Roberto C. S. Pacheco
Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC - Brasil
Pós-graduação em Engenharia e Gestão do conhecimento
Instituto Stela (pesquisador fundador)
CONHECIMENTO INTER
E TRANSDISCIPLINAR
Mesa redonda -. Inter, Multi e Transdisciplinaridade, com os convidados:
Prof.ª Dr.ª Joana Paulin Romanowski - (UNINTER / PUC PR);
Prof. Dr. Roberto Carlos dos Santos Pacheco - (UFSC);
Prof. Dr. Arlindo Philippi - (USP); Prof. Dr. Neri dos Santos - (UNINTER) mediador
Curitiba,12 de novembro de 2015
QUEM SOMOS
CONHECIMENTO
IMPACTOS PARA A UNIVERSIDADE
INTERDISCILINARIDADE
TRANSDISCIPLINARIDADE
CONVERGÊNCIA E COPRODUÇÃO
COMMONS DE CONHECIMENTO
EGC/UFSC, Stela e ReCIS
QUEM SOMOS
EGC/UFSC
Programa de Pós-Graduação
Engenharia do Conhecimento
Gestão do Conhecimento
Mídias do Conhecimento
• Criado em 2004
• 40 doutores de diversas áreas
(Administração, Engenharias, Computação, Psicologia, Semiótica, Educação)
• 700 candidatos e 60 estudantes-ano (30 p/ cada curso)
• Mais de 200 doutores e mais de 200 mestres formados
QUEM SOMOS
Histórico da EGC/UFSC
GESTÃO DO CONHECIMENTO
Como utilizar conhecimento
em um ciclo de criação
coletiva de valor?
MÍDIAS DO CONHECIMENTO
Como se criam e evoluem as
conexões entre indivíduos em
sistemas de inteligência
coletiva?
ENGENHARIA DO CONHECIMENTO
Como modelar
conhecimento e criar
projetos de sistemas de
conhecimento que apoiem
desafios organizacionais?
Formação & Pesquisa
• Competências em domínios
• Competências em EGMC
• Projetos conjuntos
• Eventos conjuntos
• Formação de quadros
• Redes de pesquisa
Inovação
• Desafios
organizacionais
• Formação de quadros
• Capacitação em EGMC
• Projetos conjuntos
• Inserção de egressos
P&D
• Projetos conjuntos
• Formação de quadros
• Tecnologias EGMC
• Competências EGMC
• Soluções EGMC
• Inserção de egressos
ReCIS
REDE DE CONHECIMENTO E INOVAÇÃO SUSTENTÁVEL
Universidades Institutos Empresas
Governo e
Organizações
Paragovernamentais
P&D&I
• Fomento a P&D
• Desafios em EGMC
• Projetos conjuntos
• Formação de quadros
• Inserção de egressos
• Capacitação em EGMC
COM QUEM O EGC/UFSC COOPERA?
Arranjo institucional para promover COPRODUÇÃO
Transforma dados em conhecimento
Instituto de Pesquisa sem fins lucrativos
P&D&I em Engenharia do Conhecimento e Tecnologias da Informação
Referência em Governo eletrônico (+ U$ 20 milhões em projetos)
60 pesquisadores e colaboradores (20% Doutores e 20% Mestres)
Engenharias, Computação, Sistemas de Informação, EGC, entre outros
2012
2008
2007
1995-2002: Grupo Stela/UFSC
2002-hoje: Instituto Stela
Plataformas Nacionais em e-Gov
Soluções corporativasInovações do Instituto
Gestão de
informação sobre
empresas, governo,
universidades e
agentes de
inovação
Mais de 6 milhões
de usuários diretos
Projetos e soluções
CONVERGÊNCIA E COPRODUÇÃO
A convergência de mídias está nos levando a uma
“renascença digital”, com impactos sociais, políticos,
econômicos, legais, produtivos e culturais.
Henry Jenkis - 2006
RENASCENÇA DIGITAL
CONVERGÊNCIA DE
CONHECIMENTO & TECNOLOGIA (CCT)
CCT para o benefício da sociedade consiste em interações
escalonáveis e transformadoras entre disciplinas, tecnologias,
comunidades e domínios da atividade humana,
aparentemente distintos, que visam compatibilidade, sinergia e
integração e, nesse processo, criam valor e se ampliam para
alcançar objetivos comuns.
Mihail C. Roco William S. Bainbridge
2013
COPRODUÇÃO
Coprodução é a participação de cidadãos
na produção e entrega de serviços
públicos. Vincent Ostrom
Elinor Ostrom
1971
COPRODUÇÃO EM CIÊNCIA
Coprodução é a pesquisa participativa e a governança
colaborativa que fundamenta ações e decisões segundo
o melhor conhecimento disponível. 2015
Parte da premissa de que todos os atores têm a capacidade de resolver o
problema quando houver representação, capacidade, confiança e
comprometimento com o aprendizado.
Heidi Schuttenberg
Heidi K. Guth
Então a COPRODUÇÃO...
Pode ocorrer entre Cidadãos e Governo (década de 1970)
Pressupõe multiplicidade e diversidade de atores
É um dos principais fatores da convergência contemporânea
Gera conhecimento e valor...
Necessita de participação e governança colaborativa
Quantas lentes existem
para definir e produzir
conhecimento?
CONHECIMENTO
http://rhinestonearmadillo.typepad.com/the_rhinestone_bookmark/2013/04/the-blind-men-and-the-elephant-fairy-tale-art.html
O QUE É CONHECIMENTO?
COGNITIVISTAS
• Conhecimento é
uma entidade (dados)
fixa e representável,
estocável em
computadores, bases
de dados, arquivos
ou manuais e,
portanto,
conhecimento pode
ser compartilhado em
uma organização.
AUTOPOIÉTICOS
• Conhecimento é
resultado da
transformação de
informação feita pelo
indivíduo, a partir de
suas experiências e
observações.
CONEXIONISTAS
• Conhecimento está
nas conexões de
especialistas e é
orientado à resolução
de problemas.
Conhecimento é
interdependente da
rede de componentes
interconectados.
ENGENHARIA DO CONHECIMENTO GESTÃO DO CONHECIMENTO MÍDIA DO CONHECIMENTO
Conhecimento Cognitivistas Conexionistas Autopoéticos
Onde está?
Pessoas, computadores,
manuais, livros
Conexão entre
especialistas
Nos indivíduos e no
grupo
Como ele é Explícito ou implícito Rede Tácito ou explícito
Onde investir
Em ativos de
conhecimento
Em ligações dentro e
fora da empresa
Em pessoas
Está tanto em
agentes humanos
como artificiais Está na rede de
pessoas
Está nos
indivíduos e
no grupo
Cognitivistas Conexionistas Autopoéticos
O QUE É CONHECIMENTO?
Múltiplas visões epistêmicas
O QUE É CONHECIMENTO?
Nossa definição no EGC/UFSC
Conhecimento é conteúdo ou processo efetivado por
agentes humanos ou artificiais em atividades de geração
de valor científico, econômico, social ou cultural.
Propósito: geração de valor
Forma: conteúdo ou processo
Local: tanto na mente humana quanto em artefatos
Fonte: indivíduos, grupos, organizações, redes, regiões e países (inovação)
Epistemologia: convergência das três:
Cognitivista: conhecimento pode ser conteúdo e estar em artefatos.
Conexionista: rede e comunicação são essenciais na geração de valor.
Autopoiético: a criação de conhecimento se dá (principalmente) por humanos
Pacheco, 2014
Conhecimento multi-lócus, multi, inter e transdisciplinar...
LÓCUS E FONTES DE CONHECIMENTO
CONHECIMENTO MULTIDISCIPLINAR
É conhecimento multidisciplinar resulta da soma linear
de uma ou mais unidades disciplinares de conhecimento
relevantes em um problema específico.
Disciplina 1 Disciplina 2
Disciplina 3
MutidisciplinaridadeResolução de problemas
sob múltiplas
perspectivas científicas Lews Gilbert, 1998
CONHECIMENTO INTERDISCIPLINAR
Un-chol Shin, 1986
É conhecimento cujo significado é criado pela
integração de conceitos e ideias de diferentes
disciplinas.
Interdisciplinaridade
Convergência de métodos
e de conteúdos
Disciplina 3
CONHECIMENTO TRANSDISCIPLINAR
É conhecimento resultante da coprodução de
múltiplos atores, que ultrapassam os muros da
academia, nos setores público e privado
Robert Frodeman, 2014
Concepções de meta-nível da interdisciplinaridade
novos arranjos para participação e colaboração em pesquisa
orientada a resolução de problemas (Klein, 2014)
Transdisciplinaridade
CIÊNCIA E COPRODUÇÃO
REFLEXÕES ATUAIS
Relações habilitam
atores a efetivarem
conhecimento
Quais são os tipos de relações?
Conhecimento só gera
valor quando coletivo
(ex. inovação, aprendizagem social,
economia solidária, sistemas sociotécnicos)
Relações
VIRTUAL RESEARCH COLLABORATION
Nova forma de organização do século XXI, envolve cientistas
que trabalham dentro de ambientes tecnológicos,
desenvolvendo ciência de forma geograficamente distribuída,
porém como se fosse uma única unidade (Cummings and
Kiesler, 2008).
BIG SCIENCE
Estilo de investigação científica caracterizada pelo uso de
recursos em larga escala, tais como grandes equipes,
bigdata e cyber-infraestrutura, geralmente envolvendo
colaboração internacional (Ortoll et al., 2014).
EXEMPLOS DE COPRODUÇÃO EM CIÊNCIA
CITIZEN SCIENCE
Envolve a participação pública na pesquisa científica
(Rotman et al., 2014)
EXEMPLOS DE COPRODUÇÃO EM CIÊNCIA
http://www.birds.cornell.edu/citscitoolkit/ http://scistarter.com/index.html
+ de 400 projetos
Envolvimento de não cientistas em tomada de decisão
Ajuda na coleta e tratamento de dados
Diversos fatores de motivação
CO-CONSTRUÇÃO DO
CONHECIMENTO
Informações dos membros de uma
equipe é complementada com
informações de membros de outras
equipes
(Détienne , Baker & Burkhardt, 2012).
Batista, 2014
Não há consenso sobre a definição de coprodução
EXEMPLOS DE COPRODUÇÃO EM CIÊNCIA
UMA TAXONOMIA PARA COPRODUÇÃO
Produção conjunta de resultados
passíveis de coautoria entre os
partícipes.
Estamos estabelecendo uma taxonomia baseada em graus
crescentes de intensidade de coproduzir
(Pacheco e Batista, 2015)
Coprodução
Colaboração
Cooperação
Coexistência
Elaboração coletiva baseada em
entendimento compartilhado, mas
sem coautoria no resultado final.
Operação conjunta em que os
atores têm responsabilidades
distribuídas numa mesma tarefa.
Convivência de atores em
ambiente comum de atuação.
• Coautores (produção intelectual)
• Roteiristas de um filme
• Co-professores em disciplinas
• Orientação (orientador-aluno)
• Coorientação (orientadores)
• Equipes de projeto
• Examinadores de banca
• Integrantes de comissões
• Grupos de trabalho (workshops)
• Colegas de trabalho
• Colegas de turma (estudantes)
O que define relações
não são as diferenças e
sim os consensos
Como estabelecer coletivos que criem
conhecimentos duradouros?
Conhecimento só gera
valor quando coletivo
(ex. inovação, aprendizagem social,
economia solidária, sistemas sociotécnicos)
Relações
REFLEXÕES PRESENTES
COMMONS DE CONHECIMENTO
Commons são “recursos compartilhados por um grupo
de indivíduos sujeitos a conflitos sociais”
(Hess e Ostrom, 2007, p. 3).
1990
São bens coletivos de pessoas, grupos ou organizações,
que podem naturais ou produzidos.
Praias
Biblioteca
s
Praças
Rios
Geladeira
AtmosferaConhecimento
científico
Vida selvagem
Fonte: Ostrom (1990 – pp. 90-102)
com títulos sugeridos por Pacheco, 2014)
1. Delimitação
Definir claramente quem tem e quais
são os direitos de uso do commons.
2. Adequação de contexto
Definir regras de uso e provisão
condizentes às necessidades e
condições locais.
3. Participação (e Coprodução)
Assegurar que aqueles afetos às
regras operacionais possam
participar de sua modificação.
4. Autonomia
Assegurar que os direitos dos membros da
comunidade não sejam desafiados por
autoridades externas.
4. Monitoramento (e Avaliação)
Há monitoramento responsável do
estado do commons e do
comportamento de apropriadores
5. Sanções (e Recompensas) proporcionais
Utilizar mecanismos e autoridade de sansões
proporcionais à violação das regras.
7. Resolubilidade
Prover mecanismos de resolução de conflitos
acessíveis localmente e de baixo custo.
8. Adocracia
Governar (apropriar, prover, monitorar,
resolver conflitos, sancionar) segundo
estrutura de múltiplos e alinhados níveis de
responsabilidades.
São commons materializados em intangíveis, como ideias,
informações, dados, internet. Hess and Ostrom, 2007
https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=umIvjRuDkbse1M&tbnid=Vm3z3JJi_pXIRM:&ved=0CAUQjRw&url=http%3A%2F%2Fwww.whatson
mybrain.com%2Fmarketing-your-new-hypnosis-business%2F&ei=NoTWU5q_LKzisAT01oKYDQ&bvm=bv.71778758,d.cWc&psig=AFQjCNH6b2_41P9H_bTtWTYfUj4p-YOqrQ&ust=1406653860285540
Redes sociais
(integrantes, conexões e conteúdos)
http://comaround.files.wordpress.com/2013/07/socila-network.jpg
Internet
http://creativecommons.org
Digital commons network
Educational commons
Scientific commons
Information commons
Innovation commons
Health commons
Industrial commons
Touristic commons
Legal commons
Sustainability commons
“Recursos compartilhados
por um grupo de indivíduos
sujeitos a conflitos sociais”
(Hess e Ostrom, 2007)
Conteúdo ou processo efetivado
por agentes humanos ou
artificiais em atividades de
geração de valor científico,
tecnológico, econômico, social ou
cultural
Recursos imateriais (intelectuais) que integram a
cadeia de valor de um bem ou serviço de
propriedade privada, pública ou coletiva.
Conhecimento
Ativos
intangíveisCommons
Recursos baseados em conhecimento e compartilhados em
plataformas de tecnologia da informação e comunicação (TIC),
sob princípios de equidade, coprodução e sustentabilidade.
Commons
digitais
Fonte: Pacheco, 2014
Alguns projetos de soluções
da Engenharia do Conhecimento
Coprodução coletiva em processos de entrega de serviços
TAXONOMIA
ORGANIZACIONAL
PAHO and WHO partnership
http://www.sciencemag.org/content/345/6202/1302.full
PAHO and WHO partnership
Science
Vol. 345 no. 6202 pp. 1302-1304
12 September 2014
DOI: 10.1126/science.1258737
IMPACTOS PARA A UNIVERSIDADE
Ensinar x Transformar
Quem são os profissionais do futuro?
Estamos com métodos, instrumentos e
estrutura curricular adequados?
Extensão x Coprodução
A universidade aprende e muda com a
extensão?
Hierarquia x Adhocracia
As estruturas administrativas da
universidade estão prontas para a Inter e
a Transdisciplinaridade?
• Plano de carreira
• Mobilidade docente e discente
• Projetos inter e transdisciplinares
• Relações universidade-empresa
Identidade
Qual é nosso objeto de formação e
pesquisa?
Cultura
Nosso histórico, crenças e valores são
favoráveis à coprodução ? Ex. somos
humildes para aceitar que não somos
detentores de todo o conhecimento?
Liderança
Quem nos representa e coordena nossas
ações comunga dessas visões?
Roberto C. S. Pacheco
rpacheco@egc.ufsc.br
Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC - Brasil
Pós-graduação em Engenharia e Gestão do conhecimento
Instituto Stela (pesquisador fundador)
MUITO OBRIGADO!
Curitiba,12 de novembro de 2015
CAPES. Relatório Final. III Encontro Acadêmico Internacional – Interdisciplinarlidade nas Universidades
Brasileiras Resultados & Desafios. Maio de 2014.
ROCO, Mihail C.; BAINBRIDGE, William S. The new world of discovery, invention, and innovation: convergence
of knowledge, technology, and society. Journal of nanoparticle research, v. 15, n. 9, p. 1-17, 2013.
JENKINS, Henry. Convergence culture: Where old and new media collide. NYU press, 2006.
PACHECO, R. C. S. . A Renascença Digital. Diário Catarinense, Florianópolis, 09 nov. 2013.
OSTROM, Vincent; OSTROM, Elinor. Public choice: A different approach to the study of public
administration. Public Administration Review, p. 203-216, 1971.
SCHUTTENBERG, H. Z.; GUTH, Heidi K. Seeking our shared wisdom: a framework for understanding knowledge
coproduction and coproductive capacities. Ecology and Society, in press, 2015.
GILBERT, Lewis E. Disciplinary breadth and interdisciplinary knowledge production. Knowledge, Technology &
Policy, v. 11, n. 1-2, p. 4-15, 1998.
SHIN, Un-chol. The structure of interdisciplinary knowledge: A Polanyian view. Issues in Integrative Studies, v.
4, p. 93-104, 1986.
FRODEMAN, Robert. Sustainable knowledge: a theory of interdisciplinarity. Palgrave Macmillan, 2013.
KLEIN, Julie Thompson. Discourses of transdisciplinarity: Looking Back to the Future. Futures, v. 63, p. 68-74,
2014
PACHECO, Roberto. Projeto InCommons®. Editora Instituto Stela. 2014
CUMMINGS, Jonathon N.; KIESLER, Sara. Who collaborates successfully?: prior experience reduces
collaboration barriers in distributed interdisciplinary research. In: Proceedings of the 2008 ACM conference on
Computer supported cooperative work. ACM, 2008. p. 437-446.
ORTOLL, Eva et al. Principales parámetros para el estudio de la colaboración científica en Big Science. Revista
Española de Documentación Científica, v. 37, n. 4, p. e069, 2014.
ROTMAN, Dana et al. Motivations affecting initial and long-term participation in citizen science projects in
three countries. 2014.
Conhecimento Inter e Transdisciplinar

Conhecimento Inter e Transdisciplinar

  • 1.
    Roberto C. S.Pacheco Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC - Brasil Pós-graduação em Engenharia e Gestão do conhecimento Instituto Stela (pesquisador fundador) CONHECIMENTO INTER E TRANSDISCIPLINAR Mesa redonda -. Inter, Multi e Transdisciplinaridade, com os convidados: Prof.ª Dr.ª Joana Paulin Romanowski - (UNINTER / PUC PR); Prof. Dr. Roberto Carlos dos Santos Pacheco - (UFSC); Prof. Dr. Arlindo Philippi - (USP); Prof. Dr. Neri dos Santos - (UNINTER) mediador Curitiba,12 de novembro de 2015
  • 2.
    QUEM SOMOS CONHECIMENTO IMPACTOS PARAA UNIVERSIDADE INTERDISCILINARIDADE TRANSDISCIPLINARIDADE CONVERGÊNCIA E COPRODUÇÃO COMMONS DE CONHECIMENTO
  • 3.
    EGC/UFSC, Stela eReCIS QUEM SOMOS
  • 4.
    EGC/UFSC Programa de Pós-Graduação Engenhariado Conhecimento Gestão do Conhecimento Mídias do Conhecimento • Criado em 2004 • 40 doutores de diversas áreas (Administração, Engenharias, Computação, Psicologia, Semiótica, Educação) • 700 candidatos e 60 estudantes-ano (30 p/ cada curso) • Mais de 200 doutores e mais de 200 mestres formados
  • 5.
  • 6.
    GESTÃO DO CONHECIMENTO Comoutilizar conhecimento em um ciclo de criação coletiva de valor?
  • 7.
    MÍDIAS DO CONHECIMENTO Comose criam e evoluem as conexões entre indivíduos em sistemas de inteligência coletiva?
  • 8.
    ENGENHARIA DO CONHECIMENTO Comomodelar conhecimento e criar projetos de sistemas de conhecimento que apoiem desafios organizacionais?
  • 9.
    Formação & Pesquisa •Competências em domínios • Competências em EGMC • Projetos conjuntos • Eventos conjuntos • Formação de quadros • Redes de pesquisa Inovação • Desafios organizacionais • Formação de quadros • Capacitação em EGMC • Projetos conjuntos • Inserção de egressos P&D • Projetos conjuntos • Formação de quadros • Tecnologias EGMC • Competências EGMC • Soluções EGMC • Inserção de egressos ReCIS REDE DE CONHECIMENTO E INOVAÇÃO SUSTENTÁVEL Universidades Institutos Empresas Governo e Organizações Paragovernamentais P&D&I • Fomento a P&D • Desafios em EGMC • Projetos conjuntos • Formação de quadros • Inserção de egressos • Capacitação em EGMC COM QUEM O EGC/UFSC COOPERA? Arranjo institucional para promover COPRODUÇÃO
  • 10.
    Transforma dados emconhecimento Instituto de Pesquisa sem fins lucrativos P&D&I em Engenharia do Conhecimento e Tecnologias da Informação Referência em Governo eletrônico (+ U$ 20 milhões em projetos) 60 pesquisadores e colaboradores (20% Doutores e 20% Mestres) Engenharias, Computação, Sistemas de Informação, EGC, entre outros 2012 2008 2007 1995-2002: Grupo Stela/UFSC 2002-hoje: Instituto Stela
  • 11.
    Plataformas Nacionais eme-Gov Soluções corporativasInovações do Instituto Gestão de informação sobre empresas, governo, universidades e agentes de inovação Mais de 6 milhões de usuários diretos Projetos e soluções
  • 12.
  • 13.
    A convergência demídias está nos levando a uma “renascença digital”, com impactos sociais, políticos, econômicos, legais, produtivos e culturais. Henry Jenkis - 2006 RENASCENÇA DIGITAL
  • 14.
    CONVERGÊNCIA DE CONHECIMENTO &TECNOLOGIA (CCT) CCT para o benefício da sociedade consiste em interações escalonáveis e transformadoras entre disciplinas, tecnologias, comunidades e domínios da atividade humana, aparentemente distintos, que visam compatibilidade, sinergia e integração e, nesse processo, criam valor e se ampliam para alcançar objetivos comuns. Mihail C. Roco William S. Bainbridge 2013
  • 15.
    COPRODUÇÃO Coprodução é aparticipação de cidadãos na produção e entrega de serviços públicos. Vincent Ostrom Elinor Ostrom 1971
  • 16.
    COPRODUÇÃO EM CIÊNCIA Coproduçãoé a pesquisa participativa e a governança colaborativa que fundamenta ações e decisões segundo o melhor conhecimento disponível. 2015 Parte da premissa de que todos os atores têm a capacidade de resolver o problema quando houver representação, capacidade, confiança e comprometimento com o aprendizado. Heidi Schuttenberg Heidi K. Guth
  • 17.
    Então a COPRODUÇÃO... Podeocorrer entre Cidadãos e Governo (década de 1970) Pressupõe multiplicidade e diversidade de atores É um dos principais fatores da convergência contemporânea Gera conhecimento e valor... Necessita de participação e governança colaborativa
  • 18.
    Quantas lentes existem paradefinir e produzir conhecimento? CONHECIMENTO http://rhinestonearmadillo.typepad.com/the_rhinestone_bookmark/2013/04/the-blind-men-and-the-elephant-fairy-tale-art.html
  • 19.
    O QUE ÉCONHECIMENTO? COGNITIVISTAS • Conhecimento é uma entidade (dados) fixa e representável, estocável em computadores, bases de dados, arquivos ou manuais e, portanto, conhecimento pode ser compartilhado em uma organização. AUTOPOIÉTICOS • Conhecimento é resultado da transformação de informação feita pelo indivíduo, a partir de suas experiências e observações. CONEXIONISTAS • Conhecimento está nas conexões de especialistas e é orientado à resolução de problemas. Conhecimento é interdependente da rede de componentes interconectados. ENGENHARIA DO CONHECIMENTO GESTÃO DO CONHECIMENTO MÍDIA DO CONHECIMENTO
  • 20.
    Conhecimento Cognitivistas ConexionistasAutopoéticos Onde está? Pessoas, computadores, manuais, livros Conexão entre especialistas Nos indivíduos e no grupo Como ele é Explícito ou implícito Rede Tácito ou explícito Onde investir Em ativos de conhecimento Em ligações dentro e fora da empresa Em pessoas Está tanto em agentes humanos como artificiais Está na rede de pessoas Está nos indivíduos e no grupo Cognitivistas Conexionistas Autopoéticos O QUE É CONHECIMENTO? Múltiplas visões epistêmicas
  • 21.
    O QUE ÉCONHECIMENTO? Nossa definição no EGC/UFSC Conhecimento é conteúdo ou processo efetivado por agentes humanos ou artificiais em atividades de geração de valor científico, econômico, social ou cultural. Propósito: geração de valor Forma: conteúdo ou processo Local: tanto na mente humana quanto em artefatos Fonte: indivíduos, grupos, organizações, redes, regiões e países (inovação) Epistemologia: convergência das três: Cognitivista: conhecimento pode ser conteúdo e estar em artefatos. Conexionista: rede e comunicação são essenciais na geração de valor. Autopoiético: a criação de conhecimento se dá (principalmente) por humanos Pacheco, 2014
  • 22.
    Conhecimento multi-lócus, multi,inter e transdisciplinar... LÓCUS E FONTES DE CONHECIMENTO
  • 23.
    CONHECIMENTO MULTIDISCIPLINAR É conhecimentomultidisciplinar resulta da soma linear de uma ou mais unidades disciplinares de conhecimento relevantes em um problema específico. Disciplina 1 Disciplina 2 Disciplina 3 MutidisciplinaridadeResolução de problemas sob múltiplas perspectivas científicas Lews Gilbert, 1998
  • 24.
    CONHECIMENTO INTERDISCIPLINAR Un-chol Shin,1986 É conhecimento cujo significado é criado pela integração de conceitos e ideias de diferentes disciplinas. Interdisciplinaridade Convergência de métodos e de conteúdos Disciplina 3
  • 25.
    CONHECIMENTO TRANSDISCIPLINAR É conhecimentoresultante da coprodução de múltiplos atores, que ultrapassam os muros da academia, nos setores público e privado Robert Frodeman, 2014 Concepções de meta-nível da interdisciplinaridade novos arranjos para participação e colaboração em pesquisa orientada a resolução de problemas (Klein, 2014) Transdisciplinaridade
  • 26.
  • 27.
    REFLEXÕES ATUAIS Relações habilitam atoresa efetivarem conhecimento Quais são os tipos de relações? Conhecimento só gera valor quando coletivo (ex. inovação, aprendizagem social, economia solidária, sistemas sociotécnicos) Relações
  • 28.
    VIRTUAL RESEARCH COLLABORATION Novaforma de organização do século XXI, envolve cientistas que trabalham dentro de ambientes tecnológicos, desenvolvendo ciência de forma geograficamente distribuída, porém como se fosse uma única unidade (Cummings and Kiesler, 2008). BIG SCIENCE Estilo de investigação científica caracterizada pelo uso de recursos em larga escala, tais como grandes equipes, bigdata e cyber-infraestrutura, geralmente envolvendo colaboração internacional (Ortoll et al., 2014). EXEMPLOS DE COPRODUÇÃO EM CIÊNCIA
  • 29.
    CITIZEN SCIENCE Envolve aparticipação pública na pesquisa científica (Rotman et al., 2014) EXEMPLOS DE COPRODUÇÃO EM CIÊNCIA http://www.birds.cornell.edu/citscitoolkit/ http://scistarter.com/index.html + de 400 projetos Envolvimento de não cientistas em tomada de decisão Ajuda na coleta e tratamento de dados Diversos fatores de motivação
  • 30.
    CO-CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO Informações dosmembros de uma equipe é complementada com informações de membros de outras equipes (Détienne , Baker & Burkhardt, 2012). Batista, 2014 Não há consenso sobre a definição de coprodução EXEMPLOS DE COPRODUÇÃO EM CIÊNCIA
  • 31.
    UMA TAXONOMIA PARACOPRODUÇÃO Produção conjunta de resultados passíveis de coautoria entre os partícipes. Estamos estabelecendo uma taxonomia baseada em graus crescentes de intensidade de coproduzir (Pacheco e Batista, 2015) Coprodução Colaboração Cooperação Coexistência Elaboração coletiva baseada em entendimento compartilhado, mas sem coautoria no resultado final. Operação conjunta em que os atores têm responsabilidades distribuídas numa mesma tarefa. Convivência de atores em ambiente comum de atuação. • Coautores (produção intelectual) • Roteiristas de um filme • Co-professores em disciplinas • Orientação (orientador-aluno) • Coorientação (orientadores) • Equipes de projeto • Examinadores de banca • Integrantes de comissões • Grupos de trabalho (workshops) • Colegas de trabalho • Colegas de turma (estudantes)
  • 32.
    O que definerelações não são as diferenças e sim os consensos Como estabelecer coletivos que criem conhecimentos duradouros? Conhecimento só gera valor quando coletivo (ex. inovação, aprendizagem social, economia solidária, sistemas sociotécnicos) Relações REFLEXÕES PRESENTES
  • 33.
  • 34.
    Commons são “recursoscompartilhados por um grupo de indivíduos sujeitos a conflitos sociais” (Hess e Ostrom, 2007, p. 3). 1990
  • 35.
    São bens coletivosde pessoas, grupos ou organizações, que podem naturais ou produzidos. Praias Biblioteca s Praças Rios Geladeira AtmosferaConhecimento científico Vida selvagem
  • 36.
    Fonte: Ostrom (1990– pp. 90-102) com títulos sugeridos por Pacheco, 2014) 1. Delimitação Definir claramente quem tem e quais são os direitos de uso do commons. 2. Adequação de contexto Definir regras de uso e provisão condizentes às necessidades e condições locais. 3. Participação (e Coprodução) Assegurar que aqueles afetos às regras operacionais possam participar de sua modificação. 4. Autonomia Assegurar que os direitos dos membros da comunidade não sejam desafiados por autoridades externas. 4. Monitoramento (e Avaliação) Há monitoramento responsável do estado do commons e do comportamento de apropriadores 5. Sanções (e Recompensas) proporcionais Utilizar mecanismos e autoridade de sansões proporcionais à violação das regras. 7. Resolubilidade Prover mecanismos de resolução de conflitos acessíveis localmente e de baixo custo. 8. Adocracia Governar (apropriar, prover, monitorar, resolver conflitos, sancionar) segundo estrutura de múltiplos e alinhados níveis de responsabilidades.
  • 37.
    São commons materializadosem intangíveis, como ideias, informações, dados, internet. Hess and Ostrom, 2007 https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=umIvjRuDkbse1M&tbnid=Vm3z3JJi_pXIRM:&ved=0CAUQjRw&url=http%3A%2F%2Fwww.whatson mybrain.com%2Fmarketing-your-new-hypnosis-business%2F&ei=NoTWU5q_LKzisAT01oKYDQ&bvm=bv.71778758,d.cWc&psig=AFQjCNH6b2_41P9H_bTtWTYfUj4p-YOqrQ&ust=1406653860285540 Redes sociais (integrantes, conexões e conteúdos) http://comaround.files.wordpress.com/2013/07/socila-network.jpg Internet http://creativecommons.org Digital commons network
  • 38.
    Educational commons Scientific commons Informationcommons Innovation commons Health commons Industrial commons Touristic commons Legal commons Sustainability commons
  • 39.
    “Recursos compartilhados por umgrupo de indivíduos sujeitos a conflitos sociais” (Hess e Ostrom, 2007) Conteúdo ou processo efetivado por agentes humanos ou artificiais em atividades de geração de valor científico, tecnológico, econômico, social ou cultural Recursos imateriais (intelectuais) que integram a cadeia de valor de um bem ou serviço de propriedade privada, pública ou coletiva. Conhecimento Ativos intangíveisCommons Recursos baseados em conhecimento e compartilhados em plataformas de tecnologia da informação e comunicação (TIC), sob princípios de equidade, coprodução e sustentabilidade. Commons digitais Fonte: Pacheco, 2014
  • 40.
    Alguns projetos desoluções da Engenharia do Conhecimento
  • 41.
    Coprodução coletiva emprocessos de entrega de serviços TAXONOMIA ORGANIZACIONAL
  • 42.
    PAHO and WHOpartnership
  • 43.
    http://www.sciencemag.org/content/345/6202/1302.full PAHO and WHOpartnership Science Vol. 345 no. 6202 pp. 1302-1304 12 September 2014 DOI: 10.1126/science.1258737
  • 44.
    IMPACTOS PARA AUNIVERSIDADE
  • 45.
    Ensinar x Transformar Quemsão os profissionais do futuro? Estamos com métodos, instrumentos e estrutura curricular adequados? Extensão x Coprodução A universidade aprende e muda com a extensão? Hierarquia x Adhocracia As estruturas administrativas da universidade estão prontas para a Inter e a Transdisciplinaridade? • Plano de carreira • Mobilidade docente e discente • Projetos inter e transdisciplinares • Relações universidade-empresa Identidade Qual é nosso objeto de formação e pesquisa? Cultura Nosso histórico, crenças e valores são favoráveis à coprodução ? Ex. somos humildes para aceitar que não somos detentores de todo o conhecimento? Liderança Quem nos representa e coordena nossas ações comunga dessas visões?
  • 46.
    Roberto C. S.Pacheco rpacheco@egc.ufsc.br Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC - Brasil Pós-graduação em Engenharia e Gestão do conhecimento Instituto Stela (pesquisador fundador) MUITO OBRIGADO! Curitiba,12 de novembro de 2015
  • 47.
    CAPES. Relatório Final.III Encontro Acadêmico Internacional – Interdisciplinarlidade nas Universidades Brasileiras Resultados & Desafios. Maio de 2014. ROCO, Mihail C.; BAINBRIDGE, William S. The new world of discovery, invention, and innovation: convergence of knowledge, technology, and society. Journal of nanoparticle research, v. 15, n. 9, p. 1-17, 2013. JENKINS, Henry. Convergence culture: Where old and new media collide. NYU press, 2006. PACHECO, R. C. S. . A Renascença Digital. Diário Catarinense, Florianópolis, 09 nov. 2013. OSTROM, Vincent; OSTROM, Elinor. Public choice: A different approach to the study of public administration. Public Administration Review, p. 203-216, 1971. SCHUTTENBERG, H. Z.; GUTH, Heidi K. Seeking our shared wisdom: a framework for understanding knowledge coproduction and coproductive capacities. Ecology and Society, in press, 2015. GILBERT, Lewis E. Disciplinary breadth and interdisciplinary knowledge production. Knowledge, Technology & Policy, v. 11, n. 1-2, p. 4-15, 1998. SHIN, Un-chol. The structure of interdisciplinary knowledge: A Polanyian view. Issues in Integrative Studies, v. 4, p. 93-104, 1986. FRODEMAN, Robert. Sustainable knowledge: a theory of interdisciplinarity. Palgrave Macmillan, 2013. KLEIN, Julie Thompson. Discourses of transdisciplinarity: Looking Back to the Future. Futures, v. 63, p. 68-74, 2014 PACHECO, Roberto. Projeto InCommons®. Editora Instituto Stela. 2014 CUMMINGS, Jonathon N.; KIESLER, Sara. Who collaborates successfully?: prior experience reduces collaboration barriers in distributed interdisciplinary research. In: Proceedings of the 2008 ACM conference on Computer supported cooperative work. ACM, 2008. p. 437-446. ORTOLL, Eva et al. Principales parámetros para el estudio de la colaboración científica en Big Science. Revista Española de Documentación Científica, v. 37, n. 4, p. e069, 2014. ROTMAN, Dana et al. Motivations affecting initial and long-term participation in citizen science projects in three countries. 2014.