N1 (1) (1).pptx
 
ENFERMAGEM - MÓDULO I - HISTORIA DA ENFERMAGEM, ETICA E LEGISLACAO.pptx.pdf
ENFERMAGEM - MÓDULO I -  HISTORIA DA ENFERMAGEM, ETICA E LEGISLACAO.pptx.pdfENFERMAGEM - MÓDULO I -  HISTORIA DA ENFERMAGEM, ETICA E LEGISLACAO.pptx.pdf
ENFERMAGEM - MÓDULO I - HISTORIA DA ENFERMAGEM, ETICA E LEGISLACAO.pptx.pdf
 
Aula 2 -_histria_da_sade_pblica_no_brasil
Aula 2 -_histria_da_sade_pblica_no_brasilAula 2 -_histria_da_sade_pblica_no_brasil
Aula 2 -_histria_da_sade_pblica_no_brasil
 
AULA- o que é saude coletiva.pdf
AULA- o que é saude coletiva.pdfAULA- o que é saude coletiva.pdf
AULA- o que é saude coletiva.pdf
 
Evolução Histórica daSaúde, Constituição
Evolução Histórica daSaúde, ConstituiçãoEvolução Histórica daSaúde, Constituição
Evolução Histórica daSaúde, Constituição
 
Topico resistencias e conflitos na primeira repuplica
Topico resistencias e conflitos na primeira repuplicaTopico resistencias e conflitos na primeira repuplica
Topico resistencias e conflitos na primeira repuplica
 
Topico resistencias e conflitos na primeira repuplica
Topico resistencias e conflitos na primeira repuplicaTopico resistencias e conflitos na primeira repuplica
Topico resistencias e conflitos na primeira repuplica
 
AULA 01 - HISTÓRIA DA ENFERMAGEM.pptx
AULA 01 - HISTÓRIA DA ENFERMAGEM.pptxAULA 01 - HISTÓRIA DA ENFERMAGEM.pptx
AULA 01 - HISTÓRIA DA ENFERMAGEM.pptx
 
Aula-Início-da-Saúde-no-Brasil.pptx
Aula-Início-da-Saúde-no-Brasil.pptxAula-Início-da-Saúde-no-Brasil.pptx
Aula-Início-da-Saúde-no-Brasil.pptx
 
Aula 01 - HISTORICO E DEFINICAO.pptx
Aula 01 - HISTORICO E DEFINICAO.pptxAula 01 - HISTORICO E DEFINICAO.pptx
Aula 01 - HISTORICO E DEFINICAO.pptx
 
VIGIALNICIA EM SAUDE - HISTORIA.pptx
VIGIALNICIA EM SAUDE - HISTORIA.pptxVIGIALNICIA EM SAUDE - HISTORIA.pptx
VIGIALNICIA EM SAUDE - HISTORIA.pptx
 
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA SAÚDE PúBLICA - Copia.pdf
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA SAÚDE PúBLICA - Copia.pdfEVOLUÇÃO HISTÓRICA DA SAÚDE PúBLICA - Copia.pdf
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA SAÚDE PúBLICA - Copia.pdf
 
Historia
HistoriaHistoria
Historia
 
Vigilância em saúde no Brasil ao longo do tempo
Vigilância em saúde no Brasil ao longo do tempoVigilância em saúde no Brasil ao longo do tempo
Vigilância em saúde no Brasil ao longo do tempo
 
ENF. SLIDS - HISTORIA DA ENFERMAGEM, ETICA E LEGISLACAO.pptx
ENF. SLIDS - HISTORIA DA ENFERMAGEM, ETICA E LEGISLACAO.pptxENF. SLIDS - HISTORIA DA ENFERMAGEM, ETICA E LEGISLACAO.pptx
ENF. SLIDS - HISTORIA DA ENFERMAGEM, ETICA E LEGISLACAO.pptx
 
historia da enfermagem.docx
historia da enfermagem.docxhistoria da enfermagem.docx
historia da enfermagem.docx
 

Mais de Rilva Lopes de Sousa Muñoz

Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
História da Teoria Microbiana das Doenças
História da Teoria Microbiana das DoençasHistória da Teoria Microbiana das Doenças
História da Teoria Microbiana das Doenças
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
História da Cirurgia
História da CirurgiaHistória da Cirurgia
História da Cirurgia
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Teorias de Aprendizagem em Medicina
Teorias de Aprendizagem em MedicinaTeorias de Aprendizagem em Medicina
Teorias de Aprendizagem em Medicina
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO  INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICAORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO  INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
História das Doenças Negligenciadas
História das Doenças NegligenciadasHistória das Doenças Negligenciadas
História das Doenças Negligenciadas
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Semiologia Baseada em Evidências
Semiologia Baseada em EvidênciasSemiologia Baseada em Evidências
Semiologia Baseada em Evidências
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Aula "Atestados Médicos"
Aula "Atestados Médicos" Aula "Atestados Médicos"
Aula "Atestados Médicos"
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESMEElaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESMEVelhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESMEValidade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. RilvaMedicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. RilvaNoções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Teoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESME
Teoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESMETeoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESME
Teoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESME
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. RilvaPesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Modelos de Pesquisa Científica de Abordagem Quantitativa
Modelos de Pesquisa Científica de Abordagem QuantitativaModelos de Pesquisa Científica de Abordagem Quantitativa
Modelos de Pesquisa Científica de Abordagem Quantitativa
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Problema de Pesquisa e Hipóteses Científicas - Profa.Rilva - GESME
Problema de Pesquisa e Hipóteses Científicas - Profa.Rilva - GESMEProblema de Pesquisa e Hipóteses Científicas - Profa.Rilva - GESME
Problema de Pesquisa e Hipóteses Científicas - Profa.Rilva - GESME
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Dor Crônica: Anamnese - Profa. Rilva - GESME
Dor Crônica: Anamnese - Profa. Rilva - GESMEDor Crônica: Anamnese - Profa. Rilva - GESME
Dor Crônica: Anamnese - Profa. Rilva - GESME
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Pesquisa Científica como Prática Pedagógica na Graduação em Medicina - Profa....
Pesquisa Científica como Prática Pedagógica na Graduação em Medicina - Profa....Pesquisa Científica como Prática Pedagógica na Graduação em Medicina - Profa....
Pesquisa Científica como Prática Pedagógica na Graduação em Medicina - Profa....
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Síndromes Demenciais - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Síndromes Demenciais - Profa. Rilva Muñoz - GESMESíndromes Demenciais - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Síndromes Demenciais - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 

Mais de Rilva Lopes de Sousa Muñoz (20)

Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
 
História da Teoria Microbiana das Doenças
História da Teoria Microbiana das DoençasHistória da Teoria Microbiana das Doenças
História da Teoria Microbiana das Doenças
 
História da Cirurgia
História da CirurgiaHistória da Cirurgia
História da Cirurgia
 
Teorias de Aprendizagem em Medicina
Teorias de Aprendizagem em MedicinaTeorias de Aprendizagem em Medicina
Teorias de Aprendizagem em Medicina
 
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO  INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICAORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO  INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
 
História das Doenças Negligenciadas
História das Doenças NegligenciadasHistória das Doenças Negligenciadas
História das Doenças Negligenciadas
 
Semiologia Baseada em Evidências
Semiologia Baseada em EvidênciasSemiologia Baseada em Evidências
Semiologia Baseada em Evidências
 
Aula "Atestados Médicos"
Aula "Atestados Médicos" Aula "Atestados Médicos"
Aula "Atestados Médicos"
 
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESMEElaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
 
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESMEVelhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
 
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESMEValidade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
 
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. RilvaMedicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
 
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. RilvaNoções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
 
Teoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESME
Teoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESMETeoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESME
Teoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESME
 
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. RilvaPesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
 
Modelos de Pesquisa Científica de Abordagem Quantitativa
Modelos de Pesquisa Científica de Abordagem QuantitativaModelos de Pesquisa Científica de Abordagem Quantitativa
Modelos de Pesquisa Científica de Abordagem Quantitativa
 
Problema de Pesquisa e Hipóteses Científicas - Profa.Rilva - GESME
Problema de Pesquisa e Hipóteses Científicas - Profa.Rilva - GESMEProblema de Pesquisa e Hipóteses Científicas - Profa.Rilva - GESME
Problema de Pesquisa e Hipóteses Científicas - Profa.Rilva - GESME
 
Dor Crônica: Anamnese - Profa. Rilva - GESME
Dor Crônica: Anamnese - Profa. Rilva - GESMEDor Crônica: Anamnese - Profa. Rilva - GESME
Dor Crônica: Anamnese - Profa. Rilva - GESME
 
Pesquisa Científica como Prática Pedagógica na Graduação em Medicina - Profa....
Pesquisa Científica como Prática Pedagógica na Graduação em Medicina - Profa....Pesquisa Científica como Prática Pedagógica na Graduação em Medicina - Profa....
Pesquisa Científica como Prática Pedagógica na Graduação em Medicina - Profa....
 
Síndromes Demenciais - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Síndromes Demenciais - Profa. Rilva Muñoz - GESMESíndromes Demenciais - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Síndromes Demenciais - Profa. Rilva Muñoz - GESME
 

Último

Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Desafio matemático -  multiplicação e divisão.Desafio matemático -  multiplicação e divisão.
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Mary Alvarenga
 
Livro - Planejamento em Orientação Educacional - Heloísa Lück.pdf
Livro - Planejamento em Orientação Educacional - Heloísa Lück.pdfLivro - Planejamento em Orientação Educacional - Heloísa Lück.pdf
Livro - Planejamento em Orientação Educacional - Heloísa Lück.pdf
CarolineSaback2
 
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdfPortfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Falcão Brasil
 
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Falcão Brasil
 
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
Falcão Brasil
 
A Priula sobre a primeira Guerra Mundial.pptx
A Priula sobre a primeira Guerra Mundial.pptxA Priula sobre a primeira Guerra Mundial.pptx
A Priula sobre a primeira Guerra Mundial.pptx
tamirissousa11
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Luzia Gabriele
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
Sandra Pratas
 
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdfOrganograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Falcão Brasil
 
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
principeandregalli
 
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdfMarinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Falcão Brasil
 
VOCÊ CONHECE AS HISTÓRIAS DA BIBLÍA - EMOJIES.pptx
VOCÊ CONHECE AS HISTÓRIAS DA BIBLÍA - EMOJIES.pptxVOCÊ CONHECE AS HISTÓRIAS DA BIBLÍA - EMOJIES.pptx
VOCÊ CONHECE AS HISTÓRIAS DA BIBLÍA - EMOJIES.pptx
mailabueno45
 
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Centro Jacques Delors
 
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdfCaderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
shirleisousa9166
 
Ensinar Programação 📚 Python 🐍 Método Inovador e Prático 🚀
Ensinar Programação 📚 Python 🐍 Método Inovador e Prático 🚀Ensinar Programação 📚 Python 🐍 Método Inovador e Prático 🚀
Ensinar Programação 📚 Python 🐍 Método Inovador e Prático 🚀
Miguel Delamontagne
 
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONALEMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
JocelynNavarroBonta
 
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosasFotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
MariaJooSilva58
 
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptxSlides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 

Último (20)

Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Desafio matemático -  multiplicação e divisão.Desafio matemático -  multiplicação e divisão.
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
 
Livro - Planejamento em Orientação Educacional - Heloísa Lück.pdf
Livro - Planejamento em Orientação Educacional - Heloísa Lück.pdfLivro - Planejamento em Orientação Educacional - Heloísa Lück.pdf
Livro - Planejamento em Orientação Educacional - Heloísa Lück.pdf
 
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdfPortfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
 
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
Organograma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia...
 
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, O Encontro de Rute com Boaz, 3Tr24.pptx
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
 
A Priula sobre a primeira Guerra Mundial.pptx
A Priula sobre a primeira Guerra Mundial.pptxA Priula sobre a primeira Guerra Mundial.pptx
A Priula sobre a primeira Guerra Mundial.pptx
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
 
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdfOrganograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
 
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
 
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
 
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdfMarinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
Marinha do Brasil (MB) Politíca Naval.pdf
 
VOCÊ CONHECE AS HISTÓRIAS DA BIBLÍA - EMOJIES.pptx
VOCÊ CONHECE AS HISTÓRIAS DA BIBLÍA - EMOJIES.pptxVOCÊ CONHECE AS HISTÓRIAS DA BIBLÍA - EMOJIES.pptx
VOCÊ CONHECE AS HISTÓRIAS DA BIBLÍA - EMOJIES.pptx
 
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
 
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdfCaderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
 
Ensinar Programação 📚 Python 🐍 Método Inovador e Prático 🚀
Ensinar Programação 📚 Python 🐍 Método Inovador e Prático 🚀Ensinar Programação 📚 Python 🐍 Método Inovador e Prático 🚀
Ensinar Programação 📚 Python 🐍 Método Inovador e Prático 🚀
 
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONALEMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
 
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosasFotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
Fotossíntese e respiração: conceitos e trocas gasosas
 
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptxSlides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
 

História da Medicina no Brasil

  • 1. HISTÓRIA DA MEDICINA NO BRASIL Módulo de História da Medicina e da Bioética Profa. Rilva Lopes de Sousa Muñoz Departamento de Medicina Interna CCM/UFPB
  • 2. 2 Brasil Colonial: Séculos XVI e XVII Assistência à saúde da população •A população colonial recebia assistência de jesuítas, barbeiros, curandeiros e parteiras •Não havia médicos diplomados no Brasil naquela época, tampouco preocupação de Portugal com a saúde pública da colônia
  • 3. 3 Brasil Colonial: Séculos XVI e XVII Assistência à saúde da população • Assistência dos Jesuítas: tarefa missionária e educacional nas colônias portuguesas - incluía atuação na área da saúde • Atuação dos Jesuítas na saúde: tratamento de doenças e epidemias, fundação de hospitais, estudo de plantas curativas da região e manutenção de boticas e enfermarias em seus colégios (CALAINHO, 2005)
  • 4. 4 Brasil Colonial: Séculos XVI e XVII Assistência à saúde da população • O trabalho jesuítico na área da saúde perdurou até o século XVIII pela escassez de médicos formados na Europa • Boticas dos Jesuítas: medicamentos vindos de Portugal e também preparados a partir de plantas obtidas dos indígenas • Havia uma coleção de várias receitas e segredos particulares das principais boticas – a “Triaga Brasílica” foi a receita jesuítica mais famosa - dezenas de ervas e produtos animais para diversos males (CALAINHO, 2005)
  • 5. 5 Brasil Colonial: Século XV Legislação Sanitária de Portugal • 1430: o rei de Portugal exigiu que todos os que praticavam medicina fossem avaliados e aprovados pelo médico da Coroa, também denominado “físico” – o FÍSICO-MOR • 1448: o regimento do físico-mor, sancionado em lei do Reino, explicitava, entre os encargos da função, a regulamentação do exercício da medicina e cirurgia por meio de licença (EDLER, 2010)
  • 6. 6 Brasil Colonial: Século XVI Ordenações Filipinas • Ordenações Filipinas (1595): emitidas pelo Rei D. Felipe - tratavam de todos os assuntos de interesse da Coroa, e ditavam também regras sobre os ofícios de médicos, cirurgiões e boticários • Estabelecia a Fisicatura: o tribunal em que o físico-mor era o avaliador (EDLER, 2010)
  • 7. Brasil Colonial: Séculos XVI e XVII Assistência de Médicos •O físico-mor tinha formação em medicina em universidades europeias • Os médicos que chegavam ao Brasil não eram os melhores e não conseguiam oferecer assistência médica de boa qualidade - atendiam em domicílio àqueles que podiam pagar e serviam nos hospitais e enfermarias militares (CUNHA et al, 2009)
  • 8. Brasil Colonial: Séculos XVI e XVII Status dos médicos na Colônia • Médicos, cirurgiões e boticários diplomados eram minoria de uma grande comunidade terapêutica • Ocupando o ápice da pirâmide profissional, os médicos e os boticários concorriam entre si • O reconhecimento dos poucos médicos diplomados pela população era incipiente (EDLER, 2010)
  • 9. Brasil Colonial: Século XVIII Formação Médica no Brasil • Por mais de 300 anos, Portugal não se interessou pelo progresso da área da saúde na colônia • No final do século XVII, Portugal também não havia conseguido acompanhar a evolução médica em outros países da Europa • Em 1800, um édito real determinou que anualmente quatro estudantes brasileiros deveriam ser enviados para Coimbra para cursar medicina (CUNHA et al., 2009)
  • 10. Brasil Colonial: Século XVIII • No período colonial, inexistiam ações de saúde pública para o combate às epidemias e os médicos eram poucos • D. João percebeu que os problemas sanitários multiplicavam- se na colônia • Uma das primeiras medidas de D. João após a chegada à colônia foi criar um curso de formação de cirurgiões • Passou a ser necessária a abertura de escolas médicas, mas ainda com a chancela expedida pela Universidade de Coimbra (EDLER, 2010)
  • 11. Brasil Colonial: Século XVIII Formação Médica no Brasil • 1808 - Em sua passagem por Salvador-BA, D. João fundou a Escola de Cirurgia da Bahia, sob orientação de José Corrêa Picanço, cirurgião-mor que acompanhava a família real (LIMA, 2008)
  • 12. Brasil Colonial: Séculos XVI Assistência à Saúde da População • Muitas doenças e epidemias atacaram os colonos e o restante da população indígena e negra: varíola, disenteria, malária, febres tifoide, boubas, fístula anal, sífilis, lepra, filariose e ancilostomíase • A grande maioria dos doentes recebia tratamento em casa: não apenas os pobres, mas as pessoas de posse também cuidavam de suas doenças em casa, com médicos e cirurgiões, mas também com curandeiros (EDLER, 2010)
  • 13. 13 Brasil Colonial: Séculos XVI A Irmandade da Misericórdia: assistência médica como caridade • As ordens religiosas ou laicas tratavam os pobres: brancos pobres, escravos e negros forros, soldados, marinheiros, forasteiros em em estado de indigência recebiam assistência espiritual e médica nos hospitais da Irmandade da Misericórdia • As ordens dos beneditinos, carmelitas e franciscanos estabeleceram-se no Brasil: seminários, pastorais, trabalho caritativo • Para a cultura cristã, o bem-estar físico era secundário em relação à salvação espiritual (EDLER, 2010)
  • 14. 14Viático , 1919 (Col. Museu Carlos Machado).Óleo sobre tela de Domingos Rebelo
  • 16. 16 Inauguração do novo prédio da Santa Casa de Santos por Getúlio Vargas em 1945 após 17 anos de obras
  • 17. • Preconizava-se o uso de águas aromáticas medicinais aspergidas nos ambientes (Teoria Miasmática) • Chegada da Corte Portuguesa no Rio de Janeiro: difusão de regras de higiene pessoal e coletiva, melhor processamento dos alimentos • A descoberta da teoria microbiana e dos mecanismos de contágio chegaram no final do século XIX, mas com pouca aceitação (LIMA, 1996) Prática Médica no Brasil no Século XIX
  • 18. 18 A Irmandade da Misericórdia: assistência médica como caridade • Hospitais da Santa Casa da Misericórdia: modestos e em permanente estado de penúria, assistiam a uma população de indigentes e moribundos em 15 cidades brasileiras • Todas as Santas Casas da Misericórdia têm uma origem comum: a Santa Casa de Lisboa fundada em 1498 • As Santas Casas sempre foram muito mais do que hospitais, eram instituições caritativas e de acolhimento de desvalidos
  • 19. Condições Sanitárias no Brasil do Século XIX •Péssima situação sanitária da população • A partir do final do século XVIII, começaram ações político- administrativas para garantir a segurança da saúde da população • Os efeitos das doenças passavam a ser encarados pelo Estado como problema social e econômico (EUGÊNIO, 2010)
  • 20. •Baixo número de médicos e de qualificação duvidosa, insuficientes para o atendimento da população •Ainda havia intensa atuação de “práticos” e barbeiros nas ações curativas à população, que confiava nestes agentes (LIMA, 1996) Prática Médica no Brasil no Século XIX
  • 21. 1800 a 1900: o Rio de Janeiro e as principais cidades brasileiras continuaram a ser afetadas por varíola, febre amarela, peste bubônica, febre tifóide e cólera, que mataram milhares de pessoas Surge a “Onda Higienista”: financiada pelo Estado, e conhecido como o nascimento da Política de Saúde Brasileira Séculos XVIII e XIX Continuam as epidemias e a má situação sanitária
  • 22. 22 • A elite médica passou a se empenhar no combate às práticas tidas como “bárbaras” em matéria de salubridade • O sentido de higienizar ganhava credibilidade e o Estado passou a agir não apenas nas vias públicas, mas também nas casas através de legislação higienista e de propaganda eugênica Vigilância à Salubridade
  • 23. • No Brasil, a receptividade às teorias eugênicas vindas da Europa se manifestou desde fins do século XIX e expandiu-se no início do século XX • Médicos da “Escola Nina Rodrigues” (Faculdade de Medicina da Bahia) consideravam que a miscigenação impedia o desenvolvimento do país (SILVA, 2013) Movimento Eugenista
  • 24. 24 • Políticas sanitaristas encabeçadas pelo Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro: médicos dedicavam-se ao combate da doença de Chagas e da febre amarela • As pesquisas eugenistas e as dos sanitaristas muitas vezes convergiam ao incorporar dados das teorias evolucionistas (SILVA, 2013) Políticas Sanitárias e Eugenia Início do Século XX
  • 25. 25 • Belisário Penna, sanitarista: o saneamento e a educação higiênica para todo o Brasil era a solução para se construir uma nova sociedade • Proposta de Penna: educação higiênica nos lares, escolas e cidades, valorizando as questões morais, erradicando maus hábitos, modelando o trabalho e a família • O objetivo era “modificar as condições que tornavam o Brasil um país de pobres, doentes e analfabetos” (SILVA, 2013) Movimento Eugenista e Políticas Sanitárias
  • 26. • Supõe-se que no Brasil os princípios hipocráticos foram introduzidos pela medicina portuguesa e pelos médicos que acompanharam a colonização holandesa • Praticavam-se intensamente sangrias, purgas, vomitórios e fumigações (LIMA, 1996) Prática Médica no Brasil no Século XIX
  • 27. 27 HISTÓRIA DA MEDICINA NO BRASIL Para o tema “Saúde Pública no Brasil” - Ver “História da Saúde Pública no Brasil: Do Brasil Colonial à Criação do SUS”, disponível em: https://pt.slideshare.net/rilvalopes /histria-da-sade-pblica-no-brasil
  • 28. 28 CALAINHO, D. B. Jesuítas e Medicina no Brasil Colonial. Tempo, Rio de Janeiro, 19: 61-75, 2005 CUNHA, C. S. et al. A Importância da Chegada da Família Real Portuguesa para o Ensino Médico e a Medicina Brasileira. Revista Práxis 1 (1): 12-14, 2009 EDLER, F. C. Saber Médico e Poder Profissional: do contexto luso-brasileiro ao Brasil Imperial. Disponível em: http://www.epsjv.fiocruz.br/upload/d/cap_1.pdf . In: Ponte, C. F.; Falleiros, I. Na corda bamba de sombrinha: a saúde no fio da história. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2010. EUGÊNIO, A. Saber Médico, Cultura e Saúde Pública no Brasil do Século XIX. sÆculum - Revista de História 22: 147-162, 2010 LIMA, A. T. Humores e Odores: Ordem Corporal e Ordem no Rio de Janeiro, Século XIX'. Historia, Ciências, Saúde Manguinhos: 2 (3): 44-96, 1996 LIMA, S. C. S. Nascimento da medicina brasileira. Ciência Hoje, 41 (248): 76-77, 2008 SILVA, C. R. F. As Relações entre Integralistas e o Projeto Eugenista de Belisário Penna no Brasil nos anos 1930. XXVII Simpósio Nacional de História, 2013. Natal, RN. Disponível em: http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1363143502_ARQUIVO_ Eugenia_integralismo.pdf REFERÊNCIAS