ACIDENTES COM ANIMAIS
PEÇONHENTOS
ANIMAIS PEÇONHENTOS
Peçonhentos = venenosos + estrutura de inoculação
EPIDEMIOLOGIA
• Brasil 2009: 25.541 casos
13
6
3
óbitos
cobras aranhas
escorpiões outros (taturanas; abelhas)
EPIDEMIOLOGIA
• Hospital EstadualVital Brasil – Instituto Butantan
• 2010: 2.319 atendimentos
• Estado de São Paulo: 14.601 atendimentos
• Predominam: homens, 20-39 anos
• Zona rural/periferia
ABORDAGEM INICIAL
• Estabelecer:
• Tempo do acidente
• Medidas adotadas até então (casa / atenção primária)
• Sinais e sintomas
• Local do acidente
• Descrição do agente
ABORDAGEM INICIAL
ACIDENTE OFÍDICO
• Serpentes peçonhentas:
ACIDENTE OFÍDICO
ACIDENTE OFÍDICO
• Lesão local  dor e edema  bolhas  necrose
• Náuseas; vômitos; sudorese; diarreia
• Hemorragias locais e sistêmicas (CIVD like)
• Neurotoxicidade: paralisia motora
• Miotoxina  rabdomiólise sistêmica  enzimas
musculares + mioglobina  IRA
BOTHROPS
Edema, eritema,
equimose, bolhas
Sangramento, dor
Edema e equimose
Necrose
Gengivorragia
Hematoma
CROTALUS
Edema discreto
Ptose
Fáscies miastenica
Mioglobinúria
ACIDENTE OFÍDICO
Bothrops Crotalus Lachesis Micrurus
Inflamação local +++ - +++ -
Hemorragia +++ - +++ -
Alt. Coagulação +++ ++ +++ -
Neurotoxicidade - +++ - +++
Miotoxicidade - +++ - -
ACIDENTE OFÍDICO
• Exames:
• Coagulograma (+ fibrinogênio)
• Admissão, 12h e 24h da soroterapia
• HMG (Hb ↓; PLQ ↓; Neutro ↑ com desvio à Esq.)
• Urina I (hematúria; proteinúria)
• CPK; DHL;TGO
ACIDENTE OFÍDICO
• Tratamento:
• ABC / suporte / expansão volêmica
• Hiperhidratação + diurético (prevenção IRA)
• Alvo: >2ml/kg/h na cca // >40-60 ml/h no adulto
• SOROTERAPIA
• ATB se infecção + profilaxia tétano
• Desbridamento de tecidos necróticos / Fasciotomia na Sd. compartimental
• Hemocomponentes
SOROTERAPIA
• Não há soro universal
• Até 40% de efeitos adversos
• Diluir de 1:2 até 1:5 em SF0,9% ou SG5%
• Administração lenta: >30 min
• Reação alérgica: INTERROMPER SORO!! +
• Adrenalina 0,5ml 1/1.000 SC ou EV (pode fazer uso profilático – 0,25ml SC)
• Hidrocortisona 4-8 ml/kg EV (máx: 300 a 500mg)
• Difenidramina 1mg/kg EV (máx: 50mg)
SOROTERAPIA
SOROTERAPIA
SOROTERAPIA
• Doença do soro:
• 5-24 dias após administração
• Febre; urticária; artralgia; adenomegalia
• Tratamento: prednisolona oral 1mg/kg/d 5-7 dias
ACIDENTE ESCORPIÔNICO
• Tityus serrulatus 
• Períodos de chuva
• 3 primeiros meses
• 4 últimos meses
• Zona urbana
Tityus bahiensis
ACIDENTE ESCORPIÔNICO
• SINAN RP 2007 – 2011:
• 950 casos
• 18% 0-9 anos x 28% 20-39 anos
• 85% leves e moderados x 6% graves
• 84% sem soroterapia x 9% com
• 36% mãos + 31% pés
ACIDENTE ESCORPIÔNICO
• Toxina atua sobre canais de sódio 
despolarização das terminações nervosas sensório, motoras e do SNA 
liberação de adrenalina; noradrenalina e acetilcolina 
Clínica:
COLINÉRGICO ADRENÉRGICO
ACIDENTE ESCORPIÔNICO
• Local:
• Dor forte
• Sudorese
• Eritema
• Edema discreto
• Piloereção
ACIDENTE ESCORPIÔNICO
• Sistêmico:
• Colinérgico:
• SLUDGE (aumento de secreções; sudorese)
• Espasmos; bradicardia; hipotensão; hipotermia; miose
• Adrenérgico:
• Midríase; taquiarritmias; hipertensão
• Arritmia + ↑ secreções = edema agudo de pulmão
ACIDENTE ESCORPIÔNICO
• Exames:
• ECG: bradi; taqui; extra-sístoles; ondaT invertida; supra e infra de ST
• RxTx: EAP; cardiomegalia
• EcoCardio: Hipocinesia transitória
• Glicemia: elevada nas primeiras horas
• HipoK+, HipoNa+
• Leucocitose com neutrofilia
• Amilase, CPK, CK-MB ↑
• TC: infarto cerebral
Maior Gravidade
ACIDENTE ESCORPIÔNICO
• Tratamento:
• Lidocaína 2% sem vaso no local + analgésicos
• Suporte hemodinâmico/respiratório
• CUIDADO COM EXPANSÕES!!
• Corrigir distúrbios
• SOROTERAPIA (pode ser feito sem diluição)
ACIDENTE ESCORPIÔNICO
*HC-RP:
Moderado: 4 amp
Grave: 8 amp
ACIDENTE COM ARACNÍDEOS
• Venenosas:
• Teias irregulares ou não fazem teias
• Hábitos noturnos
PHONEUTRIA (ARMADEIRA)
• Sul e sudeste
• Calçados e roupas / frutas e verduras
• Coloração marrom-acizentada
• Robustas, peludas, agressivas
• Pulam de 20 a 30cm sobre a vítima
• Foneutriatoxina: canais de Na+ (~escorpionismo)
• Maioria dos casos leves, apenas com sintomas locais
PHONEUTRIA (ARMADEIRA)
Dor, edema e eritema locais
Sinais da picada
PHONEUTRIA (ARMADEIRA)
LOXOCELES (ARANHA MARROM)
• Região sul
• Colocação de roupas e calçados
• Veneno com ação citotóxica e hemolítica
• Lesões cutâneas bolhosas/necróticas
LOXOCELES (ARANHA MARROM)
Forma cutânea
- edema local endurado
- dor local
- equimose, isquemia
- vesícula, bolha
- necrose
Forma cutâneo-hemolítica
- hemólise intravascular
- CIVD
- IRA
1º dia x 2º dia
exantema
ictericia
LOXOCELES (ARANHA MARROM)
• SAAr ou SALox
• Forma cutânea: 5 ampolas
• Forma cutâneo-hemolítico: 10 ampolas
• Prednisolona 1mg/kg/d 5-7 dias
ACIDENTE COM LAGARTA
• Apenas gênero Lonomia
• Regiões Sul e Sudeste
• Veneno - Ativação fator X e protrombina
- Ação fibrinolítica
DISTÚRBIO DE COAGULAÇÃO
LONOMIA
LONOMIA
- Lavar a região com
agua fria ou corrente
- Compressa com gelo
- Membro elevado
- Xilo 2% local
- Corticoide tópico
- AntihistamínicoVO
- Soroterapia
Obrigado

Acidentes- com- animais peçonhentos.pptx

Notas do Editor

  • #2 Imagem: ferrão, dentes, espinhos, quelíceras
  • #4 Foto Vital Brasil: único no mundo a tratar exclusivamente de animais peçonhentos
  • #6 Foto garrote, sucção, sangria, pomada Lavagem do local, elevação do membro, pronto atendimento
  • #7 Fosseta loreal / presas
  • #8 Bothrops / crotalus / micrurus
  • #9 Lesao local pouco neutralizada pelo antidoto Proteases ativam a cascata de coagulação com consumo de fibrinogênio ‘neurotox: pré e pós sinapse inibindo a acetilcolina – toxindrome sludge FOTOS
  • #12 Hemorragia = gengivorragia; equimose; hematúria (bothrops) Neuro = ptose/diplopia; hiporreflexia; sonolência; IRpA;  crotalus Miotox = mialgia; colúria (mioglobina)  crotalus
  • #16 Edema em até 2 seguimentos do membro L; 3-4 seguimentos M; 5 seguimentos G