Geografia Urbana<br />Aula 3<br />
As CidadesAntigas<br />As mais antigas cidades tinham em comum, a localização nos vales de grandes rios e uma organização ...
Formas e modelosancestrais<br />O estudo da origem das cidadeshaveria de se mostrarmaisclaro, não fosse o fato de que:<br ...
E algumas das maisantigas, quepoderiamrevelarmuitacoisa, continuamaindaexistindocomolugares de morada, obstinadamenteimune...
Osgrandesmarcosurbanos: Ur, Nipur, Uruk, Tebas, Heliópoles, AssurNínive, Babilônia, cobrem um período de 3.0000 anos, emqu...
As duasgrandescivilizaçõesemque a cidade a princípioprovavelmentetomou forma, o Egito e a Mesopotâmia, apresentamenormesco...
As ruínas das antigascidades, devemserencaradosseparadamente, antes de juntá-los parasondar o seu valor e significado.<br ...
Entretanto, o tamanho normal da cidadeantigaé de cerca de duas mil atévinte mil pessoas, próximos do quechamaríamoshoje de...
Na suaestrutura, as residênciasmaisricasapresentavam casas com muitoscômodos, atépalácios com muitosaposentos;<br />A casa...
A vilasuburbana, situadalivremente, no meio de um jardim, aparecemuitocedonaspinturasegípiciase nosmodelostumulares.<br />...
Háexcessões, no que se refere a muralha. Porexemplo:<br />O antigoEgitoas barreirasnaturaisdavamàssuascidades e aldeias, e...
Outro fatorcondicionante do tamanho das cidades, muitofrequentementeesquecido: nãoapenas a disponibilidade de águaou de al...
Outralimitação era o número dos quepoderiamserajuntadosdentro dos recintossagradosparatomar parte nasgrandescerimôniasperi...
As cidadesantigasnãocresceramalém das distâncias de caminhadaou de audição.<br />Na idadeMédia, ficardentro do alcance dos...
Àmedidaque a cidade se desenvolve, passaser o centro de umarede de comunicações,<br />O tamanhorestrito da cidadeantiga, c...
Urbanismo e Monumentalidade<br />
A cidadenaidademédia<br />Haveria mais semelhanças entre a cidade contemporânea e a cidade medieval do que entre a cidade ...
A cidade se estende para todos os lados hoje, e os terrenos próximos dos aeroportos ou das novas confluências de vias pode...
A cidade da Idade Média é uma sociedade abundante, concentrada num pequeno espaço, um lugar de produção e de trocas em que...
Apresenta o novo sistema de valores nascido da prática laboriosa e criadora do trabalho, do gosto pelo negócio e pelo dinh...
Acidade concentra também os prazeres, os da festa, os dos diálogos na rua, nas tabernas, nas escolas, nas igrejas e mesmo ...
Uma situação medieval é que persiste uma certa atividade rural na cidade. A cidade, portanto, pode ser penetrada pelo camp...
Desruralização  da cidade no século XIX, desindurtrialização no século XX, a cidade contemporânea perdura, contudo, na sua...
Na sociedade antiga, o grande domínio, a villa, era um centro de produção e de comercialização que reduzia a função econôm...
Desenvolvimento financeiro: cambio, empréstimo a juros.<br /> <br />Exploração do trabalho a partir dos aluguéis cobrados ...
Operários precarizados, embora fosse raro, eram responsáveis por revoltas urbanas que foram  importantes e ocorreram no sé...
O camponês é desvalorizado pelo trabalho. Uma valorização do trabalho só vai ocorrer lentamente nos monastérios. A partir ...
Esta é uma das funções históricas fundamentais da cidade: nela são vistos os resultados criadores e produtivos do trabalho...
Exemplo de Paris medieval, dividida por três espaços: o econômico, o político e o universitário. <br />Se pensarmos na lon...
A mendicância se não é louvada é ao menos reconhecida. Na igreja, as novas ordens do século XIII, dominicanos e franciscan...
O Papel da moradia, <br />Papel das universidades: A universidade encontrou na cidade o húmus e as instituições. Isto é, d...
Vai-se a cidade também em razão de suas festas. Ressurgimento tímido  do teatro nas igrejas e monastérios, predominância d...
A cidade na Idade Média é um espaço fechado. A muralha a define. Penetra-se nela por portas e caminha por suas ruas infern...
A segurança é, sobretudo, uma obsessão urbana, muito consciente e muito viva. A cidade é, com relação ao campo, à estrada ...
A cidade, ou mais exatamente as pessoas que a encarnam, isto é, os burgueses, aqueles que tem o direito de burguesia, sãou...
Nascido da força e das aspirações dos mercadores e dos artesãos pela liberdade econômica e pela liberdade pura e simples, ...
É na cidade que se passa da família ampliada à família nuclear, mas os grandes burgueses concebem um governo à imagem de s...
O “bom governo” tende a imitar o modelo do príncipe justo, num espaço mais restrito no qual se podem diversificar as exper...
O bom  governo é um tema fundamental de ideologia política,<br />As duas palavras de ordem são paz e justiça,<br />Faz rei...
A cidade medieval foi, mais do que hoje, um campo de experiências sociais e políticas.<br /> <br />Século XV período de re...
A idade média opõe a cidade, lugar de civilização ao campo, lugar de rusticidade. E num mesmo movimento, afirma sua altive...
O urbano é feito da imbricação entre a cidade real e a cidade imaginada, sonhada por seus habitantes e por aqueles que tra...
A cidadesemfimou o fim da cidade<br />A forma da cidade muda mais depressa, lamentavelmente, do que o coração de um mortal...
Na idade média a cidade possuía uma beleza viva, e hoje ela está prestes a conceber novos encantos que irão renovar sua se...
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  1. 1. Geografia Urbana<br />Aula 3<br />
  2. 2. As CidadesAntigas<br />As mais antigas cidades tinham em comum, a localização nos vales de grandes rios e uma organização dominante, de caráter teocrático. (o líder era rei e chefe espiritual) <br />e um traço na sua estrutura interna do espaço: a elite sempre morava no centro. Isto servia tanto para facilitar o intercâmbio das idéias ( que permitiam o exercício da dominação sobre as outras classes sociais) como para elas ficarem menos expostas aos ataques externos.<br />
  3. 3. Formas e modelosancestrais<br />O estudo da origem das cidadeshaveria de se mostrarmaisclaro, não fosse o fato de que:<br />A maior parte das alteraçõescríticasteveramlugar antes de seraberto o registrohistórico,<br />Nenhumacidadeantigafoi, atéhoje, completamentedesenterrada, <br />
  4. 4. E algumas das maisantigas, quepoderiamrevelarmuitacoisa, continuamaindaexistindocomolugares de morada, obstinadamenteimunesàpá do escavador.<br />As lacunas existentessãoatordoantes:<br />Cinco mil anos de históriaurbana e outro tanto de história proto-urbanase achamespalhadosporalgumasdezenas de sítiosapenasparcialmenteexplorados.<br />
  5. 5. Osgrandesmarcosurbanos: Ur, Nipur, Uruk, Tebas, Heliópoles, AssurNínive, Babilônia, cobrem um período de 3.0000 anos, emqueháumaenormeausência.<br />Risco de especulação,<br />Imperfeição dos vestígios<br />
  6. 6. As duasgrandescivilizaçõesemque a cidade a princípioprovavelmentetomou forma, o Egito e a Mesopotâmia, apresentamenormescontrastes.<br />E estes se tornammaisagudos se incluirmos a Palestina, o Irã, e o vale do Indo.<br />Por um ladotornamsignificantesalternativasnarevoluçãourbana, por outro, tornamdifícilqualquertentativa de compor um quadrogeral das origens da cidade.<br />
  7. 7. As ruínas das antigascidades, devemserencaradosseparadamente, antes de juntá-los parasondar o seu valor e significado.<br />Cidadesqueforamaumentando a suaáreaconstruída e suapopulação.<br />Desenvolvendoumaarquiteturamonumental,como a do Egito, mas também a astronomia, a escrita, a organizaçãomilitar, a construção de canais, o comércio, a manufatura etc.<br />
  8. 8. Entretanto, o tamanho normal da cidadeantigaé de cerca de duas mil atévinte mil pessoas, próximos do quechamaríamoshoje de um bairroresidencial;<br />As cidadesconservavam as intimidades e solidariedades da comunidadeprimária.<br />
  9. 9. Na suaestrutura, as residênciasmaisricasapresentavam casas com muitoscômodos, atépalácios com muitosaposentos;<br />A casa separadanãoexistianacidadeantiga,<br />O retiro e a liberdadeeram, originariamente, atributos do palácio, reservados, aolado de muitos outros hábitos e propriedade, a pequenogrupo de nobres e funcionáriosqueserviamaosgovernantes.<br />
  10. 10. A vilasuburbana, situadalivremente, no meio de um jardim, aparecemuitocedonaspinturasegípiciase nosmodelostumulares.<br />Outro elemento a serdestacado: a muralha, mais do quedefinir o espaço da cidadeelaservia da proteçãoparaosgovernantes.<br />Aoredordestacidadela, podia haver as aldeiastributárias<br />
  11. 11. Háexcessões, no que se refere a muralha. Porexemplo:<br />O antigoEgitoas barreirasnaturaisdavamàssuascidades e aldeias, emcertosperíodos, umaimunidadecoletiva;<br />Roma Imperial devidoaovastoexércitoouuma colossal construção de barricadas de alvenaria, atravessando o país, dispersavam as muralhaslocais.<br />
  12. 12. Outro fatorcondicionante do tamanho das cidades, muitofrequentementeesquecido: nãoapenas a disponibilidade de águaou de alimento, mas a variação dos sistemascoletivos de comunicação.<br />Platãolimitava o tamanho de suacidade ideal aonúmero de cidadãos a queumaúnicavoz se poderiadirigir.<br />
  13. 13. Outralimitação era o número dos quepoderiamserajuntadosdentro dos recintossagradosparatomar parte nasgrandescerimôniasperiódicas.<br />As cidadesmesopotâmicastinham um tambor de reunir, asssimcomo as cidadesmedievaisutilizavam o sino de umatorre de igrejaparaajuntarseuscidadãos.<br />
  14. 14. As cidadesantigasnãocresceramalém das distâncias de caminhadaou de audição.<br />Na idadeMédia, ficardentro do alcance dos sinosdefiniaoslimites da City de Londres.<br />Atéque outros sistemas de comunicaçãoemmassafosseminventados, no séc. XIX, estescontavam-se entre oslimitesefetivos do crescimentourbano.<br />
  15. 15. Àmedidaque a cidade se desenvolve, passaser o centro de umarede de comunicações,<br />O tamanhorestrito da cidadeantiga, contanosalgosobre a suavidaurbana: foiapenas no palácio e no temploqueosmeios de comunicação se multiplicaram,<br />Segregados da populaçãocomo um todo<br />O podercentralizadoapoiva-se no sigilo.<br />
  16. 16. Urbanismo e Monumentalidade<br />
  17. 17.
  18. 18.
  19. 19.
  20. 20.
  21. 21. A cidadenaidademédia<br />Haveria mais semelhanças entre a cidade contemporânea e a cidade medieval do que entre a cidade medieval e a antiga.<br /> interrogar a cidade na longa duração que começa, a seu ver, na idade média. <br />
  22. 22. A cidade se estende para todos os lados hoje, e os terrenos próximos dos aeroportos ou das novas confluências de vias podem tornar-se mais caros que o centro. Os equilíbrios tradicionais da urbanização não foram rompidos em proveito da periferia?<br />
  23. 23. A cidade da Idade Média é uma sociedade abundante, concentrada num pequeno espaço, um lugar de produção e de trocas em que se mesclam o artesanato e o comércio alimentados por uma economia monetária .<br />
  24. 24.
  25. 25. Apresenta o novo sistema de valores nascido da prática laboriosa e criadora do trabalho, do gosto pelo negócio e pelo dinheiro. É assim que se delineiam, ao mesmo tempo, um ideal de igualdade e uma divisão social da cidade. <br />
  26. 26. Acidade concentra também os prazeres, os da festa, os dos diálogos na rua, nas tabernas, nas escolas, nas igrejas e mesmo nos cemitérios. <br />Uma concentração de criatividade de que dá origiema universidade que adquire rapidamente poder e prestígio, na falta de uma plena autonomia.<br />
  27. 27. Uma situação medieval é que persiste uma certa atividade rural na cidade. A cidade, portanto, pode ser penetrada pelo campo; não seria pertinente definir, a esse respeito, uma separação absoluta.<br />
  28. 28.
  29. 29.
  30. 30. Desruralização da cidade no século XIX, desindurtrialização no século XX, a cidade contemporânea perdura, contudo, na sua essência. E sua essência está em outro lugar, na função da troca.<br /> <br />
  31. 31. Na sociedade antiga, o grande domínio, a villa, era um centro de produção e de comercialização que reduzia a função econômica das cidades. A cidade nos termos que a conhecemos hoje tem seu início na idade média.<br />
  32. 32. Desenvolvimento financeiro: cambio, empréstimo a juros.<br /> <br />Exploração do trabalho a partir dos aluguéis cobrados pelo teto, nas duas grandes atividades da idade média: a construção e a teceleagem.<br /> <br />As cidades medievais eram portos, os marinheiros não eram bem vistos porque não tinham teto.<br />
  33. 33. Operários precarizados, embora fosse raro, eram responsáveis por revoltas urbanas que foram importantes e ocorreram no século XIV.<br />A partir do século XIII, mas sobretudo a partir do século XIV, um novo tipo de população urbana que são os marginais, para os quais é extremamente frágil o limite entre a pobreza, miséria e crime, mais ainda para as mulheres, que se debatem entre a miséria e a prostituição.<br />
  34. 34. O camponês é desvalorizado pelo trabalho. Uma valorização do trabalho só vai ocorrer lentamente nos monastérios. A partir do séc. IX, a difusão, em toda a cristandade, da regra de São Bento, que insiste muito na importância do trabalho manual e que representa um acontecimento muito importante para a história do ocidente. A grande valorização do trabalho se dá na cidade. <br />
  35. 35. Esta é uma das funções históricas fundamentais da cidade: nela são vistos os resultados criadores e produtivos do trabalho <br />
  36. 36.
  37. 37. Exemplo de Paris medieval, dividida por três espaços: o econômico, o político e o universitário. <br />Se pensarmos na longa duração, as funções essenciais de uma cidade são a troca, a informação, a vida cultural e o poder. <br />As funções de produção – o setor secundário – constituem apenas um momento da história das cidades, notadamente no século XIX, com a revolução industrial, visível sobretudo nos subúrbios situados na periferia. Elas podem desfazer-se; a função da cidade permanece.<br />
  38. 38. A mendicância se não é louvada é ao menos reconhecida. Na igreja, as novas ordens do século XIII, dominicanos e franciscanos, denominam a si mesmas ordens mendicantes. O mendicante é quase desejado na cidade, ele permite ao burguês trabalhar pela sua salvação oferecendo esmolas. <br /> <br />O estrangeiro, durante muito tempo, é recebido, antes com interesse, curiosidade e honra, do que como objeto de repulsa e desprezo. Sobretudo o estrangeiro que traz uma nova maneira de bordar, uma nova técnica de ourivesaria e que a cidade adota, ainda mais quando essa técnica pode transformar a habilidade de um indivíduo numa produção em série.<br />
  39. 39. O Papel da moradia, <br />Papel das universidades: A universidade encontrou na cidade o húmus e as instituições. Isto é, de um lado, os mestres e os estudantes, e, de outro, as formas corporativas, que lhe permitiam existir, funcionar e adquirir poder e prestígio (Artes –letras e ciências – medicina, direito e teologia).<br />
  40. 40. Vai-se a cidade também em razão de suas festas. Ressurgimento tímido do teatro nas igrejas e monastérios, predominância das festas religiosas. Na alta idade média o carnaval – festa pagã camponesa- invade a cidade. Introduz uma forte contestação ideológica. O carnaval transforma-se em algo que se opõe a quaresma.<br />
  41. 41.
  42. 42. A cidade na Idade Média é um espaço fechado. A muralha a define. Penetra-se nela por portas e caminha por suas ruas infernais que, felizmente, desembocam em praças paradisíacas. Ela é guarnecida de torres, torres das igrejas, das casas dos ricos e da muralha que a cerca. Lugar de cobiça, a cidade aspira à segurança. <br />
  43. 43.
  44. 44. A segurança é, sobretudo, uma obsessão urbana, muito consciente e muito viva. A cidade é, com relação ao campo, à estrada e ao mar, um pólo de atração de segurança.<br />A defesa do domicílio e, sobretudo, do domicílio urbano eram amplamente difundidas.<br /> <br />
  45. 45. A cidade, ou mais exatamente as pessoas que a encarnam, isto é, os burgueses, aqueles que tem o direito de burguesia, sãouma sociedade de iguais e isso é uma revolução – pois o modelo teórico burguês inicial dos homens iguais no direito – As cidades são portanto, uma revolução, porque torna os homens livres e iguais, mesmo que na realidade, com freqüência, permaneça longe do ideal. <br />
  46. 46. Nascido da força e das aspirações dos mercadores e dos artesãos pela liberdade econômica e pela liberdade pura e simples, o movimento comunal – que prenuncia nossas municipalidades – arranca o poder aos senhores e consagra os burgueses.<br />
  47. 47. É na cidade que se passa da família ampliada à família nuclear, mas os grandes burgueses concebem um governo à imagem de seus clãs familiares. <br />
  48. 48. O “bom governo” tende a imitar o modelo do príncipe justo, num espaço mais restrito no qual se podem diversificar as experiências políticas, com exceção da heresia. A cidade respeita a Igreja e com freqüência se coloca a seu serviço. <br />A injustiça, mais do que a corrupção, ao contrário de hoje, gera a indignação do pobres e dos reformadores. <br />As revoltas urbanas insurgem-se contra a tendência despótica do príncipe, coletor de impostos, e contra a dominação de algumas famílias que rompem o primitivo contrato comunal de igualdade.<br />
  49. 49. O bom governo é um tema fundamental de ideologia política,<br />As duas palavras de ordem são paz e justiça,<br />Faz reinar a paz e a segurança e uma tributação justa.<br />também aquele que faz reinar a religião, isto é, permite a igreja exercer seu apostolado. Enfim, o bom governo deve fazer funcionar instituições relativamente democráticas, relativamente igualitárias.<br />
  50. 50. A cidade medieval foi, mais do que hoje, um campo de experiências sociais e políticas.<br /> <br />Século XV período de revoltas urbanas. Revolta dos trabalhadores têxteis (Florença, 1378) por ex. p. 104-105.<br /> <br />A revolta se dá, sobretudo, contra a injustiça. <br />
  51. 51. A idade média opõe a cidade, lugar de civilização ao campo, lugar de rusticidade. E num mesmo movimento, afirma sua altivez num desejo de construir em direção ao céu, uma verticalidade expressa pelas torres medievais. Oposição cidade/campo – o lugar mais selvagem é a floresta.<br /> <br />
  52. 52. O urbano é feito da imbricação entre a cidade real e a cidade imaginada, sonhada por seus habitantes e por aqueles que trazem à luz, detentores do poder e artistas. <br />
  53. 53. A cidadesemfimou o fim da cidade<br />A forma da cidade muda mais depressa, lamentavelmente, do que o coração de um mortal (Baudelaire)<br />A cidade atual caminha em direção ao policentrismo<br />O centro sobrevive e provavelmente sobreviverá por muito tempo pelo recurso do imaginário. O imaginário urbano que se formou na idade média é, provavelmente, aquele que melhor sobrevive, hoje ainda, a um modelo urbano que perdurou do séc. XI ao XX.<br />
  54. 54. Na idade média a cidade possuía uma beleza viva, e hoje ela está prestes a conceber novos encantos que irão renovar sua sedução.<br />

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