AFECÇÕES
GASTROINTESTINAIS
Professor: Hill Uyraçú
As afecções gastrointestinais são aquelas
doenças e distúrbios que atingem os órgãos
do sistema digestivo. Essas afecções podem
variar desde problemas comuns como gases
e indigestão até condições mais graves como
câncer.
Todos os órgãos que compõem o sistema
digestivo são, de alguma forma, responsáveis
pela digestão e pela absorção dos alimentos
ingeridos, contribuindo para que os nutrientes
sejam transportados para as células do corpo.
Esôfago, estômago, os intestinos
(delgado e grosso), pâncreas, fígado
e a vesícula biliar.
Podem ser causadas por vários fatores, incluindo infecções, in-
flamações, problemas funcionais, hábitos alimentares inade-
quados, estresse e fatores genéticos.
Variam dependendo da doença, mas podem incluir dor abdo-
minal, náuseas, vômitos, diarreia, constipação, gases e outros
problemas digestivos.
Doenças do Esôfago: Como a doença do refluxo
gastroesofágico (DRGE).
Câncer Gastrointestinal: Que pode afetar várias partes do
trato digestivo.
Infecções: Causadas por bactérias, vírus ou parasitas.
Doenças Inflamatórias: Como a doença de Crohn e a colite
ulcerativa.
Doenças Funcionais: Como a síndrome do intestino
irritável (SII) e a dispepsia funcional, onde não há lesões
anatômicas visíveis.
 Alimentação Saudável: Consumir alimentos ricos em fibras,
frutas, legumes e verduras, e evitar alimentos gordurosos e
processados.
 Hidratação: Beber água suficiente ao longo do dia.
 Atividade Física: Praticar exercícios regularmente.
 Evitar Fatores de Risco: Reduzir o consumo de álcool e
tabaco, controlar o estresse e evitar o uso excessivo de
medicamentos.
 Consultar um Médico: Se notar sintomas persistentes ou
graves.
Podem ser necessários exames como endoscopia, colonosco-
pia, análises de sangue e fezes para diagnosticar as doenças
gastrointestinais.
Pode incluir mudanças nos hábitos alimentares, medicamen-
tos, terapia e, em alguns casos, cirurgia.
Principais Doenças
Gastrointestinais
Doenças do Esôfago – Esofagite
É uma inflamação do esôfago que pode ter várias causas
associadas como:
• Refluxo gastro esofágico (Esofagite péptica1
);
• Ingestão voluntária ou acidental de cáusticos
(Esofagite cáustica2
);
• Infeciosa;
• Alérgica (Esofagite Eosinofilia3
).
Doenças do Esôfago – Esofagite
1
É a inflamação do esôfago causada pelo refluxo de ácido
gástrico para o esôfago, irritando o seu revestimento.
Doenças do Esôfago – Esofagite
2
É uma condição médica causada por uma inflamação ou
lesão no esôfago devido à ingestão de substâncias
cáusticas (ácidas ou alcalinas [Ácido significa que uma
substância ou solução tem um pH* inferior a 7; Alcalino,
por outro lado, significa que uma substância ou solução
tem um pH superior a 7]).
*pH: potencial hidrogeniônico.
Doenças do Esôfago – Esofagite
3
É uma doença crônica e inflamatória do esôfago caracte-
rizada pela presença de um grande número de eosinófi-
los, um tipo de glóbulo branco, na parede do esôfago.
Diagnóstico
É necessário considerar a história clínica, realizar um
exame objetivo e endoscopia digestiva alta com biópsias
do esôfago.
Tratamento
• Inibidores da bomba de protões (é uma enzima que
transporta íons de hidrogênio (H+) para fora da célula e íons
de potássio (K+) para dentro da célula, utilizando a energia
do ATP [adenosina trifosfato – é a principal molécula
carreadora da energia química utilizada nas mais diversas
reações que ocorrem nas células]);
• Eliminação de alguns alimentos da dieta, como o leite de
vaca, a soja, o ovo, amendoins, peixe/mariscos e o trigo;
• Corticoides (fluticasona ou budesonido);
• Intervenções endoscópicas, como dilatações.
Acalasia
Acalasia
É a incapacidade de abertura da “válvula” de saída do esôfago,
ou seja, o esfíncter esofágico inferior não relaxa quando ocorre
a deglutição. O esfíncter esofágico inferior fica no final do
esôfago, comunicando com o estômago, abrindo ou relaxando
quando engolimos.
Quem sofre de Acalasia não consegue que essa válvula abra e,
consequentemente, não produz movimentos peristálticos.
Sintomas
• Dificuldade em engolir, primeiro alimentos sólidos, e depois
alimentos líquidos.
• Recusa alimentar, resulta na perda de peso substancial por
parte do doente.
• Sensação de paragem do alimento, na zona média do peito,
na base do pescoço ou no final do esterno (osso da parte
média do tórax), com dor.
• Regurgitação;
• Tosse ou falta de ar.
Diagnóstico
• Endoscopia digestiva alta;
• Estudo radiológico baritado do esôfago (é um exame de ima-
gem que utiliza raios-X e um meio de contraste (bário) para
visualizar o esôfago);
• Manometria esofágica.
Tratamento
• Terapêutica medicamentosa;
• Antagonistas do cálcio (nifedipina) ou nitratos;
• Terapêutica endoscópica;
• Terapêutica cirúrgica (miotomia).
Doença de Refluxo
Gastroesofágico
Doença de Refluxo Gastroesofágico
Designa a passagem do conteúdo gástrico para o esôfago.
É comum em adultos, após as refeições, mas pode tornar-
se patológico se a sua intensidade, frequência e natureza,
causarem sintomas (como a azia), lesões na mucosa eso-
fágica e etc.
Causas
Esta doença deve-se a um desequilíbrio entre a defesa e a agressão da mucosa
esofágica. Fatores: Alimentos, como produtos derivados do tomate, sumos de
citrinos, chocolate, bebidas com cafeína;
 Tabaco;
 Bebidas alcoólicas;
 Medicamentos, como nitratos, estrogênios, contraceptivos orais,
bloqueadores dos canais de cálcio, etc.;
 Conteúdo ácido do estômago;
 Refluxo biliar;
 Hérnia do hiato (ocorre quando parte do estômago se projeta para cima, através
de uma abertura no diafragma, um músculo que separa o abdómen do tórax);
 Aumento da pressão intra-abdominal, devido, por exemplo, a roupa
apertada, gravidez, tosse, obesidade, exercício físico súbito, obstipação.
Sintomas
 Azia;
 Regurgitação;
 Dor ou dificuldade em deglutir os alimentos;
 Dor torácica;
 Tosse;
 Falta de ar;
 Rouquidão;
 Dor de ouvidos;
 Gengivite;
 Alteração do esmalte dentário.
Diagnóstico
• Endoscopia digestiva alta;
• Phmetria das 24 horas (exame que monitora o nível de
acidez (pH) no esôfago durante um período de 24 horas).
Tratamento
Formas de aliviar os sintomas desta doença:
• Elevar a cabeceira da cama cerca de 15 centímetros;
• Fazer refeições pequenas;
• Perder peso;
• Evitar comer 2 a 3 horas antes de deitar;
• Evitar atividades que aumentem a pressão intra-abdominal, após as
refeições;
• Evitar alguns alimentos, como gorduras, chocolates, citrinos,
refogados à base de tomate, entre outros;
• Não fumar;
• Não ingerir bebidas gaseificadas e/ou com cafeína;
• Não vestir roupa apertada.
Doença do Estômago
e Duodeno
Doença do Estômago e Duodeno
Helicobacter pylori (Hp)
A Hp é uma bactéria que infecta o estômago, provocando uma
reação inflamatória local. Esta bactéria pode estar na origem de
alguns problemas, como é o caso da úlcera péptica (úlcera gástri-
ca ou duodenal).
Diagnóstico
Através de exames:
• Sanguíneos;
• Das fezes;
• Respiratórios;
• Biópsia por via endoscópica.
Tratamento
Pode passar pela associação de dois antibióticos e de um
inibidor da secreção do ácido do estômago.
Doenças do Intestino
(delgado e grosso)
Intestino Delgado - Doença Celíaca
O intestino delgado das pessoas com esta doença inflama e
atrofia, quando são consumidos alimentos com glúten. Doenças
como a Diabetes Mellitus Tipo I, a Tireoidite Autoimune e a
Síndrome de Down constituem fatores de risco para este
problema de saúde.
Sintomas
• Diarreia;
• Distensão abdominal;
• Atraso de crescimento e anemia (na infância);
• Emagrecimento;
• Obstipação;
• Cansaço;
• Osteoporose;
• Alterações do comportamento, neurológicas ou da pele;
• Valores de enzimas hepáticas (alt, ast [são enzimas encontradas
principalmente no fígado e são liberadas para a corrente
sanguínea quando as células hepáticas estão danificadas])
elevados.
Diagnóstico
Análises de sangue, com o doseamento de autoanticorpos (anti
transglutaminase [anticorpo – IgA* – produzido pelo sistema
imunitário em resposta à transglutaminase tecidual] e anti
endomísio [é uma bainha de fibrilas reticulares que envolvem as
fibras da musculatura lisa]).
*IgA: Imunoglobulina A, que é um tipo de anticorpo.
Tratamento
Dieta isenta de glúten.
Doenças do Intestino grosso
Colite Ulcerosa
É uma doença inflamatória crônica do intestino grosso (cólon).
Esta inflamação causa a ulceração (feridas) do revestimento inte-
rior do cólon.
É uma doença sistêmica que pode provocar outras manifestações
inflamatórias no organismo, como doenças:
• De pele;
• Nas articulações;
• Nos olhos;
• Nos canais biliares do fígado.
Causas
• Fatores genéticos;
• Maus hábitos alimentares;
• Tabagismo;
• Estilo de vida pouco saudável;
• Problemas emocionais e/ou stress.
Sintomas
• Hemorragia retal;
• Diarreia com muco, pus e sangue;
• Desejo súbito e incontrolável de evacuar;
• Dor abdominal;
• Febre;
• Anemia;
• Emagrecimento;
• Dores articulares
Diagnóstico
• Colonoscopia [exame que permite a visualização do intestino
grosso (cólon) e da parte final do intestino delgado, através de
um tubo flexível com uma câmera na ponta, chamado
colonoscópio].
• Radiografia do cólon (clister opaco [exame de raio-X
contrastado que utiliza um líquido opaco para visualizar o
intestino grosso e o reto]).
•
• No caso de doentes com crises agudas graves, pode ser
necessário internamento hospitalar e cirurgia.
Tratamento
• Dieta equilibrada e saudável, mais pobre em fibra nas fases de
crise aguda;
• Evitar o leite com lactose;
• Fármacos: sulfassalazina ou messalazina ou formulações de
aplicação tópica retal.
Divertículos do Cólon
São bolsas que se formam na parede do intestino grosso ou cólon.
A sua multiplicação designa-se diverticulose.
Divertículos do Cólon
Desconhecidas, mas o consumo insuficiente de fibra também
pode potenciar o aparecimento de Divertículos, devido às fezes
ficarem mais duras e pequenas.
Causas
• Dor abdominal crônica e intermitente;
• Distensão abdominal;
• Obstipação (dificuldade em regular a progressão das fezes ou a
incapacidade total em evacuar);
• Alterações dos hábitos intestinais.
Em casos mais graves:
• Diverticulite (inflamação);
• Hemorragia;
• Perfuração;
• Fístulas (conexão anormal entre duas estruturas ou órgãos do corpo que
normalmente não estão ligado) e estenoses (é o estreitamento de um canal ou
estrutura, como um vaso sanguíneo ou uma parte do corpo).
Sintomas
Exames imagiológicos (clister opaco, tomografia computorizada)
ou endoscópicos (colonoscopia, sigmoidoscopia [é um exame
onde um tubo fino e flexível, com uma câmera na extremidade, é
inserido no reto e parte do cólon sigmoide para visualizar o
interior da região]).
Diagnóstico
Depende da presença e gravidade dos sintomas e da existência de
complicações. Em muitos casos, a doença é assintomática e não
necessita de tratamento específico. Quando há sintomas, o
tratamento geralmente envolve mudanças na dieta e, em casos
mais graves, medicamentos ou cirurgia.
Tratamento
Doença de Crohn
Doença inflamatória crônica do intestino, cuja causa permanece
desconhecida. Geralmente, o processo inflamatório afeta a parte
terminal do intestino delgado (íleo) e o intestino grosso (cólon).
Como consequência, podem surgir úlceras na parede intestinal.
Doença de Crohn
É uma doença sistêmica que pode originar complicações:
• Nas articulações;
• Na pele;
• Na boca;
• Nos olhos;
• No fígado;
• No rim;
• Nos canais biliares.
Doença de Crohn
• Dor abdominal, em volta do umbigo ou do lado direito, após as
refeições;
• Diarreia;
• Defecações com sangue;
• Anemia;
• Perda do apetite;
• Emagrecimento;
• Atraso no crescimento (infância);
• Febre;
• Dores articulares;
• Doença perianal [conjunto de condições que afetam a região ao
redor do ânus, incluindo o ânus e a pele circundante](abcessos).
Sintomas
• A exames laboratoriais (análises clínicas);
A técnicas de imagem (Rx, ecografia, tac [técnica de imagem
que usa raios-X e computadores para criar imagens detalhadas
do interior do corpo], ressonância magnética);
• A observação do interior do cólon (sigmoidoscópio ou colonos-
cópio) e a biópsias de tecido intestinal;
Diagnóstico
• Dieta equilibrada, pobre em fibra e em lactose em alguns paci-
entes;
• Cessação do tabagismo;
• Suplementação de vitaminas e sais minerais;
• Farmacológico messalazina e corticosteroides;
• Imunossupressores [drogas que agem na divisão celular e têm
propriedades anti-inflamatórias];
• Terapêuticas biológicas e/ou antibióticos.
Tratamento
Fissura Anal
Corresponde a uma ferida linear na margem do ânus (canal anal).
Causa
Este problema pode surgir devido a fezes muito duras que
laceram o ânus ou a diarreia. Esta ferida provoca o espasmo do
esfíncter anal, causando dor e dificuldade em evacuar.
Sintomas
• Dor durante e algum tempo após a defecação;
• Hemorragia de sangue vivo, após a evacuação;
• Prurido.
• A sintomatologia (conjunto de sinais e sintomas observados no
exame de um paciente);
• A observação da região anal;
• O toque retal;
• O exame endoscópico.
Diagnóstico
• Regular o trânsito intestinal;
• Aplicar analgésicos locais, uso tópico (pomadas com vitamina a, aju-
dam à cicatrização), antes e após a defecação;
• Fazer banhos de assento com água morna, durante 10 a 15 minutos
após a evacuação;
• Analgésicos orais;
• Aplicação de pomadas com nitroglicerina;
• Injeção, no canal anal, de toxina botulínica (é uma neurotoxina
produzida pela bactéria Clostridium botulinum, que bloqueia a
liberação de acetilcolina, um neurotransmissor responsável pela
contração muscular).
Tratamento
Hemorroidas
A doença hemorroidária é diagnosticada quando as Hemorroidas
causam algum tipo de sintomatologia, como dor ou desconforto.
Causa
São dilatação e inflamação das veias na região do ânus.
Fatores de Risco
• Obstipação;
• Diarreia crônica;
• Tosse frequente;
• Gravidez.
• Hemorragia, durante e após a defecação;
• Desconforto anal, com humidade e prurido;
• Saliência através do canal anal;
• Aumento de volume local;
• Dor intensa.
Sintomas
• Análise dos sintomas;
• Observação da região anal;
• Realização de exame endoscópico ao intestino (colonosco-
pia).
Diagnóstico
• Combater a obstipação, evitando alimentos irritantes como
álcool ou picante;
• Aplicar pomadas e supositórios com efeito analgésico e com
vitamina A;
• Tomar comprimidos que fortalecem as veias (venotrópicos) e
diminuem a inflamação das hemorroidas.
• Em caso de trombose hemorroidária, é recomendável fazer
banhos de assento com água morna e em alguns casos a
drenagem dos trombos.
Tratamento
Síndrome de Intestino Irritável
A Síndrome do intestino irritável, colite nervosa*, colite espástica,
cólon irritável ou doença funcional do intestino são designações
para um tecido muscular do intestino mais sensível e reativo a
estímulos, como a alimentação e o stress.
Síndrome de Intestino Irritável
*É um distúrbio funcional do intestino grosso que causa sintomas como dor
abdominal, inchaço, gases e alterações nos hábitos intestinais
• Dor na parte inferior do abdômen;
• Alteração na frequência, forma ou consistência das fezes
(obstipação e/ou diarreia);
• Distensão e sensação de gás abdominal;
• Sensação de evacuação incompleta;
• Presença de mucosidade nas fezes;
• Digestão difícil.
Sintomas
• Pela história clínica do paciente;
• Exame físico;
• Exames laboratoriais, clister opaco e exames endoscópicos do
intestino.
Diagnóstico
• Redução do stress;
• Aumentar o repouso e o exercício físico;
• Evitar o consumo de certos alimentos como leite e derivados,
gorduras, café, álcool e bebidas gaseificadas;
• Reforçar a ingestão de fibra, comendo pães e cereais; vegetais,
como cenoura e brócolis; e frutos, como maçã e banana.
Tratamento
Doenças do Pâncreas
A Inflamação do pâncreas, devido à libertação de enzimas pancreáticas
dentro do pâncreas. Pode ser aguda e de curta duração ou crônica e
prolongar-se durante anos. Em alguns casos, esta doença pode atingir
vários órgãos causando, por exemplo:
• Hipotensão e falência cardíaca;
• Insuficiência renal;
• Insuficiência respiratória;
• Diabetes;
• Acumulação de líquido intra-abdominal (ascite);
• Formação de quistos ou abcessos no pâncreas.
Pancreatite
• Cálculos (pedras) na vesícula e vias biliares;
• Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
• Dislipidemia (condição caracterizada pela presença de
níveis elevados de gorduras [lipídios] no sangue,
principalmente colesterol e triglicérides);
• Hipercalcemia;
• Infecções;
• Traumatismos;
• Medicamentos;
• Doenças metabólicas;
• Pós-cirurgia abdominal;
• Hereditariedade.
Causas
• Dor intensa na região superior do abdômen que irradia para o
dorso (costas);
• Náuseas e vômitos;
• Aumento da frequência cardíaca (taquicardia);
• Icterícia;
• Perda de peso;
• Má absorção de alimentos;
• Ausência de produção de enzimas digestivas.
Sintomas
Exame de sangue para confirmar ou não a existência de níveis
elevados de enzimas pancreáticas (amilase e lípase).
Exames complementares:
• Ecografia abdominal;
• Tomografia computorizada;
• Colangiopancreatografia retrógrada por via endoscópica;
• Ecoendoscopia.
Diagnóstico
• Administrar soros e analgésicos;
• Pausa alimentar;
• Evitar o consumo excessivo de álcool e monitorizar a lesão
de outros órgãos como o rim, o pulmão ou o coração.
• Administração de analgésicos e de enzimas pancreáticas,
além de eliminar a ingestão de bebidas alcoólicas. Alguns
casos podem exigir intervenção cirúrgica.
Tratamento
Cancro do Pâncreas
Está associado à formação de células malignas no tecido pancreático.
Apesar de existirem vários tipos de Tumores malignos, o mais frequente
é o adenocarcinoma do pâncreas, que tem origem nas células exócrinas
(pertencem às glândulas exócrinas, que secretam substâncias para fora
do corpo ou para uma cavidade interna, através de ductos ou canais).
Anota aí!
Denominamos de glândulas endócrinas aquelas que liberam suas
secreções diretamente na corrente sanguínea ou nos vasos linfáti-
cos. As glândulas endócrinas são órgãos que produzem e secretam
hormônios diretamente na corrente sanguínea, atuando como
mensageiros químicos que regulam diversas funções do cor-
po. Diferentemente das glândulas exócrinas, que secretam substân-
cias através de ductos, as glândulas endócrinas não possuem duc-
tos.
Glândulas Endócrinas
Glândulas Endócrinas
• Hipófise: Situada no cérebro, abaixo do hipotálamo, controlada pelo hipotálamo.
• Tireoide: Localizada no pescoço, produz hormônios que regulam o metabolismo.
• Paratireoides: Estão atrás da tireoide e produzem hormônios que regulam o cálcio no
sangue.
• Suprarrenais: Estão sobre os rins e produzem hormônios que ajudam o corpo a lidar
com o estresse.
• Pâncreas: Está no abdômen e produz insulina e glucagon, que controlam o açúcar no
sangue.
• Glândula Pineal: Está no cérebro e produz melatonina, que ajuda a regular o sono.
• Órgãos Sexuais (Testículos e Ovários): Produzem hormônios sexuais que são essenciais
para o desenvolvimento e função reprodutora.
• Hipotálamo: Pequena região do cérebro que controla a hipófise e outros processos do
corpo.
Glândulas Endócrinas
Cancro do Pâncreas – cont.
Na fase inicial, o Cancro do Pâncreas é assintomático. Porém, com o
avançar da doença, podem surgir sintomas que variam em função
da localização do tumor, como:
• Dor abdominal;
• Perda de apetite;
• Emagrecimento;
• Cansaço;
• Icterícia (coloração amarelada da pele, olhos e mucosa).
Sintomas
Normalmente realiza-se uma ecografia abdominal, seguindo-se a
tomografia computadorizada (TAC), ressonância magnética e a
ecoendoscopia (ultrassonografia trans endoscópica).
Diagnóstico
O único tratamento verdadeiramente eficaz na cura do Cancro do
Pâncreas é a cirurgia,
Tratamento
Fatores de Risco
• Tabagismo;
• Consumo de gorduras;
• Obesidade;
• Sedentarismo;
• Pancreatite Crônica;
• Consumo de álcool;
• Predisposição familiar.
Obrigado!

DOENCA GASTROINTESTINAIS E OUTRAS DAFECÇÕES

  • 1.
  • 2.
    As afecções gastrointestinaissão aquelas doenças e distúrbios que atingem os órgãos do sistema digestivo. Essas afecções podem variar desde problemas comuns como gases e indigestão até condições mais graves como câncer.
  • 3.
    Todos os órgãosque compõem o sistema digestivo são, de alguma forma, responsáveis pela digestão e pela absorção dos alimentos ingeridos, contribuindo para que os nutrientes sejam transportados para as células do corpo.
  • 5.
    Esôfago, estômago, osintestinos (delgado e grosso), pâncreas, fígado e a vesícula biliar.
  • 6.
    Podem ser causadaspor vários fatores, incluindo infecções, in- flamações, problemas funcionais, hábitos alimentares inade- quados, estresse e fatores genéticos.
  • 7.
    Variam dependendo dadoença, mas podem incluir dor abdo- minal, náuseas, vômitos, diarreia, constipação, gases e outros problemas digestivos.
  • 8.
    Doenças do Esôfago:Como a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Câncer Gastrointestinal: Que pode afetar várias partes do trato digestivo. Infecções: Causadas por bactérias, vírus ou parasitas. Doenças Inflamatórias: Como a doença de Crohn e a colite ulcerativa. Doenças Funcionais: Como a síndrome do intestino irritável (SII) e a dispepsia funcional, onde não há lesões anatômicas visíveis.
  • 9.
     Alimentação Saudável:Consumir alimentos ricos em fibras, frutas, legumes e verduras, e evitar alimentos gordurosos e processados.  Hidratação: Beber água suficiente ao longo do dia.  Atividade Física: Praticar exercícios regularmente.  Evitar Fatores de Risco: Reduzir o consumo de álcool e tabaco, controlar o estresse e evitar o uso excessivo de medicamentos.  Consultar um Médico: Se notar sintomas persistentes ou graves.
  • 10.
    Podem ser necessáriosexames como endoscopia, colonosco- pia, análises de sangue e fezes para diagnosticar as doenças gastrointestinais.
  • 11.
    Pode incluir mudançasnos hábitos alimentares, medicamen- tos, terapia e, em alguns casos, cirurgia.
  • 12.
  • 13.
    Doenças do Esôfago– Esofagite É uma inflamação do esôfago que pode ter várias causas associadas como: • Refluxo gastro esofágico (Esofagite péptica1 ); • Ingestão voluntária ou acidental de cáusticos (Esofagite cáustica2 ); • Infeciosa; • Alérgica (Esofagite Eosinofilia3 ).
  • 14.
    Doenças do Esôfago– Esofagite 1 É a inflamação do esôfago causada pelo refluxo de ácido gástrico para o esôfago, irritando o seu revestimento.
  • 15.
    Doenças do Esôfago– Esofagite 2 É uma condição médica causada por uma inflamação ou lesão no esôfago devido à ingestão de substâncias cáusticas (ácidas ou alcalinas [Ácido significa que uma substância ou solução tem um pH* inferior a 7; Alcalino, por outro lado, significa que uma substância ou solução tem um pH superior a 7]). *pH: potencial hidrogeniônico.
  • 16.
    Doenças do Esôfago– Esofagite 3 É uma doença crônica e inflamatória do esôfago caracte- rizada pela presença de um grande número de eosinófi- los, um tipo de glóbulo branco, na parede do esôfago.
  • 17.
    Diagnóstico É necessário considerara história clínica, realizar um exame objetivo e endoscopia digestiva alta com biópsias do esôfago.
  • 18.
    Tratamento • Inibidores dabomba de protões (é uma enzima que transporta íons de hidrogênio (H+) para fora da célula e íons de potássio (K+) para dentro da célula, utilizando a energia do ATP [adenosina trifosfato – é a principal molécula carreadora da energia química utilizada nas mais diversas reações que ocorrem nas células]); • Eliminação de alguns alimentos da dieta, como o leite de vaca, a soja, o ovo, amendoins, peixe/mariscos e o trigo; • Corticoides (fluticasona ou budesonido); • Intervenções endoscópicas, como dilatações.
  • 19.
  • 20.
    Acalasia É a incapacidadede abertura da “válvula” de saída do esôfago, ou seja, o esfíncter esofágico inferior não relaxa quando ocorre a deglutição. O esfíncter esofágico inferior fica no final do esôfago, comunicando com o estômago, abrindo ou relaxando quando engolimos. Quem sofre de Acalasia não consegue que essa válvula abra e, consequentemente, não produz movimentos peristálticos.
  • 21.
    Sintomas • Dificuldade emengolir, primeiro alimentos sólidos, e depois alimentos líquidos. • Recusa alimentar, resulta na perda de peso substancial por parte do doente. • Sensação de paragem do alimento, na zona média do peito, na base do pescoço ou no final do esterno (osso da parte média do tórax), com dor. • Regurgitação; • Tosse ou falta de ar.
  • 22.
    Diagnóstico • Endoscopia digestivaalta; • Estudo radiológico baritado do esôfago (é um exame de ima- gem que utiliza raios-X e um meio de contraste (bário) para visualizar o esôfago); • Manometria esofágica. Tratamento • Terapêutica medicamentosa; • Antagonistas do cálcio (nifedipina) ou nitratos; • Terapêutica endoscópica; • Terapêutica cirúrgica (miotomia).
  • 23.
  • 24.
    Doença de RefluxoGastroesofágico Designa a passagem do conteúdo gástrico para o esôfago. É comum em adultos, após as refeições, mas pode tornar- se patológico se a sua intensidade, frequência e natureza, causarem sintomas (como a azia), lesões na mucosa eso- fágica e etc.
  • 25.
    Causas Esta doença deve-sea um desequilíbrio entre a defesa e a agressão da mucosa esofágica. Fatores: Alimentos, como produtos derivados do tomate, sumos de citrinos, chocolate, bebidas com cafeína;  Tabaco;  Bebidas alcoólicas;  Medicamentos, como nitratos, estrogênios, contraceptivos orais, bloqueadores dos canais de cálcio, etc.;  Conteúdo ácido do estômago;  Refluxo biliar;  Hérnia do hiato (ocorre quando parte do estômago se projeta para cima, através de uma abertura no diafragma, um músculo que separa o abdómen do tórax);  Aumento da pressão intra-abdominal, devido, por exemplo, a roupa apertada, gravidez, tosse, obesidade, exercício físico súbito, obstipação.
  • 26.
    Sintomas  Azia;  Regurgitação; Dor ou dificuldade em deglutir os alimentos;  Dor torácica;  Tosse;  Falta de ar;  Rouquidão;  Dor de ouvidos;  Gengivite;  Alteração do esmalte dentário.
  • 27.
    Diagnóstico • Endoscopia digestivaalta; • Phmetria das 24 horas (exame que monitora o nível de acidez (pH) no esôfago durante um período de 24 horas).
  • 28.
    Tratamento Formas de aliviaros sintomas desta doença: • Elevar a cabeceira da cama cerca de 15 centímetros; • Fazer refeições pequenas; • Perder peso; • Evitar comer 2 a 3 horas antes de deitar; • Evitar atividades que aumentem a pressão intra-abdominal, após as refeições; • Evitar alguns alimentos, como gorduras, chocolates, citrinos, refogados à base de tomate, entre outros; • Não fumar; • Não ingerir bebidas gaseificadas e/ou com cafeína; • Não vestir roupa apertada.
  • 29.
  • 30.
    Doença do Estômagoe Duodeno Helicobacter pylori (Hp) A Hp é uma bactéria que infecta o estômago, provocando uma reação inflamatória local. Esta bactéria pode estar na origem de alguns problemas, como é o caso da úlcera péptica (úlcera gástri- ca ou duodenal).
  • 31.
    Diagnóstico Através de exames: •Sanguíneos; • Das fezes; • Respiratórios; • Biópsia por via endoscópica.
  • 32.
    Tratamento Pode passar pelaassociação de dois antibióticos e de um inibidor da secreção do ácido do estômago.
  • 33.
  • 34.
    Intestino Delgado -Doença Celíaca O intestino delgado das pessoas com esta doença inflama e atrofia, quando são consumidos alimentos com glúten. Doenças como a Diabetes Mellitus Tipo I, a Tireoidite Autoimune e a Síndrome de Down constituem fatores de risco para este problema de saúde.
  • 35.
    Sintomas • Diarreia; • Distensãoabdominal; • Atraso de crescimento e anemia (na infância); • Emagrecimento; • Obstipação; • Cansaço; • Osteoporose; • Alterações do comportamento, neurológicas ou da pele; • Valores de enzimas hepáticas (alt, ast [são enzimas encontradas principalmente no fígado e são liberadas para a corrente sanguínea quando as células hepáticas estão danificadas]) elevados.
  • 36.
    Diagnóstico Análises de sangue,com o doseamento de autoanticorpos (anti transglutaminase [anticorpo – IgA* – produzido pelo sistema imunitário em resposta à transglutaminase tecidual] e anti endomísio [é uma bainha de fibrilas reticulares que envolvem as fibras da musculatura lisa]). *IgA: Imunoglobulina A, que é um tipo de anticorpo.
  • 38.
  • 39.
    Doenças do Intestinogrosso Colite Ulcerosa
  • 40.
    É uma doençainflamatória crônica do intestino grosso (cólon). Esta inflamação causa a ulceração (feridas) do revestimento inte- rior do cólon. É uma doença sistêmica que pode provocar outras manifestações inflamatórias no organismo, como doenças: • De pele; • Nas articulações; • Nos olhos; • Nos canais biliares do fígado.
  • 41.
    Causas • Fatores genéticos; •Maus hábitos alimentares; • Tabagismo; • Estilo de vida pouco saudável; • Problemas emocionais e/ou stress.
  • 42.
    Sintomas • Hemorragia retal; •Diarreia com muco, pus e sangue; • Desejo súbito e incontrolável de evacuar; • Dor abdominal; • Febre; • Anemia; • Emagrecimento; • Dores articulares
  • 43.
    Diagnóstico • Colonoscopia [exameque permite a visualização do intestino grosso (cólon) e da parte final do intestino delgado, através de um tubo flexível com uma câmera na ponta, chamado colonoscópio]. • Radiografia do cólon (clister opaco [exame de raio-X contrastado que utiliza um líquido opaco para visualizar o intestino grosso e o reto]). • • No caso de doentes com crises agudas graves, pode ser necessário internamento hospitalar e cirurgia.
  • 44.
    Tratamento • Dieta equilibradae saudável, mais pobre em fibra nas fases de crise aguda; • Evitar o leite com lactose; • Fármacos: sulfassalazina ou messalazina ou formulações de aplicação tópica retal.
  • 45.
  • 46.
    São bolsas quese formam na parede do intestino grosso ou cólon. A sua multiplicação designa-se diverticulose. Divertículos do Cólon
  • 47.
    Desconhecidas, mas oconsumo insuficiente de fibra também pode potenciar o aparecimento de Divertículos, devido às fezes ficarem mais duras e pequenas. Causas
  • 48.
    • Dor abdominalcrônica e intermitente; • Distensão abdominal; • Obstipação (dificuldade em regular a progressão das fezes ou a incapacidade total em evacuar); • Alterações dos hábitos intestinais. Em casos mais graves: • Diverticulite (inflamação); • Hemorragia; • Perfuração; • Fístulas (conexão anormal entre duas estruturas ou órgãos do corpo que normalmente não estão ligado) e estenoses (é o estreitamento de um canal ou estrutura, como um vaso sanguíneo ou uma parte do corpo). Sintomas
  • 49.
    Exames imagiológicos (clisteropaco, tomografia computorizada) ou endoscópicos (colonoscopia, sigmoidoscopia [é um exame onde um tubo fino e flexível, com uma câmera na extremidade, é inserido no reto e parte do cólon sigmoide para visualizar o interior da região]). Diagnóstico
  • 50.
    Depende da presençae gravidade dos sintomas e da existência de complicações. Em muitos casos, a doença é assintomática e não necessita de tratamento específico. Quando há sintomas, o tratamento geralmente envolve mudanças na dieta e, em casos mais graves, medicamentos ou cirurgia. Tratamento
  • 51.
  • 52.
    Doença inflamatória crônicado intestino, cuja causa permanece desconhecida. Geralmente, o processo inflamatório afeta a parte terminal do intestino delgado (íleo) e o intestino grosso (cólon). Como consequência, podem surgir úlceras na parede intestinal. Doença de Crohn
  • 53.
    É uma doençasistêmica que pode originar complicações: • Nas articulações; • Na pele; • Na boca; • Nos olhos; • No fígado; • No rim; • Nos canais biliares. Doença de Crohn
  • 54.
    • Dor abdominal,em volta do umbigo ou do lado direito, após as refeições; • Diarreia; • Defecações com sangue; • Anemia; • Perda do apetite; • Emagrecimento; • Atraso no crescimento (infância); • Febre; • Dores articulares; • Doença perianal [conjunto de condições que afetam a região ao redor do ânus, incluindo o ânus e a pele circundante](abcessos). Sintomas
  • 55.
    • A exameslaboratoriais (análises clínicas); A técnicas de imagem (Rx, ecografia, tac [técnica de imagem que usa raios-X e computadores para criar imagens detalhadas do interior do corpo], ressonância magnética); • A observação do interior do cólon (sigmoidoscópio ou colonos- cópio) e a biópsias de tecido intestinal; Diagnóstico
  • 56.
    • Dieta equilibrada,pobre em fibra e em lactose em alguns paci- entes; • Cessação do tabagismo; • Suplementação de vitaminas e sais minerais; • Farmacológico messalazina e corticosteroides; • Imunossupressores [drogas que agem na divisão celular e têm propriedades anti-inflamatórias]; • Terapêuticas biológicas e/ou antibióticos. Tratamento
  • 57.
  • 58.
    Corresponde a umaferida linear na margem do ânus (canal anal). Causa Este problema pode surgir devido a fezes muito duras que laceram o ânus ou a diarreia. Esta ferida provoca o espasmo do esfíncter anal, causando dor e dificuldade em evacuar. Sintomas • Dor durante e algum tempo após a defecação; • Hemorragia de sangue vivo, após a evacuação; • Prurido.
  • 59.
    • A sintomatologia(conjunto de sinais e sintomas observados no exame de um paciente); • A observação da região anal; • O toque retal; • O exame endoscópico. Diagnóstico
  • 60.
    • Regular otrânsito intestinal; • Aplicar analgésicos locais, uso tópico (pomadas com vitamina a, aju- dam à cicatrização), antes e após a defecação; • Fazer banhos de assento com água morna, durante 10 a 15 minutos após a evacuação; • Analgésicos orais; • Aplicação de pomadas com nitroglicerina; • Injeção, no canal anal, de toxina botulínica (é uma neurotoxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, que bloqueia a liberação de acetilcolina, um neurotransmissor responsável pela contração muscular). Tratamento
  • 61.
  • 62.
    A doença hemorroidáriaé diagnosticada quando as Hemorroidas causam algum tipo de sintomatologia, como dor ou desconforto. Causa São dilatação e inflamação das veias na região do ânus. Fatores de Risco • Obstipação; • Diarreia crônica; • Tosse frequente; • Gravidez.
  • 63.
    • Hemorragia, durantee após a defecação; • Desconforto anal, com humidade e prurido; • Saliência através do canal anal; • Aumento de volume local; • Dor intensa. Sintomas
  • 64.
    • Análise dossintomas; • Observação da região anal; • Realização de exame endoscópico ao intestino (colonosco- pia). Diagnóstico
  • 65.
    • Combater aobstipação, evitando alimentos irritantes como álcool ou picante; • Aplicar pomadas e supositórios com efeito analgésico e com vitamina A; • Tomar comprimidos que fortalecem as veias (venotrópicos) e diminuem a inflamação das hemorroidas. • Em caso de trombose hemorroidária, é recomendável fazer banhos de assento com água morna e em alguns casos a drenagem dos trombos. Tratamento
  • 66.
  • 67.
    A Síndrome dointestino irritável, colite nervosa*, colite espástica, cólon irritável ou doença funcional do intestino são designações para um tecido muscular do intestino mais sensível e reativo a estímulos, como a alimentação e o stress. Síndrome de Intestino Irritável *É um distúrbio funcional do intestino grosso que causa sintomas como dor abdominal, inchaço, gases e alterações nos hábitos intestinais
  • 68.
    • Dor naparte inferior do abdômen; • Alteração na frequência, forma ou consistência das fezes (obstipação e/ou diarreia); • Distensão e sensação de gás abdominal; • Sensação de evacuação incompleta; • Presença de mucosidade nas fezes; • Digestão difícil. Sintomas
  • 69.
    • Pela históriaclínica do paciente; • Exame físico; • Exames laboratoriais, clister opaco e exames endoscópicos do intestino. Diagnóstico
  • 70.
    • Redução dostress; • Aumentar o repouso e o exercício físico; • Evitar o consumo de certos alimentos como leite e derivados, gorduras, café, álcool e bebidas gaseificadas; • Reforçar a ingestão de fibra, comendo pães e cereais; vegetais, como cenoura e brócolis; e frutos, como maçã e banana. Tratamento
  • 71.
  • 72.
    A Inflamação dopâncreas, devido à libertação de enzimas pancreáticas dentro do pâncreas. Pode ser aguda e de curta duração ou crônica e prolongar-se durante anos. Em alguns casos, esta doença pode atingir vários órgãos causando, por exemplo: • Hipotensão e falência cardíaca; • Insuficiência renal; • Insuficiência respiratória; • Diabetes; • Acumulação de líquido intra-abdominal (ascite); • Formação de quistos ou abcessos no pâncreas. Pancreatite
  • 73.
    • Cálculos (pedras)na vesícula e vias biliares; • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas; • Dislipidemia (condição caracterizada pela presença de níveis elevados de gorduras [lipídios] no sangue, principalmente colesterol e triglicérides); • Hipercalcemia; • Infecções; • Traumatismos; • Medicamentos; • Doenças metabólicas; • Pós-cirurgia abdominal; • Hereditariedade. Causas
  • 74.
    • Dor intensana região superior do abdômen que irradia para o dorso (costas); • Náuseas e vômitos; • Aumento da frequência cardíaca (taquicardia); • Icterícia; • Perda de peso; • Má absorção de alimentos; • Ausência de produção de enzimas digestivas. Sintomas
  • 76.
    Exame de sanguepara confirmar ou não a existência de níveis elevados de enzimas pancreáticas (amilase e lípase). Exames complementares: • Ecografia abdominal; • Tomografia computorizada; • Colangiopancreatografia retrógrada por via endoscópica; • Ecoendoscopia. Diagnóstico
  • 77.
    • Administrar sorose analgésicos; • Pausa alimentar; • Evitar o consumo excessivo de álcool e monitorizar a lesão de outros órgãos como o rim, o pulmão ou o coração. • Administração de analgésicos e de enzimas pancreáticas, além de eliminar a ingestão de bebidas alcoólicas. Alguns casos podem exigir intervenção cirúrgica. Tratamento
  • 78.
    Cancro do Pâncreas Estáassociado à formação de células malignas no tecido pancreático. Apesar de existirem vários tipos de Tumores malignos, o mais frequente é o adenocarcinoma do pâncreas, que tem origem nas células exócrinas (pertencem às glândulas exócrinas, que secretam substâncias para fora do corpo ou para uma cavidade interna, através de ductos ou canais).
  • 79.
  • 80.
    Denominamos de glândulasendócrinas aquelas que liberam suas secreções diretamente na corrente sanguínea ou nos vasos linfáti- cos. As glândulas endócrinas são órgãos que produzem e secretam hormônios diretamente na corrente sanguínea, atuando como mensageiros químicos que regulam diversas funções do cor- po. Diferentemente das glândulas exócrinas, que secretam substân- cias através de ductos, as glândulas endócrinas não possuem duc- tos. Glândulas Endócrinas
  • 81.
  • 82.
    • Hipófise: Situadano cérebro, abaixo do hipotálamo, controlada pelo hipotálamo. • Tireoide: Localizada no pescoço, produz hormônios que regulam o metabolismo. • Paratireoides: Estão atrás da tireoide e produzem hormônios que regulam o cálcio no sangue. • Suprarrenais: Estão sobre os rins e produzem hormônios que ajudam o corpo a lidar com o estresse. • Pâncreas: Está no abdômen e produz insulina e glucagon, que controlam o açúcar no sangue. • Glândula Pineal: Está no cérebro e produz melatonina, que ajuda a regular o sono. • Órgãos Sexuais (Testículos e Ovários): Produzem hormônios sexuais que são essenciais para o desenvolvimento e função reprodutora. • Hipotálamo: Pequena região do cérebro que controla a hipófise e outros processos do corpo. Glândulas Endócrinas
  • 83.
    Cancro do Pâncreas– cont. Na fase inicial, o Cancro do Pâncreas é assintomático. Porém, com o avançar da doença, podem surgir sintomas que variam em função da localização do tumor, como: • Dor abdominal; • Perda de apetite; • Emagrecimento; • Cansaço; • Icterícia (coloração amarelada da pele, olhos e mucosa). Sintomas
  • 84.
    Normalmente realiza-se umaecografia abdominal, seguindo-se a tomografia computadorizada (TAC), ressonância magnética e a ecoendoscopia (ultrassonografia trans endoscópica). Diagnóstico
  • 85.
    O único tratamentoverdadeiramente eficaz na cura do Cancro do Pâncreas é a cirurgia, Tratamento Fatores de Risco • Tabagismo; • Consumo de gorduras; • Obesidade; • Sedentarismo; • Pancreatite Crônica; • Consumo de álcool; • Predisposição familiar.
  • 86.