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OS MÚLTIPLOS BRASIS, UM OLHAR
PARA O TERRITÓRIO
NOSSO MUNICÍPIO E SUAS
SINGULARIDADES
O que é território?
Área determinada por uma fronteira, sendo física ou não; local que reúne um povo, uma
identidade; superfície terrestre do Estado-nação; área de município, distrito, estado, país
etc; espaço onde atuam diferentes relações de poder; área que se refere às terras
emersas, ao espaço aéreo, aos rios, aos lagos e às águas territoriais; dimensão material
dessas relações, que também enfoca uma dimensão simbólica. Essas são algumas das
definições de território, conceito complexo e que não cabe apenas em uma área do
conhecimento: ele extrapola a Geografia e se torna um elemento importante para os
estudos de Sociologia, Política, Arquitetura, História e, cada vez mais, Educação.
https://www.youtube.com/watc
h?v=RRCoQbrGAsw
ANTÔNIO NÓVOA E A
IMPORTÂNCIA DO TERRITÓRIO NA
EDUCAÇÃO
https://www.youtube.com/watch?v=MF
zDaBzBlL0
A BICICLETA INVERTIDA
Com a BNCC, espera-se, além da garantia de acesso e permanência na escola, que seja
garantido um patamar comum de aprendizagens a todos os estudantes do país.
O RCG está engendrado com as dez macrocompetências essenciais da BNCC. Estas
devem ser desenvolvidas ao longo da educação básica, com o objetivo de garantir as
aprendizagens de forma espiralada (cognitivas, comunicativas, pessoais e sociais), com
foco na equidade e na superação das desigualdades de qualquer natureza.
O compromisso com a construção do sujeito integral implica, necessariamente, uma prática
educacional voltada para a compreensão da realidade social, dos direitos e responsabilidades em
relação à vida pessoal, coletiva e ambiental.
O Referencial Curricular Gaúcho associa-se à identidade da instituição escolar, à sua organização
e funcionamento e ao papel que exercer a partir das aspirações e expectativas da sociedade e da
cultura em que se insere. Tudo isso tem espaço no projeto pedagógico da escola, como ponto de
referência para definir a prática escolar e promover aprendizagem, orientando e operacionalizando
o currículo no contexto local, a fim de promover o desenvolvimento e a aprendizagem dos
estudantes, abrindo possibilidades de propostas curriculares diversificadas e flexíveis.
Currículo associa-se, assim, ao conjunto de esforços pedagógicos desenvolvidos com intenções
educativas. O papel do professor neste processo de constituição curricular é, assim,
fundamental, sendo ele um dos grandes artífices na construção dos currículos que se
materializam nas escolas e nas salas de aula. Dessa forma, sinaliza a necessidade de
constantes discussões e reflexões, na escola, sobre o currículo, tanto o currículo formalmente
planejado e desenvolvido quanto o currículo que não tem visibilidade, oculto, porém presente.
A BNCC não é o currículo, [...] BNCC e currículo têm papéis complementares para assegurar as
aprendizagens essenciais definidas para cada etapa da educação básica.
QUAL A DIFERENÇA ENTRE BASE E CURRÍCULO?
BASE CURRÍCULO
Orienta a revisão dos currículos
Estabelece os objetivos que se espera que os alunos
alcancem
Indica o ponto onde se quer chegar Documento Norteador
Currículo diz como e porque
Traça o caminho até lá
A interdisciplinaridade e contextualização são desafios que rompem com a lógica do conteúdo
isolado[...] devendo assegurar a transversalidade do conhecimento de diferentes disciplinas e eixos
temáticos, perpassando todo o currículo e propiciando a interlocução entre os saberes e os diferentes
campos do conhecimento (DCN, pág. 68, 2013).
O desafio é justamente trabalhar o currículo de forma articulada,entendendo que as habilidades são
elementos constitutivos para o desenvolvimento integral dos estudantes nos mais variados contextos.
É importante sublinhar que a interdisciplinaridade pressupõe um eixo integrador, que pode ser o
objeto de conhecimento, um projeto de investigação ou um plano de intervenção.
Nessa perspectiva é que são incorporadas como TemasTransversais questões da Ética, da
Pluralidade Cultural, do Meio Ambiente, da Educação Alimentar e Nutricional, da Saúde e da
Orientação Sexual e as Transformações da Tecnologia no Século XXI. Tais temáticas precisam ser
incorporadas nas áreas já existentes e no trabalho educativo da escola. É essa forma de organizar o
trabalho didático que garante a transversalidade. O desafio que se apresenta para as escolas é
justamente a amplitude do trabalho pedagógico com foco nas problemáticas sociais que o contexto
escolar apresenta.
EXEMPLOS DE COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
Em um time, um jogador pode ser o mais habilidoso para driblar , porém isso não significa que ele é
competente para concluir a jogada e fazer o gol.
Uma professora pode ter doutorado em biologia, ela tem o saber através das teorias, porém “como”
utilizará essas habilidades na prática irá determinar se será uma professora competente.
O conceito de habilidade também varia de autor para autor. Em geral, as habilidades são consideradas
como algo menos amplo do que as competências. Assim, a competência estaria constituída por várias
habilidades. Entretanto, uma habilidade não "pertence" a determinada competência, uma vez que uma
mesma habilidade pode contribuir para competências diferentes.
Uma pessoa, por exemplo, que tenha uma boa expressão verbal (considerando que isso seja uma
habilidade) pode se utilizar dela para ser um bom professor, um radialista, um advogado, ou mesmo um
demagogo. Em cada caso, essa habilidade estará compondo competências diferentes.
Segundo o professor Vasco Moretto:
“As habilidades estão associadas ao saber fazer: ação física ou mental que indica a capacidade
adquirida.Assim, identificar variáveis, compreender fenômenos,relacionar informações, analisar
situações-problema, sintetizar,julgar,correlacionar e manipular,são exemplos de habilidades.
Já as competências são um conjunto de habilidades harmonicamente desenvolvidas e que
caracterizam por exemplo uma função específica: ser arquiteto, médico ou professor de química. As
habilidades devem ser desenvolvidas na busca das competências.”
CONHECIMENTO E HABILIDADES
Grande parte do debate sobre a importância do conhecimento surge porque o termo ‘conhecimento’ é
usado em uma variedade de sentidos na educação: desde o saber algo (informações simples que podem
ser trazidas à memória) passando por saber como (que implica em habilidades) até o saber sobre algo
(que implica em compreensões). Há um acordo geral de que o desenvolvimento conceitual (a
compreensão) se encontra no nível mais profundo da aprendizagem.
Um simples exemplo pode ser a aprendizagem de uma criança sobre as capitais dos países. A habilidade
de recordar que Paris é a capital da França é um pedaço de conhecimento. A habilidade de encontrar
qual é a capital de um país, se ainda não a conhece, implicaria em uma habilidade (com uso de um atlas
ou da internet).
Explicar por que uma cidade e não outra é a capital (por que Sidney não é a capital da Austrália) implica
em uma compreensão do conceito de capital. Há aí uma dimensão mais profunda da aprendizagem: a
extensão de seu conhecimento sobre as capitais, tanto em profundidade quanto em amplitude. É
importante notar aqui duas coisas: primeiro que a distinção entre conhecimento, habilidades e
compreensões é essencial para o desenho curricular, porque cada uma delas envolve um diferente tipo
de conhecimento que o currículo necessita considerar; e, segundo, o currículo deve envolver mais do
que conhecimentos. Um currículo sem habilidades ou compreensões seria um currículo sem sentido,
inútil […]. Um currículo sem conhecimento seria igualmente sem sentido e ao mesmo tempo é
impensável (MALE, 2012).
O desenvolvimento do pensamento crítico, por exemplo, presente em praticamente todos
os desenhos curriculares atuais, é considerado um elemento central da formação dos
estudantes. No entanto, essa habilidade não se desenvolve a partir de determinada aula,
não existe a “matéria de pensamento crítico” e são muitos os fatores que incidem em seu
desenvolvimento. O mesmo ocorre com a valorização da democracia, por exemplo. Por
mais que nas aulas de história, sociologia, geografia ou linguagem sejam abordados e
discutidos temas e elementos relacionados à democracia, sua valorização é uma coisa
diferente. Então, como se prescrevem essas aprendizagens ou seus desdobramentos?
Pressupõe-se que na escola é necessário gerar condições que permitam o
desenvolvimento do pensamento crítico.
Dia d junho
METODOLOGIAS ATIVAS
https://www.youtube.com/watch?
v=lgD_G0_5EYE
COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC
Tem como fio condutor 10 Competências Gerais a serem desenvolvidas ao longo da
Educação Básica.
Essas competências visam assegurar aos alunos uma formação humana integral e, por isso,
não constituem um componente em si. Ao contrário: elas devem ser tratadas de forma
interdisciplinar.
Dia d junho
Competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos),
habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas
complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho
Cada unidade temática contempla uma gama maior ou menor de objetos de conhecimento.
Os objetos de conhecimento permitem o trabalho efetivo e articulado das habilidades expressas
Para garantir o desenvolvimento das competências específicas,
cada componente curricular apresenta um conjunto de
habilidades. Essas habilidades estão relacionadas a diferentes
objetos de conhecimento – aqui entendidos como conteúdos,
conceitos e processos –, que, por sua vez, são organizados em
unidades temáticas.
ESTRUTURA DA BNCC:
DECIFRANDO O CÓDIGO ALFA-NUMÉRICO
Matéria
e energia
1º ANO
Característic
as dos
materiais
(EF01CI01)Comparar
características de
diferentes
materia
is presentes em objetos
de uso cotidiano,
discutindo sua origem, os
modos como são
descartados e como
podem ser usados de
forma mais consciente.
(EF01CI01RS-1)Identificar as características de cada material.
(EF01CI01RS-2) Classificar diferentes materiais por cor,
tamanho, forma, semelhanças, diferenças etc.
(EF01CI01RS-3) Observar os materiais encontrados no
entorno da escola, identificando a matéria-prima da sua
confecção.
(EF01CI01RS-4) Associar as características dos materiais
com seus diferentes usos.
EF01CI01RS-5) Identificar materiais presentes ao nosso redor
que não são agressivos ao meio ambiente.
(EF01CI01RS-6) Compreender a importância de evitar o
desperdício de materiais.
(EF01CI01RS-7) Identificar as ações humanas que provocam
poluição e degradação.
UNIDADESTE
MÁTICAS
OBJETOS
DE
CONHECI
MENTOS
HABILIDADES BNCC HABILIDADES RS
Quando a educação é bem-sucedida, os estudantes são capazes de fazer uso de
conhecimentos, compreensões e habilidades adquiridos, porque desenvolveram as
atitudes corretas e os enfoques para utilizá-los de maneira efetiva. Essa junção de
conhecimentos, compreensões, habilidades e desenvolvimento pessoal é o que
normalmente se chama de competência.
Muitos países fazem uso desse conceito no desenvolvimento de seus currículos. Por
exemplo, o Currículo Nacional de Singapura(e lembremos que Singapura sempre obtém
um bom desempenho nas comparações internacionais) tem em seus fundamentos-
chave: competências emocionais e sociais e competências do século XXI.
As competências do século XXI de Singapura são as seguintes:
Alfabetização cívica
Consciência global
Habilidades transversais
Habilidades de pensamento crítico e de mídias
Habilidades de informação e comunicação
A chave do desenho curricular é como esses três aspectos (conhecimento sobre temas,
desenvolvimento pessoal e habilidades- chave) podem ser colocadas juntos para o
benefício mútuo e para alcançar as competências. Não se trata de discutir se são temas
ou habilidades. São ambos – e também são desenvolvimento pessoal. Na base do
desenvolvimento curricular está a metodologia de colocar esses aspectos juntos (MALE,
2012).3
É importante que entendamos que não estamos construindo currículos
diferentes, mas que precisamos desenvolver um currículo que aborde os
conteúdos abrangidos pela BNCC e que seja complementado com conteúdos
próprios. Assim, o objetivo deve ser a construção do currículo estadual ou
municipal, considerando as duas principais fontes para sua elaboração: a BNCC e
as necessidades próprias da comunidade, que constituirão o elemento de
possível diferenciação de outros currículos estaduais ou municipais do país.
Fonte:
http://unesdoc.unesco.org/images/0025/002565/256551por.pdf
COMPETÊNCIA 1 CONHECIMENTO
Apropriar-se de conhecimentos que circulam nas diferentes fontes buscando agir de forma colaborativa e ética no
contexto social.
COMPETÊNCIA 2 PENSAMENTO CIENTÍFICO, CRÍTICO E CRIATIVO
Desenvolver o pensamento crítico sobre as informações que circulam nas diversas mídias.
Manifestar a curiosidade na busca de novos conhecimentos a fim de formar cidadãos criativos e sensíveis aos problemas
emergenciais com que nos deparamos.
COMPETÊNCIA 3 REPERTÓRIO CULTURAL
Aprender a apreciar a diversidade cultural presente na localidade.
COMPETÊNCIA 4 COMUNICAÇÃO
Apropriar-se das diferentes linguagens para facilitar as relações sociais.
COMPETÊNCIA 5 CULTURA DIGITAL
Filtrar as informações acessadas no meio digital de forma ética, responsável e crítica.
COMPETÊNCIA 6 TRABALHO E PROJETO DE VIDA
Desenvolver expectativas selecionando as escolhas que vão de encontro ao seu projeto de vida pessoal.
COMPETÊNCIA 7 ARGUMENTAÇÃO
Defender o seu ponto de vista com coerência,ética e criticidade com relação a si e os demais.
COMPETÊNCIA 8 AUTOCONHECIMENTO E AUTOCUIDADO
Adotar hábitos de cuidados pessoais entendendo o indivíduo como um ser com suas características físicas e emocionais
próprias.
COMPETÊNCIA 9 EMPATIA E COOPERAÇÃO
Cooperar dialogando com as diferenças promovendo o respeito mútuo.
COMPETÊNCIA 10 RESPONSABILIDADE E CIDADANIA
Assumir formas de participação coletiva com responsabilidade exercendo sua autonomia de forma democrática.
TRABALHO EM GRUPO SOBRE AS COMPETÊNCIAS/ 2018
Dia d junho
Definição dos sujeitos que se quer formar ( cada componente traçar que tipo de aluno
pretendemos formar alinhados conforme as competências gerais da base ) que perfil de
aluno queremos por exemplo em Língua Portuguesa,Inglesa, Artes e Educação Física?
Isso nos anos finais.
Anos iniciais, qual o perfil do aluno ao ingressar nos anos finais? Quais as habilidades
que deverá ter?
Ou seja: Perfil dos sujeitos nas diferentes etapas da educação básica
QUESTÕES NORTEADORAS PARA QUESTIONAMENTOS
O que se deve considerar em um documento curricular?
Qual é o papel e a importância dos conhecimentos? O que são as competências?
Competências e habilidades são a mesma coisa? Por fim, o que os estudantes devem
alcançar na escola?

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Dia d junho

  • 1. OS MÚLTIPLOS BRASIS, UM OLHAR PARA O TERRITÓRIO
  • 2. NOSSO MUNICÍPIO E SUAS SINGULARIDADES
  • 3. O que é território? Área determinada por uma fronteira, sendo física ou não; local que reúne um povo, uma identidade; superfície terrestre do Estado-nação; área de município, distrito, estado, país etc; espaço onde atuam diferentes relações de poder; área que se refere às terras emersas, ao espaço aéreo, aos rios, aos lagos e às águas territoriais; dimensão material dessas relações, que também enfoca uma dimensão simbólica. Essas são algumas das definições de território, conceito complexo e que não cabe apenas em uma área do conhecimento: ele extrapola a Geografia e se torna um elemento importante para os estudos de Sociologia, Política, Arquitetura, História e, cada vez mais, Educação.
  • 4. https://www.youtube.com/watc h?v=RRCoQbrGAsw ANTÔNIO NÓVOA E A IMPORTÂNCIA DO TERRITÓRIO NA EDUCAÇÃO
  • 6. Com a BNCC, espera-se, além da garantia de acesso e permanência na escola, que seja garantido um patamar comum de aprendizagens a todos os estudantes do país. O RCG está engendrado com as dez macrocompetências essenciais da BNCC. Estas devem ser desenvolvidas ao longo da educação básica, com o objetivo de garantir as aprendizagens de forma espiralada (cognitivas, comunicativas, pessoais e sociais), com foco na equidade e na superação das desigualdades de qualquer natureza. O compromisso com a construção do sujeito integral implica, necessariamente, uma prática educacional voltada para a compreensão da realidade social, dos direitos e responsabilidades em relação à vida pessoal, coletiva e ambiental. O Referencial Curricular Gaúcho associa-se à identidade da instituição escolar, à sua organização e funcionamento e ao papel que exercer a partir das aspirações e expectativas da sociedade e da cultura em que se insere. Tudo isso tem espaço no projeto pedagógico da escola, como ponto de referência para definir a prática escolar e promover aprendizagem, orientando e operacionalizando o currículo no contexto local, a fim de promover o desenvolvimento e a aprendizagem dos estudantes, abrindo possibilidades de propostas curriculares diversificadas e flexíveis.
  • 7. Currículo associa-se, assim, ao conjunto de esforços pedagógicos desenvolvidos com intenções educativas. O papel do professor neste processo de constituição curricular é, assim, fundamental, sendo ele um dos grandes artífices na construção dos currículos que se materializam nas escolas e nas salas de aula. Dessa forma, sinaliza a necessidade de constantes discussões e reflexões, na escola, sobre o currículo, tanto o currículo formalmente planejado e desenvolvido quanto o currículo que não tem visibilidade, oculto, porém presente. A BNCC não é o currículo, [...] BNCC e currículo têm papéis complementares para assegurar as aprendizagens essenciais definidas para cada etapa da educação básica. QUAL A DIFERENÇA ENTRE BASE E CURRÍCULO? BASE CURRÍCULO Orienta a revisão dos currículos Estabelece os objetivos que se espera que os alunos alcancem Indica o ponto onde se quer chegar Documento Norteador Currículo diz como e porque Traça o caminho até lá
  • 8. A interdisciplinaridade e contextualização são desafios que rompem com a lógica do conteúdo isolado[...] devendo assegurar a transversalidade do conhecimento de diferentes disciplinas e eixos temáticos, perpassando todo o currículo e propiciando a interlocução entre os saberes e os diferentes campos do conhecimento (DCN, pág. 68, 2013). O desafio é justamente trabalhar o currículo de forma articulada,entendendo que as habilidades são elementos constitutivos para o desenvolvimento integral dos estudantes nos mais variados contextos. É importante sublinhar que a interdisciplinaridade pressupõe um eixo integrador, que pode ser o objeto de conhecimento, um projeto de investigação ou um plano de intervenção. Nessa perspectiva é que são incorporadas como TemasTransversais questões da Ética, da Pluralidade Cultural, do Meio Ambiente, da Educação Alimentar e Nutricional, da Saúde e da Orientação Sexual e as Transformações da Tecnologia no Século XXI. Tais temáticas precisam ser incorporadas nas áreas já existentes e no trabalho educativo da escola. É essa forma de organizar o trabalho didático que garante a transversalidade. O desafio que se apresenta para as escolas é justamente a amplitude do trabalho pedagógico com foco nas problemáticas sociais que o contexto escolar apresenta.
  • 9. EXEMPLOS DE COMPETÊNCIAS E HABILIDADES Em um time, um jogador pode ser o mais habilidoso para driblar , porém isso não significa que ele é competente para concluir a jogada e fazer o gol. Uma professora pode ter doutorado em biologia, ela tem o saber através das teorias, porém “como” utilizará essas habilidades na prática irá determinar se será uma professora competente. O conceito de habilidade também varia de autor para autor. Em geral, as habilidades são consideradas como algo menos amplo do que as competências. Assim, a competência estaria constituída por várias habilidades. Entretanto, uma habilidade não "pertence" a determinada competência, uma vez que uma mesma habilidade pode contribuir para competências diferentes. Uma pessoa, por exemplo, que tenha uma boa expressão verbal (considerando que isso seja uma habilidade) pode se utilizar dela para ser um bom professor, um radialista, um advogado, ou mesmo um demagogo. Em cada caso, essa habilidade estará compondo competências diferentes. Segundo o professor Vasco Moretto: “As habilidades estão associadas ao saber fazer: ação física ou mental que indica a capacidade adquirida.Assim, identificar variáveis, compreender fenômenos,relacionar informações, analisar situações-problema, sintetizar,julgar,correlacionar e manipular,são exemplos de habilidades. Já as competências são um conjunto de habilidades harmonicamente desenvolvidas e que caracterizam por exemplo uma função específica: ser arquiteto, médico ou professor de química. As habilidades devem ser desenvolvidas na busca das competências.”
  • 10. CONHECIMENTO E HABILIDADES Grande parte do debate sobre a importância do conhecimento surge porque o termo ‘conhecimento’ é usado em uma variedade de sentidos na educação: desde o saber algo (informações simples que podem ser trazidas à memória) passando por saber como (que implica em habilidades) até o saber sobre algo (que implica em compreensões). Há um acordo geral de que o desenvolvimento conceitual (a compreensão) se encontra no nível mais profundo da aprendizagem. Um simples exemplo pode ser a aprendizagem de uma criança sobre as capitais dos países. A habilidade de recordar que Paris é a capital da França é um pedaço de conhecimento. A habilidade de encontrar qual é a capital de um país, se ainda não a conhece, implicaria em uma habilidade (com uso de um atlas ou da internet). Explicar por que uma cidade e não outra é a capital (por que Sidney não é a capital da Austrália) implica em uma compreensão do conceito de capital. Há aí uma dimensão mais profunda da aprendizagem: a extensão de seu conhecimento sobre as capitais, tanto em profundidade quanto em amplitude. É importante notar aqui duas coisas: primeiro que a distinção entre conhecimento, habilidades e compreensões é essencial para o desenho curricular, porque cada uma delas envolve um diferente tipo de conhecimento que o currículo necessita considerar; e, segundo, o currículo deve envolver mais do que conhecimentos. Um currículo sem habilidades ou compreensões seria um currículo sem sentido, inútil […]. Um currículo sem conhecimento seria igualmente sem sentido e ao mesmo tempo é impensável (MALE, 2012).
  • 11. O desenvolvimento do pensamento crítico, por exemplo, presente em praticamente todos os desenhos curriculares atuais, é considerado um elemento central da formação dos estudantes. No entanto, essa habilidade não se desenvolve a partir de determinada aula, não existe a “matéria de pensamento crítico” e são muitos os fatores que incidem em seu desenvolvimento. O mesmo ocorre com a valorização da democracia, por exemplo. Por mais que nas aulas de história, sociologia, geografia ou linguagem sejam abordados e discutidos temas e elementos relacionados à democracia, sua valorização é uma coisa diferente. Então, como se prescrevem essas aprendizagens ou seus desdobramentos? Pressupõe-se que na escola é necessário gerar condições que permitam o desenvolvimento do pensamento crítico.
  • 14. COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC Tem como fio condutor 10 Competências Gerais a serem desenvolvidas ao longo da Educação Básica. Essas competências visam assegurar aos alunos uma formação humana integral e, por isso, não constituem um componente em si. Ao contrário: elas devem ser tratadas de forma interdisciplinar.
  • 16. Competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho Cada unidade temática contempla uma gama maior ou menor de objetos de conhecimento. Os objetos de conhecimento permitem o trabalho efetivo e articulado das habilidades expressas Para garantir o desenvolvimento das competências específicas, cada componente curricular apresenta um conjunto de habilidades. Essas habilidades estão relacionadas a diferentes objetos de conhecimento – aqui entendidos como conteúdos, conceitos e processos –, que, por sua vez, são organizados em unidades temáticas. ESTRUTURA DA BNCC:
  • 17. DECIFRANDO O CÓDIGO ALFA-NUMÉRICO
  • 18. Matéria e energia 1º ANO Característic as dos materiais (EF01CI01)Comparar características de diferentes materia is presentes em objetos de uso cotidiano, discutindo sua origem, os modos como são descartados e como podem ser usados de forma mais consciente. (EF01CI01RS-1)Identificar as características de cada material. (EF01CI01RS-2) Classificar diferentes materiais por cor, tamanho, forma, semelhanças, diferenças etc. (EF01CI01RS-3) Observar os materiais encontrados no entorno da escola, identificando a matéria-prima da sua confecção. (EF01CI01RS-4) Associar as características dos materiais com seus diferentes usos. EF01CI01RS-5) Identificar materiais presentes ao nosso redor que não são agressivos ao meio ambiente. (EF01CI01RS-6) Compreender a importância de evitar o desperdício de materiais. (EF01CI01RS-7) Identificar as ações humanas que provocam poluição e degradação. UNIDADESTE MÁTICAS OBJETOS DE CONHECI MENTOS HABILIDADES BNCC HABILIDADES RS
  • 19. Quando a educação é bem-sucedida, os estudantes são capazes de fazer uso de conhecimentos, compreensões e habilidades adquiridos, porque desenvolveram as atitudes corretas e os enfoques para utilizá-los de maneira efetiva. Essa junção de conhecimentos, compreensões, habilidades e desenvolvimento pessoal é o que normalmente se chama de competência. Muitos países fazem uso desse conceito no desenvolvimento de seus currículos. Por exemplo, o Currículo Nacional de Singapura(e lembremos que Singapura sempre obtém um bom desempenho nas comparações internacionais) tem em seus fundamentos- chave: competências emocionais e sociais e competências do século XXI. As competências do século XXI de Singapura são as seguintes: Alfabetização cívica Consciência global Habilidades transversais Habilidades de pensamento crítico e de mídias Habilidades de informação e comunicação A chave do desenho curricular é como esses três aspectos (conhecimento sobre temas, desenvolvimento pessoal e habilidades- chave) podem ser colocadas juntos para o benefício mútuo e para alcançar as competências. Não se trata de discutir se são temas ou habilidades. São ambos – e também são desenvolvimento pessoal. Na base do desenvolvimento curricular está a metodologia de colocar esses aspectos juntos (MALE, 2012).3
  • 20. É importante que entendamos que não estamos construindo currículos diferentes, mas que precisamos desenvolver um currículo que aborde os conteúdos abrangidos pela BNCC e que seja complementado com conteúdos próprios. Assim, o objetivo deve ser a construção do currículo estadual ou municipal, considerando as duas principais fontes para sua elaboração: a BNCC e as necessidades próprias da comunidade, que constituirão o elemento de possível diferenciação de outros currículos estaduais ou municipais do país. Fonte: http://unesdoc.unesco.org/images/0025/002565/256551por.pdf
  • 21. COMPETÊNCIA 1 CONHECIMENTO Apropriar-se de conhecimentos que circulam nas diferentes fontes buscando agir de forma colaborativa e ética no contexto social. COMPETÊNCIA 2 PENSAMENTO CIENTÍFICO, CRÍTICO E CRIATIVO Desenvolver o pensamento crítico sobre as informações que circulam nas diversas mídias. Manifestar a curiosidade na busca de novos conhecimentos a fim de formar cidadãos criativos e sensíveis aos problemas emergenciais com que nos deparamos. COMPETÊNCIA 3 REPERTÓRIO CULTURAL Aprender a apreciar a diversidade cultural presente na localidade. COMPETÊNCIA 4 COMUNICAÇÃO Apropriar-se das diferentes linguagens para facilitar as relações sociais. COMPETÊNCIA 5 CULTURA DIGITAL Filtrar as informações acessadas no meio digital de forma ética, responsável e crítica. COMPETÊNCIA 6 TRABALHO E PROJETO DE VIDA Desenvolver expectativas selecionando as escolhas que vão de encontro ao seu projeto de vida pessoal. COMPETÊNCIA 7 ARGUMENTAÇÃO Defender o seu ponto de vista com coerência,ética e criticidade com relação a si e os demais. COMPETÊNCIA 8 AUTOCONHECIMENTO E AUTOCUIDADO Adotar hábitos de cuidados pessoais entendendo o indivíduo como um ser com suas características físicas e emocionais próprias. COMPETÊNCIA 9 EMPATIA E COOPERAÇÃO Cooperar dialogando com as diferenças promovendo o respeito mútuo. COMPETÊNCIA 10 RESPONSABILIDADE E CIDADANIA Assumir formas de participação coletiva com responsabilidade exercendo sua autonomia de forma democrática. TRABALHO EM GRUPO SOBRE AS COMPETÊNCIAS/ 2018
  • 23. Definição dos sujeitos que se quer formar ( cada componente traçar que tipo de aluno pretendemos formar alinhados conforme as competências gerais da base ) que perfil de aluno queremos por exemplo em Língua Portuguesa,Inglesa, Artes e Educação Física? Isso nos anos finais. Anos iniciais, qual o perfil do aluno ao ingressar nos anos finais? Quais as habilidades que deverá ter? Ou seja: Perfil dos sujeitos nas diferentes etapas da educação básica QUESTÕES NORTEADORAS PARA QUESTIONAMENTOS O que se deve considerar em um documento curricular? Qual é o papel e a importância dos conhecimentos? O que são as competências? Competências e habilidades são a mesma coisa? Por fim, o que os estudantes devem alcançar na escola?