Dossiê DROGAS E SEXUALIDADE
Introdução Neste trabalho você verá como os jovens hoje em dia estão lidando quando o assunto são Drogas e Sexualidade.
Juventude e Drogas
Os jovens têm sido apontados, no mundo todo, como grupo mais suscetível não só à AIDS, mas também às drogas. Parte-se da idéia de ser esta faixa etária mais suscetível a comportamentos de risco, de um modo geral. Isso decorre das características comuns a esta fase da vida, apontadas por diferentes áreas do conhecimento. Citamos algumas: momento de transitoriedade e, portanto, de ambigüidade (nem criança, nem adulto); autonomia e responsabilidade relativas; conflito com o mundo adulto (necessidade de opor-se para auto-afirmar-se no processo de construção de identidade); crise potencial com emergência de um novo corpo, nova imagem de si mesmo e vivência da sexualidade; sentimento de invulnerabilidade e potencialidade para auto-destruição; ansiedade frente às exigências pouco definidas e às demandas difíceis de serem cumpridas em relação à família, trabalho, lazer e consumo.
O poder do exemplo  Muitos jovens são levados ao contato com as drogas através dos próprios colegas e outros por uma curiosidade inicial diante de comentários a respeito dos poderes afrodisíacos e fantásticos das drogas. Muitos outros para pertencerem a um determinado grupo são submetidos a um "batismo" na droga. Outros usam para provarem que são "machos", fortes e destemidos. O ambiente pernicioso do bairro e de algumas escolas também são causas da iniciação de jovens no mundo das drogas.
 
No entanto, tais características comuns se expressam de maneira diferente, conforme o contexto em que os jovens vivem. Como categoria sociohistórica, a juventude apresenta diversidades na sua forma de existir, o que a coloca em diferentes graus de vulnerabilidade em relação às drogas. São diferenças de classe, de região, de estilos que coexistem, ao mesmo tempo, com características comuns a esta faixa etária.
Existem Vários Tipos de Drogas As Drogas tóxicas agem de várias maneiras sobre o nosso sistema nervoso central, interferindo no funcionamento normal de nossas atividades físico - mentais, diminuindo, perturbando ou estimulando essas atividades. De acordo com ação, que têm sobre as funções de nosso cérebro e sobre todas as nossas ações. Muitas vezes as drogas psicotrópicas são classificadas por especialistas, cientistas e estudiosos em três tipos principais: as depressoras,as estimulantes e as perturbadoras. Por exemplo:Drogas Estimulantes, Drogas Perturbadoras, Depressores, álcool, Solventes Mais atraentes
Depressores Os entorpecentes ditos depressores da atividade do sistema nervoso central são substância que diminuem o ritmo da atividade cerebral, ocasionando maior lentidão aos estímulos nervosos, ou seja, agem em especial sobre as nossas áreas sensoriais e motoras, causando um descontrole na resposta do organismo aos estímulos externos. Em outras palavras, essas drogas conduzem a um estado de "dormência", no qual um dos nossos reflexos se torna mais demorado.Como consequência, o indivíduo fica "desligado" do que acontece à sua volta. Popularmente, um bom exemplo é o "enrolar a língua para falar" ou o "cambalear" ou "trançar as pernas", comuns nas pessoas que consomem álcool em excesso. Dosses muito altas dessas substâncias podem levar ao estado de  coma  e consequentemente à morte.
Drogas Estimulantes Algumas drogas são conhecidas por estimularem as atividades do sistema nervoso central, propiciando uma rápida e enganosa sensação de euforia, bem-estar, agitação, redução do apetite e do sono, muito difundidas entre os jovens, como aquelas que deixaram o indivíduo "ligado", mas que têm efeitos extremamente perigosos e muito nocivos sobre o nosso organismo. Algumas dessas drogas estão entre as mais usadas, principalmente pelos jovens, como é o caso da cocaína e do seu derivado, o crack.
Drogas Perturbadoras Todas as drogas perturbam a atividade do sistema nervoso central, desregulando suas atividades normais, algumas deprimindo, outras estimulando. Entretanto alguns tóxicos têm como efeito específico desorganizar o funcionamento normal de nosso cérebro, causando alucinações visuais ou auditivas, ou ainda perturbações psíquicas. Essas drogas são chamadas de  alucinógenos . Entre eles, podemos destacar: o LSD, a maconha, os cogumelos e as plantas alucinógenas.
Álcool é droga de uso mais freqüente entre jovens Aos 12 anos de idade, quase 13% dos estudantes brasileiros já usaram algum tipo de droga ilícita pelo menos uma vez, e 7% experimentaram cigarros. Mas a droga que ainda faz mais sucesso entre os jovens brasileiros continua a ser o álcool. O quinto levantamento nacional sobre consumo de drogas entre estudantes, preparado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), mostrou que, dos 48.155 jovens que participaram da pesquisa, 41% já tinham usado bebidas alcoólicas entre os 10 e os 12 anos. Aos 18 anos, 81% deles já haviam bebido. O álcool também é a droga de uso mais freqüente entre os jovens e foi considerado pelos pesquisadores um "grande problema de saúde pública". Entre os entrevistados, 11,7% afirmaram que faziam uso freqüente de bebidas alcoólicas - no mínimo seis vezes por mês - e 6,7%, uso pesado (pelo menos 20 dias por mês).
Solventes Entre as drogas ilegais, os solventes são os que aparecem com maior uso. Cola de sapateiro, acetona e benzina, entre outros, já foram usados por 15,5% dos jovens, e 14% afirmam que usaram pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores à pesquisa. Apesar de serem ilegais e terem venda restrita, essas substâncias são comuns no comércio, já que, originalmente, não são drogas. O Brasil é o campeão no uso de solventes, em uma comparação com outros 24 países, e tem um número alto de jovens que já usaram algum tipo de droga pelo menos uma vez na vida. São 22,6%, enquanto no Uruguai são 13,5%, e, no Chile, 19,8%.
Mais atraentes As drogas legais, como tabaco e álcool, são as que atraem os mais jovens. A média de idade das crianças que iniciam o uso dessas substâncias é em torno de 12 anos, enquanto maconha e cocaína aparecem um pouco mais tarde, em torno dos 14 anos. O levantamento mostra, principalmente, que o uso de drogas é uma realidade nas escolas e isso afeta o seu desempenho escolar.
Desempenho escolar Entre os 48 mil alunos entrevistados, 54,4% dos que já haviam usado algum tipo de droga estavam pelo menos um ano atrasado em relação à série correta para sua idade. Mais da metade também tinha faltas constantes. De acordo com o secretário nacional antidrogas, Paulo Roberto Uchoa, o resultado da pesquisa mostra que a prevenção ao uso de drogas deve começar muito cedo, já que o uso também começa cedo. Os dados da pesquisa serão trabalhados com os Ministérios da Educação e do Desenvolvimento Social, que tem políticas específicas para crianças e adolescentes.
POR QUE OS JOVENS SE ATIRAM ÀS DROGAS  ? O mundo está cada vez mais competitivo e exige um preparo intelectual cada vez maior. A globalização por sua vez também sufoca quem foge dela. O jovem se vê imaturo e despreparado para decidir e encarar as exigências provenientes da globalização. Hoje a infância e a adolescência estão sendo abreviadas. Se exige de uma criança e de um jovem uma responsabilidade muito grande. Por outro lado, o jovem encontra o conflito de 3 gerações: os avós, os pais e os filhos. Gerações distintas: a primeira paternalista, autoritária, machista; a segunda liberal e pais dedicados ao trabalho para o sustento da família; a terceira, jovens solitários, sem conhecer a dimensão de família, dedicados a malhação, culto pelo corpo e aos mil cursos ou muitas vezes dedicados a "faço o que quero, quando quero, onde quero", sem nenhum objetivo mas se sentindo donos do mundo quando reunidos em suas gangs. Muitos recorrem a droga como forma de resolver conflitos internos ou como forma de fugir de conflitos pessoais, sociais e sobretudo familiares. Ou mesmo para relaxarem diante de tanta exigência social. Daí para uma primeira vez é fácil, mas para um última vez é difícil. É como um labirinto: fácil de entrar, mas difícil de sair.
Juventude e risco nas sociedades atuais   Para os jovens, atualmente, viver o momento de passagem, da infância à idade adulta, sem uma cosmologia ou um universo de reconhecimento comum, torna-se ainda mais incerto e complexo. Os universos de reconhecimento comuns previnem e interpretam a desordem, portanto, as incertezas e perigos próprios dos momentos de mudança e dos acontecimentos, sobretudo aqueles ligados à vida e à morte: o sexo, a procriação, o nascimento, as doenças, os infortúnios. Diferentemente dos rituais das sociedades tradicionais, que instrumentalizam melhor os sujeitos para vivenciaram as mudanças e interpretarem os perigos, os rituais atuais são pulverizados, surgem e desaparecem ao sabor da moda, proporcionando aos jovens, desta forma, apenas ilhas de segurança. Eles não os preparam para os momentos de passagem e de mudança e, com dificuldades, possibilitam a transmissão da herança de uma geração a outra. Neste contexto atual, como bem sugere Balandier (1994), os jovens seriam levados a tornarem-se seus próprios produtores de significações, construindo-as, em certo sentido, num tipo de bricolage, através de seus próprios recursos e sob o impulso das circunstâncias, das necessidades imediatas e das influências recebidas. Eles se tornariam, assim, os artesãos-bricoleur de suas próprias práticas e representações do mundo.
 
Jovens e Sexualidade
Jovens e os dilemas da sexualidade O comportamento do jovem mudou nos últimos anos, a sexualidade é vista de maneira bastante banalizada, assim como também os relacionamentos afetivos. A aparente liberdade gera conflito, principalmente entre os jovens que estão vivendo um momento de transição entre a adolescência e a vida adulta.
Atualmente, os jovens estão iniciando a vida sexual mais cedo. A sexualidade tem sido discutida de forma mais “aberta”, nos discursos pessoais, nos meios de comunicação, na literatura e artes. Entretanto, segundo a professora Ana Cláudia, essa aparente “liberdade sexual” não torna as pessoas mais “livres”, pois ainda há bastante repressão e preconceito sobre o assunto. Além disso, as regras de como devemos nos comportar sexualmente prevalecem em todos os discursos, o que torna uma questão velada de repressão.
Ela cita a questão da virgindade feminina, que antes era supervalorizada e hoje é vista como um problema para muitas meninas. Muitas garotas iniciam a vida sexual de forma precipitada, mais para responder a uma exigência do grupo do que a uma escolha pessoal, o que as tornam menos propensas a assumir as responsabilidades que uma vida sexual ativa requer.  Ana Cláudia explica que essa cobrança do grupo, também é vista como um tipo de repressão, pois parece que hoje as pessoas perderam a possibilidade de assumir ‘ser’ ou ‘não ser’ virgem, diante da cobrança do grupo social. Outro exemplo diz respeito às cobranças exigidas ao papel feminino. Atualmente, cobra-se da mulher a entrada no mercado de trabalho, e por conseqüência isso pode resultar em uma maior autonomia. Mas, apesar disso, ainda  hoje é exigido também da mulher que ela se case, tenha filhos e seja uma boa mãe.  Ter que se casar ou ter filhos parecem condições inerentes à felicidade pessoal. A mulher que tem uma opção de vida diferente dessa é vista como infeliz.
Outro exemplo ainda, diz respeito aos relacionamentos amorosos. Na década de 80 surge a expressão “ficar com”. Essa expressão representa uma nova condição de relacionamento em que as pessoas irão manter contatos físicos e afetivos durante um curto tempo, sem que isso signifique um vínculo duradouro. O “ficar com”, apesar de aparentar uma grande liberdade sexual está repleto de regras. Essas regras dependem do grupo social (idade,classe social e educacional) e momento histórico
Sexualidade na adolescência e principais dúvidas de jovens e pais.
Os jovens estão despertando cada vez mais cedo para a vida sexual?   Se pensarmos que aos 15 anos 50% dos meninos e meninas já tiveram a primeira relação sexual, temos de concluir que a iniciação sexual está acontecendo mais cedo. Comparado com os dados obtidos não muitos anos atrás, o primeiro beijo também é uma experiência que ocorre mais cedo. Sem dúvida, essa precocidade é estimulada pelos meios de comunicação deste século XXI - Internet, TV, imprensa falada e escrita, bancas de jornal, etc. – e até por muitos pais que, por exemplo, aplaudem a dança erotizada da menina de cinco anos, mas se assustam e ficam preocupados quando ela, aos dez anos, começa a namorar. Eu defendo que, apesar de todo o apelo à sexualidade, é preciso não saltar etapas e preservar a infância. Como não dá para fugir dessa exposição constante, o jovem deve ser informado sobre todas as questões que envolvem a sexualidade, sobre seus riscos e perigos, sempre lembrando que ela é um impulso normal e fonte de prazer. Por isso, é fundamental conversar com os jovens para que o sexo seja praticado com responsabilidade.
Conclusão A criança e o jovem de hoje se sentem, muitas vezes abandonados afetivamente. O pai e a mãe trabalham. Os filhos raramente encontram os pais, ficando com babás, empregadas, professores e orientadores de atividades. Assim muitos jovens acabam buscando algo para preencher essa ausência ou para fugir dessa realidade. A droga acaba sendo uma alternativa de solução para eles. Pesquisas e testes psicológicos mostraram que muitos jovens não se sentem amados pelas próprias famílias. O problema das drogas é complexo. Suas causas são muitas e precisam ser atacadas com decisão e objetividade. A CPI do narcotráfico apenas começou os trabalhos de definição dos verdadeiros e grandes causas do tráfico de drogas internacional que utiliza o Brasil como rota, mas não deve ficar apenas nesse levantamento. É preciso punir rigorosamente o segmento da sociedade que faz jogo duplo, isto é, em público defende a repressão ao mundo da droga e nas suas mansões e apartamentos de luxo comandam o tráfico se enriquecendo com a desgraça dos filhos dos próprios amigos. A sociedade que reprime, muitas vezes é a mesma que cria o drogado. É um segmento parasita. Para qualquer ação, antes de tudo devemos saber que o viciado é vítima. É conseqüência de uma escola despreocupada com os valores, de uma família sem diálogo, de uma internet sem controle, de meios de comunicação sem critérios morais, de um poder legislativo e executivo ineficiente e egoísta, de uma policia despreparada e subornada. O viciado é vítima de sua angústia, de sua solidão num mundo de competitividade muito grande; é vítima de si próprio e da sociedade que o marginaliza. De um povo sem esperança, empobrecido, sem emprego, abandonado, vivendo da solidariedade.
Bibliografias http://www.ssrevista.uel.br/c_v3n1_jovens.htm http://www.anitamulher.com.br/anita/sexualidade-na-adolescencia-e-principais-duvidas-de-jovens-e-pais/
Feito por: Anna Thays nº 07 Flávia Marques nº12 Série: 3º ano A

Drogas e sexualidade

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    Dossiê DROGAS ESEXUALIDADE
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    Introdução Neste trabalhovocê verá como os jovens hoje em dia estão lidando quando o assunto são Drogas e Sexualidade.
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    Os jovens têmsido apontados, no mundo todo, como grupo mais suscetível não só à AIDS, mas também às drogas. Parte-se da idéia de ser esta faixa etária mais suscetível a comportamentos de risco, de um modo geral. Isso decorre das características comuns a esta fase da vida, apontadas por diferentes áreas do conhecimento. Citamos algumas: momento de transitoriedade e, portanto, de ambigüidade (nem criança, nem adulto); autonomia e responsabilidade relativas; conflito com o mundo adulto (necessidade de opor-se para auto-afirmar-se no processo de construção de identidade); crise potencial com emergência de um novo corpo, nova imagem de si mesmo e vivência da sexualidade; sentimento de invulnerabilidade e potencialidade para auto-destruição; ansiedade frente às exigências pouco definidas e às demandas difíceis de serem cumpridas em relação à família, trabalho, lazer e consumo.
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    O poder doexemplo Muitos jovens são levados ao contato com as drogas através dos próprios colegas e outros por uma curiosidade inicial diante de comentários a respeito dos poderes afrodisíacos e fantásticos das drogas. Muitos outros para pertencerem a um determinado grupo são submetidos a um "batismo" na droga. Outros usam para provarem que são "machos", fortes e destemidos. O ambiente pernicioso do bairro e de algumas escolas também são causas da iniciação de jovens no mundo das drogas.
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    No entanto, taiscaracterísticas comuns se expressam de maneira diferente, conforme o contexto em que os jovens vivem. Como categoria sociohistórica, a juventude apresenta diversidades na sua forma de existir, o que a coloca em diferentes graus de vulnerabilidade em relação às drogas. São diferenças de classe, de região, de estilos que coexistem, ao mesmo tempo, com características comuns a esta faixa etária.
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    Existem Vários Tiposde Drogas As Drogas tóxicas agem de várias maneiras sobre o nosso sistema nervoso central, interferindo no funcionamento normal de nossas atividades físico - mentais, diminuindo, perturbando ou estimulando essas atividades. De acordo com ação, que têm sobre as funções de nosso cérebro e sobre todas as nossas ações. Muitas vezes as drogas psicotrópicas são classificadas por especialistas, cientistas e estudiosos em três tipos principais: as depressoras,as estimulantes e as perturbadoras. Por exemplo:Drogas Estimulantes, Drogas Perturbadoras, Depressores, álcool, Solventes Mais atraentes
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    Depressores Os entorpecentesditos depressores da atividade do sistema nervoso central são substância que diminuem o ritmo da atividade cerebral, ocasionando maior lentidão aos estímulos nervosos, ou seja, agem em especial sobre as nossas áreas sensoriais e motoras, causando um descontrole na resposta do organismo aos estímulos externos. Em outras palavras, essas drogas conduzem a um estado de "dormência", no qual um dos nossos reflexos se torna mais demorado.Como consequência, o indivíduo fica "desligado" do que acontece à sua volta. Popularmente, um bom exemplo é o "enrolar a língua para falar" ou o "cambalear" ou "trançar as pernas", comuns nas pessoas que consomem álcool em excesso. Dosses muito altas dessas substâncias podem levar ao estado de coma e consequentemente à morte.
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    Drogas Estimulantes Algumasdrogas são conhecidas por estimularem as atividades do sistema nervoso central, propiciando uma rápida e enganosa sensação de euforia, bem-estar, agitação, redução do apetite e do sono, muito difundidas entre os jovens, como aquelas que deixaram o indivíduo "ligado", mas que têm efeitos extremamente perigosos e muito nocivos sobre o nosso organismo. Algumas dessas drogas estão entre as mais usadas, principalmente pelos jovens, como é o caso da cocaína e do seu derivado, o crack.
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    Drogas Perturbadoras Todasas drogas perturbam a atividade do sistema nervoso central, desregulando suas atividades normais, algumas deprimindo, outras estimulando. Entretanto alguns tóxicos têm como efeito específico desorganizar o funcionamento normal de nosso cérebro, causando alucinações visuais ou auditivas, ou ainda perturbações psíquicas. Essas drogas são chamadas de alucinógenos . Entre eles, podemos destacar: o LSD, a maconha, os cogumelos e as plantas alucinógenas.
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    Álcool é drogade uso mais freqüente entre jovens Aos 12 anos de idade, quase 13% dos estudantes brasileiros já usaram algum tipo de droga ilícita pelo menos uma vez, e 7% experimentaram cigarros. Mas a droga que ainda faz mais sucesso entre os jovens brasileiros continua a ser o álcool. O quinto levantamento nacional sobre consumo de drogas entre estudantes, preparado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), mostrou que, dos 48.155 jovens que participaram da pesquisa, 41% já tinham usado bebidas alcoólicas entre os 10 e os 12 anos. Aos 18 anos, 81% deles já haviam bebido. O álcool também é a droga de uso mais freqüente entre os jovens e foi considerado pelos pesquisadores um "grande problema de saúde pública". Entre os entrevistados, 11,7% afirmaram que faziam uso freqüente de bebidas alcoólicas - no mínimo seis vezes por mês - e 6,7%, uso pesado (pelo menos 20 dias por mês).
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    Solventes Entre asdrogas ilegais, os solventes são os que aparecem com maior uso. Cola de sapateiro, acetona e benzina, entre outros, já foram usados por 15,5% dos jovens, e 14% afirmam que usaram pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores à pesquisa. Apesar de serem ilegais e terem venda restrita, essas substâncias são comuns no comércio, já que, originalmente, não são drogas. O Brasil é o campeão no uso de solventes, em uma comparação com outros 24 países, e tem um número alto de jovens que já usaram algum tipo de droga pelo menos uma vez na vida. São 22,6%, enquanto no Uruguai são 13,5%, e, no Chile, 19,8%.
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    Mais atraentes Asdrogas legais, como tabaco e álcool, são as que atraem os mais jovens. A média de idade das crianças que iniciam o uso dessas substâncias é em torno de 12 anos, enquanto maconha e cocaína aparecem um pouco mais tarde, em torno dos 14 anos. O levantamento mostra, principalmente, que o uso de drogas é uma realidade nas escolas e isso afeta o seu desempenho escolar.
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    Desempenho escolar Entreos 48 mil alunos entrevistados, 54,4% dos que já haviam usado algum tipo de droga estavam pelo menos um ano atrasado em relação à série correta para sua idade. Mais da metade também tinha faltas constantes. De acordo com o secretário nacional antidrogas, Paulo Roberto Uchoa, o resultado da pesquisa mostra que a prevenção ao uso de drogas deve começar muito cedo, já que o uso também começa cedo. Os dados da pesquisa serão trabalhados com os Ministérios da Educação e do Desenvolvimento Social, que tem políticas específicas para crianças e adolescentes.
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    POR QUE OSJOVENS SE ATIRAM ÀS DROGAS ? O mundo está cada vez mais competitivo e exige um preparo intelectual cada vez maior. A globalização por sua vez também sufoca quem foge dela. O jovem se vê imaturo e despreparado para decidir e encarar as exigências provenientes da globalização. Hoje a infância e a adolescência estão sendo abreviadas. Se exige de uma criança e de um jovem uma responsabilidade muito grande. Por outro lado, o jovem encontra o conflito de 3 gerações: os avós, os pais e os filhos. Gerações distintas: a primeira paternalista, autoritária, machista; a segunda liberal e pais dedicados ao trabalho para o sustento da família; a terceira, jovens solitários, sem conhecer a dimensão de família, dedicados a malhação, culto pelo corpo e aos mil cursos ou muitas vezes dedicados a "faço o que quero, quando quero, onde quero", sem nenhum objetivo mas se sentindo donos do mundo quando reunidos em suas gangs. Muitos recorrem a droga como forma de resolver conflitos internos ou como forma de fugir de conflitos pessoais, sociais e sobretudo familiares. Ou mesmo para relaxarem diante de tanta exigência social. Daí para uma primeira vez é fácil, mas para um última vez é difícil. É como um labirinto: fácil de entrar, mas difícil de sair.
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    Juventude e risconas sociedades atuais Para os jovens, atualmente, viver o momento de passagem, da infância à idade adulta, sem uma cosmologia ou um universo de reconhecimento comum, torna-se ainda mais incerto e complexo. Os universos de reconhecimento comuns previnem e interpretam a desordem, portanto, as incertezas e perigos próprios dos momentos de mudança e dos acontecimentos, sobretudo aqueles ligados à vida e à morte: o sexo, a procriação, o nascimento, as doenças, os infortúnios. Diferentemente dos rituais das sociedades tradicionais, que instrumentalizam melhor os sujeitos para vivenciaram as mudanças e interpretarem os perigos, os rituais atuais são pulverizados, surgem e desaparecem ao sabor da moda, proporcionando aos jovens, desta forma, apenas ilhas de segurança. Eles não os preparam para os momentos de passagem e de mudança e, com dificuldades, possibilitam a transmissão da herança de uma geração a outra. Neste contexto atual, como bem sugere Balandier (1994), os jovens seriam levados a tornarem-se seus próprios produtores de significações, construindo-as, em certo sentido, num tipo de bricolage, através de seus próprios recursos e sob o impulso das circunstâncias, das necessidades imediatas e das influências recebidas. Eles se tornariam, assim, os artesãos-bricoleur de suas próprias práticas e representações do mundo.
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    Jovens e osdilemas da sexualidade O comportamento do jovem mudou nos últimos anos, a sexualidade é vista de maneira bastante banalizada, assim como também os relacionamentos afetivos. A aparente liberdade gera conflito, principalmente entre os jovens que estão vivendo um momento de transição entre a adolescência e a vida adulta.
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    Atualmente, os jovensestão iniciando a vida sexual mais cedo. A sexualidade tem sido discutida de forma mais “aberta”, nos discursos pessoais, nos meios de comunicação, na literatura e artes. Entretanto, segundo a professora Ana Cláudia, essa aparente “liberdade sexual” não torna as pessoas mais “livres”, pois ainda há bastante repressão e preconceito sobre o assunto. Além disso, as regras de como devemos nos comportar sexualmente prevalecem em todos os discursos, o que torna uma questão velada de repressão.
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    Ela cita aquestão da virgindade feminina, que antes era supervalorizada e hoje é vista como um problema para muitas meninas. Muitas garotas iniciam a vida sexual de forma precipitada, mais para responder a uma exigência do grupo do que a uma escolha pessoal, o que as tornam menos propensas a assumir as responsabilidades que uma vida sexual ativa requer. Ana Cláudia explica que essa cobrança do grupo, também é vista como um tipo de repressão, pois parece que hoje as pessoas perderam a possibilidade de assumir ‘ser’ ou ‘não ser’ virgem, diante da cobrança do grupo social. Outro exemplo diz respeito às cobranças exigidas ao papel feminino. Atualmente, cobra-se da mulher a entrada no mercado de trabalho, e por conseqüência isso pode resultar em uma maior autonomia. Mas, apesar disso, ainda hoje é exigido também da mulher que ela se case, tenha filhos e seja uma boa mãe. Ter que se casar ou ter filhos parecem condições inerentes à felicidade pessoal. A mulher que tem uma opção de vida diferente dessa é vista como infeliz.
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    Outro exemplo ainda,diz respeito aos relacionamentos amorosos. Na década de 80 surge a expressão “ficar com”. Essa expressão representa uma nova condição de relacionamento em que as pessoas irão manter contatos físicos e afetivos durante um curto tempo, sem que isso signifique um vínculo duradouro. O “ficar com”, apesar de aparentar uma grande liberdade sexual está repleto de regras. Essas regras dependem do grupo social (idade,classe social e educacional) e momento histórico
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    Sexualidade na adolescênciae principais dúvidas de jovens e pais.
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    Os jovens estãodespertando cada vez mais cedo para a vida sexual? Se pensarmos que aos 15 anos 50% dos meninos e meninas já tiveram a primeira relação sexual, temos de concluir que a iniciação sexual está acontecendo mais cedo. Comparado com os dados obtidos não muitos anos atrás, o primeiro beijo também é uma experiência que ocorre mais cedo. Sem dúvida, essa precocidade é estimulada pelos meios de comunicação deste século XXI - Internet, TV, imprensa falada e escrita, bancas de jornal, etc. – e até por muitos pais que, por exemplo, aplaudem a dança erotizada da menina de cinco anos, mas se assustam e ficam preocupados quando ela, aos dez anos, começa a namorar. Eu defendo que, apesar de todo o apelo à sexualidade, é preciso não saltar etapas e preservar a infância. Como não dá para fugir dessa exposição constante, o jovem deve ser informado sobre todas as questões que envolvem a sexualidade, sobre seus riscos e perigos, sempre lembrando que ela é um impulso normal e fonte de prazer. Por isso, é fundamental conversar com os jovens para que o sexo seja praticado com responsabilidade.
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    Conclusão A criançae o jovem de hoje se sentem, muitas vezes abandonados afetivamente. O pai e a mãe trabalham. Os filhos raramente encontram os pais, ficando com babás, empregadas, professores e orientadores de atividades. Assim muitos jovens acabam buscando algo para preencher essa ausência ou para fugir dessa realidade. A droga acaba sendo uma alternativa de solução para eles. Pesquisas e testes psicológicos mostraram que muitos jovens não se sentem amados pelas próprias famílias. O problema das drogas é complexo. Suas causas são muitas e precisam ser atacadas com decisão e objetividade. A CPI do narcotráfico apenas começou os trabalhos de definição dos verdadeiros e grandes causas do tráfico de drogas internacional que utiliza o Brasil como rota, mas não deve ficar apenas nesse levantamento. É preciso punir rigorosamente o segmento da sociedade que faz jogo duplo, isto é, em público defende a repressão ao mundo da droga e nas suas mansões e apartamentos de luxo comandam o tráfico se enriquecendo com a desgraça dos filhos dos próprios amigos. A sociedade que reprime, muitas vezes é a mesma que cria o drogado. É um segmento parasita. Para qualquer ação, antes de tudo devemos saber que o viciado é vítima. É conseqüência de uma escola despreocupada com os valores, de uma família sem diálogo, de uma internet sem controle, de meios de comunicação sem critérios morais, de um poder legislativo e executivo ineficiente e egoísta, de uma policia despreparada e subornada. O viciado é vítima de sua angústia, de sua solidão num mundo de competitividade muito grande; é vítima de si próprio e da sociedade que o marginaliza. De um povo sem esperança, empobrecido, sem emprego, abandonado, vivendo da solidariedade.
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    Feito por: AnnaThays nº 07 Flávia Marques nº12 Série: 3º ano A