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Elementos de Máquina
Derval Lima
Junho 2009
O grande desafio do profissional de manutenção, na
atual conjuntura, consiste em conhecer os princípios e
fundamentos do objeto do seu trabalho, os instrumentos
e seus componentes, para de posse destes
conhecimentos, poder executar melhor e com mais
eficiência e segurança suas atividades no trabalho.
Introdução
Elementos de Fixação
Pinos e Cavilhas
Os pinos e cavilhas têm a finalidade de alinhar ou fixar os elementos de
máquinas, permitindo uniões mecânicas.
Pinos e Cavilhas
Os pinos e cavilhas se diferenciam pelos seguintes fatores:
• Utilização;
• Forma;
• Tolerâncias de medidas;
• Acabamento superficial;
• Material;
• Tratamento térmico.
Pinos
Os pinos são usados em junções resistentes a vibrações. Há vários tipos de
pinos, segundo sua função.
TIPO FUNÇÃO
Pino cônico Ação de centragem.
Pino cônico com haste roscada
A ação de retirada do pino de furos cegos é facilitada por
simples aperto da porca.
Pino cilíndrico
Requer um furo de tolerâncias rigorosas e é utilizado quando
são aplicadas as forças cortantes.
Pino elástico
Apresenta elevada resistência ao corte e pode ser ou pino
tubular partido assentado em furos, ou com variação de
diâmetro considerável.
Pino de guia
Serve para alinhar elementos de máquinas. A distância entre
os pinos deve ser bem calculada para evitar o risco de
ruptura.
Pinos
Pinos
Pinos
Cavilhas
A cavilha é uma peça cilíndrica, fabricada em aço, cuja superfície externa
recebe três entalhes que formam ressaltos. A forma e o comprimento dos
entalhes determinam os tipos de cavilha. Sua fixação é feita diretamente no
furo aberto por broca, dispensando-se o acabamento e a precisão do furo
alargado.
Cavilhas
Tipos, normas e utilização
TIPO NORMA UTILIZAÇÃO
KS1 DIN 1471 Fixação e junção.
KS2 DIN 1472 Ajustagem e articulação
KS3 DIN 1473
Fixação e junção em casos de aplicação de forças variáveis e
simétricas, bordas de peças de ferro fundido.
KS4 DIN 1474 Encosto e ajustagem.
KS6 e KS7 Ajustagem e fixação de molas e correntes.
KS9
Utilizado nos casos em que se tem necessidade de puxar a cavilha do
furo.
KS10 Fixação bilateral de molas de tração ou de eixos de roletes.
KS8 DIN 1475 Articulação de peças.
KS11 e
KS12
Fixação de eixos de roletes e manivelas.
KS4 DIN 1476 Fixação de blindagens, chapas e dobradiças sobre metal.
KS5 DIN 1477 Fixação de blindagens, chapas e dobradiças sobre metal.
KS7
Eixo de articulação de barras de estruturas, tramelas, ganchos, roletes e
polias.
Cupilha
Cupilha (ou contra pino) é um arame de secção semi-circular, dobrado em
modo de formar um corpo cilíndrico e uma cabeça.
Pino cupilhado
O pino cupilhado é utilizado como eixo curto para uniões articuladas e para
suportar rodas, polias, cabos, etc.
Rebites
Os rebites são peças fabricadas de aço,alumínio, cobre e latão. Unem
rigidamente peças ou chapas metálicas, em estruturas metálicas, de
reservatórios, caldeiras, máquinas, navios, aviões, veículos de transporte.
Rebites
Ligações estanques: Exemplo de
aplicação de rebites.
Rebites
• Tipos, formas e aplicações
Rebites
Para especificar os rebites é necessário conhecer suas especificações:
– De que material é feito;
– O tipo de sua cabeça;
– O diâmetro do corpo;
– O comprimento útil.
Rebites
Processos de rebitagem.
– Processo manual – Esse tipo é feito a mão com pancadas no martelo.
– Processo mecânico – É feito por meio de martelo pneumático ou de rebitadeiras
pneumáticas e hidráulicas.
Rebites
Processo manual
Esse tipo de processo é feito à mão, com pancadas de martelo. Antes de iniciar o
processo, é preciso comprimir as duas superfícies metálicas a serem unidas. Após
as chapas serem prensadas, o rebite é martelado até encorpar, isto é, dilatar e
preencher totalmente o furo. Depois, com o martelo de bola, o rebite é “boleado”,
ou seja, é martelado até começar a se arredondar.
Rebites
Rebites
Processos mecânico
O processo mecânico é feito por meio de martelo pneumático ou
de
rebitadeiras pneumáticas e hidráulicas. O martelo pneumático é
ligado a um
compressor de ar por tubos flexíveis e trabalha sob uma pressão
entre 5 Pa 7
Pa, controlada pela alavanca do cabo.
Rebites
• Martelo Pneumático
• Rebitadeira Hidráulica
Rebites
Tipos de rebitagem
• Rebitagem de recobrimento
Na rebitagem de recobrimento, as chapas são apenas sobrepostas e
rebitadas. Esse tipo destina-se somente a suportar esforços e é empregado
na fabricação de vigas e de estruturas metálicas.
Rebites
• Rebitagem de recobrimento simples
É destinada a suportar esforços e permitir fechamento ou vedação.
É empregada na construção de caldeiras a vapor e recipientes de ar
comprimido. Nessa rebitagem as chapas se justapõem e sobre elas
estende-se uma outra chapa para cobri-las.
Rebites
• Rebitagem de recobrimento duplo
Usada unicamente para uma perfeita vedação. É empregada na construção
de chaminés e recipientes de gás para iluminação. As chapas são
justapostas e envolvidas por duas outras chapas que as recobrem dos dois
lados.
Rebites
Defeitos de Rebitagem
• Pelo mau preparo das chapas
• Furos fora do eixo, formando degraus;
• Chapas mal encostadas;
• Diâmetro do furo muito maior em relação ao do rebite.
• Pela má execução das diversas operações e fases de rebitagem
• Aquecimento excessivo do rebite;
• Rebitagem descentralizada;
• Mal uso das ferramentas para fazer a cabeça;
• O comprimento do corpo do rebite é pequeno em relação à espessura da
chapa.
Rebites
Vantagens e Desvantagens
• As junções rebitadas são mais simples e baratas que as soldadas;
• Possibilitam um controle de qualidade mais simples que as soldadas;
• As junções rebitadas são mais pesadas e seu campo de aplicação não é
tão vasto quanto o das junções por solda;
• Acarretam uma redução da resistência do material da ordem de 13 a 42%,
devido à redução de área pela furacão para os rebites, contra uma redução
de 10 a 40% para as junções soldadas.
Rebites
Roscas
Rosca é uma saliência de perfil constante em torno de uma superfície
cilíndrica ou cônica ”Direita ou Esquerda”....
Roscas
As roscas são internas ou externas.
Roscas
Roscas
• Nomenclatura da Rosca
Roscas
• Rosca Métrica ISO normal
Roscas
• Rosca Whitworth –
BSW/Normal e BSF/Fina
Roscas
Cálculos de roscas
Roscas
Roscas
Parafusos
• Os parafusos se diferenciam pela forma da rosca, da cabeça, da haste
e do tipo de acionamento
Parafusos
Em geral, o parafuso é composto de duas partes:
cabeça e corpo.
Parafusos
O corpo do parafuso pode apresentar vários
formatos.
Parafusos
Parafusos
• Parafusos de cabeça sextavada
Parafusos
• Em geral, esse tipo de parafuso é utilizado em uniões em que se
necessita de um forte aperto da chave de boca ou estria.
Porcas
• A porca está sempre ligada a um parafuso. A parte externa tem vários
formatos para atender a diversos tipos de aplicação.
Porcas
• PORCAS USADAS PARA FIXAÇÃO
Porcas
• PORCAS USADAS PARA TRANSMISSÃO
Porcas
• PORCAS PARA APERTO
MANUAL
Porcas
APLICAÇÕES :
Porcas
• PORCAS COM RANHURA PARA USO DE CUPILHAS
Porcas
Arruelas
As arruelas têm a função de distribuir igualmente a força de aperto
entre a porca, o parafuso e as partes montadas , funcionando em
algumas situações, também como elementos de trava.
Arruelas
Arruelas Lisas
cada em elementos de máquinas que sofrem pequenas vibrações.
Arruelas
ARRUELA DE PRESSÃO
A arruela de pressão é utilizada na montagem de conjuntos mecânicos,
submetidos a grandes esforços e grandes vibráveis.
• A arruela de pressão funciona, também, como elemento de trava,
evitando o afrouxamento do parafuso e da porca.
• É, ainda, muito empregada em equipamentos que sofrem variação de
temperatura (automóveis, prensas etc).
Arruelas
• ARRUELA DENTADA
• Muito empregada em equipamentos sujeitos a grandes vibrações, mas
com pequenos esforços, como, eletrodomésticos, painéis automotivos,
equipamentos de refrigeração etc.
• O travamento se dá entre o conjunto parafuso/ porca .
• Os dentes inclinados das arruelas formam uma mola quando são
pressionados e se encravam na cabeça do parafuso.
Arruelas
Anéis Elásticos
• O anel elástico È um elemento usado em eixos ou furos, tendo como
principais funções:
• Evitar deslocamento axial de peças ou componentes.
• Posicionar ou limitar o curso de uma peça ou conjunto deslizante sobre
o eixo.
Anéis Elásticos
Anéis Elásticos
• Fabricado de aço-mola, tem a forma de anel incompleto, que se aloja
em um canal circular construído conforme normalização.
Anéis Elásticos
Anéis Elásticos
Chavetas
• CARACTERÍSTICAS :
• É um elemento mecânico fabricado em aço.
• Sua forma, em geral, É retangular ou semicircular .
• A chaveta se interpõe numa cavidade de um eixo e de uma peça.
• A chaveta tem por finalidade ligar dois
elementos mecânicos.
Chavetas
• CLASSIFICAÇÃO :
• • Chavetas de cunha;
• • Chavetas paralelas;
• • Chavetas de disco.
Chavetas
Elementos Elásticos
Molas
• Molas helicoidais
A mola helicoidal é a mais usada em mecânica. Em geral, ela é
feita de barra de aço enrolada em forma de hélice cilíndrica ou cônica.
A barra de aço pode ter seção retangular, circular, quadrada, etc. Em
geral,
a mola helicoidal é enrolada à direita. Quando a mola helicoidal for
enrolada à esquerda, o sentido da hélice deve ser indicado no desenho.
Molas
• As molas helicoidais podem funcionar por compressão, por tração ou
por torção. A mola helicoidal de compressão é formada por espirais.
Quando esta mola é comprimida por alguma força, o espaço entre as
espiras diminui, tornando menor o comprimento da mola.
Molas
A mola helicoidal de tração possui ganchos nas extremidades, além das
espiras. Os ganchos são também chamados de olhais. Para a mola
helicoidal de tração desempenhar sua função, deve ser esticada,
aumentando seu comprimento. Em estado de repouso, ela volta ao seu
comprimento normal.
Mancais
Mancais de Deslizamento
• Geralmente, os mancais de deslizamento são constituídos de uma
bucha fixada num suporte. Esses mancais são usados em máquinas
pesadas ou em equipamentos de baixa rotação, porque a baixa
velocidade evita superaquecimento dos componentes expostos ao
atrito.
Mancais de Deslizamento
O uso de buchas e de lubrificantes permite reduzir esse atrito e
melhorar a rotação do eixo. As buchas são, em geral, corpos cilíndricos
ocos que envolvem os eixos, permitindo-lhes uma melhor rotação. São
feitas de materiais macios, como o bronze e ligas de metais leves.
Mancais de Rolamento
Quando necessitar de mancal com maior velocidade e menos atrito, o
mancal de rolamento é o mais adequado.
Mancais de Rolamento
O que verificar durante o funcionamento
Mancais de Rolamento
Quando é necessário reduzir ainda mais o atrito de
escorregamento, utilizamos um outro elemento de máquina,
chamado rolamento. Os rolamentos limitam, ao máximo, as perdas
de energia em conseqüência do atrito.
São geralmente constituídos de dois anéis concêntricos, entre os
quais são colocados elementos rolantes como esferas, roletes e
agulhas. Os rolamentos de esfera compõem-se de:
Mancais de Rolamento
• Disposição dos elementos de máquina
Mancais de Rolamento
Tabela - Vantagens e desvantagens dos rolamentos
Vantagens
Desvantagens
Menor atrito e aquecimento Maior sensibilidade aos choques
Baixa exigência de lubrificação Maiores custos de fabricação
Intercambialidade internacional Tolerância pequena para carcaça
e alojamento do eixo.
Não há desgaste do eixo Não suporta cargas tão elevadas
como os mancais de
deslizamento
Pequeno aumento da folga durante
a vida útil
Ocupa maior espaço radial
Elementos de Transmissão
Eixos e Árvores
Assim como o homem, as máquinas contam com sua “coluna vertebral”
como um dos principais elementos de sua estrutura física: eixos e árvores,
que podem ter perfis lisos ou compostos, em que são montadas as
engrenagens, polias, rolamentos, volantes, manípulos etc.
Eixos e Árvores
Os eixos e as árvores podem ser fixos ou giratórios e sustentam os
elementos de máquina. No caso dos eixos fixos, os elementos
(engrenagens com buchas, polias sobre rolamentos e volantes) é que
giram.
Eixos e Árvores
Quando se trata de eixo-árvore giratório, o eixo se movimenta
juntamente com seus elementos ou independentemente deles como, por
exemplo, eixos de afiadores (esmeris), rodas de trole (trilhos), eixos de
máquinas-ferramenta, eixos sobre mancais.
Eixos e Árvores
Material de fabricação
Os eixos e árvores são fabricados em aço ou ligas de aço, pois os
materiais metálicos apresentam melhores propriedades mecânicas do que
os outros materiais. Por isso, são mais adequados para a fabricação de
elementos de transmissão:
eixos com pequena solicitação mecânica são fabricados em aço ao
carbono;
eixo-árvore de máquinas e automóveis são fabricados em aço-níquel;
eixo-árvore para altas rotações ou para bombas e turbinas são
fabricados em aço cromo-níquel;
eixo para árvores são fabricados em aço-manganês.
Quando os eixos e árvores têm finalidades específicas, podem ser
fabricados em cobre, alumínio, latão. Portanto, o material de fabricação
varia de acordo com a função dos eixos e árvores.
Eixos e Árvores
Tipos e características de árvores
Eixos e Árvores
Eixos e Árvores
Eixos e Árvores
Eixos e Árvores
Eixos e Árvores
Eixos e Árvores
Eixos e Árvores
Eixos e Árvores
Eixos e Árvores
Polias e Correias
POLIAS
As polias são peças cilíndricas, movimentadas pela rotação do eixo do
motor e pelas correias.
Uma polia é constituída de uma coroa ou face, na qual se enrola a
correia. A face é ligada a um cubo de roda mediante disco ou braços.
Polias e Correias
Tipos de polia
Os tipos de polia são determinados pela forma da superfície na qual a
correia se assenta. Elas podem ser planas ou trapezoidais. As polias
planas podem apresentar dois formatos na sua superfície de contato. Essa
superfície pode ser plana ou abaulada.
A polia plana conserva melhor as correias, e a polia com superfície
abaulada guia melhor as correias. As polias apresentam braços a partir de
200 mm de diâmetro. Abaixo desse valor, a coroa È ligada ao cubo por
meio de discos.
Polias e Correias
A polia trapezoidal recebe esse nome porque a superfície na qual a
correia se assenta apresenta a forma de trapézio. As polias trapezoidais
devem ser providas de canaletas (ou canais) e são dimensionadas de
acordo com o perfil padrão da correia a ser utilizada.
Polias e Correias
Tipos de polias
Polias e Correias
Material das polias
Os materiais que se empregam para a construção das polias são ferro
fundido (o mais utilizado), aços, ligas leves e materiais sintéticos. A
superfície da polia não deve apresentar porosidade, pois, do contrário, a
correia irá se desgastar rapidamente.
Polias e Correias
Correias
As correias mais usadas são planas e as trapezoidais. A correia em “V”
ou trapezoidal é inteiriça, fabricada com seção transversal em forma de
trapézio. É feita de borracha revestida de lona e é formada no seu
interior por cordonéis vulcanizados para suportar as forças de tração
Polias e Correias
Polias e Correias
Polias e Correias
Polias e Correias
Polias e Correias
Correntes
Correntes
Cabos
Cabos
Cabos
Cabos
Cabos
Cabos
Cabos
Cabos
Cabos
Cabos
Engrenagens
Engrenagens
Engrenagens
Engrenagens
Engrenagens
Engrenagens
Engrenagens
Engrenagens
Engrenagens
Engrenagens
Engrenagens
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Engrenagens
Acoplamentos
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Acoplamentos
Elementos de Vedação
Elementos de Vedação
Conceito de vedação
Vedação é o processo usado para impedir a passagem, de maneira
estática ou dinâmica, de líquidos, gases e sólidos particulados (pó) de um
meio para outro.
Juntas
Juntas de borracha
São vedações empregadas em partes estáticas, muito usadas
em equipamentos, flanges etc. Podem ser fabricadas com materiais em
forma de manta e ter uma camada interna de lona (borracha lonada) ou
materiais com outro formato.
Juntas
• Juntas de papelão
São empregadas em partes estáticas de máquinas ou equipamentos
como, por exemplo, nas tampas de caixas de engrenagens. Esse tipo de
junta pode ser comprada pronta ou confeccionada conforme o formato da
peça que vai utilizá-la.
Juntas
Juntas metálicas
São destinadas à vedação de equipamentos que operam com
altas pressões e altas temperaturas. São geralmente fabricadas em aço de
baixo teor de carbono, em alumínio, cobre ou chumbo. São normalmente
aplicadas em flanges de grande aperto ou de aperto limitado.
Juntas
Juntas de teflon
Material empregado na vedação de produtos como óleo, ar e água. As
juntas de teflon suportam temperaturas de até 260°C.
Juntas
Juntas de amianto
Material empregado na vedação de fornos e outros equipamentos. O
amianto suporta elevadas temperaturas e ataques químicos de muitos
produtos corrosivos.
Juntas
Juntas de cortiça
Material empregado em vedações estáticas de produtos como óleo, ar e
água submetidos a baixas pressões. As juntas de cortiça são muito
utilizadas nas vedações de tampas de cárter, em caixas de engrenagens,
etc.
Anéis de Borracha (ring)
Anéis de borracha (ring)
São vedadores usados em partes estáticas ou dinâmicas de máquinas
ou equipamentos. Estes vedadores podem ser comprados nas dimensões
e perfis padronizados ou confeccionados colando-se, com adesivo
apropriado, as pontas de um fio de borracha com secção redonda,
quadrada ou retangular. A vantagem do anel padronizado é que nele não
existe a linha de colagem, que pode ocasionar vazamento. Os anéis de
borracha ou anéis da linha ring são bastante utilizados em vedações
dinâmicas de cilindros hidráulicos e pneumáticos que operam à baixa
velocidade.
Retentores
O vedador de lábio, também conhecido pelo nome de retentor, é
composto essencialmente por uma membrana elastomérica em forma de
lábio e uma parte estrutural metálica semelhante a uma mola que permite
sua fixação na posição correta de trabalho.
A função primordial de um retentor é reter óleo, graxa e outros produtos
que devem ser mantidos no interior de uma máquina ou equipamento.
Retentores
O retentor é sempre aplicado entre duas peças que executam
movimentos relativos entre si, suportando variações de temperatura.
Retentores
Elementos de um retentor básico
Retentores
• Tipos de perfis de retentores
Retentores
Montagem do retentor no eixo
Os cantos do eixo devem ter chanfros entre 15º e 25º para facilitar a
entrada do retentor. Não sendo possível chanfrar ou arredondar os cantos,
ou o retentor ter de passar obrigatoriamente por regiões com roscas,
ranhuras, entalhes ou outras irregularidades, recomenda-se o uso de uma
luva de proteção para o lábio. O diâmetro da luva deverá ser compatível,
de forma tal que o lábio não venha a sofrer deformações.
Gaxetas
Gaxetas são elementos mecânicos utilizados para vedar a passagem
de um fluxo de fluido de um local para outro, de forma total ou parcial.
Os materiais usados na fabricação de gaxetas são: algodão, juta, asbesto
(amianto), náilon, teflon, borracha, alumínio, latão e cobre. A esses
materiais são aglutinados outros, tais como: óleo, sebo, graxa, silicone,
grafite, mica etc. A função desses outros materiais que são aglutinados às
gaxetas é torná-las autolubrificadas.
Gaxetas
Em algumas situações, o fluxo de fluido não deve ser totalmente
vedado, pois é necessária uma passagem mínima de fluido com a
finalidade de auxiliar a lubrificação entre o eixo rotativo e a própria gaxeta.
A este tipo de trabalho dá-se o nome de restringimento.
O restringimento é aplicado, por exemplo, quando se trabalha
com bomba centrífuga de alta velocidade. Nesse tipo de bomba, o calor
gerado pelo atrito entre a gaxeta e o eixo rotativo é muito elevado e, sendo
elevado, exige uma saída controlada de fluido para minimizar o provável
desgaste.
Gaxetas
A caixa de gaxeta mais simples apresenta um cilindro oco onde ficam
alojados vários anéis de gaxeta, pressionados por uma peça chamada
sobreposta. A função dessa peça é manter a gaxeta alojada entre a caixa
e
o eixo, sob pressão conveniente para o trabalho.
Gaxetas
Tipos de cortes para gaxetas
Gaxetas
Gaxetas
Seleção da gaxeta
A escolha da gaxeta adequada para cada tipo de trabalho deve ser feita
com base em dados fornecidos pelos catálogos dos fabricantes. No
entanto, os seguintes dados deverão ser levados em consideração:
• material utilizado na confecção da gaxeta;
• dimensões da caixa de gaxeta;
• fluido líquido ou gasoso bombeado pela máquina;
• temperatura e pressão dentro da caixa de gaxeta;
• tipo de movimento da bomba (rotativo/alternativo);
• material utilizado na construção do eixo ou da haste;
• ciclos de trabalho da máquina;
• condições especiais da bomba: alta ou baixa temperatura;
• local de trabalho (submerso ou não); meio (ácido, básico,
• salino) a que se encontra exposta
Gaxetas
Substituição da gaxeta
A gaxeta deve ser removida com um par de saca-gaxeta com tamanho
adequado. O interior da caixa de gaxeta deve ser bem limpo. O grau de
limpeza poderá ser verificado com o auxílio de um espelho ou lâmpada,
caso seja necessário.
Gaxetas
Caso não exista uma gaxeta padronizada, deve-se substituí-la por uma
em forma de corda, tomando cuidado em seu corte e montagem. O corte
deverá ser a 45° para que haja uma vedação. A gaxeta deverá ser
montada escalonadamente para que não ocorra uma coincidência dos
cortes ou emendas, evitando assim possíveis vazamentos.
Selos Mecânicos
O selo mecânico é um vedador de pressão que utiliza princípios
hidráulicos para reter fluidos. A vedação exercida pelo selo mecânico se
processa em dois momentos: a vedação principal e a secundária.
Selos Mecânicos
Vedação principal
A vedação principal é feita num plano perpendicular ao eixo
por meio do
contato deslizante entre as faces altamente polidas de duas
peças,
geralmente chamadas de sede e anel de selagem.
A sede é estacionária e fica conectada numa parte
sobreposta.
O anel de selagem é fixado ao eixo e gira com ele.
Selos Mecânicos
Para que as faces do anel de selagem e da sede permaneçam sempre
em contato e pressionadas, utilizam-se molas helicoidais conectadas ao
anel de selagem.
Selos Mecânicos
Vedação secundária
A vedação secundária, aplicada à sede e ao anel de selagem, pode ser
feita por meio de vários anéis com perfis diferentes, tais como: junta, anel
o'ring, anel "V", cunha, fole etc.
Selos Mecânicos
Uso do selo mecânico
Os selos mecânicos são utilizados com vantagens em
relação às gaxetas, pois não permitem vazamentos e podem
trabalhar sob grandes velocidades e em temperaturas e
pressões elevadas, sem apresentarem desgastes
consideráveis. Eles permitem a vedação de produtos tóxicos e
inflamáveis.
Selos Mecânicos
Selos Mecânicos
Vantagens do selo mecânico
Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de
vedação reduzindo, consequentemente, a perda de potência.
Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha. A vazão ou
fuga do produto em operação é mínima ou imperceptível.
Permite operar fluidos tóxicos, corrosivos ou inflamáveis com
segurança. Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão
normais do eixo rotativo.
Elementos de Máquina
Fim!
Lembre-se, seu
sucesso depende
apenas de você e de
seus estudos.
• Sucesso!
• E bom estudo!...

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  • 2. O grande desafio do profissional de manutenção, na atual conjuntura, consiste em conhecer os princípios e fundamentos do objeto do seu trabalho, os instrumentos e seus componentes, para de posse destes conhecimentos, poder executar melhor e com mais eficiência e segurança suas atividades no trabalho. Introdução
  • 4. Pinos e Cavilhas Os pinos e cavilhas têm a finalidade de alinhar ou fixar os elementos de máquinas, permitindo uniões mecânicas.
  • 5. Pinos e Cavilhas Os pinos e cavilhas se diferenciam pelos seguintes fatores: • Utilização; • Forma; • Tolerâncias de medidas; • Acabamento superficial; • Material; • Tratamento térmico.
  • 6. Pinos Os pinos são usados em junções resistentes a vibrações. Há vários tipos de pinos, segundo sua função. TIPO FUNÇÃO Pino cônico Ação de centragem. Pino cônico com haste roscada A ação de retirada do pino de furos cegos é facilitada por simples aperto da porca. Pino cilíndrico Requer um furo de tolerâncias rigorosas e é utilizado quando são aplicadas as forças cortantes. Pino elástico Apresenta elevada resistência ao corte e pode ser ou pino tubular partido assentado em furos, ou com variação de diâmetro considerável. Pino de guia Serve para alinhar elementos de máquinas. A distância entre os pinos deve ser bem calculada para evitar o risco de ruptura.
  • 10. Cavilhas A cavilha é uma peça cilíndrica, fabricada em aço, cuja superfície externa recebe três entalhes que formam ressaltos. A forma e o comprimento dos entalhes determinam os tipos de cavilha. Sua fixação é feita diretamente no furo aberto por broca, dispensando-se o acabamento e a precisão do furo alargado.
  • 11. Cavilhas Tipos, normas e utilização TIPO NORMA UTILIZAÇÃO KS1 DIN 1471 Fixação e junção. KS2 DIN 1472 Ajustagem e articulação KS3 DIN 1473 Fixação e junção em casos de aplicação de forças variáveis e simétricas, bordas de peças de ferro fundido. KS4 DIN 1474 Encosto e ajustagem. KS6 e KS7 Ajustagem e fixação de molas e correntes. KS9 Utilizado nos casos em que se tem necessidade de puxar a cavilha do furo. KS10 Fixação bilateral de molas de tração ou de eixos de roletes. KS8 DIN 1475 Articulação de peças. KS11 e KS12 Fixação de eixos de roletes e manivelas. KS4 DIN 1476 Fixação de blindagens, chapas e dobradiças sobre metal. KS5 DIN 1477 Fixação de blindagens, chapas e dobradiças sobre metal. KS7 Eixo de articulação de barras de estruturas, tramelas, ganchos, roletes e polias.
  • 12. Cupilha Cupilha (ou contra pino) é um arame de secção semi-circular, dobrado em modo de formar um corpo cilíndrico e uma cabeça.
  • 13. Pino cupilhado O pino cupilhado é utilizado como eixo curto para uniões articuladas e para suportar rodas, polias, cabos, etc.
  • 14. Rebites Os rebites são peças fabricadas de aço,alumínio, cobre e latão. Unem rigidamente peças ou chapas metálicas, em estruturas metálicas, de reservatórios, caldeiras, máquinas, navios, aviões, veículos de transporte.
  • 15. Rebites Ligações estanques: Exemplo de aplicação de rebites.
  • 16. Rebites • Tipos, formas e aplicações
  • 17. Rebites Para especificar os rebites é necessário conhecer suas especificações: – De que material é feito; – O tipo de sua cabeça; – O diâmetro do corpo; – O comprimento útil.
  • 18. Rebites Processos de rebitagem. – Processo manual – Esse tipo é feito a mão com pancadas no martelo. – Processo mecânico – É feito por meio de martelo pneumático ou de rebitadeiras pneumáticas e hidráulicas.
  • 19. Rebites Processo manual Esse tipo de processo é feito à mão, com pancadas de martelo. Antes de iniciar o processo, é preciso comprimir as duas superfícies metálicas a serem unidas. Após as chapas serem prensadas, o rebite é martelado até encorpar, isto é, dilatar e preencher totalmente o furo. Depois, com o martelo de bola, o rebite é “boleado”, ou seja, é martelado até começar a se arredondar.
  • 21. Rebites Processos mecânico O processo mecânico é feito por meio de martelo pneumático ou de rebitadeiras pneumáticas e hidráulicas. O martelo pneumático é ligado a um compressor de ar por tubos flexíveis e trabalha sob uma pressão entre 5 Pa 7 Pa, controlada pela alavanca do cabo.
  • 22. Rebites • Martelo Pneumático • Rebitadeira Hidráulica
  • 23. Rebites Tipos de rebitagem • Rebitagem de recobrimento Na rebitagem de recobrimento, as chapas são apenas sobrepostas e rebitadas. Esse tipo destina-se somente a suportar esforços e é empregado na fabricação de vigas e de estruturas metálicas.
  • 24. Rebites • Rebitagem de recobrimento simples É destinada a suportar esforços e permitir fechamento ou vedação. É empregada na construção de caldeiras a vapor e recipientes de ar comprimido. Nessa rebitagem as chapas se justapõem e sobre elas estende-se uma outra chapa para cobri-las.
  • 25. Rebites • Rebitagem de recobrimento duplo Usada unicamente para uma perfeita vedação. É empregada na construção de chaminés e recipientes de gás para iluminação. As chapas são justapostas e envolvidas por duas outras chapas que as recobrem dos dois lados.
  • 26. Rebites Defeitos de Rebitagem • Pelo mau preparo das chapas • Furos fora do eixo, formando degraus; • Chapas mal encostadas; • Diâmetro do furo muito maior em relação ao do rebite. • Pela má execução das diversas operações e fases de rebitagem • Aquecimento excessivo do rebite; • Rebitagem descentralizada; • Mal uso das ferramentas para fazer a cabeça; • O comprimento do corpo do rebite é pequeno em relação à espessura da chapa.
  • 27. Rebites Vantagens e Desvantagens • As junções rebitadas são mais simples e baratas que as soldadas; • Possibilitam um controle de qualidade mais simples que as soldadas; • As junções rebitadas são mais pesadas e seu campo de aplicação não é tão vasto quanto o das junções por solda; • Acarretam uma redução da resistência do material da ordem de 13 a 42%, devido à redução de área pela furacão para os rebites, contra uma redução de 10 a 40% para as junções soldadas.
  • 29. Roscas Rosca é uma saliência de perfil constante em torno de uma superfície cilíndrica ou cônica ”Direita ou Esquerda”....
  • 30. Roscas As roscas são internas ou externas.
  • 34. Roscas • Rosca Whitworth – BSW/Normal e BSF/Fina
  • 38. Parafusos • Os parafusos se diferenciam pela forma da rosca, da cabeça, da haste e do tipo de acionamento
  • 39. Parafusos Em geral, o parafuso é composto de duas partes: cabeça e corpo.
  • 40. Parafusos O corpo do parafuso pode apresentar vários formatos.
  • 42. Parafusos • Parafusos de cabeça sextavada
  • 43. Parafusos • Em geral, esse tipo de parafuso é utilizado em uniões em que se necessita de um forte aperto da chave de boca ou estria.
  • 44. Porcas • A porca está sempre ligada a um parafuso. A parte externa tem vários formatos para atender a diversos tipos de aplicação.
  • 45. Porcas • PORCAS USADAS PARA FIXAÇÃO
  • 46. Porcas • PORCAS USADAS PARA TRANSMISSÃO
  • 47. Porcas • PORCAS PARA APERTO MANUAL
  • 49. Porcas • PORCAS COM RANHURA PARA USO DE CUPILHAS
  • 51. Arruelas As arruelas têm a função de distribuir igualmente a força de aperto entre a porca, o parafuso e as partes montadas , funcionando em algumas situações, também como elementos de trava.
  • 52. Arruelas Arruelas Lisas cada em elementos de máquinas que sofrem pequenas vibrações.
  • 53. Arruelas ARRUELA DE PRESSÃO A arruela de pressão é utilizada na montagem de conjuntos mecânicos, submetidos a grandes esforços e grandes vibráveis. • A arruela de pressão funciona, também, como elemento de trava, evitando o afrouxamento do parafuso e da porca. • É, ainda, muito empregada em equipamentos que sofrem variação de temperatura (automóveis, prensas etc).
  • 54. Arruelas • ARRUELA DENTADA • Muito empregada em equipamentos sujeitos a grandes vibrações, mas com pequenos esforços, como, eletrodomésticos, painéis automotivos, equipamentos de refrigeração etc. • O travamento se dá entre o conjunto parafuso/ porca . • Os dentes inclinados das arruelas formam uma mola quando são pressionados e se encravam na cabeça do parafuso.
  • 56. Anéis Elásticos • O anel elástico È um elemento usado em eixos ou furos, tendo como principais funções: • Evitar deslocamento axial de peças ou componentes. • Posicionar ou limitar o curso de uma peça ou conjunto deslizante sobre o eixo.
  • 58. Anéis Elásticos • Fabricado de aço-mola, tem a forma de anel incompleto, que se aloja em um canal circular construído conforme normalização.
  • 61. Chavetas • CARACTERÍSTICAS : • É um elemento mecânico fabricado em aço. • Sua forma, em geral, É retangular ou semicircular . • A chaveta se interpõe numa cavidade de um eixo e de uma peça. • A chaveta tem por finalidade ligar dois elementos mecânicos.
  • 62. Chavetas • CLASSIFICAÇÃO : • • Chavetas de cunha; • • Chavetas paralelas; • • Chavetas de disco.
  • 65. Molas • Molas helicoidais A mola helicoidal é a mais usada em mecânica. Em geral, ela é feita de barra de aço enrolada em forma de hélice cilíndrica ou cônica. A barra de aço pode ter seção retangular, circular, quadrada, etc. Em geral, a mola helicoidal é enrolada à direita. Quando a mola helicoidal for enrolada à esquerda, o sentido da hélice deve ser indicado no desenho.
  • 66. Molas • As molas helicoidais podem funcionar por compressão, por tração ou por torção. A mola helicoidal de compressão é formada por espirais. Quando esta mola é comprimida por alguma força, o espaço entre as espiras diminui, tornando menor o comprimento da mola.
  • 67. Molas A mola helicoidal de tração possui ganchos nas extremidades, além das espiras. Os ganchos são também chamados de olhais. Para a mola helicoidal de tração desempenhar sua função, deve ser esticada, aumentando seu comprimento. Em estado de repouso, ela volta ao seu comprimento normal.
  • 69. Mancais de Deslizamento • Geralmente, os mancais de deslizamento são constituídos de uma bucha fixada num suporte. Esses mancais são usados em máquinas pesadas ou em equipamentos de baixa rotação, porque a baixa velocidade evita superaquecimento dos componentes expostos ao atrito.
  • 70. Mancais de Deslizamento O uso de buchas e de lubrificantes permite reduzir esse atrito e melhorar a rotação do eixo. As buchas são, em geral, corpos cilíndricos ocos que envolvem os eixos, permitindo-lhes uma melhor rotação. São feitas de materiais macios, como o bronze e ligas de metais leves.
  • 71. Mancais de Rolamento Quando necessitar de mancal com maior velocidade e menos atrito, o mancal de rolamento é o mais adequado.
  • 72. Mancais de Rolamento O que verificar durante o funcionamento
  • 73. Mancais de Rolamento Quando é necessário reduzir ainda mais o atrito de escorregamento, utilizamos um outro elemento de máquina, chamado rolamento. Os rolamentos limitam, ao máximo, as perdas de energia em conseqüência do atrito. São geralmente constituídos de dois anéis concêntricos, entre os quais são colocados elementos rolantes como esferas, roletes e agulhas. Os rolamentos de esfera compõem-se de:
  • 74. Mancais de Rolamento • Disposição dos elementos de máquina
  • 75. Mancais de Rolamento Tabela - Vantagens e desvantagens dos rolamentos Vantagens Desvantagens Menor atrito e aquecimento Maior sensibilidade aos choques Baixa exigência de lubrificação Maiores custos de fabricação Intercambialidade internacional Tolerância pequena para carcaça e alojamento do eixo. Não há desgaste do eixo Não suporta cargas tão elevadas como os mancais de deslizamento Pequeno aumento da folga durante a vida útil Ocupa maior espaço radial
  • 77. Eixos e Árvores Assim como o homem, as máquinas contam com sua “coluna vertebral” como um dos principais elementos de sua estrutura física: eixos e árvores, que podem ter perfis lisos ou compostos, em que são montadas as engrenagens, polias, rolamentos, volantes, manípulos etc.
  • 78. Eixos e Árvores Os eixos e as árvores podem ser fixos ou giratórios e sustentam os elementos de máquina. No caso dos eixos fixos, os elementos (engrenagens com buchas, polias sobre rolamentos e volantes) é que giram.
  • 79. Eixos e Árvores Quando se trata de eixo-árvore giratório, o eixo se movimenta juntamente com seus elementos ou independentemente deles como, por exemplo, eixos de afiadores (esmeris), rodas de trole (trilhos), eixos de máquinas-ferramenta, eixos sobre mancais.
  • 80. Eixos e Árvores Material de fabricação Os eixos e árvores são fabricados em aço ou ligas de aço, pois os materiais metálicos apresentam melhores propriedades mecânicas do que os outros materiais. Por isso, são mais adequados para a fabricação de elementos de transmissão: eixos com pequena solicitação mecânica são fabricados em aço ao carbono; eixo-árvore de máquinas e automóveis são fabricados em aço-níquel; eixo-árvore para altas rotações ou para bombas e turbinas são fabricados em aço cromo-níquel; eixo para árvores são fabricados em aço-manganês. Quando os eixos e árvores têm finalidades específicas, podem ser fabricados em cobre, alumínio, latão. Portanto, o material de fabricação varia de acordo com a função dos eixos e árvores.
  • 81. Eixos e Árvores Tipos e características de árvores
  • 91. Polias e Correias POLIAS As polias são peças cilíndricas, movimentadas pela rotação do eixo do motor e pelas correias. Uma polia é constituída de uma coroa ou face, na qual se enrola a correia. A face é ligada a um cubo de roda mediante disco ou braços.
  • 92. Polias e Correias Tipos de polia Os tipos de polia são determinados pela forma da superfície na qual a correia se assenta. Elas podem ser planas ou trapezoidais. As polias planas podem apresentar dois formatos na sua superfície de contato. Essa superfície pode ser plana ou abaulada. A polia plana conserva melhor as correias, e a polia com superfície abaulada guia melhor as correias. As polias apresentam braços a partir de 200 mm de diâmetro. Abaixo desse valor, a coroa È ligada ao cubo por meio de discos.
  • 93. Polias e Correias A polia trapezoidal recebe esse nome porque a superfície na qual a correia se assenta apresenta a forma de trapézio. As polias trapezoidais devem ser providas de canaletas (ou canais) e são dimensionadas de acordo com o perfil padrão da correia a ser utilizada.
  • 95. Polias e Correias Material das polias Os materiais que se empregam para a construção das polias são ferro fundido (o mais utilizado), aços, ligas leves e materiais sintéticos. A superfície da polia não deve apresentar porosidade, pois, do contrário, a correia irá se desgastar rapidamente.
  • 96. Polias e Correias Correias As correias mais usadas são planas e as trapezoidais. A correia em “V” ou trapezoidal é inteiriça, fabricada com seção transversal em forma de trapézio. É feita de borracha revestida de lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados para suportar as forças de tração
  • 104. Cabos
  • 105. Cabos
  • 106. Cabos
  • 107. Cabos
  • 108. Cabos
  • 109. Cabos
  • 110. Cabos
  • 111. Cabos
  • 112. Cabos
  • 113. Cabos
  • 138. Elementos de Vedação Conceito de vedação Vedação é o processo usado para impedir a passagem, de maneira estática ou dinâmica, de líquidos, gases e sólidos particulados (pó) de um meio para outro.
  • 139. Juntas Juntas de borracha São vedações empregadas em partes estáticas, muito usadas em equipamentos, flanges etc. Podem ser fabricadas com materiais em forma de manta e ter uma camada interna de lona (borracha lonada) ou materiais com outro formato.
  • 140. Juntas • Juntas de papelão São empregadas em partes estáticas de máquinas ou equipamentos como, por exemplo, nas tampas de caixas de engrenagens. Esse tipo de junta pode ser comprada pronta ou confeccionada conforme o formato da peça que vai utilizá-la.
  • 141. Juntas Juntas metálicas São destinadas à vedação de equipamentos que operam com altas pressões e altas temperaturas. São geralmente fabricadas em aço de baixo teor de carbono, em alumínio, cobre ou chumbo. São normalmente aplicadas em flanges de grande aperto ou de aperto limitado.
  • 142. Juntas Juntas de teflon Material empregado na vedação de produtos como óleo, ar e água. As juntas de teflon suportam temperaturas de até 260°C.
  • 143. Juntas Juntas de amianto Material empregado na vedação de fornos e outros equipamentos. O amianto suporta elevadas temperaturas e ataques químicos de muitos produtos corrosivos.
  • 144. Juntas Juntas de cortiça Material empregado em vedações estáticas de produtos como óleo, ar e água submetidos a baixas pressões. As juntas de cortiça são muito utilizadas nas vedações de tampas de cárter, em caixas de engrenagens, etc.
  • 145. Anéis de Borracha (ring) Anéis de borracha (ring) São vedadores usados em partes estáticas ou dinâmicas de máquinas ou equipamentos. Estes vedadores podem ser comprados nas dimensões e perfis padronizados ou confeccionados colando-se, com adesivo apropriado, as pontas de um fio de borracha com secção redonda, quadrada ou retangular. A vantagem do anel padronizado é que nele não existe a linha de colagem, que pode ocasionar vazamento. Os anéis de borracha ou anéis da linha ring são bastante utilizados em vedações dinâmicas de cilindros hidráulicos e pneumáticos que operam à baixa velocidade.
  • 146. Retentores O vedador de lábio, também conhecido pelo nome de retentor, é composto essencialmente por uma membrana elastomérica em forma de lábio e uma parte estrutural metálica semelhante a uma mola que permite sua fixação na posição correta de trabalho. A função primordial de um retentor é reter óleo, graxa e outros produtos que devem ser mantidos no interior de uma máquina ou equipamento.
  • 147. Retentores O retentor é sempre aplicado entre duas peças que executam movimentos relativos entre si, suportando variações de temperatura.
  • 148. Retentores Elementos de um retentor básico
  • 149. Retentores • Tipos de perfis de retentores
  • 150. Retentores Montagem do retentor no eixo Os cantos do eixo devem ter chanfros entre 15º e 25º para facilitar a entrada do retentor. Não sendo possível chanfrar ou arredondar os cantos, ou o retentor ter de passar obrigatoriamente por regiões com roscas, ranhuras, entalhes ou outras irregularidades, recomenda-se o uso de uma luva de proteção para o lábio. O diâmetro da luva deverá ser compatível, de forma tal que o lábio não venha a sofrer deformações.
  • 151. Gaxetas Gaxetas são elementos mecânicos utilizados para vedar a passagem de um fluxo de fluido de um local para outro, de forma total ou parcial. Os materiais usados na fabricação de gaxetas são: algodão, juta, asbesto (amianto), náilon, teflon, borracha, alumínio, latão e cobre. A esses materiais são aglutinados outros, tais como: óleo, sebo, graxa, silicone, grafite, mica etc. A função desses outros materiais que são aglutinados às gaxetas é torná-las autolubrificadas.
  • 152. Gaxetas Em algumas situações, o fluxo de fluido não deve ser totalmente vedado, pois é necessária uma passagem mínima de fluido com a finalidade de auxiliar a lubrificação entre o eixo rotativo e a própria gaxeta. A este tipo de trabalho dá-se o nome de restringimento. O restringimento é aplicado, por exemplo, quando se trabalha com bomba centrífuga de alta velocidade. Nesse tipo de bomba, o calor gerado pelo atrito entre a gaxeta e o eixo rotativo é muito elevado e, sendo elevado, exige uma saída controlada de fluido para minimizar o provável desgaste.
  • 153. Gaxetas A caixa de gaxeta mais simples apresenta um cilindro oco onde ficam alojados vários anéis de gaxeta, pressionados por uma peça chamada sobreposta. A função dessa peça é manter a gaxeta alojada entre a caixa e o eixo, sob pressão conveniente para o trabalho.
  • 154. Gaxetas Tipos de cortes para gaxetas
  • 156. Gaxetas Seleção da gaxeta A escolha da gaxeta adequada para cada tipo de trabalho deve ser feita com base em dados fornecidos pelos catálogos dos fabricantes. No entanto, os seguintes dados deverão ser levados em consideração: • material utilizado na confecção da gaxeta; • dimensões da caixa de gaxeta; • fluido líquido ou gasoso bombeado pela máquina; • temperatura e pressão dentro da caixa de gaxeta; • tipo de movimento da bomba (rotativo/alternativo); • material utilizado na construção do eixo ou da haste; • ciclos de trabalho da máquina; • condições especiais da bomba: alta ou baixa temperatura; • local de trabalho (submerso ou não); meio (ácido, básico, • salino) a que se encontra exposta
  • 157. Gaxetas Substituição da gaxeta A gaxeta deve ser removida com um par de saca-gaxeta com tamanho adequado. O interior da caixa de gaxeta deve ser bem limpo. O grau de limpeza poderá ser verificado com o auxílio de um espelho ou lâmpada, caso seja necessário.
  • 158. Gaxetas Caso não exista uma gaxeta padronizada, deve-se substituí-la por uma em forma de corda, tomando cuidado em seu corte e montagem. O corte deverá ser a 45° para que haja uma vedação. A gaxeta deverá ser montada escalonadamente para que não ocorra uma coincidência dos cortes ou emendas, evitando assim possíveis vazamentos.
  • 159. Selos Mecânicos O selo mecânico é um vedador de pressão que utiliza princípios hidráulicos para reter fluidos. A vedação exercida pelo selo mecânico se processa em dois momentos: a vedação principal e a secundária.
  • 160. Selos Mecânicos Vedação principal A vedação principal é feita num plano perpendicular ao eixo por meio do contato deslizante entre as faces altamente polidas de duas peças, geralmente chamadas de sede e anel de selagem. A sede é estacionária e fica conectada numa parte sobreposta. O anel de selagem é fixado ao eixo e gira com ele.
  • 161. Selos Mecânicos Para que as faces do anel de selagem e da sede permaneçam sempre em contato e pressionadas, utilizam-se molas helicoidais conectadas ao anel de selagem.
  • 162. Selos Mecânicos Vedação secundária A vedação secundária, aplicada à sede e ao anel de selagem, pode ser feita por meio de vários anéis com perfis diferentes, tais como: junta, anel o'ring, anel "V", cunha, fole etc.
  • 163. Selos Mecânicos Uso do selo mecânico Os selos mecânicos são utilizados com vantagens em relação às gaxetas, pois não permitem vazamentos e podem trabalhar sob grandes velocidades e em temperaturas e pressões elevadas, sem apresentarem desgastes consideráveis. Eles permitem a vedação de produtos tóxicos e inflamáveis.
  • 165. Selos Mecânicos Vantagens do selo mecânico Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de vedação reduzindo, consequentemente, a perda de potência. Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha. A vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou imperceptível. Permite operar fluidos tóxicos, corrosivos ou inflamáveis com segurança. Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do eixo rotativo.
  • 166. Elementos de Máquina Fim! Lembre-se, seu sucesso depende apenas de você e de seus estudos. • Sucesso! • E bom estudo!...