SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 12
ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA
PSIQUE
TEORIA DA PERSONALIDADE
SUMÁRIO
• 2.0 OS NIVEIS DA PSIQUE
• 2.1 CONSCIENCIA
• 2.2 INCONSCIENTE PESSOAL
• 2.3 INCONSCIENTE COLETIVO
• 2.4 ARQUÉTIPOS
2.0 OS NIVEIS DA PSIQUE
• Jung, assim como Freud, baseou sua teoria da personalidade no pressuposto de que a mente, ou
psique, possui um nível consciente e um inconsciente.
• Diferentemente de Freud, no entanto, Jung afirmava de modo veemente que a porção mais
importante do inconsciente origina-se não das experiências pessoais do indivíduo, mas do
passado distante da existência humana, um conceito que Jung denominava inconsciente
coletivo.
• De menor importância para a teoria junguiana são o consciente e o inconsciente pessoal.
• A personalidade total, ou a psique, conforme chamada por Jung, consiste em
vários sistemas diferencia- dos, mas interatuantes.
• Os principais são o ego, o inconsciente pessoal e seus complexos, e o
inconsciente coletivo e seus arquétipos, a anima e o animus, e a sombra.
• Além desses sistemas interdependentes, existem as atitudes de introversão e
extroversão e as funções do pensamento, do sentimento, da sensação e da
intuição. Finalmente, existe o self, que é o centro de toda a personalidade.
O ego é a mente consciente. Ele é constituído por percepções, memórias,
pensamentos e sentimentos conscientes. O ego é responsável pelos nossos
sentimentos de identidade e de continuidade, e, do ponto de vista da pessoa,
considera-se que esteja no centro da consciência.
2.1 CONSCIENCIA
• A noção de Jung do ego é mais restritiva o que de FREUD.
• JUNG entendia o ego como O CENTRO DA CONSCIENCIA e não o centro da
PERSONALIDADE.
• O ego não É TODA A PERSONALIDADE,mas é completado pelo SELF MAIS
ABRANGENTE,o centro da personalidade que é INCONSCIENTE.
• De acordo com Jung, as imagens conscientes são aquelas percebidas pelo ego,
enquanto os elementos inconscientes não possuem relação com o ego. A noção de
Jung do ego é mais restritiva do que a de Freud. Jung entendia o ego como o centro
da consciência, mas não o centro da perso- nalidade. O ego não é toda a
personalidade, mas precisa ser completado pelo self mais abrangente, o centro da
per-sonalidade, que é, em grande parte, inconsciente. Em uma pessoa
psicologicamente saudável, o ego assume uma po- sição secundária ao self
inconsciente (Jung, 1951/1959a). Assim, a consciência desempenha um papel
relativamente menor na psicologia analítica, e uma ênfase excessiva na expansão da
psique consciente pode levar ao desequilíbrio psicológico. Os indivíduos saudáveis
estão em contato com seu mundo consciente, porém também se permitem ex-
perimentar seu self inconsciente e, assim, obtêm a indivi- duação, um conceito que
discutiremos na seção intitulada Autorrealização
2.2 INCONSCIENTE PESSOAL
• O inconsciente pessoal abrange todas as experiências reprimidas, esquecidas ou subliminarmente percebidas de um
indivíduo. Ele contém memórias e impulsos infantis reprimidos, eventos esquecidos e experiências originalmente
percebidas abaixo do limiar da consciência. O inconsciente pessoal é formado por experiências individuais e,
portanto, é único para cada um. Algumas imagens no inconsciente pessoal podem ser lembradas com facilidade,
outras são recordadas com dificuldade e há aquelas que estão além do alcance da consciência. O conceito de Jung
do inconsciente pessoal difere pouco da visão de Freud do inconsciente e pré-consciente combinados (Jung,
1931/1960b).
• Os conteúdos do inconsciente pessoal são denomi- nados complexos. Um complexo é um conglomerado de ideias
associadas carregadas de emoção. Por exemplo, as experiências de uma pessoa com a mãe podem ser agrupadas
em torno de um centro emocional de forma que a mãe da pessoa, ou mesmo a palavra “mãe”, desencadeie uma
resposta emocional que bloqueia o fluxo tranquilo do pensamento. Em nosso exemplo, o complexo materno não
provém somente da relação pessoal com a mãe, mas também das experiências da espécie inteira com a mãe. Além
disso, o complexo materno é formado, em parte, por uma imagem consciente que a pessoa tem da mãe. Assim, os
complexos podem ser parcialmente conscien- tes e se originar do inconsciente pessoal e coletivo (Jung, 1928/1960).
• ABRANGE TODAS AS EXPERIENCIAS REPRIMIDAS,ESQUECIDAS OU SUBLINAMENTE PERCEBIDAS
DE UM INDIVIDUO.
• Logo,contem memorias experiencias originalmente percebidas abaixo do limiar da
consciencia.Formado por experiencias individuais e é único para cada um.
• Algumas imagens são lembradas com facilidades,outras sao recordadas com dificuldades e
há aquelas que estão alem do alcance da consciencia.
• Os conscientes do IP são denominados de COMPLEXOS.
• Um COMPLEXO é um conglomerado de idéias associados carregadas de emoção.
• Logo,os COMPLEXOS podem ser Parcialmente consciente e se originar do Inconsciente Pessoal
e coletivo.
2.3 INCONSCIENTE COLETIVO
• Em contraste com o inconsciente pessoal, que resulta das experiências individuais, o inconsciente
coletivo possui raízes no passado ancestral de toda a espécie. Ele representa o conceito mais
controverso de Jung e talvez o mais característico. Os conteúdos físicos do inconsciente co- letivo são
herdados e transmitidos de uma geração para a seguinte como potencial psíquico. As experiências dos
ancestrais distantes com conceitos universais como Deus, mãe, água, terra, entre outros, foram
transmitidos ao longo das gerações, de modo que as pessoas em todos os climas e tempos foram
influenciadas por experiências de seus ancestrais primitivos (Jung, 1937/1959). Portanto, os conteúdos
do inconsciente coletivo são mais ou menos os mesmos para as pessoas em todas as culturas (Jung,
1934/1959).
• Os conteúdos do inconsciente coletivo não estão adormecidos, mas são ativos e influenciam os
pensamentos, as emoções e as ações de uma pessoa. O inconsciente coleti- vo é responsável pelos
mitos, pelas lendas e pelas crenças religiosas. Ele também produz “grandes sonhos”, isto é, sonhos
com significados que vão além do sonhador indi- vidual e que são cheios de significados para as
pessoas de todos os tempos e lugares (Jung, 1948/1960b).
• O inconsciente coletivo não se refere a ideias herda- das, mas à tendência inata dos humanos a reagir
de uma maneira particular sempre que suas experiências estimu- lam uma tendência de resposta
herdada biologicamente. Por exemplo, uma jovem mãe pode reagir de modo inespe- rado com amor
e ternura a seu bebê recém-nascido, mesmo que antes ela tivesse sentimentos neutros ou negativos
em relação ao feto. A tendência a responder faz parte do po- tencial inato da mulher ou do modelo
herdado, porém esse potencial inato requer uma experiência individual antes que ele seja ativado. Os
humanos, assim como outros ani- mais, ingressam no mundo com predisposições herdadas a agir ou
reagir de determinadas maneiras se suas experiên- cias presentes tiverem contato com essas
predisposições biologicamente determinadas. Por exemplo, um homem que se apaixona à primeira
vista pode ficar muito surpreso e perplexo com as próprias reações. Sua amada pode não
corresponder a seu ideal consciente de uma mulher, embo- ra algo dentro dele o leve a ser atraído
por ela. Jung sugeria que o inconsciente coletivo do homem continha impres- sões de mulher
biologicamente determinadas e que essas impressões foram ativadas quando o homem viu pela
primeira vez sua amada.
• Quantas predisposições biologicamente determina- das os humanos possuem?
Jung afirmou que as pessoas possuem tantas dessas tendências herdadas
quantas são as situações típicas que elas têm na vida. Repetições incon- táveis
dessas situações típicas fizeram com que se tornas- sem parte da constituição
biológica humana.
• A princípio, elas são “formas sem conteúdo, representando meramente a
possibilidade de certo tipo de percepção e ação” (Jung, 1937/1959, p. 48). Com
mais repetição, essas formas co- meçam a desenvolver algum conteúdo e
emergem como arquétipos relativamente autônomos.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

A nova psicologia
A nova psicologiaA nova psicologia
A nova psicologia
informingus
 
Slide vygotsky
Slide vygotskySlide vygotsky
Slide vygotsky
Gina1204
 
Prevenção, Diagnóstico e Tratamentos dos Transtornos Mentais da Infância e Ad...
Prevenção, Diagnóstico e Tratamentos dos Transtornos Mentais da Infância e Ad...Prevenção, Diagnóstico e Tratamentos dos Transtornos Mentais da Infância e Ad...
Prevenção, Diagnóstico e Tratamentos dos Transtornos Mentais da Infância e Ad...
Rayanne Chagas
 
Gestalt Terapia - Psicologia
Gestalt Terapia - PsicologiaGestalt Terapia - Psicologia
Gestalt Terapia - Psicologia
Adriane Fernandes
 

Mais procurados (20)

Jung - resumo vida e obra
Jung - resumo vida e obraJung - resumo vida e obra
Jung - resumo vida e obra
 
Psicanalise dissolucao do complexo de edipo e sexualidade
Psicanalise   dissolucao do complexo de edipo e sexualidadePsicanalise   dissolucao do complexo de edipo e sexualidade
Psicanalise dissolucao do complexo de edipo e sexualidade
 
Teoria e Pratica - Abordagem Psicanalitica
Teoria e Pratica - Abordagem PsicanaliticaTeoria e Pratica - Abordagem Psicanalitica
Teoria e Pratica - Abordagem Psicanalitica
 
Psicologia Geral - Introdução ao Estudo da Psicologia
Psicologia Geral - Introdução ao Estudo da PsicologiaPsicologia Geral - Introdução ao Estudo da Psicologia
Psicologia Geral - Introdução ao Estudo da Psicologia
 
Aula sobre vygotsky
Aula sobre vygotskyAula sobre vygotsky
Aula sobre vygotsky
 
Psicanálise
PsicanálisePsicanálise
Psicanálise
 
A nova psicologia
A nova psicologiaA nova psicologia
A nova psicologia
 
3.teorias do desenvolvimento adolescência
3.teorias do desenvolvimento adolescência3.teorias do desenvolvimento adolescência
3.teorias do desenvolvimento adolescência
 
8.teorias psicogeneticas
8.teorias psicogeneticas8.teorias psicogeneticas
8.teorias psicogeneticas
 
A INTERPRETAÇAO EM PSICANALISE
A INTERPRETAÇAO EM PSICANALISEA INTERPRETAÇAO EM PSICANALISE
A INTERPRETAÇAO EM PSICANALISE
 
A dinâmica da transferência 12
A dinâmica da transferência 12A dinâmica da transferência 12
A dinâmica da transferência 12
 
Crise e Suicídio
Crise e SuicídioCrise e Suicídio
Crise e Suicídio
 
Psicologia do desenvolvimento
Psicologia do desenvolvimentoPsicologia do desenvolvimento
Psicologia do desenvolvimento
 
Toeria do Hemisfério Direito
Toeria do Hemisfério DireitoToeria do Hemisfério Direito
Toeria do Hemisfério Direito
 
Slide vygotsky
Slide vygotskySlide vygotsky
Slide vygotsky
 
Introdução À Psicologia
Introdução À PsicologiaIntrodução À Psicologia
Introdução À Psicologia
 
Prevenção, Diagnóstico e Tratamentos dos Transtornos Mentais da Infância e Ad...
Prevenção, Diagnóstico e Tratamentos dos Transtornos Mentais da Infância e Ad...Prevenção, Diagnóstico e Tratamentos dos Transtornos Mentais da Infância e Ad...
Prevenção, Diagnóstico e Tratamentos dos Transtornos Mentais da Infância e Ad...
 
Gestalt Terapia - Psicologia
Gestalt Terapia - PsicologiaGestalt Terapia - Psicologia
Gestalt Terapia - Psicologia
 
Psicanálise Freudiana
Psicanálise FreudianaPsicanálise Freudiana
Psicanálise Freudiana
 
FREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISE
FREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISEFREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISE
FREUD E O DESENVOLVIMENTO DA PSICANÁLISE
 

Semelhante a ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA PSIQUE-NIVEIS DA PSIQUE.pptx

Palestra Semelhanças e diferenças entre Freud e Jung
Palestra Semelhanças e diferenças entre Freud e JungPalestra Semelhanças e diferenças entre Freud e Jung
Palestra Semelhanças e diferenças entre Freud e Jung
tacio111
 

Semelhante a ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA PSIQUE-NIVEIS DA PSIQUE.pptx (20)

PSICOLOGIA JUNGUIANA.pptx
PSICOLOGIA JUNGUIANA.pptxPSICOLOGIA JUNGUIANA.pptx
PSICOLOGIA JUNGUIANA.pptx
 
O INCONSCIENTE COLETIVO E PESSOAL SEGUNDO JUNG pptx
O INCONSCIENTE COLETIVO E PESSOAL SEGUNDO JUNG pptxO INCONSCIENTE COLETIVO E PESSOAL SEGUNDO JUNG pptx
O INCONSCIENTE COLETIVO E PESSOAL SEGUNDO JUNG pptx
 
Ebook-Os-Tipos-Psicológicos.pdf
Ebook-Os-Tipos-Psicológicos.pdfEbook-Os-Tipos-Psicológicos.pdf
Ebook-Os-Tipos-Psicológicos.pdf
 
Psicanalise freud
Psicanalise   freudPsicanalise   freud
Psicanalise freud
 
Software Junguiano
Software JunguianoSoftware Junguiano
Software Junguiano
 
Processos Psicológicos Básicos - Psicologia
Processos Psicológicos Básicos - PsicologiaProcessos Psicológicos Básicos - Psicologia
Processos Psicológicos Básicos - Psicologia
 
Freud e a Psicanálise I
Freud e a Psicanálise IFreud e a Psicanálise I
Freud e a Psicanálise I
 
A psicologia analitica de jung parte 1
A psicologia analitica de jung parte 1A psicologia analitica de jung parte 1
A psicologia analitica de jung parte 1
 
Power point do curso "O Mapa da Alma de Carl G. Jung" - 5 e 6.3.2016
Power point do curso "O Mapa da Alma de Carl G. Jung" - 5 e 6.3.2016Power point do curso "O Mapa da Alma de Carl G. Jung" - 5 e 6.3.2016
Power point do curso "O Mapa da Alma de Carl G. Jung" - 5 e 6.3.2016
 
Palestra Semelhanças e diferenças entre Freud e Jung
Palestra Semelhanças e diferenças entre Freud e JungPalestra Semelhanças e diferenças entre Freud e Jung
Palestra Semelhanças e diferenças entre Freud e Jung
 
Faceli - Direito - 2° Período - Curso de Psicologia Jurídica - 03
Faceli - Direito - 2° Período - Curso de Psicologia Jurídica - 03Faceli - Direito - 2° Período - Curso de Psicologia Jurídica - 03
Faceli - Direito - 2° Período - Curso de Psicologia Jurídica - 03
 
Curso O Desenvolvimento Infantil - Módulo A Etiologia das Neuroses
Curso O Desenvolvimento Infantil - Módulo A Etiologia das NeurosesCurso O Desenvolvimento Infantil - Módulo A Etiologia das Neuroses
Curso O Desenvolvimento Infantil - Módulo A Etiologia das Neuroses
 
Cg jung desenvinfantil
Cg jung   desenvinfantilCg jung   desenvinfantil
Cg jung desenvinfantil
 
O LUGAR DO INCONSCIENTE NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORES PRINCIPIANTES
O LUGAR DO INCONSCIENTE NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORES PRINCIPIANTESO LUGAR DO INCONSCIENTE NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORES PRINCIPIANTES
O LUGAR DO INCONSCIENTE NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORES PRINCIPIANTES
 
Sigmund Freud e a Psicanálise .pdf
Sigmund Freud e a Psicanálise .pdfSigmund Freud e a Psicanálise .pdf
Sigmund Freud e a Psicanálise .pdf
 
Power point do Seminário "Vida e Obra de Carl G. Jung"
Power point do Seminário "Vida e Obra de Carl G. Jung"Power point do Seminário "Vida e Obra de Carl G. Jung"
Power point do Seminário "Vida e Obra de Carl G. Jung"
 
COMPLEXOS NA VISÃO JUNGUIANA
COMPLEXOS NA VISÃO JUNGUIANACOMPLEXOS NA VISÃO JUNGUIANA
COMPLEXOS NA VISÃO JUNGUIANA
 
Palestra "O Mapa da Alma de Carl G. Jung"
Palestra "O Mapa da Alma de Carl G. Jung"Palestra "O Mapa da Alma de Carl G. Jung"
Palestra "O Mapa da Alma de Carl G. Jung"
 
Power point da palestra: "A Psicologia Analítica e o Mapa da Alma de Carl G. ...
Power point da palestra: "A Psicologia Analítica e o Mapa da Alma de Carl G. ...Power point da palestra: "A Psicologia Analítica e o Mapa da Alma de Carl G. ...
Power point da palestra: "A Psicologia Analítica e o Mapa da Alma de Carl G. ...
 
Apresentaopsicanlise
ApresentaopsicanliseApresentaopsicanlise
Apresentaopsicanlise
 

Último

Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o dia...
Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o dia...Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o dia...
Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o dia...
TaniaN8
 
ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdf
ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdfATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdf
ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdf
WendelldaLuz
 

Último (12)

Treinamento Básico em Primeiros Socorros.ppt
Treinamento Básico em Primeiros Socorros.pptTreinamento Básico em Primeiros Socorros.ppt
Treinamento Básico em Primeiros Socorros.ppt
 
Protocolo Zero Rugas - formato digital01
Protocolo Zero Rugas - formato digital01Protocolo Zero Rugas - formato digital01
Protocolo Zero Rugas - formato digital01
 
Rowe_etal_2024Evidence for planning and motor subtypes of stuttering based on...
Rowe_etal_2024Evidence for planning and motor subtypes of stuttering based on...Rowe_etal_2024Evidence for planning and motor subtypes of stuttering based on...
Rowe_etal_2024Evidence for planning and motor subtypes of stuttering based on...
 
aula de Me enxergou na minha tormenta Me livrou em meus problemas Transformou...
aula de Me enxergou na minha tormenta Me livrou em meus problemas Transformou...aula de Me enxergou na minha tormenta Me livrou em meus problemas Transformou...
aula de Me enxergou na minha tormenta Me livrou em meus problemas Transformou...
 
anemia ferropriva e megaloblástica FINAL.pptx
anemia ferropriva e megaloblástica FINAL.pptxanemia ferropriva e megaloblástica FINAL.pptx
anemia ferropriva e megaloblástica FINAL.pptx
 
Escala-CARS-1.pdf teste para crianças com autismo
Escala-CARS-1.pdf teste para crianças com autismoEscala-CARS-1.pdf teste para crianças com autismo
Escala-CARS-1.pdf teste para crianças com autismo
 
Humanização na Enfermagem: o que é e qual a importância?
Humanização na Enfermagem: o que é e qual a importância?Humanização na Enfermagem: o que é e qual a importância?
Humanização na Enfermagem: o que é e qual a importância?
 
AULA 07 - PROTOZOARIO E PRINCIPAIS DOENÇAS.pptx
AULA 07 - PROTOZOARIO E PRINCIPAIS DOENÇAS.pptxAULA 07 - PROTOZOARIO E PRINCIPAIS DOENÇAS.pptx
AULA 07 - PROTOZOARIO E PRINCIPAIS DOENÇAS.pptx
 
Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o dia...
Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o dia...Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o dia...
Não podemos esquecer que outros critérios são necessários para se fazer o dia...
 
Slides-trabalho-biossegurança em hospitais.pptx
Slides-trabalho-biossegurança em hospitais.pptxSlides-trabalho-biossegurança em hospitais.pptx
Slides-trabalho-biossegurança em hospitais.pptx
 
ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdf
ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdfATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdf
ATLAS DE FOTOGRAMETRIA FORENSE - EEPHCFMUSP .pdf
 
Farmacologia do Sistema Nervoso Autonomo
Farmacologia do Sistema Nervoso AutonomoFarmacologia do Sistema Nervoso Autonomo
Farmacologia do Sistema Nervoso Autonomo
 

ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA PSIQUE-NIVEIS DA PSIQUE.pptx

  • 1. ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA PSIQUE TEORIA DA PERSONALIDADE
  • 2. SUMÁRIO • 2.0 OS NIVEIS DA PSIQUE • 2.1 CONSCIENCIA • 2.2 INCONSCIENTE PESSOAL • 2.3 INCONSCIENTE COLETIVO • 2.4 ARQUÉTIPOS
  • 3. 2.0 OS NIVEIS DA PSIQUE • Jung, assim como Freud, baseou sua teoria da personalidade no pressuposto de que a mente, ou psique, possui um nível consciente e um inconsciente. • Diferentemente de Freud, no entanto, Jung afirmava de modo veemente que a porção mais importante do inconsciente origina-se não das experiências pessoais do indivíduo, mas do passado distante da existência humana, um conceito que Jung denominava inconsciente coletivo. • De menor importância para a teoria junguiana são o consciente e o inconsciente pessoal.
  • 4. • A personalidade total, ou a psique, conforme chamada por Jung, consiste em vários sistemas diferencia- dos, mas interatuantes. • Os principais são o ego, o inconsciente pessoal e seus complexos, e o inconsciente coletivo e seus arquétipos, a anima e o animus, e a sombra. • Além desses sistemas interdependentes, existem as atitudes de introversão e extroversão e as funções do pensamento, do sentimento, da sensação e da intuição. Finalmente, existe o self, que é o centro de toda a personalidade.
  • 5. O ego é a mente consciente. Ele é constituído por percepções, memórias, pensamentos e sentimentos conscientes. O ego é responsável pelos nossos sentimentos de identidade e de continuidade, e, do ponto de vista da pessoa, considera-se que esteja no centro da consciência.
  • 6. 2.1 CONSCIENCIA • A noção de Jung do ego é mais restritiva o que de FREUD. • JUNG entendia o ego como O CENTRO DA CONSCIENCIA e não o centro da PERSONALIDADE. • O ego não É TODA A PERSONALIDADE,mas é completado pelo SELF MAIS ABRANGENTE,o centro da personalidade que é INCONSCIENTE.
  • 7. • De acordo com Jung, as imagens conscientes são aquelas percebidas pelo ego, enquanto os elementos inconscientes não possuem relação com o ego. A noção de Jung do ego é mais restritiva do que a de Freud. Jung entendia o ego como o centro da consciência, mas não o centro da perso- nalidade. O ego não é toda a personalidade, mas precisa ser completado pelo self mais abrangente, o centro da per-sonalidade, que é, em grande parte, inconsciente. Em uma pessoa psicologicamente saudável, o ego assume uma po- sição secundária ao self inconsciente (Jung, 1951/1959a). Assim, a consciência desempenha um papel relativamente menor na psicologia analítica, e uma ênfase excessiva na expansão da psique consciente pode levar ao desequilíbrio psicológico. Os indivíduos saudáveis estão em contato com seu mundo consciente, porém também se permitem ex- perimentar seu self inconsciente e, assim, obtêm a indivi- duação, um conceito que discutiremos na seção intitulada Autorrealização
  • 8. 2.2 INCONSCIENTE PESSOAL • O inconsciente pessoal abrange todas as experiências reprimidas, esquecidas ou subliminarmente percebidas de um indivíduo. Ele contém memórias e impulsos infantis reprimidos, eventos esquecidos e experiências originalmente percebidas abaixo do limiar da consciência. O inconsciente pessoal é formado por experiências individuais e, portanto, é único para cada um. Algumas imagens no inconsciente pessoal podem ser lembradas com facilidade, outras são recordadas com dificuldade e há aquelas que estão além do alcance da consciência. O conceito de Jung do inconsciente pessoal difere pouco da visão de Freud do inconsciente e pré-consciente combinados (Jung, 1931/1960b). • Os conteúdos do inconsciente pessoal são denomi- nados complexos. Um complexo é um conglomerado de ideias associadas carregadas de emoção. Por exemplo, as experiências de uma pessoa com a mãe podem ser agrupadas em torno de um centro emocional de forma que a mãe da pessoa, ou mesmo a palavra “mãe”, desencadeie uma resposta emocional que bloqueia o fluxo tranquilo do pensamento. Em nosso exemplo, o complexo materno não provém somente da relação pessoal com a mãe, mas também das experiências da espécie inteira com a mãe. Além disso, o complexo materno é formado, em parte, por uma imagem consciente que a pessoa tem da mãe. Assim, os complexos podem ser parcialmente conscien- tes e se originar do inconsciente pessoal e coletivo (Jung, 1928/1960).
  • 9. • ABRANGE TODAS AS EXPERIENCIAS REPRIMIDAS,ESQUECIDAS OU SUBLINAMENTE PERCEBIDAS DE UM INDIVIDUO. • Logo,contem memorias experiencias originalmente percebidas abaixo do limiar da consciencia.Formado por experiencias individuais e é único para cada um. • Algumas imagens são lembradas com facilidades,outras sao recordadas com dificuldades e há aquelas que estão alem do alcance da consciencia. • Os conscientes do IP são denominados de COMPLEXOS. • Um COMPLEXO é um conglomerado de idéias associados carregadas de emoção. • Logo,os COMPLEXOS podem ser Parcialmente consciente e se originar do Inconsciente Pessoal e coletivo.
  • 10. 2.3 INCONSCIENTE COLETIVO • Em contraste com o inconsciente pessoal, que resulta das experiências individuais, o inconsciente coletivo possui raízes no passado ancestral de toda a espécie. Ele representa o conceito mais controverso de Jung e talvez o mais característico. Os conteúdos físicos do inconsciente co- letivo são herdados e transmitidos de uma geração para a seguinte como potencial psíquico. As experiências dos ancestrais distantes com conceitos universais como Deus, mãe, água, terra, entre outros, foram transmitidos ao longo das gerações, de modo que as pessoas em todos os climas e tempos foram influenciadas por experiências de seus ancestrais primitivos (Jung, 1937/1959). Portanto, os conteúdos do inconsciente coletivo são mais ou menos os mesmos para as pessoas em todas as culturas (Jung, 1934/1959). • Os conteúdos do inconsciente coletivo não estão adormecidos, mas são ativos e influenciam os pensamentos, as emoções e as ações de uma pessoa. O inconsciente coleti- vo é responsável pelos mitos, pelas lendas e pelas crenças religiosas. Ele também produz “grandes sonhos”, isto é, sonhos com significados que vão além do sonhador indi- vidual e que são cheios de significados para as pessoas de todos os tempos e lugares (Jung, 1948/1960b).
  • 11. • O inconsciente coletivo não se refere a ideias herda- das, mas à tendência inata dos humanos a reagir de uma maneira particular sempre que suas experiências estimu- lam uma tendência de resposta herdada biologicamente. Por exemplo, uma jovem mãe pode reagir de modo inespe- rado com amor e ternura a seu bebê recém-nascido, mesmo que antes ela tivesse sentimentos neutros ou negativos em relação ao feto. A tendência a responder faz parte do po- tencial inato da mulher ou do modelo herdado, porém esse potencial inato requer uma experiência individual antes que ele seja ativado. Os humanos, assim como outros ani- mais, ingressam no mundo com predisposições herdadas a agir ou reagir de determinadas maneiras se suas experiên- cias presentes tiverem contato com essas predisposições biologicamente determinadas. Por exemplo, um homem que se apaixona à primeira vista pode ficar muito surpreso e perplexo com as próprias reações. Sua amada pode não corresponder a seu ideal consciente de uma mulher, embo- ra algo dentro dele o leve a ser atraído por ela. Jung sugeria que o inconsciente coletivo do homem continha impres- sões de mulher biologicamente determinadas e que essas impressões foram ativadas quando o homem viu pela primeira vez sua amada.
  • 12. • Quantas predisposições biologicamente determina- das os humanos possuem? Jung afirmou que as pessoas possuem tantas dessas tendências herdadas quantas são as situações típicas que elas têm na vida. Repetições incon- táveis dessas situações típicas fizeram com que se tornas- sem parte da constituição biológica humana. • A princípio, elas são “formas sem conteúdo, representando meramente a possibilidade de certo tipo de percepção e ação” (Jung, 1937/1959, p. 48). Com mais repetição, essas formas co- meçam a desenvolver algum conteúdo e emergem como arquétipos relativamente autônomos.