Avaliação
Estratégias de Intervenção
Paula Teles – Clínica de Dislexia Dra. Paula Teles
Programa:
 Definição, perspetiva histórica
 Causas
 Desenvolvimento normal das capacidades de cálculo
 Manifestações
 Aspetos cognitivos explicativos da discalculia
 Aspetos neurobiológicos
 Avaliação e diagnóstico
 Sinais de alerta
 Comorbilidades
 Intervenção
Definição, perspetiva histórica
 1925 (Henschen)
Postula a existência de redes corticais implicadas nas
funções aritméticas
 1974 (Kosc)
Dificuldade específica para a aprendizagem da aritmética
Base neurobiológica
Provavelmente genética
Definição, perspetiva histórica
 Inesperada (DSM-IV-TR)
 Inteligência normal
 Escolaridade apropriada
 Menos estudada e consensual do que a Dislexia
 Grandes repercussões no rendimento académico
Definição, perspetiva histórica
 Prevalência:
 3 – 6% na população escolar
 Sem diferenças masculino/feminino
 Consciência do número muito anterior à invenção da
escrita
Definição, perspetiva histórica
 A maioria dos autores apresenta definições que
coincidem em 3 aspetos:
 Dificuldades na matemática
 Perturbação específica
 Base neurobiológica da perturbação
Causas
 Não é conhecida a causa exata desta perturbação
 Estudos sugerem a presença de uma forte componente
genética (= a outras Perturbações da Aprendizagem)
Desenvolvimento Normal das
Capacidades de Cálculo
 Conceito de número
 Conceito abstrato
 A sua aquisição implica várias etapas
 Passo fundamental: aprender a contar
 Ser humano nasce com uma série de competências
quantitativas básicas, evidentes desde muito cedo
(antecedem a linguagem), sobre as quais se constroem as
mais complexas
Desenvolvimento Normal das
Capacidades de Cálculo
 Competências quantitativas biológicas primárias
 Noção de número e pré-contagem
 Capacidade de determinar corretamente pequenas
quantidades sem contá-las
Desenvolvimento Normal das
Capacidades de Cálculo
 Competências quantitativas biológicas primárias
 Ordem
 Compreensão dos conceitos de “mais do que” e “menos do
que”
Desenvolvimento Normal das
Capacidades de Cálculo
 Competências quantitativas biológicas primárias
 Ordem
 Compreensão dos conceitos de “mais do que” e “menos do
que”
 Mais tarde, compreensão das relações de ordem (>,<)
Desenvolvimento Normal das
Capacidades de Cálculo
 Competências quantitativas biológicas primárias
 Aritmética simples
 Somas
 Subtrações
Desenvolvimento Normal das
Capacidades de Cálculo
 Competências quantitativas adquiridas secundárias
 Número e contagem
 Associar números a letras
 Automatização da contagem
 Pratica da contagem = maior complexidade
 Contar de 2 em 2
 Contar de 10 em 10
 Contar de 25 em 25…
Desenvolvimento Normal das
Capacidades de Cálculo
 Competências quantitativas adquiridas secundárias
 5 princípios básicos para realizar a contagem
PRINCÍPIO DA CORRESPONDÊNCIA BIUNÍVOCA
 A cada objeto contado corresponde um número
PRINCÍPIO DA ORDEM ESTÁVEL
 Os nomes dos números seguem sempre uma ordem estável e fixa que
se repete
Desenvolvimento Normal das
Capacidades de Cálculo
 Competências quantitativas adquiridas secundárias
 5 princípios básicos para realizar a contagem
PRINCÍPIO DE CARDINAL
 O último número contado é o cardinal, i.e. indica a soma total dos
objetos
PRINCÍPIO DE ABSTRAÇÃO
 Os elementos são contáveis independentemente da sua aparência
física
Desenvolvimento Normal das
Capacidades de Cálculo
 Competências quantitativas adquiridas secundárias
 5 princípios básicos para realizar a contagem
PRINCÍPIO DA IRRELEVÂNCIA DA ORDEM
 O número de objetos é sempre o mesmo independentemente
do lugar que ocupam
Manifestações de Discalculia
 Utah Frith
 Manifestações da discalculia diferem de acordo com…
Idade
Nível de escolaridade
Manifestações de Discalculia
 Dificuldades Pré-escolar
 Seriar os objetos por categorias
 Compreender os conceitos de “mais que” / “menos que”
 Ordenar objetos pelo tamanho
 Fazer a correspondência 1 a 1
 Contar até 10
 Copiar os números
Manifestações de Discalculia
 Dificuldades 1.º Ciclo
 Fraca noção de quantidade
 Execução incorreta dos exercícios de aritmética
 Competências de contagem (2 em 2, 5 em 5, 10 em 10…)
 Horas
 Resolução de problemas matemáticos
 Medidas
Manifestações de Discalculia
 Dificuldades 1.º Ciclo
 Confundem a leitura e escrita dos números (240=204,
52=25)
 Fraca automatização = lentidão na resolução das
operações
 Uso incorreto dos sinais das operações (+, -, x, ÷)
 Mesmo quando alcança o resultado correto, utiliza um
processo demorado e pouco eficaz
Manifestações de Discalculia
 Dificuldades nos anos subsequentes
 Fraco uso dos números no seu dia a dia
 Erros nos cálculos
 Necessitam da calculadora para efetuar cálculos básicos
 Não automatização das tabuadas
 Poucas estratégias de resolução de problemas
 Não conseguem fazer estimativas
 Dificuldades nas probabilidades
Aspetos cognitivos explicativos da
Discalculia
 Dehaene e Cohen (1992) – modelo cognitivo que
reúne maior consenso atualmente
 Define 3 códigos de manipulação da informação
numérica:
 Código de Magnitude (Quantidade)
Aspetos cognitivos explicativos da
Discalculia
 Código de Magnitude (Quantidade)
 Representação analógica das quantidades
 Permite compreender:
 Relações de tamanho/distância entre os números
 A sequência numérica mental
 Estimativas
 Comparação e…
 Cálculo aproximado.
Aspetos cognitivos explicativos da
Discalculia
 Dehaene e Cohen (1992) – modelo cognitivo que
reúne maior consenso atualmente
 Define 3 códigos de manipulação da informação
numérica:
 Código de Magnitude (Quantidade)
 Código Auditivo-Verbal
Aspetos cognitivos explicativos da
Discalculia
 Código Auditivo-Verbal
 Representação verbal – números como conjuntos de
palavras
 Permite:
 Processar as tabuadas da multiplicação e das somas simples
 Contagem
 Todas as funções matemáticas dependentes da linguagem
Aspetos cognitivos explicativos da
Discalculia
 Dehaene e Cohen (1992) – modelo cognitivo que
reúne maior consenso atualmente
 Define 3 códigos de manipulação da informação
numérica:
 Código de Magnitude (Quantidade)
 Código Auditivo-Verbal
 Código Arábico-Visual
Aspetos cognitivos explicativos da
Discalculia
 Código Arábico-Visual
 Representação da forma visual-arábica dos números
 Permite:
 A leitura e a escrita dos números Árabes
 Operações com números de vários dígitos
 Diferenciação entre pares-ímpares…
Aspetos cognitivos explicativos da
Discalculia
 A escolha de um código depende da operação que se
pretende realizar
 Os 3 códigos complementam-se
29  “vinte e nove”
Código
Arábico-
Visual
Código
Auditivo
-Verbal
Aspetos Neurobiológicos
 Estudos de neuroimagem mostram:
 Nas tarefas de cálculo ativam-se sistematicamente os
circuitos neuronais localizados principalmente nos
lóbulos parietais, embora também possam intervir
outras áreas.
Aspetos Neurobiológicos
Avaliação e Diagnóstico
 Clínico – como na maioria das Perturbações da
Aprendizagem!
 Diagnóstico - difícil porque…
 Existem diversas causas para um baixo rendimento a
matemática
 Falta de consenso acerca da perturbação
 Falta de ferramentas específicas para a sua avaliação
Avaliação e Diagnóstico
 Avaliação
 História clínica
 Avaliação cognitiva e psicoeducacional
 Exploração do tipo de erros cometidos no cálculo
matemático
Avaliação e Diagnóstico
 Tipo de erros:
 ESPACIAL
 Organização na folha
 Pobre sentido de orientação
 Falha na colocação dos números em colunas
 Erros nos números decimais
 Dificuldades na geometria
 Necessita de mais tempo para copiar os trabalhos
 Apresentação descuidada: apaga e borra muito o papel
Avaliação e Diagnóstico
 Tipo de erros:
 PROCESSUAL
 Desconhece, ou não se recorda, dos passos em operações ou em
problemas
 Conhece-os mas falha na aplicação da sequência de passos
necessários à resolução da operação/problema
 Não sabe como iniciar uma operação ou não se recorda das
estratégias
 Não consegue perceber se precisa de um “número emprestado”
Avaliação e Diagnóstico
 Tipo de erros:
 ATENCIONAL
 Cálculos pouco precisos
 Erros causados por impulsividade
 Fica facilmente frustrado
 Omite detalhes
 Confunde sinais
 Esquece-se dos números “emprestados”
 Não comprova os resultados, não revê as tarefas
 Cansa-se com facilidade em tarefas matemáticas
Avaliação e Diagnóstico
 Tipo de erros:
 LINGUAGEM
 Não retém a linguagem matemática
 Processa lentamente o conteúdo oral ou escrito
 Custa-lhe descrever os passos a realizar
 Dificuldade na descodificação dos símbolos matemáticos
 Comete erros na recuperação dos factos matemáticos
 Rotação de números e letras ao escrever
 Dificuldade para recordar sequências e passos na resolução das
operações
Avaliação e Diagnóstico
 Tipo de erros:
 NOÇÃO DE QUANTIDADE
 Má gestão dos valores ??????????
 Dificuldade em estimar quantidades
 Erros ao comparar números
 Dificuldades no cálculo aproximado, na contagem, nos
arredondamentos…
Sinais de alerta
A criança…
 Revela dificuldades na aprendizagem das horas?
 Tem dificuldade em lembrar-se dos dias da semana e
dos meses do ano por ordem?
 Escreve de modo persistente os números por ordem
inversa (13 como 31)?
 Tem dificuldade em contar por ordem inversa?
Sinais de alerta
A criança…
 Tem dificuldade em contar de 2 em 2, 5 em 5…?
 Confunde o 2 com o 5, 6 com o 9, + com x, + com ÷?
 Considera os quebra-cabeças e os puzles difíceis?
 Não consegue ler ou compreender o que leu?
 Sente dificuldade em realizar cálculo mental?
 O seu desempenho melhora se puder fazer o cálculo por
escrito?
Sinais de alerta
A criança…
 Revela dificuldades na aprendizagem da soma e da
subtração?
 Revela dificuldades na aprendizagem da multiplicação
(mais velhos)?
 Usa os dedos para contar ou para adicionar?
 Começa sempre a partir do 1 para adicionar dois números?
Sinais de alerta
A criança…
 Tem dificuldade em seguir um método para efetuar o
cálculo com sucesso?
 Frequentemente não completa as tarefas atribuídas?
 Despende mais tempo na realização dos TPC do que os
seus colegas?
 Refere ansiedade acerca das aulas de matemática?
Comorbilidades
 As aptidões de cálculo implicam múltiplas funções:
 Memória
 Linguagem
 Atenção
 Funções executivas
 Funções visuo-espaciais…
 Pelo que…
Comorbilidades
 Pelo que…
 Uma criança com PHDA pode cometer erros matemáticos
devido às…
 dificuldades na memória de trabalho (curto termo)
 Uma criança disléxica falha na resolução das operações
devido à…
 não automatização das tabuadas de multiplicar
 dificuldades na compreensão do enunciado
Comorbilidades
 Pelo que…
 Uma criança com problemas visuo-percetivos
 coloca incorretamente os números em colunas
 engana-se na medição dos ângulos
 não discrimina figuras geométricas (idade pré-escolar)…
Comorbilidades
O mais difícil é perceber se estamos perante…
uma perturbação específica
dificuldades espectáveis perante o diagnóstico de
umas das perturbações mencionadas!
Comorbilidades
Diferentes estudos…
 Discalculia + Dislexia: 17% a 64%
 Discalculia + PHDA: 15% a 26%
Intervenção
 Não existe evidência científica sobre a eficácia de
nenhum tipo de intervenção específica
 Intervenção deverá ser:
 Precoce
 Individual
Intervenção
 Dependerá:
 Da idade
 Do ano de escolaridade
 Das dificuldades específicas de cada criança
 Das comorbilidades existentes
Intervenção
 Explicar à criança o diagnóstico e desmistificar
 Planear a gestão do tempo das sessões e o tipo de
atividades a realizar
 Praticar intensivamente e sistematicamente cada nova
capacidade ou conceito
 Não assumir nunca que a capacidade está adquirida
Intervenção
 Reforçar as noções básicas periodicamente
 Tornar as aprendizagens mais atrativas através da
utilização de materiais apelativos
 Utilizar estratégias visuais (esquemas, desenhos,
material concreto)
 Evitar dar os conceitos de modo muito abstrato no
início da aprendizagem
Intervenção
 Consolidar o conceito básico de número
 Progredir para um grau de dificuldade/abstração maior,
gradualmente
 Ensinar os passos para resolver os problemas:
 Ler o enunciado pelo menos 2 vezes
 Destacar os números
 Procurar palavras chave para saber que operação realizar
 Criar fichas com fórmulas para memorizar
 Esquematizar
Intervenção
 Ensinar e treinar a utilização de estratégias
diversificadas de resolução dos exercícios matemáticos
 Pedir-lhe para explicar os conteúdos por palavras suas
 Utilizar o computador ou jogos lúdicos para trabalhar
os factos matemáticos
 Ensinar a rever os exercícios para confirmar a correção
dos resultados
Bibliografia
 Bird, Ronit (2009). Overcoming Difficulties with
number. SAGE. Los Angeles
 Clayton, Pauline (2003). How to develop numeracy in
children with dyslexia. The Dyslexia Institute
 Roca, Enric e outros (2010). El aprendizaje en la
infancia y la adolescencia: claves para evitar el fracaso
escolar. Esplugues de Llobregat: Hospital Sant Joan de
Déu

dislexia e discalculia

  • 1.
    Avaliação Estratégias de Intervenção PaulaTeles – Clínica de Dislexia Dra. Paula Teles
  • 2.
    Programa:  Definição, perspetivahistórica  Causas  Desenvolvimento normal das capacidades de cálculo  Manifestações  Aspetos cognitivos explicativos da discalculia  Aspetos neurobiológicos  Avaliação e diagnóstico  Sinais de alerta  Comorbilidades  Intervenção
  • 4.
    Definição, perspetiva histórica 1925 (Henschen) Postula a existência de redes corticais implicadas nas funções aritméticas  1974 (Kosc) Dificuldade específica para a aprendizagem da aritmética Base neurobiológica Provavelmente genética
  • 5.
    Definição, perspetiva histórica Inesperada (DSM-IV-TR)  Inteligência normal  Escolaridade apropriada  Menos estudada e consensual do que a Dislexia  Grandes repercussões no rendimento académico
  • 6.
    Definição, perspetiva histórica Prevalência:  3 – 6% na população escolar  Sem diferenças masculino/feminino  Consciência do número muito anterior à invenção da escrita
  • 7.
    Definição, perspetiva histórica A maioria dos autores apresenta definições que coincidem em 3 aspetos:  Dificuldades na matemática  Perturbação específica  Base neurobiológica da perturbação
  • 9.
    Causas  Não éconhecida a causa exata desta perturbação  Estudos sugerem a presença de uma forte componente genética (= a outras Perturbações da Aprendizagem)
  • 11.
    Desenvolvimento Normal das Capacidadesde Cálculo  Conceito de número  Conceito abstrato  A sua aquisição implica várias etapas  Passo fundamental: aprender a contar  Ser humano nasce com uma série de competências quantitativas básicas, evidentes desde muito cedo (antecedem a linguagem), sobre as quais se constroem as mais complexas
  • 12.
    Desenvolvimento Normal das Capacidadesde Cálculo  Competências quantitativas biológicas primárias  Noção de número e pré-contagem  Capacidade de determinar corretamente pequenas quantidades sem contá-las
  • 13.
    Desenvolvimento Normal das Capacidadesde Cálculo  Competências quantitativas biológicas primárias  Ordem  Compreensão dos conceitos de “mais do que” e “menos do que”
  • 14.
    Desenvolvimento Normal das Capacidadesde Cálculo  Competências quantitativas biológicas primárias  Ordem  Compreensão dos conceitos de “mais do que” e “menos do que”  Mais tarde, compreensão das relações de ordem (>,<)
  • 15.
    Desenvolvimento Normal das Capacidadesde Cálculo  Competências quantitativas biológicas primárias  Aritmética simples  Somas  Subtrações
  • 16.
    Desenvolvimento Normal das Capacidadesde Cálculo  Competências quantitativas adquiridas secundárias  Número e contagem  Associar números a letras  Automatização da contagem  Pratica da contagem = maior complexidade  Contar de 2 em 2  Contar de 10 em 10  Contar de 25 em 25…
  • 17.
    Desenvolvimento Normal das Capacidadesde Cálculo  Competências quantitativas adquiridas secundárias  5 princípios básicos para realizar a contagem PRINCÍPIO DA CORRESPONDÊNCIA BIUNÍVOCA  A cada objeto contado corresponde um número PRINCÍPIO DA ORDEM ESTÁVEL  Os nomes dos números seguem sempre uma ordem estável e fixa que se repete
  • 18.
    Desenvolvimento Normal das Capacidadesde Cálculo  Competências quantitativas adquiridas secundárias  5 princípios básicos para realizar a contagem PRINCÍPIO DE CARDINAL  O último número contado é o cardinal, i.e. indica a soma total dos objetos PRINCÍPIO DE ABSTRAÇÃO  Os elementos são contáveis independentemente da sua aparência física
  • 19.
    Desenvolvimento Normal das Capacidadesde Cálculo  Competências quantitativas adquiridas secundárias  5 princípios básicos para realizar a contagem PRINCÍPIO DA IRRELEVÂNCIA DA ORDEM  O número de objetos é sempre o mesmo independentemente do lugar que ocupam
  • 21.
    Manifestações de Discalculia Utah Frith  Manifestações da discalculia diferem de acordo com… Idade Nível de escolaridade
  • 22.
    Manifestações de Discalculia Dificuldades Pré-escolar  Seriar os objetos por categorias  Compreender os conceitos de “mais que” / “menos que”  Ordenar objetos pelo tamanho  Fazer a correspondência 1 a 1  Contar até 10  Copiar os números
  • 23.
    Manifestações de Discalculia Dificuldades 1.º Ciclo  Fraca noção de quantidade  Execução incorreta dos exercícios de aritmética  Competências de contagem (2 em 2, 5 em 5, 10 em 10…)  Horas  Resolução de problemas matemáticos  Medidas
  • 24.
    Manifestações de Discalculia Dificuldades 1.º Ciclo  Confundem a leitura e escrita dos números (240=204, 52=25)  Fraca automatização = lentidão na resolução das operações  Uso incorreto dos sinais das operações (+, -, x, ÷)  Mesmo quando alcança o resultado correto, utiliza um processo demorado e pouco eficaz
  • 25.
    Manifestações de Discalculia Dificuldades nos anos subsequentes  Fraco uso dos números no seu dia a dia  Erros nos cálculos  Necessitam da calculadora para efetuar cálculos básicos  Não automatização das tabuadas  Poucas estratégias de resolução de problemas  Não conseguem fazer estimativas  Dificuldades nas probabilidades
  • 27.
    Aspetos cognitivos explicativosda Discalculia  Dehaene e Cohen (1992) – modelo cognitivo que reúne maior consenso atualmente  Define 3 códigos de manipulação da informação numérica:  Código de Magnitude (Quantidade)
  • 28.
    Aspetos cognitivos explicativosda Discalculia  Código de Magnitude (Quantidade)  Representação analógica das quantidades  Permite compreender:  Relações de tamanho/distância entre os números  A sequência numérica mental  Estimativas  Comparação e…  Cálculo aproximado.
  • 29.
    Aspetos cognitivos explicativosda Discalculia  Dehaene e Cohen (1992) – modelo cognitivo que reúne maior consenso atualmente  Define 3 códigos de manipulação da informação numérica:  Código de Magnitude (Quantidade)  Código Auditivo-Verbal
  • 30.
    Aspetos cognitivos explicativosda Discalculia  Código Auditivo-Verbal  Representação verbal – números como conjuntos de palavras  Permite:  Processar as tabuadas da multiplicação e das somas simples  Contagem  Todas as funções matemáticas dependentes da linguagem
  • 31.
    Aspetos cognitivos explicativosda Discalculia  Dehaene e Cohen (1992) – modelo cognitivo que reúne maior consenso atualmente  Define 3 códigos de manipulação da informação numérica:  Código de Magnitude (Quantidade)  Código Auditivo-Verbal  Código Arábico-Visual
  • 32.
    Aspetos cognitivos explicativosda Discalculia  Código Arábico-Visual  Representação da forma visual-arábica dos números  Permite:  A leitura e a escrita dos números Árabes  Operações com números de vários dígitos  Diferenciação entre pares-ímpares…
  • 33.
    Aspetos cognitivos explicativosda Discalculia  A escolha de um código depende da operação que se pretende realizar  Os 3 códigos complementam-se 29  “vinte e nove” Código Arábico- Visual Código Auditivo -Verbal
  • 35.
    Aspetos Neurobiológicos  Estudosde neuroimagem mostram:  Nas tarefas de cálculo ativam-se sistematicamente os circuitos neuronais localizados principalmente nos lóbulos parietais, embora também possam intervir outras áreas.
  • 36.
  • 38.
    Avaliação e Diagnóstico Clínico – como na maioria das Perturbações da Aprendizagem!  Diagnóstico - difícil porque…  Existem diversas causas para um baixo rendimento a matemática  Falta de consenso acerca da perturbação  Falta de ferramentas específicas para a sua avaliação
  • 39.
    Avaliação e Diagnóstico Avaliação  História clínica  Avaliação cognitiva e psicoeducacional  Exploração do tipo de erros cometidos no cálculo matemático
  • 40.
    Avaliação e Diagnóstico Tipo de erros:  ESPACIAL  Organização na folha  Pobre sentido de orientação  Falha na colocação dos números em colunas  Erros nos números decimais  Dificuldades na geometria  Necessita de mais tempo para copiar os trabalhos  Apresentação descuidada: apaga e borra muito o papel
  • 41.
    Avaliação e Diagnóstico Tipo de erros:  PROCESSUAL  Desconhece, ou não se recorda, dos passos em operações ou em problemas  Conhece-os mas falha na aplicação da sequência de passos necessários à resolução da operação/problema  Não sabe como iniciar uma operação ou não se recorda das estratégias  Não consegue perceber se precisa de um “número emprestado”
  • 42.
    Avaliação e Diagnóstico Tipo de erros:  ATENCIONAL  Cálculos pouco precisos  Erros causados por impulsividade  Fica facilmente frustrado  Omite detalhes  Confunde sinais  Esquece-se dos números “emprestados”  Não comprova os resultados, não revê as tarefas  Cansa-se com facilidade em tarefas matemáticas
  • 43.
    Avaliação e Diagnóstico Tipo de erros:  LINGUAGEM  Não retém a linguagem matemática  Processa lentamente o conteúdo oral ou escrito  Custa-lhe descrever os passos a realizar  Dificuldade na descodificação dos símbolos matemáticos  Comete erros na recuperação dos factos matemáticos  Rotação de números e letras ao escrever  Dificuldade para recordar sequências e passos na resolução das operações
  • 44.
    Avaliação e Diagnóstico Tipo de erros:  NOÇÃO DE QUANTIDADE  Má gestão dos valores ??????????  Dificuldade em estimar quantidades  Erros ao comparar números  Dificuldades no cálculo aproximado, na contagem, nos arredondamentos…
  • 46.
    Sinais de alerta Acriança…  Revela dificuldades na aprendizagem das horas?  Tem dificuldade em lembrar-se dos dias da semana e dos meses do ano por ordem?  Escreve de modo persistente os números por ordem inversa (13 como 31)?  Tem dificuldade em contar por ordem inversa?
  • 47.
    Sinais de alerta Acriança…  Tem dificuldade em contar de 2 em 2, 5 em 5…?  Confunde o 2 com o 5, 6 com o 9, + com x, + com ÷?  Considera os quebra-cabeças e os puzles difíceis?  Não consegue ler ou compreender o que leu?  Sente dificuldade em realizar cálculo mental?  O seu desempenho melhora se puder fazer o cálculo por escrito?
  • 48.
    Sinais de alerta Acriança…  Revela dificuldades na aprendizagem da soma e da subtração?  Revela dificuldades na aprendizagem da multiplicação (mais velhos)?  Usa os dedos para contar ou para adicionar?  Começa sempre a partir do 1 para adicionar dois números?
  • 49.
    Sinais de alerta Acriança…  Tem dificuldade em seguir um método para efetuar o cálculo com sucesso?  Frequentemente não completa as tarefas atribuídas?  Despende mais tempo na realização dos TPC do que os seus colegas?  Refere ansiedade acerca das aulas de matemática?
  • 51.
    Comorbilidades  As aptidõesde cálculo implicam múltiplas funções:  Memória  Linguagem  Atenção  Funções executivas  Funções visuo-espaciais…  Pelo que…
  • 52.
    Comorbilidades  Pelo que… Uma criança com PHDA pode cometer erros matemáticos devido às…  dificuldades na memória de trabalho (curto termo)  Uma criança disléxica falha na resolução das operações devido à…  não automatização das tabuadas de multiplicar  dificuldades na compreensão do enunciado
  • 53.
    Comorbilidades  Pelo que… Uma criança com problemas visuo-percetivos  coloca incorretamente os números em colunas  engana-se na medição dos ângulos  não discrimina figuras geométricas (idade pré-escolar)…
  • 54.
    Comorbilidades O mais difícilé perceber se estamos perante… uma perturbação específica dificuldades espectáveis perante o diagnóstico de umas das perturbações mencionadas!
  • 55.
    Comorbilidades Diferentes estudos…  Discalculia+ Dislexia: 17% a 64%  Discalculia + PHDA: 15% a 26%
  • 57.
    Intervenção  Não existeevidência científica sobre a eficácia de nenhum tipo de intervenção específica  Intervenção deverá ser:  Precoce  Individual
  • 58.
    Intervenção  Dependerá:  Daidade  Do ano de escolaridade  Das dificuldades específicas de cada criança  Das comorbilidades existentes
  • 59.
    Intervenção  Explicar àcriança o diagnóstico e desmistificar  Planear a gestão do tempo das sessões e o tipo de atividades a realizar  Praticar intensivamente e sistematicamente cada nova capacidade ou conceito  Não assumir nunca que a capacidade está adquirida
  • 60.
    Intervenção  Reforçar asnoções básicas periodicamente  Tornar as aprendizagens mais atrativas através da utilização de materiais apelativos  Utilizar estratégias visuais (esquemas, desenhos, material concreto)  Evitar dar os conceitos de modo muito abstrato no início da aprendizagem
  • 61.
    Intervenção  Consolidar oconceito básico de número  Progredir para um grau de dificuldade/abstração maior, gradualmente  Ensinar os passos para resolver os problemas:  Ler o enunciado pelo menos 2 vezes  Destacar os números  Procurar palavras chave para saber que operação realizar  Criar fichas com fórmulas para memorizar  Esquematizar
  • 62.
    Intervenção  Ensinar etreinar a utilização de estratégias diversificadas de resolução dos exercícios matemáticos  Pedir-lhe para explicar os conteúdos por palavras suas  Utilizar o computador ou jogos lúdicos para trabalhar os factos matemáticos  Ensinar a rever os exercícios para confirmar a correção dos resultados
  • 64.
    Bibliografia  Bird, Ronit(2009). Overcoming Difficulties with number. SAGE. Los Angeles  Clayton, Pauline (2003). How to develop numeracy in children with dyslexia. The Dyslexia Institute  Roca, Enric e outros (2010). El aprendizaje en la infancia y la adolescencia: claves para evitar el fracaso escolar. Esplugues de Llobregat: Hospital Sant Joan de Déu