Suelton morte e vida de grandes cidades- jane jacobs

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Suelton morte e vida de grandes cidades- jane jacobs

  1. 1. UNIÃO EDUCACIONAL DO PLANALTO CENTRAL FACULDADES INTEGRADAS DA UNIÃO EDUCACIONAL DO PLANALTO CENTRAL Arquitetura e Urbanismo – FACIPLAC Projeto Urbanístico – PU-I – 6º Período Professor: Marcelo Monteiro Aluno: Suelton Crispiano da Silva Morte e Vida de Grandes Cidades- JANE JACOBS GAMA-DF MARÇO DE 15
  2. 2. SUELTON CRISPIANO DA SILVA Morte e Vida de Grandes Cidades- JANE JACOBS Trabalho apresentado à disciplina de Projeto Urbanístico I – 6º semestre do curso de Arquitetura e Urbanismo, orientado pelo professor Marcelo Monteiro, na Faculdade Integrada da União Educacional do planalto Central – FACIPLAC. GAMA-DF MARÇO DE 15
  3. 3. RESENHA: Morte e Vida de Grandes Cidades- JANE JACOBS Parte 2 Condições para a diversidade urbana 7. Os geradores de diversidades (pag. 157- 166) “A diversidade é natural às grandes cidades.” (p.157) “É muito fácil cair na armadilha de contemplar os usos da cidade um de cada vez, por categorias”. (p. 157). “Para compreender as cidades, precisamos admitir de imediato, como fenômeno fundamental, as combinações ou as misturas de usos, não os usos separados” (p. 158). “(...) como as cidades podem gerar uma mistura suficiente de usos – uma diversidade suficiente -, por uma extensão suficiente de áreas urbanas para preservar a própria civilização?” (p. 158) “(...) a falta de comodidade e a falta de vida na rua são apenas dois dos subprodutos da monotonia residencial desse lugar.” (p. 158). “Normalmente, quanto maior a cidade, maior a variedade de seus produtos e também maior o número e a proporção de pequenos fabricantes.” (p. 159) “A própria diversidade urbana permite e estimula mais diversidade.” (p. 159). “A cidades, no entanto, são o lugar ideal para supermercados e salas de cinema comuns mais confeitarias, padarias finas, mercearias de produtos estrangeiros, cinemas de arte e assim por diante, todos os quais convivem entre si, o comum com o inusitado, o grande com o pequeno.” (p. 161). “A paisagem urbana é viva graças ao seu enorme acervo de pequenos elementos” (p. 162). “As mesmas condições físicas e econômicas que geram um comércio diversificado estão intimamente relacionadas à criação, ou à presença, de outros tipos de variedade urbana.” (p. 163). “Os visitantes farejam locais em que já há vida e os procuram para compartilhar dela, alimentando-a ainda mais.” (p. 163). “É muito fácil descobrir que situações geram a diversidade urbana se observarmos os locais em que a diversidade floresce e pesquisarmos as razões econômicas que permitem seu surgimento nesses locais.” (p. 165). “Há quatro condições indispensáveis para gerar uma diversidade exuberante nas ruas e nos distritos: 1) o distrito, e sem dúvida o maior número possível de segmentos que o compõem, deve atender a mais de uma função principal; de preferência, a mais de duas. Estas devem garantir a presença de pessoas que saiam de casa em horários diferentes e estejam nos lugares por motivos diferentes, mas sejam capazes de utilizar boa parte da infraestrutura. 2) A maioria das quadras deve ser curta; ou seja, as ruas as oportunidades de virar esquinas devem ser frequentes. 3) o distrito deve ter uma combinação de edifícios com idades e estados de conservação variados, e incluir boa porcentagem de prédios antigos, de modo a gerar rendimento econômico variado. Essa mistura deve ser bem compacta. 4) Deve haver densidade suficientemente alta de pessoas, sejam quais forem
  4. 4. seus propósitos. Isso inclui alta concentração de pessoas cujo propósito é morar lá.” (p. 165). Essa parte 2 constitui uma defesa da diversidade. Ela é antídoto para grande parte dos males urbanos que ocorrem com o uso monofuncional. Diversidade de usos, de nível sócio econômico da população, de tipologia das edificações, de raças, etc. (Nesse sentido, a segregação é uma contradição com o bem estar). Mais importante do que a polícia, para garantir a segurança de determinada rua, bairro ou distrito, por exemplo, é o trânsito ininterrupto de usuários, além da existência do que a autora chama de “proprietários naturais da rua”. Donos de padarias, mercearias, lojas, pequenos serviços, são os muitos “olhos atentos”, mais eficazes do que a iluminação pública. Trata-se da “figura pública autonomeada”, a quem os moradores podem recorrer para deixar um recado, uma chave, uma encomenda. A vida pública informal impulsiona a vida pública formal e associativa. Algumas pessoas acumulam relações e conhecimento, elas são únicas. A autogestão democrática é que garante o sucesso dos bairros e distritos que apresentam maior vitalidade e segurança. Isso significa a permanência de pessoas que forjaram uma rede de relações: “Essas redes são o capital social urbano insubstituível”. O tempo é um fator importante na formação dessas redes. Projetos que implicam em remoção da população, como prefere o urbanismo ortodoxo, podem estar destruindo exatamente o fator de maior potencialidade de recuperação de uma área de cortiços. A autora se coloca francamente contra os projetos que implicam em ações cirúrgicas de remoção e demolição (para a implantação de um monótono conjunto habitacional também chamado de “cortiço emparedado”) valorizando revitalizações paulatinas e progressivas que considerem o envolvimento dos moradores e sua manutenção no local, e promovam a reciclagem dos edifícios. O espaço fundamental onde essa diversidade e intensidade de usos ocorre é nas ruas e calçadas. A partir dos contatos nas ruas é que pode “florescer a vida pública exuberante na cidade”. As calçadas (que devem ser largas) podem ser mais importantes do que parques para as atividades das crianças, pois “espaços e equipamentos não cuidam de crianças”. O urbanismo ortodoxo atribui às áreas livres uma importância exagerada além de ser inimigo da rua. Os grandes números de áreas livres previstas nos conjuntos habitacionais não se prestam aos encontros, mas ao contrário, frequentemente à violência. O paisagismo não garante o uso de uma área livre mas sim a sua vizinhança e está condicionada à diversidade e intensidade de usos. “Porque é tão frequente não haver ninguém onde há parques e nenhum parque onde há gente?” Se a diversidade é tão fundamental para garantir que as cidades não morram, o livro passa a se ocupar das condições geradoras da mesma. Para garantir uma diversidade exuberante nas ruas, distritos e cidades, é necessário verificar as 4 condições concomitantemente, todas as quatros, associadas, são necessárias, para gerar diversidade urbana; a ausência de qualquer uma delas inutiliza o potencial do distrito. Parte 4 Táticas diferentes 22. O tipo de problema que é a cidade (pag. 476- 499) “Para pensar simplesmente sobre as cidades e chegar a alguma conclusão, uma das coisas principais que se devem saber é que tipo de problema as cidades representam, já que todos os problemas não podem ser analisados da mesma maneira.” (p. 477)
  5. 5. “Por que as cidades não são percebidas, compreendidas e tratadas como problemas de complexidade organizada há mais tempo?” (483) “Os teóricos do planejamento moderno convencional tem confundido constantemente os problemas das cidades com problemas de simplicidade elementar e de complexidade desorganizada e tem tentado analisá-la e tratá-las dessa maneira.” (p.484) “A teoria do planejamento da Cidade-Jardim teve origem no final do século XIX, e Ebenezer Howard abordou o problema do planejamento das cidades analisando um problema simples de duas variáveis. As duas variáveis principais na concepção de planejamento da Cidade-Jardim eram quantidade de moradias (ou população) e o número de empregos. Elas foram consideradas como estando inter-relacionadas de maneira direta e simples, na forma de sistemas relativamente fechados. Por sua vez, as moradias tinham suas variáveis, a elas relacionada de maneira direta, simples e interdependente: playgrounds, áreas livres, escolas, centros comunitários, equipamentos e serviços padronizados. A cidade como um todo era mais uma vez considerada uma dentre duas variáveis numa relação simples e direta entre cidade e cinturão verde. Como sistema ordenado, praticamente se resumia a isso. E sobre essa base simples de relações de duas variáveis foi criada uma teoria interna de cidades autossuficientes com o fim de redistribuir a população das cidades e (esperava-se) realizar o planejamento regional.” (p.484; 485). “No fim da década de 1920 na Europa e na de 1930 nos Estados Unidos a teoria do planejamento urbano começou a assimilar ideias mais novas sobre a teoria da probabilidade desenvolvida pela ciência física. Os planejadores passaram a reproduzir e aplicar essas análises exatamente como se as cidades fossem problemas de complexidade desorganizada, compreensíveis simplesmente por meio da análise estatística, previsíveis por meio da aplicação da probabilidade matemática, controláveis por meio da convenção em conjuntos de médias.” (p.485). “Essa concepção da cidade como uma coleção de gavetas de arquivo foi, efetivamente, bem adaptada pela visão da Ville Radieuse de Le Corbusier, aquela versão mais verticalizada e centraliza da Cidade- Jardim de duas variáveis. Embora o próprio Le Corbusier só tenha ensaiado uma aproximação com a análise estatística, seu plano assimilou o reordenamento estatístico de um sistema de complexidade desorganizada, solúvel matematicamente; seus arranha-céus num parque eram uma celebração artística do poder da estatística e do triunfo das médias matemáticas.” (p.486). “Em princípio, trata-se de táticas quase idênticas àquelas que precisam ser empregadas para entender e atender as cidades. Quanto à compreensão das cidades, penso que os modos de reflexão mais importantes sejam estes: 1. Refletir sobre os processos; 2. Usar de indução, raciocinando do particular para o genérico, em vez do contrário; 3. Procurar indícios ‘não-médios’ que envolvam uma quantidade bem pequenas de coisas, as quais revelem como funciona uma quantidade maior e ‘média’.” (p. 490). “Por que refletir sobre os processos? Os elementos das cidades – sejam eles edifícios, ruas, parques, distritos, pontos de referência, ou o que forem – podem ter efeitos
  6. 6. inteiramente diferentes, de acordo com as circunstâncias e o contexto em que existam. Assim, por exemplo, nada pode ser entendido ou feito de proveitoso quanto à melhoria das moradias se elas forem consideradas abstratamente como ‘habitação’. As moradias urbanas – existentes ou por existir – são construções específicas e particularizadas, sempre incluídas em processos diversos, específicos, como recuperação de cortiços, formação de cortiços, geração de diversidade, autodestruição da diversidade.” (p.490) “As cidades monótonas, inertes, contêm, na verdade, as sementes de sua própria destruição e um pouco mais. Mas as cidades vivas, diversificadas e intensas contêm as sementes de sua própria regeneração, com energia de sobra para os problemas e as necessidades de fora delas.” (p. 499) O texto apresenta inicialmente uma comparação do raciocínio da problemática das cidades, com o pensamento cientifico descrito pelo Dr. Warren Weaver, aposentado pelo cargo de vice presidente de Ciências Médicas e Naturais. O autor defende a ideia que a cidade seja analisada assim como as ciências biológicas, não somente com um problema de complexidade organizada, mas com vários problemas ou segmentos que estão inter- relacionados. Pois depende muito da influência de outros fatores e de sua relação a eles. Ele defende que está muito longe de ser um problema fácil. Não se baseia só em questão de índices de áreas livres e índices populacionais. Embora a inter-relação de seus vários fatores seja complexa, não há nada de acidental ou irracional na maneira como esses fatores se influenciam mutuamente. Ou seja não podemos sequer analisar os acertos e os erros, avaliar as dificuldades ou imaginar mudanças produtivas sem enfoca-los como problemas de complexidade organizada. O autor traz fortemente sua crítica enquanto tamanha a complexidade de solucionar esses problemas que não podem ser engessados em padrões tão simples. Sua crítica em relação a processo que essa classificação e essa observação e feita quanto as cidades. Pois ele cita a imitação das outras ciências no plano urbano porém que não foi eficiente devido ao descaso com o tema: as cidades. Cita as cidades Jardins de Ebenezer Howard que foi mal solucionada segundo o autor. Vista somente como as outras ciências físicas, possuindo um sistema simples. A cidade como um todo, era considerada uma entre duas variáveis numa relação simples e direta, entre cidade e cinturão verde. Como sistema ordenado, praticamente se resumia a isso. O qual ele critica dizendo que esse sistema era impossível de ser aplicado, nesse sistema simples de relações de duas variáveis. Os profissionais que trabalham na área tentam planejar cidades assim. Essa é a meta. Relata que os processos que ocorrem nas cidades não são misteriosos passiveis de compreensão somente por especialistas. Podem ser compreendidos por todos. Várias pessoas comuns já os compreendem; acontece que elas não lhes deram nomes ou levaram em conta que, ao compreender esses esquemas de causa e efeito, podem também dar-lhes direção, se quiserem. Ele defende que o raciocínio indutivo é importante exatamente para identificar, compreender e usar construtivamente as forças e os processos que são realmente relevantes para as cidades. Os processos urbanos, na pratica, são complexos demais para serem rotineiros. Eles sempre se compõem de interações entre combinações singulares e peculiaridades.
  7. 7. Proximidade com a natureza. Ele cita essa forte ligação homem, natureza, cidade. Sobre comportamento do homem em relação a natureza nas cidades. Que ao mesmo tempo em que adoram e se sentem envolvidos pela natureza o homem a destrói diariamente. Natureza fictícia. Poucas delas mantem o encontro por mais de uma geração ai elas começam a degradar- se da mesma forma que áreas urbanas apagadas.

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