DIABETES E EXERCÍCIO FÍSICO
PROF. MS. HENRIQUE STELZER NOGUEIRA
CREF 080569-G/SP
prof.henrique.stelzer.nogueira@gmail.com
CURRÍCULO RESUMIDO
• Licenciatura e Bacharelado – UNIBAN;
• Pós-graduação – Personal Training – Estácio de Sá;
• Mestre em Engenharia Mecânica (Biomateriais, Engenharia Biomédica, Bioengenharia e Biotecnologia)
– IFSP;
• Membro do GEECAN – UNICAMP (Grupo de Estudos em Exercício Físico e Câncer);
• Membro do ISEI – The International Society of Exercise Immunology;
• Revisor da Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício;
• Professor de pós-graduação (UniFMU, UniEstácio, UNIFAE, USCS e FEFISO);
• CREF 4ª Região (São Paulo):
– Palestrante – Ciclo do Conhecimento – Câncer e Exercício Físico;
– Autor do capítulo “Câncer” do livro “Orientações para a Avaliação e Prescrição de Exercícios
Físicos Direcionados à Saúde”;
– Autor de livro sobre Câncer e Exercício Físico (publicação futura);
– Homenageado – “moeda” comemorativa de 20 anos do CREF4/SP.
• Personal Trainer – Atendimento Especializado na Oncologia;
• Aluno de graduação em Engenharia Elétrica – UniJÁ / UniFAJ;
• Etc....
DIABETES TIPO 1
• Caracterizado pela destruição das células beta das
ilhotas de Langerhans do pâncreas, levando a
deficiência na produção de insulina.
DIABETES TIPO 2
• Caracterizado pela resistência da ação da insulina
(problemas nos receptores) nos tecidos periféricos (90-
95% dos casos de diabetes).
• Aumento na secreção de glucagon (aumento na glicemia);
• Diminuição na secreção de insulina;
• Diminuição na secreção de GLP-1 (glucagon-like peptide-1) e
GIP (glucose-dependent insulinotropic polypeptide);
• Aumento de lipólise nos adipócitos: aumento de ácidos
graxos livres  resistência periférica à insulina;
• Aumento na reabsorção de glicose pelos rins;
• Diminuição da captação de glicose pelos músculos;
• Disfunção de neurotransmissores;
• Aumento na produção de glicose hepática.
RESISTÊNCIA À INSULINA
• Fase inicial:
– Tolerância normal à glicose;
– Hiperinsulinemia.
• Posteriormente:
– Aumento da RI;
– Diminuição na secreção de insulina;
– Superprodução de ERO´s.
RESISTÊNCIA À INSULINA
• > AGL ativa os TLR-4  inflamação;
• JNK (c-jun N-terminal kinase) e IkK (Ikappa B kinase)
agem juntos no IRS-1 (insulin receptor substrate-1);
• Alteração na atividade da PI3K;
• Diminuição na expressão do GLUT-4.
DISLIPIDEMIA NO DM2
DIABETES GESTACIONAL
FATORES DE RISCO DE DMG
• Idade >= 35 anos;
• Sobrepeso, obesidade ou ganho de peso excessivo na gravidez
atual;
• Histórico familiar de DM;
• Crescimento fetal excessivo;
• Polidrâmnio (excesso de líquido amniótico);
• Hipertensão ou pré-eclampsia na gravidez atual;
• Histórico de abortamentos, malformações, morte fetal ou neonatal,
macrossomia (recém-nascido com peso excessivo) ou DMG;
• Síndrome de ovários policísticos;
• Baixa estatura (abaixo de 1,50 m).
DIABETES TIPO 3
• O cérebro depende da glicose para um bom
funcionamento;
• O SNC também secreta insulina;
• Resistência insulínica cerebral.
COMPLICAÇÕES AGUDAS
• Hiperglicemia:
– Doses insuficientes de insulina exógena;
– Não uso de medicamento antidiabético oral;
– Menor frequência e duração de atividade física;
– Alimentação excessiva;
– Transtorno de ordem emocional;
– Doenças infecciosas.
COMPLICAÇÕES AGUDAS
• Hipoglicemia:
– Doses elevadas de insulina exógena;
– Exercício com frequência, duração e/ou intensidade maiores do
que o habitual;
– Alimentação insuficiente;
– Leve, moderada ou grave.
COMPLICAÇÕES AGUDAS
• Hipoglicemia Leve:
– Glicemia entre 61-70 mg/dL;
– Não afeta o estado neurológico;
– Taquicardia;
– Palpitações;
– Sudorese;
– Tremores;
– Tontura;
– Visão borrada.
COMPLICAÇÕES AGUDAS
• Hipoglicemia Moderada:
– Glicemia entre 51-60 mg/dL;
– Estado de consciência alterado (porém ainda consegue resolver
sozinho a situação);
– Alterações motoras;
– Confusão mental.
COMPLICAÇÕES AGUDAS
• Hipoglicemia Severa:
– Glicemia abaixo de 50 mg/dL;
– Não é capaz de resolver sozinho;
– Necessita de auxílio de outra pessoa;
– Pode levar a perda de consciência, convulsões e coma.
CONTROLE DA GLICEMIA
COMPLICAÇÕES CRÔNICA
• Microangiopatias:
– Retinopatias;
– Nefropatias.
• Macroangiopatias:
– Coronariana;
– Cerebral;
– De membros inferiores.
• Neuropatias:
– Periférica;
– Autonômica.
TRATAMENTO
• Tratamento medicamentoso (hipoglicemiantes, anti-
hiperglicemiantes/estimulantes de secreção de insulina
de forma glicose-dependente e supressores de secreção
de glucagon);
• Dieta;
• Exercício Físico;
• Monitoramento da glicemia.
INFLAMAÇÃO
• Ácidos graxos circulantes não esterificados;
• Ativação de TLRs.
EXERCÍCIO FÍSICO E DIABETES
Fisioterapia em Movimento, 2012
CUIDADOS COM O DIABÉTICO
• Evitar treinar com glicemia < 100 ou >250.
• Não treinar o sujeito após o mesmo ter aplicado insulina de ação
rápida.
Diabetes Care. Standards of medical care in diabetes – 2015. The Journal of Clinical and Applied
Research and Education, 2015.
American Diabetes Association. Diabetes mellitus and exercise (position statement). Diabetes
Care, 2002.
American Diabetes Association. Physical activity/exercise and diabetes (position statement).
Diabetes Care, 2004.
https://www.diabetes.org.br/publico/mais/dicas/1799-como-minimizar-os-riscos-
de-pratica-esportiva-em-pessoas-com-dm

Diabetes e Exercício Físico

  • 1.
    DIABETES E EXERCÍCIOFÍSICO PROF. MS. HENRIQUE STELZER NOGUEIRA CREF 080569-G/SP prof.henrique.stelzer.nogueira@gmail.com
  • 2.
    CURRÍCULO RESUMIDO • Licenciaturae Bacharelado – UNIBAN; • Pós-graduação – Personal Training – Estácio de Sá; • Mestre em Engenharia Mecânica (Biomateriais, Engenharia Biomédica, Bioengenharia e Biotecnologia) – IFSP; • Membro do GEECAN – UNICAMP (Grupo de Estudos em Exercício Físico e Câncer); • Membro do ISEI – The International Society of Exercise Immunology; • Revisor da Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício; • Professor de pós-graduação (UniFMU, UniEstácio, UNIFAE, USCS e FEFISO); • CREF 4ª Região (São Paulo): – Palestrante – Ciclo do Conhecimento – Câncer e Exercício Físico; – Autor do capítulo “Câncer” do livro “Orientações para a Avaliação e Prescrição de Exercícios Físicos Direcionados à Saúde”; – Autor de livro sobre Câncer e Exercício Físico (publicação futura); – Homenageado – “moeda” comemorativa de 20 anos do CREF4/SP. • Personal Trainer – Atendimento Especializado na Oncologia; • Aluno de graduação em Engenharia Elétrica – UniJÁ / UniFAJ; • Etc....
  • 5.
    DIABETES TIPO 1 •Caracterizado pela destruição das células beta das ilhotas de Langerhans do pâncreas, levando a deficiência na produção de insulina.
  • 7.
    DIABETES TIPO 2 •Caracterizado pela resistência da ação da insulina (problemas nos receptores) nos tecidos periféricos (90- 95% dos casos de diabetes).
  • 8.
    • Aumento nasecreção de glucagon (aumento na glicemia); • Diminuição na secreção de insulina; • Diminuição na secreção de GLP-1 (glucagon-like peptide-1) e GIP (glucose-dependent insulinotropic polypeptide); • Aumento de lipólise nos adipócitos: aumento de ácidos graxos livres  resistência periférica à insulina; • Aumento na reabsorção de glicose pelos rins; • Diminuição da captação de glicose pelos músculos; • Disfunção de neurotransmissores; • Aumento na produção de glicose hepática.
  • 10.
    RESISTÊNCIA À INSULINA •Fase inicial: – Tolerância normal à glicose; – Hiperinsulinemia. • Posteriormente: – Aumento da RI; – Diminuição na secreção de insulina; – Superprodução de ERO´s.
  • 12.
    RESISTÊNCIA À INSULINA •> AGL ativa os TLR-4  inflamação; • JNK (c-jun N-terminal kinase) e IkK (Ikappa B kinase) agem juntos no IRS-1 (insulin receptor substrate-1); • Alteração na atividade da PI3K; • Diminuição na expressão do GLUT-4.
  • 13.
  • 15.
  • 16.
    FATORES DE RISCODE DMG • Idade >= 35 anos; • Sobrepeso, obesidade ou ganho de peso excessivo na gravidez atual; • Histórico familiar de DM; • Crescimento fetal excessivo; • Polidrâmnio (excesso de líquido amniótico); • Hipertensão ou pré-eclampsia na gravidez atual; • Histórico de abortamentos, malformações, morte fetal ou neonatal, macrossomia (recém-nascido com peso excessivo) ou DMG; • Síndrome de ovários policísticos; • Baixa estatura (abaixo de 1,50 m).
  • 17.
    DIABETES TIPO 3 •O cérebro depende da glicose para um bom funcionamento; • O SNC também secreta insulina; • Resistência insulínica cerebral.
  • 18.
    COMPLICAÇÕES AGUDAS • Hiperglicemia: –Doses insuficientes de insulina exógena; – Não uso de medicamento antidiabético oral; – Menor frequência e duração de atividade física; – Alimentação excessiva; – Transtorno de ordem emocional; – Doenças infecciosas.
  • 19.
    COMPLICAÇÕES AGUDAS • Hipoglicemia: –Doses elevadas de insulina exógena; – Exercício com frequência, duração e/ou intensidade maiores do que o habitual; – Alimentação insuficiente; – Leve, moderada ou grave.
  • 20.
    COMPLICAÇÕES AGUDAS • HipoglicemiaLeve: – Glicemia entre 61-70 mg/dL; – Não afeta o estado neurológico; – Taquicardia; – Palpitações; – Sudorese; – Tremores; – Tontura; – Visão borrada.
  • 21.
    COMPLICAÇÕES AGUDAS • HipoglicemiaModerada: – Glicemia entre 51-60 mg/dL; – Estado de consciência alterado (porém ainda consegue resolver sozinho a situação); – Alterações motoras; – Confusão mental.
  • 22.
    COMPLICAÇÕES AGUDAS • HipoglicemiaSevera: – Glicemia abaixo de 50 mg/dL; – Não é capaz de resolver sozinho; – Necessita de auxílio de outra pessoa; – Pode levar a perda de consciência, convulsões e coma.
  • 23.
  • 24.
    COMPLICAÇÕES CRÔNICA • Microangiopatias: –Retinopatias; – Nefropatias. • Macroangiopatias: – Coronariana; – Cerebral; – De membros inferiores. • Neuropatias: – Periférica; – Autonômica.
  • 25.
    TRATAMENTO • Tratamento medicamentoso(hipoglicemiantes, anti- hiperglicemiantes/estimulantes de secreção de insulina de forma glicose-dependente e supressores de secreção de glucagon); • Dieta; • Exercício Físico; • Monitoramento da glicemia.
  • 26.
    INFLAMAÇÃO • Ácidos graxoscirculantes não esterificados; • Ativação de TLRs.
  • 27.
  • 29.
  • 45.
    CUIDADOS COM ODIABÉTICO • Evitar treinar com glicemia < 100 ou >250. • Não treinar o sujeito após o mesmo ter aplicado insulina de ação rápida. Diabetes Care. Standards of medical care in diabetes – 2015. The Journal of Clinical and Applied Research and Education, 2015. American Diabetes Association. Diabetes mellitus and exercise (position statement). Diabetes Care, 2002. American Diabetes Association. Physical activity/exercise and diabetes (position statement). Diabetes Care, 2004.
  • 46.