Geo Urb 4.pptx

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Geo Urb 4.pptx

  1. 1. Geografia Urbana<br />Aula 4<br />
  2. 2. A Urbanização Sob o Capitalismo<br />Expressividade do fatourbanopré-capitalista<br />RenascimentoUrbano<br />As primeiras cidades mercantis resultaram da transformação do caráter destas aglomerações medievais Desde a metade do séc. X, os mercadores buscavam os burgos localizados ao longo dos caminhos e dos rios. <br />
  3. 3. O reatamento com o comércio do oriente<br /> Reforço do fluxo comercial e a procura de proteção por parte dos mercadores tornou-se tão freqüente que romperam os muros, gerando uma ocupação extra-muros.<br />
  4. 4. mudanças políticas (no interior das classes e na política do Estado)<br />Intensificação da divisão social do trabalho. Com o fortalecimento da burguesia comercial proporcional ao crescimento de sua riqueza, muitas cidades passaram a ser o destino dos servos que fugiam dos feudos incentivados pela burguesia. <br />
  5. 5. Atividade comercial, lucro e acumulação através do comércio.<br />Mudança no caráter da troca<br />(M-M), (M-D-M) para (D-M) = (M-D’), (D-M-D).<br /> <br />
  6. 6. A base da circulação foi transformada, as mercadorias que antes tinham valor de uso passaram a ter também valor de troca.<br />Os burgueses capitalistas - beneficiavam do dinheiro que circulava desta maneira tornando-se capital. Nesta primeira fase do novo modo de produção ocorreu a acumulação primitiva do capital.<br />
  7. 7. Ocapitalismo surge na cidade, no centro dinâmico de uma economia urbana, que lentamente se reconstitui na Europa, a partir do séc. XIII.<br />Vão ocorrendo transformações no nível econômico e social, assim como, as idéiasvão também se modernizando – começa a se organizar o ideário que marcará a idade moderna. A usura passa a ser largamente praticada – existência dos banqueiros.<br />
  8. 8. Contradições emergentes no desenvolvimento deste novo modo de produção ocorrerá com a organização das corporativa dos artesãos e o monopólio sobre o excedente pela aristocracia. <br />
  9. 9. Aliança estabelecida entre o capital comercial e a realeza – formação dos ESTADOS ABSOLUTISTAS. – Reforço do processo de urbanização – permitiu o adensamento populacional, o aparecimento da burocracia e a formação de um exército permanente. Impulsionamento das grandes navegações marítimas. Ampliação do capitalismo e extensão do fato urbano a novas áreas – A urbanização moderna. <br />
  10. 10. Séc. XV extensão do processo de urbanizaçãopara o mundo colonial.<br />Aindaque as cidadescoloniaisnãotenhamsido, mais do queportosparaescoar a produção. <br />
  11. 11. A revolução industrial ocorrida no nasegundametade do séc. XVIII.<br />Simbolizadapeladescoberta da máquina a vapor (1769), dos tearesmecânicos de fiação , da locomotiva e da estrada de ferro.<br />Decorrente do processo de transformaçãopelosquaisestavapassando o próprioprocesso de produção industrial desde o séc. XVI.<br />
  12. 12. A cidade mercantil era também o espaço de dominação e gestão do modo de produção, de exercício do poder, e fornecedora de serviços tanto quanto a cidade antiga. No entanto, diferenciava-se delas por seu caráter produtivo, ou seja, por passar a ser, de forma mais marcante, o lugar de produção de mercadorias. <br />
  13. 13. Características da cidade e problemas urbanos<br />
  14. 14. Depois da metade do século XVIII, a revolução industrial muda o curso dos acontecimentos na Inglaterra e mais tarde no resto do mundo<br />O contexto da revolução industrial<br />
  15. 15. Aumento da população, devido à diminuição do índice de mortalidade que pela primeira vez se distancia decididamente do de natalidade. ( 7 por mil de natalidade mantém se constante e a mortalidade cai de 35 por mil para 20 por mil de meados do século XVIII até metade do séc. XIX)<br />Incremento de 7 milhões em 1760 para 14 milhões em 1830. Modifica-se a estrutura da população.<br />
  16. 16.  <br />Aumento dos bens e dos serviços produzidos pela agricultura, pela indústria e pelas atividades terciárias, por efeito do progresso tecnológico e do desenvolvimento econômico. (círculo ascendente)<br />
  17. 17.  <br />Redistribuição dos habitantes no território por conseqüência do aumento demográfico e das transformações da produção – os camponeses cultivadores se tornam assalariados – e vão morar perto das indústrias. (crescimento vegetativo e migratório)<br />
  18. 18.  <br />Ocorre o desenvolvimento dos meios de comunicação: as estradas de pedágio, os canais navegáveis etc. permitindo maior mobilidade de pessoas, mercadorias, idéias.<br />
  19. 19.  <br />A rapidez das transformações (no arco de experiência de uma vida humana), bem como, a intensificação da mudança.<br />
  20. 20. ...Victor Hugo comentou a visão da paisagem rural vista pela janela do trem em movimento:<br />“As flores ao longo da ferrovia, não são mais flores, mas manchas, ou melhor fachos vermelhos ou branco; não há mais pontos, tudo se converte em traços. Os campos de trigo são grandes cabeleiras loiras desgrenhadas...As cidades, as torres das igrejas e as árvores desempenham uma dança louca e que se fundem no horizonte”<br />
  21. 21.
  22. 22. Pelas distorções registradas na percepção de vislumbrar com perfeita clareza o percurso pelo qual as artes visuais mudaram suas linguagens sob o impacto das novas tecnologias, sua descrição dos efeitos desfigurativos produzidos pela aceleração da locomotiva e o conseqüente deslocamento do olhar evocam as paisagens dissolvidas [...]<br />
  23. 23. [...] formas confundidas do campo e das cidades multiplica as perspectivas e aponta para as experiências radicais do cubismo. (SEVCENKO, 1998, p.516)<br />
  24. 24. Exposição Universal – Paris (1855)Palácio de Cristal<br />
  25. 25. Projeto de torre de ferro para poço artesiano (1857)<br />
  26. 26.  <br />As tendências do pensamento político, isto é, a desvalorização das formas tradicionais de controle público do ambiente construído (os planos urbanísticos, os regulamentos etc. são visto como sobrevivências do antigo regime) os economistas ensinam a limitar a intervenção pública em todos os setores da vida social.<br />
  27. 27.  <br />Na ordem física do ambiente o resultado da política liberal, em favor dos interesses privados, é: o congestionamento do tráfego, a insalubridade, a feiúra.<br />
  28. 28.  <br />Grupos opostos os “iluminados” das classes dominantes como representantes das classes subalternas (radicais e socialistas) propõe novas formas de intervenção pública do ponto de vista das reformas setoriais e propostas eminentemente teóricas.<br />
  29. 29. A cidade industrial<br />Crescimento acelerado gera transformações no núcleo anterior – que se torna o novo centro – e a formação ao redor deste núcleo: uma faixa construída que recebe o nome de periferia.<br />
  30. 30.  <br />Este núcleo central tem uma estrutura já formada, na idade Média ou na idade Moderna: contém os principais monumentos – igrejas, palácios – que muitas vezes dominam ainda o panorama da cidade.<br />
  31. 31.  <br />O núcleo central tinha ruas estreitas para conter o trânsito em aumento, as casas são demasiado diminutas e compactas para hospedar sem inconvenientes uma população mais densa.<br />
  32. 32.  <br />Na Europa as classes mais abastadas abandonam gradualmente o centro e se estabelecem na periferia: as velhas casas se tornam casebres onde se amontoam os pobres e os recém imigrados. <br />
  33. 33. Residência individual com jardim apenas para os burgueses<br />O ambiente desordenado é inabitável<br />As classes pobres sofrem mais diretamente os inconvenientes da cidade industrial<br />- epidemias<br />- problemas higiênicos<br />-incompatibilidade com o princípio de liberdade proclamado na teoria e defendido na prática na primeira metade do século. <br />
  34. 34.
  35. 35. A cidade liberal é o resultado da superposição de muitas iniciativas públicas e particulares, não reguladas e não-coordenadas.<br />
  36. 36.
  37. 37.
  38. 38.  <br />Os efeitos dessas transformações se tornam mais graves por volta de meados do séc. XIX.<br />
  39. 39.
  40. 40.  <br />A periferia não é um trecho de cidade já formado como as ampliações medievais ou barrocas, mas um território livre onde se somam um grande número de iniciativas independentes: bairros de luxo, bairros pobres, indústrias, depósitos, instalações técnicas. <br />
  41. 41.  <br />Num determinado momento estas iniciativas se fundem num tecido compacto, que não foi previsto por ninguém.<br />
  42. 42.  <br />Na periferia industrial perde-se a homogeneidade social e arquitetônica da cidade antiga – os indivíduos e as classes não desejam integrar-se na cidade como num ambiente comum, mas as várias classes sociais tendem a se estabelecer em bairros diversos – ricos, médios, pobres – e famílias tendem a viver, o mais possível, isoladas.<br />
  43. 43.  <br />A moradia dos mais pobres pode piorar até ao limite suportável pelos trabalhadores mal pagos.<br />
  44. 44. “ Um lugar chocante, um diabólico emaranhado de cortiços que abrigam coisas humanas arrepiantes, onde homens e mulheres imundos vivem de dois tostões de aguardente, onde colarinhos e camisas limpas são decências desconhecidas, o todo cidadão carrega no próprio corpo as marcas da violência e onde jamais alguém penteia seus cabelos” (BRESCIANI, Stella, 1990, p.26).<br />

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