CRITÉRIOS PARA ESCOLHA DE TESTES DE IMUNODIAGNÓSTICO: NA BANCADA E NO LABORATÓRIO CLÍNICO RICARDO WAGNER DIAS PORTELA, DVM PhD LABORATÓRIO DE IMUNOLOGIA E BIOLOGIA MOLECULAR INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE UFBA
COM TANTAS TÉCNICAS DIFERENTES, E COM MUITAS DELAS DESTINADAS A DIAGNOSTICAR AS MESMAS PATOLOGIAS, QUAIS ESCOLHER? EM QUE SE BASEAR NA HORA DE RECEITAR OU UTILIZAR NA ROTINA LABORATORIAL?
1- INTRODUÇÃO 1.1- Principais características das Respostas Imunes Adquiridas: Especificidade Diversidade Memória Especialização Autolimitação Não reatividade ao próprio
1- INTRODUÇÃO 1.1- Principais características das Respostas Imunes Adquiridas: Especificidade   – conferida por duas moléculas principais:  -  TCR   –   presente na membrana de linfócitos; -   Anticorpos  – produzidos por linfócitos B, presentes na membrana de linfócitos B e na forma secretada, solubilizados em diversos fluidos corporais.
1- INTRODUÇÃO 1.2- Principais isotipos de anticorpos IgM IgG IgA IgE IgD
1- INTRODUÇÃO 1.2- Principais isotipos de anticorpos: IgM IgG – encontrado em maior concentração no soro, de obtenção mais fácil, sofre maturação de afinidade IgA IgE IgD
1- INTRODUÇÃO 1.2- Principais isotipos de anticorpos : IgM IgG – MARCADOR DE CONTATO DO INDIVÍDUO COM O AGENTE INFECCIOSO IgA IgE IgD
Testes sorológicos   Detecção de anticorpos específicos no soro, produzidos por um  indivíduo após contato com agente infeccioso Anticorpo – marcador de infecção Somente produzido após contato com o  Antígeno – RI Adaptativa
Estrutura dos Isotipos de Anticorpos: Os diferentes isotipos de Acs apresentam estruturas variadas
IgM - Neutralizam toxinas Fixam o complemento Receptor de antígenos na superfície dos Linf. B Marcador de fase aguda de doenças infecciosas
IgG - Quatro subclasses: IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4 neutralizam toxinas (todos) fazem opsonização (IgG1 e IgG3) fixam complemento (IgG1, IgG2 e IgG3) são os únicos que podem atravessar a placenta (IgG2)
IgA - neutralizam toxinas bloqueiam a ligação de antígenos nas mucosas Apresentam-se na forma dimérica
IgE Levam a degranulação de mastócitos  e basófilos. Participam da imunidade contra helmintos Participam das reações de Hipersensibilidades
Características dos Isotipos de Anticorpos:
Características dos Isotipos de Anticorpos:
Características dos Isotipos de Anticorpos:
Principais Características dos Ensaios de Imunodiagnóstico: Especificidade Sensibilidade Repetitividade Reprodutibilidade Limite de Detecção Linearidade
ESPECIFICIDADE + SENSIBILIDADE = CONFIABILIDADE - Especificidade :   Característica que indica que o teste em questão identificará somente o antígeno ou o anticorpo desejado. Quanto   MAIOR   a especificidade,   MENOR   a   ocorrência de resultados falsos-positivos,   MENOR   a ocorrência de reações cruzadas.
ESPECIFICIDADE + SENSIBILIDADE = CONFIABILIDADE - Especificidade : Importante principalmente quando aplicada a doenças infecciosas. Doenças de notificação obrigatória – confere a certeza sobre o status infeccioso do paciente ou, no caso animal, evitando sacrifícios desnecessários e prejuízos.  Importante para um correto controle sanitário de rebanho, evitando a introdução de animais infectados e a disseminação da doença. OBRIGATÓRIA ALTA ESPECIFICIDADE EM TESTES CONFIRMATÓRIOS
ESPECIFICIDADE + SENSIBILIDADE = CONFIABILIDADE - Sensibilidade : Característica inerente ao método estreitamente relacionada com a quantidade mínima de antígeno ou anticorpo que poderá ser detectada -Quanto   MAIOR   a sensibilidade,   MENOR   a   ocorrência de resultados falsos-negativos,  MAIOR   a possibilidade de detecção precoce de doenças. Métodos enzimáticos, radioativos, fluorescentes, quimioluminescentes.
ESPECIFICIDADE + SENSIBILIDADE = CONFIABILIDADE - Sensibilidade : Importante característica que se aplica principalmente a doenças infecciosas, marcadores tumorais e hormônios encontrados em baixa concentração. Um kit de alta sensibilidade permite a detecção precoce de patologias, levando a um tratamento mais efetivo e mais rápido, melhorando o prognóstico do paciente. ALTA SENSIBILIDADE OBRIGATÓRIA EM  TESTES DE TRIAGEM
Curso do Processo Infeccioso: Parasitemia / Viremia / Bacteremia
Curso da Infecção: Concentração de Anticorpos e Número de  Linfócitos T Efetores
ESPECIFICIDADE + SENSIBILIDADE = CONFIABILIDADE - Exemplos Práticos: Ensaio com boa especificidade e baixa sensibilidade Interpretação dos Resultados: Resultado + -  Confiável Resultado -  -  A confirmar
ESPECIFICIDADE + SENSIBILIDADE = CONFIABILIDADE - Exemplos Práticos: Ensaio com alta sensibilidade e média especificidade Interpretação dos Resultados: Resultado + -  A confirmar Resultado -  -  Confiável
CUSTO DO ENSAIO + SENSIBILIDADE / ESPECIFICIDADE = RELAÇÃO CUSTO / BENEFÍCIO
ADEQUAÇÃO DA AMOSTRA As amostras disponíveis são compatíveis com a metodologia a ser empregada/proposta AMOSTRA NÃO É SÓ SORO: Urina Fezes Líquido Céfalo-raquidiano Sêmen Lágrima Saliva O perfil dos componentes das amostras podem interferir nos testes, p. ex. as enzimas da saliva, as bactérias das fezes...
Um teste sorológico pode ser qualitativo,  semi-quantitativo ou quantitativo: - qualitativo , se os seus resultados informam apenas se houve ou não reação / detecção ( positivo  ou  negativo ).  Veja um laudo imaginário:  Teste – detecção por ELISA de anticorpos IgM contra rubéola Resultado: positivo semi-quantitativo , se a amostra testada (soro) foi diluída – a maior diluição a apresentar reação é o seu  título. Veja um laudo imaginário: Teste – detecção por imunofluorescência de anticorpos IgG contra o T. cruzi Resultado: positivo até a diluição de 1:320 quantitativo,  se é capaz de informar a quantidade absoluta do material detectado. Veja um laudo imaginário: Teste – detecção por ELISA de anticorpos IgM contra o T. gondii Resultado: 63 UI/ml
Resultado de um teste ELISA  Esta placa será lida por um fotocolorímetro, que informará os valores  de den- sidade ótica.  Todos aqueles que apresentarem resultados abaixo do  “ cut-off” serão considerados negativos, enquanto que os que mos- trarem valores maiores, serão positivos.  Trata-se portanto de um teste qualitativo Cont. negativo Cut-off Cont. positivo
Hemoaglutinação Passiva Teste semi-quantitativo Soros testes controle positivo controle negativo diluições seriadas dos soros testes de 1: 2  a  ..................  1:1024  Na primeira fileira (de cima para baixo), a reação foi positiva até a diluição de 1:32 . Já na segunda fileira o resultado foi negativo em todas as diluições. O resultado do primeiro soro teste acima referido é:  reagente até a  diluição de 1:32  (ou  título:1:32 ). O segundo soro teste é  não reagente .
A maior ou menor sensibilidade e especificidade de um teste sorológico depende de qual é a sua finalidade. -  Para  diagnóstico   - é necessário a utilização de testes mais específicos. Nestes casos, é importante que sejam evitados os testes falso-positivos.  - Para  triagem em Banco de Sangue (ou outras  finalidades similares)–  os testes são usados com fins preventivos, ou seja, a função é prevenir a contaminação do receptor. Aqui  busca-se evitar os  testes falso-negativos (a  repetição de um teste com resultado falso-positivo custa pouco, entretanto, a disseminação da doença em conseqüência de um resultado falso-negativo, tem que ser impedida a todo custo).
O QUE LEVAR EM CONTA NA HORA DE ESCOLHER O MÉTODO DE DIAGNÓSTICO? -Sensibilidade; Especificidade (confiabilidade de resultados); Custo (PRIMORDIAL NA MED. VETERINÁRIA); Disponibilidade de material; Segurança; Aplicabilidade à amostra disponível, Ag/Ac a ser detectado e espécie animal a ser analisada; Tempo de realização do método.
Utilização de ensaios sorológicos: Definição da suspeita clínica  Diferenciação de fases da doença  Diagnóstico de doença congênita  Triagem sorológica em banco de sangue  Seleção de doadores e receptores de órgãos para transplante  Prognóstico da doença  Avaliação / monitoramento da terapêutica  Diferenciação da imunidade naturalmente adquirida ou artificialmente  induzida Estabelecimento da prevalência da doença  Verificação de erradicação da doença Verificação de reintrodução de novos casos em áreas consolidadas
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS HISTÓRICO CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS QUE EMPREGAM ANTICORPOS VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS MÉTODOS
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.1- Imunodifusão : Interação Ag/Ac realizada em meio sólido (gél de ágar) Diversos tipos: Imunodifusão Radial Simples   - Ag ou Ac imobilizado no gel – Migração do Ag ou Ac da solução teste no gel, até atingir região de concentração equivalente; - Imunodifusão Dupla e Outcherlony   – Ambos Ag e Ac migram no gel, formação de banda na região de equivalência.
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS Método qualitativo empregado para doenças infecciosas e autoimunes – Baixa Sensibilidade, boa especificidade Usado antigamente para diagnóstico sorológico de  Brucelose, e algumas doenças virais EM DESUSO
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS Método quantitativo empregado para dosagem de moléculas presentes em alta quantidade em amostras, por exemplo, dosagem de Imunoglobulinas Totais. Baixa Precisão, baixa sensibilidade
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.2- Imunodifusão: Vantagens  – Método de fácil execução, tempo curto de realização, baixo custo, não necessita de aparato sofisticado Desvantagens  – Baixa sensibilidade, especificidade, difícil preservação do gel, não aplicável a alguns isotipos de imunoglobulinas. - Pouco utilizado atualmente como ferramenta de imunodiagnóstico. Empregado como controle em produção de policlonais.
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.3- Hemoaglutinação –   Utiliza hemácias sensibilizadas com Ags na membrana, que formam complexos de alto peso molecular quando incubadas com Acs específicos para os antígenos. -  Permite maior diluição da solução teste que a Imunodifusão. Forma complexos mais pesados, que precipitam com maior velocidade e facilidade: Melhoria da detecção da interação entre Ag-Ac; Variações no método: Inibição da Aglutinação .
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS Método qualitativo e semi-quantitativo empregado para detecção de anticorpos específicos e moléculas abundantes em membranas de células. Utilizado ainda em Med. Veterinária, apesar de impreciso.
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.3- Hemoaglutinação: Vantagens :   Método simples, de fácil execução, baixo custo, rápido; Desvantagens:   Baixa sensibilidade e média especificidade, devido a mau armazenamento das hemácias, pode-se obter resultados falso-negativos.
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.4- Fixação do Complemento : Variação da técnica de Hemoaglutinação, onde utiliza-se a capacidade citolíca do Sistema de Complemento para amplificar a detecção da interação Ag/Ac. Variações da técnica: Inibição da Fixação do Complemento.
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.4- Fixação do Complemento:
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.4- Fixação do Complemento:  Vantagens:   Maior sensibilidade do que a Hemoaglutinação, rápida execução, baixo custo; Desvantagens:   Devido a problemas na preservação do Complemento, e na sua estabilidade, problemas de falso negativos podem ocorrer.
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.5- ELISA (Enzyme-Linked ImmunoSorbent Assay) –   Técnica que utiliza Ag/Ac imobilizado em placa de polímero de carbono, e anticorpo conjugado a uma enzima, a qual, após agir sobre seu substrato em presença de substância cromógena, amplificará a detecção da interação Ag/Ac através da formação de cor; Variações da Técnica: ELISA Quimioluminescente, ELISA Fluorescente, ELISA Radioativo
Outros componentes do soro ELISA “SANDWICH” Antígeno a ser dosado Anticorpo primário Anticorpo conjugado TMB Enzima Peroxidase
ELISA DE COMPETIÇÃO Outros componentes do soro Antígeno a ser dosado Anticorpo primário Antígeno  biotinilado TMB ST-AV- Peroxidase
ELISA DE CAPTURA Anticorpo anti-IgM IgM a ser detectada IgM inespecífica Antígeno biotinilado TMB ST-AV- Peroxidase
ELISA INDIRETA Antígeno purificado IgM a ser detectada IgM inespecífica Anticorpo conjugado TMB
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.5- ELISA: Vantagens:   Método altamente sensível e específico, com alto grau de confiabilidade como ensaio quantitativo, custo baixo a médio. Desvantagens:   Devido a alta sensibilidade, pequenas variações de pipetagem e tempo de incubação podem ocasionar resultados alterados; em extratos de antígenos, não se pode precisar a qual antígeno houve a resposta;  ELISA de competição muito susceptível a erros de manipulação.
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.5- ELISA: Vantagens:   Método altamente sensível e específico, com alto grau de confiabilidade como ensaio quantitativo, custo baixo a médio. Desvantagens:   Devido a alta sensibilidade, pequenas variações de pipetagem e tempo de incubação podem ocasionar resultados alterados; em extratos de antígenos, não se pode precisar a qual antígeno houve a resposta;  ELISA de competição muito susceptível a erros de manipulação.
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.5- ELISA: Método Quantitativo de melhor relação custo/benefício em veterinária, para quantificação de hormônios (sexuais, tireoidianos, hipofisários, metabólicos...) Método de triagem para detecção de doenças infecciosas, alta sensibilidade, alta especificidade, mas podendo apresentar resultados falso-positivos, que devem ser confirmados por outros ensaios.
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.6- Imunofluorescência / Imunohistoquímica :  Utilizados para detecção e localização de antígenos em células e tecidos (IF Direta) e para detecção de anticorpos específicos em fluidos biológicos (IF Indireta) Métodos de alta especificidade e boa especificidade Utilização de anticorpos conjugados com substâncias fluorescentes (FITC, FAC)
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.6- Imunofluorescência / Imunohistoquímica:
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.6- Imunofluorescência / Imunohistoquímica: Vantagens:   Alta especificidade e boa sensibilidade; possibilidade de detecção de proteínas intracelulares e de sua localização, bem como do tráfico intracelular. Desvantagens:   “variação individual” na leitura de resultados de IFA; alto custo de microscópio de fluorescência; técnicas especiais de fixação e inclusão de tecidos para Imunohistoquímica nem sempre disponíveis.
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.7- Western-Blot :  Associação de técnica de Eletroforese em Gel de SDS-PAGE com técnicas imunológicas Permite a identificação do reconhecimento de antígenos com peso molecular definido Identificação de anticorpos que reconhecem determinado antígeno em solução contendo diversos antígenos
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.7- Western-Blot:
2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS 2.7- Western-Blot: Pode auxiliar na diferenciação de espécies de Leishmania que infectam o animal Diferenciação do animal infectado do vacinado (dependendo do tipo de vacina)
2.7- Western-Blot: Vantagens:   alta sensibilidade e especificidade; reconhecimento de antígenos individuais em um extrato; realização de perfil de reconhecimento de antígenos e determinação de proteínas imunodominantes; Desvantagens:   Custo médio a alto; procedimento longo e propenso a erros em diversos pontos; dependendo do sistema de revelação, pode-se ter problemas de segurança. POUCO DISPONÍVEL AINDA PARA VETERINÁRIA 2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS
Métodos de Diagnóstico utilizando Avanços Biotecnológicos no Brasil Leishmaniose canina – PCR, RFLP. Babesia canis, Ehrlichia canis  – RFLP, RAPD. Leishmaniose – Citometria de Fluxo, Ags específicos Animais de Produção – Busca de diagnóstico rápido e preciso, podendo ser realizado a campo.
SITUAÇÃO DA BIOTECNOLOGIA ANIMAL NO BRASIL: MERCADO BIOTECNOLÓGICO ANIMAL: Mercado brasileiro de vacinas:  US$ 221 milhões (2006) Principalmente animais de produção, com participação de animais de companhia MERCADO EM FRANCA EXPANSÃO Não há dados disponíveis quanto ao  diagnóstico veterinário
Colaboradores: Prof. Vasco Azevedo – ICB/UFMG Profa. Maria de Fátima Costa – ICS/UFBA Prof. Luis Pita – EMEV/UFBA Dr. Rodrigo Soares – CPqRR/FIOCRUZ-MG Dr. Lain Pontes-Carvalho – CPqGM/FIOCRUZ-BA Prof. Joaquin Patarroyo – DVT/UFV Doutorandos: Bruno Bastos Soraya Correa Mestrandos: Daniele Dantas Miriam Rebouças Gabrielle Rodrigues Ítala Fehlberg Inara Rodrigues Marcos Silva Andrea Magalhaes Osman Silva Jr. Patrícia Cisneiros Iniciação Científica: Ana Paula Portela Marilia Marques Jose Tadeu Raynal Ludmila Sena Aretha Alves Rejane Rodrigues Pesquisadores: Prof. Roberto Meyer Dra. Songeli Freire Profa. Lilia Moura Costa Profa. Vera Vale Prof. Ricardo Portela Dr. Edson Rodrigues Profa.  Kyioko Abe-Sandes Profa. Ivana Nascimento www.labimuno.org.br

Diagnóstico anclivepa

  • 1.
    CRITÉRIOS PARA ESCOLHADE TESTES DE IMUNODIAGNÓSTICO: NA BANCADA E NO LABORATÓRIO CLÍNICO RICARDO WAGNER DIAS PORTELA, DVM PhD LABORATÓRIO DE IMUNOLOGIA E BIOLOGIA MOLECULAR INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE UFBA
  • 2.
    COM TANTAS TÉCNICASDIFERENTES, E COM MUITAS DELAS DESTINADAS A DIAGNOSTICAR AS MESMAS PATOLOGIAS, QUAIS ESCOLHER? EM QUE SE BASEAR NA HORA DE RECEITAR OU UTILIZAR NA ROTINA LABORATORIAL?
  • 3.
    1- INTRODUÇÃO 1.1-Principais características das Respostas Imunes Adquiridas: Especificidade Diversidade Memória Especialização Autolimitação Não reatividade ao próprio
  • 4.
    1- INTRODUÇÃO 1.1-Principais características das Respostas Imunes Adquiridas: Especificidade – conferida por duas moléculas principais: - TCR – presente na membrana de linfócitos; - Anticorpos – produzidos por linfócitos B, presentes na membrana de linfócitos B e na forma secretada, solubilizados em diversos fluidos corporais.
  • 5.
    1- INTRODUÇÃO 1.2-Principais isotipos de anticorpos IgM IgG IgA IgE IgD
  • 6.
    1- INTRODUÇÃO 1.2-Principais isotipos de anticorpos: IgM IgG – encontrado em maior concentração no soro, de obtenção mais fácil, sofre maturação de afinidade IgA IgE IgD
  • 7.
    1- INTRODUÇÃO 1.2-Principais isotipos de anticorpos : IgM IgG – MARCADOR DE CONTATO DO INDIVÍDUO COM O AGENTE INFECCIOSO IgA IgE IgD
  • 8.
    Testes sorológicos Detecção de anticorpos específicos no soro, produzidos por um indivíduo após contato com agente infeccioso Anticorpo – marcador de infecção Somente produzido após contato com o Antígeno – RI Adaptativa
  • 9.
    Estrutura dos Isotiposde Anticorpos: Os diferentes isotipos de Acs apresentam estruturas variadas
  • 10.
    IgM - Neutralizamtoxinas Fixam o complemento Receptor de antígenos na superfície dos Linf. B Marcador de fase aguda de doenças infecciosas
  • 11.
    IgG - Quatrosubclasses: IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4 neutralizam toxinas (todos) fazem opsonização (IgG1 e IgG3) fixam complemento (IgG1, IgG2 e IgG3) são os únicos que podem atravessar a placenta (IgG2)
  • 12.
    IgA - neutralizamtoxinas bloqueiam a ligação de antígenos nas mucosas Apresentam-se na forma dimérica
  • 13.
    IgE Levam adegranulação de mastócitos e basófilos. Participam da imunidade contra helmintos Participam das reações de Hipersensibilidades
  • 14.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
    Principais Características dosEnsaios de Imunodiagnóstico: Especificidade Sensibilidade Repetitividade Reprodutibilidade Limite de Detecção Linearidade
  • 18.
    ESPECIFICIDADE + SENSIBILIDADE= CONFIABILIDADE - Especificidade : Característica que indica que o teste em questão identificará somente o antígeno ou o anticorpo desejado. Quanto MAIOR a especificidade, MENOR a ocorrência de resultados falsos-positivos, MENOR a ocorrência de reações cruzadas.
  • 19.
    ESPECIFICIDADE + SENSIBILIDADE= CONFIABILIDADE - Especificidade : Importante principalmente quando aplicada a doenças infecciosas. Doenças de notificação obrigatória – confere a certeza sobre o status infeccioso do paciente ou, no caso animal, evitando sacrifícios desnecessários e prejuízos. Importante para um correto controle sanitário de rebanho, evitando a introdução de animais infectados e a disseminação da doença. OBRIGATÓRIA ALTA ESPECIFICIDADE EM TESTES CONFIRMATÓRIOS
  • 20.
    ESPECIFICIDADE + SENSIBILIDADE= CONFIABILIDADE - Sensibilidade : Característica inerente ao método estreitamente relacionada com a quantidade mínima de antígeno ou anticorpo que poderá ser detectada -Quanto MAIOR a sensibilidade, MENOR a ocorrência de resultados falsos-negativos, MAIOR a possibilidade de detecção precoce de doenças. Métodos enzimáticos, radioativos, fluorescentes, quimioluminescentes.
  • 21.
    ESPECIFICIDADE + SENSIBILIDADE= CONFIABILIDADE - Sensibilidade : Importante característica que se aplica principalmente a doenças infecciosas, marcadores tumorais e hormônios encontrados em baixa concentração. Um kit de alta sensibilidade permite a detecção precoce de patologias, levando a um tratamento mais efetivo e mais rápido, melhorando o prognóstico do paciente. ALTA SENSIBILIDADE OBRIGATÓRIA EM TESTES DE TRIAGEM
  • 22.
    Curso do ProcessoInfeccioso: Parasitemia / Viremia / Bacteremia
  • 23.
    Curso da Infecção:Concentração de Anticorpos e Número de Linfócitos T Efetores
  • 24.
    ESPECIFICIDADE + SENSIBILIDADE= CONFIABILIDADE - Exemplos Práticos: Ensaio com boa especificidade e baixa sensibilidade Interpretação dos Resultados: Resultado + - Confiável Resultado - - A confirmar
  • 25.
    ESPECIFICIDADE + SENSIBILIDADE= CONFIABILIDADE - Exemplos Práticos: Ensaio com alta sensibilidade e média especificidade Interpretação dos Resultados: Resultado + - A confirmar Resultado - - Confiável
  • 26.
    CUSTO DO ENSAIO+ SENSIBILIDADE / ESPECIFICIDADE = RELAÇÃO CUSTO / BENEFÍCIO
  • 27.
    ADEQUAÇÃO DA AMOSTRAAs amostras disponíveis são compatíveis com a metodologia a ser empregada/proposta AMOSTRA NÃO É SÓ SORO: Urina Fezes Líquido Céfalo-raquidiano Sêmen Lágrima Saliva O perfil dos componentes das amostras podem interferir nos testes, p. ex. as enzimas da saliva, as bactérias das fezes...
  • 28.
    Um teste sorológicopode ser qualitativo, semi-quantitativo ou quantitativo: - qualitativo , se os seus resultados informam apenas se houve ou não reação / detecção ( positivo ou negativo ). Veja um laudo imaginário: Teste – detecção por ELISA de anticorpos IgM contra rubéola Resultado: positivo semi-quantitativo , se a amostra testada (soro) foi diluída – a maior diluição a apresentar reação é o seu título. Veja um laudo imaginário: Teste – detecção por imunofluorescência de anticorpos IgG contra o T. cruzi Resultado: positivo até a diluição de 1:320 quantitativo, se é capaz de informar a quantidade absoluta do material detectado. Veja um laudo imaginário: Teste – detecção por ELISA de anticorpos IgM contra o T. gondii Resultado: 63 UI/ml
  • 29.
    Resultado de umteste ELISA Esta placa será lida por um fotocolorímetro, que informará os valores de den- sidade ótica. Todos aqueles que apresentarem resultados abaixo do “ cut-off” serão considerados negativos, enquanto que os que mos- trarem valores maiores, serão positivos. Trata-se portanto de um teste qualitativo Cont. negativo Cut-off Cont. positivo
  • 30.
    Hemoaglutinação Passiva Testesemi-quantitativo Soros testes controle positivo controle negativo diluições seriadas dos soros testes de 1: 2 a .................. 1:1024 Na primeira fileira (de cima para baixo), a reação foi positiva até a diluição de 1:32 . Já na segunda fileira o resultado foi negativo em todas as diluições. O resultado do primeiro soro teste acima referido é: reagente até a diluição de 1:32 (ou título:1:32 ). O segundo soro teste é não reagente .
  • 31.
    A maior oumenor sensibilidade e especificidade de um teste sorológico depende de qual é a sua finalidade. - Para diagnóstico - é necessário a utilização de testes mais específicos. Nestes casos, é importante que sejam evitados os testes falso-positivos. - Para triagem em Banco de Sangue (ou outras finalidades similares)– os testes são usados com fins preventivos, ou seja, a função é prevenir a contaminação do receptor. Aqui busca-se evitar os testes falso-negativos (a repetição de um teste com resultado falso-positivo custa pouco, entretanto, a disseminação da doença em conseqüência de um resultado falso-negativo, tem que ser impedida a todo custo).
  • 32.
    O QUE LEVAREM CONTA NA HORA DE ESCOLHER O MÉTODO DE DIAGNÓSTICO? -Sensibilidade; Especificidade (confiabilidade de resultados); Custo (PRIMORDIAL NA MED. VETERINÁRIA); Disponibilidade de material; Segurança; Aplicabilidade à amostra disponível, Ag/Ac a ser detectado e espécie animal a ser analisada; Tempo de realização do método.
  • 33.
    Utilização de ensaiossorológicos: Definição da suspeita clínica Diferenciação de fases da doença Diagnóstico de doença congênita Triagem sorológica em banco de sangue Seleção de doadores e receptores de órgãos para transplante Prognóstico da doença Avaliação / monitoramento da terapêutica Diferenciação da imunidade naturalmente adquirida ou artificialmente induzida Estabelecimento da prevalência da doença Verificação de erradicação da doença Verificação de reintrodução de novos casos em áreas consolidadas
  • 34.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS HISTÓRICO CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS QUE EMPREGAM ANTICORPOS VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS MÉTODOS
  • 35.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.1- Imunodifusão : Interação Ag/Ac realizada em meio sólido (gél de ágar) Diversos tipos: Imunodifusão Radial Simples - Ag ou Ac imobilizado no gel – Migração do Ag ou Ac da solução teste no gel, até atingir região de concentração equivalente; - Imunodifusão Dupla e Outcherlony – Ambos Ag e Ac migram no gel, formação de banda na região de equivalência.
  • 36.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS Método qualitativo empregado para doenças infecciosas e autoimunes – Baixa Sensibilidade, boa especificidade Usado antigamente para diagnóstico sorológico de Brucelose, e algumas doenças virais EM DESUSO
  • 37.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS Método quantitativo empregado para dosagem de moléculas presentes em alta quantidade em amostras, por exemplo, dosagem de Imunoglobulinas Totais. Baixa Precisão, baixa sensibilidade
  • 38.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.2- Imunodifusão: Vantagens – Método de fácil execução, tempo curto de realização, baixo custo, não necessita de aparato sofisticado Desvantagens – Baixa sensibilidade, especificidade, difícil preservação do gel, não aplicável a alguns isotipos de imunoglobulinas. - Pouco utilizado atualmente como ferramenta de imunodiagnóstico. Empregado como controle em produção de policlonais.
  • 39.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.3- Hemoaglutinação – Utiliza hemácias sensibilizadas com Ags na membrana, que formam complexos de alto peso molecular quando incubadas com Acs específicos para os antígenos. - Permite maior diluição da solução teste que a Imunodifusão. Forma complexos mais pesados, que precipitam com maior velocidade e facilidade: Melhoria da detecção da interação entre Ag-Ac; Variações no método: Inibição da Aglutinação .
  • 40.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS Método qualitativo e semi-quantitativo empregado para detecção de anticorpos específicos e moléculas abundantes em membranas de células. Utilizado ainda em Med. Veterinária, apesar de impreciso.
  • 41.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.3- Hemoaglutinação: Vantagens : Método simples, de fácil execução, baixo custo, rápido; Desvantagens: Baixa sensibilidade e média especificidade, devido a mau armazenamento das hemácias, pode-se obter resultados falso-negativos.
  • 42.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.4- Fixação do Complemento : Variação da técnica de Hemoaglutinação, onde utiliza-se a capacidade citolíca do Sistema de Complemento para amplificar a detecção da interação Ag/Ac. Variações da técnica: Inibição da Fixação do Complemento.
  • 43.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.4- Fixação do Complemento:
  • 44.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.4- Fixação do Complemento: Vantagens: Maior sensibilidade do que a Hemoaglutinação, rápida execução, baixo custo; Desvantagens: Devido a problemas na preservação do Complemento, e na sua estabilidade, problemas de falso negativos podem ocorrer.
  • 45.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.5- ELISA (Enzyme-Linked ImmunoSorbent Assay) – Técnica que utiliza Ag/Ac imobilizado em placa de polímero de carbono, e anticorpo conjugado a uma enzima, a qual, após agir sobre seu substrato em presença de substância cromógena, amplificará a detecção da interação Ag/Ac através da formação de cor; Variações da Técnica: ELISA Quimioluminescente, ELISA Fluorescente, ELISA Radioativo
  • 46.
    Outros componentes dosoro ELISA “SANDWICH” Antígeno a ser dosado Anticorpo primário Anticorpo conjugado TMB Enzima Peroxidase
  • 47.
    ELISA DE COMPETIÇÃOOutros componentes do soro Antígeno a ser dosado Anticorpo primário Antígeno biotinilado TMB ST-AV- Peroxidase
  • 48.
    ELISA DE CAPTURAAnticorpo anti-IgM IgM a ser detectada IgM inespecífica Antígeno biotinilado TMB ST-AV- Peroxidase
  • 49.
    ELISA INDIRETA Antígenopurificado IgM a ser detectada IgM inespecífica Anticorpo conjugado TMB
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    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.5- ELISA: Vantagens: Método altamente sensível e específico, com alto grau de confiabilidade como ensaio quantitativo, custo baixo a médio. Desvantagens: Devido a alta sensibilidade, pequenas variações de pipetagem e tempo de incubação podem ocasionar resultados alterados; em extratos de antígenos, não se pode precisar a qual antígeno houve a resposta; ELISA de competição muito susceptível a erros de manipulação.
  • 51.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.5- ELISA: Vantagens: Método altamente sensível e específico, com alto grau de confiabilidade como ensaio quantitativo, custo baixo a médio. Desvantagens: Devido a alta sensibilidade, pequenas variações de pipetagem e tempo de incubação podem ocasionar resultados alterados; em extratos de antígenos, não se pode precisar a qual antígeno houve a resposta; ELISA de competição muito susceptível a erros de manipulação.
  • 52.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.5- ELISA: Método Quantitativo de melhor relação custo/benefício em veterinária, para quantificação de hormônios (sexuais, tireoidianos, hipofisários, metabólicos...) Método de triagem para detecção de doenças infecciosas, alta sensibilidade, alta especificidade, mas podendo apresentar resultados falso-positivos, que devem ser confirmados por outros ensaios.
  • 53.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.6- Imunofluorescência / Imunohistoquímica : Utilizados para detecção e localização de antígenos em células e tecidos (IF Direta) e para detecção de anticorpos específicos em fluidos biológicos (IF Indireta) Métodos de alta especificidade e boa especificidade Utilização de anticorpos conjugados com substâncias fluorescentes (FITC, FAC)
  • 54.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.6- Imunofluorescência / Imunohistoquímica:
  • 55.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.6- Imunofluorescência / Imunohistoquímica: Vantagens: Alta especificidade e boa sensibilidade; possibilidade de detecção de proteínas intracelulares e de sua localização, bem como do tráfico intracelular. Desvantagens: “variação individual” na leitura de resultados de IFA; alto custo de microscópio de fluorescência; técnicas especiais de fixação e inclusão de tecidos para Imunohistoquímica nem sempre disponíveis.
  • 56.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.7- Western-Blot : Associação de técnica de Eletroforese em Gel de SDS-PAGE com técnicas imunológicas Permite a identificação do reconhecimento de antígenos com peso molecular definido Identificação de anticorpos que reconhecem determinado antígeno em solução contendo diversos antígenos
  • 57.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.7- Western-Blot:
  • 58.
    2- PRINCIPAIS MÉTODOSLABORATORIAIS 2.7- Western-Blot: Pode auxiliar na diferenciação de espécies de Leishmania que infectam o animal Diferenciação do animal infectado do vacinado (dependendo do tipo de vacina)
  • 59.
    2.7- Western-Blot: Vantagens: alta sensibilidade e especificidade; reconhecimento de antígenos individuais em um extrato; realização de perfil de reconhecimento de antígenos e determinação de proteínas imunodominantes; Desvantagens: Custo médio a alto; procedimento longo e propenso a erros em diversos pontos; dependendo do sistema de revelação, pode-se ter problemas de segurança. POUCO DISPONÍVEL AINDA PARA VETERINÁRIA 2- PRINCIPAIS MÉTODOS LABORATORIAIS
  • 60.
    Métodos de Diagnósticoutilizando Avanços Biotecnológicos no Brasil Leishmaniose canina – PCR, RFLP. Babesia canis, Ehrlichia canis – RFLP, RAPD. Leishmaniose – Citometria de Fluxo, Ags específicos Animais de Produção – Busca de diagnóstico rápido e preciso, podendo ser realizado a campo.
  • 61.
    SITUAÇÃO DA BIOTECNOLOGIAANIMAL NO BRASIL: MERCADO BIOTECNOLÓGICO ANIMAL: Mercado brasileiro de vacinas: US$ 221 milhões (2006) Principalmente animais de produção, com participação de animais de companhia MERCADO EM FRANCA EXPANSÃO Não há dados disponíveis quanto ao diagnóstico veterinário
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    Colaboradores: Prof. VascoAzevedo – ICB/UFMG Profa. Maria de Fátima Costa – ICS/UFBA Prof. Luis Pita – EMEV/UFBA Dr. Rodrigo Soares – CPqRR/FIOCRUZ-MG Dr. Lain Pontes-Carvalho – CPqGM/FIOCRUZ-BA Prof. Joaquin Patarroyo – DVT/UFV Doutorandos: Bruno Bastos Soraya Correa Mestrandos: Daniele Dantas Miriam Rebouças Gabrielle Rodrigues Ítala Fehlberg Inara Rodrigues Marcos Silva Andrea Magalhaes Osman Silva Jr. Patrícia Cisneiros Iniciação Científica: Ana Paula Portela Marilia Marques Jose Tadeu Raynal Ludmila Sena Aretha Alves Rejane Rodrigues Pesquisadores: Prof. Roberto Meyer Dra. Songeli Freire Profa. Lilia Moura Costa Profa. Vera Vale Prof. Ricardo Portela Dr. Edson Rodrigues Profa. Kyioko Abe-Sandes Profa. Ivana Nascimento www.labimuno.org.br