Cronologia do urbanismo e do planejamento urbano

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Disciplina THAU 2- Dep. Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Espírto Santo

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Cronologia do urbanismo e do planejamento urbano

  1. 1. Cronologia do urbanismo e do planejamento urbano Clara Luiza Miranda. Dau-Ufes 2010
  2. 2. • Pre-urbanismo - Utopia• Robert Owen,• Charles Fourier- Falanstério Consistiam em grandes construções comunais que refletiriam uma organização harmônica e descentralizada onde cada um trabalharia nos conformes de suas paixões e vocações.
  3. 3. • Pre-urbanismo - Distopia Jeremy Benthan Panótico
  4. 4. Estruturas Panóticas
  5. 5. Origem formação da disciplina de José Luque Valdivia, Navarra, ESP. urbanismo Cerdà e a Da reforma tratadística alemã: urbana ao der Städtebau planejamento Aportes da Período de academia THAU 2
  6. 6. Busca do próprio José Luque Valdivia, Navarra, estatuto ESP. epistemológico Do Town Planning ao Atenção à evolução Town Design urbana Integração ao Período de movimento moderno THAU 2
  7. 7. Revisão e precisão José Luque Valdivia, Navarra, ESP do estatuto Período de THAU 3. epistemológico Crise do Precisando o papel da racionalismo: arquitetura revisão do modelo Revisão da teoría do Planning: o metodología a crise desenlace do periodo do modelo social de precisão disciplinar
  8. 8. Nova revisão do José Luque Valdivia, Navarra, ESP. estatuto Período de THAU 3.epistemológico Precisando o âmbito: Desvelar (ou utilizar) a projecto urbano e ideologia urbana urban design Novas perspectivas Autonomia como Ascher implicação Portas
  9. 9. ReferênciaJosé Luque Valdivia, Navarra, ESP.http://www.unav.es/arquitectura/ccc/biblio4.htm#M13Constructores de la Ciudad Contemporánea, Premio COAVN 20 9
  10. 10. De «Cidade-Território» à • a fragmentação da cidade em múltiplos centros e o seu sistema renovação do Plano urbano de «cidade alargada» ou «cidade-território» determinam uma nova relação territorial de ordem supra-municipal que proporciona Territorial um regresso á noção de planeamento territorial enquanto escala e conteúdo mais adequado a novos estilos de governança territorial • A metodologia do “projeto urbano” – com a identificação das características dotacionais e morfológicas das transformações e a Projeto urbano definição das invariáveis essenciais a que deverão atender-se ao planeamento executivo e ao projeto arquitetônico Reformulação dos Paradigmas da • Utilizando conceitos transversais á sustentabilidade urbana a cidade Organização contemporânea exige novos padrões organizativos segundo princípios que estimulem o desenvolvimento desconcentradoInstitucional e da Gestão Urbana das Cidades Período de THAU 3. Pedro Silva APPLA
  11. 11. Cerdà e a tratadística alemã: der StädtebauCERDÀ, Ildefonso 1867, Teoría general de la urbanización y aplicación de susprincipios y doctrinas a la reforma y ensanche de Barcelona, Imprentaespañola, Madrid.BAUMEISTER, Reinhard 1876, Stadt-Erweiterungen in technischer,baupolizeilicher und wirhtschaftlicher Beziehung, Ernst und Korn,Berlín.Madrid.SITTE, Camillo 1889, Der Städtebau nach seinen KünstlerischenGrundsätzenGraeser, VienaSTÜBBEN, Joseph 1890, Der Städtebau, Handbuch der Architektur, IX Half-band, Vierter Theil: Entwerfen Anlage und Einrichtung der Gebäude, Verlagvon Arnold Bergsträber, DarmstadtBULS, Charles 1893, Esthètique des villes, Bruylant-Christophe, BruselasBRINCKMANN, Albert Erich 1923, Platz und Monument, 3º edición, ErnstWasmuth A.-G, Berlín.Der Städtebau = traduzido como urbanismo
  12. 12. ver
  13. 13. QuadrículaNew York e Chicago
  14. 14. • Os sistemas radial e de anel concêntricos ou excêntricos não só podem levar a desigualdades relacionadas à forma ou tamanho ou ainda, a posição deles/delas dentro do tecido urbano de acordo com o valor relativo do mesmo.• A isso se soma que nas zonas centrais deste tipo de trama, as áreas de fricção, engarrafamento, atrito são maiores, exigem uma superfície maior para a mobilidade, a desigualdade entre um setor e outro aumentaria de acordo com sua vizinhança a estes centrosPlano de Charles L’Enfant Washignton Praça Etoile, Paris
  15. 15. Critica corbusiana
  16. 16. Urbanistas alemães 1876-1900• O “urbanismo” nos países de língua alemã “ecoa” as tendências britânicas em 1876;• Competições e exibições incentivam debates e qualidade da crítica;• Arquitetos e engenheiros estão organizados em uma confederação que discute urbanização;• Debate proporciona melhoria de expertize técnico.• In. Sephen V. Ward. Planning the Twentith-Century City.
  17. 17. Urbanistas alemães 1876-1900• Primeira fase caracteriza-se pelas reformas urbanas (Viena, etc).• Mas algumas práticas podem ser reconhecidas como planning, incentivadas pelo crescimento urbano vertiginoso;• 1875- Berlim tem 1,9 milhões de hab. No centro/ somando os distritos tem 2,7• Em 1900 é maior cidade da Europa.• In. Sephen V. Ward. Planning the Twentith-Century City.
  18. 18. Crescimento urbano• 1750 Londres tem 850 mil • 1820 NY é a maior cidade hab. da América com 152 mil• 1850 1,4 milhões hab..• Manchester tem 400 mil • Em 1870 NY possui 1• Em 1901 Londres tem 4,7 milhão de hab.. milhões de hab. • Surgimento da ferrovia nos• Surgimento da ferrovia EUA 1830 1825 na Inglaterra • Paris 1800- 581 mil hab..• Ferovia é tecnicamente um • 1850 mais de 1 milhão de dispositivo vinculante, com hab.. impacto nas regiões e • Surgimento da ferrovia estrutura urbana. França 1829-30
  19. 19. v Paris vVersalhes
  20. 20. Plano de Paris (1787)
  21. 21. Urbanistas alemães 1876-1900• Primeira fase: Planos de extensão/ expansão urbana• Modelo inicial – 1862 - Hobrech, intervenção em Berlim;• 1874 – Verband produz um modelo de abordagem para expansão da cidade muito influente,• R. Baumeister 1876 – “Extensção das cidades: seus links com interesses técnicos e econômicos e regulamentação das construções;• O livro define duas metas principais: produzir habitação (housing) e facilitar a circulação;• Não há discurso sobre soluções ideais com em Cerdá;• Mas pretende fonecer base científica e funcional que guie o desenvolvimento urbano, sobretudo nos assuntos: sistema viário, housing e organização dos distritos industriais.• In. Sephen V. Ward. Planning the Twentith-Century City.
  22. 22. Urbanistas alemães 1876-1900• Proposta de zoneamento de R. Baumeinster• Utilizada no Plano de Frankfurt 1891• Introduz espacialidades com distintas regras de construção controlando densidades diferentes; direcionando e controlando localização de funções urbanas;• O zoneamento muda o processo de planejamento da extensão/ expansão urbana, muda o modo de abordagem do crescimento urbano (controle)• In. Sephen V. Ward. Planning the Twentith-Century City.
  23. 23. Urbanistas alemães 1876-1900• Joseph Stübben• Propõe a necessidade de reconsiderar a estrutura e o funcionamento do conjunto urbano – centro e extensão• Stübben, assim como Camillo Sitte, superam Baumeinster como paradigma para além da extensão urbana e o stadtebau (construção da cidade) aproximando-se do planejamento urbano• In. Sephen V. Ward. Planning the Twentith-Century City.
  24. 24. • Camillo Sitte (1843-1903) com o livro “A Construção das Cidades segundo seus Princípios Artísticos”, de 1889, avalia o planejamento urbano do seu tempo, questionando os critérios técnicos e higienistas que os norteavam.• Destacava o caráter urbano e artístico de cidades antigas que conhecia (principalmente praças, que se formavam paulatinamente in natura e com o tempo.
  25. 25. • A escolha do termo construção das cidades para o seu livro ao invés de planejamento ou projeto, mostra a perspectiva empírica de sua abordagem, enfatizando a síntese das artes produzida na prática artesanal, no lugar do projeto ou desenho prévio.
  26. 26. Concepções sobre a atribuição profissional do arquiteto e uso solo• Propunha uma divisão do trabalho nas partes da cidade:- Para o arquiteto as praças e ruas principais, para promover a síntese das artes, numa gesamtkunstwerk visual.- Para a o setor imobiliário as áreas secundárias
  27. 27. • Camillo Sitte repudiava a concepção prévia/ total do plano urbano, aceitava o planejamento da expansão urbana.
  28. 28. Projeto de Eilenriede HannoverCamillo SitteDeterminação do sistemaviário, priorizando as ruasprincipais, preservando as ruasjá existentes
  29. 29. • Praças do norte da Europa• “A Construção das Cidades segundo seus Princípios Artísticos”
  30. 30. • Praças italianas• “A Construção das Cidades segundo seus Princípios Artísticos”
  31. 31. • Escassez de motivos e a monotonia dos complexos urbano modernos In.• “A Construção das Cidades segundo seus Princípios Artísticos”,
  32. 32. VoisinLe Corbusier
  33. 33. Do reformismo ao planning• SORIA Y MATA, Arturo 1892, Ferrocarril de tranvía de circunvalación de Madrid a Canillas, Hortaleza, Fuencarral, Vicálvaro, Vallecas, Villaverde, Carabanchel y Pozuelo. Datos y noticias referentes a su construcción y explotación, Est. Tipográfico Sucesores de Rivadeneyra, Madrid.• HOWARD, Ebenezer 1902, Garden Cities of Tomorrow, Swan Sonnenscheim & Co., London. UNWIN, Raimond 1909, Town Planning in practice: An introduccion of the Art of Designing Cities and Suburbs, T. Fisher Unwin, London; 2ª ed. con nueva introducción del Autor, 1911; 7ª ed. London.• UNWIN, Raimond 1909, Town Planning in practice: An introduccion of the Art of Designing Cities and Suburbs, T. Fisher Unwin, London; 2ª ed. con nueva introducción del Autor, 1911; 7ª ed. London.• GEDDES, Patrick 1915, Cities in Evolution: an introduction to the town planning movement and the study of civics, Williams & Norgate, London.• NOLEN, John 1927, New towns for old. Achievements in Civic Improvement in some American Small Towns and Neighbourhoods, Marshall Jones Company, Boston (Mass.)
  34. 34. Quem foi o primeiro urbanista?Não há qualquer teorização ouabordagem compreensiva emHaussmann 1853-67
  35. 35. EuropaO PENSAMENTO DE EBENEZER HOWARD... Cidade limite CIDADE AFASTAMENTO DA NATUREZA OPORTUNIDADES ISOLAMENTO DAS MULTIDÕES SOCIAIS DISTÂNCIA DO TRABALHO LOCAIS DE JORNADA DE TRABALHO EXCESSIVA ENTRETENIMENTO RUAS BEM ILUMINADAS EDIFÍCIOS PALACIANOS CAMPO FALTA DE VIDA SOCIAL BELEZA DA NATUREZA DESEMPREGO AR FRESCO SALÁRIOS BAIXOS BOSQUES, CAMPINAS E FALTA DE ESPÍRITO PÚBLICO FLORESTAS SOL BRILHANTE CIDADE- CAMPO BELEZA DA NATUREZA OPORTUNIDADES ALUGUÉIS E PREÇOS BAIXOS SOCIAIS RESIDÊNCIAS E JARDINS NENHUMA EXPLORAÇÃO ESPLÊNDIDOS AFLUXO DE CAPITAL LIBERDADE AUSÊNCIA DE FUMAÇA DE CORTIÇOS
  36. 36. Para Howard a cidade-jardim deve ser auto- Cidades-Jardimsuficiente e deve obter um equilíbrio entre indústria E. Howarde agricultura. Propõe que 1/6 do terreno sejaocupado por moradias e indústrias e o resto sejadestinado à agricultura, localizando em torno donúcleo urbano, um cinturão verde de fazendas.
  37. 37. CARACTERÍSTICAS - LETCHWORTH • TRAÇADO SIMPLES, CLARO E INFORMAL
  38. 38. E. HOWARD Letchworth1902 - Inglaterra
  39. 39. CARACTERÍSTICAS - LETCHWORTH
  40. 40. WELWYN• TRAÇADO SINUOSO DAS RUAS• “CULS DE SAC”
  41. 41. • Critica de Corbusier
  42. 42. A Cidade Linear Cidade Linear Arturo Soria 1882 “ (...) o tipo de cidade quase perfeita seráaquela que se estende ao longo de uma única via,com uma largura de 500 metros, e que se estenderá,se necessário de Cádiz a São Petersburgo, de Pequima Bruxelas.”
  43. 43. Cidade Linear Arturo Soria A Cidade Linear parte do problema do 1882congestionamento das grandes cidades tradicionaisque se desenvolvem concentricamente em torno deum núcleo. Soria propõe uma alternativa radical: umafaixa de largura limitada, percorrida por uma ou maisferrovias ao longo de seu eixo, que pode tercomprimento indefinido. Propõe uma cidade extensível, feita depequenas casas isoladas, cada uma com sua horta eseu jardim.
  44. 44. Arturo SORIA Cidade LinearEspanha – aprox.1890
  45. 45. Arturo SORIA Cidade LinearEspanha – aprox.1890
  46. 46. Aportações desde o academicismoOLMSTED, Frederick Law 1870, Public parks and the enlargement of towns,Riverside Press, Cambridge (Mass).HÉNARD, Eugène 1902-1909, Etudes sur les transformations de Paris, LibrairieCentrale d´Architecture, Paris.ROBINSON, Charles Mulford 1903, Modern Civic Art or the City made Beautiful,G. P. Putnam´s sons, New York and London.FORESTIER, Jean Claude Nicolas 1908, Grandes villes et systèmes de parcs,Hachette et Cie, Paris.BURNHAM, Daniel H 1909, BENNET, Edward H., Plan of Chicago, editado porCharles Moore, Commercial Club of Chicago, Chicago.WAGNER, Otto 1911, Die Grossstadt. Eine Studie über diese, Verlag AntonSchroll, Wien.GARNIER, Tony 1917, Une Cité Industrielle. Étude pour la construction des villes,Massin et Cie, Paris.HEGEMANN, Werner 1922, con PEETS, Elbert, The American Vitrubius. AnArchitects Handbook of Civil Art, The Architectural Book Publishing Co., NewYork, 1922.
  47. 47. A cidade americana
  48. 48. 1909Plano Daniel Burnhan
  49. 49. (Plano de Daniel Burnham)
  50. 50. Oak Park Riverside
  51. 51. Olmstead e Vaux, Riverside, Illinois, 1869 (detalhe)
  52. 52. Olmstead e Vaux, Riverside, Illinois, 1869
  53. 53. Complexo residencial Llewellyn Park, portão de entrada- antecedentes
  54. 54. Entrada de Llewellyn Park
  55. 55. Tracejada: sem restrição Grossa: Residencial e negócios ‘ Branca: Residencial
  56. 56. Tipologia dos arranha- céus “Bolo de Casamento”•Tipo de forma recuada exigida pelo zoneamento de 1916. • Caracteriza o design dos arranha-céus até os anos 50.
  57. 57. ZONEAMENTO 1916: • Limitar para expressar dimensões mais humanas. • iluminação e circulação do ar • tipologia chamada de “bolo de noiva”.
  58. 58. CENTRAL PARK1863 – Frederick Olmstead e Calvert Vaux
  59. 59. Panorama of Central Park. Lithograph by JohnBachmann, 1868. MOVIMENTO DOS PARQUES
  60. 60. Movimento dos parques Frederick Law Olmsted (Hartford, Connecticut, 26 deabril de 1822 — 28 de agosto de 1903)
  61. 61. Movimento dos parques
  62. 62. Handbook’ Olmsted
  63. 63. • Tony Garnier, Cidade Industrial• 1901-04
  64. 64. • Tony Garnier, Cidade Industrial• 1901-04
  65. 65. • Tony Garnier, Cidade Industrial• 1901-04
  66. 66. • Tony Garnier, Cidade Industrial• 1901-04
  67. 67. • Tony Garnier, Cidade Industrial• 1901-04
  68. 68. Patrick • Cidades em evolução • Influencia Vital de La BlancheGuedes e Bergson • As cidades na história Lewis • Associação Americana deMunford Planejamento Urbana
  69. 69. • Patrick Geddes (1854–1932) foi um biólogo e filósofo escocês, também conhecido por seu pensamento inovador nos campos do planejamento urbano e da educação. Responsável pela introdução do conceito de região no urbanismo e pela criação dos termos "conurbação" e "megalópole", é considerado o "pai" do planejamento regional.• Em Cidades do amanhã de Peter Hall, encontra-se que:• O planejamento deve começar, (...), com o levantamento dos recursos de uma determinada região natural, das respostas que o homem dá a ela e das complexidades resultantes da paisagem cultural: todo o seu ensinamento sempre teve como tônica persistente o método de levantamento, o que ele também extraiu de Paul Vidal de La Blanche (1845-1918) e seus seguidores, cujas "monografias regionais" constituíram tentativas de fazer exatamente isso. (...) em Edimburgo, criou ele um modelo que pretendia ver repetido por toda parte: um centro local de levantamento, a que todo o tipo de gente poderia ver a fim de compreender a relação estabelecida por Le Play na trilogia Lugar–Trabalho– Povo.
  70. 70. Diagramas de Patrick Gueddes
  71. 71. Busca do próprio José Luque Valdivia, Navarra, estatuto ESP. epistemológico Do Town Planning ao Atenção à evolução Town Design urbana Integração ao movimento moderno
  72. 72. Três estabelecimentos HumanosLe Corbusier
  73. 73. Três estabelecimentos HumanosLe Corbusier
  74. 74. Três estabelecimentos HumanosLe Corbusier

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