O problema da
organização de uma
sociedade justa
Em discussão
Problema da organização de uma sociedade justa
O que é uma sociedade justa?
Como construir e organizar uma sociedade justa?
Teoria da justiça de John Rawls
O problema da organização de
uma sociedade justa: a teoria
da justiça de John Rawls
1
Justiça como equidade
A justiça é “a virtude primeira das instituições sociais”.
Uma sociedade só será justa na medida em que
confirme, no interior das suas instituições, a
inviolabilidade dos direitos do indivíduo enquanto
pessoa e proporcione, através da cooperação de
todos, o máximo de vantagens mútuas possível.
Perspetiva segundo a qual a sociedade civil,
com as suas diferentes distribuições de
direitos e obrigações, deve a sua origem a
um pacto ou contrato entre indivíduos.
Contratualismo de Rawls
Contratualismo
Contrato social
Para Rawls, a
organização
política da
sociedade está
dependente de um
acordo hipotético
no qual os seres
livres e racionais
reconheceriam
certas leis e certos
princípios como
justos para todos.
Situação hipotética em que
teremos de construir de
raiz uma sociedade,
podendo fazer a escolha
das regras e princípios
fundamentais que a irão
organizar.
A posição original e o véu de ignorância
Posição original Véu de ignorância
Descrição metafórica da
barreira contra o uso de
interesses parciais e
considerações pessoais na
determinação dos
princípios da justiça. Este
véu impede-nos de ver as
nossas características
particulares que possamos
vir a ter na sociedade.
Na posição original, apenas se conhecem aspetos genéricos da
sociedade: teremos acesso a um conjunto de bens sociais
primários, haverá uma pluralidade de interesses, objetivos,
opiniões e espera-se que as instituições sejam justas.
O véu de ignorância
assegura a
imparcialidade:
ninguém pode obter
vantagens especiais
para si.
Escolha dos princípios da justiça
Imparcialidade Racionalidade
Os indivíduos estão
interessados em
descobrir os melhores
princípios de justiça. A
razão diz-lhes que a
melhor estratégia será
aquela que não ponha
em risco uma
distribuição justa dos
bens sociais primários.
Cooperação
entre
indivíduos
livres, iguais,
racionais e
com sentido
de justiça.
A regra maximin
Face à incerteza decorrente do véu de ignorância, na
posição original, os indivíduos, dotados de racionalidade e
de sentido de justiça, preferem não correr riscos,
escolhem como se o pior lhes fosse acontecer.
Regra maximin: maximização do mínimo.
A crítica de Rawls ao utilitarismo
É a justiça que deve orientar a vida da sociedade
e não a procura da felicidade.
Os indivíduos devem ser entendidos como fins em
si mesmos e os seus direitos fundamentais não
podem ser postos em causa.
Os direitos individuais não devem estar sujeitos ao
cálculo dos interesses sociais.
A sociedade deve
proporcionar a máxima
liberdade possível para
cada pessoa,
compatível com uma
igual liberdade para
todas as outras.
Primeiro princípio Segundo princípio
As desigualdades
sociais e económicas
devem ser distribuídas
de forma a que estejam
ligadas a funções e a
posições abertas a
todos em condições de
igualdade equitativa de
oportunidades.
Princípios da justiça
Princípio da igualdade
equitativa de
oportunidades
Princípio da
diferença
Princípio da liberdade
(igual)
As desigualdades
sociais e económicas
devem ser
distribuídas de forma
a que proporcionem
a maior expectativa
de benefício aos
menos favorecidos.
1.º Princípio da liberdade
Ordem de prioridade dos princípios da justiça
2.º
3.º
Princípio da igualdade equitativa de oportunidades
Princípio da diferença
Centra-se no
indivíduo,
considerando
prioritários os
direitos e as
liberdades
individuais.
Centra-se na
igualdade de
direitos e
oportunidades,
considerando
prioritário
eliminar as
desigualdades.
Centra-se na
comunidade,
considerando
prioritário o
bem-estar da
mesma.
Defende a
maximização
dos direitos
individuais e a
minimização
do papel do
Estado.
Liberalismo
Igualitarismo Comunitarismo Libertarismo
Diferentes perspetivas políticas
O liberalismo igualitário de Rawls combina a defesa da primazia dos direitos
individuais com a necessidade de criar a igualdade de oportunidades e a
intervenção do Estado na distribuição da riqueza.
Dá prioridade à liberdade individual
Libertarismo
A crítica libertarista de Robert Nozick
O princípio da diferença (de Rawls) é incompatível com o
princípio da liberdade, porque põe em causa a liberdade das
pessoas, interferindo diretamente nas suas vidas.
Minimização do papel do Estado – Estado mínimo
Baseia-se na ideia de que a identidade individual é moldada pelas
relações comunitárias, defendendo que o bem comum tem
prioridade em relação às preferências individuais.
Comunitarismo
A crítica comunitarista de Michael Sandel
A imparcialidade, exigida na posição original (de Rawls), transforma
a escolha dos princípios da justiça num processo sem sentido
moral, desligado de qualquer conceção de bem.
Cobertos por um véu de ignorância, numa situação anterior à
própria moral, desenraizados de qualquer comunidade, os
indivíduos não têm qualquer noção daquilo que é bom e, por
conseguinte, também não têm noção daquilo que é justo.

eqt10_ppt_7.pptx

  • 1.
    O problema da organizaçãode uma sociedade justa
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    Em discussão Problema daorganização de uma sociedade justa O que é uma sociedade justa? Como construir e organizar uma sociedade justa? Teoria da justiça de John Rawls
  • 3.
    O problema daorganização de uma sociedade justa: a teoria da justiça de John Rawls 1
  • 4.
    Justiça como equidade Ajustiça é “a virtude primeira das instituições sociais”. Uma sociedade só será justa na medida em que confirme, no interior das suas instituições, a inviolabilidade dos direitos do indivíduo enquanto pessoa e proporcione, através da cooperação de todos, o máximo de vantagens mútuas possível.
  • 5.
    Perspetiva segundo aqual a sociedade civil, com as suas diferentes distribuições de direitos e obrigações, deve a sua origem a um pacto ou contrato entre indivíduos. Contratualismo de Rawls Contratualismo Contrato social Para Rawls, a organização política da sociedade está dependente de um acordo hipotético no qual os seres livres e racionais reconheceriam certas leis e certos princípios como justos para todos.
  • 6.
    Situação hipotética emque teremos de construir de raiz uma sociedade, podendo fazer a escolha das regras e princípios fundamentais que a irão organizar. A posição original e o véu de ignorância Posição original Véu de ignorância Descrição metafórica da barreira contra o uso de interesses parciais e considerações pessoais na determinação dos princípios da justiça. Este véu impede-nos de ver as nossas características particulares que possamos vir a ter na sociedade. Na posição original, apenas se conhecem aspetos genéricos da sociedade: teremos acesso a um conjunto de bens sociais primários, haverá uma pluralidade de interesses, objetivos, opiniões e espera-se que as instituições sejam justas.
  • 7.
    O véu deignorância assegura a imparcialidade: ninguém pode obter vantagens especiais para si. Escolha dos princípios da justiça Imparcialidade Racionalidade Os indivíduos estão interessados em descobrir os melhores princípios de justiça. A razão diz-lhes que a melhor estratégia será aquela que não ponha em risco uma distribuição justa dos bens sociais primários. Cooperação entre indivíduos livres, iguais, racionais e com sentido de justiça.
  • 8.
    A regra maximin Faceà incerteza decorrente do véu de ignorância, na posição original, os indivíduos, dotados de racionalidade e de sentido de justiça, preferem não correr riscos, escolhem como se o pior lhes fosse acontecer. Regra maximin: maximização do mínimo.
  • 9.
    A crítica deRawls ao utilitarismo É a justiça que deve orientar a vida da sociedade e não a procura da felicidade. Os indivíduos devem ser entendidos como fins em si mesmos e os seus direitos fundamentais não podem ser postos em causa. Os direitos individuais não devem estar sujeitos ao cálculo dos interesses sociais.
  • 10.
    A sociedade deve proporcionara máxima liberdade possível para cada pessoa, compatível com uma igual liberdade para todas as outras. Primeiro princípio Segundo princípio As desigualdades sociais e económicas devem ser distribuídas de forma a que estejam ligadas a funções e a posições abertas a todos em condições de igualdade equitativa de oportunidades. Princípios da justiça Princípio da igualdade equitativa de oportunidades Princípio da diferença Princípio da liberdade (igual) As desigualdades sociais e económicas devem ser distribuídas de forma a que proporcionem a maior expectativa de benefício aos menos favorecidos.
  • 11.
    1.º Princípio daliberdade Ordem de prioridade dos princípios da justiça 2.º 3.º Princípio da igualdade equitativa de oportunidades Princípio da diferença
  • 12.
    Centra-se no indivíduo, considerando prioritários os direitose as liberdades individuais. Centra-se na igualdade de direitos e oportunidades, considerando prioritário eliminar as desigualdades. Centra-se na comunidade, considerando prioritário o bem-estar da mesma. Defende a maximização dos direitos individuais e a minimização do papel do Estado. Liberalismo Igualitarismo Comunitarismo Libertarismo Diferentes perspetivas políticas O liberalismo igualitário de Rawls combina a defesa da primazia dos direitos individuais com a necessidade de criar a igualdade de oportunidades e a intervenção do Estado na distribuição da riqueza.
  • 13.
    Dá prioridade àliberdade individual Libertarismo A crítica libertarista de Robert Nozick O princípio da diferença (de Rawls) é incompatível com o princípio da liberdade, porque põe em causa a liberdade das pessoas, interferindo diretamente nas suas vidas. Minimização do papel do Estado – Estado mínimo
  • 14.
    Baseia-se na ideiade que a identidade individual é moldada pelas relações comunitárias, defendendo que o bem comum tem prioridade em relação às preferências individuais. Comunitarismo A crítica comunitarista de Michael Sandel A imparcialidade, exigida na posição original (de Rawls), transforma a escolha dos princípios da justiça num processo sem sentido moral, desligado de qualquer conceção de bem. Cobertos por um véu de ignorância, numa situação anterior à própria moral, desenraizados de qualquer comunidade, os indivíduos não têm qualquer noção daquilo que é bom e, por conseguinte, também não têm noção daquilo que é justo.