Afogamento Enfº Eduardo Gomes da Silva Enfª Juliana L. Figueiredo
Definição  Aspiração de líquido não corporal por submersão ou imersão Leva a uma insuficiência respiratória aguda causada pela entrada de líquidos no aparelho respiratório Pode ser acidental, forma de homicídio ou suicidio
Etiologia A cada ano cerca de 700 mil pessoas morrem vítimas de afogamento em todo mundo Cerca de 7500 pessoas morrem no Brasil por afogamento Desse número, cerca de 600 pessoas não são encontradas Um milhão e trezentas mil pessoas são salvas em nossas águas São hospitalizadas 260.000 pessoas vítimas de afogamento
Etiologia  Em sua grande maioria está relacionado com lazer familiar  Situações de catástrofes familiar podem ser observadas quando famílias inteiras se afogam juntos por desconhecimento ou por tentativa de salvar uns aos outros
Etiologia  Indivíduo que não sabe nadar e subitamente perde o apoio ou cai em um buraco Exaustão Cãimbras Cardiopatas Alcoolismo Epilepsia Mergulho em águas rasas Abuso
 
 
Prevenção  A prevenção têm-se demonstrado o grande fator de redução de mortalidade de afogamentos 85% dos afogamentos nas praias ocorrem nas correntes de retorno – local aparente de calmaria que funciona como retorno da massa de água proveniente das ondas para mar aberto
 
 
Mecanismo da Lesão Nos acidentes por submersão, o fator principal que leva a morte é a hipóxia Podem ter outras lesões associadas Inicialmente a vítima prende voluntariamente a respiração e faz movimento de todo corpo, tentando desesperadamente nadas ou agarrar em algo Pode haver pequena aspiração de água nesta fase
Mecanismo da Lesão A pequena quantidade de água em contato com a laringe, por reflexo parassimpático, promove constrição das vias aéreas superiores Em 10 a 15% produz laringoespasmo tão severo que impede a entrada de ar e água nos brônquios até que a vítima seja resgatada ou perca consciência e morra
Mecanismo da Lesão Se não ocorrer o salvamento até essa fase, a vítima que prender a respiração Piora a contrição das vias aéreas  Perda do surfactante e Alteração na permeabilidade dos capilares pulmonares com extravasamento de líquidos para os alvéolos e espaço intersticial levando ao edema pulmonar
Mecanismo da Lesão Diminuição da capacidade de expansão pulmonar, com alterações da troca gasosa Movimentos diafragmáticos involuntários aumentam a aspiração de líquidos e os movimentos de deglutição, com vômitos na sequência Inundação total dos pulmões com perda de consciência, apnéia e morte
Mecanismo da Lesão Complicações tardias decorrentes da aspiração de água: edema pulmonar, infecções graves Em período tempo prolongado pode ocorrer hipotermia, vasoconstrição periférica, colapso circulatório e parada cardíaca
Causas do Afogamento Afogamento primário: é o tipo mais comum. Nenhum fator incidental ou patológico que possa ter desencadeado o acidente Afogamento secundário: está associado com patologia ou fator incidental que possa ter desencadeado o acidente
Causas do Afogamento Uso de drogas – 36,2% (quase sempre por álcool) Crise convulsiva – 18,1% Traumas – 16,3% Doenças cardio-pulmonares – 14,1% Mergulho livre ou autônomo – 3,7% Outros (homicídios, suicídios, cãimbras, desmaios, hidrocussão) – 11,6% O uso do álcool é considerado o fator mais importante na causa de afogamento
 
Síndrome de Imersão Também conhecido vulgarmente como choque térmico, é uma síncope desencadeada pela súbita exposição de água com temperatura 5º abaixo da corporal Pode ocorrer em temperaturas quentes, frequentemente no litoral tropical ou em piscinas Promove perda da consciência e afogamento secundário
Síndrome da Imersão Teorias dizem que um estímulo vagal leva a súbita assistolia, fibrilação ventricular por grande descarga adrenérgica pelo frio podem desencadear a síndrome de imersão Estudos mostram que a incidência da ocorrência pode ser reduzida se antes de entrarmos na água, molharmos a face e a cabeça
Fisiopatologia do Afogamento Órgão alvo de maior comprometimento é o pulmão A aspiração de água promove insuficiência respiratória, comprometimento da troca gasosa alvéolo-capilar e distúrbios ácido-básico Evolução para atelectasias, alveolites, edema pulmonar não cardiogênico, comprometimento do surfactante (água salgada)
Fisiopatologia do Afogamento O termo afogamento seco foi extinto da nomenclatura, pois todos os afogados aspiram alguma quantidade de líqudo Se a necrópsia não evidenciar água no pulmão, a vítima provavelmente não estava viva quando entrou na água
Classificação de Afogamento É baseado no grau de insuficiência respiratória que está diretamente relacionado com a quantidade de líquido aspirado Deve ser feita no local do acidente, indicando terapêutica apropriada e prognóstico preciso A hospitalização deve ser indicada em todos os graus de afogamento de 2 a 6
Grau 1 Sem tosse, espuma ou dificuldade na respiração ou parada respiratória ou PCR Avalie e libere do próprio local do afogamento
Grau 1 Tosse sem espuma na boca ou nariz Repouso, aquecimento e medidas de conforto e tranquilidade a vítima Não há necessidade de oxigênio ou hospitalização
Grau 2 Pouca espuma na boca ou nariz Oxigênio a 5 litros por minuto, aquecimento corporal, repouso Observação hospitalar por 6 a 24 h
Grau 3  Muita espuma na boca com pulso radial palpável Oxigênio a 15 litros por minuto no local do acidente Posição lateral  e internação  hospitalar para tratamento em CTI
Grau 4 Muita espuma na boca e nariz sem pulso radial palpável Oxigênio a 15 litros por minuto no local do acidente Pode haver PCR Posição lateral Suporte avançado (ITO e infusão venosa de líquidos) Internação em CTI
Grau 5 Parada respiratória com pulso carotídeo ou sinais de circulação presente Ventilação bolsa válvula máscara Após retorno da respiração trate como grau 4
Grau 6 PCR Inicie RCP Se sucesso, trate como grau 4
Cadáver  PCR com tempo de submersão >1h ou rigidez cadavérica Não inicie rcp e acione IML
Resgate
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manobra sem Suspeita de Trauma
Manobra sem Suspeita de Trauma Remova a vítima até a borda da piscina Com auxílio de outro socorrista apóie a vítima na borda da piscina
Manobra sem Suspeita de Trauma Na contagem 1,2,3 gire a vítima para o lado em que o braço a frente estiver voltado
Manobra sem Suspeita de Trauma Se a vítima estiver em PCR inicie RCP até o suporte avançado chegar ao local Os afogamentos em água fria têm maior chance de sobrevida, porque a hipotermia protege as células cerebrais contra hipóxia
Rolamento dentro da Água
Rolamento dentro da Água
Imobilização em Prancha
Imobilização
Águas Profundas
Imobilização
Imobilização
Imobilização
Transporte até  a Margem
Imobilização Cervical
Imobilização
 
 

Afogamento

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    Afogamento Enfº EduardoGomes da Silva Enfª Juliana L. Figueiredo
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    Definição Aspiraçãode líquido não corporal por submersão ou imersão Leva a uma insuficiência respiratória aguda causada pela entrada de líquidos no aparelho respiratório Pode ser acidental, forma de homicídio ou suicidio
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    Etiologia A cadaano cerca de 700 mil pessoas morrem vítimas de afogamento em todo mundo Cerca de 7500 pessoas morrem no Brasil por afogamento Desse número, cerca de 600 pessoas não são encontradas Um milhão e trezentas mil pessoas são salvas em nossas águas São hospitalizadas 260.000 pessoas vítimas de afogamento
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    Etiologia Emsua grande maioria está relacionado com lazer familiar Situações de catástrofes familiar podem ser observadas quando famílias inteiras se afogam juntos por desconhecimento ou por tentativa de salvar uns aos outros
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    Etiologia Indivíduoque não sabe nadar e subitamente perde o apoio ou cai em um buraco Exaustão Cãimbras Cardiopatas Alcoolismo Epilepsia Mergulho em águas rasas Abuso
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    Prevenção Aprevenção têm-se demonstrado o grande fator de redução de mortalidade de afogamentos 85% dos afogamentos nas praias ocorrem nas correntes de retorno – local aparente de calmaria que funciona como retorno da massa de água proveniente das ondas para mar aberto
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    Mecanismo da LesãoNos acidentes por submersão, o fator principal que leva a morte é a hipóxia Podem ter outras lesões associadas Inicialmente a vítima prende voluntariamente a respiração e faz movimento de todo corpo, tentando desesperadamente nadas ou agarrar em algo Pode haver pequena aspiração de água nesta fase
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    Mecanismo da LesãoA pequena quantidade de água em contato com a laringe, por reflexo parassimpático, promove constrição das vias aéreas superiores Em 10 a 15% produz laringoespasmo tão severo que impede a entrada de ar e água nos brônquios até que a vítima seja resgatada ou perca consciência e morra
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    Mecanismo da LesãoSe não ocorrer o salvamento até essa fase, a vítima que prender a respiração Piora a contrição das vias aéreas Perda do surfactante e Alteração na permeabilidade dos capilares pulmonares com extravasamento de líquidos para os alvéolos e espaço intersticial levando ao edema pulmonar
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    Mecanismo da LesãoDiminuição da capacidade de expansão pulmonar, com alterações da troca gasosa Movimentos diafragmáticos involuntários aumentam a aspiração de líquidos e os movimentos de deglutição, com vômitos na sequência Inundação total dos pulmões com perda de consciência, apnéia e morte
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    Mecanismo da LesãoComplicações tardias decorrentes da aspiração de água: edema pulmonar, infecções graves Em período tempo prolongado pode ocorrer hipotermia, vasoconstrição periférica, colapso circulatório e parada cardíaca
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    Causas do AfogamentoAfogamento primário: é o tipo mais comum. Nenhum fator incidental ou patológico que possa ter desencadeado o acidente Afogamento secundário: está associado com patologia ou fator incidental que possa ter desencadeado o acidente
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    Causas do AfogamentoUso de drogas – 36,2% (quase sempre por álcool) Crise convulsiva – 18,1% Traumas – 16,3% Doenças cardio-pulmonares – 14,1% Mergulho livre ou autônomo – 3,7% Outros (homicídios, suicídios, cãimbras, desmaios, hidrocussão) – 11,6% O uso do álcool é considerado o fator mais importante na causa de afogamento
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    Síndrome de ImersãoTambém conhecido vulgarmente como choque térmico, é uma síncope desencadeada pela súbita exposição de água com temperatura 5º abaixo da corporal Pode ocorrer em temperaturas quentes, frequentemente no litoral tropical ou em piscinas Promove perda da consciência e afogamento secundário
  • 20.
    Síndrome da ImersãoTeorias dizem que um estímulo vagal leva a súbita assistolia, fibrilação ventricular por grande descarga adrenérgica pelo frio podem desencadear a síndrome de imersão Estudos mostram que a incidência da ocorrência pode ser reduzida se antes de entrarmos na água, molharmos a face e a cabeça
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    Fisiopatologia do AfogamentoÓrgão alvo de maior comprometimento é o pulmão A aspiração de água promove insuficiência respiratória, comprometimento da troca gasosa alvéolo-capilar e distúrbios ácido-básico Evolução para atelectasias, alveolites, edema pulmonar não cardiogênico, comprometimento do surfactante (água salgada)
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    Fisiopatologia do AfogamentoO termo afogamento seco foi extinto da nomenclatura, pois todos os afogados aspiram alguma quantidade de líqudo Se a necrópsia não evidenciar água no pulmão, a vítima provavelmente não estava viva quando entrou na água
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    Classificação de AfogamentoÉ baseado no grau de insuficiência respiratória que está diretamente relacionado com a quantidade de líquido aspirado Deve ser feita no local do acidente, indicando terapêutica apropriada e prognóstico preciso A hospitalização deve ser indicada em todos os graus de afogamento de 2 a 6
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    Grau 1 Semtosse, espuma ou dificuldade na respiração ou parada respiratória ou PCR Avalie e libere do próprio local do afogamento
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    Grau 1 Tossesem espuma na boca ou nariz Repouso, aquecimento e medidas de conforto e tranquilidade a vítima Não há necessidade de oxigênio ou hospitalização
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    Grau 2 Poucaespuma na boca ou nariz Oxigênio a 5 litros por minuto, aquecimento corporal, repouso Observação hospitalar por 6 a 24 h
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    Grau 3 Muita espuma na boca com pulso radial palpável Oxigênio a 15 litros por minuto no local do acidente Posição lateral e internação hospitalar para tratamento em CTI
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    Grau 4 Muitaespuma na boca e nariz sem pulso radial palpável Oxigênio a 15 litros por minuto no local do acidente Pode haver PCR Posição lateral Suporte avançado (ITO e infusão venosa de líquidos) Internação em CTI
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    Grau 5 Paradarespiratória com pulso carotídeo ou sinais de circulação presente Ventilação bolsa válvula máscara Após retorno da respiração trate como grau 4
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    Grau 6 PCRInicie RCP Se sucesso, trate como grau 4
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    Cadáver PCRcom tempo de submersão >1h ou rigidez cadavérica Não inicie rcp e acione IML
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    Manobra sem Suspeitade Trauma Se a vítima estiver em PCR inicie RCP até o suporte avançado chegar ao local Os afogamentos em água fria têm maior chance de sobrevida, porque a hipotermia protege as células cerebrais contra hipóxia
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