Discalculia: 
Ressignificar para 
intervir em sala de aula 
Profª. Gilda Maria 
Profª. Luce-Jaine
Discalculia é uma dificuldade de 
aprendizagem ou um transtorno 
de aprendizagem?
“O transtorno de aprendizagem 
compreende uma inabilidade específica 
como de leitura, escrita matemática 
entre outros fatores, em indivíduos que 
apresentam resultados abaixo do 
esperado para o seu nível de 
desenvolvimento” (PORTO, 2007, p.63)
As dificuldades de aprendizagem 
nada tem a ver com o 
desenvolvimento neurológico do 
sujeito, mas sim com questões de 
natureza externa, adquiridas ao longo 
do processo educacional.
O que é
Garcia (1998, p.213) nos explica que 
Discalculia ou Discalculia do 
desenvolvimento trata-se de um transtorno 
estrutural da maturação das habilidades 
matemáticas, se manifesta pela 
quantidade de erros variados na 
compreensão de números, habilidades de 
contagem, habilidades computacionais e 
solução de problemas verbais.
A palavra 
discalculia vem do 
grego (dis, mal) e do 
Latin (calculare, 
contar) formando: 
contando mal. 
Aproximadamente 
de 3 à 6% das crianças 
apresentam discalculia 
do desenvolvimento.
Mecanismos envolvidos no desenvolvimento 
de uma operação aritmética 
Processamento de informação; 
Percepção; 
Reconhecimento e produção de números; 
Representação número/símbolo; 
Discriminação viso espacial; 
Memória de curto e longo prazo; 
Raciocínio sintático; 
Atenção.
Características de crianças 
Discalcúlicas 
Erro na formação de números (posicionamento); 
Falta de domínio para cálculos simples; 
Inabilidade para reconhecer sinais operacionais; 
Dificuldade na leitura de números com muitos dígitos; 
Memória fraca para fatos numéricos básicos; 
Dificuldade para transportar números para local adequado 
na realização de cálculos.
Áreas do cérebro envolvidas no 
raciocínio matemático 
Lobo frontal: concentração, planejamento, 
iniciativa e aos cálculos mentais rápidos, 
conceitualização abstrata, habilidades de 
solução de problemas, execução oral e 
escrita. 
Lobo parietal esquerdo: habilidades de 
sequenciação. Processa informações 
relacionadas às noções de espaço e volume. 
Lobo occipital: é o centro da visão, onde 
acontece a discriminação visual de símbolos 
matemáticos escritos. Possibilita a 
diferenciação de objetos de cores e texturas 
semelhantes. 
Lobo temporal: é responsável pela 
percepção auditiva, memória verbal em longo 
prazo, memória de série, realizações 
matemáticas básicas.
Causas de Dificuldades em Matemática 
Neurológica Não-neurologica 
Primária Secundária 
Fatores Escolares 
Fatores Sociais 
Ansiedade para matemática 
Discalculia do 
Desenvolvimento 
•Deficiência mental; 
•Epilepsia; 
•Dislexia; 
•Baixo Peso; 
•Disfasia; 
•Síndrome fetal alcoólica.
A discalculia é um impedimento da matemática 
que caminha junto com um número de outras 
limitações, tais como a introspecção espacial, confusão 
de noções de tempo, a memória pobre, e os 
problemas de ortografia. Há indicações de que é 
um impedimento congênito ou hereditário, com um 
contexto neurológico e atinge tanto crianças como 
adultos.
Um diagnóstico acerca do transtorno 
ocorre de maneira tardia, pela frequente 
condição de espera que, tanto a família 
como a escola se propõem, supondo que 
se trate apenas de uma fase que o sujeito 
está vivenciando e acreditando que irá 
“passar”.
O problema principal está em 
compreender que o problema não é a 
matemática e sim, a maneira que é ensinada 
às crianças. 
O modo que a discalculia pode ser 
tratada modifica totalmente a aproximação 
entre o professor e o aluno que encontram, 
juntos, uma nova e diferente maneira de 
ensinar e aprender. 
Entretanto, a discalculia é a menos 
conhecida destes tipos de desordem de 
aprendizagem e assim não é reconhecida 
freqüentemente.
Alguns sintomas potenciais da 
discalculia podem tornar mais 
fáceis a sua investigação e 
diagnóstico. Podemos observar:
Dificuldades freqüentes com os números, 
confundindo os sinais: +, -, ÷ e x; 
Problemas para diferenciar o esquerdo e o direito 
(lateralidade); 
Falta de senso de direção (norte, sul, leste, e 
oeste) e pode também ter dificuldade com um 
compasso. 
A inabilidade de dizer qual de dois números é o 
maior.
Dificuldade com tabelas de tempo, com tempo 
conceitual, elaboração da passagem do tempo, 
verificação de mudança nos dias da semana e 
aritmética mental, etc. 
Melhor nos assuntos que requerem a lógica, do 
que nas fórmulas de nível elevado que requerem 
cálculos mais elaborados; 
Dificuldade em ler horas em relógios analógicos;
A inabilidade de compreender o planejamento 
financeiro ou incluí-lo no orçamento estimando, por 
exemplo, o custo dos artigos em uma cesta de 
compras; 
Dificuldade mental de estimar a medida de um objeto 
ou de uma distância (por exemplo, se algo está afastado 
10 ou 20 metros); 
Inabilidade de apreender e recordar conceitos 
matemáticos, regras, fórmulas, e seqüências 
matemáticas; 
Dificuldade de manter a contagem durante jogos;
Dificuldade nas atividades que requerem 
processamento de seqüências, tal como etapas de 
dança ou leitura, escrita e coisas que sinalizem listas; 
Pode ter o problema mesmo com uma calculadora 
devido às dificuldades no processo da alimentação nas 
variáveis. 
A circunstância pode conduzir, em casos extremos, a 
uma fobia da matemática e de quaisquer dispositivos 
matemáticos, como as relações com os números.
Teste de discalculia
Os diferentes graus da 
discalculia 
Dependendo do grau de imaturidade neurológica da 
criança, a discalculia pode ser considerada em distintos 
graus: 
1. Leve - o discalcúlico reage favoravelmente à 
intervenção. 
2. Médio - configura o quadro da maioria dos que 
apresentam dificuldades específicas em matemáticas. 
3. Limite - quando apresenta lesão neurológica, gerando 
algum déficit intelectual.
As crianças que apresentam discalculia 
geralmente têm os seguintes problemas: 
1 - Falhas no pensamento operatório 
necessidade absoluta de concretizar as operações; 
impossibilidade de realizar cálculo mental; 
falta da compreensão dos conceitos das operações 
fundamentais da matemática; 
dificuldade no manejo da reversibilidade das operações; 
dificuldade para estabelecer as operações para 
resolução de problemas.
2 - Dificuldades espaço – temporais 
 inversão na escrita dos numerais 
 inversão na posição dos algarismos: 37 / 73 
 falha na ordenação de colunas para montar o 
algoritmo: 
85 
6 + 
── 
145 
operar em ordem inversa (da esquerda para a direita): 
542 
78+ 
── 
114 
dificuldades para reconhecer e discriminar figuras 
geométricas.
3 - Déficit de atenção 
pular passos de uma operação: 
34 
x12 
── 
68 
errar sinais das operações: 
30 - 10 = 40 
repetir um ou mais números numa série numérica 
1, 2, 4, 4, 5, 6, 7, 7, 8, 9, 10 
intercalar um ou mais números não pertencente à série 
(ruptura da escala) 
2, 4, 5, 6, 8, 9, 10
4 - Transtornos das estruturas operacionais 
falhas no procedimento do "levar" e "pedir", demonstrando não ter a noção do valor 
posicional do algarismo e a compreensão dos agrupamentos na base decimal. 
432 
279- 
── 
747 
na multiplicação, mal encolunamento dos subprodutos 
24 
x15 
── 
120 
24+ 
── 
144 
começar a operação multiplicando o primeiro número da esquerda do multiplicador 
351 
x32 
── 
1053 
702+ 
── 
8073 
falhas no algoritmo da divisão
5- Dificuldades na Resolução de 
problemas 
A.quanto ao enunciado do problema: 
dificuldades de leitura; 
linguagem empregada, não pertence ao seu 
vocabulário; 
não entende a relação do enunciado com a pergunta 
do problema.
B. quanto ao raciocínio: 
dificuldade de representação mental não 
permitindo estabelecer as relações necessárias para 
a resolução do problema. 
C. quanto ao mecanismo operacional: 
falhas nas técnicas operatórias; 
dificuldade de resolver a equação, ou sistema de 
equações montado para resolver o problema. 
Essas dificuldades são comuns ao discalcúlico e 
a falta da percepção lógica faz com que cometam os 
mesmos erros constantemente.
KOCS (apud García, 1998) classificou a discalculia em seis 
subtipos, podendo ocorrer em combinações diferentes e com 
outros transtornos: 
1. Discalculia Verbal– dificuldade para nomear as quantidades 
matemáticas, os números, os termos, os símbolos e as relações. 
2. Discalculia Practognóstica – dificuldade para enumerar, 
comparar e manipular objetos reais ou em imagens 
matematicamente. 
3. Discalculia Léxica– Dificuldades na leitura de símbolos 
matemáticos. 
4. Discalculia Gráfica– Dificuldades na escrita de símbolos 
matemáticos. 
5. Discalculia Ideognóstica – Dificuldades em fazer 
operações mentais e na compreensão de conceitos 
matemáticos. 
6. Discalculia Operacional – Dificuldades na execução de 
operações e cálculos numéricos.
Diante disso, o que fazer?
Todos estes fatores levam a criança ao 
confronto direto com a dificuldade de 
calcular e a necessidade de 
compreender a matemática como um 
todo.
O trabalho de pais e professores 
Nem sempre conseguimos perceber como a 
discalculia prejudica o relacionamento da 
criança com o mundo a sua volta. Não só os 
cálculos são dificuldades para eles mas, toda a 
relação existente entre o indivíduo e o espaço que 
ele ocupa.
O professor representa um papel 
fundamental nesta etapa do 
desenvolvimento, pois é ele quem 
vai auxiliar o aluno nas conquistas 
e descobertas do conceito que 
envolve a matemática.
Dentro de uma perspectiva 
inclusiva e tendo como 
objetivo principal minimizar 
a disparidade entre idade 
cronológica e série que o 
aprendente se encontra, é 
necessário rever os 
seguintes aspectos: 
Exigências curriculares 
que a escola possui; 
 Ritmo do aprendente; 
 Métodos de ensino 
aplicados; 
 Modelos de avaliação.
O discalcúlico pode ser 
auxiliado no seu dia-a-dia por 
uma calculadora, uma tabuada, 
um caderno quadriculado, com 
questões diretas e se ainda tiver 
muita dificuldade, o professor ou 
colega de trabalho pode fazer 
seus questionamentos oralmente 
para que o problema seja resolvido. 
Ele necessita da 
compreensão de todas as pessoas 
que convivem próximas a ele, pois 
encontra grandes dificuldades nas 
coisas que parecem óbvias.
Importância dos profissionais 
Além do professor, outros profissionais podem 
atuar junto ao aluno. Um psicopedagogo pode ajudar a 
elevar sua auto-estima valorizando suas atividades, 
descobrindo qual o seu processo de aprendizagem 
através de instrumentos que ajudarão em seu 
entendimento. 
O neurologista irá confirmar, através de exames 
apropriados, a dificuldade específica e encaminhar para 
tratamento. Um neuropsicologista também é importante 
para detectar as áreas do cérebro afetadas. 
O psicopedagogo, se procurado antes, pode 
solicitar os exames e avaliação neurológica ou 
neuropsicológica.
Todas estas atenções especiais e precoces 
podem evitar: 
• Comprometimento do desenvolvimento escolar de 
forma global; 
• O aluno ficar inseguro e com medo de novas 
situações; 
• Baixar a auto-estima devido a críticas e punições 
de pais e colegas; 
• Ao crescer, o adolescente / adulto com discalculia, 
apresentar dificuldade em utilizar a matemática no 
seu cotidiano.
O incentivo por parte dos pais e profissionais 
envolvidos é a melhor maneira de auxiliar alguém 
com discalculia. A parte emocional é um impulso 
para vencer as dificuldades. 
Melhorar o modo de vida deste indivíduo e tratá-lo 
de maneira igual, é a meta de todos os profissionais 
envolvidos neste estudo. Para isso, é necessário o 
interesse e a participação dos educadores que estão, 
intimamente ligados ao processo de 
desenvolvimento de todas as pessoas que, de uma 
forma ou de outra, freqüentam instituições escolares.
“Talvez não tenhamos conseguido fazer 
o melhor, mas lutamos para que o melhor 
fosse feito. Não somos o que deveríamos ser, 
não somos o que iremos ser.. Mas Graças a 
Deus, não somos o que éramos”. 
Martin Luther King
Referências Bibliográficas 
ARANTES, V. A. Inclusão escolar: pontos e contrapontos. São Paulo: 
Summus, 2006. 
GARCIA. J. N. Manual de dificuldades de aprendizagem: linguagem, leitura, 
escrita e matemática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. 
PORTO, O. Bases da Psicopedagogia: diagnóstico e intervenção nos 
problemas de aprendizagem. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2007. 
www.crda.com.br/tccdoc/13.pdf

Estudodiscalculia 131104035225-phpapp01 (2)

  • 1.
    Discalculia: Ressignificar para intervir em sala de aula Profª. Gilda Maria Profª. Luce-Jaine
  • 2.
    Discalculia é umadificuldade de aprendizagem ou um transtorno de aprendizagem?
  • 3.
    “O transtorno deaprendizagem compreende uma inabilidade específica como de leitura, escrita matemática entre outros fatores, em indivíduos que apresentam resultados abaixo do esperado para o seu nível de desenvolvimento” (PORTO, 2007, p.63)
  • 4.
    As dificuldades deaprendizagem nada tem a ver com o desenvolvimento neurológico do sujeito, mas sim com questões de natureza externa, adquiridas ao longo do processo educacional.
  • 5.
  • 6.
    Garcia (1998, p.213)nos explica que Discalculia ou Discalculia do desenvolvimento trata-se de um transtorno estrutural da maturação das habilidades matemáticas, se manifesta pela quantidade de erros variados na compreensão de números, habilidades de contagem, habilidades computacionais e solução de problemas verbais.
  • 7.
    A palavra discalculiavem do grego (dis, mal) e do Latin (calculare, contar) formando: contando mal. Aproximadamente de 3 à 6% das crianças apresentam discalculia do desenvolvimento.
  • 8.
    Mecanismos envolvidos nodesenvolvimento de uma operação aritmética Processamento de informação; Percepção; Reconhecimento e produção de números; Representação número/símbolo; Discriminação viso espacial; Memória de curto e longo prazo; Raciocínio sintático; Atenção.
  • 9.
    Características de crianças Discalcúlicas Erro na formação de números (posicionamento); Falta de domínio para cálculos simples; Inabilidade para reconhecer sinais operacionais; Dificuldade na leitura de números com muitos dígitos; Memória fraca para fatos numéricos básicos; Dificuldade para transportar números para local adequado na realização de cálculos.
  • 10.
    Áreas do cérebroenvolvidas no raciocínio matemático Lobo frontal: concentração, planejamento, iniciativa e aos cálculos mentais rápidos, conceitualização abstrata, habilidades de solução de problemas, execução oral e escrita. Lobo parietal esquerdo: habilidades de sequenciação. Processa informações relacionadas às noções de espaço e volume. Lobo occipital: é o centro da visão, onde acontece a discriminação visual de símbolos matemáticos escritos. Possibilita a diferenciação de objetos de cores e texturas semelhantes. Lobo temporal: é responsável pela percepção auditiva, memória verbal em longo prazo, memória de série, realizações matemáticas básicas.
  • 11.
    Causas de Dificuldadesem Matemática Neurológica Não-neurologica Primária Secundária Fatores Escolares Fatores Sociais Ansiedade para matemática Discalculia do Desenvolvimento •Deficiência mental; •Epilepsia; •Dislexia; •Baixo Peso; •Disfasia; •Síndrome fetal alcoólica.
  • 12.
    A discalculia éum impedimento da matemática que caminha junto com um número de outras limitações, tais como a introspecção espacial, confusão de noções de tempo, a memória pobre, e os problemas de ortografia. Há indicações de que é um impedimento congênito ou hereditário, com um contexto neurológico e atinge tanto crianças como adultos.
  • 13.
    Um diagnóstico acercado transtorno ocorre de maneira tardia, pela frequente condição de espera que, tanto a família como a escola se propõem, supondo que se trate apenas de uma fase que o sujeito está vivenciando e acreditando que irá “passar”.
  • 14.
    O problema principalestá em compreender que o problema não é a matemática e sim, a maneira que é ensinada às crianças. O modo que a discalculia pode ser tratada modifica totalmente a aproximação entre o professor e o aluno que encontram, juntos, uma nova e diferente maneira de ensinar e aprender. Entretanto, a discalculia é a menos conhecida destes tipos de desordem de aprendizagem e assim não é reconhecida freqüentemente.
  • 15.
    Alguns sintomas potenciaisda discalculia podem tornar mais fáceis a sua investigação e diagnóstico. Podemos observar:
  • 16.
    Dificuldades freqüentes comos números, confundindo os sinais: +, -, ÷ e x; Problemas para diferenciar o esquerdo e o direito (lateralidade); Falta de senso de direção (norte, sul, leste, e oeste) e pode também ter dificuldade com um compasso. A inabilidade de dizer qual de dois números é o maior.
  • 17.
    Dificuldade com tabelasde tempo, com tempo conceitual, elaboração da passagem do tempo, verificação de mudança nos dias da semana e aritmética mental, etc. Melhor nos assuntos que requerem a lógica, do que nas fórmulas de nível elevado que requerem cálculos mais elaborados; Dificuldade em ler horas em relógios analógicos;
  • 18.
    A inabilidade decompreender o planejamento financeiro ou incluí-lo no orçamento estimando, por exemplo, o custo dos artigos em uma cesta de compras; Dificuldade mental de estimar a medida de um objeto ou de uma distância (por exemplo, se algo está afastado 10 ou 20 metros); Inabilidade de apreender e recordar conceitos matemáticos, regras, fórmulas, e seqüências matemáticas; Dificuldade de manter a contagem durante jogos;
  • 19.
    Dificuldade nas atividadesque requerem processamento de seqüências, tal como etapas de dança ou leitura, escrita e coisas que sinalizem listas; Pode ter o problema mesmo com uma calculadora devido às dificuldades no processo da alimentação nas variáveis. A circunstância pode conduzir, em casos extremos, a uma fobia da matemática e de quaisquer dispositivos matemáticos, como as relações com os números.
  • 20.
  • 21.
    Os diferentes grausda discalculia Dependendo do grau de imaturidade neurológica da criança, a discalculia pode ser considerada em distintos graus: 1. Leve - o discalcúlico reage favoravelmente à intervenção. 2. Médio - configura o quadro da maioria dos que apresentam dificuldades específicas em matemáticas. 3. Limite - quando apresenta lesão neurológica, gerando algum déficit intelectual.
  • 22.
    As crianças queapresentam discalculia geralmente têm os seguintes problemas: 1 - Falhas no pensamento operatório necessidade absoluta de concretizar as operações; impossibilidade de realizar cálculo mental; falta da compreensão dos conceitos das operações fundamentais da matemática; dificuldade no manejo da reversibilidade das operações; dificuldade para estabelecer as operações para resolução de problemas.
  • 23.
    2 - Dificuldadesespaço – temporais  inversão na escrita dos numerais  inversão na posição dos algarismos: 37 / 73  falha na ordenação de colunas para montar o algoritmo: 85 6 + ── 145 operar em ordem inversa (da esquerda para a direita): 542 78+ ── 114 dificuldades para reconhecer e discriminar figuras geométricas.
  • 24.
    3 - Déficitde atenção pular passos de uma operação: 34 x12 ── 68 errar sinais das operações: 30 - 10 = 40 repetir um ou mais números numa série numérica 1, 2, 4, 4, 5, 6, 7, 7, 8, 9, 10 intercalar um ou mais números não pertencente à série (ruptura da escala) 2, 4, 5, 6, 8, 9, 10
  • 25.
    4 - Transtornosdas estruturas operacionais falhas no procedimento do "levar" e "pedir", demonstrando não ter a noção do valor posicional do algarismo e a compreensão dos agrupamentos na base decimal. 432 279- ── 747 na multiplicação, mal encolunamento dos subprodutos 24 x15 ── 120 24+ ── 144 começar a operação multiplicando o primeiro número da esquerda do multiplicador 351 x32 ── 1053 702+ ── 8073 falhas no algoritmo da divisão
  • 26.
    5- Dificuldades naResolução de problemas A.quanto ao enunciado do problema: dificuldades de leitura; linguagem empregada, não pertence ao seu vocabulário; não entende a relação do enunciado com a pergunta do problema.
  • 27.
    B. quanto aoraciocínio: dificuldade de representação mental não permitindo estabelecer as relações necessárias para a resolução do problema. C. quanto ao mecanismo operacional: falhas nas técnicas operatórias; dificuldade de resolver a equação, ou sistema de equações montado para resolver o problema. Essas dificuldades são comuns ao discalcúlico e a falta da percepção lógica faz com que cometam os mesmos erros constantemente.
  • 28.
    KOCS (apud García,1998) classificou a discalculia em seis subtipos, podendo ocorrer em combinações diferentes e com outros transtornos: 1. Discalculia Verbal– dificuldade para nomear as quantidades matemáticas, os números, os termos, os símbolos e as relações. 2. Discalculia Practognóstica – dificuldade para enumerar, comparar e manipular objetos reais ou em imagens matematicamente. 3. Discalculia Léxica– Dificuldades na leitura de símbolos matemáticos. 4. Discalculia Gráfica– Dificuldades na escrita de símbolos matemáticos. 5. Discalculia Ideognóstica – Dificuldades em fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos. 6. Discalculia Operacional – Dificuldades na execução de operações e cálculos numéricos.
  • 29.
    Diante disso, oque fazer?
  • 30.
    Todos estes fatoreslevam a criança ao confronto direto com a dificuldade de calcular e a necessidade de compreender a matemática como um todo.
  • 31.
    O trabalho depais e professores Nem sempre conseguimos perceber como a discalculia prejudica o relacionamento da criança com o mundo a sua volta. Não só os cálculos são dificuldades para eles mas, toda a relação existente entre o indivíduo e o espaço que ele ocupa.
  • 32.
    O professor representaum papel fundamental nesta etapa do desenvolvimento, pois é ele quem vai auxiliar o aluno nas conquistas e descobertas do conceito que envolve a matemática.
  • 34.
    Dentro de umaperspectiva inclusiva e tendo como objetivo principal minimizar a disparidade entre idade cronológica e série que o aprendente se encontra, é necessário rever os seguintes aspectos: Exigências curriculares que a escola possui;  Ritmo do aprendente;  Métodos de ensino aplicados;  Modelos de avaliação.
  • 35.
    O discalcúlico podeser auxiliado no seu dia-a-dia por uma calculadora, uma tabuada, um caderno quadriculado, com questões diretas e se ainda tiver muita dificuldade, o professor ou colega de trabalho pode fazer seus questionamentos oralmente para que o problema seja resolvido. Ele necessita da compreensão de todas as pessoas que convivem próximas a ele, pois encontra grandes dificuldades nas coisas que parecem óbvias.
  • 36.
    Importância dos profissionais Além do professor, outros profissionais podem atuar junto ao aluno. Um psicopedagogo pode ajudar a elevar sua auto-estima valorizando suas atividades, descobrindo qual o seu processo de aprendizagem através de instrumentos que ajudarão em seu entendimento. O neurologista irá confirmar, através de exames apropriados, a dificuldade específica e encaminhar para tratamento. Um neuropsicologista também é importante para detectar as áreas do cérebro afetadas. O psicopedagogo, se procurado antes, pode solicitar os exames e avaliação neurológica ou neuropsicológica.
  • 37.
    Todas estas atençõesespeciais e precoces podem evitar: • Comprometimento do desenvolvimento escolar de forma global; • O aluno ficar inseguro e com medo de novas situações; • Baixar a auto-estima devido a críticas e punições de pais e colegas; • Ao crescer, o adolescente / adulto com discalculia, apresentar dificuldade em utilizar a matemática no seu cotidiano.
  • 38.
    O incentivo porparte dos pais e profissionais envolvidos é a melhor maneira de auxiliar alguém com discalculia. A parte emocional é um impulso para vencer as dificuldades. Melhorar o modo de vida deste indivíduo e tratá-lo de maneira igual, é a meta de todos os profissionais envolvidos neste estudo. Para isso, é necessário o interesse e a participação dos educadores que estão, intimamente ligados ao processo de desenvolvimento de todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, freqüentam instituições escolares.
  • 39.
    “Talvez não tenhamosconseguido fazer o melhor, mas lutamos para que o melhor fosse feito. Não somos o que deveríamos ser, não somos o que iremos ser.. Mas Graças a Deus, não somos o que éramos”. Martin Luther King
  • 40.
    Referências Bibliográficas ARANTES,V. A. Inclusão escolar: pontos e contrapontos. São Paulo: Summus, 2006. GARCIA. J. N. Manual de dificuldades de aprendizagem: linguagem, leitura, escrita e matemática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. PORTO, O. Bases da Psicopedagogia: diagnóstico e intervenção nos problemas de aprendizagem. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2007. www.crda.com.br/tccdoc/13.pdf

Notas do Editor