Geografia UrbanaAula 8
ESTRUTURAÇÃO URBANA
Modo como se organiza o espaço interno das cidadesO termo estrutura urbana surge na década de 1920 na Escola de Chicago, mas não é uma exclusividade da Geografia e sim de diferentes formações acadêmicas.Estruturação é a lógica dinâmica – mostra que a estrutura está sempre em processo de redefinição.
O próprio termo estrutura vem das ciências naturais – aquilo que é sólido.Desenvolvimento dos estudos de Ecologia Urbana.Estrutura para o ecologista é o arranjo ordenado das peças que compõem um todo. O lócus no âmbito das funções ou atividades que são realizadas.
(A Escola de Chicago é uma sociologia urbana, que realizou uma série impressionante de estudos sobre os problemas que enfrentava a cidade de Chicago; mas, sobretudo, consagrou parte dos seus trabalhos a um problema político e social mais importante, que à época preocupava todas as grandes cidades americanas e ultrapassava os limites de uma sociologia da cidade: o da imigração e da assimilação de milhões de imigrantes à sociedade americana COULON, Alain, 1995)
A escola de Chicago preocupava-se principalmente com o modelo.construção de uma teoria para os espaços urbanos com caráter eminentemente empírico. (produção de inventários) ascensão das ciências naturais – apogeu do positivismo.caráter descritivo e concepção da cidade como uma ideia de organismo.
Fundaram três teorias:Teoria concêntrica – zonas que se expandem a partir do centro (mancha de óleo).Teoria dos Setores – Homer HoytPropôs que ao invés de anéis de crescimento, este ocorre em pizza (em setores) de forma homogênea e se estendem radialmente do centro para a periferia da cidade.
Teoria dos núcleos múltiplos (multinuclear) - rejeita a teoria do crescimento espacial homogêneo a partir de um único centro. De acordo com essa teoria de crescimento espacial, a cidade cresce e desenvolve outros centros distintos de atividade.
Estruturação urbana – resultado da articulação entre os diferentes usos do solo que se combinam com fixos e fluxos e definem sua essência.também compreendida como aquilo que se localiza e aquilo que se movimenta.A territorialização expande-se a partir de eixos muito mais do que na forma de mancha de óleo (teoria concêntrica)
Expansão UrbanaProcesso de expansão em descontínuo explode em espaços novos e se unem aquele corpo.A cidade cresce sem consideração ao quadro natural, por vezes áreas que deveriam ser de preservação ambiental tornam-se densamente ocupadas.Área core – coração do centro (parte fundamental do centro)
Ocupação horizontalOcupação verticalA dinâmica da estruturação também expressa o inusitado – aparece comércio em áreas de uso cuja previsão era residencial – uma soma de decisões contingenciais não estruturais determinam o processo que, portanto, combina previsibilidade e imprevisibilidade.
Elementos determinantes do processo de estruturaçãopropriedade privada da terra (estância jurídica também legitimada e reproduzida socialmente). As localizações são comercializadas, ou seja, elas possuem um preço e o acesso a elas só se dá através do mercado.- presença de instituições (sociedade contemporânea possui alto grau de complexidade social, política, cultural e espacial). As decisões são resultado de instituições. Somos também seres institucionalizados e uma condição contrária gera exclusão.
-Interesses e colapsos de ordem econômica e política que ocorrem no plano global interferem na estruturação urbana.-sociedade organizacional – não é uma sociedade do compromisso e sim do contrato. (Quem não cumpre essa normativa não tem condição de estar inserido)
-organização da sociedade ( lobbs, partidos, sindicatos etc. são também determinantes da estruturação urbana) Muitos movimentos usam o espaço urbano porque na cidade ela ganha visibilidade.-divisão territorial e técnica do trabalho (várias determinações combinam entre si)-sociedade de consumo dirigido
ESTRUTURAÇÃO = Dinâmica que vai definindo os usos do solo urbanoCidade vista sob a ótica da divisão técnica e territorial do trabalho – especializaçãoUsos do soloComercial/FinanceiroResidencialIndustrialServiçosCirculaçãoLazer
Lei do zoneamento – define os usos do solo – normativa que expressa  a aceitação social da compartimentação, ou seja, a mobilização para cada necessidade que passa a exigir um deslocamento.Quais as máquinas e instrumentos técnicos que possibilitaram a lógica moderna de estruturação urbana?
O automóvel, a geladeira, o elevador?Países Europeus, distintos dos Americanos com mais peso da história, da memória repensam a lógica de estruturação urbana – sem essa preocupação com a lógica capitalista e estruturação- evitando assim o deslocamento.
Nos EUA o automóvel tem um valor subjetivoEspaços públicos X espaços privados.Elementos que geram uma situação caótica: espaços públicos que excluem o homem.Necessidade da cidade recuperar, ainda que em parte, o espaço público .Obs atividades que se sobrepõem e privatizam o espaço.
Há alguns espaços privados que são públicos, ex. cinema que se paga para entrar. Há também espaços públicos que se paga para entrar, como alguns parques por exemplo. Não se pode confundir público com o que não é pago.O planejamento deve considerar essas dimensões: público, privado, individual e coletivo.Nem sempre o público é do coletivo quando o acesso a esse público não é facilitado a todos
Elementos da Estrutura e da Estruturação UrbanaCentro principal ou tradicional – sítio histórico. (Todavia o centro pode migrar degradando a área, nem sempre coincidindo com o sítio histórico com o centro principal)O comércio e o serviço tende num primeiro momento a se concentrar numa área única.Centro principal é o nó – local de amarração de toda estruturação urbana – alimenta e é alimentado por todas as áreas da cidade.
Concentra o sistema financeiro, espaços de produção e troca – considera fluxos intra-urbanos.Os caminhos da cidadeSistema de transporte radial ou diametral – da periferia para o centro -subdesenvolvida (monolítica – único nó)Sistema radial ou diametral, mas também transversal – da periferia para periferia – complexifica a cidade pois não possui um único nó.
Elementos fundamentais para a geração de um sub centro:Alta densidade habitacional marcada por dificuldade de acesso ao centro principalCaracterísticas:Reproduz de maneira menor o comércio e serviços do centro principal,Marcado pela diversidade e não pela espacializaçãoSub centro é escala territorial reduzida – é o centro para uma parte da cidade e não como centro que é o centro para a cidade toda.
A cidade se setoriza em sub centro – a lógica de concentração ao longo dos eixos, distinguem da lógica do sub centro.No centro tem tudo e nos eixos de desdobramento tende a certa especialização.
Espacialização e segmentação socialA expansão em eixos (rodoviários) atende o fluxo – o automóvel após a déc de 1970 redimensiona a estruturação urbana e desfaz a necessidade de um nó único- eixos não são elementos para atender a proximidade.A cidade se estrutura por duas lógicas – a do transporte coletivo e do transporte individual, e ora se sobrepõem, ora se misturam. A natureza funcional da localização é o embrião de uma segregação sócio-econômica.
O bom sistema de transporte para o conjunto da cidade permite equidade.Determinantes de um padrão de organização:-toda localização tem que considerar as potencialidades de fluxos-tentativa de superação da divisão entre espaço e tempo-A cidade é sempre síntese de vários tempos como afirma  Milton Santos
Processos que ocorrem no urbano: redefinição, remodelamento, permanência.-Capital imobilizado constitui na cidade herança que resiste a mudança.  ( No campo é mais fácil a substituição porque o capital imobilizado é menor, o espaço é menos resistente a mudança e também porque este espaço é marcado pela dispersão ao passo que a cidade pela densidade)
Uso do solo é a âncora, nó, ponto de apoio para todas as outras atividades. A residência permite compreender toda trama de fluxos, linhas e relações. A função residencial é no espaço urbano definidora do ponto de referência dos fluxos cotidianos. Embora existam fluxos esporádicos toda lógica é definida por fluxos cotidianos.
- as disparidades se refletem no uso do solo-segregação=separação voluntária e não como diferenciação apenas.-condomínio fechado – uma parte da sociedade diz que não quer conviver com a outra – separação físico-territorial e valorativa
Ex: Rio de janeiro relativa integração social entre a favela com área mais elitizada, tal convivência gera maior valorização do espaço público, porém a proximidade de classes antagônicas gera também violência. A exigüidade territorial obrigou essa convivência. Em São Paulo ocorre porém não de forma acentuada.
Distinção entre sítio urbano e situação urbana – ponto em que uma área ocupa em relação a outras.Uso do solo volátil, desterritorialização. Lógica do mercado imobiliário que gera o acesso, gera também o não acesso.Apartamentos, mais elevado preço devido ao valor simbólico.O vazio é o não uso, porém interfere no uso.
Planos UrbanosCarta de Atenas:-Aplicadas a cidade as ideias do racionalismo científico – zoneamento.-linguagem arquitetônica-Urbanismo moderno-Urbanismo modernista-Tendência a especialização-Distinta do urbanismo culturalista
Há cidades que tem planos que não são geométricos, ex. holandesas. Outras cidades são resultado do processo histórico.-Desde a antiguidade cidades existem não de um processo espontâneo-o desenho urbano que predomina é o ortogonal (forma ângulos retos)
Desenhos:OrtogonaisRadiocêntricosEm jardim inglêsA cidade de São Paulo traz a combinação de muitos planosPlano de Barcelona (ortogonal)
Agentes de produção territorial da cidadeA – Esfera privada-proprietários fundiáriosPredomínio do valor de troca sobre o valor de usoInterferências decorrentes da estrutura fundiária rualDecisões a propósito do tipo de uso e momento de definição ou redefinição do uso.
- Incorporadores ou Incorporadoras São aqueles que realizam toda obra.Realizam a gestão. Baseiam sua atuação em parâmetros para garantir rentabilidade, preço da terra, correlacionando os seguintes aspectos:  preço, status de localização, grau de acessibilidade, eficiência e segurança dos meios de transportes, amenidades naturais ou socialmente produzidas, disponibilidade de terrenos não utilizados.O incorporador tem sempre estoque, controle
-ConstrutoresRealizam a construção tornando indispensável o valor de uso e o valor de troca entre o terreno e o imóvelOperam duas naturezas de ganho diferentes – renda e lucro.-Corretores ImobiliáriosRealizam a venda da mercadoria imóvelEstimulam a criação de novas demandas no mercado produzidas pelo marketingOrientam a construção pelos potenciais de venda
Agentes financeirosDefinem e orientam a demandaOferecem os recursos necessários ao funcionamento dos imóveisOrientam a demanda, pois definem faixas de preço, idade e tipos de imóveis quando aprovam os financiamentos. Decidem qual a faixa de preço, de ganho.
B – Esfera públicaLeis: (produção da legislação)Lei do plano diretorLei do perímetro urbanoLei do parcelamento do soloLei do zoneamento (uso e ocupação do solo urbano)Código de edificações e obrasObjetivo de qualidade ambientalCódigo sanitário
Aplicação de tributação (IPTU, ISS – Imposto predial territorial urbano, Imposto sobre serviços)Infra-estrutura urbana – rede de água, esgoto, telefonia, consumo coletivo, rede de equipamentosO poder público tem por trás do financiamento escolhas que não são neutras (da clientela, tipo de localização, etc. que promovem justiça ou injustiça social.)Cotidiano- conjunto de práticas sociais – ordenamento.
C- Sociedade Civil- denominação questionável, pois a sociedade civil é composta de agentes da iniciativa privada e também habitantes, trabalhadores, usuários freqüentadores. A categoria habitantes não pode englobar todos os agentes de produção do espaço urbano.- O poder público não raramente tem uma atuação ambígua, atua em favor do “coletivo”, mas há coletivos e as soluções de consenso são inexistentes quando somos diferentes cultural e socialmente.
Sociedade Civil organizadaAssociações de bairrosMovimentos sociaisOrganizações não-governamentaisO que define uma associação de bairro é o compartilhamento de um território e consequentemente  os mesmos tipos de problemas , a consciência de uma carência em comum leva organização. A vitória de uma luta desse caráter reverterá numa ação que modifica o espaço.
Outras agremiações e corporações -  podem formar opinião que interfere diretamente no processo de produção do espaço urbanoGrupos sociais excluídos (guetos)- também são atores de produção do espaço urbanoA ação destes agentes não é uma ação harmônica
Lógicas de ocupação são superadas e surgem outrasCaracterística da cidade industrial – a partir da déc. de 60 as área de indústria pós-revolução industrial passaram a acompanhar as rodovias. Marca dessa industrialização: áreas maiores e mais afastadas, no planejamento urbano é a definição de distrito industrial – progressivamente mais afastada das área urbanas.
-A localização de indústrias não atrai práticas especulativas ao contrário, os preços podem até cair, o oposto ocorre com áreas de troca ex. instalação de um Shoping Center.
-Resultado de várias lógicas de localização de diversos tempos:1ª Revolução industrial – lógica da indústria dentro da cidade2ª Revolução industrial – lógica da indústria fora da cidade3ª Revolução industrial – dentro da cidade – o que não coloca em detrimento as outras de padrões diversos, lógicas diferentes convivem juntas.

Geo Urb 8.pptx

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    Modo como seorganiza o espaço interno das cidadesO termo estrutura urbana surge na década de 1920 na Escola de Chicago, mas não é uma exclusividade da Geografia e sim de diferentes formações acadêmicas.Estruturação é a lógica dinâmica – mostra que a estrutura está sempre em processo de redefinição.
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    O próprio termoestrutura vem das ciências naturais – aquilo que é sólido.Desenvolvimento dos estudos de Ecologia Urbana.Estrutura para o ecologista é o arranjo ordenado das peças que compõem um todo. O lócus no âmbito das funções ou atividades que são realizadas.
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    (A Escola deChicago é uma sociologia urbana, que realizou uma série impressionante de estudos sobre os problemas que enfrentava a cidade de Chicago; mas, sobretudo, consagrou parte dos seus trabalhos a um problema político e social mais importante, que à época preocupava todas as grandes cidades americanas e ultrapassava os limites de uma sociologia da cidade: o da imigração e da assimilação de milhões de imigrantes à sociedade americana COULON, Alain, 1995)
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    A escola deChicago preocupava-se principalmente com o modelo.construção de uma teoria para os espaços urbanos com caráter eminentemente empírico. (produção de inventários) ascensão das ciências naturais – apogeu do positivismo.caráter descritivo e concepção da cidade como uma ideia de organismo.
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    Fundaram três teorias:Teoriaconcêntrica – zonas que se expandem a partir do centro (mancha de óleo).Teoria dos Setores – Homer HoytPropôs que ao invés de anéis de crescimento, este ocorre em pizza (em setores) de forma homogênea e se estendem radialmente do centro para a periferia da cidade.
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    Teoria dos núcleosmúltiplos (multinuclear) - rejeita a teoria do crescimento espacial homogêneo a partir de um único centro. De acordo com essa teoria de crescimento espacial, a cidade cresce e desenvolve outros centros distintos de atividade.
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    Estruturação urbana –resultado da articulação entre os diferentes usos do solo que se combinam com fixos e fluxos e definem sua essência.também compreendida como aquilo que se localiza e aquilo que se movimenta.A territorialização expande-se a partir de eixos muito mais do que na forma de mancha de óleo (teoria concêntrica)
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    Expansão UrbanaProcesso deexpansão em descontínuo explode em espaços novos e se unem aquele corpo.A cidade cresce sem consideração ao quadro natural, por vezes áreas que deveriam ser de preservação ambiental tornam-se densamente ocupadas.Área core – coração do centro (parte fundamental do centro)
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    Ocupação horizontalOcupação verticalAdinâmica da estruturação também expressa o inusitado – aparece comércio em áreas de uso cuja previsão era residencial – uma soma de decisões contingenciais não estruturais determinam o processo que, portanto, combina previsibilidade e imprevisibilidade.
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    Elementos determinantes doprocesso de estruturaçãopropriedade privada da terra (estância jurídica também legitimada e reproduzida socialmente). As localizações são comercializadas, ou seja, elas possuem um preço e o acesso a elas só se dá através do mercado.- presença de instituições (sociedade contemporânea possui alto grau de complexidade social, política, cultural e espacial). As decisões são resultado de instituições. Somos também seres institucionalizados e uma condição contrária gera exclusão.
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    -Interesses e colapsosde ordem econômica e política que ocorrem no plano global interferem na estruturação urbana.-sociedade organizacional – não é uma sociedade do compromisso e sim do contrato. (Quem não cumpre essa normativa não tem condição de estar inserido)
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    -organização da sociedade( lobbs, partidos, sindicatos etc. são também determinantes da estruturação urbana) Muitos movimentos usam o espaço urbano porque na cidade ela ganha visibilidade.-divisão territorial e técnica do trabalho (várias determinações combinam entre si)-sociedade de consumo dirigido
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    ESTRUTURAÇÃO = Dinâmicaque vai definindo os usos do solo urbanoCidade vista sob a ótica da divisão técnica e territorial do trabalho – especializaçãoUsos do soloComercial/FinanceiroResidencialIndustrialServiçosCirculaçãoLazer
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    Lei do zoneamento– define os usos do solo – normativa que expressa a aceitação social da compartimentação, ou seja, a mobilização para cada necessidade que passa a exigir um deslocamento.Quais as máquinas e instrumentos técnicos que possibilitaram a lógica moderna de estruturação urbana?
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    O automóvel, ageladeira, o elevador?Países Europeus, distintos dos Americanos com mais peso da história, da memória repensam a lógica de estruturação urbana – sem essa preocupação com a lógica capitalista e estruturação- evitando assim o deslocamento.
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    Nos EUA oautomóvel tem um valor subjetivoEspaços públicos X espaços privados.Elementos que geram uma situação caótica: espaços públicos que excluem o homem.Necessidade da cidade recuperar, ainda que em parte, o espaço público .Obs atividades que se sobrepõem e privatizam o espaço.
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    Há alguns espaçosprivados que são públicos, ex. cinema que se paga para entrar. Há também espaços públicos que se paga para entrar, como alguns parques por exemplo. Não se pode confundir público com o que não é pago.O planejamento deve considerar essas dimensões: público, privado, individual e coletivo.Nem sempre o público é do coletivo quando o acesso a esse público não é facilitado a todos
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    Elementos da Estruturae da Estruturação UrbanaCentro principal ou tradicional – sítio histórico. (Todavia o centro pode migrar degradando a área, nem sempre coincidindo com o sítio histórico com o centro principal)O comércio e o serviço tende num primeiro momento a se concentrar numa área única.Centro principal é o nó – local de amarração de toda estruturação urbana – alimenta e é alimentado por todas as áreas da cidade.
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    Concentra o sistemafinanceiro, espaços de produção e troca – considera fluxos intra-urbanos.Os caminhos da cidadeSistema de transporte radial ou diametral – da periferia para o centro -subdesenvolvida (monolítica – único nó)Sistema radial ou diametral, mas também transversal – da periferia para periferia – complexifica a cidade pois não possui um único nó.
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    Elementos fundamentais paraa geração de um sub centro:Alta densidade habitacional marcada por dificuldade de acesso ao centro principalCaracterísticas:Reproduz de maneira menor o comércio e serviços do centro principal,Marcado pela diversidade e não pela espacializaçãoSub centro é escala territorial reduzida – é o centro para uma parte da cidade e não como centro que é o centro para a cidade toda.
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    A cidade sesetoriza em sub centro – a lógica de concentração ao longo dos eixos, distinguem da lógica do sub centro.No centro tem tudo e nos eixos de desdobramento tende a certa especialização.
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    Espacialização e segmentaçãosocialA expansão em eixos (rodoviários) atende o fluxo – o automóvel após a déc de 1970 redimensiona a estruturação urbana e desfaz a necessidade de um nó único- eixos não são elementos para atender a proximidade.A cidade se estrutura por duas lógicas – a do transporte coletivo e do transporte individual, e ora se sobrepõem, ora se misturam. A natureza funcional da localização é o embrião de uma segregação sócio-econômica.
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    O bom sistemade transporte para o conjunto da cidade permite equidade.Determinantes de um padrão de organização:-toda localização tem que considerar as potencialidades de fluxos-tentativa de superação da divisão entre espaço e tempo-A cidade é sempre síntese de vários tempos como afirma Milton Santos
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    Processos que ocorremno urbano: redefinição, remodelamento, permanência.-Capital imobilizado constitui na cidade herança que resiste a mudança. ( No campo é mais fácil a substituição porque o capital imobilizado é menor, o espaço é menos resistente a mudança e também porque este espaço é marcado pela dispersão ao passo que a cidade pela densidade)
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    Uso do soloé a âncora, nó, ponto de apoio para todas as outras atividades. A residência permite compreender toda trama de fluxos, linhas e relações. A função residencial é no espaço urbano definidora do ponto de referência dos fluxos cotidianos. Embora existam fluxos esporádicos toda lógica é definida por fluxos cotidianos.
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    - as disparidadesse refletem no uso do solo-segregação=separação voluntária e não como diferenciação apenas.-condomínio fechado – uma parte da sociedade diz que não quer conviver com a outra – separação físico-territorial e valorativa
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    Ex: Rio dejaneiro relativa integração social entre a favela com área mais elitizada, tal convivência gera maior valorização do espaço público, porém a proximidade de classes antagônicas gera também violência. A exigüidade territorial obrigou essa convivência. Em São Paulo ocorre porém não de forma acentuada.
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    Distinção entre sítiourbano e situação urbana – ponto em que uma área ocupa em relação a outras.Uso do solo volátil, desterritorialização. Lógica do mercado imobiliário que gera o acesso, gera também o não acesso.Apartamentos, mais elevado preço devido ao valor simbólico.O vazio é o não uso, porém interfere no uso.
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    Planos UrbanosCarta deAtenas:-Aplicadas a cidade as ideias do racionalismo científico – zoneamento.-linguagem arquitetônica-Urbanismo moderno-Urbanismo modernista-Tendência a especialização-Distinta do urbanismo culturalista
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    Há cidades quetem planos que não são geométricos, ex. holandesas. Outras cidades são resultado do processo histórico.-Desde a antiguidade cidades existem não de um processo espontâneo-o desenho urbano que predomina é o ortogonal (forma ângulos retos)
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    Desenhos:OrtogonaisRadiocêntricosEm jardim inglêsAcidade de São Paulo traz a combinação de muitos planosPlano de Barcelona (ortogonal)
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    Agentes de produçãoterritorial da cidadeA – Esfera privada-proprietários fundiáriosPredomínio do valor de troca sobre o valor de usoInterferências decorrentes da estrutura fundiária rualDecisões a propósito do tipo de uso e momento de definição ou redefinição do uso.
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    - Incorporadores ouIncorporadoras São aqueles que realizam toda obra.Realizam a gestão. Baseiam sua atuação em parâmetros para garantir rentabilidade, preço da terra, correlacionando os seguintes aspectos: preço, status de localização, grau de acessibilidade, eficiência e segurança dos meios de transportes, amenidades naturais ou socialmente produzidas, disponibilidade de terrenos não utilizados.O incorporador tem sempre estoque, controle
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    -ConstrutoresRealizam a construçãotornando indispensável o valor de uso e o valor de troca entre o terreno e o imóvelOperam duas naturezas de ganho diferentes – renda e lucro.-Corretores ImobiliáriosRealizam a venda da mercadoria imóvelEstimulam a criação de novas demandas no mercado produzidas pelo marketingOrientam a construção pelos potenciais de venda
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    Agentes financeirosDefinem eorientam a demandaOferecem os recursos necessários ao funcionamento dos imóveisOrientam a demanda, pois definem faixas de preço, idade e tipos de imóveis quando aprovam os financiamentos. Decidem qual a faixa de preço, de ganho.
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    B – EsferapúblicaLeis: (produção da legislação)Lei do plano diretorLei do perímetro urbanoLei do parcelamento do soloLei do zoneamento (uso e ocupação do solo urbano)Código de edificações e obrasObjetivo de qualidade ambientalCódigo sanitário
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    Aplicação de tributação(IPTU, ISS – Imposto predial territorial urbano, Imposto sobre serviços)Infra-estrutura urbana – rede de água, esgoto, telefonia, consumo coletivo, rede de equipamentosO poder público tem por trás do financiamento escolhas que não são neutras (da clientela, tipo de localização, etc. que promovem justiça ou injustiça social.)Cotidiano- conjunto de práticas sociais – ordenamento.
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    C- Sociedade Civil-denominação questionável, pois a sociedade civil é composta de agentes da iniciativa privada e também habitantes, trabalhadores, usuários freqüentadores. A categoria habitantes não pode englobar todos os agentes de produção do espaço urbano.- O poder público não raramente tem uma atuação ambígua, atua em favor do “coletivo”, mas há coletivos e as soluções de consenso são inexistentes quando somos diferentes cultural e socialmente.
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    Sociedade Civil organizadaAssociaçõesde bairrosMovimentos sociaisOrganizações não-governamentaisO que define uma associação de bairro é o compartilhamento de um território e consequentemente os mesmos tipos de problemas , a consciência de uma carência em comum leva organização. A vitória de uma luta desse caráter reverterá numa ação que modifica o espaço.
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    Outras agremiações ecorporações - podem formar opinião que interfere diretamente no processo de produção do espaço urbanoGrupos sociais excluídos (guetos)- também são atores de produção do espaço urbanoA ação destes agentes não é uma ação harmônica
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    Lógicas de ocupaçãosão superadas e surgem outrasCaracterística da cidade industrial – a partir da déc. de 60 as área de indústria pós-revolução industrial passaram a acompanhar as rodovias. Marca dessa industrialização: áreas maiores e mais afastadas, no planejamento urbano é a definição de distrito industrial – progressivamente mais afastada das área urbanas.
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    -A localização deindústrias não atrai práticas especulativas ao contrário, os preços podem até cair, o oposto ocorre com áreas de troca ex. instalação de um Shoping Center.
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    -Resultado de váriaslógicas de localização de diversos tempos:1ª Revolução industrial – lógica da indústria dentro da cidade2ª Revolução industrial – lógica da indústria fora da cidade3ª Revolução industrial – dentro da cidade – o que não coloca em detrimento as outras de padrões diversos, lógicas diferentes convivem juntas.