Dr.Neimar Vanderlei Roncati Universidade Anhembi Morumbi xEQUI Medicina de Equinos [email_address] Diarréia em potros
Incidência Condição comum 80% potros apresentam episódio, pelo menos uma vez, até os 6 meses de idade Causas desconhecidas e inócuas até causa fatais
Incidência Incidência diminuiu na década de 90 Melhores práticas de manejo sanitário e alimentar Plasma hiperimune rotineiramente Condições climáticas normais “ Desaparecimento” do cio do potro
Incidência  (dados particulares) Incidência aumentou nos últimos 5 anos Superpopulação dos haras Contaminação ambiental envelhecimento das propriedades animais e pastos Condições climáticas alteradas Chuvas excessivas
Fatores predisponentes Raça Falha na transferência de imunidade (colostro) Outras doenças (sepses, pneumonias) Manejo sanitário Trânsito de animais
Agentes determinantes Fisiológica cio do potro Nutricionais Sucedâneo de leite Mudança de pastos (pastos “novos”) Iatrogênicas Antibioticoterapia Gastrite e úlcera
Agentes etiológicos Virais Rotavirus  e  coronavirus Parasitárias Strongylus western Strongylus vulgaris Anaplocephala perfoliata Bacterianas Salmonelose Rodococose Clostridiose
Diagnóstico Histórico Casos anteriores na propriedade Manejo sanitário ambiental Sintomas (inespecíficos) Diarréia – características Sinais de desidratação Hiporexia e apatia
Diagnóstico Exames laboratoriais Coprocultura e antibiograma Coproparasitológico Eletromicroscopia ELISA Hemogramas e sorologias
 
Classificação – Diagnóstico Tipo 1 – sem danos à mucosa ex.:  E. coli produz enterotoxinas que são absorvidas e quebram o equilíbrio absortivo Sem perda protéica Diarréia profusa e aquosa
Classificação – Diagnóstico Tipo 2 – danos médios à mucosa ex.:  Rotavirus, Coronavirus Células das extremidades das vilosidades são destruídas – perda da função absortiva e de produzir lactase Malabsorção e maldigestão transitórios Diarréia profusa e sem perda protéica Entre 1º e 2º mês de vida
Classificação – Diagnóstico Tipo 3 – danos graves à mucosa ex.:  Salmonelloses, Clostridioses Enterite – danos na mucosa e submucosa Função absortiva é perdida por um longo período Perda protéica e de água para o lúmen Espasmos com sintomas de cólica Diarréia profusa e fétida
Classificação – Diagnóstico Tipo 4 – Danos por migração larval ex.:  Strongylus vulgaris Lesão extensiva e migração eosinofílica Diarréia e danos vasculares nos locais de parasitismo
Classificação – Diagnóstico Tipo 5 – Fisiológica ex.:  cio do potro Não estão associadas a alterações no leite materno Desenvolvimento do cólon e céco Diarréia profusa, mas não fétida Não altera sinais clínicos Dura cerca de 3 ou 4 dias
Diagnóstico Problemas na identificação do agente etiológico: Cultura e antibiograma Colheita de material Envio do material Culturas e identificação corretas – cepas Antibiograma
Prevenção Manejo sanitário Programa antiparasitário Higiene Piquetes maternidades (?) Plasma hiperimune Até o terceiro dia de vida
Tratamento Tratamento Sintomático Adsorventes e Protetores de mucosa Carvão ativado Salicilato de bismuto 1-2ml/kg - TID Caulim e Pectina Manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico Eletrólitos orais Fluidoterapia (soluções cristalóides e Glicose) 2-4ml/kg/h
Tratamento Tratamento Sintomático Antiinflamatórios não esteroidais Flunixina Meglumina – 0,25-0,5mg/kg, BID Probióticos Plasma hiperimune 5-10ml/kg Vermifugação
Tratamento Tratamento Sintomático Analgésicos – cólica evidente Butorfanol – 0,02mg/kg Drogas antiespasmódicas Escopolamina – 0,2mg/kg Antibióticos Ceftiofur – 5mg/kg – IM, BID Gentamicina – 6,6mg/kg – IV, BID Amicacina – 25mg/kg – IM, SID
Tratamento Tratamento Sintomático Manter o potro “limpo” Óleos protetores para os glúteos
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Diarreia em Potros

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    Dr.Neimar Vanderlei RoncatiUniversidade Anhembi Morumbi xEQUI Medicina de Equinos [email_address] Diarréia em potros
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    Incidência Condição comum80% potros apresentam episódio, pelo menos uma vez, até os 6 meses de idade Causas desconhecidas e inócuas até causa fatais
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    Incidência Incidência diminuiuna década de 90 Melhores práticas de manejo sanitário e alimentar Plasma hiperimune rotineiramente Condições climáticas normais “ Desaparecimento” do cio do potro
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    Incidência (dadosparticulares) Incidência aumentou nos últimos 5 anos Superpopulação dos haras Contaminação ambiental envelhecimento das propriedades animais e pastos Condições climáticas alteradas Chuvas excessivas
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    Fatores predisponentes RaçaFalha na transferência de imunidade (colostro) Outras doenças (sepses, pneumonias) Manejo sanitário Trânsito de animais
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    Agentes determinantes Fisiológicacio do potro Nutricionais Sucedâneo de leite Mudança de pastos (pastos “novos”) Iatrogênicas Antibioticoterapia Gastrite e úlcera
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    Agentes etiológicos ViraisRotavirus e coronavirus Parasitárias Strongylus western Strongylus vulgaris Anaplocephala perfoliata Bacterianas Salmonelose Rodococose Clostridiose
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    Diagnóstico Histórico Casosanteriores na propriedade Manejo sanitário ambiental Sintomas (inespecíficos) Diarréia – características Sinais de desidratação Hiporexia e apatia
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    Diagnóstico Exames laboratoriaisCoprocultura e antibiograma Coproparasitológico Eletromicroscopia ELISA Hemogramas e sorologias
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    Classificação – DiagnósticoTipo 1 – sem danos à mucosa ex.: E. coli produz enterotoxinas que são absorvidas e quebram o equilíbrio absortivo Sem perda protéica Diarréia profusa e aquosa
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    Classificação – DiagnósticoTipo 2 – danos médios à mucosa ex.: Rotavirus, Coronavirus Células das extremidades das vilosidades são destruídas – perda da função absortiva e de produzir lactase Malabsorção e maldigestão transitórios Diarréia profusa e sem perda protéica Entre 1º e 2º mês de vida
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    Classificação – DiagnósticoTipo 3 – danos graves à mucosa ex.: Salmonelloses, Clostridioses Enterite – danos na mucosa e submucosa Função absortiva é perdida por um longo período Perda protéica e de água para o lúmen Espasmos com sintomas de cólica Diarréia profusa e fétida
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    Classificação – DiagnósticoTipo 4 – Danos por migração larval ex.: Strongylus vulgaris Lesão extensiva e migração eosinofílica Diarréia e danos vasculares nos locais de parasitismo
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    Classificação – DiagnósticoTipo 5 – Fisiológica ex.: cio do potro Não estão associadas a alterações no leite materno Desenvolvimento do cólon e céco Diarréia profusa, mas não fétida Não altera sinais clínicos Dura cerca de 3 ou 4 dias
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    Diagnóstico Problemas naidentificação do agente etiológico: Cultura e antibiograma Colheita de material Envio do material Culturas e identificação corretas – cepas Antibiograma
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    Prevenção Manejo sanitárioPrograma antiparasitário Higiene Piquetes maternidades (?) Plasma hiperimune Até o terceiro dia de vida
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    Tratamento Tratamento SintomáticoAdsorventes e Protetores de mucosa Carvão ativado Salicilato de bismuto 1-2ml/kg - TID Caulim e Pectina Manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico Eletrólitos orais Fluidoterapia (soluções cristalóides e Glicose) 2-4ml/kg/h
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    Tratamento Tratamento SintomáticoAntiinflamatórios não esteroidais Flunixina Meglumina – 0,25-0,5mg/kg, BID Probióticos Plasma hiperimune 5-10ml/kg Vermifugação
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    Tratamento Tratamento SintomáticoAnalgésicos – cólica evidente Butorfanol – 0,02mg/kg Drogas antiespasmódicas Escopolamina – 0,2mg/kg Antibióticos Ceftiofur – 5mg/kg – IM, BID Gentamicina – 6,6mg/kg – IV, BID Amicacina – 25mg/kg – IM, SID
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    Tratamento Tratamento SintomáticoManter o potro “limpo” Óleos protetores para os glúteos
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