Os desafios da educação
durante a pandemia
Dr. Marcelo Salcedo Gomes
Dra. Raquel Salcedo Gomes
VII Fórum da Criança e do Adolescente
21 de agosto de 2020
Um pouco sobre educação e cultura
Digitalização da cultura
Cultura digital, infância e adolescência
Educação online
Educação
Grécia Antiga - 900 a.C. - Paideia
Paidos (criança) + Agogé (condução)
Formação física, intelectual e moral
Ginástica, gramática, retórica, música,
matemática, geografia, história natural,
filosofia
Cidadão completo e perfeito
1a Physis e 2a Physis
Civilização Latina - 800 a.C.
Cultura: aquilo que se cultiva
Formação da pessoa humana
(desenvolvimento e aprendizagem)
Ex-Ducere (conduzir para fora)
Finalidade da Educação
Digitalização da
cultura
TECNOCULTURA
MIDIATIZAÇÃO
Universo daTecnocultura
Selfies
Estilizações
Máscaras
Facebook Design
PP cinematográficos
Visus televisivos
Paisagens
Capas
Galáxias das
Mídias
Panoramas visuais
urbanos
Fotos
Midiatização
[…] “bios midiático” (SODRÉ, 2002), cujos efeitos são
percebidos em todos os setores da sociedade de diferentes
maneiras…
Gomes, P. G. (2015), […] “novo modo de ser no mundo” […]
[…] complexificação do conjunto de relações entre os meios de
comunicação, instituições e indivíduos (VERÓN, 1997).
Configura uma reorganização socio-tecnico-discursiva
(FERREIRA, 2006) que vem alterando os modos de interação
humana (BRAGA, 2006).
Digitalização da
cultura
TECNODETERMINISMO
TECNOFILIA TECNOFOBIA
Cultura Digital,
infância e adolescência
Pesquisa TIC KIDS ONLINE – Brasil (2018)
- 2964 famílias: entrevistas de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos;
- 86% estão conectados, 94% e 95% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e 75%
nas regiões Norte e Nordeste;
- Via telefone celular em 93%, com compartilhamento de mensagens instantâneas
80% (Sexo Feminino; SF) e 75% (Sexo Masculino; SM), uso de redes sociais 70% (SF) e
64% (SM), fotos e vídeos 53% (SF) e 44% (SM), jogos online 39% (SF) e 71% (SM) e
off-line 56% (SF) e 65% (SM), além de assistir vídeos, filmes e programas ou séries
na Internet 83%, tanto no SF como no SM;
- 82% possuem perfis em redes sociais;
- Relatos de riscos de conteúdos sensíveis sobre alimentação ou sono em 20%,
formas de machucar a si mesmo em 16%, formas de cometer suicídio em 14% e
experiências com o uso de drogas em 11%;
- Ao redor de 26% foram tratados de forma ofensiva (discriminação ou
cyberbullying) e 16% relataram acesso às imagens ou vídeos de conteúdo sexual;
- No total da amostra, 24% ficaram muito tempo na Internet e 25% não conseguiram
controlar o tempo de uso, mesmo tentando passar menos tempo na Internet.
Cultura Digital,
infância e adolescência
Cultura Digital,
infância e adolescência
Pesquisa TIC KIDS ONLINE – Brasil (2018)
- 2964 famílias: entrevistas de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos;
- 86% estão conectados, 94% e 95% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e 75%
nas regiões Norte e Nordeste;
- Via telefone celular em 93%, com compartilhamento de mensagens instantâneas
80% (Sexo Feminino; SF) e 75% (Sexo Masculino; SM), uso de redes sociais 70% (SF) e
64% (SM), fotos e vídeos 53% (SF) e 44% (SM), jogos online 39% (SF) e 71% (SM) e
off-line 56% (SF) e 65% (SM), além de assistir vídeos, filmes e programas ou séries
na Internet 83%, tanto no SF como no SM;
- 82% possuem perfis em redes sociais;
- Relatos de riscos de conteúdos sensíveis sobre alimentação ou sono em 20%,
formas de machucar a si mesmo em 16%, formas de cometer suicídio em 14% e
experiências com o uso de drogas em 11%;
- Ao redor de 26% foram tratados de forma ofensiva (discriminação ou
cyberbullying) e 16% relataram acesso às imagens ou vídeos de conteúdo sexual;
- No total da amostra, 24% ficaram muito tempo na Internet e 25% não conseguiram
controlar o tempo de uso, mesmo tentando passar menos tempo na Internet.
Cultura Digital,
infância e adolescência
Pesquisa TIC KIDS ONLINE – Brasil (2018)
- 2964 famílias: entrevistas de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos;
- 86% estão conectados, 94% e 95% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e 75%
nas regiões Norte e Nordeste;
- Via telefone celular em 93%, com compartilhamento de mensagens instantâneas
80% (Sexo Feminino; SF) e 75% (Sexo Masculino; SM), uso de redes sociais 70% (SF) e
64% (SM), fotos e vídeos 53% (SF) e 44% (SM), jogos online 39% (SF) e 71% (SM) e
off-line 56% (SF) e 65% (SM), além de assistir vídeos, filmes e programas ou séries
na Internet 83%, tanto no SF como no SM;
- 82% possuem perfis em redes sociais;
- Relatos de riscos de conteúdos sensíveis sobre alimentação ou sono em 20%,
formas de machucar a si mesmo em 16%, formas de cometer suicídio em 14% e
experiências com o uso de drogas em 11%;
- Ao redor de 26% foram tratados de forma ofensiva (discriminação ou
cyberbullying) e 16% relataram acesso às imagens ou vídeos de conteúdo sexual;
- No total da amostra, 24% ficaram muito tempo na Internet e 25% não conseguiram
controlar o tempo de uso, mesmo tentando passar menos tempo na Internet.
Cultura Digital,
infância e adolescência
Pesquisa TIC KIDS ONLINE – Brasil (2018)
- 2964 famílias: entrevistas de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos;
- 86% estão conectados, 94% e 95% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e 75%
nas regiões Norte e Nordeste;
- Via telefone celular em 93%, com compartilhamento de mensagens instantâneas
80% (Sexo Feminino; SF) e 75% (Sexo Masculino; SM), uso de redes sociais 70% (SF) e
64% (SM), fotos e vídeos 53% (SF) e 44% (SM), jogos online 39% (SF) e 71% (SM) e
off-line 56% (SF) e 65% (SM), além de assistir vídeos, filmes e programas ou séries
na Internet 83%, tanto no SF como no SM;
- 82% possuem perfis em redes sociais;
- Relatos de riscos de conteúdos sensíveis sobre alimentação ou sono em 20%,
formas de machucar a si mesmo em 16%, formas de cometer suicídio em 14% e
experiências com o uso de drogas em 11%;
- Ao redor de 26% foram tratados de forma ofensiva (discriminação ou
cyberbullying) e 16% relataram acesso às imagens ou vídeos de conteúdo sexual;
- No total da amostra, 24% ficaram muito tempo na Internet e 25% não conseguiram
controlar o tempo de uso, mesmo tentando passar menos tempo na Internet.
Cultura Digital,
infância e adolescência
Pesquisa TIC KIDS ONLINE – Brasil (2018)
- 2964 famílias: entrevistas de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos;
- 86% estão conectados, 94% e 95% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e 75%
nas regiões Norte e Nordeste;
- Via telefone celular em 93%, com compartilhamento de mensagens instantâneas
80% (Sexo Feminino; SF) e 75% (Sexo Masculino; SM), uso de redes sociais 70% (SF) e
64% (SM), fotos e vídeos 53% (SF) e 44% (SM), jogos online 39% (SF) e 71% (SM) e
off-line 56% (SF) e 65% (SM), além de assistir vídeos, filmes e programas ou séries
na Internet 83%, tanto no SF como no SM;
- 82% possuem perfis em redes sociais;
- Relatos de riscos de conteúdos sensíveis sobre alimentação ou sono em 20%,
formas de machucar a si mesmo em 16%, formas de cometer suicídio em 14% e
experiências com o uso de drogas em 11%;
- Ao redor de 26% foram tratados de forma ofensiva (discriminação ou
cyberbullying) e 16% relataram acesso às imagens ou vídeos de conteúdo sexual;
- No total da amostra, 24% ficaram muito tempo na Internet e 25% não conseguiram
controlar o tempo de uso, mesmo tentando passar menos tempo na Internet.
Principais Problemas Médicos e Alertas de Saúde
de Crianças e Adolescentes na Era Digital -
Sociedade Brasileira de Pediatria
- Dependência Digital e Uso Problemático das Mídias Interativas
- Problemas de saúde mental: irritabilidade, ansiedade e depressão
- Transtornos do déficit de atenção e hiperatividade
- Transtornos do sono
- Transtornos de alimentação
- Sedentarismo e falta da prática de exercícios
- Bullying e cyberbullying
- Transtornos da imagem corporal e da auto-estima
- Riscos da sexualidade, nudez, sexting, sextorsão, abuso sexual
- Comportamentos auto-lesivos, indução e riscos de suicídio
- Aumento da violência, abusos e fatalidades
- Problemas visuais, miopia e síndrome visual do computador
- Problemas auditivos e PAIR (perda auditiva induzida pelo ruído)
- Transtornos posturais e músculo-esqueléticos
- Uso de nicotina, vaping, álcool, maconha, anabolizantes e outras drogas
Principais Fatores de Risco e Fatores de Proteção no
Contexto Familiar de Crianças e Adolescentes na
Era Digital da SBP
Recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP):
- Evitar a exposição de crianças menores de 2 anos às telas
- Entre 2 e 5 anos, limitar o tempo de telas ao máximo de 1
hora/dia, sempre com supervisão
- Entre 6 e 10 anos, limitar o tempo de telas ao máximo de 1-2
horas/dia, sempre com supervisão
- Entre 11 e 18 anos, limitar o tempo de telas e jogos de
videogames a 2-3 horas/dia, e nunca deixar “virar a noite”
jogando
- Não permitir que as crianças e adolescentes fiquem isolados
nos quartos com televisão, computador, tablet, celular,
smartphones ou com uso de webcam; estimular o uso nos
locais comuns da casa.
- Para todas as idades: nada de telas durante as refeições e
desconectar 1-2 horas antes de dormir
Recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP):
- Oferecer alternativas para atividades esportivas, exercícios ao ar
livre ou em contato direto com a natureza, sempre com supervisão
responsável
- Nunca postar fotos de crianças e adolescentes em redes sociais
públicas, por quaisquer motivos.
- Criar regras saudáveis para o uso de equipamentos e aplicativos
digitais, além das regras de segurança, senhas e filtros apropriados
para toda família
- Evitar encontros com desconhecidos online ou off-line
- Estimular a mediação parental das famílias e a alfabetização
digital nas escolas com regras éticas de convivência e
respeito
- Identificar, avaliar e diagnosticar o uso inadequado precoce,
excessivo, prolongado, problemático ou tóxico de crianças e
adolescentes para tratamento e intervenções imediatas
Educação (online)
Educadores e alunos co-
operam, visando à
aprendizagem e ao
desenvolvimento, para
continuidade e renovação
da cultura.
Convivência
Condução
Instrução
Prática
Produção
Arte cooperativa
Fazer coisas juntos
Espaço
Tempo
Conhecimento
Objetivos educacionais claros
Avaliação formativa e somativa
sistemática
Ambientes e materiais adequados para
organização, interação e colaboração
Parceria entre escola e família
Como?
Taxonomia dos objetivos educacionais
Trajetória de Aprendizagem
Ponto A
Ponto B
Triângulo Pedagógico de Houssaye (1992),
adaptado por Argôlo (2016)
Tetraedro Pedagógico de Integração das TICs,
de Lombard (2003), adaptado por Argôlo (2016)
Rotinas
Mediação (PPP)
Exercícios/
atividades/Tarefas
Persistência
Equilíbrio
Recreio online
Visita Drive Thru
Listas de dúvidas
Listas de materiais
complementares
Enquetes/Quizzes
Revisão
Ações permanentes Ações eventuais
“A persistência é a irmã gêmea da
excelência. Uma é a mãe da qualidade, a
outra é a mãe do tempo.“
Marabel Morgan
salcedogomes@gmail.com
Referências
ARGÔLO, E. S. Trajetórias conceituais intencionais de ensino e aprendizagem: investigação em fluxo
temporal em espaços e contextos nos processos educacionais em EaD. Tese. PGIE-UFRGS, 2016.
BLOOM, B. Taxonomy of educational objectives: the classification of educational goals. London:
Longman’s, Green and Co, LTD., 1956.
_______. HASTINGS, J. T.; MADAUS, G. F. Handbook On Formative and Summative Evaluation of Student
Learning. New York: McGraw-Hill, 1971.
CANTO FILHO, A. B. et al. Trajetórias de Aprendizagem. In: HANNEL, K.; ZUNGUZE, M. C.; NUNES, F. B.;
LIMA, J. V. (Orgs.) Trajetórias de Aprendizagem: teoria e prática. Create Space, 2016.
GOMES, M. S. A rosticidade da tecnocultura na galáxia National Geographic. Tese de Doutorado.
Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação. UNISINOS, 2017.
KARPICKE, J.; ROEDIGER, H. The Critical Importance of Retrieval for Learning. Science 319, 966, 2008.
Disponível em: <http:/
/psychnet.wustl.edu/memory/wp-content/uploads/2018/04/Karpicke-
Roediger-2008_Sci.pdf>.
KRATHWOHL, D. A Revision of Bloom’s Taxonomy: An Overview. Theory Into Practice, Volume 41, Number
4, Autumn, 2002. Disponível em: <https:/
/www.depauw.edu/files/resources/krathwohl.pdf>.
MARROU, H-I. História da educação na antiguidade. Campinas: Kírion, 2017.
SBP, Manual de Orientação, #MenosTelas#MaisSaúde. Dez. 2019. Disponível em: <https:/
/www.sbp.com.br/
fileadmin/user_upload/_22246c-ManOrient_-__MenosTelas__MaisSaude.pdf>.
TIC KIDS ONLINE BRASIL, pesquisa da CETIC/BR, 2019. Disponível em: <https:/
/cetic.br/pt/pesquisa/kids-
online/>.

Desafios da educação na pandemia

  • 1.
    Os desafios daeducação durante a pandemia Dr. Marcelo Salcedo Gomes Dra. Raquel Salcedo Gomes VII Fórum da Criança e do Adolescente 21 de agosto de 2020
  • 2.
    Um pouco sobreeducação e cultura Digitalização da cultura Cultura digital, infância e adolescência Educação online
  • 3.
    Educação Grécia Antiga -900 a.C. - Paideia Paidos (criança) + Agogé (condução) Formação física, intelectual e moral Ginástica, gramática, retórica, música, matemática, geografia, história natural, filosofia Cidadão completo e perfeito 1a Physis e 2a Physis
  • 4.
    Civilização Latina -800 a.C. Cultura: aquilo que se cultiva Formação da pessoa humana (desenvolvimento e aprendizagem) Ex-Ducere (conduzir para fora) Finalidade da Educação
  • 5.
  • 6.
    Universo daTecnocultura Selfies Estilizações Máscaras Facebook Design PPcinematográficos Visus televisivos Paisagens Capas Galáxias das Mídias Panoramas visuais urbanos Fotos
  • 7.
    Midiatização […] “bios midiático”(SODRÉ, 2002), cujos efeitos são percebidos em todos os setores da sociedade de diferentes maneiras… Gomes, P. G. (2015), […] “novo modo de ser no mundo” […] […] complexificação do conjunto de relações entre os meios de comunicação, instituições e indivíduos (VERÓN, 1997). Configura uma reorganização socio-tecnico-discursiva (FERREIRA, 2006) que vem alterando os modos de interação humana (BRAGA, 2006).
  • 8.
  • 9.
    Cultura Digital, infância eadolescência Pesquisa TIC KIDS ONLINE – Brasil (2018) - 2964 famílias: entrevistas de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos; - 86% estão conectados, 94% e 95% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e 75% nas regiões Norte e Nordeste; - Via telefone celular em 93%, com compartilhamento de mensagens instantâneas 80% (Sexo Feminino; SF) e 75% (Sexo Masculino; SM), uso de redes sociais 70% (SF) e 64% (SM), fotos e vídeos 53% (SF) e 44% (SM), jogos online 39% (SF) e 71% (SM) e off-line 56% (SF) e 65% (SM), além de assistir vídeos, filmes e programas ou séries na Internet 83%, tanto no SF como no SM; - 82% possuem perfis em redes sociais; - Relatos de riscos de conteúdos sensíveis sobre alimentação ou sono em 20%, formas de machucar a si mesmo em 16%, formas de cometer suicídio em 14% e experiências com o uso de drogas em 11%; - Ao redor de 26% foram tratados de forma ofensiva (discriminação ou cyberbullying) e 16% relataram acesso às imagens ou vídeos de conteúdo sexual; - No total da amostra, 24% ficaram muito tempo na Internet e 25% não conseguiram controlar o tempo de uso, mesmo tentando passar menos tempo na Internet.
  • 10.
  • 11.
    Cultura Digital, infância eadolescência Pesquisa TIC KIDS ONLINE – Brasil (2018) - 2964 famílias: entrevistas de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos; - 86% estão conectados, 94% e 95% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e 75% nas regiões Norte e Nordeste; - Via telefone celular em 93%, com compartilhamento de mensagens instantâneas 80% (Sexo Feminino; SF) e 75% (Sexo Masculino; SM), uso de redes sociais 70% (SF) e 64% (SM), fotos e vídeos 53% (SF) e 44% (SM), jogos online 39% (SF) e 71% (SM) e off-line 56% (SF) e 65% (SM), além de assistir vídeos, filmes e programas ou séries na Internet 83%, tanto no SF como no SM; - 82% possuem perfis em redes sociais; - Relatos de riscos de conteúdos sensíveis sobre alimentação ou sono em 20%, formas de machucar a si mesmo em 16%, formas de cometer suicídio em 14% e experiências com o uso de drogas em 11%; - Ao redor de 26% foram tratados de forma ofensiva (discriminação ou cyberbullying) e 16% relataram acesso às imagens ou vídeos de conteúdo sexual; - No total da amostra, 24% ficaram muito tempo na Internet e 25% não conseguiram controlar o tempo de uso, mesmo tentando passar menos tempo na Internet.
  • 12.
    Cultura Digital, infância eadolescência Pesquisa TIC KIDS ONLINE – Brasil (2018) - 2964 famílias: entrevistas de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos; - 86% estão conectados, 94% e 95% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e 75% nas regiões Norte e Nordeste; - Via telefone celular em 93%, com compartilhamento de mensagens instantâneas 80% (Sexo Feminino; SF) e 75% (Sexo Masculino; SM), uso de redes sociais 70% (SF) e 64% (SM), fotos e vídeos 53% (SF) e 44% (SM), jogos online 39% (SF) e 71% (SM) e off-line 56% (SF) e 65% (SM), além de assistir vídeos, filmes e programas ou séries na Internet 83%, tanto no SF como no SM; - 82% possuem perfis em redes sociais; - Relatos de riscos de conteúdos sensíveis sobre alimentação ou sono em 20%, formas de machucar a si mesmo em 16%, formas de cometer suicídio em 14% e experiências com o uso de drogas em 11%; - Ao redor de 26% foram tratados de forma ofensiva (discriminação ou cyberbullying) e 16% relataram acesso às imagens ou vídeos de conteúdo sexual; - No total da amostra, 24% ficaram muito tempo na Internet e 25% não conseguiram controlar o tempo de uso, mesmo tentando passar menos tempo na Internet.
  • 13.
    Cultura Digital, infância eadolescência Pesquisa TIC KIDS ONLINE – Brasil (2018) - 2964 famílias: entrevistas de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos; - 86% estão conectados, 94% e 95% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e 75% nas regiões Norte e Nordeste; - Via telefone celular em 93%, com compartilhamento de mensagens instantâneas 80% (Sexo Feminino; SF) e 75% (Sexo Masculino; SM), uso de redes sociais 70% (SF) e 64% (SM), fotos e vídeos 53% (SF) e 44% (SM), jogos online 39% (SF) e 71% (SM) e off-line 56% (SF) e 65% (SM), além de assistir vídeos, filmes e programas ou séries na Internet 83%, tanto no SF como no SM; - 82% possuem perfis em redes sociais; - Relatos de riscos de conteúdos sensíveis sobre alimentação ou sono em 20%, formas de machucar a si mesmo em 16%, formas de cometer suicídio em 14% e experiências com o uso de drogas em 11%; - Ao redor de 26% foram tratados de forma ofensiva (discriminação ou cyberbullying) e 16% relataram acesso às imagens ou vídeos de conteúdo sexual; - No total da amostra, 24% ficaram muito tempo na Internet e 25% não conseguiram controlar o tempo de uso, mesmo tentando passar menos tempo na Internet.
  • 14.
    Cultura Digital, infância eadolescência Pesquisa TIC KIDS ONLINE – Brasil (2018) - 2964 famílias: entrevistas de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos; - 86% estão conectados, 94% e 95% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e 75% nas regiões Norte e Nordeste; - Via telefone celular em 93%, com compartilhamento de mensagens instantâneas 80% (Sexo Feminino; SF) e 75% (Sexo Masculino; SM), uso de redes sociais 70% (SF) e 64% (SM), fotos e vídeos 53% (SF) e 44% (SM), jogos online 39% (SF) e 71% (SM) e off-line 56% (SF) e 65% (SM), além de assistir vídeos, filmes e programas ou séries na Internet 83%, tanto no SF como no SM; - 82% possuem perfis em redes sociais; - Relatos de riscos de conteúdos sensíveis sobre alimentação ou sono em 20%, formas de machucar a si mesmo em 16%, formas de cometer suicídio em 14% e experiências com o uso de drogas em 11%; - Ao redor de 26% foram tratados de forma ofensiva (discriminação ou cyberbullying) e 16% relataram acesso às imagens ou vídeos de conteúdo sexual; - No total da amostra, 24% ficaram muito tempo na Internet e 25% não conseguiram controlar o tempo de uso, mesmo tentando passar menos tempo na Internet.
  • 15.
    Principais Problemas Médicose Alertas de Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital - Sociedade Brasileira de Pediatria - Dependência Digital e Uso Problemático das Mídias Interativas - Problemas de saúde mental: irritabilidade, ansiedade e depressão - Transtornos do déficit de atenção e hiperatividade - Transtornos do sono - Transtornos de alimentação - Sedentarismo e falta da prática de exercícios - Bullying e cyberbullying - Transtornos da imagem corporal e da auto-estima - Riscos da sexualidade, nudez, sexting, sextorsão, abuso sexual - Comportamentos auto-lesivos, indução e riscos de suicídio - Aumento da violência, abusos e fatalidades - Problemas visuais, miopia e síndrome visual do computador - Problemas auditivos e PAIR (perda auditiva induzida pelo ruído) - Transtornos posturais e músculo-esqueléticos - Uso de nicotina, vaping, álcool, maconha, anabolizantes e outras drogas
  • 16.
    Principais Fatores deRisco e Fatores de Proteção no Contexto Familiar de Crianças e Adolescentes na Era Digital da SBP
  • 17.
    Recomendações da SociedadeBrasileira de Pediatria (SBP): - Evitar a exposição de crianças menores de 2 anos às telas - Entre 2 e 5 anos, limitar o tempo de telas ao máximo de 1 hora/dia, sempre com supervisão - Entre 6 e 10 anos, limitar o tempo de telas ao máximo de 1-2 horas/dia, sempre com supervisão - Entre 11 e 18 anos, limitar o tempo de telas e jogos de videogames a 2-3 horas/dia, e nunca deixar “virar a noite” jogando - Não permitir que as crianças e adolescentes fiquem isolados nos quartos com televisão, computador, tablet, celular, smartphones ou com uso de webcam; estimular o uso nos locais comuns da casa. - Para todas as idades: nada de telas durante as refeições e desconectar 1-2 horas antes de dormir
  • 18.
    Recomendações da SociedadeBrasileira de Pediatria (SBP): - Oferecer alternativas para atividades esportivas, exercícios ao ar livre ou em contato direto com a natureza, sempre com supervisão responsável - Nunca postar fotos de crianças e adolescentes em redes sociais públicas, por quaisquer motivos. - Criar regras saudáveis para o uso de equipamentos e aplicativos digitais, além das regras de segurança, senhas e filtros apropriados para toda família - Evitar encontros com desconhecidos online ou off-line - Estimular a mediação parental das famílias e a alfabetização digital nas escolas com regras éticas de convivência e respeito - Identificar, avaliar e diagnosticar o uso inadequado precoce, excessivo, prolongado, problemático ou tóxico de crianças e adolescentes para tratamento e intervenções imediatas
  • 19.
    Educação (online) Educadores ealunos co- operam, visando à aprendizagem e ao desenvolvimento, para continuidade e renovação da cultura.
  • 20.
  • 21.
    Objetivos educacionais claros Avaliaçãoformativa e somativa sistemática Ambientes e materiais adequados para organização, interação e colaboração Parceria entre escola e família Como?
  • 22.
  • 23.
  • 24.
    Triângulo Pedagógico deHoussaye (1992), adaptado por Argôlo (2016)
  • 25.
    Tetraedro Pedagógico deIntegração das TICs, de Lombard (2003), adaptado por Argôlo (2016)
  • 26.
    Rotinas Mediação (PPP) Exercícios/ atividades/Tarefas Persistência Equilíbrio Recreio online VisitaDrive Thru Listas de dúvidas Listas de materiais complementares Enquetes/Quizzes Revisão Ações permanentes Ações eventuais
  • 27.
    “A persistência éa irmã gêmea da excelência. Uma é a mãe da qualidade, a outra é a mãe do tempo.“ Marabel Morgan salcedogomes@gmail.com
  • 28.
    Referências ARGÔLO, E. S.Trajetórias conceituais intencionais de ensino e aprendizagem: investigação em fluxo temporal em espaços e contextos nos processos educacionais em EaD. Tese. PGIE-UFRGS, 2016. BLOOM, B. Taxonomy of educational objectives: the classification of educational goals. London: Longman’s, Green and Co, LTD., 1956. _______. HASTINGS, J. T.; MADAUS, G. F. Handbook On Formative and Summative Evaluation of Student Learning. New York: McGraw-Hill, 1971. CANTO FILHO, A. B. et al. Trajetórias de Aprendizagem. In: HANNEL, K.; ZUNGUZE, M. C.; NUNES, F. B.; LIMA, J. V. (Orgs.) Trajetórias de Aprendizagem: teoria e prática. Create Space, 2016. GOMES, M. S. A rosticidade da tecnocultura na galáxia National Geographic. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação. UNISINOS, 2017. KARPICKE, J.; ROEDIGER, H. The Critical Importance of Retrieval for Learning. Science 319, 966, 2008. Disponível em: <http:/ /psychnet.wustl.edu/memory/wp-content/uploads/2018/04/Karpicke- Roediger-2008_Sci.pdf>. KRATHWOHL, D. A Revision of Bloom’s Taxonomy: An Overview. Theory Into Practice, Volume 41, Number 4, Autumn, 2002. Disponível em: <https:/ /www.depauw.edu/files/resources/krathwohl.pdf>. MARROU, H-I. História da educação na antiguidade. Campinas: Kírion, 2017. SBP, Manual de Orientação, #MenosTelas#MaisSaúde. Dez. 2019. Disponível em: <https:/ /www.sbp.com.br/ fileadmin/user_upload/_22246c-ManOrient_-__MenosTelas__MaisSaude.pdf>. TIC KIDS ONLINE BRASIL, pesquisa da CETIC/BR, 2019. Disponível em: <https:/ /cetic.br/pt/pesquisa/kids- online/>.