“...todas as substâncias são venenos, não existe
nenhuma que não seja. A dose correta diferencia
           um remédio de um veneno”.
                Paracelso 1443-1541


Marina Dias de Souza, Natália Venturim e Nicoli Ribeiro Gaburro
•    INTOXICAÇÃO: É um processo patológico causado por substâncias
    endógenas ou exógenas, caracterizado por desequilíbrio fisiológico,
    conseqüente das alterações bioquímicas no organismo.

•    INTOXICAÇÃO AGUDA: Decorre de um único contato (dose única-
    potência da droga) ou múltiplos contatos (efeitos cumulativos) com o
    agente tóxico, num período de tempo aproximado de 24 horas. Os efeitos
    surgem de imediato ou no decorrer de alguns dias, no máximo 2 semanas.

• INTOXICAÇÃO SUB-AGUDA OU SUB-CRÔNICA: Exposições repetidas a
  substâncias químicas – caracteriza estudos de dose/resposta após
  administrações repetidas.

•   INTOXICAÇÃO CRÔNICA: Resulta efeito tóxico após exposição prolongada
    a doses cumulativas do toxicante ou agente tóxico, num período maior de
    3 meses a anos.
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• FENOBARBITAL
• Uso: sedativo-hipnótico, anticonvulsivante, tratamento alternativo em
  crise epilética e hiperbilirrubinemia neonatal

        Tipos de Doses       Adulto              Criança
        Hipnótica            100 a 200 mg        5 a 8 mg/Kg
        Tóxicas não letais   18 a 36 mg/Kg       10 a 20 mg/Kg
        Efeitos (em doses    18 mg/Kg: efeitos   Efeitos do SNC já
        não letais)          em pele e pulmão    com 10 mg/Kg
                             36 mg/Kg: efeitos
                             no SNC e TGI

• Ocorre toxicidade quando se ultrapassa de 5 a 10 vezes a dose hipnótica.
• Se houver concomitante de outros depressores do SNC (especialmente o
  álcool) a dose letal pode ser menor.
• Depressão do Sistema Nervoso Central e Cardiovascular

• TGI: diminui tônus e peristalse;
• SNC: letargia, sonolência, nistagmo, ataxia, pupilas normais ou mióticas,
  hipo ou arreflexia, depressão respiratória, instabilidade hemodinâmica e
  coma;
• Cardiovascular: colapso vascular         depressão miocárdica direta,
  vasodilatação periférica, perda do tonus simpatico central, hipoxia e
  depressão dos centros vasomotores medulares




                                    http://www.google.com.br/imgres?q   http://www.google.com.br/imgres?q=pic
    http://www.google.com.br/imgc
• Sistema Respiratório: depressão respiratoria, devido à variações de pH;

• Sistema Genitourinário: diminuição da contração de ureteres e bexiga
  causando bexigoma; oligúria ou anúria; pode ocorrer na hipotensão grave;

• Pele: 6 a 10% dos pacientes apresentam lesões cutâneas após 24 horas de
  ingestão.
• Bolhas: translucidas e tensas rodeadas por halo eritematoso contendo
  líquido de quantidades detectáveis de barbitúricos.
• Localização: principalmente em joelhos, tornozelos e punhos.
Itho SF. Rotina no Atendimento do Intoxicado. Ed 3. Vitória; 2007.
• História clínica – familiares
• Quadro clínico
• Laboratório:
  Análise bioquímica: glicemia, eletrólitos, uréia, creatinina e gasometria
  arterial
 Análise toxicológica: alcoolemia, triagem para fármacos depressores do
  SNC

• Imagem: Rx de tórax e TC de crânio, se nescessário




                                              http://www.google.com.br/
• Medidas de suporte: suporte respiratório, ventilatório, hemodinâmico
  (correção dos disturbios eletrolíticos e vasopressores), nutricional e
  infeccioso, realizar Intubação Orotraqueal prévia;

• Descontaminação: LG até 24 horas da ingestão (Se concreções gástricas:
  sonda mais grossa), CA (doses seriadas a cada 4 horas por 48 hs)

 Alcalinização urinária: ionização impede a reabsorção tubular renal –
  aumenta a excreção de 5 a 10 vezes (infusão de bicarbonato de sódio para
  manter o pH entre 7,5 e 8




         http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+c   http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+c
• Medidas de eliminação
 Diurese forçada (pacientes com boa função renal e cardiaca e em intox.
  moderada a grave)
 Hemodiálise (níveis sericos 100mcg/ml ou coma grau 3 ou 4 com redução
  da função renal)
 Hemoperfusão: a mais efetiva

•   Medidas Gerais
   Tratar síndrome de abstinência
   Corrigir potássio sérico e manter em 4 meq/l
   Controlar eletrólitos, gases arteriais e pH urinário a cada 2 a 4 horas
• Pulmonar: pneumonia aspirativa, edema, abcesso e atelectasia;

• Cardíaca: arritmia, ICC, tromboembolismo, colapso circulatório com perda
  do tônus periférico;

• Outros: insuficiência renal aguda, hipoglicemia ( pode potencializar a
  depressão do SNC), hiperpirexia.




                               http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+c
• Praguicidas carbamatos
• Praguicidas organofosforados
• Armas químicas de organofosforados

• Sarin
  Soman
  Tabun

• Fisostigmina
  Neostigmina
  Piridostigmina

                                       http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+c
• O risco de exposição é maior entre trabalhadores rurais, mas, qualquer
   pessoa pode estar exposta a esses produtos, em casa ou no trabalho.

 • Militares e antiterroristas devem se preocupar com os gases neurotóxicos
   (como o sarin).




                                      http://www.google.com.br/imgres?q
                                                                          http://www.google.com.br/imgres?q=
http://www.google.com.br/imgres?q=c
Itho SF. Rotina no Atendimento do Intoxicado. Ed 3. Vitória; 2007.
• Benigna e de curta duração: overdoses de drogas colinérgicas.

• Graves: compostos carbamatos e organofosforados, especialmente após
  ingestão.
   – As manifestações clínicas observadas nas intoxicações por carbamatos
      são usualmente de duração mais curta e menos graves que aquelas
      provocadas por compostos organofosforados .
• Sintomático e Suporte
   – assegurar vias aéreas, manter ventilação e oxigenação, hidratação,
      acesso endovenoso e controlar convulsões com diazepam endovenoso

• Descontaminação
   – descontaminação apropriada conforme o agente tóxico e a via de
     exposição.
• Antagonista: Atropina (OF e Carbamatos)
   – específico para os efeitos muscarínicos
   – Não tem efeito em receptores nicotínicos
   – excessiva de atropina resulta em agitação e taquicardia
   – Via de administração: Quando o acesso venoso não é disponível,
     a atropina pode ser administrada pelas vias intramuscular,
     subcutânea, endotraqueal ou intraóssea (crianças).

• Antídoto: Pralidoxima – Contrathion®
   – reativador da acetilcolinesterase deve ser administrado após a
     atropina
   – síndrome colinérgica moderados à graves de intoxicações
     causadas por organofosforados ou armas químicas
   – Vias de administração: via endovenosa ou intramuscular
• Peçonha = veneno

• - VENENO: Agente tóxico que altera ou destrói as funções
  vitais e, segundo alguns autores, é termo para designar
  substâncias provenientes de animais, com função de
  autodefesa ou predação.
•    Conhecidas como Jararaca;
•    Habitam zonas rurais e periferias das grandes cidades;
•    Preferem ambientes úmidos e locais de roedoes;
•    Hábitos noturnos, agressivas quando atacadas.




http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+cobra+jararaca&start=10&num=
•   Ações do veneno:
•   Coagulante
•   Hemorrágica
•   Inflamatória

• Acidente responsável por 90% dos envenenamentos




                 http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+cobra+jararaca&start=10&num=
• Local
• Marcas de presas: gerealmente vista (perfuração ou arranhadura)
• Sangramento no início da inoculalção
• Edema precoce: tenso coloração violácea
• Dor
• Linfadenomegalia regional: desenvolve-se em poucas horas
• Bolhas: quantidade e proporções variáveis, com conteúdo seroso,
  homorrágico ou necrótico
• Sistêmico
• Sangramentos: gengivorragia, hematúria microscópica microscópica,
  púrpuras, sangramentos em feridas recentes
• São menos frequentes: hematúria macroscópica, epistaxe, hemorragia
  conjuntival, hipermetrorragia e hematêmese
•   Teste de Coagulação;
•   Função renal;
•   Tempo de Protombina;
•   Fibrinogênio;
•   Plaquetas ;
•   CK e EAS urinário;
•   Hemograma completo na presenção de febre, inapetência e mal estar
    geral;




                 http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+cobra+jararaca&start=10&num=
• Infecção local: abscesso, celulite e erisipela – provocadas pela ação
  inflatória aguda local, da flora bacteriana da boca das serpentes (bactérias
  anaeróbicas e gram-negativas) e dos contaminantes sobre o ferimento
• 17% dos casos
• Risco maior maior          tempo acidente e soroterapia

• Orientações sobre o diagnóstico:
• Reativação dos sinais inflamatórios no paciente estável ou em regressão
  ou em regressão do quadro clínico;
• Episódios de febre súbitos;
• Aumento do infartamento ganglionar regional;
• Presença de flutuaçao a palpação.
•   Necrose
•   Ação inflamatória e isquemia;
•   20%;
•   Limita-se ao tecido subcutâneo;
•   Segundo dia após o acidente;
•   Risco maior em extremidades.               http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+c



•   Síndrome Compartimental
•   Rara;
•   Ocorre nas primeiras 24 horas;                         http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+c

•   Casos graves, longa permanencia hospitalar;
•   Aumento da pressão dentro de um compartimento fechado                   Compressão
    do feixe vasculo nervoso         comprometimento da circulação sanguínea
    regional        esquemia das extremidades;
•   Dor intensa, desproporcional ao edema; diminuição da temperatura do
    segmento distal; cianose e deficit motor.
• Sistêmicas
• Choque e IRA;
• A IRA ocorre de 0,5 a 13% dos casos.

• Síndrome Compartimental
• Rara;
• Ocorre nas primeiras 24 horas;
• Casos graves, longa permanencia hospitalar;
• Aumento da pressão dentro de um compartimento fechado
  Compressão do feixe vasculo nervoso         comprometimento da
  circulação sanguínea regional        esquemia das extremidades;
• Dor intensa, desproporcional ao edema; diminuição da temperatura do
  segmento distal; cianose e deficit motor.
• Manter o paciente em repouso e evitar deambular para não favorecer a
  absorção do veneno;
• Colocar o segmento elevado (30 graus), o masi confortável possível
• Não fazer garroteamento
• A remoção para o centro de tratameto deve ser feito no menos tempo
  possível
• Os exames devem ser feitos antes da soroterapia
• Os acidentes avaliados como leves, solicitar somente Teste de Coagulação
Itho SF. Rotina no Atendimento do Intoxicado. Ed 3. Vitória; 2007.
•   Normalmente é bom
•   Contribui para o mal prognóstico:
•   Retardo na soroterapia
•   Dose insuficiente
•   Via inadequada
•   Uso de torniquetes, incisões ou substâncias contaminadas
•   Tamanho da serpente
•   Acidentes em crianças tendem a evoluir com fenomenos locais mais graves
•   Gestante: risco de hemorragia uterina
•   Local: picadas em dedos e pernas são mais perigosas

•   Profilaxia do tétano: se a lesão oferecer condições para desenvolvimento do
    tétano
• Conhecida como Armadeira;
• Não constrói teia;
• Habitam proximidade das residências, sapatos, depósitos de materiais de
  construções, entulhos e lenha;



                                                       A aranha armadeira tem
                                                       de 3 a 4cm de corpo e até
                                                       15 de envergadura de
                                                       pernas.




       http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+c
Itho SF. Rotina no Atendimento do Intoxicado. Ed 3. Vitória; 2007.
•   M.P.G., masculino, 21 anos, branco, repositor de frutas em supermercado no
    município de Atílio Vivacqua, região Sul do Espirito Santo, sem história de doença
    prévia sofreu picada por escorpião amarelo no dorso da mão ao manipular caixas
    de frutas. Sentiu dor local, de leve a moderada intensidade, acompanhada de
    tontura e sudorese por alguns minutos. Dirigiu-se ao hospital levando o animal e
    foi atendido em nível hospitalar.
•   Ao primeiro atendimento o paciente tinha náuseas, vômito e sudorese, pressão
    arterial de 160/110 mmHg, freqüência cardíaca de 120 batimentos por minuto.
•   Devido à descrição de um escorpião amarelo com fileiras de serrilhas no dorso, o
    médico assistente, sabendo da existência de acidente por esse tipo de animal, o
    identificou como Tityus serrulatus imediatamente.
•   Por falta de medidas de tratamento o paciente foi encaminhado para o município
    de Vitória. A equipe médica solicitou monitorização cardíaca, eletrocardiograma
    em repouso, hemograma, exame qualitativo de urina, uréia, creatinina e glicemia
    séricas, creatinofosfoquinase sérica e fração MB. Os resultados obtidos foram
    bradicardia sinusal (FC=55+9 bpm) e elevação discreta da CK-MB (17 e 15 U/I)
    foram as principais alterações clínicas. O paciente queixou-se de prostração,
    sudorese profusa, os vômitos tornaram-se intensos e incoersíveis convulsionando
    logo em seguida.
• Tronco marrom-escuro, pedipalpos e patas amareladas com duas fileiras
  de serrilha dorsal nos últimos segmentos da cauda;
• 6 a 7cm;
• Ação do veneno: causa despolarização das terminações nervosas,
  liberando acetilcolina e catecolaminas;
• Acidentes mais graves e maior incidência no Brasil.




                           http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+c
Itho SF. Rotina no Atendimento do Intoxicado. Ed 3. Vitória; 2007.
•   http://www.fundacentro.gov.br/ARQUIVOS/PUBLICACAO/l/Preven%C3%A7%C3%A3o%20de%20Acidentes%20com%20Anim
    ais%20Pe%C3%A7onhentos.pdf

•   http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/zoonoses_intoxicacoes/Conceitos_Basicos_de_Toxicologia.pdf

•   http://www.fiocruz.br/sinitox_novo/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=11&sid=107

•    M. A. de Lima, E. P. Bezerra, L. M. de Andrade, J. A. Caetano, M. D. C. Miranda. Perfil epidemiológico das vítimas atendidas
    na emergência com Intoxicação por agrotóxicos. Cienc Cuid Saude 2008 Jul/Set; 7(3):288-294.

•   Itho SF. Rotina no Atendimento do Intoxicado. Ed 3. Vitória; 2007.

•   Feldman R, Szajewski J. Cholinergic Syndrome. Warsaw Poisons Control Centre, Szpital Praski, Pl. Weteranow 4, 03-
    701Warszawa, Poland , February, 1998. Acessado em: 18 de maio de 2011. Disponível em: http://www.venvin.
    com/dane/wiedza/CHOLINERGIC%20SYNDROME.doc

•   Atendimento Inicial ao Paciente Intoxicado. UFRJ. Acessado em 18 de maio de 2011. Disponível em:
    http://issuu.com/sciepharmacy/docs/diagnostico
    _presuntivo_e_dgi-encontro_ ciave-ba_201

Envenenamento e Intoxicações

  • 2.
    “...todas as substânciassão venenos, não existe nenhuma que não seja. A dose correta diferencia um remédio de um veneno”. Paracelso 1443-1541 Marina Dias de Souza, Natália Venturim e Nicoli Ribeiro Gaburro
  • 3.
    INTOXICAÇÃO: É um processo patológico causado por substâncias endógenas ou exógenas, caracterizado por desequilíbrio fisiológico, conseqüente das alterações bioquímicas no organismo. • INTOXICAÇÃO AGUDA: Decorre de um único contato (dose única- potência da droga) ou múltiplos contatos (efeitos cumulativos) com o agente tóxico, num período de tempo aproximado de 24 horas. Os efeitos surgem de imediato ou no decorrer de alguns dias, no máximo 2 semanas. • INTOXICAÇÃO SUB-AGUDA OU SUB-CRÔNICA: Exposições repetidas a substâncias químicas – caracteriza estudos de dose/resposta após administrações repetidas. • INTOXICAÇÃO CRÔNICA: Resulta efeito tóxico após exposição prolongada a doses cumulativas do toxicante ou agente tóxico, num período maior de 3 meses a anos.
  • 4.
  • 5.
    • FENOBARBITAL • Uso:sedativo-hipnótico, anticonvulsivante, tratamento alternativo em crise epilética e hiperbilirrubinemia neonatal Tipos de Doses Adulto Criança Hipnótica 100 a 200 mg 5 a 8 mg/Kg Tóxicas não letais 18 a 36 mg/Kg 10 a 20 mg/Kg Efeitos (em doses 18 mg/Kg: efeitos Efeitos do SNC já não letais) em pele e pulmão com 10 mg/Kg 36 mg/Kg: efeitos no SNC e TGI • Ocorre toxicidade quando se ultrapassa de 5 a 10 vezes a dose hipnótica. • Se houver concomitante de outros depressores do SNC (especialmente o álcool) a dose letal pode ser menor.
  • 6.
    • Depressão doSistema Nervoso Central e Cardiovascular • TGI: diminui tônus e peristalse; • SNC: letargia, sonolência, nistagmo, ataxia, pupilas normais ou mióticas, hipo ou arreflexia, depressão respiratória, instabilidade hemodinâmica e coma; • Cardiovascular: colapso vascular depressão miocárdica direta, vasodilatação periférica, perda do tonus simpatico central, hipoxia e depressão dos centros vasomotores medulares http://www.google.com.br/imgres?q http://www.google.com.br/imgres?q=pic http://www.google.com.br/imgc
  • 7.
    • Sistema Respiratório:depressão respiratoria, devido à variações de pH; • Sistema Genitourinário: diminuição da contração de ureteres e bexiga causando bexigoma; oligúria ou anúria; pode ocorrer na hipotensão grave; • Pele: 6 a 10% dos pacientes apresentam lesões cutâneas após 24 horas de ingestão. • Bolhas: translucidas e tensas rodeadas por halo eritematoso contendo líquido de quantidades detectáveis de barbitúricos. • Localização: principalmente em joelhos, tornozelos e punhos.
  • 8.
    Itho SF. Rotinano Atendimento do Intoxicado. Ed 3. Vitória; 2007.
  • 9.
    • História clínica– familiares • Quadro clínico • Laboratório:  Análise bioquímica: glicemia, eletrólitos, uréia, creatinina e gasometria arterial  Análise toxicológica: alcoolemia, triagem para fármacos depressores do SNC • Imagem: Rx de tórax e TC de crânio, se nescessário http://www.google.com.br/
  • 10.
    • Medidas desuporte: suporte respiratório, ventilatório, hemodinâmico (correção dos disturbios eletrolíticos e vasopressores), nutricional e infeccioso, realizar Intubação Orotraqueal prévia; • Descontaminação: LG até 24 horas da ingestão (Se concreções gástricas: sonda mais grossa), CA (doses seriadas a cada 4 horas por 48 hs)  Alcalinização urinária: ionização impede a reabsorção tubular renal – aumenta a excreção de 5 a 10 vezes (infusão de bicarbonato de sódio para manter o pH entre 7,5 e 8 http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+c http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+c
  • 11.
    • Medidas deeliminação  Diurese forçada (pacientes com boa função renal e cardiaca e em intox. moderada a grave)  Hemodiálise (níveis sericos 100mcg/ml ou coma grau 3 ou 4 com redução da função renal)  Hemoperfusão: a mais efetiva • Medidas Gerais  Tratar síndrome de abstinência  Corrigir potássio sérico e manter em 4 meq/l  Controlar eletrólitos, gases arteriais e pH urinário a cada 2 a 4 horas
  • 12.
    • Pulmonar: pneumoniaaspirativa, edema, abcesso e atelectasia; • Cardíaca: arritmia, ICC, tromboembolismo, colapso circulatório com perda do tônus periférico; • Outros: insuficiência renal aguda, hipoglicemia ( pode potencializar a depressão do SNC), hiperpirexia. http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+c
  • 14.
    • Praguicidas carbamatos •Praguicidas organofosforados • Armas químicas de organofosforados • Sarin Soman Tabun • Fisostigmina Neostigmina Piridostigmina http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+c
  • 15.
    • O riscode exposição é maior entre trabalhadores rurais, mas, qualquer pessoa pode estar exposta a esses produtos, em casa ou no trabalho. • Militares e antiterroristas devem se preocupar com os gases neurotóxicos (como o sarin). http://www.google.com.br/imgres?q http://www.google.com.br/imgres?q= http://www.google.com.br/imgres?q=c
  • 16.
    Itho SF. Rotinano Atendimento do Intoxicado. Ed 3. Vitória; 2007.
  • 17.
    • Benigna ede curta duração: overdoses de drogas colinérgicas. • Graves: compostos carbamatos e organofosforados, especialmente após ingestão. – As manifestações clínicas observadas nas intoxicações por carbamatos são usualmente de duração mais curta e menos graves que aquelas provocadas por compostos organofosforados .
  • 18.
    • Sintomático eSuporte – assegurar vias aéreas, manter ventilação e oxigenação, hidratação, acesso endovenoso e controlar convulsões com diazepam endovenoso • Descontaminação – descontaminação apropriada conforme o agente tóxico e a via de exposição.
  • 19.
    • Antagonista: Atropina(OF e Carbamatos) – específico para os efeitos muscarínicos – Não tem efeito em receptores nicotínicos – excessiva de atropina resulta em agitação e taquicardia – Via de administração: Quando o acesso venoso não é disponível, a atropina pode ser administrada pelas vias intramuscular, subcutânea, endotraqueal ou intraóssea (crianças). • Antídoto: Pralidoxima – Contrathion® – reativador da acetilcolinesterase deve ser administrado após a atropina – síndrome colinérgica moderados à graves de intoxicações causadas por organofosforados ou armas químicas – Vias de administração: via endovenosa ou intramuscular
  • 21.
    • Peçonha =veneno • - VENENO: Agente tóxico que altera ou destrói as funções vitais e, segundo alguns autores, é termo para designar substâncias provenientes de animais, com função de autodefesa ou predação.
  • 22.
    Conhecidas como Jararaca; • Habitam zonas rurais e periferias das grandes cidades; • Preferem ambientes úmidos e locais de roedoes; • Hábitos noturnos, agressivas quando atacadas. http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+cobra+jararaca&start=10&num=
  • 23.
    Ações do veneno: • Coagulante • Hemorrágica • Inflamatória • Acidente responsável por 90% dos envenenamentos http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+cobra+jararaca&start=10&num=
  • 24.
    • Local • Marcasde presas: gerealmente vista (perfuração ou arranhadura) • Sangramento no início da inoculalção • Edema precoce: tenso coloração violácea • Dor • Linfadenomegalia regional: desenvolve-se em poucas horas • Bolhas: quantidade e proporções variáveis, com conteúdo seroso, homorrágico ou necrótico • Sistêmico • Sangramentos: gengivorragia, hematúria microscópica microscópica, púrpuras, sangramentos em feridas recentes • São menos frequentes: hematúria macroscópica, epistaxe, hemorragia conjuntival, hipermetrorragia e hematêmese
  • 25.
    Teste de Coagulação; • Função renal; • Tempo de Protombina; • Fibrinogênio; • Plaquetas ; • CK e EAS urinário; • Hemograma completo na presenção de febre, inapetência e mal estar geral; http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+cobra+jararaca&start=10&num=
  • 26.
    • Infecção local:abscesso, celulite e erisipela – provocadas pela ação inflatória aguda local, da flora bacteriana da boca das serpentes (bactérias anaeróbicas e gram-negativas) e dos contaminantes sobre o ferimento • 17% dos casos • Risco maior maior tempo acidente e soroterapia • Orientações sobre o diagnóstico: • Reativação dos sinais inflamatórios no paciente estável ou em regressão ou em regressão do quadro clínico; • Episódios de febre súbitos; • Aumento do infartamento ganglionar regional; • Presença de flutuaçao a palpação.
  • 27.
    Necrose • Ação inflamatória e isquemia; • 20%; • Limita-se ao tecido subcutâneo; • Segundo dia após o acidente; • Risco maior em extremidades. http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+c • Síndrome Compartimental • Rara; • Ocorre nas primeiras 24 horas; http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+c • Casos graves, longa permanencia hospitalar; • Aumento da pressão dentro de um compartimento fechado Compressão do feixe vasculo nervoso comprometimento da circulação sanguínea regional esquemia das extremidades; • Dor intensa, desproporcional ao edema; diminuição da temperatura do segmento distal; cianose e deficit motor.
  • 28.
    • Sistêmicas • Choquee IRA; • A IRA ocorre de 0,5 a 13% dos casos. • Síndrome Compartimental • Rara; • Ocorre nas primeiras 24 horas; • Casos graves, longa permanencia hospitalar; • Aumento da pressão dentro de um compartimento fechado Compressão do feixe vasculo nervoso comprometimento da circulação sanguínea regional esquemia das extremidades; • Dor intensa, desproporcional ao edema; diminuição da temperatura do segmento distal; cianose e deficit motor.
  • 29.
    • Manter opaciente em repouso e evitar deambular para não favorecer a absorção do veneno; • Colocar o segmento elevado (30 graus), o masi confortável possível • Não fazer garroteamento • A remoção para o centro de tratameto deve ser feito no menos tempo possível • Os exames devem ser feitos antes da soroterapia • Os acidentes avaliados como leves, solicitar somente Teste de Coagulação
  • 30.
    Itho SF. Rotinano Atendimento do Intoxicado. Ed 3. Vitória; 2007.
  • 31.
    Normalmente é bom • Contribui para o mal prognóstico: • Retardo na soroterapia • Dose insuficiente • Via inadequada • Uso de torniquetes, incisões ou substâncias contaminadas • Tamanho da serpente • Acidentes em crianças tendem a evoluir com fenomenos locais mais graves • Gestante: risco de hemorragia uterina • Local: picadas em dedos e pernas são mais perigosas • Profilaxia do tétano: se a lesão oferecer condições para desenvolvimento do tétano
  • 32.
    • Conhecida comoArmadeira; • Não constrói teia; • Habitam proximidade das residências, sapatos, depósitos de materiais de construções, entulhos e lenha; A aranha armadeira tem de 3 a 4cm de corpo e até 15 de envergadura de pernas. http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+c
  • 33.
    Itho SF. Rotinano Atendimento do Intoxicado. Ed 3. Vitória; 2007.
  • 34.
    M.P.G., masculino, 21 anos, branco, repositor de frutas em supermercado no município de Atílio Vivacqua, região Sul do Espirito Santo, sem história de doença prévia sofreu picada por escorpião amarelo no dorso da mão ao manipular caixas de frutas. Sentiu dor local, de leve a moderada intensidade, acompanhada de tontura e sudorese por alguns minutos. Dirigiu-se ao hospital levando o animal e foi atendido em nível hospitalar. • Ao primeiro atendimento o paciente tinha náuseas, vômito e sudorese, pressão arterial de 160/110 mmHg, freqüência cardíaca de 120 batimentos por minuto. • Devido à descrição de um escorpião amarelo com fileiras de serrilhas no dorso, o médico assistente, sabendo da existência de acidente por esse tipo de animal, o identificou como Tityus serrulatus imediatamente. • Por falta de medidas de tratamento o paciente foi encaminhado para o município de Vitória. A equipe médica solicitou monitorização cardíaca, eletrocardiograma em repouso, hemograma, exame qualitativo de urina, uréia, creatinina e glicemia séricas, creatinofosfoquinase sérica e fração MB. Os resultados obtidos foram bradicardia sinusal (FC=55+9 bpm) e elevação discreta da CK-MB (17 e 15 U/I) foram as principais alterações clínicas. O paciente queixou-se de prostração, sudorese profusa, os vômitos tornaram-se intensos e incoersíveis convulsionando logo em seguida.
  • 35.
    • Tronco marrom-escuro,pedipalpos e patas amareladas com duas fileiras de serrilha dorsal nos últimos segmentos da cauda; • 6 a 7cm; • Ação do veneno: causa despolarização das terminações nervosas, liberando acetilcolina e catecolaminas; • Acidentes mais graves e maior incidência no Brasil. http://www.google.com.br/imgres?q=picada+de+c
  • 36.
    Itho SF. Rotinano Atendimento do Intoxicado. Ed 3. Vitória; 2007.
  • 37.
    http://www.fundacentro.gov.br/ARQUIVOS/PUBLICACAO/l/Preven%C3%A7%C3%A3o%20de%20Acidentes%20com%20Anim ais%20Pe%C3%A7onhentos.pdf • http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/zoonoses_intoxicacoes/Conceitos_Basicos_de_Toxicologia.pdf • http://www.fiocruz.br/sinitox_novo/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=11&sid=107 • M. A. de Lima, E. P. Bezerra, L. M. de Andrade, J. A. Caetano, M. D. C. Miranda. Perfil epidemiológico das vítimas atendidas na emergência com Intoxicação por agrotóxicos. Cienc Cuid Saude 2008 Jul/Set; 7(3):288-294. • Itho SF. Rotina no Atendimento do Intoxicado. Ed 3. Vitória; 2007. • Feldman R, Szajewski J. Cholinergic Syndrome. Warsaw Poisons Control Centre, Szpital Praski, Pl. Weteranow 4, 03- 701Warszawa, Poland , February, 1998. Acessado em: 18 de maio de 2011. Disponível em: http://www.venvin. com/dane/wiedza/CHOLINERGIC%20SYNDROME.doc • Atendimento Inicial ao Paciente Intoxicado. UFRJ. Acessado em 18 de maio de 2011. Disponível em: http://issuu.com/sciepharmacy/docs/diagnostico _presuntivo_e_dgi-encontro_ ciave-ba_201