BIOLOGIA 12 Conservação, melhoramento e produção de novos alimentos
Todos os alimentos sofrem, ao longo do tempo, alterações físicas e químicas que alteram as suas características e acabam por provocar a deterioração.
Factores que deterioram os alimentos  crescimento e actividade de microrganismos; insectos; acção das enzimas do próprio alimento; reacções químicas espontâneas, que não são catalizadas por enzimas; alterações físicas causadas pela temperatura, pressão e humidade, entre   outras.
Classificação dos alimentos (Conservação) Não perecíveis ou estáveis Pouco perecíveis Perecíveis
Microrganismos que contaminam os alimentos Bactéria  Fungos Leveduras
Características quem condicionam o desenvolvimento dos microrganismos Propriedades físicas e químicas Condições de armazenamento Manipulação do alimento
Alterações provocadas pelos microrganismos Putrefacção (mau odor provocado pela decomposição de prótidos) Hidrólise de poli e oligossacarídeos. Ranço (hidrólise e oxidação de lípidos)
Processos de Conservação dos alimentos (objectivos) aumentar o período de tempo durante o qual os alimentos podem ser consumidos com segurança; em certos casos, melhorar as propriedades organolépticas dos alimentos, isto é, propriedades agradáveis aos órgãos dos sentidos; ultrapassar a sazonalidade do consumo de certos alimentos, tornando a dieta mais variada e equilibrada; aumentar a higiene alimentar; facilitar a tarefa de preparação dos alimentos
Principais factores de conservação de alimentos  Assepsia Remoção dos microrganismos Calor Frio Redução da água Efeitos osmóticos Modificação da atmosfera Irradiação Acidez Aditivos
Assepsia (Limpeza,  Remoção da sujeira e detritos) Previne o acesso dos microrganismos aos alimentos. A manutenção da assepsia durante a manipulação e a embalagem dos alimentos aumenta a eficácia de outros factores de conservação.
Remoção de microrganismos Remove os microrganismos eventualmente existentes no alimento.
Calor Mata os microrganismos porque causa a desnaturação das proteínas e das enzimas necessárias ao metabolismo. A combinação temperatura/tempo utilizada na conservação dos alimentos tem em vista a destruição dos microrganismos indesejá­veis, causando a menor alteração possível nas características e no valor nutritivo do alimento. Os esporos dos microrganismos são mais resistentes ao calor do que as células vegetativas e requerem um tratamento mais intenso. O tratamento pelo calor húmido é mais eficaz do que o tratamento pelo calor seco, o que possibilita a utilização de temperaturas mais baixas por períodos de tempo mais curtos.
Frio As baixas temperaturas retardam as reacções químicas e a acção das enzimas do alimento e inibem ou reduzem o crescimento e a actividade dos microrganismos, mas não os matam. Quanto mais baixa for a temperatura, mais intensas são estas acções.
Redução da água A água é essencial ao metabolismo microbiano. A redução da água inibe o crescimento dos microrganismos e a actividade enzimática no alimento. Os esporos são mais resistentes à secura.
Efeitos osmóticos Quando os alimentos são colocados em meio hipertónico (por adição de sal ou de açúcar, por exemplo) verifica-se a diminuição do potencial hídrico e a plasmólise das células microbianas.
Modificação da atmosfera Permite criar condições anaeróbias que impedem o crescimento de muitas espécies de microrganismos e as reacções de oxidação. Permite controlar a exposição dos alimentos a compostos voláteis, como o etileno.
Irradiação Certas radiações, como os raios ultravioleta (UV) e as radiações ionizantes, têm acção germicida e retardam a germinação e a maturação de sementes e frutos, respectivamente. Os raios UV, devido ao seu comprimento de onda, são absorvidas pelas bases do DNA.
Acidez O crescimento e a actividade de muitos microrganismos patogénicos é inibido ou reduzido em meio ácido, por desnaturação das enzimas.
Aditivos alimentares Alguns aditivos são substâncias químicas que inibem o crescimento e a actividade de microrganismos por interferirem com estruturas ou processos dos próprios mi­crorganismos, como, por exemplo, a estabilidade das membranas celulares, a actividade enzimática ou mecanismos genéticos. Outros aditivos previnem a autólise dos alimentos, como, por exemplo, os antioxidantes.
 
 
 

ConservaçãO De Alimentos

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    BIOLOGIA 12 Conservação,melhoramento e produção de novos alimentos
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    Todos os alimentossofrem, ao longo do tempo, alterações físicas e químicas que alteram as suas características e acabam por provocar a deterioração.
  • 3.
    Factores que deterioramos alimentos crescimento e actividade de microrganismos; insectos; acção das enzimas do próprio alimento; reacções químicas espontâneas, que não são catalizadas por enzimas; alterações físicas causadas pela temperatura, pressão e humidade, entre outras.
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    Classificação dos alimentos(Conservação) Não perecíveis ou estáveis Pouco perecíveis Perecíveis
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    Microrganismos que contaminamos alimentos Bactéria Fungos Leveduras
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    Características quem condicionamo desenvolvimento dos microrganismos Propriedades físicas e químicas Condições de armazenamento Manipulação do alimento
  • 7.
    Alterações provocadas pelosmicrorganismos Putrefacção (mau odor provocado pela decomposição de prótidos) Hidrólise de poli e oligossacarídeos. Ranço (hidrólise e oxidação de lípidos)
  • 8.
    Processos de Conservaçãodos alimentos (objectivos) aumentar o período de tempo durante o qual os alimentos podem ser consumidos com segurança; em certos casos, melhorar as propriedades organolépticas dos alimentos, isto é, propriedades agradáveis aos órgãos dos sentidos; ultrapassar a sazonalidade do consumo de certos alimentos, tornando a dieta mais variada e equilibrada; aumentar a higiene alimentar; facilitar a tarefa de preparação dos alimentos
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    Principais factores deconservação de alimentos Assepsia Remoção dos microrganismos Calor Frio Redução da água Efeitos osmóticos Modificação da atmosfera Irradiação Acidez Aditivos
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    Assepsia (Limpeza, Remoção da sujeira e detritos) Previne o acesso dos microrganismos aos alimentos. A manutenção da assepsia durante a manipulação e a embalagem dos alimentos aumenta a eficácia de outros factores de conservação.
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    Remoção de microrganismosRemove os microrganismos eventualmente existentes no alimento.
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    Calor Mata osmicrorganismos porque causa a desnaturação das proteínas e das enzimas necessárias ao metabolismo. A combinação temperatura/tempo utilizada na conservação dos alimentos tem em vista a destruição dos microrganismos indesejá­veis, causando a menor alteração possível nas características e no valor nutritivo do alimento. Os esporos dos microrganismos são mais resistentes ao calor do que as células vegetativas e requerem um tratamento mais intenso. O tratamento pelo calor húmido é mais eficaz do que o tratamento pelo calor seco, o que possibilita a utilização de temperaturas mais baixas por períodos de tempo mais curtos.
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    Frio As baixastemperaturas retardam as reacções químicas e a acção das enzimas do alimento e inibem ou reduzem o crescimento e a actividade dos microrganismos, mas não os matam. Quanto mais baixa for a temperatura, mais intensas são estas acções.
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    Redução da águaA água é essencial ao metabolismo microbiano. A redução da água inibe o crescimento dos microrganismos e a actividade enzimática no alimento. Os esporos são mais resistentes à secura.
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    Efeitos osmóticos Quandoos alimentos são colocados em meio hipertónico (por adição de sal ou de açúcar, por exemplo) verifica-se a diminuição do potencial hídrico e a plasmólise das células microbianas.
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    Modificação da atmosferaPermite criar condições anaeróbias que impedem o crescimento de muitas espécies de microrganismos e as reacções de oxidação. Permite controlar a exposição dos alimentos a compostos voláteis, como o etileno.
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    Irradiação Certas radiações,como os raios ultravioleta (UV) e as radiações ionizantes, têm acção germicida e retardam a germinação e a maturação de sementes e frutos, respectivamente. Os raios UV, devido ao seu comprimento de onda, são absorvidas pelas bases do DNA.
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    Acidez O crescimentoe a actividade de muitos microrganismos patogénicos é inibido ou reduzido em meio ácido, por desnaturação das enzimas.
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    Aditivos alimentares Algunsaditivos são substâncias químicas que inibem o crescimento e a actividade de microrganismos por interferirem com estruturas ou processos dos próprios mi­crorganismos, como, por exemplo, a estabilidade das membranas celulares, a actividade enzimática ou mecanismos genéticos. Outros aditivos previnem a autólise dos alimentos, como, por exemplo, os antioxidantes.
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