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RESUMO
O estágio de observação é orientado por profissionais que possibilita a
experiência prática, complementando a formação teórico-acadêmica dos estudantes.
Tem como finalidade relatar as observações e as práticas decorrentes durante o Estágio
Supervisionado III em Educação Física, realizadas na Associação Pestalozzi de Maceió,
localizada no Bairro do Farol,Rua Desembargador Amorim

Lima Nº112 -

Maceió/AL,durante o segundo semestre do corrente ano.
Durante o estágio procuramos observar e questionar o professor com a
finalidade de esclarecer dúvidas que envolvessem a construção da sua prática e seu
posicionamento diante dos alunos e da instituição. Nesta instituição observamos que o
professor de Educação física é também um educador, e desta forma construía suas
práticas pedagógicasadequando às necessidades específicas de seus alunos. Por isso,
este momento nos oportunizou uma ideia de como trabalhar com pessoas com diferentes
níveis intelectuais e motores.
Todos os momentos consistiram na observação das aulas, da participação
dosalunos envolvidos, da postura do professor de Educação Física, da estrutura física e
dos recursos utilizados em aula O estágio nos deu a oportunidade de visualizar a
realidade de se trabalhar com a Educação Física voltada à pessoas com deficiência
intelectual.
Por tanto este estágio nos proporcionou situações na qual nos colocamosdiante
da diversidade do processo ensino-aprendizagem da Educação Física na instituição,
oportunizando a chance de contemplar os conhecimentos e habilidades relacionados à
disciplina Metodologia do Ensino das Atividades Físicas Adaptadas.

Palavras Chave: Estágio Observatório, Educação Física, Atuação Profissional.
INTRODUÇÃO
O estágio constitui-se em um instrumento de conhecimento e de integração do
aluno na realidade social, econômica e do trabalho em sua área profissional, associando
assim a teoria á pratica.
O estágio foi realizado na Instituição Pestalozzi de Maceió, localizada no Bairro
do Farol, Rua Desembargador Amorim Lima Nº112 - Maceió/AL, no período de 18 de
Dezembro de 2013 a 08 de Janeiro de 2014, visando fortalecer nossos conhecimentos e
nos preparando melhor para nosso futuro profissional. Além de propor ao graduando
uma experiência, o estágio de observação mostra a realidade do dia a dia do professor
na instituição, a diversidade de comportamentos de alunos, como proceder diante de
uma turma, quais os problemas serão encontrados dentro das escolas com pessoas com
deficiências em escolas regulares ou especiais.
O presente trabalho tem por objetivo relatar as atividades desenvolvidas durante
o Estágio Observatório, proposto pela professora Neiza de Lurdes Frederico Fumes,
responsável pela disciplina de Metodologia do Ensino das Atividades Físicas Adaptadas
do curso de Licenciatura em Educação Física – UFAL, como cumprimento parcial da
disciplina acima citada.

Como conteúdo o mesmo busca explorar as atividades

desenvolvidas pelo profissional da instituição e relatórios de observação. A fim de
refletir as dificuldades e vantagens encontradas durante a aula, desmistificando o
conhecimento popular e expondo claramente o real papel do professor de Educação
Física dentro de uma instituição que trabalha com pessoas com deficiência intelectual, e
buscaa evolução do aluno diante a sua formação.
Relatório Dia 18 de Dezembro de 2013 - Atividades Desenvolvidas
O estágio foi realizado na Instituição Pestalozzi de Maceió, localizada no Bairro do
Farol, Rua Desembargador Amorim Lima Nº112 - Maceió/AL. Num primeiro momento
tivemos a oportunidade de presenciar o último dia de aula do ano de 2013 antes do
recesso, no dia 18 de dezembro de 2013, quem a realizou foi o professor Richardson
Barcelos de Oliveira, o tema da aula foi Basquetebol um dos esportes coletivos que
quando bem trabalhado no ambiente escolar, pode refletir no comportamento dos alunos
e seu desenvolvimento; O conteúdo trabalhado foi drible e finalização; os recursos
utilizados foram as bolas de basquete, extensor, tabela de basquete e a própria estrutura
física do espaço como, por exemplo, rampa, paredes e paralelepípedo. No inicio da aula
foi feito um circulo onde o professor passou e orientou alguns movimentos de
alongamento de membros superiores, inferiores e coluna; na sequencia veio um
aquecimento dinâmico com caminhada de formas alternadas( lateral, batendo palmas e
balançando os braços intensamente), subir e descer “escada” de frente e de costas ; Foi
trabalhado o fortalecimento dos braços e trabalhada a postura com exercícios no
extensores; Por fim foi iniciado o treino de dribles e passes com os alunos em pares com
uso da bola de basquetebol e realizando movimentos laterais no espaço da atividade; O
passe e recepção foi treinado na parede os alunos ficaram em duas filas e realizavam 10
movimentos cada; Para finalizar os alunos efetuaram lançamentos a cesta atividade na
qual cada individuo tinha 3 chances de acertar a cesta; fechando a aula o professor
revisou o que foi realizado na aula e se despediu da turma.
Relatório Dia 06 de Janeiro de 2014 - Atividades Desenvolvidas
Segunda- feira dia 06 de janeiro de 2014, este foi o dia que as turmas retornaram
as atividades na instituição, muitos dos alunos estavam ausentes da aula, alguns por não
querer participar e outros por estarem realizando outras atividades que chocaram com os
horários das aulas. Pela quantidade de alunos o professor optou por juntar duas ultimas
turmas em uma mesma aula, as demais seguiram a ordem normal e uma foi aplicada de
forma individual pelo grau de comprometimento motor que o aluno apresentava.
As aulas foram iniciadas em circuito onde o professor explicou a atividade do
dia e iniciou o alongamento com a turma orientando o posicionamento dos alunos de
forma verbal; Seguido partiu para o aquecimento em forma de caminhada associada a
diversos “desafios” andar de costas, balançando os braços, batendo palmas e
lateralmente, trabalhou membros inferiores realizando movimentos em step também de
frente, de costas e para ambos os lados, os membros superiores com atividades de força
utilizando halteres e extensor; em um terceiro momento foi trabalhado o equilíbrio dos
alunos usando para isso circuitos básicos, que segundo o professor busca torna mais ou
menos complexa de acordo com o grupo, para tal foi utilizado bambolês, cones, bastões,
estrutura física e cordas; Para finalizar o professor reuniu a turma e relembrou as
atividades do dia.
As aulas individuais foram um pouco mais resumidas, buscando uma realizar
alongamentos de forma ativo-assistida para membros superiores e inferiores,
aquecimento com caminhada simples sempre orientando a macha dos alunos e
incentivando a prosseguir atividade, em seguida foi realizado exercício de força com
halteres e extensores os quais estimulavam tanto a força quanto a postura durante o
exercício.
Relatório Dia 07 de Janeiro de 2014 - Atividades Desenvolvidas
O estágio foi realizado na Instituição Pestalozzi de Maceió, localizada no Bairro do
Farol, Rua Desembargador Amorim Lima Nº112 - Maceió/AL. Na terceira visitaque foi
no dia 07 de Janeiro de 2014 conhecemos outro professor o Fábio Sauto de Carvalho,
onde o tema da aula foi o handebol e futebol, ele trabalhou com um grupo de alunos
mais independentes, eles entendiam com facilidade a explicação do professor e quando
eles pegavam a explicação o professor colocava mais regras no jogo. Na sala do
convívio onde estavam os alunos mais dependentes o professor trabalhava de forma
individual com cada aluno através de alongamentos e aquecimentos. Nessa sala o
professor voltava seus objetivos para trabalhar com a coordenação motora, atenção,
agilidade e velocidade de raciocínio dos alunos. Na turma seguinte, dos alunos mais
independentes, além dos objetivos anteriores o professor Fábio Sauto também
trabalhava com a socialização, onde os alunos aprendiam a trabalhar em grupo em
harmonia respeitando uns aos outros.Os recursos utilizados foram as bolas de voleibol,
arcos, cadeiras, conese a estrutura física do espaço. No inicio o professor pegava um
aluno por vez e realizava alongamentos como: colocar o arco por cima da cabeça,
fazendo movimentos com o mesmo, em seguida passar entre os cones e levar um arco
por vez ao outro lado do pátio, alguns alunos em pé jogavam a bola para o professor, os
que apresentavam mais dificuldades ficavam sentados na cadeira e realizavam o mesmo
movimento. Com os alunos mais independentes o professor fez um aquecimento
dinâmico com caminhada de formas alternadas (lateral, batendo palmas e balançando os
braços intensamente), subir e descer “escada” de frente e de costas. Por fim foi realizado
um jogo comum de handebol inclusive com as regras que eram colocadas pelo
professor. Em seguida a aula foi concluída com um jogo de futebol também seguindo as
regras que eram propostas. Concluindo a aula o professor revisou o que foi realizado na
aula e se despediu da turma.
Relatório Dia 08 de Janeiro de 2014 - Atividades Desenvolvidas
O estágio foi realizado na Instituição Pestalozzi de Maceió, localizada no Bairro do
Farol, Rua Desembargador Amorim Lima Nº112 - Maceió/AL. Nosso último dia de
estágio foi um momento bastante proveitoso, onde presenciamos a aula do dia 08 de
Janeirode 2014 com o professor Richardson Barcelos de Oliveira, novamente o tema
basquetebol, onde o objetivo era fazer com que os alunos si conhecessem e
conhecessem também suas possibilidades de movimentos participando espontaneamente
das atividades. O conteúdo trabalhado foi drible e finalização; os recursos utilizados
foram as bolas de basquete, extensor, tabela de basquete e a própria estrutura física do
espaço como, por exemplo, rampa, paredes e paralelepípedo. No inicio da aula foi feito
um circulo onde o professor passou e orientou alguns movimentos de alongamento de
membros superiores, inferiores e coluna; na sequência veio um aquecimento dinâmico
com caminhada de formas alternadas (lateral, batendo palmas e balançando os braços
intensamente), subir e descer “escada” de frente e de costas; Foi trabalhado o
fortalecimento dos braços e trabalhada a postura com exercícios no extensores. Foi
iniciado o treino de dribles e passes com os alunos em pares com uso da bola de
basquetebol e realizando movimentos laterais e de um de frente para o outro no espaço
da atividade. O passe e recepção foram treinados com um aluno jogando a bola para o
outro de diferentes formas como: passe de frente e quicando. Para finalizar os alunos
efetuaram lançamentos a cesta atividade na qual cada indivíduo tinha 3 chances de
acertar a cesta. Concluindo a aula o professor revisou o que foi realizado na aula e se
despediu da turma.
OBSERVAÇÃO DO ESTÁGIO:
Ao chegarmos a instituição o Professor responsável nos apresentou o espaço
onde ele aplicava suas aula, bem como falou de como era dividido o ambiente, onde
segundo ele os alunos com maior dependência ficavam no andar de baixo nesse os
alunos iam mas para interação sem nenhum objetivo de notas e os com maior
independência divididos em turmas no andar de cima que funciona como um EJA tendo
3 fases nas quais os alunos são avaliados, quando chega na ultima o aluno pode
continuar realizando as atividades extras

oferecidas pela instituição (Jardinagem,

Percussão, Capoeira, Ballet etc).Havia sala de psicologia, cozinha, sala de dança e
espaço para o coral.
O número de aluno para as atividades de educação física eram muito variável,
pois algumas das intervenções como a terapêutica eram aplicadas no horário das aula
sempre tinha um choque nos horários a faixa etária dos alunos no espaço eram acima de
15 anos, o tipo de deficiência era a intelectual, porem trabalhavam com diferentes níveis
de comprometimento e síndromes.
O trabalho realizado pelo professor tinha duas abordagens diferentes uma mais
dinâmica com o objetivo de socializar e ensinar fundamentos básicos do esporte para o
grupo que realizavam atividades com maior independência e outras atividades
individuais onde o aluno tinha um tempo exclusivo com o professor para realizar
atividades de alongamento e aquecimento de forma a respeitar os seus aspectos motores.
As atividades que tivemos o privilégio de acompanhar foram alongamentos para alunos
mais dependentes com atenção especial para cada um e também esportes coletivos para
alunos mais independentes como o basquetebol, handebol e futebol. Os alongamentos
realizados foram: alguns movimentos de membros superiores, inferiores e coluna; na
sequência aquecimentos dinâmicos com caminhada de formas alternadas (lateral,
batendo palmas e balançando os braços intensamente), subir e descer “escada” de frente
e de costas.Tambémfoi trabalhado o fortalecimento dos braços e a postura com
exercícios nos extensores. Para alunos mais dependentes eram colocados arcos no chão,
onde eles tinham que acertar a bola dentro fazendo com que a mesma chegasse a mão
do professor.
O basquetebol era iniciado com treino de dribles e passes com os alunos em pares com
uso da bola de basquetebol e realizando movimentos laterais no espaço da atividade; O
passe e recepção foram treinados na parede os alunos ficaram em duas filas e
realizavam 10 movimentos cada. A atividade era finalizadacom os alunos efetuando
lançamentos na cesta, onde cada um tinha 3 chances de acertar a bola dentro da cesta.
O handebol e o futebol foram atividades que eles já conheciam bem, o professor
ditava as regras e eles jogavam com bastante entusiasmo. E quando eles não seguiam a
regra corretamente o professor explicava o erro e eles aceitavam sem arrumar nenhuma
confusão e alguns inclusive já sabiam onde tinha errado e aceitavam a chamada do
professor sem problema algum.
Cada Professor tinha a sua metodologia especifica que no caso do Professor
Richardson era uso da metodologia global e mista no ensino, dependendo da dificuldade
do aluno o método parcial e no desenvolvimento inicial da aula era feita em circulo e
passado para os alunos as atividades que serão realizadas. Já o Professor Fábio
procurava interagir bastante, pois os alunos dele têm déficit de atenção acentuado,
trazendo com essa metodologia a atenção dos alunos.
Os professores de uma forma geral sempre procuram adaptar as aulas ás
dificuldades dos alunos e caso algum aluno não consiga ou tenha dificuldade em
realizar alguma atividade é alterado o modo de excursão ou de material.
A relação do aluno com o professor é muito boa, os profissionais procuram ouvir
seus alunos e tentam negociar em varias situação para que a participação do aluno seja
possível. Nem todos apresentam uma participação ativa durante as aulas uns pelas
dificuldades motoras presentes, outros apresentam certa falta de interesse em participar,
mas gostam de observar as atividades e interagir (falando) sobre a aula.
Os Professores relataram a compra de novos materiais que ajudaram bastante a
diversificar e tornar as aulas mais dinâmicas, alguns materiais usados em aula são:
Bolas (Basquete, Vôlei, Futebol), vários arcos, halteres de 1kg, tornozeleiras, cones,
cordas, extensores, tabela de basquete e o próprio espaço físico.
Os alunos terminam as aulas, empolgados com as suas conquistas durante as
atividades, tais como fazer o maior número de cestas, completar percursos e controlar a
bola. Já os professores apresentam satisfação em concluir mais uma etapa do seu dia.
Os professores avaliam a eficácia das atividades com base na compreensão e
envolvimento de seus alunos nas atividades, assim como a evolução de suas
habilidades.
A relação Professor-Aluno é de respeito ás individualidades do grupo e certa
afetividade por parte dos alunos que são bastante receptivos as intervenções feitas em
determinados momentos. Já a relação entre alunos é de amizade, porém alguns geram
pequenos conflitos com os demais, mas nada que não possa ser controlado e revertido.
Todas as aulas que observamos se mostravam coerentes para cada aluno. Uns
com maiores dificuldades recebiam uma atenção especial dos professores e os que
possuíam uma melhor independência realizavam atividades normais com alguns
auxílios dos professores que se mostravam sempre atentos com todos os alunos.
Esse estágio observatório nos possibilitou uma visão mais ampla de como se
trabalhar com pessoas com deficiências abrindo nossas mentes para futuras
oportunidades, e através dessas aulas observamos o cuidado que se tem que ter em
elaborar aulas para esse grupo, pois quando algum aluno não alcançava o objetivo
proposto, o professor mudava de estratégia rapidamente para que o mesmo não se
desmotivasse e nem perdesse o foco principal da aula, que é fazer com que ele se sinta
bem e realize as atividades de formas bem espontâneas.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE EDUCAÇÃO - CEDU
CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA LICENCIATURA
Bárbara Marcelly Tavares de Gusmão
Rayane Rocha de Souza

Relatório de Observação

Maceió – AL
2014
Bárbara Marcelly Tavares de Gusmão
Rayane Rocha de Souza

Relatório de Observação

Relatório de observação apresentado como requisito
parcial para obtenção de nota na Disciplina da
Metodologia do Ensino das Atividades Físicas
Adaptadas

do

Curso

de

Educação

Física/CEDU/UFAL sob a Supervisão da Professora
DrªNeiza de Lourdes Frederico Fumes.

Maceió – AL
2014
SUMÁRIO
1. RESUMO.............................................................................................................04
2. INTRODUÇÃO...................................................................................................05
3. DEFICIÊNCIA INTELECTUAL........................................................................06
4.1 RELATÓRIO DO DIA 18/12/2013...................................................................09
4.2 RELATÓRIO DO DIA 06/01/2014...................................................................10
4.3 RELATÓRIO DO DIA 07/01/2014...................................................................11
4.4 RELATÓRIO DO DIA 08/01/2014...................................................................12
5. OBSERVAÇÃO DO ESTÁGIO.........................................................................13
6. CONCLUSÃO....................................................................................................16
6. REFERÊNCIA.....................................................................................................17
7. ANEXO................................................................................................................18
7.1 FICHA DE ACOMPANHAMENTO................................................................ 19
7.2 ENTREVISTA CONVENCIONAL COM O PROFESSORRICHARDSON.20
7.3 ENTREVISTA CONVENCIONAL COM O PROFESSOR FÁBIO................21
7.4 PLANO DE AULA COM PROFESSOR RICHARDSON...............................22
Conclusão

Concluímos que o estágio de observação tem uma importância muito grande
para a formação de nós futuros profissionais, sendo assim, um dos principais
instrumentos para se alcançar experiência e adquirir conhecimentos. A educação física
está relacionada com o movimento, e este por sua vez, é o denominador comum de
diversos campos sensoriais.
Sabendo destas informações observamos o trabalho do professor de forma
integral, pensando no aluno e no mundo em que estar inserido na perspectiva de adquirir
experiências para futuramente passá-las aos nossos alunos possibilitando o trabalho em
conjunto, utilizando alongamentos, aquecimentos e jogos de uma forma, para que por
meio de estratégias o aluno possa construir o seu próprio conhecimento e descubra
também suas possibilidades, associando o corpo, a emoção, a consciência e a busca do
prazer, fazendo com que ele se sinta bem em realizar as atividades propostas.
E apesar de termos tido pouco tempo de observação notamos como é importante
o trabalho com pessoas especiais, pois apesar do cuidado que deve ser maior eles
aprendem o conteúdo e se entusiasmam com a aula proposta, realizando as atividades
sempre bem atentos e durante esse tempo de estágio de observação conseguimos nos
tornar pessoas mais conscientes da realidade que um professor quando formado terá que
encarar durante toda a vida.
Deficiência Intelectual
Deficiência intelectual ou atraso mental é um termo que se usa quando uma
pessoa apresenta certas limitações no seu funcionamento mental e no desempenho de
tarefas como as de comunicação, cuidado pessoal e de relacionamento social.
Estas limitações provocam uma maior lentidão na aprendizagem e no desenvolvimento
dessas

pessoas.
As crianças com atraso cognitivo podem precisar de mais tempo para aprender a

falar, a caminhar e a aprender as competências necessárias para cuidar de si, tal como
vestir-se ou comer com autonomia. É natural que enfrentem dificuldades na escola. No
entanto aprenderão, mas necessitarão de mais tempo. É possível que algumas crianças
não consigam aprender algumas coisas como qualquer pessoa que também não
consegue aprender tudo.
Os investigadores encontraram muitas causas da deficiência intelectual, as mais
comuns

são:

Condições genéticas: Por vezes, o atraso mental é causado por genes anormais herdados
dos pais, por erros ou acidentes produzidos na altura em que os genes se combinam uns
com os outros, ou ainda por outras razões de natureza genética.

Alguns

exemplos de condições genéticas propiciadoras do desenvolvimento de uma deficiência
intelectual

incluem

a

síndrome

de

Down

ou

a

fenilcetonúria.

Problemas durante a gravidez: O atraso cognitivo pode resultar de um
desenvolvimento inapropriado do embrião ou do feto durante a gravidez. Por exemplo,
pode acontecer que, a quando da divisão das células, surjam problemas que afetem o
desenvolvimento da criança. Uma mulher alcoólica ou que contraia uma infecção
durante a gravidez, como a rubéola, por exemplo, pode também ter uma criança com
problemas

de

desenvolvimento

mental.

Problemas ao nascer: Se o bebê tem problemas durante o parto, como, por exemplo, se
não recebe oxigênio suficiente, pode também acontecer que venha a ter problemas de
desenvolvimento

mental.
Problemas de saúde: Algumas doenças, como o sarampo ou a meningite podem estar
na origem de uma deficiência mental, sobretudo se não forem tomados todos os
cuidados de saúde necessários. A má nutrição extrema ou a exposição a venenos como o
mercúrio ou o chumbo podem também originar problemas graves para o
desenvolvimento

mental

das

crianças.

Nenhuma destas causas produz, por si só, uma deficiência intelectual. No
entanto, constituem riscos, uns mais sérios outros menos, que convém evitar tanto
quanto possível. Por exemplo, uma doença como a meningite não provoca forçosamente
um atraso intelectual; o consumo excessivo de álcool durante a gravidez também não;
todavia, constituem riscos demasiados graves para que não se procure todos os cuidados
de saúde necessários para combater a doença, ou para que não se evite o consumo de
álcool

durante

a

gravidez.

A deficiência intelectual não é uma doença. Não pode ser contraída a partir do contágio
com outras pessoas, nem o convívio com um deficiente intelectual provoca qualquer
prejuízo em pessoas que o não seja. O atraso cognitivo não é uma doença mental
(sofrimento psíquico), como a depressão, esquizofrenia, por exemplo. Não sendo uma
doença, também não faz sentido procurar ou esperar uma cura para a deficiência
intelectual.
A grande maioria das crianças com deficiência intelectual consegue aprender a fazer
muitas coisas úteis para a sua família, escola, sociedade e todas elas aprendem algo para
sua utilidade e bem-estar da comunidade em que vivem. Para isso precisam, em regra,
de mais tempo e de apoios para lograrem sucesso.
A deficiência intelectual ou atraso cognitivo diagnostica-se, observando duas
coisas:
A capacidade do cérebro da pessoa para aprender, pensar, resolver problemas, encontrar
um sentido do mundo, uma inteligência do mundo que as rodeia (a esta capacidade
chama-se

funcionamento

cognitivo

ou

funcionamento

intelectual)

A competência necessária para viver com autonomia e independência na comunidade
em que se insere (a esta competência também se chama comportamento adaptativo ou
funcionamento

adaptativo).

Enquanto o diagnóstico do funcionamento cognitivo é normalmente realizado
por técnicos devidamente habilitados (psicólogos, neurologistas, fonoaudiólogos, etc.),
já o funcionamento adaptativo deve ser objeto de observação e análise por parte da
família,

dos

pais

e

dos

educadores

que

convivem

com

a

criança.

Para obter dados a respeito do comportamento adaptativo deve procurar saber-se
o que a criança consegue fazer em comparação com crianças da mesma idade
cronológica.

Certas competências são muito importantes para a organização desse
comportamento
As

adaptativo:

competências

de

vida

diária:

como

vestir-se,

tomar

banho,

comer.

As competências de comunicação: como compreender o que se diz e saber responder.
As competências sociais: com os colegas, com os membros da família e com outros
adultos e crianças.
Para diagnosticar a Deficiência Intelectual, os profissionais estudam as
capacidades mentais da pessoa e as suas competências adaptativas. Estes dois aspectos
fazem parte da definição de atraso cognitivo comum à maior parte dos cientistas que se
dedicam

ao

estudo

da

deficiência

intelectual.

O fato de se organizarem serviços de apoio a crianças e jovens com deficiência
intelectual deve proporcionar uma melhor compreensão sobre a situação concreta da
criança

de

quem

se

diz

que

tem

um

atraso

cognitivo.

Após uma avaliação inicial, devem ser estudadas as potencialidades e as
dificuldades que a criança apresenta. Deve também ser estudada a quantidade e natureza
de apoio de que a criança possa necessitar para estar bem em casa, na escola e na
comunidade.
Esta perspectiva global dá-nos uma visão realista de cada criança. Por outro lado,
serve também para reconhecer que a “visão” inicial pode, e muitas vezes devem mudar
ou evoluir. À medida que a criança vai crescendo e aprendendo, também a sua
capacidade para encontrar o seu lugar, o seu melhor lugar, no mundo aumenta.
Referências
http://inclusaobrasil.blogspot.com.br/2007/10/o-que-deficincia-intelectual-ouatraso.html <acesso em 08 de Janeiro de 2014>
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Estagio de observação

  • 1. RESUMO O estágio de observação é orientado por profissionais que possibilita a experiência prática, complementando a formação teórico-acadêmica dos estudantes. Tem como finalidade relatar as observações e as práticas decorrentes durante o Estágio Supervisionado III em Educação Física, realizadas na Associação Pestalozzi de Maceió, localizada no Bairro do Farol,Rua Desembargador Amorim Lima Nº112 - Maceió/AL,durante o segundo semestre do corrente ano. Durante o estágio procuramos observar e questionar o professor com a finalidade de esclarecer dúvidas que envolvessem a construção da sua prática e seu posicionamento diante dos alunos e da instituição. Nesta instituição observamos que o professor de Educação física é também um educador, e desta forma construía suas práticas pedagógicasadequando às necessidades específicas de seus alunos. Por isso, este momento nos oportunizou uma ideia de como trabalhar com pessoas com diferentes níveis intelectuais e motores. Todos os momentos consistiram na observação das aulas, da participação dosalunos envolvidos, da postura do professor de Educação Física, da estrutura física e dos recursos utilizados em aula O estágio nos deu a oportunidade de visualizar a realidade de se trabalhar com a Educação Física voltada à pessoas com deficiência intelectual. Por tanto este estágio nos proporcionou situações na qual nos colocamosdiante da diversidade do processo ensino-aprendizagem da Educação Física na instituição, oportunizando a chance de contemplar os conhecimentos e habilidades relacionados à disciplina Metodologia do Ensino das Atividades Físicas Adaptadas. Palavras Chave: Estágio Observatório, Educação Física, Atuação Profissional.
  • 2. INTRODUÇÃO O estágio constitui-se em um instrumento de conhecimento e de integração do aluno na realidade social, econômica e do trabalho em sua área profissional, associando assim a teoria á pratica. O estágio foi realizado na Instituição Pestalozzi de Maceió, localizada no Bairro do Farol, Rua Desembargador Amorim Lima Nº112 - Maceió/AL, no período de 18 de Dezembro de 2013 a 08 de Janeiro de 2014, visando fortalecer nossos conhecimentos e nos preparando melhor para nosso futuro profissional. Além de propor ao graduando uma experiência, o estágio de observação mostra a realidade do dia a dia do professor na instituição, a diversidade de comportamentos de alunos, como proceder diante de uma turma, quais os problemas serão encontrados dentro das escolas com pessoas com deficiências em escolas regulares ou especiais. O presente trabalho tem por objetivo relatar as atividades desenvolvidas durante o Estágio Observatório, proposto pela professora Neiza de Lurdes Frederico Fumes, responsável pela disciplina de Metodologia do Ensino das Atividades Físicas Adaptadas do curso de Licenciatura em Educação Física – UFAL, como cumprimento parcial da disciplina acima citada. Como conteúdo o mesmo busca explorar as atividades desenvolvidas pelo profissional da instituição e relatórios de observação. A fim de refletir as dificuldades e vantagens encontradas durante a aula, desmistificando o conhecimento popular e expondo claramente o real papel do professor de Educação Física dentro de uma instituição que trabalha com pessoas com deficiência intelectual, e buscaa evolução do aluno diante a sua formação.
  • 3. Relatório Dia 18 de Dezembro de 2013 - Atividades Desenvolvidas O estágio foi realizado na Instituição Pestalozzi de Maceió, localizada no Bairro do Farol, Rua Desembargador Amorim Lima Nº112 - Maceió/AL. Num primeiro momento tivemos a oportunidade de presenciar o último dia de aula do ano de 2013 antes do recesso, no dia 18 de dezembro de 2013, quem a realizou foi o professor Richardson Barcelos de Oliveira, o tema da aula foi Basquetebol um dos esportes coletivos que quando bem trabalhado no ambiente escolar, pode refletir no comportamento dos alunos e seu desenvolvimento; O conteúdo trabalhado foi drible e finalização; os recursos utilizados foram as bolas de basquete, extensor, tabela de basquete e a própria estrutura física do espaço como, por exemplo, rampa, paredes e paralelepípedo. No inicio da aula foi feito um circulo onde o professor passou e orientou alguns movimentos de alongamento de membros superiores, inferiores e coluna; na sequencia veio um aquecimento dinâmico com caminhada de formas alternadas( lateral, batendo palmas e balançando os braços intensamente), subir e descer “escada” de frente e de costas ; Foi trabalhado o fortalecimento dos braços e trabalhada a postura com exercícios no extensores; Por fim foi iniciado o treino de dribles e passes com os alunos em pares com uso da bola de basquetebol e realizando movimentos laterais no espaço da atividade; O passe e recepção foi treinado na parede os alunos ficaram em duas filas e realizavam 10 movimentos cada; Para finalizar os alunos efetuaram lançamentos a cesta atividade na qual cada individuo tinha 3 chances de acertar a cesta; fechando a aula o professor revisou o que foi realizado na aula e se despediu da turma.
  • 4. Relatório Dia 06 de Janeiro de 2014 - Atividades Desenvolvidas Segunda- feira dia 06 de janeiro de 2014, este foi o dia que as turmas retornaram as atividades na instituição, muitos dos alunos estavam ausentes da aula, alguns por não querer participar e outros por estarem realizando outras atividades que chocaram com os horários das aulas. Pela quantidade de alunos o professor optou por juntar duas ultimas turmas em uma mesma aula, as demais seguiram a ordem normal e uma foi aplicada de forma individual pelo grau de comprometimento motor que o aluno apresentava. As aulas foram iniciadas em circuito onde o professor explicou a atividade do dia e iniciou o alongamento com a turma orientando o posicionamento dos alunos de forma verbal; Seguido partiu para o aquecimento em forma de caminhada associada a diversos “desafios” andar de costas, balançando os braços, batendo palmas e lateralmente, trabalhou membros inferiores realizando movimentos em step também de frente, de costas e para ambos os lados, os membros superiores com atividades de força utilizando halteres e extensor; em um terceiro momento foi trabalhado o equilíbrio dos alunos usando para isso circuitos básicos, que segundo o professor busca torna mais ou menos complexa de acordo com o grupo, para tal foi utilizado bambolês, cones, bastões, estrutura física e cordas; Para finalizar o professor reuniu a turma e relembrou as atividades do dia. As aulas individuais foram um pouco mais resumidas, buscando uma realizar alongamentos de forma ativo-assistida para membros superiores e inferiores, aquecimento com caminhada simples sempre orientando a macha dos alunos e incentivando a prosseguir atividade, em seguida foi realizado exercício de força com halteres e extensores os quais estimulavam tanto a força quanto a postura durante o exercício.
  • 5. Relatório Dia 07 de Janeiro de 2014 - Atividades Desenvolvidas O estágio foi realizado na Instituição Pestalozzi de Maceió, localizada no Bairro do Farol, Rua Desembargador Amorim Lima Nº112 - Maceió/AL. Na terceira visitaque foi no dia 07 de Janeiro de 2014 conhecemos outro professor o Fábio Sauto de Carvalho, onde o tema da aula foi o handebol e futebol, ele trabalhou com um grupo de alunos mais independentes, eles entendiam com facilidade a explicação do professor e quando eles pegavam a explicação o professor colocava mais regras no jogo. Na sala do convívio onde estavam os alunos mais dependentes o professor trabalhava de forma individual com cada aluno através de alongamentos e aquecimentos. Nessa sala o professor voltava seus objetivos para trabalhar com a coordenação motora, atenção, agilidade e velocidade de raciocínio dos alunos. Na turma seguinte, dos alunos mais independentes, além dos objetivos anteriores o professor Fábio Sauto também trabalhava com a socialização, onde os alunos aprendiam a trabalhar em grupo em harmonia respeitando uns aos outros.Os recursos utilizados foram as bolas de voleibol, arcos, cadeiras, conese a estrutura física do espaço. No inicio o professor pegava um aluno por vez e realizava alongamentos como: colocar o arco por cima da cabeça, fazendo movimentos com o mesmo, em seguida passar entre os cones e levar um arco por vez ao outro lado do pátio, alguns alunos em pé jogavam a bola para o professor, os que apresentavam mais dificuldades ficavam sentados na cadeira e realizavam o mesmo movimento. Com os alunos mais independentes o professor fez um aquecimento dinâmico com caminhada de formas alternadas (lateral, batendo palmas e balançando os braços intensamente), subir e descer “escada” de frente e de costas. Por fim foi realizado um jogo comum de handebol inclusive com as regras que eram colocadas pelo professor. Em seguida a aula foi concluída com um jogo de futebol também seguindo as regras que eram propostas. Concluindo a aula o professor revisou o que foi realizado na aula e se despediu da turma.
  • 6. Relatório Dia 08 de Janeiro de 2014 - Atividades Desenvolvidas O estágio foi realizado na Instituição Pestalozzi de Maceió, localizada no Bairro do Farol, Rua Desembargador Amorim Lima Nº112 - Maceió/AL. Nosso último dia de estágio foi um momento bastante proveitoso, onde presenciamos a aula do dia 08 de Janeirode 2014 com o professor Richardson Barcelos de Oliveira, novamente o tema basquetebol, onde o objetivo era fazer com que os alunos si conhecessem e conhecessem também suas possibilidades de movimentos participando espontaneamente das atividades. O conteúdo trabalhado foi drible e finalização; os recursos utilizados foram as bolas de basquete, extensor, tabela de basquete e a própria estrutura física do espaço como, por exemplo, rampa, paredes e paralelepípedo. No inicio da aula foi feito um circulo onde o professor passou e orientou alguns movimentos de alongamento de membros superiores, inferiores e coluna; na sequência veio um aquecimento dinâmico com caminhada de formas alternadas (lateral, batendo palmas e balançando os braços intensamente), subir e descer “escada” de frente e de costas; Foi trabalhado o fortalecimento dos braços e trabalhada a postura com exercícios no extensores. Foi iniciado o treino de dribles e passes com os alunos em pares com uso da bola de basquetebol e realizando movimentos laterais e de um de frente para o outro no espaço da atividade. O passe e recepção foram treinados com um aluno jogando a bola para o outro de diferentes formas como: passe de frente e quicando. Para finalizar os alunos efetuaram lançamentos a cesta atividade na qual cada indivíduo tinha 3 chances de acertar a cesta. Concluindo a aula o professor revisou o que foi realizado na aula e se despediu da turma.
  • 7. OBSERVAÇÃO DO ESTÁGIO: Ao chegarmos a instituição o Professor responsável nos apresentou o espaço onde ele aplicava suas aula, bem como falou de como era dividido o ambiente, onde segundo ele os alunos com maior dependência ficavam no andar de baixo nesse os alunos iam mas para interação sem nenhum objetivo de notas e os com maior independência divididos em turmas no andar de cima que funciona como um EJA tendo 3 fases nas quais os alunos são avaliados, quando chega na ultima o aluno pode continuar realizando as atividades extras oferecidas pela instituição (Jardinagem, Percussão, Capoeira, Ballet etc).Havia sala de psicologia, cozinha, sala de dança e espaço para o coral. O número de aluno para as atividades de educação física eram muito variável, pois algumas das intervenções como a terapêutica eram aplicadas no horário das aula sempre tinha um choque nos horários a faixa etária dos alunos no espaço eram acima de 15 anos, o tipo de deficiência era a intelectual, porem trabalhavam com diferentes níveis de comprometimento e síndromes. O trabalho realizado pelo professor tinha duas abordagens diferentes uma mais dinâmica com o objetivo de socializar e ensinar fundamentos básicos do esporte para o grupo que realizavam atividades com maior independência e outras atividades individuais onde o aluno tinha um tempo exclusivo com o professor para realizar atividades de alongamento e aquecimento de forma a respeitar os seus aspectos motores. As atividades que tivemos o privilégio de acompanhar foram alongamentos para alunos mais dependentes com atenção especial para cada um e também esportes coletivos para alunos mais independentes como o basquetebol, handebol e futebol. Os alongamentos realizados foram: alguns movimentos de membros superiores, inferiores e coluna; na sequência aquecimentos dinâmicos com caminhada de formas alternadas (lateral, batendo palmas e balançando os braços intensamente), subir e descer “escada” de frente e de costas.Tambémfoi trabalhado o fortalecimento dos braços e a postura com exercícios nos extensores. Para alunos mais dependentes eram colocados arcos no chão, onde eles tinham que acertar a bola dentro fazendo com que a mesma chegasse a mão do professor.
  • 8. O basquetebol era iniciado com treino de dribles e passes com os alunos em pares com uso da bola de basquetebol e realizando movimentos laterais no espaço da atividade; O passe e recepção foram treinados na parede os alunos ficaram em duas filas e realizavam 10 movimentos cada. A atividade era finalizadacom os alunos efetuando lançamentos na cesta, onde cada um tinha 3 chances de acertar a bola dentro da cesta. O handebol e o futebol foram atividades que eles já conheciam bem, o professor ditava as regras e eles jogavam com bastante entusiasmo. E quando eles não seguiam a regra corretamente o professor explicava o erro e eles aceitavam sem arrumar nenhuma confusão e alguns inclusive já sabiam onde tinha errado e aceitavam a chamada do professor sem problema algum. Cada Professor tinha a sua metodologia especifica que no caso do Professor Richardson era uso da metodologia global e mista no ensino, dependendo da dificuldade do aluno o método parcial e no desenvolvimento inicial da aula era feita em circulo e passado para os alunos as atividades que serão realizadas. Já o Professor Fábio procurava interagir bastante, pois os alunos dele têm déficit de atenção acentuado, trazendo com essa metodologia a atenção dos alunos. Os professores de uma forma geral sempre procuram adaptar as aulas ás dificuldades dos alunos e caso algum aluno não consiga ou tenha dificuldade em realizar alguma atividade é alterado o modo de excursão ou de material. A relação do aluno com o professor é muito boa, os profissionais procuram ouvir seus alunos e tentam negociar em varias situação para que a participação do aluno seja possível. Nem todos apresentam uma participação ativa durante as aulas uns pelas dificuldades motoras presentes, outros apresentam certa falta de interesse em participar, mas gostam de observar as atividades e interagir (falando) sobre a aula. Os Professores relataram a compra de novos materiais que ajudaram bastante a diversificar e tornar as aulas mais dinâmicas, alguns materiais usados em aula são: Bolas (Basquete, Vôlei, Futebol), vários arcos, halteres de 1kg, tornozeleiras, cones, cordas, extensores, tabela de basquete e o próprio espaço físico. Os alunos terminam as aulas, empolgados com as suas conquistas durante as atividades, tais como fazer o maior número de cestas, completar percursos e controlar a bola. Já os professores apresentam satisfação em concluir mais uma etapa do seu dia.
  • 9. Os professores avaliam a eficácia das atividades com base na compreensão e envolvimento de seus alunos nas atividades, assim como a evolução de suas habilidades. A relação Professor-Aluno é de respeito ás individualidades do grupo e certa afetividade por parte dos alunos que são bastante receptivos as intervenções feitas em determinados momentos. Já a relação entre alunos é de amizade, porém alguns geram pequenos conflitos com os demais, mas nada que não possa ser controlado e revertido. Todas as aulas que observamos se mostravam coerentes para cada aluno. Uns com maiores dificuldades recebiam uma atenção especial dos professores e os que possuíam uma melhor independência realizavam atividades normais com alguns auxílios dos professores que se mostravam sempre atentos com todos os alunos. Esse estágio observatório nos possibilitou uma visão mais ampla de como se trabalhar com pessoas com deficiências abrindo nossas mentes para futuras oportunidades, e através dessas aulas observamos o cuidado que se tem que ter em elaborar aulas para esse grupo, pois quando algum aluno não alcançava o objetivo proposto, o professor mudava de estratégia rapidamente para que o mesmo não se desmotivasse e nem perdesse o foco principal da aula, que é fazer com que ele se sinta bem e realize as atividades de formas bem espontâneas.
  • 10. UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS CENTRO DE EDUCAÇÃO - CEDU CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA LICENCIATURA Bárbara Marcelly Tavares de Gusmão Rayane Rocha de Souza Relatório de Observação Maceió – AL 2014
  • 11. Bárbara Marcelly Tavares de Gusmão Rayane Rocha de Souza Relatório de Observação Relatório de observação apresentado como requisito parcial para obtenção de nota na Disciplina da Metodologia do Ensino das Atividades Físicas Adaptadas do Curso de Educação Física/CEDU/UFAL sob a Supervisão da Professora DrªNeiza de Lourdes Frederico Fumes. Maceió – AL 2014
  • 12. SUMÁRIO 1. RESUMO.............................................................................................................04 2. INTRODUÇÃO...................................................................................................05 3. DEFICIÊNCIA INTELECTUAL........................................................................06 4.1 RELATÓRIO DO DIA 18/12/2013...................................................................09 4.2 RELATÓRIO DO DIA 06/01/2014...................................................................10 4.3 RELATÓRIO DO DIA 07/01/2014...................................................................11 4.4 RELATÓRIO DO DIA 08/01/2014...................................................................12 5. OBSERVAÇÃO DO ESTÁGIO.........................................................................13 6. CONCLUSÃO....................................................................................................16 6. REFERÊNCIA.....................................................................................................17 7. ANEXO................................................................................................................18 7.1 FICHA DE ACOMPANHAMENTO................................................................ 19 7.2 ENTREVISTA CONVENCIONAL COM O PROFESSORRICHARDSON.20 7.3 ENTREVISTA CONVENCIONAL COM O PROFESSOR FÁBIO................21 7.4 PLANO DE AULA COM PROFESSOR RICHARDSON...............................22
  • 13. Conclusão Concluímos que o estágio de observação tem uma importância muito grande para a formação de nós futuros profissionais, sendo assim, um dos principais instrumentos para se alcançar experiência e adquirir conhecimentos. A educação física está relacionada com o movimento, e este por sua vez, é o denominador comum de diversos campos sensoriais. Sabendo destas informações observamos o trabalho do professor de forma integral, pensando no aluno e no mundo em que estar inserido na perspectiva de adquirir experiências para futuramente passá-las aos nossos alunos possibilitando o trabalho em conjunto, utilizando alongamentos, aquecimentos e jogos de uma forma, para que por meio de estratégias o aluno possa construir o seu próprio conhecimento e descubra também suas possibilidades, associando o corpo, a emoção, a consciência e a busca do prazer, fazendo com que ele se sinta bem em realizar as atividades propostas. E apesar de termos tido pouco tempo de observação notamos como é importante o trabalho com pessoas especiais, pois apesar do cuidado que deve ser maior eles aprendem o conteúdo e se entusiasmam com a aula proposta, realizando as atividades sempre bem atentos e durante esse tempo de estágio de observação conseguimos nos tornar pessoas mais conscientes da realidade que um professor quando formado terá que encarar durante toda a vida.
  • 14. Deficiência Intelectual Deficiência intelectual ou atraso mental é um termo que se usa quando uma pessoa apresenta certas limitações no seu funcionamento mental e no desempenho de tarefas como as de comunicação, cuidado pessoal e de relacionamento social. Estas limitações provocam uma maior lentidão na aprendizagem e no desenvolvimento dessas pessoas. As crianças com atraso cognitivo podem precisar de mais tempo para aprender a falar, a caminhar e a aprender as competências necessárias para cuidar de si, tal como vestir-se ou comer com autonomia. É natural que enfrentem dificuldades na escola. No entanto aprenderão, mas necessitarão de mais tempo. É possível que algumas crianças não consigam aprender algumas coisas como qualquer pessoa que também não consegue aprender tudo. Os investigadores encontraram muitas causas da deficiência intelectual, as mais comuns são: Condições genéticas: Por vezes, o atraso mental é causado por genes anormais herdados dos pais, por erros ou acidentes produzidos na altura em que os genes se combinam uns com os outros, ou ainda por outras razões de natureza genética. Alguns exemplos de condições genéticas propiciadoras do desenvolvimento de uma deficiência intelectual incluem a síndrome de Down ou a fenilcetonúria. Problemas durante a gravidez: O atraso cognitivo pode resultar de um desenvolvimento inapropriado do embrião ou do feto durante a gravidez. Por exemplo, pode acontecer que, a quando da divisão das células, surjam problemas que afetem o desenvolvimento da criança. Uma mulher alcoólica ou que contraia uma infecção durante a gravidez, como a rubéola, por exemplo, pode também ter uma criança com problemas de desenvolvimento mental. Problemas ao nascer: Se o bebê tem problemas durante o parto, como, por exemplo, se não recebe oxigênio suficiente, pode também acontecer que venha a ter problemas de desenvolvimento mental.
  • 15. Problemas de saúde: Algumas doenças, como o sarampo ou a meningite podem estar na origem de uma deficiência mental, sobretudo se não forem tomados todos os cuidados de saúde necessários. A má nutrição extrema ou a exposição a venenos como o mercúrio ou o chumbo podem também originar problemas graves para o desenvolvimento mental das crianças. Nenhuma destas causas produz, por si só, uma deficiência intelectual. No entanto, constituem riscos, uns mais sérios outros menos, que convém evitar tanto quanto possível. Por exemplo, uma doença como a meningite não provoca forçosamente um atraso intelectual; o consumo excessivo de álcool durante a gravidez também não; todavia, constituem riscos demasiados graves para que não se procure todos os cuidados de saúde necessários para combater a doença, ou para que não se evite o consumo de álcool durante a gravidez. A deficiência intelectual não é uma doença. Não pode ser contraída a partir do contágio com outras pessoas, nem o convívio com um deficiente intelectual provoca qualquer prejuízo em pessoas que o não seja. O atraso cognitivo não é uma doença mental (sofrimento psíquico), como a depressão, esquizofrenia, por exemplo. Não sendo uma doença, também não faz sentido procurar ou esperar uma cura para a deficiência intelectual. A grande maioria das crianças com deficiência intelectual consegue aprender a fazer muitas coisas úteis para a sua família, escola, sociedade e todas elas aprendem algo para sua utilidade e bem-estar da comunidade em que vivem. Para isso precisam, em regra, de mais tempo e de apoios para lograrem sucesso. A deficiência intelectual ou atraso cognitivo diagnostica-se, observando duas coisas: A capacidade do cérebro da pessoa para aprender, pensar, resolver problemas, encontrar um sentido do mundo, uma inteligência do mundo que as rodeia (a esta capacidade chama-se funcionamento cognitivo ou funcionamento intelectual) A competência necessária para viver com autonomia e independência na comunidade em que se insere (a esta competência também se chama comportamento adaptativo ou funcionamento adaptativo). Enquanto o diagnóstico do funcionamento cognitivo é normalmente realizado por técnicos devidamente habilitados (psicólogos, neurologistas, fonoaudiólogos, etc.),
  • 16. já o funcionamento adaptativo deve ser objeto de observação e análise por parte da família, dos pais e dos educadores que convivem com a criança. Para obter dados a respeito do comportamento adaptativo deve procurar saber-se o que a criança consegue fazer em comparação com crianças da mesma idade cronológica. Certas competências são muito importantes para a organização desse comportamento As adaptativo: competências de vida diária: como vestir-se, tomar banho, comer. As competências de comunicação: como compreender o que se diz e saber responder. As competências sociais: com os colegas, com os membros da família e com outros adultos e crianças. Para diagnosticar a Deficiência Intelectual, os profissionais estudam as capacidades mentais da pessoa e as suas competências adaptativas. Estes dois aspectos fazem parte da definição de atraso cognitivo comum à maior parte dos cientistas que se dedicam ao estudo da deficiência intelectual. O fato de se organizarem serviços de apoio a crianças e jovens com deficiência intelectual deve proporcionar uma melhor compreensão sobre a situação concreta da criança de quem se diz que tem um atraso cognitivo. Após uma avaliação inicial, devem ser estudadas as potencialidades e as dificuldades que a criança apresenta. Deve também ser estudada a quantidade e natureza de apoio de que a criança possa necessitar para estar bem em casa, na escola e na comunidade. Esta perspectiva global dá-nos uma visão realista de cada criança. Por outro lado, serve também para reconhecer que a “visão” inicial pode, e muitas vezes devem mudar ou evoluir. À medida que a criança vai crescendo e aprendendo, também a sua capacidade para encontrar o seu lugar, o seu melhor lugar, no mundo aumenta.
  • 18. ANEXO