ANATOMIA DO
SISTEMA
GASTROINTESTINAL
O sistema gastrointestinal (GI) é formado por um longo
tubo musculoso, ao qual estão associados órgãos e
glândulas que participam da digestão.
SISTEMA GASTROINTESTINAL
Tem como funções:
Mastigação
Deglutição
Digestão
Absorção
Expulsão de resíduos
O sistema gastrointestinal (GI) é responsável por
processar os alimentos que ingerimos e absorver
os nutrientes necessários para o corpo.
O GI também permite que o corpo libere alimentos
que não podem ser digeridos na forma de fezes.
O PAPEL DO SISTEMA
GASTROINTESTINAL
DIVISÃO DO SISTEMA DIGESTÓRIO
Trato Gastrointestinal
É um longo tubo que se estende da
boca ao ânus, composto por:
Divide-se em duas partes:
Tubo digestório/TGI (alto, médio e baixo)
Órgãos Anexos (ou acessórios)
Boca
Faringe
Esôfago
Estômago
Intestinos
Órgãos Anexos
São glândulas e estruturas que auxiliam
na digestão, embora o alimento não
passe por elas diretamente:
Dentes e língua
Glândulas salivares
Fígado
Vesícula Biliar
Pâncreas
Este é o início do sistema
digestivo;
Os dentes trituram
mecanicamente os alimentos;
A saliva, produzida nas
glândulas salivares, digere
quimicamente os alimentos
usando enzimas.
BOCA
É um tubo muscular oco
que conecta a faringe ao
estômago.
É responsável por conduzir
os alimentos e líquidos da
boca para o estômago.
ESÔFAGO
O fígado libera uma
substância química chamada
bile nos intestinos através da
vesícula biliar. A bile
decompõe os lipídios
(gorduras e óleos) dos
alimentos.
FÍGADO
O estômago é uma bolsa
muscular que contém suco
gástrico.
É responsável por digerir
alimentos.
ESTÔMAGO
O pâncreas libera
enzimas nos intestinos.
As enzimas decompõem
alimentos como lipídios,
proteínas e carboidratos.
PÂNCREAS
É aqui que a bile é
armazenada e concentrada
antes de ser liberada no
intestino delgado. A bile é
produzida no fígado para
quebrar os lipídios.
VESÍCULA BILIAR
Alimentos como
carboidratos, proteínas e
lipídios são digeridos aqui.
Os nutrientes desses
alimentos são absorvidos
pelo sangue.
INTESTINO DELGADO
O intestino grosso contém
alimentos que não podem
ser decompostos
posteriormente, geralmente
fibras. A água é absorvida
pelo sangue.
INTESTINO GROSSO
O reto contém alimentos
não digeridos
armazenados na forma de
fezes
RETO
Este é o fim do sistema
digestivo e onde as
fezes saem do corpo.
ÂNUS
AFECÇÕES
GASTROINTESTINAIS
O Que São Afecções Gastrointestinais?
São condições que afetam o sistema digestório,
desde o esôfago até o reto, incluindo órgãos como
o estômago, intestinos, fígado, pâncreas e
vesícula biliar.
Esses problemas podem variar desde condições
leves e passageiras, como indigestão ou azia, até
doenças mais graves e crônicas, como a doença
de Crohn ou a colite ulcerativa.
Doença do refluxo gastroesofágico
(DRGE);
Gastrite;
Úlcera péptica;
Cálculo Biliar;
Hepatite;
Síndrome do intestino irritável (SII);
Doença inflamatória intestinal (DII);
Doença celíaca;
Principais
Afecções
Gastrointestinais
Principais exames
para avaliar o trato gastrointestinal
IBS
Endoscopia
Digestiva
Alta
Permite visualizar o
esófago, estômago e
duodeno.
É utilizada para
identificar lesões,
úlceras, tumores e para
coleta de biópsias.
Permite visualizar o
intestino grosso, incluindo
o reto e a parte final do
intestino delgado.
É usada para identificar
pólipos, tumores,
inflamações e para coleta
de biópsias.
IBS
Colonoscopia
Utiliza ondas sonoras para
criar imagens do trato
digestivo, incluindo o fígado,
vesícula biliar e pâncreas.
Ultrassonografia
Fornecem imagens
detalhadas dos órgãos
internos. Pode ser utilizada
com ou sem contraste.
Exames de imagem
(TC,RM, cintilografia)
Analisam as fezes para
identificar infecções,
inflamações ou presença de
sangue oculto.
Exames de sangue
Analisam as fezes para
identificar infecções,
inflamações ou presença de
sangue oculto.
Exame de fezes
Identifica quais alimentos
podem estar causando
reações gastrointestinais.
Teste de Intolerância
Alimentar
É uma condição na qual o conteúdo ácido do estômago volta para o esôfago.
Envolve uma disfunção na válvula entre o esôfago e o estômago, chamada de
esfíncter esofágico inferior (EEI), que normalmente evita que o ácido do
estômago retorne para o esôfago.
Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)
Quando esse esfíncter não
funciona corretamente, o ácido
pode refluir, irritando o
revestimento do esôfago e
causando os sintomas
característicos da doença.
Disfunção do esfíncter esofágico inferior;
Hérnia de hiato (quando parte do estômago se desloca para o tórax);
Obesidade e sobrepeso;
Alimentos gordurosos, cafeína e álcool;
Tabagismo;
Medicamentos, como anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs).
Causas
Sinais e Sintomas
Azia;
Sensação de queimação no peito
após as refeições ou ao se curvar;
Regurgitação;
A DRGE também pode causar dor no
peito, que pode ser confundida com
dor cardíaca, tosse crônica e
rouquidão devido à irritação na
garganta.
Mudanças no estilo de vida: evitar alimentos que podem
piorar o refluxo, como gorduras, cafeína, álcool e
alimentos picantes; evitar deitar-se logo após as
refeições; perder peso; parar de fumar.
Medicamentos como antiácidos e inibidores da bomba de
prótons (IBP) para reduzir a produção de ácido a longo
prazo
Cirurgia: em casos mais graves, a cirurgia pode ser
necessária para corrigir o esfíncter esofágico inferior ou
a hérnia de hiato.
Tratamento
A gastrite é uma inflamação da
mucosa (revestimento interno) do
estômago, que pode ser aguda
(repentina) ou crônica (de longa
duração).
Gastrite
Sinais e Sintomas
Azia e regurgitação
ácida
Náuseas, vômitos
Infecções: Infecção por Helicobacter pylori (bactéria
que causa infecções no trato gastrointestinal).
Uso de medicamentos: Uso prolongado de aspirina ou
anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).
Consumo de álcool: Consumo excessivo de álcool.
Estresse: Estresse crônico ou estresse agudo
Causas
Evitar o uso prolongado de aspirina e AINEs
Manter uma dieta equilibrada e evitar alimentos
gordurosos e irritantes
Evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco
Controlar o estresse
Prevenção
Mudanças no estilo de vida: Evitar o consumo de
álcool, tabaco, alimentos gordurosos e irritantes.
Dieta: Comer alimentos leves e de fácil digestão,
como frutas (exceto cítricas), vegetais cozidos,
carnes magras e grãos integrais.
Medicamentos: Antiácidos, inibidores da bomba de
prótons (para reduzir a produção de ácido no
estômago) e antibióticos (se houver infecção por H.
pylori).
Tratamento
A úlcera péptica é uma lesão
que se forma na camada
interna do estômago ou do
duodeno (primeira parte do
intestino delgado), causada
pela corrosão da mucosa
pela ação do ácido gástrico
e dos sucos digestivos.
Úlcera Péptica
A dor abdominal superior, muitas vezes
com sensação de queimação, é o sintoma
mais comum.
A úlcera péptica pode sangrar ou
perfurar, causando complicações sérias.
Sinais e Sintomas
Causas
Pode ser causada pela bactéria Helicobacter pylori ou pelo uso
prolongado de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).
Evitar o uso prolongado de AINEs
Manter uma alimentação saudável
Evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco
Controlar o estresse
Prevenção
O tratamento geralmente envolve a erradicação da infecção
por H. pylori, se presente, e a redução da produção de ácido
gástrico com medicamentos como inibidores da bomba de
prótons (IBPs).
Tratamento
Cálculos biliares, também conhecidos como pedras na
vesícula, são formações sólidas que se formam na
vesícula biliar.
Formam-se quando a bile, que é rica em colesterol, sais
biliares e bilirrubina, cristaliza e se acumula na vesícula
biliar.
Podem variar em tamanho, desde pequenos grãos de
areia até bolinhas de golfe, e podem estar presentes em
grande quantidade.
Cálculos Biliares
Idade → risco aumenta com a idade
Sexo → Mulheres são mais propensas
Obesidade → aumenta a concentração de colesterol
Histórico familiar → pré-disposição genética
Dieta rica em gorduras e acúcares
Fatores de risco
Dor abdominal: Dor aguda ou cólica na parte superior direita
do abdómen, que pode irradia para as costas ou o ombro
direito.
Náuseas, vômitos e indigestão
Febre: Se a vesícula biliar estiver inflamada ou infectada.
Icterícia: Pele e olhos amarelados, indicando obstrução biliar.
Fezes claras e urina escura: Devido à falta de bile no intestino;
Em casos mais graves, inflamação da vesícula biliar
(colecistite).
Sinais e Sintomas
Remoção cirúrgica da vesícula biliar (colecistectomia):
A colecistectomia é o tratamento mais comum para cálculos biliares,
especialmente se os cálculos estiverem causando sintomas.
Dissolução de cálculos:
Em alguns casos, medicamentos podem ser utilizados para dissolver os
cálculos biliares, mas essa opção não é indicada para todos os pacientes.
Tratamento de complicações:
Se os cálculos biliares estiverem causando complicações, como
colecistite ou pancreatite, pode ser necessário tratamento com
antibióticos ou outros medicamentos.
Tratamento
É uma condição crônica que
afeta o funcionamento
normal do intestino.
Síndrome do Intestino
Irritável (SII)
Causas
A causa da SII é desconhecida, mas acredita-se que fatores como
estresse, ansiedade, predisposição genética e hábitos alimentares
podem influenciar o desenvolvimento da síndrome.
Dores abdominais: Geralmente, as dores são mais intensas
após as refeições e melhoram após a evacuação.
Alterações no hábito intestinal: Diarreia, prisão de ventre
ou alternância entre os dois.
Inchaço e gases: Sensação de pressão abdominal e
excesso de gases.
Outros sintomas: Cólicas, muco nas fezes, sensação de
evacuação incompleta.
Esses sintomas são frequentemente cíclicos, com períodos de
agravamento e remissão.
Sinais e Sintomas
Mudanças na alimentação: identificar alimentos que
desencadeiam os sintomas e ajustar a dieta de acordo.
Medicamentos: Antiespasmódicos para aliviar as dores, anti-
diarréicos ou laxantes para regular o trânsito intestinal, e
antidepressivos para ajudar no controle da ansiedade e do
estresse.
Mudanças no estilo de vida: exercício físico, reduzir estresse.
O tratamento da SII é geralmente sintomático e focado no controle
dos sintomas. O tratamento pode incluir:
Tratamento
A Doença Inflamatória Intestinal (DII) é um termo que engloba condições
crônicas caracterizadas pela inflamação persistente do trato gastrointestinal.
As duas principais formas de DII são a doença de Crohn e a colite ulcerativa,
ambas afetando diferentes partes do sistema digestivo
Doença inflamatória intestinal (DII)
Doença de Crohn
(DC)
Colite Ulcerativa
(CU)
A fisiopatologia da DII é complexa e envolve
interações entre fatores genéticos, ambiente,
microbioma intestinal e sistema imunológico.
É considerada uma doença autoimune, onde o
sistema imunológico ataca erroneamente as células
saudáveis do trato gastrointestinal, levando à
inflamação crônica.
Causas
Diarréia
Sinais e Sintomas
Dor
abdominal
Sangue e muco
nas fezes
Fadiga
Perda
de peso
Deficiências
nutricionais
Urgência para
evacuar
O tratamento da DC e da CU depende da gravidade da doença e
envolve medicamentos para controlar a inflamação e os
sintomas (anti-inflamatório, corticóide, imunosupressor, terapia
biológica)
Em alguns casos, pode ser necessário cirurgia para remover
áreas do intestino danificadas ou para tratar complicações,
como obstrução intestinal ou fístulas.
Também é importante o acompanhamento nutricional e a
adaptação da dieta para minimizar os sintomas e garantir uma
nutrição adequada.
Tratamento
A doença celíaca é uma condição
autoimune crônica;
É causada pela intolerância ao
glúten, uma proteína encontrada
em cereais como trigo, cevada e
centeio.
Doença celíaca
Causas
É desencadeada por uma reação do sistema imunológico ao glúten.
Os anticorpos atacam as células do revestimento do intestino delgado,
causando inflamação e danos nas vilosidades intestinais.
Vilosidades: aumentam a superfície para
a absorção de nutrientes.
Anemia devido à má absorção de
ferro e ácido fólico
Fraqueza óssea devido à má
absorção de cálcio e vitamina D
O tratamento principal é a dieta sem glúten, que deve
ser seguida rigorosamente para toda a vida.
Tratamento
A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ter
diferentes causas, sendo classificada em hepatite viral ou
não viral;
Pode se apresentar de maneira leve, moderada ou grave.
Alguns tipos de hepatite podem levar ao desenvolvimento
de cirrose e até mesmo ser fator de risco para o câncer de
fígado.
A maioria das hepatites virais (A, B, C, D, E) causa infecção
aguda, mas em alguns casos pode evoluir para hepatite
crônica.
Hepatite
Hepatites Virais: As mais comuns são as causadas
pelos vírus A, B, C, D e E.
Álcool: O consumo excessivo de álcool pode levar à
hepatite alcoólica.
Medicamentos: Alguns medicamentos podem causar
hepatite como efeito colateral.
Doenças autoimunes.
Causas
Não
virais
Virais
Tipos
Hepatite A: É a mais comum e geralmente é transmitida por via fecal-oral
(água ou alimentos contaminados com o vírus). O vírus da Hepatite A
causa uma infecção aguda, que na maioria das vezes o organismo
consegue resolver sem a necessidade de nenhum tratamento específico.
Geralmente não deixa sequelas nem evolui para forma crônica.
Hepatite B e C: É transmitida por via sanguínea, sexual e vertical (mãe
para filho). Pode evoluir para cirrose e câncer de fígado. Normalmente
não apresentam sintomas nas fases iniciais. Desta forma se tornam mais
graves, pois quando surgem sintomas a doença já pode ter progredido.
Hepatite D: A hepatite D depende da presença do vírus do tipo B para
infectar uma pessoa. Sua transmissão ocorre assim como a do vírus B.
Hepatite E: Assim como a hepatite A, a forma de transmissão é fecal-oral.
É mais comum em países em desenvolvimento.
Prevenção
Hepatite A: Lavar as mãos com frequência, consumir água e
alimentos seguros, adequação do saneamento básico, evitar contato
com pessoas infectadas e realizar a vacinação.
Hepatite B e C: Vacinação para hepatite B, evitar contato com sangue
e secreções de pessoas infectadas, e utilizar preservativos.
Hepatite D: Vacinar contra hepatite B, que também protege contra
hepatite D.
Hepatite E: Consumir água e alimentos seguros, e evitar contato com
pessoas infectadas.
Existem várias medidas que podemos adotar para evitar a
transmissão das hepatites virais, são elas:
Realizar a vacinação para hepatite B conforme calendário vacinal;
Usar preservativo em todas as relações sexuais;
Exigir materiais esterilizados ou descartáveis em estúdios de tatuagem e de
piercings;
Exigir que alicates e outros instrumentos em manicures e pedicures sejam
esterilizados ou descartáveis;
Não compartilhar instrumentos de manicure e pedicure com outras pessoas;
Não usar lâminas de barbear ou de depilar de outras pessoas;
Não compartilhar agulhas, seringas e equipamentos para medicações inaladas.
Sinais e Sintomas
A hepatite pode, muitas vezes, não provocar sintomas;
Quando os sintomas aparecem, esses podem ser febre, cansaço, mal-estar,
náusea, vômito, dor abdominal, urina escura, fezes claras e icterícia"
O tratamento para as hepatites virais são variados conforme o tipo
viral;
Para a hepatite A e E, geralmente não é necessário tratamento
específico. O corpo normalmente consegue combater o vírus por
conta própria. O descanso, a hidratação e a nutrição adequada são
geralmente suficientes.
No caso da hepatite B, C e D, o tratamento pode incluir medicamentos
antivirais para controlar a doença. Estes medicamentos ajudam a
reduzir os vírus no organismo e a prevenir danos ao fígado.
Em casos mais graves pode ser necessário de transplante hepático;
Portanto a melhor forma de tratamento ainda é a prevenção.
Tratamento
anatomia e Afecções Gastrointestinais aula

anatomia e Afecções Gastrointestinais aula

  • 1.
  • 2.
    O sistema gastrointestinal(GI) é formado por um longo tubo musculoso, ao qual estão associados órgãos e glândulas que participam da digestão. SISTEMA GASTROINTESTINAL Tem como funções: Mastigação Deglutição Digestão Absorção Expulsão de resíduos
  • 3.
    O sistema gastrointestinal(GI) é responsável por processar os alimentos que ingerimos e absorver os nutrientes necessários para o corpo. O GI também permite que o corpo libere alimentos que não podem ser digeridos na forma de fezes. O PAPEL DO SISTEMA GASTROINTESTINAL
  • 4.
    DIVISÃO DO SISTEMADIGESTÓRIO Trato Gastrointestinal É um longo tubo que se estende da boca ao ânus, composto por: Divide-se em duas partes: Tubo digestório/TGI (alto, médio e baixo) Órgãos Anexos (ou acessórios) Boca Faringe Esôfago Estômago Intestinos Órgãos Anexos São glândulas e estruturas que auxiliam na digestão, embora o alimento não passe por elas diretamente: Dentes e língua Glândulas salivares Fígado Vesícula Biliar Pâncreas
  • 5.
    Este é oinício do sistema digestivo; Os dentes trituram mecanicamente os alimentos; A saliva, produzida nas glândulas salivares, digere quimicamente os alimentos usando enzimas. BOCA
  • 6.
    É um tubomuscular oco que conecta a faringe ao estômago. É responsável por conduzir os alimentos e líquidos da boca para o estômago. ESÔFAGO
  • 7.
    O fígado liberauma substância química chamada bile nos intestinos através da vesícula biliar. A bile decompõe os lipídios (gorduras e óleos) dos alimentos. FÍGADO
  • 8.
    O estômago éuma bolsa muscular que contém suco gástrico. É responsável por digerir alimentos. ESTÔMAGO
  • 9.
    O pâncreas libera enzimasnos intestinos. As enzimas decompõem alimentos como lipídios, proteínas e carboidratos. PÂNCREAS
  • 10.
    É aqui quea bile é armazenada e concentrada antes de ser liberada no intestino delgado. A bile é produzida no fígado para quebrar os lipídios. VESÍCULA BILIAR
  • 11.
    Alimentos como carboidratos, proteínase lipídios são digeridos aqui. Os nutrientes desses alimentos são absorvidos pelo sangue. INTESTINO DELGADO
  • 12.
    O intestino grossocontém alimentos que não podem ser decompostos posteriormente, geralmente fibras. A água é absorvida pelo sangue. INTESTINO GROSSO
  • 13.
    O reto contémalimentos não digeridos armazenados na forma de fezes RETO
  • 14.
    Este é ofim do sistema digestivo e onde as fezes saem do corpo. ÂNUS
  • 15.
  • 16.
    O Que SãoAfecções Gastrointestinais? São condições que afetam o sistema digestório, desde o esôfago até o reto, incluindo órgãos como o estômago, intestinos, fígado, pâncreas e vesícula biliar. Esses problemas podem variar desde condições leves e passageiras, como indigestão ou azia, até doenças mais graves e crônicas, como a doença de Crohn ou a colite ulcerativa.
  • 17.
    Doença do refluxogastroesofágico (DRGE); Gastrite; Úlcera péptica; Cálculo Biliar; Hepatite; Síndrome do intestino irritável (SII); Doença inflamatória intestinal (DII); Doença celíaca; Principais Afecções Gastrointestinais
  • 18.
    Principais exames para avaliaro trato gastrointestinal IBS Endoscopia Digestiva Alta Permite visualizar o esófago, estômago e duodeno. É utilizada para identificar lesões, úlceras, tumores e para coleta de biópsias.
  • 19.
    Permite visualizar o intestinogrosso, incluindo o reto e a parte final do intestino delgado. É usada para identificar pólipos, tumores, inflamações e para coleta de biópsias. IBS Colonoscopia
  • 20.
    Utiliza ondas sonoraspara criar imagens do trato digestivo, incluindo o fígado, vesícula biliar e pâncreas. Ultrassonografia
  • 21.
    Fornecem imagens detalhadas dosórgãos internos. Pode ser utilizada com ou sem contraste. Exames de imagem (TC,RM, cintilografia)
  • 22.
    Analisam as fezespara identificar infecções, inflamações ou presença de sangue oculto. Exames de sangue
  • 23.
    Analisam as fezespara identificar infecções, inflamações ou presença de sangue oculto. Exame de fezes
  • 24.
    Identifica quais alimentos podemestar causando reações gastrointestinais. Teste de Intolerância Alimentar
  • 25.
    É uma condiçãona qual o conteúdo ácido do estômago volta para o esôfago. Envolve uma disfunção na válvula entre o esôfago e o estômago, chamada de esfíncter esofágico inferior (EEI), que normalmente evita que o ácido do estômago retorne para o esôfago. Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) Quando esse esfíncter não funciona corretamente, o ácido pode refluir, irritando o revestimento do esôfago e causando os sintomas característicos da doença.
  • 26.
    Disfunção do esfíncteresofágico inferior; Hérnia de hiato (quando parte do estômago se desloca para o tórax); Obesidade e sobrepeso; Alimentos gordurosos, cafeína e álcool; Tabagismo; Medicamentos, como anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). Causas
  • 27.
    Sinais e Sintomas Azia; Sensaçãode queimação no peito após as refeições ou ao se curvar; Regurgitação; A DRGE também pode causar dor no peito, que pode ser confundida com dor cardíaca, tosse crônica e rouquidão devido à irritação na garganta.
  • 28.
    Mudanças no estilode vida: evitar alimentos que podem piorar o refluxo, como gorduras, cafeína, álcool e alimentos picantes; evitar deitar-se logo após as refeições; perder peso; parar de fumar. Medicamentos como antiácidos e inibidores da bomba de prótons (IBP) para reduzir a produção de ácido a longo prazo Cirurgia: em casos mais graves, a cirurgia pode ser necessária para corrigir o esfíncter esofágico inferior ou a hérnia de hiato. Tratamento
  • 29.
    A gastrite éuma inflamação da mucosa (revestimento interno) do estômago, que pode ser aguda (repentina) ou crônica (de longa duração). Gastrite
  • 30.
    Sinais e Sintomas Aziae regurgitação ácida Náuseas, vômitos
  • 31.
    Infecções: Infecção porHelicobacter pylori (bactéria que causa infecções no trato gastrointestinal). Uso de medicamentos: Uso prolongado de aspirina ou anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Consumo de álcool: Consumo excessivo de álcool. Estresse: Estresse crônico ou estresse agudo Causas
  • 32.
    Evitar o usoprolongado de aspirina e AINEs Manter uma dieta equilibrada e evitar alimentos gordurosos e irritantes Evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco Controlar o estresse Prevenção
  • 33.
    Mudanças no estilode vida: Evitar o consumo de álcool, tabaco, alimentos gordurosos e irritantes. Dieta: Comer alimentos leves e de fácil digestão, como frutas (exceto cítricas), vegetais cozidos, carnes magras e grãos integrais. Medicamentos: Antiácidos, inibidores da bomba de prótons (para reduzir a produção de ácido no estômago) e antibióticos (se houver infecção por H. pylori). Tratamento
  • 34.
    A úlcera pépticaé uma lesão que se forma na camada interna do estômago ou do duodeno (primeira parte do intestino delgado), causada pela corrosão da mucosa pela ação do ácido gástrico e dos sucos digestivos. Úlcera Péptica
  • 35.
    A dor abdominalsuperior, muitas vezes com sensação de queimação, é o sintoma mais comum. A úlcera péptica pode sangrar ou perfurar, causando complicações sérias. Sinais e Sintomas
  • 36.
    Causas Pode ser causadapela bactéria Helicobacter pylori ou pelo uso prolongado de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).
  • 37.
    Evitar o usoprolongado de AINEs Manter uma alimentação saudável Evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco Controlar o estresse Prevenção
  • 38.
    O tratamento geralmenteenvolve a erradicação da infecção por H. pylori, se presente, e a redução da produção de ácido gástrico com medicamentos como inibidores da bomba de prótons (IBPs). Tratamento
  • 39.
    Cálculos biliares, tambémconhecidos como pedras na vesícula, são formações sólidas que se formam na vesícula biliar. Formam-se quando a bile, que é rica em colesterol, sais biliares e bilirrubina, cristaliza e se acumula na vesícula biliar. Podem variar em tamanho, desde pequenos grãos de areia até bolinhas de golfe, e podem estar presentes em grande quantidade. Cálculos Biliares
  • 40.
    Idade → riscoaumenta com a idade Sexo → Mulheres são mais propensas Obesidade → aumenta a concentração de colesterol Histórico familiar → pré-disposição genética Dieta rica em gorduras e acúcares Fatores de risco
  • 41.
    Dor abdominal: Doraguda ou cólica na parte superior direita do abdómen, que pode irradia para as costas ou o ombro direito. Náuseas, vômitos e indigestão Febre: Se a vesícula biliar estiver inflamada ou infectada. Icterícia: Pele e olhos amarelados, indicando obstrução biliar. Fezes claras e urina escura: Devido à falta de bile no intestino; Em casos mais graves, inflamação da vesícula biliar (colecistite). Sinais e Sintomas
  • 42.
    Remoção cirúrgica davesícula biliar (colecistectomia): A colecistectomia é o tratamento mais comum para cálculos biliares, especialmente se os cálculos estiverem causando sintomas. Dissolução de cálculos: Em alguns casos, medicamentos podem ser utilizados para dissolver os cálculos biliares, mas essa opção não é indicada para todos os pacientes. Tratamento de complicações: Se os cálculos biliares estiverem causando complicações, como colecistite ou pancreatite, pode ser necessário tratamento com antibióticos ou outros medicamentos. Tratamento
  • 43.
    É uma condiçãocrônica que afeta o funcionamento normal do intestino. Síndrome do Intestino Irritável (SII)
  • 44.
    Causas A causa daSII é desconhecida, mas acredita-se que fatores como estresse, ansiedade, predisposição genética e hábitos alimentares podem influenciar o desenvolvimento da síndrome.
  • 45.
    Dores abdominais: Geralmente,as dores são mais intensas após as refeições e melhoram após a evacuação. Alterações no hábito intestinal: Diarreia, prisão de ventre ou alternância entre os dois. Inchaço e gases: Sensação de pressão abdominal e excesso de gases. Outros sintomas: Cólicas, muco nas fezes, sensação de evacuação incompleta. Esses sintomas são frequentemente cíclicos, com períodos de agravamento e remissão. Sinais e Sintomas
  • 46.
    Mudanças na alimentação:identificar alimentos que desencadeiam os sintomas e ajustar a dieta de acordo. Medicamentos: Antiespasmódicos para aliviar as dores, anti- diarréicos ou laxantes para regular o trânsito intestinal, e antidepressivos para ajudar no controle da ansiedade e do estresse. Mudanças no estilo de vida: exercício físico, reduzir estresse. O tratamento da SII é geralmente sintomático e focado no controle dos sintomas. O tratamento pode incluir: Tratamento
  • 47.
    A Doença InflamatóriaIntestinal (DII) é um termo que engloba condições crônicas caracterizadas pela inflamação persistente do trato gastrointestinal. As duas principais formas de DII são a doença de Crohn e a colite ulcerativa, ambas afetando diferentes partes do sistema digestivo Doença inflamatória intestinal (DII) Doença de Crohn (DC) Colite Ulcerativa (CU)
  • 50.
    A fisiopatologia daDII é complexa e envolve interações entre fatores genéticos, ambiente, microbioma intestinal e sistema imunológico. É considerada uma doença autoimune, onde o sistema imunológico ataca erroneamente as células saudáveis do trato gastrointestinal, levando à inflamação crônica. Causas
  • 51.
    Diarréia Sinais e Sintomas Dor abdominal Sanguee muco nas fezes Fadiga Perda de peso Deficiências nutricionais Urgência para evacuar
  • 52.
    O tratamento daDC e da CU depende da gravidade da doença e envolve medicamentos para controlar a inflamação e os sintomas (anti-inflamatório, corticóide, imunosupressor, terapia biológica) Em alguns casos, pode ser necessário cirurgia para remover áreas do intestino danificadas ou para tratar complicações, como obstrução intestinal ou fístulas. Também é importante o acompanhamento nutricional e a adaptação da dieta para minimizar os sintomas e garantir uma nutrição adequada. Tratamento
  • 53.
    A doença celíacaé uma condição autoimune crônica; É causada pela intolerância ao glúten, uma proteína encontrada em cereais como trigo, cevada e centeio. Doença celíaca
  • 54.
    Causas É desencadeada poruma reação do sistema imunológico ao glúten. Os anticorpos atacam as células do revestimento do intestino delgado, causando inflamação e danos nas vilosidades intestinais. Vilosidades: aumentam a superfície para a absorção de nutrientes.
  • 55.
    Anemia devido àmá absorção de ferro e ácido fólico Fraqueza óssea devido à má absorção de cálcio e vitamina D
  • 56.
    O tratamento principalé a dieta sem glúten, que deve ser seguida rigorosamente para toda a vida. Tratamento
  • 57.
    A hepatite éuma inflamação do fígado que pode ter diferentes causas, sendo classificada em hepatite viral ou não viral; Pode se apresentar de maneira leve, moderada ou grave. Alguns tipos de hepatite podem levar ao desenvolvimento de cirrose e até mesmo ser fator de risco para o câncer de fígado. A maioria das hepatites virais (A, B, C, D, E) causa infecção aguda, mas em alguns casos pode evoluir para hepatite crônica. Hepatite
  • 58.
    Hepatites Virais: Asmais comuns são as causadas pelos vírus A, B, C, D e E. Álcool: O consumo excessivo de álcool pode levar à hepatite alcoólica. Medicamentos: Alguns medicamentos podem causar hepatite como efeito colateral. Doenças autoimunes. Causas Não virais Virais
  • 59.
    Tipos Hepatite A: Éa mais comum e geralmente é transmitida por via fecal-oral (água ou alimentos contaminados com o vírus). O vírus da Hepatite A causa uma infecção aguda, que na maioria das vezes o organismo consegue resolver sem a necessidade de nenhum tratamento específico. Geralmente não deixa sequelas nem evolui para forma crônica. Hepatite B e C: É transmitida por via sanguínea, sexual e vertical (mãe para filho). Pode evoluir para cirrose e câncer de fígado. Normalmente não apresentam sintomas nas fases iniciais. Desta forma se tornam mais graves, pois quando surgem sintomas a doença já pode ter progredido. Hepatite D: A hepatite D depende da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa. Sua transmissão ocorre assim como a do vírus B. Hepatite E: Assim como a hepatite A, a forma de transmissão é fecal-oral. É mais comum em países em desenvolvimento.
  • 60.
    Prevenção Hepatite A: Lavaras mãos com frequência, consumir água e alimentos seguros, adequação do saneamento básico, evitar contato com pessoas infectadas e realizar a vacinação. Hepatite B e C: Vacinação para hepatite B, evitar contato com sangue e secreções de pessoas infectadas, e utilizar preservativos. Hepatite D: Vacinar contra hepatite B, que também protege contra hepatite D. Hepatite E: Consumir água e alimentos seguros, e evitar contato com pessoas infectadas.
  • 61.
    Existem várias medidasque podemos adotar para evitar a transmissão das hepatites virais, são elas: Realizar a vacinação para hepatite B conforme calendário vacinal; Usar preservativo em todas as relações sexuais; Exigir materiais esterilizados ou descartáveis em estúdios de tatuagem e de piercings; Exigir que alicates e outros instrumentos em manicures e pedicures sejam esterilizados ou descartáveis; Não compartilhar instrumentos de manicure e pedicure com outras pessoas; Não usar lâminas de barbear ou de depilar de outras pessoas; Não compartilhar agulhas, seringas e equipamentos para medicações inaladas.
  • 62.
    Sinais e Sintomas Ahepatite pode, muitas vezes, não provocar sintomas; Quando os sintomas aparecem, esses podem ser febre, cansaço, mal-estar, náusea, vômito, dor abdominal, urina escura, fezes claras e icterícia"
  • 63.
    O tratamento paraas hepatites virais são variados conforme o tipo viral; Para a hepatite A e E, geralmente não é necessário tratamento específico. O corpo normalmente consegue combater o vírus por conta própria. O descanso, a hidratação e a nutrição adequada são geralmente suficientes. No caso da hepatite B, C e D, o tratamento pode incluir medicamentos antivirais para controlar a doença. Estes medicamentos ajudam a reduzir os vírus no organismo e a prevenir danos ao fígado. Em casos mais graves pode ser necessário de transplante hepático; Portanto a melhor forma de tratamento ainda é a prevenção. Tratamento