Ms. Ana Larissa Marques Perissini
Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental –
Psicologia da Saúde – Psicologia Hospitalar- Sexualidade
Mestre em Ciências
 Grupo heterogêneo de transtorno.
 Caracterizam por uma perturbação
clinicamente significativa na capacidade de
uma pessoa responder sexualmente ou de
experimentar prazer sexual.
 A disfunção sexual é um “bloqueio”total ou
parcial da resposta psicofisiológica.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
(APA, 2014; Cavalcanti;Cavalcanti, 2006)
 Cobre os vários modos nos quais um
indivíduo é incapaz de participar de um
relacionamento sexual como ele desejaria.
 Pode haver falta de interesse, falta de
prazer ou falha das respostas fisiológicas
necessárias para a interação sexual efetiva
(ex. ereção) ou incapacidade de controlar
ou experimentar orgasmo. (WHO, 1993)
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 A resposta sexual é um processo
psicossomático e ambos os processos,
psicológico e somático, estão usualmente
envolvidos no desencadeamento de
disfunção sexual.
 Alguns tipos de disfunção (ex. perda de
desejo sexual) ocorrem em ambos, homens
e mulheres.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini (WHO, 1993)
 Mulheres queixas sobre a qualidade
subjetiva da experiência sexual (ex. falta de
prazer ou interesse) em vez de falha de uma
resposta específica.
 Homens queixas de falha de uma
resposta sexual específica, tal como ereção
ou ejaculação, frequentemente relatam um
apetite sexual mantido.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini (WHO, 1993)
 Um mesmo indivíduo poderá ter várias
disfunções sexuais ao mesmo tempo.
 Todas as disfunções deverão ser
diagnosticadas.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
(APA, 2014)
Disfunção sexual, não causada por transtornos
mentais ou doença orgânica.
 F52.0 Falta ou perda de desejo sexual.
 F52.1 Aversão sexual e falta de prazer sexual
 .10 Aversão sexual
 .11 Falta de prazer sexual
 F52.2 Falta de resposta genital
 F52.3 Disfunção orgásmica
 F52.4 Ejaculação precoce
 F52.5 Vaginismo não-orgânico
 F52.6 Dispareunia não-orgânica
 F52.7 Impulso sexual excessivo
 F52.8 Outras disfunções sexuais, não
causadas por transtorno ou doença orgânica
 F52.9 Disfunção sexual, não causada por
transtorno ou doença orgânica, não
especificada
 Ejaculação Retardada.
 Transtorno erétil.
 Transtorno do orgasmo feminino.
 Transtorno do interesse/excitação sexual
feminino.
 Transtorno da dor gênito-pélvica/penetração.
 Transtorno do desejo sexual masculino
hipoativo.
 Ejaculação prematura (precoce).
 Disfunção sexual induzida por
substância/medicamento.
 Outra disfunção sexual especificada.
 Disfunção sexual não especificada.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
(APA, 2014)
 Qualquer um dos seguintes sintomas deve ser
vivenciado em quase todas ou em todas as
ocasiões da atividade sexual com parceira,
sem que o indivíduo deseje o retardo.
 Retardo acentuado na ejaculação.
 Baixa frequência marcante ou ausência de
ejaculação.
 Os sintomas persistem por um período
mínimo de aproximadamente 06 meses.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Pelo menos um dos três sintomas a seguir
deve ser vivenciado em quase todas ou em
todas as ocasiões de atividade sexual.
 Dificuldade acentuada em obter ereção durante
a atividade sexual.
 Dificuldade acentuada em manter uma ereção
até o fim da atividade sexual.
 Diminuição acentuada na rigidez erétil.
 Os sintomas persistem por um período
mínimo de aproximadamente 06 meses.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Presença de qualquer um dos sintomas a
seguir vivenciado em quase todas ou em todas
as ocasiões de atividade sexual:
 Retardo acentuado, infrequência acentuada ou
ausência de orgasmo.
 Intensidade muito reduzida de sensações
orgásmicas.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Ausência ou redução significativa do interesse
ou de excitação sexual, manifestada por pelo
menos 03 dos seguintes:
 Ausência ou redução do interesse pela atividade
sexual.
 Ausência ou redução dos pensamentos ou fantasias
sexuais/eróticas.
 Nenhuma iniciativa ou iniciativa reduzida de atividade
sexual e, geralmente, ausência de receptividade às
tentativas de iniciativa feitas pelo parceiro.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Ausência ou redução na excitação/prazer sexual
durante a atividade sexual em quase todos ou em
todos os encontros sexuais.
 Ausência ou redução do interesse/excitação sexual em
resposta a quaisquer indicações sexuais ou eróticas,
internas ou externas (p. ex. escrita, verbais ou
visuais).
 Ausência ou redução de sensações genitais ou não
genitais durante a atividade sexual em quase todos ou
em todos os encontros sexuais.
 Os sintomas causam sofrimento clinicamente
significativo para a mulher.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Dificuldades persistentes ou recorrentes com
um (ou mais) dos seguintes:
 Penetração vaginal durante a relação sexual.
 Dor vulvovaginal ou pélvica intensa durante a
relação sexual vaginal ou nas tentativas de
penetração.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Medo ou ansiedade intensa de dor vulvovaginal ou
pélvica em antecipação a, durante ou como resultado
de penetração vaginal.
 Tensão ou contração acentuada dos músculos do
assoalho pélvico durante tentativas de penetração
vaginal.
 Os sintomas persistem por um período mínimo
de aproximadamente 06 meses.
 Os sintomas causam sofrimento clinicamente
significativo para a mulher.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Pensamentos ou fantasias sexuais/eróticas e desejo
para atividade sexual deficiente (ou ausentes) de
forma persistente ou recorrente.
O julgamento da deficiência é feito pelo clínico,
levando em conta fatores que afetam o
funcionamento sexual, tais como idade e contexto
gerais e socioculturais do indivíduo.
 Os sintomas persistem por um período mínimo de
aproximadamente 06 meses.
 Os sintomas causam sofrimento clinicamente
significativo para o indivíduo.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Padrão persistente ou recorrente de ejaculação
que ocorre durante a atividade sexual com
parceira dentro de aproximadamente um minuto
após a penetração vaginal e antes do momento
desejado pelo indivíduo.
 Os sintomas devem estar presentes por pelo
menos 06 meses e devem ser experimentados
em quase todas ou todas as ocasiões de
atividade sexual.
 Os sintomas causam sofrimento clinicamente
significativo para o indivíduo.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Leve: a ejaculação ocorre dentro de
aproximadamente 30 segundos a 1 minuto após
a penetração vaginal.
 Moderada: a ejaculação ocorre dentro de
aproximadamente 15 a 30 segundos após a
penetração.
 Grave: A ejaculação ocorre antes da atividade
sexual, no início da atividade sexual ou dentro
de 15 segundos após a penetração vaginal.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 A disfunção sexual não é mais bem
explicada por um transtorno mental não
sexual ou como consequência de uma
perturbação grave do relacionamento ou
de outros estressores importantes e não é
atribuível aos efeitos de alguma
substância/medicamento ou a outra
condição médica.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Ao longo da vida: a perturbação este
presente desde que o indivíduo se tornou
sexualmente ativo.
 Adquirida: a perturbação iniciou depois de
um período de função sexual relativamente
normal.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Uma perturbação clinicamente significativa
na função sexual é predominante no
quadro clínico.
 Há evidências a partir da história, do
exame físico ou de achados laboratoriais de
ambos (1) e (2):
 Os sintomas se desenvolveram durante ou logo
após intoxicação ou abstinência de alguma
substância ou após exposição a um
medicamento.
 A substância ou medicamento envolvido é
capaz de produzir os sintomas.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 A perturbação não é mais bem explicada por
uma disfunção sexual que não é induzida por
substância/medicamento. A evidência de
uma disfunção sexual independente pode
incluir o seguinte:
 Os sintomas precedem o início do uso da
substância ou medicamento; os sintomas
persistem por um período substancial de tempo
(p. ex., em torno de um mês) após a cessação de
abstinência aguda ou intoxicação grave; ou há
outras evidências sugerindo a existência de uma
disfunção sexual independente não induzida por
substãncia/medicamento.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 A perturbação não ocorre exclusivamente
durante o curso de delirium.
 A perturbação causa sofrimento
clinicamente significativo para o indivíduo.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Os sintomas característicos de disfunção sexual que
causam sofrimento clinicamente significativo ao
indivíduo predominam, mas não satisfazem todos
os critérios para qualquer transtorno na classe
diagnóstica das disfunções sexuais.
 A categoria é usada nas situações em que o clínico
opta por comunicar a razão específica pela qual a
apresentação não satisfaz os critérios para uma
disfunção sexual específica.
 Ex. aversão sexual.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Não satisfazem todos os critérios para qualquer
transtorno na classe diagnóstica das disfunções
sexuais.
 É usada na situação em que o clínico opta por
não especificar a razão pela qual os critérios
para uma disfunção sexual específica não são
satisfeitos e inclui apresentações para as quais
não há informações suficientes para que seja
feito um diagnóstico mais específico.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Leve: evidência de sofrimento leve em
relação aos sintomas.
 Moderado: evidência de sofrimento
moderado em relação aos sintomas.
 Grave: evidência de sofrimento grave ou
extremo em relação aos sintomas.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Generalizada: não se limita a determinados
tipos de estimulação, situações ou
parceiros.
 Situacional: ocorre somente com
determinados tipos de estimulação,
situações ou parceiros.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 O processo biológico da resposta sexual
humana aos estímulos eróticos efetivos,
embora unitário, é constituído por uma
sucessão de FASES que podem ser
didaticamente individualizadas.
 Compreender a gênese e a gravidade das
deficiências sexuais, seus prognóstico e
terapias.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Aspecto fisiológico do relacionamento
sexual.
 Considera a atração erótica um elemento
necessário para o ato copulativo, enfoca
apenas a cadeia das reações orgânicas
funcionais.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Divide o ato sexual em duas fases distintas:
Tumescência – acúmulo gradual e crescente de
energia, evidenciado pela congestão sanguínea
no aparelho genital.
Detumescência – Descarga da forte tensão
acumulada e a descongestão vascular que
sucede o alívio orgásmico.
As expressões caracterizam o jogo “congestão
e descongestão”.
Valoriza o caráter energético da resposta sexual
e não o sanguíneo.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Influencia dos estudos de Ellis – natureza
bifásica da resposta sexual humana.
 Denominou as fases:
Reação vasocongestiva genital: ereção do
pênis e pela lubrificação da vagina.
Reação orgásmica: contrações
musculares reflexas.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Reconheceu que o modelo bifásico da
resposta sexual era incompleto.
 Propôs uma terceira etapa: A FASE DO
DESEJO.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Teoria das quatro fases:
Excitação
Platô
Orgasmos
Resolução
Refinamento da
concepção binária de Ellis.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Tumescência Excitação
Platô
 Detumescência Orgasmo
Resolução
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Apetência (desejo) – etapa subjetiva, de
comportamento encoberto.
 Excitação (excitação e platô) – excitação sexual
crescente.
 Orgasmo – quadro miotônico das contrações
musculares reflexas. Subjetivamente é
marcada pela sensação de prazer sexual, perda
de acuidade dos sentidos e sensação de
desligamento do meio externo.
 Relaxamento (resolução) – progressivo retorno
do organismo às condições basais.
Constatação objetiva do relaxamento muscular
e da descongestão sanguínea.
Subjetivamente – sensação de alívio e cansaço,
com retorno a plenitude sensorial.
 Resposta Sexual do Homem
 Obedecia um padrão único.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Resposta Sexual da Mulher
 São possíveis vários padrões de resposta.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Primárias: manifestam desde os primeiros
momentos da vida sexual.
 Secundárias: depois de um período mais ou
menos longo de respostas funcionais.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Situacionais ou relativas:
 Ocorre apenas com alguns parceiros ou em
determinadas circunstâncias.
 Gerais ou absolutas:
 Se evidencia independentemente da
qualidade, quantidade ou intensidade do
estímulo erótico.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Causa das disfunções sexuais:
 Orgânicas
 Psicológicas
Excluir e tratar causas orgânicas
Causas Orgânicas:
 Anomalias genéticas e congênitas
 Doenças agudas e crônicas
 Drogas
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Síndrome de Klinefelter.
 Miotonia atrófica.
 Ausência testicular congênita.
 Síndrome de Kallmann.
 Síndrome de Prader-Willi.
 Malformações genitais.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Distúrbios endócrinos:
 Gonadais.
 Hipofisários.
 Supra-renais.
 Tireoidianos.
 Pacreáticos (diabetes).
 Doenças Cardiovasculares:
 Coronarianas.
 Hipertensivas.
 Obstrutivas.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Doenças do aparelho genital:
 Infecciosas.
 Traumáticas.
 Tumorais.
 Tróficas.
 Doenças do sistema nervoso:
 Epilepsia.
 Acidente vascular cerebral.
 Parkinsonismo.
 Doenças da medula.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
Encontram-se debilitados, nauseosos, febris,
sentindo dores, de modo que não estão
inclinados às atividades sexuais em geral.
Ansiosos, deprimidos
Não há condições favoráveis para a apetência
sexual.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Nas debilitantes vida sexual “suspensa”.
 Quadros que produzem sequelas deformantes:
 Colostomizados
 Mastectomizados
 Histerectomizados
Cirurgia pode interferir na atração sexual
do parceiro ou inibir a própria manifestação
erótica do portador.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Doenças cutâneas ou enfermidades
estigmatizantes:
 Ex:
 Lepra
 Câncer
Causa de afastamento sexual do parceiro ou de
retração do próprio indivíduo diante da
inferioridade de sua realidade física.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 A maior parte dos agentes farmacológicos é
capaz de atuar negativamente sobre a
resposta sexual.
 As primeiras referências de alterações na
resposta sexual humana por intermédio de
drogas estão ligadas à procura de
substâncias químicas com efeito
afrodisíaco.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Drogas que atuam no sistema nervoso central:
 Depressores.
 Álcool.
 Hipnóticos barbitúricos.
 Hipnóticos não barbitúricos.
 Hipnoanalgésicos.
 Estimulantes.
 Alucinógenos.
 Neurotransmissores.
 Antidepressivos.
 Tranquilizantes.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Drogas que agem no sistema nervoso
autônomo.
 Drogas que atuam em outras partes do
corpo.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Cada corrente psicológica apresenta, em
coerência com um plano teórico referencial, os
fatores explicativos da causalidade dos
problemas disfuncionais.
 Em virtude de tantas visões, existem
controvérsias acerca das causas psicológicas
das disfunções sexuais.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Socioculturais e comportamentais
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Instituições sociais:
 Família.
 Religião.
 Revolução Sexual:
 Motivação individualista.
 Motivação política.
 Tabus e crendices sexuais:
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Vivências destrutivas:
 Violências sexuais.
 Vivências desastrosas das primeiras relações.
 Partos traumáticos.
 Fatores circunstanciais de inibição.
 Relações didáticas inadequadas.
Ms. Ana Larissa Marques Perissini
 Ms. Ana Larissa M. Perissini.
 Psicóloga.
 Fone: (17) 3305-4778
 Whatsapp: (17) 98801.0121
 E-mail: alperissini@gmail.com
 Instagram: analarissaperissini
 Facebook: Ana Larissa Perissini.
 Cognitivatdahcienciascomportamentais
 American Psychiatric Association. Manual diagnóstico e
estatístico de transtornos mentais: ed 5. Porto Alegre:
Artmed, 2014.
 Cavalcanti, R.; Cavalcanti M. Tratamento das Inadequações
Sexuais. Ed 3. São Paulo: Roca, 2006.
 Organização Mundial da Saúde. Classificação de
transtornos mentais e de comportamento da CID-10:
Descrições Clínicas e Diretrizes Diagnósticas. Porto Alegre:
Artes Médicas, 1993.

Disfunções sexuais

  • 1.
    Ms. Ana LarissaMarques Perissini Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental – Psicologia da Saúde – Psicologia Hospitalar- Sexualidade Mestre em Ciências
  • 2.
     Grupo heterogêneode transtorno.  Caracterizam por uma perturbação clinicamente significativa na capacidade de uma pessoa responder sexualmente ou de experimentar prazer sexual.  A disfunção sexual é um “bloqueio”total ou parcial da resposta psicofisiológica. Ms. Ana Larissa Marques Perissini (APA, 2014; Cavalcanti;Cavalcanti, 2006)
  • 3.
     Cobre osvários modos nos quais um indivíduo é incapaz de participar de um relacionamento sexual como ele desejaria.  Pode haver falta de interesse, falta de prazer ou falha das respostas fisiológicas necessárias para a interação sexual efetiva (ex. ereção) ou incapacidade de controlar ou experimentar orgasmo. (WHO, 1993) Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 4.
     A respostasexual é um processo psicossomático e ambos os processos, psicológico e somático, estão usualmente envolvidos no desencadeamento de disfunção sexual.  Alguns tipos de disfunção (ex. perda de desejo sexual) ocorrem em ambos, homens e mulheres. Ms. Ana Larissa Marques Perissini (WHO, 1993)
  • 5.
     Mulheres queixassobre a qualidade subjetiva da experiência sexual (ex. falta de prazer ou interesse) em vez de falha de uma resposta específica.  Homens queixas de falha de uma resposta sexual específica, tal como ereção ou ejaculação, frequentemente relatam um apetite sexual mantido. Ms. Ana Larissa Marques Perissini (WHO, 1993)
  • 6.
     Um mesmoindivíduo poderá ter várias disfunções sexuais ao mesmo tempo.  Todas as disfunções deverão ser diagnosticadas. Ms. Ana Larissa Marques Perissini (APA, 2014)
  • 7.
    Disfunção sexual, nãocausada por transtornos mentais ou doença orgânica.  F52.0 Falta ou perda de desejo sexual.  F52.1 Aversão sexual e falta de prazer sexual  .10 Aversão sexual  .11 Falta de prazer sexual  F52.2 Falta de resposta genital  F52.3 Disfunção orgásmica  F52.4 Ejaculação precoce  F52.5 Vaginismo não-orgânico
  • 8.
     F52.6 Dispareunianão-orgânica  F52.7 Impulso sexual excessivo  F52.8 Outras disfunções sexuais, não causadas por transtorno ou doença orgânica  F52.9 Disfunção sexual, não causada por transtorno ou doença orgânica, não especificada
  • 10.
     Ejaculação Retardada. Transtorno erétil.  Transtorno do orgasmo feminino.  Transtorno do interesse/excitação sexual feminino.  Transtorno da dor gênito-pélvica/penetração.  Transtorno do desejo sexual masculino hipoativo.  Ejaculação prematura (precoce).  Disfunção sexual induzida por substância/medicamento.  Outra disfunção sexual especificada.  Disfunção sexual não especificada. Ms. Ana Larissa Marques Perissini (APA, 2014)
  • 11.
     Qualquer umdos seguintes sintomas deve ser vivenciado em quase todas ou em todas as ocasiões da atividade sexual com parceira, sem que o indivíduo deseje o retardo.  Retardo acentuado na ejaculação.  Baixa frequência marcante ou ausência de ejaculação.  Os sintomas persistem por um período mínimo de aproximadamente 06 meses. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 12.
     Pelo menosum dos três sintomas a seguir deve ser vivenciado em quase todas ou em todas as ocasiões de atividade sexual.  Dificuldade acentuada em obter ereção durante a atividade sexual.  Dificuldade acentuada em manter uma ereção até o fim da atividade sexual.  Diminuição acentuada na rigidez erétil.  Os sintomas persistem por um período mínimo de aproximadamente 06 meses. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 13.
     Presença dequalquer um dos sintomas a seguir vivenciado em quase todas ou em todas as ocasiões de atividade sexual:  Retardo acentuado, infrequência acentuada ou ausência de orgasmo.  Intensidade muito reduzida de sensações orgásmicas. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 14.
     Ausência ouredução significativa do interesse ou de excitação sexual, manifestada por pelo menos 03 dos seguintes:  Ausência ou redução do interesse pela atividade sexual.  Ausência ou redução dos pensamentos ou fantasias sexuais/eróticas.  Nenhuma iniciativa ou iniciativa reduzida de atividade sexual e, geralmente, ausência de receptividade às tentativas de iniciativa feitas pelo parceiro. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 15.
     Ausência ouredução na excitação/prazer sexual durante a atividade sexual em quase todos ou em todos os encontros sexuais.  Ausência ou redução do interesse/excitação sexual em resposta a quaisquer indicações sexuais ou eróticas, internas ou externas (p. ex. escrita, verbais ou visuais).  Ausência ou redução de sensações genitais ou não genitais durante a atividade sexual em quase todos ou em todos os encontros sexuais.  Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo para a mulher. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 16.
     Dificuldades persistentesou recorrentes com um (ou mais) dos seguintes:  Penetração vaginal durante a relação sexual.  Dor vulvovaginal ou pélvica intensa durante a relação sexual vaginal ou nas tentativas de penetração. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 17.
     Medo ouansiedade intensa de dor vulvovaginal ou pélvica em antecipação a, durante ou como resultado de penetração vaginal.  Tensão ou contração acentuada dos músculos do assoalho pélvico durante tentativas de penetração vaginal.  Os sintomas persistem por um período mínimo de aproximadamente 06 meses.  Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo para a mulher. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 18.
     Pensamentos oufantasias sexuais/eróticas e desejo para atividade sexual deficiente (ou ausentes) de forma persistente ou recorrente. O julgamento da deficiência é feito pelo clínico, levando em conta fatores que afetam o funcionamento sexual, tais como idade e contexto gerais e socioculturais do indivíduo.  Os sintomas persistem por um período mínimo de aproximadamente 06 meses.  Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo para o indivíduo. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 19.
     Padrão persistenteou recorrente de ejaculação que ocorre durante a atividade sexual com parceira dentro de aproximadamente um minuto após a penetração vaginal e antes do momento desejado pelo indivíduo.  Os sintomas devem estar presentes por pelo menos 06 meses e devem ser experimentados em quase todas ou todas as ocasiões de atividade sexual.  Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo para o indivíduo. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 20.
     Leve: aejaculação ocorre dentro de aproximadamente 30 segundos a 1 minuto após a penetração vaginal.  Moderada: a ejaculação ocorre dentro de aproximadamente 15 a 30 segundos após a penetração.  Grave: A ejaculação ocorre antes da atividade sexual, no início da atividade sexual ou dentro de 15 segundos após a penetração vaginal. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 21.
     A disfunçãosexual não é mais bem explicada por um transtorno mental não sexual ou como consequência de uma perturbação grave do relacionamento ou de outros estressores importantes e não é atribuível aos efeitos de alguma substância/medicamento ou a outra condição médica. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 22.
     Ao longoda vida: a perturbação este presente desde que o indivíduo se tornou sexualmente ativo.  Adquirida: a perturbação iniciou depois de um período de função sexual relativamente normal. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 23.
     Uma perturbaçãoclinicamente significativa na função sexual é predominante no quadro clínico.  Há evidências a partir da história, do exame físico ou de achados laboratoriais de ambos (1) e (2):  Os sintomas se desenvolveram durante ou logo após intoxicação ou abstinência de alguma substância ou após exposição a um medicamento.  A substância ou medicamento envolvido é capaz de produzir os sintomas. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 24.
     A perturbaçãonão é mais bem explicada por uma disfunção sexual que não é induzida por substância/medicamento. A evidência de uma disfunção sexual independente pode incluir o seguinte:  Os sintomas precedem o início do uso da substância ou medicamento; os sintomas persistem por um período substancial de tempo (p. ex., em torno de um mês) após a cessação de abstinência aguda ou intoxicação grave; ou há outras evidências sugerindo a existência de uma disfunção sexual independente não induzida por substãncia/medicamento. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 25.
     A perturbaçãonão ocorre exclusivamente durante o curso de delirium.  A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo para o indivíduo. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 26.
     Os sintomascaracterísticos de disfunção sexual que causam sofrimento clinicamente significativo ao indivíduo predominam, mas não satisfazem todos os critérios para qualquer transtorno na classe diagnóstica das disfunções sexuais.  A categoria é usada nas situações em que o clínico opta por comunicar a razão específica pela qual a apresentação não satisfaz os critérios para uma disfunção sexual específica.  Ex. aversão sexual. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 27.
     Não satisfazemtodos os critérios para qualquer transtorno na classe diagnóstica das disfunções sexuais.  É usada na situação em que o clínico opta por não especificar a razão pela qual os critérios para uma disfunção sexual específica não são satisfeitos e inclui apresentações para as quais não há informações suficientes para que seja feito um diagnóstico mais específico. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 28.
     Leve: evidênciade sofrimento leve em relação aos sintomas.  Moderado: evidência de sofrimento moderado em relação aos sintomas.  Grave: evidência de sofrimento grave ou extremo em relação aos sintomas. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 29.
     Generalizada: nãose limita a determinados tipos de estimulação, situações ou parceiros.  Situacional: ocorre somente com determinados tipos de estimulação, situações ou parceiros. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 30.
    Ms. Ana LarissaMarques Perissini
  • 32.
     O processobiológico da resposta sexual humana aos estímulos eróticos efetivos, embora unitário, é constituído por uma sucessão de FASES que podem ser didaticamente individualizadas.  Compreender a gênese e a gravidade das deficiências sexuais, seus prognóstico e terapias. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 33.
     Aspecto fisiológicodo relacionamento sexual.  Considera a atração erótica um elemento necessário para o ato copulativo, enfoca apenas a cadeia das reações orgânicas funcionais. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 34.
     Divide oato sexual em duas fases distintas: Tumescência – acúmulo gradual e crescente de energia, evidenciado pela congestão sanguínea no aparelho genital. Detumescência – Descarga da forte tensão acumulada e a descongestão vascular que sucede o alívio orgásmico. As expressões caracterizam o jogo “congestão e descongestão”. Valoriza o caráter energético da resposta sexual e não o sanguíneo. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 35.
     Influencia dosestudos de Ellis – natureza bifásica da resposta sexual humana.  Denominou as fases: Reação vasocongestiva genital: ereção do pênis e pela lubrificação da vagina. Reação orgásmica: contrações musculares reflexas. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 36.
     Reconheceu queo modelo bifásico da resposta sexual era incompleto.  Propôs uma terceira etapa: A FASE DO DESEJO. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 37.
     Teoria dasquatro fases: Excitação Platô Orgasmos Resolução Refinamento da concepção binária de Ellis. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 38.
     Tumescência Excitação Platô Detumescência Orgasmo Resolução Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 39.
     Apetência (desejo)– etapa subjetiva, de comportamento encoberto.  Excitação (excitação e platô) – excitação sexual crescente.  Orgasmo – quadro miotônico das contrações musculares reflexas. Subjetivamente é marcada pela sensação de prazer sexual, perda de acuidade dos sentidos e sensação de desligamento do meio externo.  Relaxamento (resolução) – progressivo retorno do organismo às condições basais. Constatação objetiva do relaxamento muscular e da descongestão sanguínea. Subjetivamente – sensação de alívio e cansaço, com retorno a plenitude sensorial.
  • 40.
     Resposta Sexualdo Homem  Obedecia um padrão único. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 41.
     Resposta Sexualda Mulher  São possíveis vários padrões de resposta. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 42.
    Ms. Ana LarissaMarques Perissini
  • 43.
     Primárias: manifestamdesde os primeiros momentos da vida sexual.  Secundárias: depois de um período mais ou menos longo de respostas funcionais. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 44.
     Situacionais ourelativas:  Ocorre apenas com alguns parceiros ou em determinadas circunstâncias.  Gerais ou absolutas:  Se evidencia independentemente da qualidade, quantidade ou intensidade do estímulo erótico. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 45.
     Causa dasdisfunções sexuais:  Orgânicas  Psicológicas Excluir e tratar causas orgânicas Causas Orgânicas:  Anomalias genéticas e congênitas  Doenças agudas e crônicas  Drogas Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 47.
     Síndrome deKlinefelter.  Miotonia atrófica.  Ausência testicular congênita.  Síndrome de Kallmann.  Síndrome de Prader-Willi.  Malformações genitais. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 48.
     Distúrbios endócrinos: Gonadais.  Hipofisários.  Supra-renais.  Tireoidianos.  Pacreáticos (diabetes).  Doenças Cardiovasculares:  Coronarianas.  Hipertensivas.  Obstrutivas. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 49.
     Doenças doaparelho genital:  Infecciosas.  Traumáticas.  Tumorais.  Tróficas.  Doenças do sistema nervoso:  Epilepsia.  Acidente vascular cerebral.  Parkinsonismo.  Doenças da medula. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 50.
    Encontram-se debilitados, nauseosos,febris, sentindo dores, de modo que não estão inclinados às atividades sexuais em geral. Ansiosos, deprimidos Não há condições favoráveis para a apetência sexual. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 51.
     Nas debilitantesvida sexual “suspensa”.  Quadros que produzem sequelas deformantes:  Colostomizados  Mastectomizados  Histerectomizados Cirurgia pode interferir na atração sexual do parceiro ou inibir a própria manifestação erótica do portador. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 52.
     Doenças cutâneasou enfermidades estigmatizantes:  Ex:  Lepra  Câncer Causa de afastamento sexual do parceiro ou de retração do próprio indivíduo diante da inferioridade de sua realidade física. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 53.
     A maiorparte dos agentes farmacológicos é capaz de atuar negativamente sobre a resposta sexual.  As primeiras referências de alterações na resposta sexual humana por intermédio de drogas estão ligadas à procura de substâncias químicas com efeito afrodisíaco. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 54.
     Drogas queatuam no sistema nervoso central:  Depressores.  Álcool.  Hipnóticos barbitúricos.  Hipnóticos não barbitúricos.  Hipnoanalgésicos.  Estimulantes.  Alucinógenos.  Neurotransmissores.  Antidepressivos.  Tranquilizantes. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 55.
     Drogas queagem no sistema nervoso autônomo.  Drogas que atuam em outras partes do corpo. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 56.
     Cada correntepsicológica apresenta, em coerência com um plano teórico referencial, os fatores explicativos da causalidade dos problemas disfuncionais.  Em virtude de tantas visões, existem controvérsias acerca das causas psicológicas das disfunções sexuais. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 57.
     Socioculturais ecomportamentais Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 58.
     Instituições sociais: Família.  Religião.  Revolução Sexual:  Motivação individualista.  Motivação política.  Tabus e crendices sexuais: Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 59.
     Vivências destrutivas: Violências sexuais.  Vivências desastrosas das primeiras relações.  Partos traumáticos.  Fatores circunstanciais de inibição.  Relações didáticas inadequadas. Ms. Ana Larissa Marques Perissini
  • 60.
     Ms. AnaLarissa M. Perissini.  Psicóloga.  Fone: (17) 3305-4778  Whatsapp: (17) 98801.0121  E-mail: alperissini@gmail.com  Instagram: analarissaperissini  Facebook: Ana Larissa Perissini.  Cognitivatdahcienciascomportamentais
  • 61.
     American PsychiatricAssociation. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: ed 5. Porto Alegre: Artmed, 2014.  Cavalcanti, R.; Cavalcanti M. Tratamento das Inadequações Sexuais. Ed 3. São Paulo: Roca, 2006.  Organização Mundial da Saúde. Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10: Descrições Clínicas e Diretrizes Diagnósticas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.