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Guia de Elaboração
de itens




     Língua Portuguesa
GUIA DE ELABORAÇÃO
      DE ITENS



 Língua Portuguesa




      2009
Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação
da Universidade Federal de Juiz de Fora

Coordenação Geral
Lina Kátia Mesquita Oliveira

Coordenador Técnico
Manuel Fernando Palácios da Cunha e Melo

Coordenação Estatística
Tufi Machado Soares

Coordenação de Divulgação dos Resultados
Anderson Córdova Pena

Equipe de Banco de Itens
Verônica Mendes Vieira (Coord.)
Mayra da Silva Moreira

Equipe de Análise e Medidas
Wellington Silva (Coord.)
Ailton Fonseca Galvão
Clayton Vale
Rafael Oliveira

Equipe de Língua Portuguesa
Hilda Aparecida Linhares da Silva Micarello (Coord.)
Josiane Toledo Ferreira Silva (Coord.)
Ana Letícia Duin Tavares
Maika Som Machado
Edson Munck
Maria Tereza Scotton

Equipe de Matemática
Lina Kátia Mesquita Oliveira (Coord.)
Denise Mansoldo Salazar
Mariângela de Assumpção de Castro
Tatiane Gonçalves de Moraes
Mara Sueli Simões Moraes
Nelson Antônio Pirola

Equipe de editoração
Hamilton Ferreira (Coord.)
Clarissa Aguiar
Marcela Zaghetto
Raul Furiatti Moreira
Vinicius Peixoto
Sumário
  5   Apresentação
      Seção 1 - A Avaliação Interna e a Avaliação Externa
  7
  9   1.1 Avaliação interna e avaliação externa: uma relação complementar
 10   1.2 Etapas do processo de avaliação externa

 11 Seção 2 - A Construção dos Itens
 13   2.1 Etapas do processo de elaboração de itens
 14   2.2 Ponto de partida: a Matriz de Referência
 18   2.3 O Perfil do Elaborador
      2.4 O item e suas partes
 18   2.5 Recomendações para a elaboração dos itens
 19   2.6 Roteiro Básico para a elaboração de itens
 29   Atividades
 32

43    Seção 3 - Critérios de Revisão de Itens
 45   1 Quanto aos textos
 46   2 Quantos aos itens
 46   3 Quanto ao enunciado
 47   4 Quanto às alternativas
      5 Quanto aos gabaritos
 47   Atividades
 48

 61   Anexo I
      Detalhamento da Matriz de Referência da 4a série/5o ano do EF

 77   Anexo II
      Detalhamento das Matrizes de Referência da 8a série/9o ano do EF e do 3o ano EM

99    Anexo III
      Quadro de Gêneros

103   Anexo IV
      Sugestões de fontes para suportes

111 Anexo V
      Formulário para a elaboração de itens
Apresentação

  Professor,

  A avaliação, como você sabe, é parte fundamental do processo de ensino-aprendizagem.
  Seus resultados oferecem subsídios, para que os docentes direcionem sua prática, as
  escolas reestruturem seus projetos pedagógicos e os sistemas de ensino definam políticas
  públicas voltadas para a igualdade de oportunidades educacionais e a qualidade do
  ensino ofertado.

  Sabemos que, no âmbito da sala de aula, você já dispõe de experiência com a prática
  da avaliação. Entretanto, como a avaliação do Sistema educacional em larga escala
  apresenta características diferentes daquelas avaliações que se realizam com grupos
  reduzidos de estudantes no cotidiano das escolas, este Guia tem o objetivo de oferecer
  informações e orientações, para que você conheça um pouco mais sobre a avaliação em
  larga escala de natureza externa e dela participe como elaborador de itens.

  A primeira seção deste Guia apresenta algumas considerações sobre o processo de
  avaliação externa e as etapas a serem percorridas nesse processo.

  Na segunda seção, você conhecerá os critérios a serem observados na elaboração de
  itens de avaliação em larga escala, as recomendações técnicas e pedagógicas a serem
  consideradas na elaboração de bons itens e, ainda, atividades práticas que contribuirão
  para que você elabore itens que atendam a tais recomendações.

  Os critérios para a revisão dos itens elaborados, assim como orientações sobre como
  proceder nessa revisão são apresentados na terceira seção do Guia.

  Finalmente, nos anexos, você encontrará uma síntese dos aspectos abordados na segunda
  e terceira seções do Guia, uma análise detalhada das Matrizes de Referência para avaliação
  em Língua Portuguesa do Saeb (4ª série/5º ano e 8ª série/9º ano do Ensino Fundamental,
  3ª série / 3º ano do Ensino Médio), além de sugestões de suportes para a elaboração de
  novos itens e informações sobre as planilhas para a elaboração de itens.

  Esperamos que as atividades propostas neste Guia, aliadas à sua experiência docente e
  à sua sensibilidade, contribuam para que você, professor, torne-se um especialista na
  elaboração de itens.

  Bom trabalho!
Avaliação Interna e
Avaliação Externa




                      7
8
1.1 A avaliação Interna e
Externa: uma relação
complementar
Avaliar é refletir sobre uma determinada realidade, No âmbito escolar, a avaliação externa fornece
visto que os dados e informações gerados pela informações para que gestores da escola e
avaliação possibilitam um julgamento que           professores possam realizar um diagnóstico nas
conduz a uma tomada de decisão.                    áreas em que atuam e planejar ações educativas
                                                   mais eficientes.
No âmbito da escola, ocorrem dois processos
de avaliação muito importantes, os quais se        No âmbito da gestão do sistema, a partir dos
complementam: a avaliação interna, realizada resultados, governantes e gestores passam
pelo professor, voltada para o desenvolvimento a ter dados que os orientarão tanto no
dos processos de ensino e aprendizagem, e a redirecionamento de trajetórias, quanto no
avaliação externa, que avalia o desempenho         planejamento de ações mais específicas.
de um conjunto de estudantes agrupados por
escola ou por sistemas.                            Na avaliação em larga escala, apesar de os
                                                   resultados poderem ser dados individualmente,
Em sala de aula, a fim de avaliar o processo de seu foco é todo o sistema educacional avaliado:
aprendizagem de seus estudantes, tomados           a turma, a escola, a regional, o Estado.
individualmente, os professores podem e devem
utilizar diversos instrumentos como, por exemplo, Devemos acrescentar, ainda, que os programas
trabalhos em grupo ou individuais, testes ou de avaliação em larga escala produzem dois
provas com questões de múltipla escolha ou indicadores importantes: (a) a média; e (b) o
questões abertas, dramatizações, observação,       percentual de estudantes em cada nível da
relatórios. Esses instrumentos apresentam          escala de proficiência. A média é uma maneira
características diferentes, mas têm em comum o de sintetizar o resultado da escola, do Município,
fato de que, por meio deles, é possível avaliar- regional e do Estado. Já o percentual de
                                                   da
se a particularidade sobre o progresso de cada estudantes nos níveis de proficiência fornece
estudante e, ao final do ano, atribuir-lhes uma informações a respeito das habilidades já
nota, que varia de 0 a 100 pontos.                 consolidadas pelo conjunto de estudantes da
                                                   rede avaliada.
As avaliações em larga escala, de natureza
externa,utilizam, mais frequentemente, testes
compostos por itens de múltipla escolha
por meio dos quais apenas uma habilidade é
avaliada. Esse tipo de avaliação apresenta três
objetivos básicos: (a) a definição de subsídios
para a formulação de políticas educacionais;
(b) o acompanhamento ao longo do tempo
da qualidade da educação; e (c) a produção de
informações capazes de desenvolver relações
significativas entre as unidades escolares e
órgãos centrais ou distritais de secretarias, bem
como iniciativas dentro das escolas.




                                                                                                     9
1.2 Etapas do processo de implementação da avaliação externa
     Para melhor compreendermos as características da avaliação externa, apresentaremos as etapas
     para a realização de uma avaliação em larga escala de natureza externa.




10
A construção de itens




                        11
12
2.1 Etapas do processo de elaboração de itens
A construção de bons itens para compor os testes de proficiência utilizados nos programas de
avaliação em larga escala passa por diversas etapas que envolvem profissionais da educação. A
seguir, veremos um fluxograma que apresenta esse processo.




                                                                        .




Todos esses procedimentos técnicos e pedagógicos, na construção de itens, são importantes para
garantir a confiabilidade do item, seu poder avaliativo e a eficiência de um programa de avaliação.




                                                                                                      13
2.2 Ponto de partida: a
     Matriz de Referência
     Os testes de avaliação em larga escala têm como      Portanto, o texto é o elemento que permite
     objetivo aferir a proficiência dos estudantes em    que sejam avaliadas essas competências. Dessa
     determinada área de conhecimento, em períodos       forma, os itens de um teste devem medir o
     específicos de escolarização. Assim, é necessária   desenvolvimento das múltiplas capacidades
     a definição das habilidades e competências que      comunicativas e cognitivas de que o indivíduo
     serão avaliadas em cada área de conhecimento,       deve dispor para responder às exigências de
     de modo que possam ser elaborados os itens a        sua condição de ser social. O texto não deve,
     serem utilizados na composição dos testes.          pois, ser utilizado como um pretexto para a
                                                         conferência de regras gramaticais.
     A definição dessas habilidades é dada pela
     Matriz de Referência para avaliação e somente É preciso enfatizarmos que os descritores
     com a construção dessa Matriz de Referência não podem ser adotados como um conjunto
     é que temos condições de elaborar um teste de indicações básicas para as práticas de
     de avaliação em larga escala, visto que é essa ensino-aprendizagem nas escolas, uma vez
     Matriz que orienta a elaboração dos itens.        que não contêm a análise do conhecimento
                                                       da linguagem, as orientações didáticas, as
     As Matrizes de Referência do Sistema Nacional     estratégias e recursos didáticos, as sugestões
     de Avaliação da Educação Básica – Saeb – são como trabalhar os conteúdos, bem como
                                                       de
     resultado do estudo de Parâmetros Curriculares, não selecionam a progressão de conteúdos por
     Diretrizes Curriculares e livros didáticos e da ano ou ciclos. Esse tipo de orientação cabe às
     reflexão realizada por professores, pesquisadores Diretrizes, Parâmetros e Matrizes Curriculares.
     e especialistas que buscam um consenso a          Aos descritores cabe, apenas, a referência para a
     respeito das habilidades consideradas essenciais elaboração dos itens que comporão os testes.
     em cada etapa do Ensino Fundamental e Médio.
                                                       Apresentamos, a seguir, as Matrizes de Referência
     As Matrizes de Referência são compostas por um para avaliação em Língua Portuguesa, utilizadas
     conjunto de descritores, os quais contemplam pelo Saeb para avaliação da 4ª série/5º ano
     dois pontos básicos do que se pretende avaliar:   e 8ª sé rie/9º ano do Ensino Funda mental e
     o conteúdo programático a ser avaliado em         3ª série / 3º ano do Ensino Médio, para que
     cada período de escolarização; e o nível de       possamos analisar sua estrutura.
     operação mental necessário para a habilidade
     avaliada. Tais descritores são selecionados para
     compor a Matriz, considerando-se aquilo que
     pode ser avaliado por meio de itens de múltipla
     escolha.

     A Matriz de Referência para avaliação de Língua
     Portuguesa tem como foco as práticas de
     leitura, as quais se organizam em dois campos
     de competências: domínio de estratégias de
     leitura de diferentes gêneros (Tópicos 1, 2 e 3
     da Matriz de Referência) e domínio de recursos
     linguísticos-discursivos na construção de gêneros
     (Tópicos 4, 5 e 6 da Matriz de Referência).




14
MATRIZ DE REFERÊNCIA - SAEB
              LÍNGUA PORTUGUESA - 4ª SÉRIE / 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
                             TÓPICO E SEUS DESCRITORES
I – PROCEDIMENTOS DE LEITURA
  D1 Localizar informações explícitas em um texto.
  D3 Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
  D4 Inferir uma informação implícita em um texto.
  D6 Identificar o tema de um texto.

 D11 Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE, DO GÊNERO E/OU DO ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO
  D5 Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto, etc.).
  D9 Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
III – RELAÇÃO ENTRE TEXTOS

 D15 Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratem do mesmo
       tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.
IV – COERÊNCIA E COESÃO NO PROCESSAMENTO DO TEXTO

 D2 Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contri-
      buem para a continuidade de um texto.
 D7 Identificar o conflito gerador do enredo e dos elementos que constroem a narrativa.
 D8 Estabelecer relações de causa/consequência entre partes e elementos do texto.
 D12 Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.
V – RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E EFEITOS DE SENTIDO
 D13 Identificar efeitos de ironia ou humor em textos.
 D14 Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso de pontuação e de outras notações.
VI – VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
 D10 Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.




                                                                                                            15
MATRIZ DE REFERÊNCIA - SAEB
                   LÍNGUA PORTUGUESA - 8ª SÉRIE / 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
                                  TÓPICO E SEUS DESCRITORES
     I – PROCEDIMENTOS DE LEITURA
       D1 Localizar informações explícitas em um texto.
       D3 Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
       D4 Inferir uma informação implícita em um texto.
       D6 Identificar o tema de um texto.

      D11 Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
     II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE, DO GÊNERO E/OU DO ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO
       D5 Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto, etc.).
      D12 Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
     III – RELAÇÃO ENTRE TEXTOS

      D20 Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratem do mesmo
           tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.

      D21 Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
     IV – COERÊNCIA E COESÃO NO PROCESSAMENTO DO TEXTO

      D2 Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contri-
           buem para a continuidade de um texto.
      D7 Identificar a tese de um texto.
      D8 Estabelecer relações entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.
      D9 Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.

      D10 Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que compõem a narrativa.
      D11 Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
      D15 Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.
     V – RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E EFEITOS DE SENTIDO
      D16 Identificar efeitos de ironia ou humor em textos.
      D17 Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso de pontuação e de outras notações.
      D18 Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão.

      D19 Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintá-
           ticos.
     VI – VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
      D13 Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.




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MATRIZ DE REFERÊNCIA - SAEB
                   LÍNGUA PORTUGUESA - 3ª SÉRIE / 3º ANO DO ENSINO MÉDIO
                               TÓPICO E SEUS DESCRITORES
I – PROCEDIMENTOS DE LEITURA
  D1 Localizar informações explícitas em um texto.
  D3 Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
  D4 Inferir uma informação implícita em um texto.
  D6 Identificar o tema de um texto.

 D14 Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE, DO GÊNERO E/OU DO ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO
  D5 Interpretar um texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto, etc.).
 D12 Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
III – RELAÇÃO ENTRE TEXTOS

 D20 Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo
      tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.

 D21 Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
IV – COERÊNCIA E COESÃO NO PROCESSAMENTO DO TEXTO

  D2 Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem
       para a continuidade de um texto.
  D7 Identificar a tese de um texto.
  D8 Estabelecer relações entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.
  D9 Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.

 D10 Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
 D11 Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
 D15 Estabelecer relação lógico/discursiva presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.
V – RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E EFEITOS DE SENTIDO
 D16 Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
 D17 Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
 D18 Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão.
 D19 Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos.

VI – VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
 D13 Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.




Como você pode observar, as matrizes de referência para avaliação em Língua
Portuguesa estão organi zadas em seis tópicos que, por sua vez, agrupam os
descri tores. Para que bons itens de avaliação sejam elaborados, é fundamental que
se compreenda a que habilidades esses descritores se referem e o que, exatamente,
eles pretendem avaliar.




                       Veja, nos Anexos I e II, o detalhamento das Matrizes de Referência para avaliação em
                       Língua Portuguesa.




                                                                                                               17
2.3 O perfil do                              A excelência na elaboração de itens, contudo,
     elaborador                                   demanda mais do que isso. É preciso imaginação
                                                  e criatividade na invenção de situações que
                                                  exijam o conhecimento e as habilidades
     Algumas características importantes devem
                                                  desejadas. Demanda, principalmente, habilidade
     compor o perfil do elaborador de bons itens.
                                                  e julgamento, que só vêm com a experiência.
     Entre as principais, podemos citar:

     •   O elaborador deve ter domínio da área de
          conhecimento a ser avaliada. Isso significa    2.4 O item e suas
         que ele precisa entender o conteúdo escolar
         como um meio para se desenvolverem              partes
         habilidades e competências. Trata-se de
         explorar, conforme abordado nos PCNs, o         Os itens são elaborados segundo uma Matriz
         conteúdo nas suas dimensões conceitual,         de Referência, composta por descritores
         factual, procedimental e atitudinal, de         de desempenho em determinada área de
         modo a levar o estudante a mobilizar seus       conhecimento. O descritor traduz as habilidades
         recursos cognitivos.                            ou competências esperadas, associando
                                                         conteúdos curriculares e operações mentais
                                                         desenvolvidas pelos estudantes. A Figura 1
     •   O elaborador deverá entender os processos       apresenta um diagrama que ilustra o processo
          de desenvolvimento e aprendizagem que          inicial de elaboração dos itens dos testes de
         caracterizam os estudantes para os quais        proficiência das avaliações em larga escala.
         o item será construído. Isso significa
         que o professor-elaborador deve estar
         familiarizado com os prováveis níveis de
         desenvolvimento cognitivo e educacional, a
         fim de ajustar a complexidade e o grau de
         dificuldade dos itens de modo apropriado e                   Matriz de
         o padrão das alternativas de resposta.
                                                                      Referência
     •   O elaborador deve ter o domínio da
          linguagem verbal utilizada pelos estudantes
         para quem o teste será construído. Ele deve,
         além de conhecer o significado das palavras
         e usá-las, ser habilidoso no seu emprego,                      Descritor
         de modo a fazer com que elas expressem o                Conteúdos/Habilidade
         desejado da maneira mais simples possível.
                                                                       Cognitiva
     •   O elaborador deve ter a habilidade de
          utilizar as técnicas de escrever itens. Para
         isso, é preciso que esteja familiarizado
         com os diversos tipos de teste e com suas
         possibilidades e limitações. Além disso,                         Item
         deve conhecer as características gerais de            Avalia um único Descritor
         bons itens e precisa estar consciente dos
         erros comumente cometidos.

                                                                                              Figura 1


                                                         Veja, a seguir, exemplo de item já aplicado em
                                                         um teste de proficiência.


18
SUPORTE



ENUNCIADO



            COMANDO
                                             GABARITO

  ALTERNATIVAS
  DE RESPOSTAS


        Vamos identificar, nesse item, cada uma das partes que o compõem.


        O enunciado: é estímulo, para que o estudante mobilize recursos cognitivos, a fim de solucionar
                     o problema apresentado com base nos dados do suporte e responder ao que é
                     solicitado pelo comando da resposta. O estímulo pode conter um texto, imagem ou
                     outros recursos, que recebem o nome de suporte, ou pode apenas apresentar uma
                     situação-problema, um questionamento ou questão contextualizada. O importante
                     é que o enunciado, com ou sem suporte, apresente todos os dados e informações
                     necessários à resolução do item.
                     Nos testes de proficiência em Matemática, alguns itens não apresentam suporte,
                     enquanto nos de Língua Portuguesa, a presença do suporte é obrigatória, salvo nos
                     testes de avaliação da alfabetização.
                     Nesse item, o enunciado é a situação descrita inicialmente, que contextualiza o
                     problema. O suporte é representado pela tirinha. O comando para resposta pode
                     ser dado sob a forma de complementação ou de interrogação. Ele deve ser preciso
                     e estar nitidamente atrelado à habilidade que se pretende avaliar, explicitando com
                     clareza a tarefa a ser realizada. Observe que, nesse exemplo, o comando está sob
                     forma de complementação e solicita que o estudante indique o sentido da palavra
                     “Hum” na fala do personagem.

        As alternativas de resposta: na 4ª série/5ºano e na 8ª série/9º ano do EF, são apresentadas numa lista
                       de quatro opções, mas apenas uma é a correta - o gabarito. As demais alternativas
                       são denominadas distratores e devem ser plausíveis, referindo-se a raciocínios
                       possíveis. No exemplo, você pode verificar se os distratores são plausíveis, analisando
                       sua compatibilidade em relação ao comando e concluindo se são possibilidades
                       lógicas de resposta. ( Fonte: Boletim Simave/Proeb 2007, p.21.)




            2.5 Recomendações                               escala é pautado por requisitos técnicos que
                                                           buscam estabelecer procedimentos necessários
            para elaboração de                             à clareza e precisão dos instrumentos utilizados
                                                           na avaliação.
            itens
                                                           Para que um item apresente boa qualidade
        O processo de construção dos itens de múltipla     pedagógica e técnica, é fundamental que
        escolha para compor testes de proficiência         sejam observadas algumas etapas para sua
        utilizados nos programas de avaliação em larga     elaboração. Vejamos essas etapas.
                                                                                                                 19
1º passo: Escolha de um descritor
     O primeiro passo no processo de construção dos itens de avaliação em larga escala é a escolha de
     um dos descritores da Matriz de Referência.

     Para exemplificarmos essa escolha, selecionamos o descritor D1 da Matriz de Referência em Língua
     Portuguesa da 4ª série/5º ano do SAEB. Esse descritor diz respeito à habilidade de localizar uma
     informação que se encontra explícita em um texto.




                                        Fonte: Teste de 4ª série / 5º ano EF, Língua Portuguesa, SimaveProeb.

     No exemplo dado, a informação a ser identificada encontra-se no último verso do poema.

     Reafirmamos, aqui, a importância de o elaborador dispor de um conhecimento seguro acerca da
     habilidade que o descritor indica. Além disso, deve ser capaz de, a partir de sua experiência e do
     conhecimento que possui com relação ao desenvolvimento cognitivo dos estudantes que se encon-
     tram na etapa de escolarização avaliada, reconhecer o nível de dificuldade desejado na construção
     do item.




20
2º passo: A construção do enunciado
     Após a definição do descritor, passamos à construção do enunciado, escolhendo           o suporte e
     elaborando o comando para resposta.

     A. A escolha do suporte
     Uma vez definido o descritor, o próximo passo da elaboração de um item de Língua Portuguesa é
     a seleção do suporte, ou seja, o texto que será utilizado na elaboração da situação - problema que
     se deseja apresentar. A escolha do suporte é uma etapa importante do processo de elaboração do
     item, pois ele deve inspirar o elaborador a construir boas situações-problema as quais permitam
     identificar aqueles estudantes proficientes na habilidade que se pretende avaliar.

     O suporte pode ser retirado de várias fontes, como, por exemplo, livros, jornais, revistas, panfletos,
     sites. Devem ser evitados, entretanto, suportes retirados de livros didáticos, também aqueles que
     fazem propaganda de algum produto ou marca, bem como textos literários criados pelo próprio
     elaborador do item.

     A utilização de diferentes suportes atende ao pressuposto de que um teste de proficiência deve
     avaliar a capacidade do estudante de ler, extrair informações significativas do que lê, para resolver o
     problema solicitado. Quanto mais variados os suportes, maior é a probabilidade de eles atenderem,
     de forma mais generalizada, aos contextos dos diferentes grupos que se submetem à avaliação.

     É importante que, na escolha do suporte, o elaborador considere, ainda, as situações da vida
     cotidiana nas quais a leitura é utilizada com propósitos comunicativos reais. Nesse sentido, pode
     ajudar a consulta ao quadro com os diferentes gêneros textuais e as situações nas quais eles se
     fazem presentes (Anexo 4).

     Vejamos, a seguir, exemplos de alguns itens que apresentam suportes de gêneros textuais
     diversos.

     Exemplo 1



                  O
              suporte
         é um fragmento de
   reportagem, retira da de uma
  revista de circulação nacional, o
  qual é adequado a o período de
escolarização avaliado, tanto no que
  diz respeito à linguagem quanto
      ao assunto abordado no
                texto.




                                                       Fonte: Teste de 1º ano EM, Língua Portuguesa, SAERS.

     Esse item tem por objetivo avaliar se os estudantes são capazes de localizar uma informação
     explícita em um texto, habilidade relacionada no descritor D1 das Matrizes de Referência em Língua
     Portuguesa do Saeb/Prova Brasil.                                                                          21
Exemplo 2




           O suporte
       é uma história em
       quadrinhos retirada
     de uma revista bastante
     conhecida pelo público
        infantil e juvenil.




                                                                             Fonte: ProJovem. EFNE 03, 2006.

         Avalia-se, por meio desse item, a habilidade de o estudante identificar o fato que gera a narrativa
         (descritor D7, na Matriz de Referência de Língua Portuguesa da 4ª série / 5º ano e D10, nas Matrizes
         de Referência do 9º ano EF e 3ª série / 3º ano EM).




22
Exemplo 3




O suporte é uma
 letra de música.




                                                                       Fonte: ProJovem. EFNE 05, dez. 2006.


 No Exemplo 3, o item tem por objetivo avaliar a capacidade de o estudante identificar o tema de
 um texto – habilidade relacionda no descritor D6 das Matrizes de Referência em Língua Portuguesa
 do Saeb/Prova Brasil.



 Cabe, aqui, mencionar que NÃO se devem utilizar suportes que apresentem expressões, objetos ou
 informações que possam ser identificados como:
      - viés cultural, discriminação e preconceito em relação a gênero, etnias, profissões, crenças,
         religiões, dentre outras;
      - apologia a comportamento e condutas em desacordo com preceitos educativos e legais,
         como, por exemplo, drogas, bebida, aborto, crime, arma, incitação à violência e a danos ou
         destruição de bem público ou privado.

 Os suportes escolhidos devem:
     - ser adequados ao período de escolarização avaliado;
     - considerar o cotidiano dos estudantes;
     -apresentar elemento não-verbal apenas se for imprescindível à construção do sentido do texto.

 Deve-se observar um número máximo de itens por suporte e por série:
 - 4a série / 5o ano EF até quatro itens;
 - 8a série / 9o ano EF até seis itens;
 - 3o ano EM até oito itens.



                                                                                                              23
B. A construção do comando para resposta
         O enunciado traz, ainda, o comando para resposta, que deve indicar de forma clara e
     objetiva a tarefa a ser realizada em conexão com a habilidade que se pretende avaliar, ou seja, deve
     estar diretamente relacionado a um único descritor da Matriz de Referência.

         Ao elaborarmos o comando para resposta, devemos afastar todo e qualquer fator que possa
     dificultar a compreensão do item pelo estudante. Dessa forma, a escolha cuidadosa do vocabulário
     e a objetividade constituem procedimentos fundamentais para a elaboração de um bom item.
     Não deve ser, contudo, excessivamente breve, a ponto de sonegar informações importantes para
     a resolução da tarefa que será solicitada, nem excessivamente longo, contendo informações
     desnecessárias. De forma similar, o vocabulário deve ser adequado ao nível de escolaridade do
     estudante avaliado. A utilização de conceitos, fatos e terminologias nas suas formas universalizadas
     são garantias para que se evitem comportamentos diferenciados do item, originados de posturas
     ideológicas ou especificidades regionais.

     Vejamos, agora, o modo como os comandos para resposta podem ser construídos.

     Exemplo1




         O suporte deste
       item é um fragmento
             de conto.




                                                                                             O comando para
                                                                                          resposta: interrogação.




                                            Fonte: Teste de 9º ano EF, Língua Portuguesa, Simave/Proeb.

     Esse item tem a intenção de avaliar a capacidade de o estudante identificar o fato gerador de uma
     narrativa (D7 da Matriz de Referência de Língua Portuguesa do Saeb/Prova Brasil 4a série / 5o ano
     EF e D10 das Matrizes de Referência de Língua Portuguesa do Saeb/Prova Brasil 8a série / 9o ano
     EF e do 3o ano EM). Analisando o comando, apresentado em forma de interrogação, constatamos
     a objetividade do questionamento que indica explicitamente qual a tarefa a ser realizada pelo
     estudante.




24
Exemplo 2




               O suporte deste
              item é uma tirinha.




                                                                                                   O comando para
                                                                                                  resposta: uma frase
                                                                                                      incompleta..




                                                         Fonte: Teste de 9º ano EF, Língua Portuguesa, Simave/Proeb.


                  Esse item tem a intenção de avaliar a capacidade de o estudante interpretar um texto que conjuga
                  linguagem verbal e não-verbal (D5 das Matrizes de Referência de Língua Portuguesa do Saeb/Prova
                  Brasil). Analisando o comando, apresentado como frase que exige complementação, constatamos a
                  indicação explícita da tarefa a ser realizada pelo estudante. Essa é uma tarefa mais complexa do que
                  a apresentada no Exemplo 1, pois apenas o elemento verbal não é suficiente, para que a resposta
                  seja encontrada. É preciso recorrer à imagem para se chegar à resolução da tarefa.



O comando pa ra
resposta: interrogação.
                    É fundamental lembrarmos que NÃO se deve:

                      - utilizar formulações do tipo “pegadinha”, induzindo o estudante ao erro ou dificultando a
                         resolução do item, nem dicas que levem à resposta correta.
                      - empregar termos como exceto, falso, incorreto, não ou errado, uma vez que o importante é
                         avaliar o que estudante aprendeu, e não investigar sobre o que ele não aprendeu.
                      - utilizar termos como “sempre”, “nunca”, “todo”, “totalmente” ou qualquer outra expressão
                         determinante.




                                                                                                                         25
3º. Passo: A construção das alternativas
     de resposta
     As alternativas de respostas devem ser construídas tendo-se em vista a produção de informações
     relevantes sobre o processo de construção da habilidade avaliada. Isso significa que a resposta
     correta – o gabarito – deve validar a capacidade do estudante em relação à determinada
     habilidade cognitiva. As demais alternativas, os distratores, produzem informações importantes
     para a avaliação, na medida em que apontam possíveis caminhos de raciocínio dos estudantes,
     delimitando a etapa do desenvolvimento da aprendizagem em que o estudante se encontra. Assim,
     os distratores que apresentam soluções supondo erros que os estudantes costumam cometer são
     mais plausíveis de serem escolhidos por aqueles que não consolidaram a habilidade requerida,
     oferecendo informações sobre as dificuldades encontradas. No caso de distratores que são
     imediatamente descartados, a resposta correta surge do processo de eliminação, e não da ação
     reflexiva sobre a tarefa solicitada. Portanto, é recomendável que não se proponham alternativas
     mutuamente excludentes, nem que sejam construídas de forma a induzir o acerto por exclusão.

     Vamos, agora, analisar as alternativas de resposta de dois itens.

     Exemplo 1




           Gabarito




                                   Fonte: Teste da 3ª série / 3º ano EM, Língua Portuguesa, Simave/Proeb, 2007.

     No item apresentado, Exemplo 1, destacamos o gabarito – a resposta correta, as demais alternativas
     são os distratores – alternativas incorretas, mas plausíveis.




26
Ao analisarmos as alternativas de resposta, podemos observar que todas elas indicam raciocínios
       possíveis de serem desenvolvidos pelos estudantes avaliados, permitindo-nos perceber em que
       estágio do desenvolvimento da habilidade eles se encontram.

       Esse item solicita ao estudante a identificação do tema do texto (D6 das Matrizes de Referência
       em Língua Portuguesa do Saeb/Prova Brasil). A resposta a esse questionamento é a alternativa D
       – A exaltação do valor da música popular. Para chegar ao tema de um texto, o estudante precisa
       mobilizar uma série de recursos cognitivos – ler o texto, fazer sua compreensão global, resumir
       mentalmente e inferir o assunto por ele abordado.

       Os distratores – alternativas incorretas A, B, C e E – trazem informações presentes no texto, mas
       nenhuma delas corresponde ao tema nele desenvolvido. Assim, aqueles que escolheram qualquer
       uma dessas alternativas revelam ainda não terem desenvolvido tal habilidade, pois tomaram como
       resposta correta informações pontuais presentes no texto, identificando-as como sendo o tema.


       Exemplo 2




Gabarito




                                                   Fonte: Teste do 9o ano EF, Língua Portuguesa, Simave/Proeb.

       Assim como no item do Exemplo 1, destacamos o gabarito – a resposta correta, as demais
       alternativas são os distratores – alternativas incorretas, mas plausíveis.

       Por meio desse item, avaliamos a capacidade de o estudante distinguir um fato de uma opinião
       (D11 da Matriz de Referência em Língua Portuguesa da 4ª série / 5º ano EF e D14 das Matrizes
       de Referência do 9º ano EF e 3ª série / 3º ano EM do Saeb/Prova Brasil). Nesse item, o estudante é
       solicitado a apontar qual é a opinião das pessoas sobre a princesa. A resposta a esse questionamento
       é a alternativa A – “é muito bonita”. Para chegar à resposta, os estudantes deveriam compreender
       que a forma verbal “dizem”, que antecede a expressão presente na alternativa A, indica uma opinião.
       Os distratores – alternativas incorretas B, C e D – apresentam fatos relativos à caracterização da
       personagem. Assim, aqueles que escolheram qualquer uma dessas alternativas revelam ainda não
       terem desenvolvido a habilidade de distinguir um fato de uma opinião.

       Cabe-nos, ainda, ressaltar que os distratores que apresentam respostas parciais, ou seja, que
       apresentam parte da resolução ou parte da resposta correta, podem exercer uma atração improdutiva
       sobre o estudante, na medida em que induzem ao erro sem produzir informação mais específica
       sobre o estágio de desenvolvimento da habilidade.
                                                                                                                 27
É de suma importância para a formulação das alternativas de resposta que não sejam utilizados
     elementos que possam induzir ao erro ou ao acerto, tais como:

         - determinantes específicos como: sempre, nunca, completamente e absolutamente;
         - associações óbvias, ou opções que sejam idênticas ou semelhantes às palavras contidas no
            enunciado;
         - inconsistências gramaticais que deem ao examinado pistas para achar a resposta;
         - uma opção correta muito chamativa, seja pelo seu conteúdo óbvio ou por sua formatação
            especial: extensão diferente das demais, por exemplo;
         - duas ou três opções de respostas totalmente implausíveis, o que remete o estudante à res-
            posta correta, inevitavelmente.
          - opções absurdas ou ridículas.

     Os itens elaborados para o 5º e 9º anos EF devem apresentar 4 alternativas; enquanto os itens para
     a 3ª série / 3º ano EM, 5 alternativas.
     Todas as alternativas devem ser plausíveis.




     Algumas considerações importantes

     •   O enunciado deve conter todas as informações necessárias, para que o estudante resolva o item.
     Importante é evitar que o estudante erre o item porque não compreendeu o que lhe estava sendo
     perguntado (comando para resposta). Certifique-se de que o comando está efetivamente de acordo
     com o descritor.

     •    Os itens devem ser elaborados numa linguagem apropriada aos estudantes do período de
     escolarização avaliado.

     •    Os itens devem ser elaborados com pontuação correta. Se a instrução for uma frase incompleta,
     as alternativas devem começar com letras minúsculas e terminar com ponto apropriado para a
     frase. Caso o enunciado seja uma pergunta, as alternativas devem começar com letras maiúsculas.

     •    A diversificação das fontes abre novas possibilidades de tratar o conteúdo. Vale lembrar a
     importância de se considerarem fontes relacionadas ao cotidiano dos estudantes.

     •    Não se deve empregar a 1ª pessoa na elaboração dos itens.

     •  Até sua remessa à coordenação do programa, os itens devem ser revisados por seus autores em
     momentos diferentes. Esse procedimento contribuirá para melhorar a qualidade do item.

     •    Não utilizar livros didáticos.




28
2.6 Roteiro básico para a elaboração de itens
Apresentaremos, a seguir, um roteiro de elaboração de
itens de boa qualidade pedagógica e técnica.



   Suportes
    •   Devem ser adequados ao período de escolarização avaliado, no que diz respeito,
         por exemplo, à complexidade, ao assunto, etc.
    •   Devem considerar o cotidiano dos estudantes.
    •    Devem considerar o tempo para a realização do teste .
    •    Devem constituir-se fragmentos que permitam a apreensão do sentido global.
    •    Devem apresentar figuras que possuam boa qualidade gráfica.
    •    Não é permitida a utilização de textos que apresentem qualquer tipo de viés
         cultural e preconceito em relação à etnia, gênero, religião, profissão, crenças
        religiosas, etc.
    •   Não é permitido o emprego de textos que façam apologia a comportamentos e
         condutas em desacordo com preceitos educacionais, éticos e legais.
    •   Não é permitida a utilização de fragmentos que não se constituam como uma
         unidade mínima significativa.
    •   Não é permitida a adaptação de textos pelo elaborador.
    •    Não é permitida a utilização de textos de autoria do elaborador de itens
    •    Não é permitida a utilização de textos de propaganda ou de divulgação de
         produtos e/ou marcas.
    •   Devem apresentar referência bibliográfica completa .
    •    Devem permitir um número máximo de itens conforme o período de escolarização
         avaliado: 4ª série / 5º ano EF – 4 itens; 9º ano EF – 6 itens; 3ª série / 3º ano EM
        – 8 itens.
    •   Devem conter títulos (mesmo os fragmentos – textos verbais).
    •    Devem apresentar figuras que contribuam para a construção de sentido e não
         sejam apenas ilustração.
    •   Devem ser numerados de 05 em 05 linhas (textos verbais).




                                                                                               29
Itens
     •   Devem ser inéditos.
     •   Devem apresentar 4 alternativas para o 5º e o 9º anos do EF e 5 alternativas para
         a 3ª série / 3º ano do EM.
     •   Devem estar rigorosamente relacionados à Matriz de Referência para avaliação.
     •   Devem apresentar um único problema.
     •   Devem ser adequados ao período de escolarização a que se destinam.
     •   Devem avaliar uma única habilidade.
     •   Devem ser elaborados sem “pegadinhas”.
     •   Devem apresentar gabarito.
     •   Devem apresentar o descritor que avalia a habilidade a ser aferida.
     •   Devem apresentar enunciado e alternativas estruturados de maneira positiva.
     •   Devem referir-se a, pelo menos, um texto-base.
     •   Não é permitida a elaboração de item cujo descritor já tenha sido abordado em
         um mesmo texto.
     •   Não é permitida a utilização de itens que avaliem a capacidade de memorização
     •   do estudante.
     •   Não é permitida a apresentação de resposta que depende de outro item.
     •   Não é permitido o emprego de termos como: “sempre”, “nunca”, “todo(a)”,
         “totalmente”,”absolutamente”, “completamente” e “somente”.
     •   Devem apresentar enunciado e alternativas redigidos conforme a norma culta.
     •   Devem ser elaborados de modo claro e objetivo.
     •   Devem apresentar um único gabarito.
     •   Devem apresentar pontuação conforme o modelo do CAEd.




     Enunciado
     •    Deve apresentar, de modo completo, o problema a ser solucionado.
     •    Não é permitido o emprego de expressões negativas.
     •    Não é permitida a elaboração de enunciados que induzam a resposta do
          estudante.
     •   Não é permitida a utilização de expressões como: “Assinale a resposta
          correta”, “Qual das alternativas...”, “A alternativa que indica...”, e estruturas
         semelhantes.
     •   Deve deixar clara a habilidade indicada pelo descritor.
     •    Deve fazer referência, quando necessário, à linha do texto.
     •    Deve atender à norma culta da língua.
     •    Não é permitida a redação na 1ª pessoa.




30
•    Os distratores devem ser plausíveis.
•    Devem apresentar paralelismo sintático-semântico.
•    Não é permitida a elaboração de alternativas que induzam ao erro.
•    Não é permitido o emprego da palavra NÃO ou do prefixo IN-.
•    Não é permitida a elaboração de alternativas que apresentem detalhes irrelevantes
     ou conteúdos absurdos.
•    Não são permitidas alternativas mutuamente excludentes, salvo em casos em que
•    o descritor o exigir.
•    Não são permitidas alternativas que induzam ao acerto por exclusão.
•    Devem ser ordenadas obedecendo-se à progressão textual ou à ordem alfabética.
•    Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão.
•    Devem apresentar um vocabulário adequado ao período de escolarização
     avaliado.
•    Devem constituir-se como respostas completas.
•    Não é permitida a elaboração de alternativas muito longas.




Gabarito
Alternativas de resposta
 •   Deve corresponder à habilidade indicada pelo descritor.
 •   Deve ser redigido de modo a não se tornar atrativo em relação aos distratores.
 •   Deve ter, aproximadamente, a mesma extensão dos distratores.
 •   Deve apresentar paralelismo sintático e semântico em relação aos distratores.
 •   Deve ser elaborado, utilizando-se vocabulário adequado ao período de
     escolarização avaliado.
 •   Deve ser redigido de modo claro e objetivo.




                                                                                         31
ATIVIDADES

     Atividade 1
     A seguir, apresentaremos itens que devem ser analisados. Para isso, leve em consideração as
     questões dadas, dentre outras.

     A. ITENS DA 4a SÉRIE / 5º ANO EF
     Item 1 / D11



                                         ENTENDA MELHOR ESSE FENÔMENO

            Primeiro o céu fica bem escuro e começa a chover. Aí vem um clarão bem forte, seguido de
            um barulho enorme. E a gente toma o maior susto! O nome desse fenômeno, poderoso e
            às vezes assustador, é raio. O raio nasce em nuvens grandes e escuras, que têm a parte de
            baixo lisa. Elas são conhecidas como cúmulos-nimbos e ficam bem altas, entre 2 e 18 qui-
            lômetros do chão. Quando estão cheias de gotículas de água e pequenos pedaços de gelo,
            caem grandes tempestades. Com o vento as pedrinhas de gelo batem umas nas outras. Essa
            agitação cria partículas de eletricidade na nuvem.
            Se uma nuvem com muitas partículas elétricas negativas encontra outra com muitas par-
            tículas positivas, elas trocam essas partículas, formando uma corrente elétrica poderosa.
            Também pode acontecer de se formar uma corrente elétrica entre uma nuvem e o solo. Nos
            dois casos, o resultado final é o raio.

                                                              (MOIÓLI, Júlia. Revista Recreio n.411. Janeiro/2008)


             A opinião do autor a respeito dos raios é que

           A) nascem em grandes nuvens escuras.
           B) são fenômenos poderosos e assustadores.
           C) são formados por corrente elétrica.
           D) surgem num clarão seguido de um barulho.




     1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor?

     2. O enunciado desse item está claro e preciso?

     3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item está
     adequada?

     4. Os distratores são plausíveis?

     5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item?




32
Item 2 / D1



      Leia o quadro abaixo.

                                          BALEIA-AZUL HUMANOS
              TAMANHO DO CORPO 35 metros, em média 1,7 metro, em média
               PESO DO CÉREBRO 7 quilos, em média 1,3 quilo, em média

      De acordo com esse quadro, acima de 35 metros é o
      A) peso do cérebro da baleia azul.
      B) peso do cérebro do homem.
      C) tamanho do corpo da baleia azul.
      D) tamanho do corpo do homem




1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor?

2. O enunciado desse item está claro e preciso?

3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item está
adequada?

4. Os distratores são plausíveis?

5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item?




                                                                                                      33
B. ITENS DA 8a SÉRIE / 9º ANO EF
     Item 1 / D13


           Leia o texto abaixo.




           Observando a linguagem do texto, podemos dizer que

           A) é a mais adequada para ser usada por todos os brasileiros.
           B) a língua sofre variações nos grupos sociais, no tempo e no espaço.
           C) é muito usada no cotidiano dos professores das escolas brasileiras.
           D) normalmente é empregada por jornalistas em jornais impressos.



     1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor?

     2. O enunciado desse item está claro e preciso?

     3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item está
     adequada?

     4. Os distratores são plausíveis?

     5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item?
34
Item 2 / D5


      Leia o texto e responda às questões.




      O texto associado à imagem mostra que
      A) desde 1897 não há solução para as dores de cabeça e no corpo.
      B) os tipos de relógios e a solução para dores de cabeça mudaram.
      C) a solução para as dores de cabeça é a mesma há mais de cem anos.
      D) somente em 2007 descobriu-se a solução para as dores de cabeça.


1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor?

2. O enunciado desse item está claro e preciso?

3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item está
adequada?

4. Os distratores são plausíveis?

5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item?                                        35
C. ITENS DA 3ª SÉRIE / 3º ANO EM
     Item 1 / D4



           Leia o texto:

                                              JOVENS, NÃO BANDIDOS

          Ontem na Globo, sobre o episódio no Rio:
          — Grupo espancou e roubou empregada. Os jovens são de classe média alta ... Jovens
          moradores de condomínios de luxo da Barra ... Os jovens são o centro dessa questão
          perturbadora ... Agressores.
          Dias antes na Globo, sobre um episódio em São Paulo:
          — Quadrilha aterrorizou moradores do Morumbi. Assalto a casa de luxo ... Vários bandi-
          dos ... Ladrões.
          Para um lado, um “grupo” de “jovens”. Para outro, uma “quadrilha” de “bandidos”. Per-
          gunta de Xico Vargas, ontem no site Nomínimo:
          — Será que temos feito tudo errado e não são a cor, a casa e a carteira que forjam a
          bandidagem?

                             (Nota publicada por Nelson Sá, na coluna Toda Mídia na Folha de S.Paulo em 26/06/2007, p.A14)



           O texto mostra que não há neutralidade no uso das palavras, porque


           A) as designações diferentes foram utilizadas para nomear acontecimentos parecidos.
           B) os sinônimos diferentes marcam a riqueza vocabular da língua portuguesa.
           C) os significados veiculados são compreendidos pelos usuários.
           D) as nomeações apresentadas trazem uma descrição verdadeira.



     1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor?

     2. O enunciado desse item está claro e preciso?

     3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item está
     adequada?

     4. Os distratores são plausíveis?

     5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item?




36
Item 2 / D3


  Leia o texto e responda às questões
   Entrevista
                                  ‘EXISTEM CRIMES PIORES’, DIZ PAI DE JOVEM AGRESSOR
                                                                                                                Sergio Torres
                                                                                                          Da sucursal do Rio

   O microempresário Ludovico Ramalho Bruno, 46, disse acreditar que o filho Rubens Arruda, 19, estava alcoolizado ou
   drogado quando participou do espancamento da empregada doméstica Sirlei Pinto. “Uma pessoa normal vai fazer
   uma agressão dessa?”, perguntou ele após ter sido vítima de um tiroteio na delegacia.
   Dono de uma firma de passeios turísticos, Bruno afirmou que o filho não deveria ser preso, para não conviver com
   criminosos na cadeia. “Foi uma coisa feia que eles fizeram? Foi. Não justifica o que fizeram. Mas prender, botar preso,
   juntar eles com outros bandidos... Essas pessoas que têm estudo, que têm caráter, junto com um cara desses? Existem
   crimes                                                                                                                            piores.”
   Se forem indiciados, os acusados vão responder por tentativa de latrocínio (pena de 7 a 15 anos de prisão em caso de
   detenção) e lesão corporal dolosa (de 1 a 8 anos de prisão).



   Folha: O sr. acredita na acusação contra o seu filho?
   Ludovico Ramalho Bruno: Eles não são bandidos. Tem que criar outras instâncias para puni-los. Queria dizer à socie-
   dade que nós, pais, não temos culpa nisso. Eles cometeram erro? Cometeram. Mas não vai ser justo manter crianças
   que estão na faculdade, estão estudando, trabalham, presos. É desnecessário, vai marginalizar lá dentro. Foi uma coisa
   feia o que eles fizeram? Foi. Não justifica o que fizeram. Mas prender, botar preso, juntar eles com outros bandidos...
   Essas pessoas que têm estudo, têm caráter, junto com uns caras desses? Existem crimes piores.

   Folha: O sr. já falou com ele?
   Bruno: Não. É um deslize na vida dele. E vai pagar caro. Está detido, chorando, desesperado. Daqui vai ser transferido.
   Peço ao juiz que dê a chance para cuidarmos dos nossos filhos. Peguei a senhora que foi agredida, abracei, chorei com
   ela e pedi perdão. Foi a primeira coisa que fiz quando vi a moça, foi o mínimo que pude fazer. Não é justo prender
   cinco jovens que estudam, que trabalham, que têm pai e mãe, e juntar bandidos que a gente não sabe de onde vieram.
   Imagina o sofrimento desses garotos.

   Folha: O sr. acha que eles tinham bebido ou usado droga?
   Bruno: Estamos com epidemia de droga. A droga tomou conta do Brasil. O inimigo do brasileiro é a droga. Tem que
   legalizar isso. Botar nas farmácias, nos hospitais. Com esse dinheiro que vai ser arrecadado, pagar clínicas, botar os
   viciados lá, controlar a droga.
   Folha: Mas o sr. acha que eles poderiam estar embriagados ou drogados?
   Bruno: Mas é lógico. Uma pessoa normal vai fazer uma agressão dessa? Lógico que não. Lógico que estavam embria-
   gados, lógico que poderiam estar drogados. Eu nunca vi [o filho usar droga]. Mas como posso falar de um jovem de
   19 anos que está na rua com uma epidemia de droga, com essas festas rave, essas loucuras todas.
   Folha: Como é seu filho em casa?
   Bruno: Fica no computador, vai à praia, estuda, trabalha comigo. Uma pessoa normal, um garoto normal.
                                                                                         (Folha de S.Paulo, 26/06/2007 p. C4)


       Assinale a opção em que há uma correlação inadequada entre a palavra grifada e a sua interpretação.

       A) “Foi uma coisa feia o que eles fizeram” ( coisa = agressão).
       B) “Juntar eles com outros bandidos” (eles = os jovens agressores).
       C) “Essas pessoas que têm estudo” (essas pessoas = bandidos).
       D) “junto com um cara desses” (um cara = um bandido).


1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor?
2. O enunciado desse item está claro e preciso?
3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item está adequada?
4. Os distratores são plausíveis?

5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item?                                                                  37
Atividade 2
     Propomos, agora, que você faça o seu primeiro exercício de elaboração de itens. A seguir, você
     encontrará alguns suportes para a realização de sua tarefa. Para realizá-la, percorra os passos apre-
     sentados nesta seção.

     A. Exemplos de suportes que podem ser utilizados para a 4a
     série / 5º ano EF
     Suporte 1




                                  Extraído de http://www.climatempo.com.br/previsao.php?CODCIDADE=558

     Suporte 2


           O que é Folclore?

           Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas pas-
           sam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, prin-
           cipalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Muitas destas histórias fo-
           ram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas.
           O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem a festas
           populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país.


38                                                   Extraído de http://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/folclore.htm
B. Exemplos de suportes que podem ser utilizados para a 8a
série / 9º ano EF
Suporte 1




                                                   Extraído de http://www.monica.com.br/comics/tirinhas/tira4.htm

Suporte 2


                                       O LOBO-GUARá

      O lobo-guará mede até cerca de 1 metro no ombro e pesa entre 20 e 25 kg. A sua
      pelagem característica é avermelhada por todo o corpo, exceto no pescoço, patas e
      ponta da cauda que são de cor preta. Ao contrário dos lobos, esta espécie não forma
      alcateias e tem hábitos solitários, juntando-se apenas em casais durante a época de
      reprodução.


                                                       Extraído de http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo-guar%C3%A1




                                                                                                                    39
C. Exemplos de suportes que podem ser utilizados para a
     3ª série / 3º ano EM

     Suporte 1


           Teresa
           Manuel Bandeira


           A primeira vez que vi Teresa
           Achei que ela tinha pernas estúpidas
           Achei também que a cara parecia uma perna

           Quando vi Teresa de novo
           Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo
           (Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)

           Da terceira vez não vi mais nada
           Os céus se misturaram com a terra
           E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.
                                                  Extraído de: http://www.revista.agulha.nom.br/manuelbandeira01.html




40
Suporte 2



                    RENDA MÍNIMA - UMA IDEIA DA REVOLUÇÃO FRANCESA

      A ideia de que todo cidadão tem direito a uma parte da renda produzida pela
      sociedade é do economista inglês Thomas Paine. Combatente na Guerra da Inde-
      pendência americana e entusiasta da Revolução de 1789, Paine queria estender
      para a economia a igualdade da democracia política

                                                                         por Pierre-Henri de Menthon

      A ideia é simples: todo in-     Os famintos e o penhorista, guache, irmãos Leseur, século XVIII, Museu Car-
      divíduo, do dia de seu nas-     navalet, Paris
      cimento ao de sua morte,
      contribui para a criação da
      riqueza do país, e teria, por
      consequência, o direito de
      receber uma parte disso.

      Idealista, o dividendo univer-
      sal, que no Brasil se popula-
      rizou com o nome de “renda
      mínima”, é uma ideia antiga.
      Mesmo que alguns acreditem
      encontrar vestígios Miseráveisna alimentos e casal entrega prataria da casa a um penhoris-
                                        dele recebem
      obra de Thomas More, sua         ta. Pobreza nos tempos da Revolução francesa inspirou Paine

      paternidade é geralmente
      atribuída a um economista de Pas-de-Calais, Paine foi apresentado à Assembleia
      Eleito pelo departamento
      inglês, que combateu pela
      Constituinte
      independência dos Estados Unidos pelo foi parlamentar na Revolução Francesa:
      no dia 22 de setembro de 1792 e abade Gregório. Nesse dia, na Salle du
      Thomas Paine.
      Manège, foi
      proclamado o ano I da República, e o anglo-americano Thomas Paine tornou-se
      personalida-
      Paine nasceu em 1737, em Norfolk, Inglaterra. Após ter sido fabricante de espartilhos, mari-
      nheiro e alfandegário desembarcou em 1774 em Filadélfia. Desconhecido, arruinado, divorcia-
      do, foi tentar a sorte na dinâmica colônia americana. Ele desejava mudar o mundo e publicou em seu prefácio de uma
      de internacional. Nas palavras de François Mitterrand,
      textos nacoletiva
      obra imprensa local.
      intitulada Thomas Paine, cidadão do mundo, “como outros, mais familiares, Thomas
      Paine foi
                                                          http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/renda_minima.html
      daqueles que fundaram, pela razão e pela ação, os Estados Unidos e a França
      republicana”.




                                                                                                                    41
Atividade 3
     Escolha, no Anexo IV, um suporte e elabore um item.




     Atividade 4
     Agora, você deverá escolher suportes com objetivos de elaborar itens com os descritores que foram
     previamente determinados.

     Mãos à obra!




42
Critérios de
revisão de itens




                   43
44
Critérios de Revisão de itens
Após a elaboração do item, é fundamental que ele seja
revisado, de modo a garantir sua qualidade pedagógica e
técnica. Por isso, estabelecemos os critérios que devem ser
observados no momento de se fazer a revisão dos itens.
Veremos, a seguir, esses critérios. A sua utilização se assemelha a uma lista de controle de qualidade
cujas etapas devem ser rigorosamente cumpridas. Dessa forma, após a revisão criteriosa, o item
estará pronto para a pré-testagem, e os itens que apresentarem um bom comportamento passarão
a compor o teste.



                                                                                         Se não atenderem
                            1. QUANTO AOS SUPORTES
                                                                                             ao critério

  1.1 Devem ser adequados ao período de escolarização avaliado no que diz                     Rejeitar
         respeito, por exemplo, à complexidade, ao assunto, etc.
  1.2 Devem considerar o cotidiano dos estudantes.                                            Rejeitar
  1.3 Devem considerar o tempo para a realização do teste .                                   Rejeitar

  1.4 Devem constituir-se fragmentos que permitam a apreensão do sentido                      Rejeitar
         global.
  1.5 Devem apresentar figuras que possuam boa qualidade gráfica. Rejeitar
           Não é permitida a utilização de textos que apresentem qualquer tipo de
  1.6     viés cultural e preconceito em relação à etnia, gênero, religião, profissão,        Rejeitar
          crenças, variantes linguísticas, etc.
           Não é permitido o emprego de textos que façam apologia a
  1.7     comportamentos e condutas em desacordo com preceitos educacionais,                  Rejeitar
          éticos e legais.

  1.8 Não é permitida a utilização de fragmentos que não se constituam como                   Rejeitar
         uma unidade mínima significativa.
  1.9 Não é permitida a utilização de textos de autoria do elaborador de itens. Rejeitar

  1.10 Não é permitida a utilização de textos de propaganda ou de divulgação                  Rejeitar
         de produtos e/ou marcas.

  1.11 Não é permitida a adaptação de textos pelo elaborador.                                Modificar

  1.12 Devem apresentar referência bibliográfica completa .                                  Modificar
          Devem permitir um número máximo de itens conforme o período de
  1.13   escolarização avaliado:                                                             Modificar
         4ª série / 5º ano EF – 4 itens; 9º ano EF – 6 itens; 3ª série / 3º ano EM – 8
         itens.
  1.14 Devem conter títulos (mesmo os fragmentos – textos verbais). Modificar
                                                                                             Modificar
  1.15 Devem apresentar figuras que contribuam para a construção de sentido e
         não sejam apenas ilustração.                                                      (exluir figura)
  1.16 Devem ser numerados de 05 em 05 linhas (textos verbais). Modificar




                                                                                                             45
Se não atenderem
                                 2. QUANTO AOS ITENS
                                                                                            ao critério
     2.1 Devem ser inéditos.                                                                  Rejeitar

     2.2 Devem apresentar 4 alternativas para o 5º e o 9º anos EF e 5 alternativas            Rejeitar
            para a 3ª série / 3º ano EM.

     2.3 Devem estar rigorosamente relacionados à Matriz de Referência para                   Rejeitar
            avaliação.

     2.4 Devem apresentar um único problema.                                                  Rejeitar

     2.5 Devem ser adequados ao período de escolarização a que se destinam. Rejeitar
     2.6 Devem avaliar uma única habilidade.
                                                                                              Rejeitar
     2.7 Devem ser elaborados sem “pegadinhas”.                                               Rejeitar
     2.8 Devem apresentar gabarito.                                                           Rejeitar
     2.9 Devem apresentar o descritor que avalia a habilidade a ser aferida. Rejeitar

     2.10 Devem apresentar enunciado e alternativas estruturados de maneira                   Rejeitar
            positiva.
     2.11 Devem referir-se a, pelo menos, um texto-base.                                      Rejeitar

     2.12 Não é permitida a elaboração de item cujo descritor já tenha sido                   Rejeitar
            abordado em um mesmo texto.

     2.13 Não é permitida a utilização de itens que avaliem a capacidade de                   Rejeitar
            memorização do estudante.

     2.14 Não é permitida a apresentação de resposta que depende de outro item. Rejeitar

             Não é permitido o emprego de termos como: “sempre”, “nunca”,
     2.15   “todo(a)”, “ totalmente”,”absolutamente”, “completamente” e                       Rejeitar
            “somente”, etc.

     2.16 Devem apresentar enunciado e alternativas redigidos conforme a norma               Modificar
            culta.
     2.17 Devem ser elaborados de modo claro e objetivo.                                     Modificar
     2.18 Devem apresentar um único gabarito.                                                Modificar
     2.19 Devem apresentar pontuação conforme o modelo do CAEd. Modificar




                                                                                        Se não atender ao
                               3. QUANTO AO ENUNCIADO
                                                                                             critério
     3.1 Deve apresentar, de modo completo, o problema a ser solucionado. Rejeitar
     3.2 Não é permitido o emprego de expressões negativas.
                                                                                              Rejeitar

     3.3 Não é permitida a elaboração de enunciados que induzam a resposta do                 Rejeitar
            estudante.
             Não é permitida a utilização de expressões como: “Assinale a resposta
     3.4    correta”, “Qual das alternativas...”, “A alternativa que indica...”, e            Rejeitar
            estruturas semelhantes.
     3.5 Deve deixar clara a habilidade indicada pelo descritor.                             Modificar
     3.6 Deve fazer referência, quando necessário, à linha do texto. Modificar
     3.7 Deve atender à norma culta da língua.
                                                                                             Modificar
     3.8 Não é permitida a redação na 1ª pessoa.                                             Modificar



46
Se não atenderem
                       4. QUANTO ÀS ALTERNATIVAS
                                                                                       ao critério
4.1 Os distratores devem ser plausíveis.                                                Rejeitar
4.2 Devem apresentar paralelismo sintático-semântico.                                   Rejeitar
4.3 Não é permitida a elaboração de alternativas que induzam ao erro. Rejeitar
4.4 Não é permitido o emprego da palavra NÃO ou do prefixo IN-. Rejeitar

4.5 Não é permitida a elaboração de alternativas que apresentem detalhes                Rejeitar
       irrelevantes ou conteúdos absurdos.

4.6 Não são permitidas alternativas mutuamente excludentes, salvo em                    Rejeitar
       casos em que o descritor o exigir.
4.7 Não são permitidas alternativas que induzam ao acerto por exclusão. Rejeitar

4.8 Devem ser ordenadas obedecendo à progressão textual ou à ordem                     Modificar
       alfabética.
4.9 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão.                                      Modificar

4.10 Devem apresentar um vocabulário adequado ao período de                            Modificar
       escolarização avaliado.
4.11 Devem constituir-se como respostas completas.                                     Modificar
4.12 Não é permitida a elaboração de alternativas muito longas. Modificar


                                                                                   Se não atenderem
                        5. QUANTO AOS GABARITOS
                                                                                       ao critério

5.1 Devem corresponder à habilidade indicada pelo descritor.                            Rejeitar

5.2 Devem ser redigidos de modo a não se tornarem atrativos em relação                  Rejeitar
       aos distratores.
5.3 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão dos distratores. Modificar

5.4 Devem apresentar paralelismo sintático e semântico em relação aos                  Modificar
       distratores.

5.5 Devem ser elaborados utilizando-se vocabulário adequado ao período                 Modificar
       de escolarização avaliado.

5.6 Devem ser redigidos de modo claro e objetivo.                                      Modificar




                                                                                                      47
Atividade 3
     Agora que você conheceu as Matrizes de Referência, as etapas e as recomendações para a elabo-
     ração e a revisão de itens, vamos revisar alguns itens. Para isso, analise os itens dados e preencha o
     quadro conforme as indicações apresentadas anteriormente.

     Item 1 - 4a série / 5o ano EF




                                  QUANTO AOS SUPORTES                                                Situação

       1.1 Devem ser adequados ao período de escolarização avaliado no que diz
              respeito, por exemplo, à complexidade, ao assunto, etc.
       1.2 Devem considerar o cotidiano dos estudantes.
       1.3 Devem considerar o tempo para a realização do teste .

       1.4 Devem constituir-se fragmentos que permitam a apreensão do sentido
              global.
       1.5 Devem apresentar figuras que possuam boa qualidade gráfica.
                Não é permitida a utilização de textos que apresentem qualquer tipo de
       1.6     viés cultural e preconceito em relação à etnia, gênero, religião, profissão,
               crenças, variantes linguísticas, etc.
       1.7 Não é permitido o emprego de textos que façam apologia a comportamentos
              e condutas em desacordo com preceitos educacionais, éticos e legais.

       1.8 Não é permitida a utilização de fragmentos que não se constituam como
              uma unidade mínima significativa.
       1.9 Não é permitida a utilização de textos de autoria do elaborador de itens.
       1.10 Não é permitida a utilização de textos de propaganda ou de divulgação
              de produtos e/ou marcas.
       1.11 Não é permitida a adaptação de textos pelo elaborador.

       1.12 Devem apresentar referência bibliográfica completa .
               Devem permitir um número máximo de itens conforme o período de
       1.13   escolarização avaliado:
              4ª série / 5º ano EF – 4 itens; 9º ano EF – 6 itens; 3ª série / 3º ano EM – 8 itens.
       1.14 Devem conter títulos (mesmo os fragmentos – textos verbais).

       1.15 Devem apresentar figuras que contribuam para a construção de sentido e
              não sejam apenas ilustração.
48     1.16 Devem ser numerados de 05 em 05 linhas (textos verbais).
QUANTO AOS ITENS                                    Situação

2.1 Devem ser inéditos.

2.2 Devem apresentar 4 alternativas para o 5º e o 9º anos EF e 5 alternativas
       para a 3ª série / 3º ano EM.

2.3 Devem estar rigorosamente relacionados à Matriz de Referência para
       avaliação.

2.4 Devem apresentar um único problema.

2.5 Devem ser adequados ao período de escolarização a que se destinam.
2.6 Devem avaliar uma única habilidade.
2.7 Devem ser elaborados sem “pegadinhas”.
2.8 Devem apresentar gabarito.
2.9 Devem apresentar o descritor que avalia a habilidade a ser aferida.



2.10 Devem apresentar enunciado e alternativas estruturados de maneira
       positiva.
2.11 Devem referir-se a, pelo menos, um texto-base.

2.12 Não é permitida a elaboração de item cujo descritor já tenha sido
       abordado em um mesmo texto.

2.13 Não é permitida a utilização de itens que avaliem a capacidade de
       memorização do estudante.

2.14 Não é permitida a apresentação de resposta que depende de outro item.

         Não é permitido o emprego de termos como: “sempre”, “nunca”,
2.15    “todo(a)”, “ totalmente”,”absolutamente”, “completamente” e
        “somente”, etc.

2.16 Devem apresentar enunciado e alternativas redigidos conforme a norma
       culta.
2.17 Devem ser elaborados de modo claro e objetivo.
2.18 Devem apresentar um único gabarito.

2.19 Devem apresentar pontuação conforme o modelo do CAEd.


                          QUANTO AO ENUNCIADO                                   Situação

3.1 Deve apresentar, de modo completo, o problema a ser solucionado.
3.2 Não é permitido o emprego de expressões negativas.

3.3 Não é permitida a elaboração de enunciados que induzam a resposta do
       estudante.
        Não é permitida a utilização de expressões como: “Assinale a resposta
3.4    correta”, “Qual das alternativas...”, “A alternativa que indica...”, e
       estruturas semelhantes.
3.5 Deve deixar clara a habilidade indicada pelo descritor.
3.6 Deve fazer referência, quando necessário, à linha do texto.
3.7 Deve atender à norma culta da língua.
3.8 Não é permitida a redação na 1ª pessoa.




                                                                                           49
QUANTO ÀS ALTERNATIVAS                            Situação

     4.1 Os distratores devem ser plausíveis.
     4.2 Devem apresentar paralelismo sintático-semântico.
     4.3 Não é permitida a elaboração de alternativas que induzam ao erro.
     4.4 Não é permitido o emprego da palavra NÃO ou do prefixo IN-.



     4.5 Não é permitida a elaboração de alternativas que apresentem detalhes
            irrelevantes ou conteúdos absurdos.

     4.6 Não são permitidas alternativas mutuamente excludentes, salvo em
            casos em que o descritor o exigir.
     4.7 Não são permitidas alternativas que induzam ao acerto por exclusão.

     4.8 Devem ser ordenadas obedecendo à progressão textual ou à ordem
            alfabética.
     4.9 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão.

     4.10 Devem apresentar um vocabulário adequado ao período de
            escolarização avaliado.
     4.11 Devem constituir-se como respostas completas.
     4.12 Não é permitida a elaboração de alternativas muito longas.



                              QUANTO AOS GABARITOS                              Situação

     5.1 Devem corresponder à habilidade indicada pelo descritor.
     5.2 Devem ser redigidos de modo a não se tornarem atrativos em relação
            aos distratores.
     5.3 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão dos distratores.

     5.4 Devem apresentar paralelismo sintático e semântico em relação aos
            distratores.

     5.5 Devem ser elaborados utilizando-se vocabulário adequado ao período
            de escolarização avaliado.
     5.6 Devem ser redigidos de modo claro e objetivo.




50
Tem 02




                             QUANTO AOS SUPORTES                                               Situação

  1.1 Devem ser adequados ao período de escolarização avaliado no que diz
         respeito, por exemplo, à complexidade, ao assunto, etc.
  1.2 Devem considerar o cotidiano dos estudantes.
  1.3 Devem considerar o tempo para a realização do teste .

  1.4 Devem constituir-se fragmentos que permitam a apreensão do sentido
         global.
  1.5 Devem apresentar figuras que possuam boa qualidade gráfica.
          Não é permitida a utilização de textos que apresentem qualquer tipo de
  1.6    viés cultural e preconceito em relação à etnia, gênero, religião, profissão,
         crenças, variantes linguísticas, etc.
          Não é permitido o emprego de textos que façam apologia a
  1.7    comportamentos e condutas em desacordo com preceitos educacionais,
         éticos e legais.

  1.8 Não é permitida a utilização de fragmentos que não se constituam como
         uma unidade mínima significativa.
  1.9 Não é permitida a utilização de textos de autoria do elaborador de itens.
 1.10 Não é permitida a utilização de textos de propaganda ou de divulgação
        de produtos e/ou marcas.

 1.11 Não é permitida a adaptação de textos pelo elaborador.

 1.12 Devem apresentar referência bibliográfica completa .
         Devem permitir um número máximo de itens conforme o período de
 1.13   escolarização avaliado:
        4ª série / 5º ano EF – 4 itens; 9º ano EF – 6 itens; 3ª série / 3º ano EM – 8 itens.
 1.14 Devem conter títulos (mesmo os fragmentos – textos verbais).

 1.15 Devem apresentar figuras que contribuam para a construção de sentido e
        não sejam apenas ilustração.
 1.16 Devem ser numerados de 05 em 05 linhas (textos verbais).

                                                                                                          51
QUANTO AOS ITENS                                   Situação

     2.1 Devem ser inéditos.

     2.2 Devem apresentar 4 alternativas para o 5º e o 9º anos EF e 5 alternativas
            para a 3ª série / 3º ano EM.

     2.3 Devem estar rigorosamente relacionados à Matriz de Referência para
            avaliação.

     2.4 Devem apresentar um único problema.

     2.5 Devem ser adequados ao período de escolarização a que se destinam.
     2.6 Devem avaliar uma única habilidade.
     2.7 Devem ser elaborados sem “pegadinhas”.
     2.8 Devem apresentar gabarito.
     2.9 Devem apresentar o descritor que avalia a habilidade a ser aferida.



     2.10 Devem apresentar enunciado e alternativas estruturados de maneira
            positiva.
     2.11 Devem referir-se a, pelo menos, um texto-base.

     2.12 Não é permitida a elaboração de item cujo descritor já tenha sido
            abordado em um mesmo texto.

     2.13 Não é permitida a utilização de itens que avaliem a capacidade de
            memorização do estudante.

     2.14 Não é permitida a apresentação de resposta que depende de outro item.

             Não é permitido o emprego de termos como: “sempre”, “nunca”,
     2.15   “todo(a)”, “ totalmente”,”absolutamente”, “completamente” e
            “somente”, etc.

     2.16 Devem apresentar enunciado e alternativas redigidos conforme a norma
            culta.
     2.17 Devem ser elaborados de modo claro e objetivo.
     2.18 Devem apresentar um único gabarito.

     2.19 Devem apresentar pontuação conforme o modelo do CAEd.


                               QUANTO AO ENUNCIADO                                   Situação

     3.1 Deve apresentar, de modo completo, o problema a ser solucionado.
     3.2 Não é permitido o emprego de expressões negativas.

     3.3 Não é permitida a elaboração de enunciados que induzam a resposta do
            estudante.
             Não é permitida a utilização de expressões como: “Assinale a resposta
     3.4    correta”, “Qual das alternativas...”, “A alternativa que indica...”, e
            estruturas semelhantes.
     3.5 Deve deixar clara a habilidade indicada pelo descritor.
     3.6 Deve fazer referência, quando necessário, à linha do texto.
     3.7 Deve atender à norma culta da língua.
     3.8 Não é permitida a redação na 1ª pessoa.




52
QUANTO ÀS ALTERNATIVAS                            Situação

4.1 Os distratores devem ser plausíveis.
4.2 Devem apresentar paralelismo sintático-semântico.
4.3 Não é permitida a elaboração de alternativas que induzam ao erro.
4.4 Não é permitido o emprego da palavra NÃO ou do prefixo IN-.



4.5 Não é permitida a elaboração de alternativas que apresentem detalhes
       irrelevantes ou conteúdos absurdos.

4.6 Não são permitidas alternativas mutuamente excludentes, salvo em
       casos em que o descritor o exigir.
4.7 Não são permitidas alternativas que induzam ao acerto por exclusão.

4.8 Devem ser ordenadas obedecendo à progressão textual ou à ordem
       alfabética.
4.9 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão.

4.10 Devem apresentar um vocabulário adequado ao período de
       escolarização avaliado.
4.11 Devem constituir-se como respostas completas.
4.12 Não é permitida a elaboração de alternativas muito longas.



                         QUANTO AOS GABARITOS                              Situação

5.1 Devem corresponder à habilidade indicada pelo descritor.
5.2 Devem ser redigidos de modo a não se tornarem atrativos em relação
       aos distratores.
5.3 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão dos distratores.

5.4 Devem apresentar paralelismo sintático e semântico em relação aos
       distratores.

5.5 Devem ser elaborados utilizando-se vocabulário adequado ao período
       de escolarização avaliado.
5.6 Devem ser redigidos de modo claro e objetivo.




                                                                                      53
Item 3




                                  QUANTO AOS SUPORTES                                               Situação

      1.1 Devem ser adequados ao período de escolarização avaliado no que diz
             respeito, por exemplo, à complexidade, ao assunto, etc.
      1.2 Devem considerar o cotidiano dos estudantes.
      1.3 Devem considerar o tempo para a realização do teste .

      1.4 Devem constituir-se fragmentos que permitam a apreensão do sentido
             global.
      1.5 Devem apresentar figuras que possuam boa qualidade gráfica.
              Não é permitida a utilização de textos que apresentem qualquer tipo de
      1.6    viés cultural e preconceito em relação à etnia, gênero, religião, profissão,
             crenças, variantes linguísticas, etc.

      1.7 Não é permitido o emprego de textos que façam apologia a comportamentos
             e condutas em desacordo com preceitos educacionais, éticos e legais.

      1.8 Não é permitida a utilização de fragmentos que não se constituam como
             uma unidade mínima significativa.
      1.9 Não é permitida a utilização de textos de autoria do elaborador de itens.
      1.10 Não é permitida a utilização de textos de propaganda ou de divulgação
             de produtos e/ou marcas.
      1.1 Não é permitida a adaptação de textos pelo elaborador.

      1.12 Devem apresentar referência bibliográfica completa .
              Devem permitir um número máximo de itens conforme o período de
      1.13   escolarização avaliado:
             4ª série / 5º ano EF – 4 itens; 9º ano EF – 6 itens; 3ª série / 3º ano EM – 8 itens.
      1.14 Devem conter títulos (mesmo os fragmentos – textos verbais).
      1.15 Devem apresentar figuras que contribuam para a construção de sentido e
             não sejam apenas ilustração.
      1.16 Devem ser numerados de 05 em 05 linhas (textos verbais).
54
QUANTO AOS ITENS                                    Situação

2.1 Devem ser inéditos.

2.2 Devem apresentar 4 alternativas para o 5º e o 9º anos EF e 5 alternativas
       para a 3ª série / 3º ano EM.

2.3 Devem estar rigorosamente relacionados à Matriz de Referência para
       avaliação.

2.4 Devem apresentar um único problema.

2.5 Devem ser adequados ao período de escolarização a que se destinam.
2.6 Devem avaliar uma única habilidade.
2.7 Devem ser elaborados sem “pegadinhas”.
2.8 Devem apresentar gabarito.
2.9 Devem apresentar o descritor que avalia a habilidade a ser aferida.



2.10 Devem apresentar enunciado e alternativas estruturados de maneira
       positiva.
2.11 Devem referir-se a, pelo menos, um texto-base.

2.12 Não é permitida a elaboração de item cujo descritor já tenha sido
       abordado em um mesmo texto.

2.13 Não é permitida a utilização de itens que avaliem a capacidade de
       memorização do estudante.

2.14 Não é permitida a apresentação de resposta que depende de outro item.

         Não é permitido o emprego de termos como: “sempre”, “nunca”,
2.15    “todo(a)”, “ totalmente”,”absolutamente”, “completamente” e
        “somente”, etc.
2.16 Devem apresentar enunciado e alternativas redigidos conforme a norma
       culta.
2.17 Devem ser elaborados de modo claro e objetivo.
2.18 Devem apresentar um único gabarito.

2.19 Devem apresentar pontuação conforme o modelo do CAEd.




                          QUANTO AO ENUNCIADO                                   Situação

3.1 Deve apresentar, de modo completo, o problema a ser solucionado.
3.2 Não é permitido o emprego de expressões negativas.

3.3 Não é permitida a elaboração de enunciados que induzam a resposta do
       estudante.
        Não é permitida a utilização de expressões como: “Assinale a resposta
3.4    correta”, “Qual das alternativas...”, “A alternativa que indica...”, e
       estruturas semelhantes.
3.5 Deve deixar clara a habilidade indicada pelo descritor.
3.6 Deve fazer referência, quando necessário, à linha do texto.
3.7 Deve atender à norma culta da língua.
3.8 Não é permitida a redação na 1ª pessoa.




                                                                                           55
QUANTO ÀS ALTERNATIVAS                            Situação

     4.1 Os distratores devem ser plausíveis.
     4.2 Devem apresentar paralelismo sintático-semântico.
     4.3 Não é permitida a elaboração de alternativas que induzam ao erro.
     4.4 Não é permitido o emprego da palavra NÃO ou do prefixo IN-.



     4.5 Não é permitida a elaboração de alternativas que apresentem detalhes
            irrelevantes ou conteúdos absurdos.

     4.6 Não são permitidas alternativas mutuamente excludentes, salvo em
            casos em que o descritor o exigir.
     4.7 Não são permitidas alternativas que induzam ao acerto por exclusão.

     4.8 Devem ser ordenadas obedecendo à progressão textual ou à ordem
            alfabética.
     4.9 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão.

     4.10 Devem apresentar um vocabulário adequado ao período de
            escolarização avaliado.
     4.11 Devem constituir-se como respostas completas.
     4.12 Não é permitida a elaboração de alternativas muito longas.



                              QUANTO AOS GABARITOS                              Situação

     5.1 Devem corresponder à habilidade indicada pelo descritor.

     5.2 Devem ser redigidos de modo a não se tornarem atrativos em relação
            aos distratores.
     5.3 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão dos distratores.

     5.4 Devem apresentar paralelismo sintático e semântico em relação aos
            distratores.

     5.5 Devem ser elaborados utilizando-se vocabulário adequado ao período
            de escolarização avaliado.
     5.6 Devem ser redigidos de modo claro e objetivo.




56
Item 4

     Entrevista
                    ‘EXISTEM CRIMES PIORES’, DIZ PAI DE JOVEM AGRESSOR
                                                                 Sergio Torres
                                                            Da sucursal do Rio

     O microempresário Ludovico Ramalho Bruno, 46, disse acreditar que o filho Rubens
     Arruda, 19, estava alcoolizado ou drogado quando participou do espancamento da
     empregada doméstica Sirlei Pinto. “Uma pessoa normal vai fazer uma agressão des-
     sa?”, perguntou ele após ter sido vítima de um tiroteio na delegacia.
     Dono de uma firma de passeios turísticos, Bruno afirmou que o filho não deveria ser
     preso, para não conviver com criminosos na cadeia. “Foi uma coisa feia que eles fize-
     ram? Foi. Não justifica o que fizeram. Mas prender, botar preso, juntar eles com outros
     bandidos... Essas pessoas que têm estudo, que têm caráter, junto com um cara desses?
     Existem                                                   crimes                                             piores.”
     Se forem indiciados, os acusados vão responder por tentativa de latrocínio (pena de 7
     a 15 anos de prisão em caso de detenção) e lesão corporal dolosa (de 1 a 8 anos de
     prisão).

     Folha: O sr. acredita na acusação contra o seu filho?
     Ludovico Ramalho Bruno: Eles não são bandidos. Tem que criar outras instâncias
     para puni-los. Queria dizer à sociedade que nós, pais, não temos culpa nisso. Eles come-
     teram erro? Cometeram. Mas não vai ser justo manter crianças que estão na faculdade,
     estão estudando, trabalham, presos. É desnecessário, vai marginalizar lá dentro. Foi
     uma coisa feia o que eles fizeram? Foi. Não justifica o que fizeram. Mas prender, botar
     preso, juntar eles com outros bandidos... Essas pessoas que têm estudo, têm caráter,
     junto com uns caras desses? Existem crimes piores.
     Folha: O sr. já falou com ele?
     Bruno: Não. É um deslize na vida dele. E vai pagar caro. Está detido, chorando, de-
     sesperado. Daqui vai ser transferido. Peço ao juiz que dê a chance para cuidarmos dos
     nossos filhos. Peguei a senhora que foi agredida, abracei, chorei com ela e pedi perdão.
     Foi a primeira coisa que fiz quando vi a moça, foi o mínimo que pude fazer. Não é justo
     prender cinco jovens que estudam, que trabalham, que têm pai e mãe, e juntar bandi-
     dos que a gente não sabe de onde vieram. Imagina o sofrimento desses garotos.
     Folha: O sr. acha que eles tinham bebido ou usado droga?
     Bruno: Estamos com epidemia de droga. A droga tomou conta do Brasil. O inimigo do
     brasileiro é a droga. Tem que legalizar isso. Botar nas farmácias, nos hospitais. Com esse
     dinheiro que vai ser arrecadado, pagar clínicas, botar os viciados lá, controlar a droga.
     Folha: Mas o sr. acha que eles poderiam estar embriagados ou drogados?
     Bruno: Mas é lógico. Uma pessoa normal vai fazer uma agressão dessa? Lógico que
     não. Lógico que estavam embriagados, lógico que poderiam estar drogados. Eu nunca
     vi [o filho usar droga]. Mas como posso falar de um jovem de 19 anos que está na rua
     com uma epidemia de droga, com essas festas rave, essas loucuras todas.
     Folha: Como é seu filho em casa?
     Bruno: Fica no computador, vai à praia, estuda, trabalha comigo. Uma pessoa normal,
     um garoto normal.
                                                                      (Folha de S.Paulo, 26/06/2007 p. C4)

Assinale a opção que indica o principal argumento usado pelo pai para rejeitar o encarceramento
do filho junto com bandidos.
A) O filho cometeu apenas um deslize.
B) O filho tem hábitos de uma pessoa normal.
C) O filho trabalha, estuda, tem família.
D) O filho sofre com a epidemia das drogas.



                                                                                                             57
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  • 1. Guia de Elaboração de itens Língua Portuguesa
  • 2.
  • 3.
  • 4. GUIA DE ELABORAÇÃO DE ITENS Língua Portuguesa 2009
  • 5. Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora Coordenação Geral Lina Kátia Mesquita Oliveira Coordenador Técnico Manuel Fernando Palácios da Cunha e Melo Coordenação Estatística Tufi Machado Soares Coordenação de Divulgação dos Resultados Anderson Córdova Pena Equipe de Banco de Itens Verônica Mendes Vieira (Coord.) Mayra da Silva Moreira Equipe de Análise e Medidas Wellington Silva (Coord.) Ailton Fonseca Galvão Clayton Vale Rafael Oliveira Equipe de Língua Portuguesa Hilda Aparecida Linhares da Silva Micarello (Coord.) Josiane Toledo Ferreira Silva (Coord.) Ana Letícia Duin Tavares Maika Som Machado Edson Munck Maria Tereza Scotton Equipe de Matemática Lina Kátia Mesquita Oliveira (Coord.) Denise Mansoldo Salazar Mariângela de Assumpção de Castro Tatiane Gonçalves de Moraes Mara Sueli Simões Moraes Nelson Antônio Pirola Equipe de editoração Hamilton Ferreira (Coord.) Clarissa Aguiar Marcela Zaghetto Raul Furiatti Moreira Vinicius Peixoto
  • 6. Sumário 5 Apresentação Seção 1 - A Avaliação Interna e a Avaliação Externa 7 9 1.1 Avaliação interna e avaliação externa: uma relação complementar 10 1.2 Etapas do processo de avaliação externa 11 Seção 2 - A Construção dos Itens 13 2.1 Etapas do processo de elaboração de itens 14 2.2 Ponto de partida: a Matriz de Referência 18 2.3 O Perfil do Elaborador 2.4 O item e suas partes 18 2.5 Recomendações para a elaboração dos itens 19 2.6 Roteiro Básico para a elaboração de itens 29 Atividades 32 43 Seção 3 - Critérios de Revisão de Itens 45 1 Quanto aos textos 46 2 Quantos aos itens 46 3 Quanto ao enunciado 47 4 Quanto às alternativas 5 Quanto aos gabaritos 47 Atividades 48 61 Anexo I Detalhamento da Matriz de Referência da 4a série/5o ano do EF 77 Anexo II Detalhamento das Matrizes de Referência da 8a série/9o ano do EF e do 3o ano EM 99 Anexo III Quadro de Gêneros 103 Anexo IV Sugestões de fontes para suportes 111 Anexo V Formulário para a elaboração de itens
  • 7.
  • 8. Apresentação Professor, A avaliação, como você sabe, é parte fundamental do processo de ensino-aprendizagem. Seus resultados oferecem subsídios, para que os docentes direcionem sua prática, as escolas reestruturem seus projetos pedagógicos e os sistemas de ensino definam políticas públicas voltadas para a igualdade de oportunidades educacionais e a qualidade do ensino ofertado. Sabemos que, no âmbito da sala de aula, você já dispõe de experiência com a prática da avaliação. Entretanto, como a avaliação do Sistema educacional em larga escala apresenta características diferentes daquelas avaliações que se realizam com grupos reduzidos de estudantes no cotidiano das escolas, este Guia tem o objetivo de oferecer informações e orientações, para que você conheça um pouco mais sobre a avaliação em larga escala de natureza externa e dela participe como elaborador de itens. A primeira seção deste Guia apresenta algumas considerações sobre o processo de avaliação externa e as etapas a serem percorridas nesse processo. Na segunda seção, você conhecerá os critérios a serem observados na elaboração de itens de avaliação em larga escala, as recomendações técnicas e pedagógicas a serem consideradas na elaboração de bons itens e, ainda, atividades práticas que contribuirão para que você elabore itens que atendam a tais recomendações. Os critérios para a revisão dos itens elaborados, assim como orientações sobre como proceder nessa revisão são apresentados na terceira seção do Guia. Finalmente, nos anexos, você encontrará uma síntese dos aspectos abordados na segunda e terceira seções do Guia, uma análise detalhada das Matrizes de Referência para avaliação em Língua Portuguesa do Saeb (4ª série/5º ano e 8ª série/9º ano do Ensino Fundamental, 3ª série / 3º ano do Ensino Médio), além de sugestões de suportes para a elaboração de novos itens e informações sobre as planilhas para a elaboração de itens. Esperamos que as atividades propostas neste Guia, aliadas à sua experiência docente e à sua sensibilidade, contribuam para que você, professor, torne-se um especialista na elaboração de itens. Bom trabalho!
  • 9.
  • 11. 8
  • 12. 1.1 A avaliação Interna e Externa: uma relação complementar Avaliar é refletir sobre uma determinada realidade, No âmbito escolar, a avaliação externa fornece visto que os dados e informações gerados pela informações para que gestores da escola e avaliação possibilitam um julgamento que professores possam realizar um diagnóstico nas conduz a uma tomada de decisão. áreas em que atuam e planejar ações educativas mais eficientes. No âmbito da escola, ocorrem dois processos de avaliação muito importantes, os quais se No âmbito da gestão do sistema, a partir dos complementam: a avaliação interna, realizada resultados, governantes e gestores passam pelo professor, voltada para o desenvolvimento a ter dados que os orientarão tanto no dos processos de ensino e aprendizagem, e a redirecionamento de trajetórias, quanto no avaliação externa, que avalia o desempenho planejamento de ações mais específicas. de um conjunto de estudantes agrupados por escola ou por sistemas. Na avaliação em larga escala, apesar de os resultados poderem ser dados individualmente, Em sala de aula, a fim de avaliar o processo de seu foco é todo o sistema educacional avaliado: aprendizagem de seus estudantes, tomados a turma, a escola, a regional, o Estado. individualmente, os professores podem e devem utilizar diversos instrumentos como, por exemplo, Devemos acrescentar, ainda, que os programas trabalhos em grupo ou individuais, testes ou de avaliação em larga escala produzem dois provas com questões de múltipla escolha ou indicadores importantes: (a) a média; e (b) o questões abertas, dramatizações, observação, percentual de estudantes em cada nível da relatórios. Esses instrumentos apresentam escala de proficiência. A média é uma maneira características diferentes, mas têm em comum o de sintetizar o resultado da escola, do Município, fato de que, por meio deles, é possível avaliar- regional e do Estado. Já o percentual de da se a particularidade sobre o progresso de cada estudantes nos níveis de proficiência fornece estudante e, ao final do ano, atribuir-lhes uma informações a respeito das habilidades já nota, que varia de 0 a 100 pontos. consolidadas pelo conjunto de estudantes da rede avaliada. As avaliações em larga escala, de natureza externa,utilizam, mais frequentemente, testes compostos por itens de múltipla escolha por meio dos quais apenas uma habilidade é avaliada. Esse tipo de avaliação apresenta três objetivos básicos: (a) a definição de subsídios para a formulação de políticas educacionais; (b) o acompanhamento ao longo do tempo da qualidade da educação; e (c) a produção de informações capazes de desenvolver relações significativas entre as unidades escolares e órgãos centrais ou distritais de secretarias, bem como iniciativas dentro das escolas. 9
  • 13. 1.2 Etapas do processo de implementação da avaliação externa Para melhor compreendermos as características da avaliação externa, apresentaremos as etapas para a realização de uma avaliação em larga escala de natureza externa. 10
  • 14. A construção de itens 11
  • 15. 12
  • 16. 2.1 Etapas do processo de elaboração de itens A construção de bons itens para compor os testes de proficiência utilizados nos programas de avaliação em larga escala passa por diversas etapas que envolvem profissionais da educação. A seguir, veremos um fluxograma que apresenta esse processo. . Todos esses procedimentos técnicos e pedagógicos, na construção de itens, são importantes para garantir a confiabilidade do item, seu poder avaliativo e a eficiência de um programa de avaliação. 13
  • 17. 2.2 Ponto de partida: a Matriz de Referência Os testes de avaliação em larga escala têm como Portanto, o texto é o elemento que permite objetivo aferir a proficiência dos estudantes em que sejam avaliadas essas competências. Dessa determinada área de conhecimento, em períodos forma, os itens de um teste devem medir o específicos de escolarização. Assim, é necessária desenvolvimento das múltiplas capacidades a definição das habilidades e competências que comunicativas e cognitivas de que o indivíduo serão avaliadas em cada área de conhecimento, deve dispor para responder às exigências de de modo que possam ser elaborados os itens a sua condição de ser social. O texto não deve, serem utilizados na composição dos testes. pois, ser utilizado como um pretexto para a conferência de regras gramaticais. A definição dessas habilidades é dada pela Matriz de Referência para avaliação e somente É preciso enfatizarmos que os descritores com a construção dessa Matriz de Referência não podem ser adotados como um conjunto é que temos condições de elaborar um teste de indicações básicas para as práticas de de avaliação em larga escala, visto que é essa ensino-aprendizagem nas escolas, uma vez Matriz que orienta a elaboração dos itens. que não contêm a análise do conhecimento da linguagem, as orientações didáticas, as As Matrizes de Referência do Sistema Nacional estratégias e recursos didáticos, as sugestões de Avaliação da Educação Básica – Saeb – são como trabalhar os conteúdos, bem como de resultado do estudo de Parâmetros Curriculares, não selecionam a progressão de conteúdos por Diretrizes Curriculares e livros didáticos e da ano ou ciclos. Esse tipo de orientação cabe às reflexão realizada por professores, pesquisadores Diretrizes, Parâmetros e Matrizes Curriculares. e especialistas que buscam um consenso a Aos descritores cabe, apenas, a referência para a respeito das habilidades consideradas essenciais elaboração dos itens que comporão os testes. em cada etapa do Ensino Fundamental e Médio. Apresentamos, a seguir, as Matrizes de Referência As Matrizes de Referência são compostas por um para avaliação em Língua Portuguesa, utilizadas conjunto de descritores, os quais contemplam pelo Saeb para avaliação da 4ª série/5º ano dois pontos básicos do que se pretende avaliar: e 8ª sé rie/9º ano do Ensino Funda mental e o conteúdo programático a ser avaliado em 3ª série / 3º ano do Ensino Médio, para que cada período de escolarização; e o nível de possamos analisar sua estrutura. operação mental necessário para a habilidade avaliada. Tais descritores são selecionados para compor a Matriz, considerando-se aquilo que pode ser avaliado por meio de itens de múltipla escolha. A Matriz de Referência para avaliação de Língua Portuguesa tem como foco as práticas de leitura, as quais se organizam em dois campos de competências: domínio de estratégias de leitura de diferentes gêneros (Tópicos 1, 2 e 3 da Matriz de Referência) e domínio de recursos linguísticos-discursivos na construção de gêneros (Tópicos 4, 5 e 6 da Matriz de Referência). 14
  • 18. MATRIZ DE REFERÊNCIA - SAEB LÍNGUA PORTUGUESA - 4ª SÉRIE / 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL TÓPICO E SEUS DESCRITORES I – PROCEDIMENTOS DE LEITURA D1 Localizar informações explícitas em um texto. D3 Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. D4 Inferir uma informação implícita em um texto. D6 Identificar o tema de um texto. D11 Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato. II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE, DO GÊNERO E/OU DO ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO D5 Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto, etc.). D9 Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros. III – RELAÇÃO ENTRE TEXTOS D15 Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratem do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido. IV – COERÊNCIA E COESÃO NO PROCESSAMENTO DO TEXTO D2 Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contri- buem para a continuidade de um texto. D7 Identificar o conflito gerador do enredo e dos elementos que constroem a narrativa. D8 Estabelecer relações de causa/consequência entre partes e elementos do texto. D12 Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc. V – RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E EFEITOS DE SENTIDO D13 Identificar efeitos de ironia ou humor em textos. D14 Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso de pontuação e de outras notações. VI – VARIAÇÃO LINGUÍSTICA D10 Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto. 15
  • 19. MATRIZ DE REFERÊNCIA - SAEB LÍNGUA PORTUGUESA - 8ª SÉRIE / 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL TÓPICO E SEUS DESCRITORES I – PROCEDIMENTOS DE LEITURA D1 Localizar informações explícitas em um texto. D3 Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. D4 Inferir uma informação implícita em um texto. D6 Identificar o tema de um texto. D11 Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato. II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE, DO GÊNERO E/OU DO ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO D5 Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto, etc.). D12 Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros. III – RELAÇÃO ENTRE TEXTOS D20 Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratem do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido. D21 Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. IV – COERÊNCIA E COESÃO NO PROCESSAMENTO DO TEXTO D2 Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contri- buem para a continuidade de um texto. D7 Identificar a tese de um texto. D8 Estabelecer relações entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. D9 Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto. D10 Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que compõem a narrativa. D11 Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto. D15 Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc. V – RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E EFEITOS DE SENTIDO D16 Identificar efeitos de ironia ou humor em textos. D17 Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso de pontuação e de outras notações. D18 Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão. D19 Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintá- ticos. VI – VARIAÇÃO LINGUÍSTICA D13 Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto. 16
  • 20. MATRIZ DE REFERÊNCIA - SAEB LÍNGUA PORTUGUESA - 3ª SÉRIE / 3º ANO DO ENSINO MÉDIO TÓPICO E SEUS DESCRITORES I – PROCEDIMENTOS DE LEITURA D1 Localizar informações explícitas em um texto. D3 Inferir o sentido de uma palavra ou expressão. D4 Inferir uma informação implícita em um texto. D6 Identificar o tema de um texto. D14 Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato. II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE, DO GÊNERO E/OU DO ENUNCIADOR NA COMPREENSÃO DO TEXTO D5 Interpretar um texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto, etc.). D12 Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros. III – RELAÇÃO ENTRE TEXTOS D20 Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido. D21 Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema. IV – COERÊNCIA E COESÃO NO PROCESSAMENTO DO TEXTO D2 Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto. D7 Identificar a tese de um texto. D8 Estabelecer relações entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la. D9 Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto. D10 Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. D11 Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto. D15 Estabelecer relação lógico/discursiva presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc. V – RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E EFEITOS DE SENTIDO D16 Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados. D17 Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações. D18 Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão. D19 Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos. VI – VARIAÇÃO LINGUÍSTICA D13 Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto. Como você pode observar, as matrizes de referência para avaliação em Língua Portuguesa estão organi zadas em seis tópicos que, por sua vez, agrupam os descri tores. Para que bons itens de avaliação sejam elaborados, é fundamental que se compreenda a que habilidades esses descritores se referem e o que, exatamente, eles pretendem avaliar. Veja, nos Anexos I e II, o detalhamento das Matrizes de Referência para avaliação em Língua Portuguesa. 17
  • 21. 2.3 O perfil do A excelência na elaboração de itens, contudo, elaborador demanda mais do que isso. É preciso imaginação e criatividade na invenção de situações que exijam o conhecimento e as habilidades Algumas características importantes devem desejadas. Demanda, principalmente, habilidade compor o perfil do elaborador de bons itens. e julgamento, que só vêm com a experiência. Entre as principais, podemos citar: • O elaborador deve ter domínio da área de conhecimento a ser avaliada. Isso significa 2.4 O item e suas que ele precisa entender o conteúdo escolar como um meio para se desenvolverem partes habilidades e competências. Trata-se de explorar, conforme abordado nos PCNs, o Os itens são elaborados segundo uma Matriz conteúdo nas suas dimensões conceitual, de Referência, composta por descritores factual, procedimental e atitudinal, de de desempenho em determinada área de modo a levar o estudante a mobilizar seus conhecimento. O descritor traduz as habilidades recursos cognitivos. ou competências esperadas, associando conteúdos curriculares e operações mentais desenvolvidas pelos estudantes. A Figura 1 • O elaborador deverá entender os processos apresenta um diagrama que ilustra o processo de desenvolvimento e aprendizagem que inicial de elaboração dos itens dos testes de caracterizam os estudantes para os quais proficiência das avaliações em larga escala. o item será construído. Isso significa que o professor-elaborador deve estar familiarizado com os prováveis níveis de desenvolvimento cognitivo e educacional, a fim de ajustar a complexidade e o grau de dificuldade dos itens de modo apropriado e Matriz de o padrão das alternativas de resposta. Referência • O elaborador deve ter o domínio da linguagem verbal utilizada pelos estudantes para quem o teste será construído. Ele deve, além de conhecer o significado das palavras e usá-las, ser habilidoso no seu emprego, Descritor de modo a fazer com que elas expressem o Conteúdos/Habilidade desejado da maneira mais simples possível. Cognitiva • O elaborador deve ter a habilidade de utilizar as técnicas de escrever itens. Para isso, é preciso que esteja familiarizado com os diversos tipos de teste e com suas possibilidades e limitações. Além disso, Item deve conhecer as características gerais de Avalia um único Descritor bons itens e precisa estar consciente dos erros comumente cometidos. Figura 1 Veja, a seguir, exemplo de item já aplicado em um teste de proficiência. 18
  • 22. SUPORTE ENUNCIADO COMANDO GABARITO ALTERNATIVAS DE RESPOSTAS Vamos identificar, nesse item, cada uma das partes que o compõem. O enunciado: é estímulo, para que o estudante mobilize recursos cognitivos, a fim de solucionar o problema apresentado com base nos dados do suporte e responder ao que é solicitado pelo comando da resposta. O estímulo pode conter um texto, imagem ou outros recursos, que recebem o nome de suporte, ou pode apenas apresentar uma situação-problema, um questionamento ou questão contextualizada. O importante é que o enunciado, com ou sem suporte, apresente todos os dados e informações necessários à resolução do item. Nos testes de proficiência em Matemática, alguns itens não apresentam suporte, enquanto nos de Língua Portuguesa, a presença do suporte é obrigatória, salvo nos testes de avaliação da alfabetização. Nesse item, o enunciado é a situação descrita inicialmente, que contextualiza o problema. O suporte é representado pela tirinha. O comando para resposta pode ser dado sob a forma de complementação ou de interrogação. Ele deve ser preciso e estar nitidamente atrelado à habilidade que se pretende avaliar, explicitando com clareza a tarefa a ser realizada. Observe que, nesse exemplo, o comando está sob forma de complementação e solicita que o estudante indique o sentido da palavra “Hum” na fala do personagem. As alternativas de resposta: na 4ª série/5ºano e na 8ª série/9º ano do EF, são apresentadas numa lista de quatro opções, mas apenas uma é a correta - o gabarito. As demais alternativas são denominadas distratores e devem ser plausíveis, referindo-se a raciocínios possíveis. No exemplo, você pode verificar se os distratores são plausíveis, analisando sua compatibilidade em relação ao comando e concluindo se são possibilidades lógicas de resposta. ( Fonte: Boletim Simave/Proeb 2007, p.21.) 2.5 Recomendações escala é pautado por requisitos técnicos que buscam estabelecer procedimentos necessários para elaboração de à clareza e precisão dos instrumentos utilizados na avaliação. itens Para que um item apresente boa qualidade O processo de construção dos itens de múltipla pedagógica e técnica, é fundamental que escolha para compor testes de proficiência sejam observadas algumas etapas para sua utilizados nos programas de avaliação em larga elaboração. Vejamos essas etapas. 19
  • 23. 1º passo: Escolha de um descritor O primeiro passo no processo de construção dos itens de avaliação em larga escala é a escolha de um dos descritores da Matriz de Referência. Para exemplificarmos essa escolha, selecionamos o descritor D1 da Matriz de Referência em Língua Portuguesa da 4ª série/5º ano do SAEB. Esse descritor diz respeito à habilidade de localizar uma informação que se encontra explícita em um texto. Fonte: Teste de 4ª série / 5º ano EF, Língua Portuguesa, SimaveProeb. No exemplo dado, a informação a ser identificada encontra-se no último verso do poema. Reafirmamos, aqui, a importância de o elaborador dispor de um conhecimento seguro acerca da habilidade que o descritor indica. Além disso, deve ser capaz de, a partir de sua experiência e do conhecimento que possui com relação ao desenvolvimento cognitivo dos estudantes que se encon- tram na etapa de escolarização avaliada, reconhecer o nível de dificuldade desejado na construção do item. 20
  • 24. 2º passo: A construção do enunciado Após a definição do descritor, passamos à construção do enunciado, escolhendo o suporte e elaborando o comando para resposta. A. A escolha do suporte Uma vez definido o descritor, o próximo passo da elaboração de um item de Língua Portuguesa é a seleção do suporte, ou seja, o texto que será utilizado na elaboração da situação - problema que se deseja apresentar. A escolha do suporte é uma etapa importante do processo de elaboração do item, pois ele deve inspirar o elaborador a construir boas situações-problema as quais permitam identificar aqueles estudantes proficientes na habilidade que se pretende avaliar. O suporte pode ser retirado de várias fontes, como, por exemplo, livros, jornais, revistas, panfletos, sites. Devem ser evitados, entretanto, suportes retirados de livros didáticos, também aqueles que fazem propaganda de algum produto ou marca, bem como textos literários criados pelo próprio elaborador do item. A utilização de diferentes suportes atende ao pressuposto de que um teste de proficiência deve avaliar a capacidade do estudante de ler, extrair informações significativas do que lê, para resolver o problema solicitado. Quanto mais variados os suportes, maior é a probabilidade de eles atenderem, de forma mais generalizada, aos contextos dos diferentes grupos que se submetem à avaliação. É importante que, na escolha do suporte, o elaborador considere, ainda, as situações da vida cotidiana nas quais a leitura é utilizada com propósitos comunicativos reais. Nesse sentido, pode ajudar a consulta ao quadro com os diferentes gêneros textuais e as situações nas quais eles se fazem presentes (Anexo 4). Vejamos, a seguir, exemplos de alguns itens que apresentam suportes de gêneros textuais diversos. Exemplo 1 O suporte é um fragmento de reportagem, retira da de uma revista de circulação nacional, o qual é adequado a o período de escolarização avaliado, tanto no que diz respeito à linguagem quanto ao assunto abordado no texto. Fonte: Teste de 1º ano EM, Língua Portuguesa, SAERS. Esse item tem por objetivo avaliar se os estudantes são capazes de localizar uma informação explícita em um texto, habilidade relacionada no descritor D1 das Matrizes de Referência em Língua Portuguesa do Saeb/Prova Brasil. 21
  • 25. Exemplo 2 O suporte é uma história em quadrinhos retirada de uma revista bastante conhecida pelo público infantil e juvenil. Fonte: ProJovem. EFNE 03, 2006. Avalia-se, por meio desse item, a habilidade de o estudante identificar o fato que gera a narrativa (descritor D7, na Matriz de Referência de Língua Portuguesa da 4ª série / 5º ano e D10, nas Matrizes de Referência do 9º ano EF e 3ª série / 3º ano EM). 22
  • 26. Exemplo 3 O suporte é uma letra de música. Fonte: ProJovem. EFNE 05, dez. 2006. No Exemplo 3, o item tem por objetivo avaliar a capacidade de o estudante identificar o tema de um texto – habilidade relacionda no descritor D6 das Matrizes de Referência em Língua Portuguesa do Saeb/Prova Brasil. Cabe, aqui, mencionar que NÃO se devem utilizar suportes que apresentem expressões, objetos ou informações que possam ser identificados como: - viés cultural, discriminação e preconceito em relação a gênero, etnias, profissões, crenças, religiões, dentre outras; - apologia a comportamento e condutas em desacordo com preceitos educativos e legais, como, por exemplo, drogas, bebida, aborto, crime, arma, incitação à violência e a danos ou destruição de bem público ou privado. Os suportes escolhidos devem: - ser adequados ao período de escolarização avaliado; - considerar o cotidiano dos estudantes; -apresentar elemento não-verbal apenas se for imprescindível à construção do sentido do texto. Deve-se observar um número máximo de itens por suporte e por série: - 4a série / 5o ano EF até quatro itens; - 8a série / 9o ano EF até seis itens; - 3o ano EM até oito itens. 23
  • 27. B. A construção do comando para resposta O enunciado traz, ainda, o comando para resposta, que deve indicar de forma clara e objetiva a tarefa a ser realizada em conexão com a habilidade que se pretende avaliar, ou seja, deve estar diretamente relacionado a um único descritor da Matriz de Referência. Ao elaborarmos o comando para resposta, devemos afastar todo e qualquer fator que possa dificultar a compreensão do item pelo estudante. Dessa forma, a escolha cuidadosa do vocabulário e a objetividade constituem procedimentos fundamentais para a elaboração de um bom item. Não deve ser, contudo, excessivamente breve, a ponto de sonegar informações importantes para a resolução da tarefa que será solicitada, nem excessivamente longo, contendo informações desnecessárias. De forma similar, o vocabulário deve ser adequado ao nível de escolaridade do estudante avaliado. A utilização de conceitos, fatos e terminologias nas suas formas universalizadas são garantias para que se evitem comportamentos diferenciados do item, originados de posturas ideológicas ou especificidades regionais. Vejamos, agora, o modo como os comandos para resposta podem ser construídos. Exemplo1 O suporte deste item é um fragmento de conto. O comando para resposta: interrogação. Fonte: Teste de 9º ano EF, Língua Portuguesa, Simave/Proeb. Esse item tem a intenção de avaliar a capacidade de o estudante identificar o fato gerador de uma narrativa (D7 da Matriz de Referência de Língua Portuguesa do Saeb/Prova Brasil 4a série / 5o ano EF e D10 das Matrizes de Referência de Língua Portuguesa do Saeb/Prova Brasil 8a série / 9o ano EF e do 3o ano EM). Analisando o comando, apresentado em forma de interrogação, constatamos a objetividade do questionamento que indica explicitamente qual a tarefa a ser realizada pelo estudante. 24
  • 28. Exemplo 2 O suporte deste item é uma tirinha. O comando para resposta: uma frase incompleta.. Fonte: Teste de 9º ano EF, Língua Portuguesa, Simave/Proeb. Esse item tem a intenção de avaliar a capacidade de o estudante interpretar um texto que conjuga linguagem verbal e não-verbal (D5 das Matrizes de Referência de Língua Portuguesa do Saeb/Prova Brasil). Analisando o comando, apresentado como frase que exige complementação, constatamos a indicação explícita da tarefa a ser realizada pelo estudante. Essa é uma tarefa mais complexa do que a apresentada no Exemplo 1, pois apenas o elemento verbal não é suficiente, para que a resposta seja encontrada. É preciso recorrer à imagem para se chegar à resolução da tarefa. O comando pa ra resposta: interrogação. É fundamental lembrarmos que NÃO se deve: - utilizar formulações do tipo “pegadinha”, induzindo o estudante ao erro ou dificultando a resolução do item, nem dicas que levem à resposta correta. - empregar termos como exceto, falso, incorreto, não ou errado, uma vez que o importante é avaliar o que estudante aprendeu, e não investigar sobre o que ele não aprendeu. - utilizar termos como “sempre”, “nunca”, “todo”, “totalmente” ou qualquer outra expressão determinante. 25
  • 29. 3º. Passo: A construção das alternativas de resposta As alternativas de respostas devem ser construídas tendo-se em vista a produção de informações relevantes sobre o processo de construção da habilidade avaliada. Isso significa que a resposta correta – o gabarito – deve validar a capacidade do estudante em relação à determinada habilidade cognitiva. As demais alternativas, os distratores, produzem informações importantes para a avaliação, na medida em que apontam possíveis caminhos de raciocínio dos estudantes, delimitando a etapa do desenvolvimento da aprendizagem em que o estudante se encontra. Assim, os distratores que apresentam soluções supondo erros que os estudantes costumam cometer são mais plausíveis de serem escolhidos por aqueles que não consolidaram a habilidade requerida, oferecendo informações sobre as dificuldades encontradas. No caso de distratores que são imediatamente descartados, a resposta correta surge do processo de eliminação, e não da ação reflexiva sobre a tarefa solicitada. Portanto, é recomendável que não se proponham alternativas mutuamente excludentes, nem que sejam construídas de forma a induzir o acerto por exclusão. Vamos, agora, analisar as alternativas de resposta de dois itens. Exemplo 1 Gabarito Fonte: Teste da 3ª série / 3º ano EM, Língua Portuguesa, Simave/Proeb, 2007. No item apresentado, Exemplo 1, destacamos o gabarito – a resposta correta, as demais alternativas são os distratores – alternativas incorretas, mas plausíveis. 26
  • 30. Ao analisarmos as alternativas de resposta, podemos observar que todas elas indicam raciocínios possíveis de serem desenvolvidos pelos estudantes avaliados, permitindo-nos perceber em que estágio do desenvolvimento da habilidade eles se encontram. Esse item solicita ao estudante a identificação do tema do texto (D6 das Matrizes de Referência em Língua Portuguesa do Saeb/Prova Brasil). A resposta a esse questionamento é a alternativa D – A exaltação do valor da música popular. Para chegar ao tema de um texto, o estudante precisa mobilizar uma série de recursos cognitivos – ler o texto, fazer sua compreensão global, resumir mentalmente e inferir o assunto por ele abordado. Os distratores – alternativas incorretas A, B, C e E – trazem informações presentes no texto, mas nenhuma delas corresponde ao tema nele desenvolvido. Assim, aqueles que escolheram qualquer uma dessas alternativas revelam ainda não terem desenvolvido tal habilidade, pois tomaram como resposta correta informações pontuais presentes no texto, identificando-as como sendo o tema. Exemplo 2 Gabarito Fonte: Teste do 9o ano EF, Língua Portuguesa, Simave/Proeb. Assim como no item do Exemplo 1, destacamos o gabarito – a resposta correta, as demais alternativas são os distratores – alternativas incorretas, mas plausíveis. Por meio desse item, avaliamos a capacidade de o estudante distinguir um fato de uma opinião (D11 da Matriz de Referência em Língua Portuguesa da 4ª série / 5º ano EF e D14 das Matrizes de Referência do 9º ano EF e 3ª série / 3º ano EM do Saeb/Prova Brasil). Nesse item, o estudante é solicitado a apontar qual é a opinião das pessoas sobre a princesa. A resposta a esse questionamento é a alternativa A – “é muito bonita”. Para chegar à resposta, os estudantes deveriam compreender que a forma verbal “dizem”, que antecede a expressão presente na alternativa A, indica uma opinião. Os distratores – alternativas incorretas B, C e D – apresentam fatos relativos à caracterização da personagem. Assim, aqueles que escolheram qualquer uma dessas alternativas revelam ainda não terem desenvolvido a habilidade de distinguir um fato de uma opinião. Cabe-nos, ainda, ressaltar que os distratores que apresentam respostas parciais, ou seja, que apresentam parte da resolução ou parte da resposta correta, podem exercer uma atração improdutiva sobre o estudante, na medida em que induzem ao erro sem produzir informação mais específica sobre o estágio de desenvolvimento da habilidade. 27
  • 31. É de suma importância para a formulação das alternativas de resposta que não sejam utilizados elementos que possam induzir ao erro ou ao acerto, tais como: - determinantes específicos como: sempre, nunca, completamente e absolutamente; - associações óbvias, ou opções que sejam idênticas ou semelhantes às palavras contidas no enunciado; - inconsistências gramaticais que deem ao examinado pistas para achar a resposta; - uma opção correta muito chamativa, seja pelo seu conteúdo óbvio ou por sua formatação especial: extensão diferente das demais, por exemplo; - duas ou três opções de respostas totalmente implausíveis, o que remete o estudante à res- posta correta, inevitavelmente. - opções absurdas ou ridículas. Os itens elaborados para o 5º e 9º anos EF devem apresentar 4 alternativas; enquanto os itens para a 3ª série / 3º ano EM, 5 alternativas. Todas as alternativas devem ser plausíveis. Algumas considerações importantes • O enunciado deve conter todas as informações necessárias, para que o estudante resolva o item. Importante é evitar que o estudante erre o item porque não compreendeu o que lhe estava sendo perguntado (comando para resposta). Certifique-se de que o comando está efetivamente de acordo com o descritor. • Os itens devem ser elaborados numa linguagem apropriada aos estudantes do período de escolarização avaliado. • Os itens devem ser elaborados com pontuação correta. Se a instrução for uma frase incompleta, as alternativas devem começar com letras minúsculas e terminar com ponto apropriado para a frase. Caso o enunciado seja uma pergunta, as alternativas devem começar com letras maiúsculas. • A diversificação das fontes abre novas possibilidades de tratar o conteúdo. Vale lembrar a importância de se considerarem fontes relacionadas ao cotidiano dos estudantes. • Não se deve empregar a 1ª pessoa na elaboração dos itens. • Até sua remessa à coordenação do programa, os itens devem ser revisados por seus autores em momentos diferentes. Esse procedimento contribuirá para melhorar a qualidade do item. • Não utilizar livros didáticos. 28
  • 32. 2.6 Roteiro básico para a elaboração de itens Apresentaremos, a seguir, um roteiro de elaboração de itens de boa qualidade pedagógica e técnica. Suportes • Devem ser adequados ao período de escolarização avaliado, no que diz respeito, por exemplo, à complexidade, ao assunto, etc. • Devem considerar o cotidiano dos estudantes. • Devem considerar o tempo para a realização do teste . • Devem constituir-se fragmentos que permitam a apreensão do sentido global. • Devem apresentar figuras que possuam boa qualidade gráfica. • Não é permitida a utilização de textos que apresentem qualquer tipo de viés cultural e preconceito em relação à etnia, gênero, religião, profissão, crenças religiosas, etc. • Não é permitido o emprego de textos que façam apologia a comportamentos e condutas em desacordo com preceitos educacionais, éticos e legais. • Não é permitida a utilização de fragmentos que não se constituam como uma unidade mínima significativa. • Não é permitida a adaptação de textos pelo elaborador. • Não é permitida a utilização de textos de autoria do elaborador de itens • Não é permitida a utilização de textos de propaganda ou de divulgação de produtos e/ou marcas. • Devem apresentar referência bibliográfica completa . • Devem permitir um número máximo de itens conforme o período de escolarização avaliado: 4ª série / 5º ano EF – 4 itens; 9º ano EF – 6 itens; 3ª série / 3º ano EM – 8 itens. • Devem conter títulos (mesmo os fragmentos – textos verbais). • Devem apresentar figuras que contribuam para a construção de sentido e não sejam apenas ilustração. • Devem ser numerados de 05 em 05 linhas (textos verbais). 29
  • 33. Itens • Devem ser inéditos. • Devem apresentar 4 alternativas para o 5º e o 9º anos do EF e 5 alternativas para a 3ª série / 3º ano do EM. • Devem estar rigorosamente relacionados à Matriz de Referência para avaliação. • Devem apresentar um único problema. • Devem ser adequados ao período de escolarização a que se destinam. • Devem avaliar uma única habilidade. • Devem ser elaborados sem “pegadinhas”. • Devem apresentar gabarito. • Devem apresentar o descritor que avalia a habilidade a ser aferida. • Devem apresentar enunciado e alternativas estruturados de maneira positiva. • Devem referir-se a, pelo menos, um texto-base. • Não é permitida a elaboração de item cujo descritor já tenha sido abordado em um mesmo texto. • Não é permitida a utilização de itens que avaliem a capacidade de memorização • do estudante. • Não é permitida a apresentação de resposta que depende de outro item. • Não é permitido o emprego de termos como: “sempre”, “nunca”, “todo(a)”, “totalmente”,”absolutamente”, “completamente” e “somente”. • Devem apresentar enunciado e alternativas redigidos conforme a norma culta. • Devem ser elaborados de modo claro e objetivo. • Devem apresentar um único gabarito. • Devem apresentar pontuação conforme o modelo do CAEd. Enunciado • Deve apresentar, de modo completo, o problema a ser solucionado. • Não é permitido o emprego de expressões negativas. • Não é permitida a elaboração de enunciados que induzam a resposta do estudante. • Não é permitida a utilização de expressões como: “Assinale a resposta correta”, “Qual das alternativas...”, “A alternativa que indica...”, e estruturas semelhantes. • Deve deixar clara a habilidade indicada pelo descritor. • Deve fazer referência, quando necessário, à linha do texto. • Deve atender à norma culta da língua. • Não é permitida a redação na 1ª pessoa. 30
  • 34. Os distratores devem ser plausíveis. • Devem apresentar paralelismo sintático-semântico. • Não é permitida a elaboração de alternativas que induzam ao erro. • Não é permitido o emprego da palavra NÃO ou do prefixo IN-. • Não é permitida a elaboração de alternativas que apresentem detalhes irrelevantes ou conteúdos absurdos. • Não são permitidas alternativas mutuamente excludentes, salvo em casos em que • o descritor o exigir. • Não são permitidas alternativas que induzam ao acerto por exclusão. • Devem ser ordenadas obedecendo-se à progressão textual ou à ordem alfabética. • Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão. • Devem apresentar um vocabulário adequado ao período de escolarização avaliado. • Devem constituir-se como respostas completas. • Não é permitida a elaboração de alternativas muito longas. Gabarito Alternativas de resposta • Deve corresponder à habilidade indicada pelo descritor. • Deve ser redigido de modo a não se tornar atrativo em relação aos distratores. • Deve ter, aproximadamente, a mesma extensão dos distratores. • Deve apresentar paralelismo sintático e semântico em relação aos distratores. • Deve ser elaborado, utilizando-se vocabulário adequado ao período de escolarização avaliado. • Deve ser redigido de modo claro e objetivo. 31
  • 35. ATIVIDADES Atividade 1 A seguir, apresentaremos itens que devem ser analisados. Para isso, leve em consideração as questões dadas, dentre outras. A. ITENS DA 4a SÉRIE / 5º ANO EF Item 1 / D11 ENTENDA MELHOR ESSE FENÔMENO Primeiro o céu fica bem escuro e começa a chover. Aí vem um clarão bem forte, seguido de um barulho enorme. E a gente toma o maior susto! O nome desse fenômeno, poderoso e às vezes assustador, é raio. O raio nasce em nuvens grandes e escuras, que têm a parte de baixo lisa. Elas são conhecidas como cúmulos-nimbos e ficam bem altas, entre 2 e 18 qui- lômetros do chão. Quando estão cheias de gotículas de água e pequenos pedaços de gelo, caem grandes tempestades. Com o vento as pedrinhas de gelo batem umas nas outras. Essa agitação cria partículas de eletricidade na nuvem. Se uma nuvem com muitas partículas elétricas negativas encontra outra com muitas par- tículas positivas, elas trocam essas partículas, formando uma corrente elétrica poderosa. Também pode acontecer de se formar uma corrente elétrica entre uma nuvem e o solo. Nos dois casos, o resultado final é o raio. (MOIÓLI, Júlia. Revista Recreio n.411. Janeiro/2008) A opinião do autor a respeito dos raios é que A) nascem em grandes nuvens escuras. B) são fenômenos poderosos e assustadores. C) são formados por corrente elétrica. D) surgem num clarão seguido de um barulho. 1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor? 2. O enunciado desse item está claro e preciso? 3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item está adequada? 4. Os distratores são plausíveis? 5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item? 32
  • 36. Item 2 / D1 Leia o quadro abaixo. BALEIA-AZUL HUMANOS TAMANHO DO CORPO 35 metros, em média 1,7 metro, em média PESO DO CÉREBRO 7 quilos, em média 1,3 quilo, em média De acordo com esse quadro, acima de 35 metros é o A) peso do cérebro da baleia azul. B) peso do cérebro do homem. C) tamanho do corpo da baleia azul. D) tamanho do corpo do homem 1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor? 2. O enunciado desse item está claro e preciso? 3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item está adequada? 4. Os distratores são plausíveis? 5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item? 33
  • 37. B. ITENS DA 8a SÉRIE / 9º ANO EF Item 1 / D13 Leia o texto abaixo. Observando a linguagem do texto, podemos dizer que A) é a mais adequada para ser usada por todos os brasileiros. B) a língua sofre variações nos grupos sociais, no tempo e no espaço. C) é muito usada no cotidiano dos professores das escolas brasileiras. D) normalmente é empregada por jornalistas em jornais impressos. 1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor? 2. O enunciado desse item está claro e preciso? 3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item está adequada? 4. Os distratores são plausíveis? 5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item? 34
  • 38. Item 2 / D5 Leia o texto e responda às questões. O texto associado à imagem mostra que A) desde 1897 não há solução para as dores de cabeça e no corpo. B) os tipos de relógios e a solução para dores de cabeça mudaram. C) a solução para as dores de cabeça é a mesma há mais de cem anos. D) somente em 2007 descobriu-se a solução para as dores de cabeça. 1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor? 2. O enunciado desse item está claro e preciso? 3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item está adequada? 4. Os distratores são plausíveis? 5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item? 35
  • 39. C. ITENS DA 3ª SÉRIE / 3º ANO EM Item 1 / D4 Leia o texto: JOVENS, NÃO BANDIDOS Ontem na Globo, sobre o episódio no Rio: — Grupo espancou e roubou empregada. Os jovens são de classe média alta ... Jovens moradores de condomínios de luxo da Barra ... Os jovens são o centro dessa questão perturbadora ... Agressores. Dias antes na Globo, sobre um episódio em São Paulo: — Quadrilha aterrorizou moradores do Morumbi. Assalto a casa de luxo ... Vários bandi- dos ... Ladrões. Para um lado, um “grupo” de “jovens”. Para outro, uma “quadrilha” de “bandidos”. Per- gunta de Xico Vargas, ontem no site Nomínimo: — Será que temos feito tudo errado e não são a cor, a casa e a carteira que forjam a bandidagem? (Nota publicada por Nelson Sá, na coluna Toda Mídia na Folha de S.Paulo em 26/06/2007, p.A14) O texto mostra que não há neutralidade no uso das palavras, porque A) as designações diferentes foram utilizadas para nomear acontecimentos parecidos. B) os sinônimos diferentes marcam a riqueza vocabular da língua portuguesa. C) os significados veiculados são compreendidos pelos usuários. D) as nomeações apresentadas trazem uma descrição verdadeira. 1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor? 2. O enunciado desse item está claro e preciso? 3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item está adequada? 4. Os distratores são plausíveis? 5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item? 36
  • 40. Item 2 / D3 Leia o texto e responda às questões Entrevista ‘EXISTEM CRIMES PIORES’, DIZ PAI DE JOVEM AGRESSOR Sergio Torres Da sucursal do Rio O microempresário Ludovico Ramalho Bruno, 46, disse acreditar que o filho Rubens Arruda, 19, estava alcoolizado ou drogado quando participou do espancamento da empregada doméstica Sirlei Pinto. “Uma pessoa normal vai fazer uma agressão dessa?”, perguntou ele após ter sido vítima de um tiroteio na delegacia. Dono de uma firma de passeios turísticos, Bruno afirmou que o filho não deveria ser preso, para não conviver com criminosos na cadeia. “Foi uma coisa feia que eles fizeram? Foi. Não justifica o que fizeram. Mas prender, botar preso, juntar eles com outros bandidos... Essas pessoas que têm estudo, que têm caráter, junto com um cara desses? Existem crimes piores.” Se forem indiciados, os acusados vão responder por tentativa de latrocínio (pena de 7 a 15 anos de prisão em caso de detenção) e lesão corporal dolosa (de 1 a 8 anos de prisão). Folha: O sr. acredita na acusação contra o seu filho? Ludovico Ramalho Bruno: Eles não são bandidos. Tem que criar outras instâncias para puni-los. Queria dizer à socie- dade que nós, pais, não temos culpa nisso. Eles cometeram erro? Cometeram. Mas não vai ser justo manter crianças que estão na faculdade, estão estudando, trabalham, presos. É desnecessário, vai marginalizar lá dentro. Foi uma coisa feia o que eles fizeram? Foi. Não justifica o que fizeram. Mas prender, botar preso, juntar eles com outros bandidos... Essas pessoas que têm estudo, têm caráter, junto com uns caras desses? Existem crimes piores. Folha: O sr. já falou com ele? Bruno: Não. É um deslize na vida dele. E vai pagar caro. Está detido, chorando, desesperado. Daqui vai ser transferido. Peço ao juiz que dê a chance para cuidarmos dos nossos filhos. Peguei a senhora que foi agredida, abracei, chorei com ela e pedi perdão. Foi a primeira coisa que fiz quando vi a moça, foi o mínimo que pude fazer. Não é justo prender cinco jovens que estudam, que trabalham, que têm pai e mãe, e juntar bandidos que a gente não sabe de onde vieram. Imagina o sofrimento desses garotos. Folha: O sr. acha que eles tinham bebido ou usado droga? Bruno: Estamos com epidemia de droga. A droga tomou conta do Brasil. O inimigo do brasileiro é a droga. Tem que legalizar isso. Botar nas farmácias, nos hospitais. Com esse dinheiro que vai ser arrecadado, pagar clínicas, botar os viciados lá, controlar a droga. Folha: Mas o sr. acha que eles poderiam estar embriagados ou drogados? Bruno: Mas é lógico. Uma pessoa normal vai fazer uma agressão dessa? Lógico que não. Lógico que estavam embria- gados, lógico que poderiam estar drogados. Eu nunca vi [o filho usar droga]. Mas como posso falar de um jovem de 19 anos que está na rua com uma epidemia de droga, com essas festas rave, essas loucuras todas. Folha: Como é seu filho em casa? Bruno: Fica no computador, vai à praia, estuda, trabalha comigo. Uma pessoa normal, um garoto normal. (Folha de S.Paulo, 26/06/2007 p. C4) Assinale a opção em que há uma correlação inadequada entre a palavra grifada e a sua interpretação. A) “Foi uma coisa feia o que eles fizeram” ( coisa = agressão). B) “Juntar eles com outros bandidos” (eles = os jovens agressores). C) “Essas pessoas que têm estudo” (essas pessoas = bandidos). D) “junto com um cara desses” (um cara = um bandido). 1. A tarefa indicada nesse item está relacionada ao descritor? 2. O enunciado desse item está claro e preciso? 3. A articulação entre o comando para resposta e as alternativas de resposta propostas no item está adequada? 4. Os distratores são plausíveis? 5. O que você pode fazer para melhorar a qualidade desse item? 37
  • 41. Atividade 2 Propomos, agora, que você faça o seu primeiro exercício de elaboração de itens. A seguir, você encontrará alguns suportes para a realização de sua tarefa. Para realizá-la, percorra os passos apre- sentados nesta seção. A. Exemplos de suportes que podem ser utilizados para a 4a série / 5º ano EF Suporte 1 Extraído de http://www.climatempo.com.br/previsao.php?CODCIDADE=558 Suporte 2 O que é Folclore? Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas pas- sam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, prin- cipalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Muitas destas histórias fo- ram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas. O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem a festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país. 38 Extraído de http://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/folclore.htm
  • 42. B. Exemplos de suportes que podem ser utilizados para a 8a série / 9º ano EF Suporte 1 Extraído de http://www.monica.com.br/comics/tirinhas/tira4.htm Suporte 2 O LOBO-GUARá O lobo-guará mede até cerca de 1 metro no ombro e pesa entre 20 e 25 kg. A sua pelagem característica é avermelhada por todo o corpo, exceto no pescoço, patas e ponta da cauda que são de cor preta. Ao contrário dos lobos, esta espécie não forma alcateias e tem hábitos solitários, juntando-se apenas em casais durante a época de reprodução. Extraído de http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo-guar%C3%A1 39
  • 43. C. Exemplos de suportes que podem ser utilizados para a 3ª série / 3º ano EM Suporte 1 Teresa Manuel Bandeira A primeira vez que vi Teresa Achei que ela tinha pernas estúpidas Achei também que a cara parecia uma perna Quando vi Teresa de novo Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo (Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse) Da terceira vez não vi mais nada Os céus se misturaram com a terra E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas. Extraído de: http://www.revista.agulha.nom.br/manuelbandeira01.html 40
  • 44. Suporte 2 RENDA MÍNIMA - UMA IDEIA DA REVOLUÇÃO FRANCESA A ideia de que todo cidadão tem direito a uma parte da renda produzida pela sociedade é do economista inglês Thomas Paine. Combatente na Guerra da Inde- pendência americana e entusiasta da Revolução de 1789, Paine queria estender para a economia a igualdade da democracia política por Pierre-Henri de Menthon A ideia é simples: todo in- Os famintos e o penhorista, guache, irmãos Leseur, século XVIII, Museu Car- divíduo, do dia de seu nas- navalet, Paris cimento ao de sua morte, contribui para a criação da riqueza do país, e teria, por consequência, o direito de receber uma parte disso. Idealista, o dividendo univer- sal, que no Brasil se popula- rizou com o nome de “renda mínima”, é uma ideia antiga. Mesmo que alguns acreditem encontrar vestígios Miseráveisna alimentos e casal entrega prataria da casa a um penhoris- dele recebem obra de Thomas More, sua ta. Pobreza nos tempos da Revolução francesa inspirou Paine paternidade é geralmente atribuída a um economista de Pas-de-Calais, Paine foi apresentado à Assembleia Eleito pelo departamento inglês, que combateu pela Constituinte independência dos Estados Unidos pelo foi parlamentar na Revolução Francesa: no dia 22 de setembro de 1792 e abade Gregório. Nesse dia, na Salle du Thomas Paine. Manège, foi proclamado o ano I da República, e o anglo-americano Thomas Paine tornou-se personalida- Paine nasceu em 1737, em Norfolk, Inglaterra. Após ter sido fabricante de espartilhos, mari- nheiro e alfandegário desembarcou em 1774 em Filadélfia. Desconhecido, arruinado, divorcia- do, foi tentar a sorte na dinâmica colônia americana. Ele desejava mudar o mundo e publicou em seu prefácio de uma de internacional. Nas palavras de François Mitterrand, textos nacoletiva obra imprensa local. intitulada Thomas Paine, cidadão do mundo, “como outros, mais familiares, Thomas Paine foi http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/renda_minima.html daqueles que fundaram, pela razão e pela ação, os Estados Unidos e a França republicana”. 41
  • 45. Atividade 3 Escolha, no Anexo IV, um suporte e elabore um item. Atividade 4 Agora, você deverá escolher suportes com objetivos de elaborar itens com os descritores que foram previamente determinados. Mãos à obra! 42
  • 47. 44
  • 48. Critérios de Revisão de itens Após a elaboração do item, é fundamental que ele seja revisado, de modo a garantir sua qualidade pedagógica e técnica. Por isso, estabelecemos os critérios que devem ser observados no momento de se fazer a revisão dos itens. Veremos, a seguir, esses critérios. A sua utilização se assemelha a uma lista de controle de qualidade cujas etapas devem ser rigorosamente cumpridas. Dessa forma, após a revisão criteriosa, o item estará pronto para a pré-testagem, e os itens que apresentarem um bom comportamento passarão a compor o teste. Se não atenderem 1. QUANTO AOS SUPORTES ao critério 1.1 Devem ser adequados ao período de escolarização avaliado no que diz Rejeitar respeito, por exemplo, à complexidade, ao assunto, etc. 1.2 Devem considerar o cotidiano dos estudantes. Rejeitar 1.3 Devem considerar o tempo para a realização do teste . Rejeitar 1.4 Devem constituir-se fragmentos que permitam a apreensão do sentido Rejeitar global. 1.5 Devem apresentar figuras que possuam boa qualidade gráfica. Rejeitar Não é permitida a utilização de textos que apresentem qualquer tipo de 1.6 viés cultural e preconceito em relação à etnia, gênero, religião, profissão, Rejeitar crenças, variantes linguísticas, etc. Não é permitido o emprego de textos que façam apologia a 1.7 comportamentos e condutas em desacordo com preceitos educacionais, Rejeitar éticos e legais. 1.8 Não é permitida a utilização de fragmentos que não se constituam como Rejeitar uma unidade mínima significativa. 1.9 Não é permitida a utilização de textos de autoria do elaborador de itens. Rejeitar 1.10 Não é permitida a utilização de textos de propaganda ou de divulgação Rejeitar de produtos e/ou marcas. 1.11 Não é permitida a adaptação de textos pelo elaborador. Modificar 1.12 Devem apresentar referência bibliográfica completa . Modificar Devem permitir um número máximo de itens conforme o período de 1.13 escolarização avaliado: Modificar 4ª série / 5º ano EF – 4 itens; 9º ano EF – 6 itens; 3ª série / 3º ano EM – 8 itens. 1.14 Devem conter títulos (mesmo os fragmentos – textos verbais). Modificar Modificar 1.15 Devem apresentar figuras que contribuam para a construção de sentido e não sejam apenas ilustração. (exluir figura) 1.16 Devem ser numerados de 05 em 05 linhas (textos verbais). Modificar 45
  • 49. Se não atenderem 2. QUANTO AOS ITENS ao critério 2.1 Devem ser inéditos. Rejeitar 2.2 Devem apresentar 4 alternativas para o 5º e o 9º anos EF e 5 alternativas Rejeitar para a 3ª série / 3º ano EM. 2.3 Devem estar rigorosamente relacionados à Matriz de Referência para Rejeitar avaliação. 2.4 Devem apresentar um único problema. Rejeitar 2.5 Devem ser adequados ao período de escolarização a que se destinam. Rejeitar 2.6 Devem avaliar uma única habilidade. Rejeitar 2.7 Devem ser elaborados sem “pegadinhas”. Rejeitar 2.8 Devem apresentar gabarito. Rejeitar 2.9 Devem apresentar o descritor que avalia a habilidade a ser aferida. Rejeitar 2.10 Devem apresentar enunciado e alternativas estruturados de maneira Rejeitar positiva. 2.11 Devem referir-se a, pelo menos, um texto-base. Rejeitar 2.12 Não é permitida a elaboração de item cujo descritor já tenha sido Rejeitar abordado em um mesmo texto. 2.13 Não é permitida a utilização de itens que avaliem a capacidade de Rejeitar memorização do estudante. 2.14 Não é permitida a apresentação de resposta que depende de outro item. Rejeitar Não é permitido o emprego de termos como: “sempre”, “nunca”, 2.15 “todo(a)”, “ totalmente”,”absolutamente”, “completamente” e Rejeitar “somente”, etc. 2.16 Devem apresentar enunciado e alternativas redigidos conforme a norma Modificar culta. 2.17 Devem ser elaborados de modo claro e objetivo. Modificar 2.18 Devem apresentar um único gabarito. Modificar 2.19 Devem apresentar pontuação conforme o modelo do CAEd. Modificar Se não atender ao 3. QUANTO AO ENUNCIADO critério 3.1 Deve apresentar, de modo completo, o problema a ser solucionado. Rejeitar 3.2 Não é permitido o emprego de expressões negativas. Rejeitar 3.3 Não é permitida a elaboração de enunciados que induzam a resposta do Rejeitar estudante. Não é permitida a utilização de expressões como: “Assinale a resposta 3.4 correta”, “Qual das alternativas...”, “A alternativa que indica...”, e Rejeitar estruturas semelhantes. 3.5 Deve deixar clara a habilidade indicada pelo descritor. Modificar 3.6 Deve fazer referência, quando necessário, à linha do texto. Modificar 3.7 Deve atender à norma culta da língua. Modificar 3.8 Não é permitida a redação na 1ª pessoa. Modificar 46
  • 50. Se não atenderem 4. QUANTO ÀS ALTERNATIVAS ao critério 4.1 Os distratores devem ser plausíveis. Rejeitar 4.2 Devem apresentar paralelismo sintático-semântico. Rejeitar 4.3 Não é permitida a elaboração de alternativas que induzam ao erro. Rejeitar 4.4 Não é permitido o emprego da palavra NÃO ou do prefixo IN-. Rejeitar 4.5 Não é permitida a elaboração de alternativas que apresentem detalhes Rejeitar irrelevantes ou conteúdos absurdos. 4.6 Não são permitidas alternativas mutuamente excludentes, salvo em Rejeitar casos em que o descritor o exigir. 4.7 Não são permitidas alternativas que induzam ao acerto por exclusão. Rejeitar 4.8 Devem ser ordenadas obedecendo à progressão textual ou à ordem Modificar alfabética. 4.9 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão. Modificar 4.10 Devem apresentar um vocabulário adequado ao período de Modificar escolarização avaliado. 4.11 Devem constituir-se como respostas completas. Modificar 4.12 Não é permitida a elaboração de alternativas muito longas. Modificar Se não atenderem 5. QUANTO AOS GABARITOS ao critério 5.1 Devem corresponder à habilidade indicada pelo descritor. Rejeitar 5.2 Devem ser redigidos de modo a não se tornarem atrativos em relação Rejeitar aos distratores. 5.3 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão dos distratores. Modificar 5.4 Devem apresentar paralelismo sintático e semântico em relação aos Modificar distratores. 5.5 Devem ser elaborados utilizando-se vocabulário adequado ao período Modificar de escolarização avaliado. 5.6 Devem ser redigidos de modo claro e objetivo. Modificar 47
  • 51. Atividade 3 Agora que você conheceu as Matrizes de Referência, as etapas e as recomendações para a elabo- ração e a revisão de itens, vamos revisar alguns itens. Para isso, analise os itens dados e preencha o quadro conforme as indicações apresentadas anteriormente. Item 1 - 4a série / 5o ano EF QUANTO AOS SUPORTES Situação 1.1 Devem ser adequados ao período de escolarização avaliado no que diz respeito, por exemplo, à complexidade, ao assunto, etc. 1.2 Devem considerar o cotidiano dos estudantes. 1.3 Devem considerar o tempo para a realização do teste . 1.4 Devem constituir-se fragmentos que permitam a apreensão do sentido global. 1.5 Devem apresentar figuras que possuam boa qualidade gráfica. Não é permitida a utilização de textos que apresentem qualquer tipo de 1.6 viés cultural e preconceito em relação à etnia, gênero, religião, profissão, crenças, variantes linguísticas, etc. 1.7 Não é permitido o emprego de textos que façam apologia a comportamentos e condutas em desacordo com preceitos educacionais, éticos e legais. 1.8 Não é permitida a utilização de fragmentos que não se constituam como uma unidade mínima significativa. 1.9 Não é permitida a utilização de textos de autoria do elaborador de itens. 1.10 Não é permitida a utilização de textos de propaganda ou de divulgação de produtos e/ou marcas. 1.11 Não é permitida a adaptação de textos pelo elaborador. 1.12 Devem apresentar referência bibliográfica completa . Devem permitir um número máximo de itens conforme o período de 1.13 escolarização avaliado: 4ª série / 5º ano EF – 4 itens; 9º ano EF – 6 itens; 3ª série / 3º ano EM – 8 itens. 1.14 Devem conter títulos (mesmo os fragmentos – textos verbais). 1.15 Devem apresentar figuras que contribuam para a construção de sentido e não sejam apenas ilustração. 48 1.16 Devem ser numerados de 05 em 05 linhas (textos verbais).
  • 52. QUANTO AOS ITENS Situação 2.1 Devem ser inéditos. 2.2 Devem apresentar 4 alternativas para o 5º e o 9º anos EF e 5 alternativas para a 3ª série / 3º ano EM. 2.3 Devem estar rigorosamente relacionados à Matriz de Referência para avaliação. 2.4 Devem apresentar um único problema. 2.5 Devem ser adequados ao período de escolarização a que se destinam. 2.6 Devem avaliar uma única habilidade. 2.7 Devem ser elaborados sem “pegadinhas”. 2.8 Devem apresentar gabarito. 2.9 Devem apresentar o descritor que avalia a habilidade a ser aferida. 2.10 Devem apresentar enunciado e alternativas estruturados de maneira positiva. 2.11 Devem referir-se a, pelo menos, um texto-base. 2.12 Não é permitida a elaboração de item cujo descritor já tenha sido abordado em um mesmo texto. 2.13 Não é permitida a utilização de itens que avaliem a capacidade de memorização do estudante. 2.14 Não é permitida a apresentação de resposta que depende de outro item. Não é permitido o emprego de termos como: “sempre”, “nunca”, 2.15 “todo(a)”, “ totalmente”,”absolutamente”, “completamente” e “somente”, etc. 2.16 Devem apresentar enunciado e alternativas redigidos conforme a norma culta. 2.17 Devem ser elaborados de modo claro e objetivo. 2.18 Devem apresentar um único gabarito. 2.19 Devem apresentar pontuação conforme o modelo do CAEd. QUANTO AO ENUNCIADO Situação 3.1 Deve apresentar, de modo completo, o problema a ser solucionado. 3.2 Não é permitido o emprego de expressões negativas. 3.3 Não é permitida a elaboração de enunciados que induzam a resposta do estudante. Não é permitida a utilização de expressões como: “Assinale a resposta 3.4 correta”, “Qual das alternativas...”, “A alternativa que indica...”, e estruturas semelhantes. 3.5 Deve deixar clara a habilidade indicada pelo descritor. 3.6 Deve fazer referência, quando necessário, à linha do texto. 3.7 Deve atender à norma culta da língua. 3.8 Não é permitida a redação na 1ª pessoa. 49
  • 53. QUANTO ÀS ALTERNATIVAS Situação 4.1 Os distratores devem ser plausíveis. 4.2 Devem apresentar paralelismo sintático-semântico. 4.3 Não é permitida a elaboração de alternativas que induzam ao erro. 4.4 Não é permitido o emprego da palavra NÃO ou do prefixo IN-. 4.5 Não é permitida a elaboração de alternativas que apresentem detalhes irrelevantes ou conteúdos absurdos. 4.6 Não são permitidas alternativas mutuamente excludentes, salvo em casos em que o descritor o exigir. 4.7 Não são permitidas alternativas que induzam ao acerto por exclusão. 4.8 Devem ser ordenadas obedecendo à progressão textual ou à ordem alfabética. 4.9 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão. 4.10 Devem apresentar um vocabulário adequado ao período de escolarização avaliado. 4.11 Devem constituir-se como respostas completas. 4.12 Não é permitida a elaboração de alternativas muito longas. QUANTO AOS GABARITOS Situação 5.1 Devem corresponder à habilidade indicada pelo descritor. 5.2 Devem ser redigidos de modo a não se tornarem atrativos em relação aos distratores. 5.3 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão dos distratores. 5.4 Devem apresentar paralelismo sintático e semântico em relação aos distratores. 5.5 Devem ser elaborados utilizando-se vocabulário adequado ao período de escolarização avaliado. 5.6 Devem ser redigidos de modo claro e objetivo. 50
  • 54. Tem 02 QUANTO AOS SUPORTES Situação 1.1 Devem ser adequados ao período de escolarização avaliado no que diz respeito, por exemplo, à complexidade, ao assunto, etc. 1.2 Devem considerar o cotidiano dos estudantes. 1.3 Devem considerar o tempo para a realização do teste . 1.4 Devem constituir-se fragmentos que permitam a apreensão do sentido global. 1.5 Devem apresentar figuras que possuam boa qualidade gráfica. Não é permitida a utilização de textos que apresentem qualquer tipo de 1.6 viés cultural e preconceito em relação à etnia, gênero, religião, profissão, crenças, variantes linguísticas, etc. Não é permitido o emprego de textos que façam apologia a 1.7 comportamentos e condutas em desacordo com preceitos educacionais, éticos e legais. 1.8 Não é permitida a utilização de fragmentos que não se constituam como uma unidade mínima significativa. 1.9 Não é permitida a utilização de textos de autoria do elaborador de itens. 1.10 Não é permitida a utilização de textos de propaganda ou de divulgação de produtos e/ou marcas. 1.11 Não é permitida a adaptação de textos pelo elaborador. 1.12 Devem apresentar referência bibliográfica completa . Devem permitir um número máximo de itens conforme o período de 1.13 escolarização avaliado: 4ª série / 5º ano EF – 4 itens; 9º ano EF – 6 itens; 3ª série / 3º ano EM – 8 itens. 1.14 Devem conter títulos (mesmo os fragmentos – textos verbais). 1.15 Devem apresentar figuras que contribuam para a construção de sentido e não sejam apenas ilustração. 1.16 Devem ser numerados de 05 em 05 linhas (textos verbais). 51
  • 55. QUANTO AOS ITENS Situação 2.1 Devem ser inéditos. 2.2 Devem apresentar 4 alternativas para o 5º e o 9º anos EF e 5 alternativas para a 3ª série / 3º ano EM. 2.3 Devem estar rigorosamente relacionados à Matriz de Referência para avaliação. 2.4 Devem apresentar um único problema. 2.5 Devem ser adequados ao período de escolarização a que se destinam. 2.6 Devem avaliar uma única habilidade. 2.7 Devem ser elaborados sem “pegadinhas”. 2.8 Devem apresentar gabarito. 2.9 Devem apresentar o descritor que avalia a habilidade a ser aferida. 2.10 Devem apresentar enunciado e alternativas estruturados de maneira positiva. 2.11 Devem referir-se a, pelo menos, um texto-base. 2.12 Não é permitida a elaboração de item cujo descritor já tenha sido abordado em um mesmo texto. 2.13 Não é permitida a utilização de itens que avaliem a capacidade de memorização do estudante. 2.14 Não é permitida a apresentação de resposta que depende de outro item. Não é permitido o emprego de termos como: “sempre”, “nunca”, 2.15 “todo(a)”, “ totalmente”,”absolutamente”, “completamente” e “somente”, etc. 2.16 Devem apresentar enunciado e alternativas redigidos conforme a norma culta. 2.17 Devem ser elaborados de modo claro e objetivo. 2.18 Devem apresentar um único gabarito. 2.19 Devem apresentar pontuação conforme o modelo do CAEd. QUANTO AO ENUNCIADO Situação 3.1 Deve apresentar, de modo completo, o problema a ser solucionado. 3.2 Não é permitido o emprego de expressões negativas. 3.3 Não é permitida a elaboração de enunciados que induzam a resposta do estudante. Não é permitida a utilização de expressões como: “Assinale a resposta 3.4 correta”, “Qual das alternativas...”, “A alternativa que indica...”, e estruturas semelhantes. 3.5 Deve deixar clara a habilidade indicada pelo descritor. 3.6 Deve fazer referência, quando necessário, à linha do texto. 3.7 Deve atender à norma culta da língua. 3.8 Não é permitida a redação na 1ª pessoa. 52
  • 56. QUANTO ÀS ALTERNATIVAS Situação 4.1 Os distratores devem ser plausíveis. 4.2 Devem apresentar paralelismo sintático-semântico. 4.3 Não é permitida a elaboração de alternativas que induzam ao erro. 4.4 Não é permitido o emprego da palavra NÃO ou do prefixo IN-. 4.5 Não é permitida a elaboração de alternativas que apresentem detalhes irrelevantes ou conteúdos absurdos. 4.6 Não são permitidas alternativas mutuamente excludentes, salvo em casos em que o descritor o exigir. 4.7 Não são permitidas alternativas que induzam ao acerto por exclusão. 4.8 Devem ser ordenadas obedecendo à progressão textual ou à ordem alfabética. 4.9 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão. 4.10 Devem apresentar um vocabulário adequado ao período de escolarização avaliado. 4.11 Devem constituir-se como respostas completas. 4.12 Não é permitida a elaboração de alternativas muito longas. QUANTO AOS GABARITOS Situação 5.1 Devem corresponder à habilidade indicada pelo descritor. 5.2 Devem ser redigidos de modo a não se tornarem atrativos em relação aos distratores. 5.3 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão dos distratores. 5.4 Devem apresentar paralelismo sintático e semântico em relação aos distratores. 5.5 Devem ser elaborados utilizando-se vocabulário adequado ao período de escolarização avaliado. 5.6 Devem ser redigidos de modo claro e objetivo. 53
  • 57. Item 3 QUANTO AOS SUPORTES Situação 1.1 Devem ser adequados ao período de escolarização avaliado no que diz respeito, por exemplo, à complexidade, ao assunto, etc. 1.2 Devem considerar o cotidiano dos estudantes. 1.3 Devem considerar o tempo para a realização do teste . 1.4 Devem constituir-se fragmentos que permitam a apreensão do sentido global. 1.5 Devem apresentar figuras que possuam boa qualidade gráfica. Não é permitida a utilização de textos que apresentem qualquer tipo de 1.6 viés cultural e preconceito em relação à etnia, gênero, religião, profissão, crenças, variantes linguísticas, etc. 1.7 Não é permitido o emprego de textos que façam apologia a comportamentos e condutas em desacordo com preceitos educacionais, éticos e legais. 1.8 Não é permitida a utilização de fragmentos que não se constituam como uma unidade mínima significativa. 1.9 Não é permitida a utilização de textos de autoria do elaborador de itens. 1.10 Não é permitida a utilização de textos de propaganda ou de divulgação de produtos e/ou marcas. 1.1 Não é permitida a adaptação de textos pelo elaborador. 1.12 Devem apresentar referência bibliográfica completa . Devem permitir um número máximo de itens conforme o período de 1.13 escolarização avaliado: 4ª série / 5º ano EF – 4 itens; 9º ano EF – 6 itens; 3ª série / 3º ano EM – 8 itens. 1.14 Devem conter títulos (mesmo os fragmentos – textos verbais). 1.15 Devem apresentar figuras que contribuam para a construção de sentido e não sejam apenas ilustração. 1.16 Devem ser numerados de 05 em 05 linhas (textos verbais). 54
  • 58. QUANTO AOS ITENS Situação 2.1 Devem ser inéditos. 2.2 Devem apresentar 4 alternativas para o 5º e o 9º anos EF e 5 alternativas para a 3ª série / 3º ano EM. 2.3 Devem estar rigorosamente relacionados à Matriz de Referência para avaliação. 2.4 Devem apresentar um único problema. 2.5 Devem ser adequados ao período de escolarização a que se destinam. 2.6 Devem avaliar uma única habilidade. 2.7 Devem ser elaborados sem “pegadinhas”. 2.8 Devem apresentar gabarito. 2.9 Devem apresentar o descritor que avalia a habilidade a ser aferida. 2.10 Devem apresentar enunciado e alternativas estruturados de maneira positiva. 2.11 Devem referir-se a, pelo menos, um texto-base. 2.12 Não é permitida a elaboração de item cujo descritor já tenha sido abordado em um mesmo texto. 2.13 Não é permitida a utilização de itens que avaliem a capacidade de memorização do estudante. 2.14 Não é permitida a apresentação de resposta que depende de outro item. Não é permitido o emprego de termos como: “sempre”, “nunca”, 2.15 “todo(a)”, “ totalmente”,”absolutamente”, “completamente” e “somente”, etc. 2.16 Devem apresentar enunciado e alternativas redigidos conforme a norma culta. 2.17 Devem ser elaborados de modo claro e objetivo. 2.18 Devem apresentar um único gabarito. 2.19 Devem apresentar pontuação conforme o modelo do CAEd. QUANTO AO ENUNCIADO Situação 3.1 Deve apresentar, de modo completo, o problema a ser solucionado. 3.2 Não é permitido o emprego de expressões negativas. 3.3 Não é permitida a elaboração de enunciados que induzam a resposta do estudante. Não é permitida a utilização de expressões como: “Assinale a resposta 3.4 correta”, “Qual das alternativas...”, “A alternativa que indica...”, e estruturas semelhantes. 3.5 Deve deixar clara a habilidade indicada pelo descritor. 3.6 Deve fazer referência, quando necessário, à linha do texto. 3.7 Deve atender à norma culta da língua. 3.8 Não é permitida a redação na 1ª pessoa. 55
  • 59. QUANTO ÀS ALTERNATIVAS Situação 4.1 Os distratores devem ser plausíveis. 4.2 Devem apresentar paralelismo sintático-semântico. 4.3 Não é permitida a elaboração de alternativas que induzam ao erro. 4.4 Não é permitido o emprego da palavra NÃO ou do prefixo IN-. 4.5 Não é permitida a elaboração de alternativas que apresentem detalhes irrelevantes ou conteúdos absurdos. 4.6 Não são permitidas alternativas mutuamente excludentes, salvo em casos em que o descritor o exigir. 4.7 Não são permitidas alternativas que induzam ao acerto por exclusão. 4.8 Devem ser ordenadas obedecendo à progressão textual ou à ordem alfabética. 4.9 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão. 4.10 Devem apresentar um vocabulário adequado ao período de escolarização avaliado. 4.11 Devem constituir-se como respostas completas. 4.12 Não é permitida a elaboração de alternativas muito longas. QUANTO AOS GABARITOS Situação 5.1 Devem corresponder à habilidade indicada pelo descritor. 5.2 Devem ser redigidos de modo a não se tornarem atrativos em relação aos distratores. 5.3 Devem ter, aproximadamente, a mesma extensão dos distratores. 5.4 Devem apresentar paralelismo sintático e semântico em relação aos distratores. 5.5 Devem ser elaborados utilizando-se vocabulário adequado ao período de escolarização avaliado. 5.6 Devem ser redigidos de modo claro e objetivo. 56
  • 60. Item 4 Entrevista ‘EXISTEM CRIMES PIORES’, DIZ PAI DE JOVEM AGRESSOR Sergio Torres Da sucursal do Rio O microempresário Ludovico Ramalho Bruno, 46, disse acreditar que o filho Rubens Arruda, 19, estava alcoolizado ou drogado quando participou do espancamento da empregada doméstica Sirlei Pinto. “Uma pessoa normal vai fazer uma agressão des- sa?”, perguntou ele após ter sido vítima de um tiroteio na delegacia. Dono de uma firma de passeios turísticos, Bruno afirmou que o filho não deveria ser preso, para não conviver com criminosos na cadeia. “Foi uma coisa feia que eles fize- ram? Foi. Não justifica o que fizeram. Mas prender, botar preso, juntar eles com outros bandidos... Essas pessoas que têm estudo, que têm caráter, junto com um cara desses? Existem crimes piores.” Se forem indiciados, os acusados vão responder por tentativa de latrocínio (pena de 7 a 15 anos de prisão em caso de detenção) e lesão corporal dolosa (de 1 a 8 anos de prisão). Folha: O sr. acredita na acusação contra o seu filho? Ludovico Ramalho Bruno: Eles não são bandidos. Tem que criar outras instâncias para puni-los. Queria dizer à sociedade que nós, pais, não temos culpa nisso. Eles come- teram erro? Cometeram. Mas não vai ser justo manter crianças que estão na faculdade, estão estudando, trabalham, presos. É desnecessário, vai marginalizar lá dentro. Foi uma coisa feia o que eles fizeram? Foi. Não justifica o que fizeram. Mas prender, botar preso, juntar eles com outros bandidos... Essas pessoas que têm estudo, têm caráter, junto com uns caras desses? Existem crimes piores. Folha: O sr. já falou com ele? Bruno: Não. É um deslize na vida dele. E vai pagar caro. Está detido, chorando, de- sesperado. Daqui vai ser transferido. Peço ao juiz que dê a chance para cuidarmos dos nossos filhos. Peguei a senhora que foi agredida, abracei, chorei com ela e pedi perdão. Foi a primeira coisa que fiz quando vi a moça, foi o mínimo que pude fazer. Não é justo prender cinco jovens que estudam, que trabalham, que têm pai e mãe, e juntar bandi- dos que a gente não sabe de onde vieram. Imagina o sofrimento desses garotos. Folha: O sr. acha que eles tinham bebido ou usado droga? Bruno: Estamos com epidemia de droga. A droga tomou conta do Brasil. O inimigo do brasileiro é a droga. Tem que legalizar isso. Botar nas farmácias, nos hospitais. Com esse dinheiro que vai ser arrecadado, pagar clínicas, botar os viciados lá, controlar a droga. Folha: Mas o sr. acha que eles poderiam estar embriagados ou drogados? Bruno: Mas é lógico. Uma pessoa normal vai fazer uma agressão dessa? Lógico que não. Lógico que estavam embriagados, lógico que poderiam estar drogados. Eu nunca vi [o filho usar droga]. Mas como posso falar de um jovem de 19 anos que está na rua com uma epidemia de droga, com essas festas rave, essas loucuras todas. Folha: Como é seu filho em casa? Bruno: Fica no computador, vai à praia, estuda, trabalha comigo. Uma pessoa normal, um garoto normal. (Folha de S.Paulo, 26/06/2007 p. C4) Assinale a opção que indica o principal argumento usado pelo pai para rejeitar o encarceramento do filho junto com bandidos. A) O filho cometeu apenas um deslize. B) O filho tem hábitos de uma pessoa normal. C) O filho trabalha, estuda, tem família. D) O filho sofre com a epidemia das drogas. 57