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COMPUTAÇÃO EM NUVEM: ESTUDO DE CASO EM UMA EMPRESA
                      DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

                                       Allan Reis
                                     Pablo Tavares


Resumo: A tecnologia da informação tem avançado muito nos últimos anos em
decorrência do desenvolvimento de novas soluções de hardware e software. Mas
uma das mais impactantes transformações atuais diz respeito à tendência do uso de
recursos remotos em grande escala, chamada de Computação em Nuvens. Este
artigo descreve as principais características desse novo paradigma da computação,
as aplicabilidades, os sistemas pioneiros, as expectativas futuras através de um
estudo de caso em uma empresa de Tecnologia da Informação.


Palavras-chave: Cloud Computing, Escalabilidade, Virtualização, Segurança da
Informação, Tecnologia da Informação.


1 Introdução


       A disseminação da informação é de fundamental importância para construção
do conhecimento e conseqüentemente para a formação de cidadãos. Informação e
conhecimento representam o cerne da sociedade atual e focam: na aceleração de
processos interativos, no aprendizado de forma contínua e no uso das tecnologias
da informação que influenciam as relações de tempo e espaço.
       A socialização do saber depende da construção do conhecimento mediante a
transferência de informações em diferentes contextos, dentre eles o meio eletrônico.
Um dos recursos mais eficazes para se obter acesso fácil e rápido ao conhecimento
é a Internet.
       Nos      últimos   anos,   acadêmicos,   fabricantes   de   equipamentos   e
desenvolvedores de sistemas têm investido em diversas soluções para simplificar o
acesso à informação pela Internet. Dentre as principais novidades que envolvem a
tecnologia da informação, uma em especial tem chamado a atenção, a dita
“Computação em Nuvens”.


                                                                                  1
A tecnologia de Cloud Computing possibilita a otimização da utilização de
recursos de processamento e armazenamento de seus servidores, pois não vincula
a infraestrutura a um hardware específico. Computação em Nuvens (Cloud
Computing) são serviços acessíveis pela internet que procuram se assemelhar a um
sistema operacional. Consiste em compartilhar ferramentas computacionais pela
interligação dos sistemas, sem a necessidade de ferramentas locais tornando-se
mais viável do que o uso de unidades físicas (servidores, estações, etc..).
      O termo Cloud Computing tem se tornado popular e está associado à
utilização da rede mundial de computadores com uso massivo de servidores físicos
ou virtuais – uma nuvem – para a alocação de um ambiente de computação
(HAYES, 2009).
      No entanto, pairam algumas dúvidas sobre esse novo paradigma. Um motivo
para isso é que há tantas áreas afetadas pela Computação em Nuvem que fica difícil
determinar exatamente que impacto o conceito terá.
      Miller (2008) destaca que, por se tratar de um novo paradigma, existem
muitas contradições. Entretanto, a maioria dos pesquisadores considera que essa
nova abordagem deva proporcionar economia de escala, uma vez que possibilitará
que usuários domésticos, a partir de um computador com capacidades reduzidas ou
até mesmo um televisor de alta definição, possa utilizar serviços especializados,
oferecidos por companhias.
      Diante do exposto, formularam-se as seguintes questões de pesquisa: O que
acontecerá com os atuais sistemas de hardware e software de uma empresa de T.I,
uma vez que o processamento e o armazenamento de dados dependerão de
empresas que fornecerão serviços remotos? Que tipo de serviços são ou serão
adequados para a empresa nesse novo e promissor ambiente virtual? Como os
aplicativos estarão instalados em servidores, os computadores estão predestinados
a desaparecer? O que acontecerá com os tradicionais programadores de sistemas e
outros cargos de T.I? Os dados e informações da empresa estarão seguros uma vez
de que os Data Centers compartilham os mesmos recursos com outros clientes?
      Este artigo tem como objetivo analisar o paradigma de “Computação em
Nuvens”, enfatizando no impacto das mudanças decorrentes da esperada adesão
social. Serão abordados os seguintes aspectos: conceitos, aplicabilidades,
segurança das informações, os aplicativos das empresas que utilizarão a tecnologia,

                                                                                 2
o futuro dos computadores e funcionários de TI da empresa, as vantagens e
desvantagens para a empresa na utilização da tecnologia.




            Figura 1 - Mudança de Paradigmas (IBM).
            Fonte: AMRHEIN; I QUINT (2009).


2 Referencial Teórico


      2.1 Cloud Computing
      O Dicionário Aurélio (FERREIRA, 1975) registra em seu verbete Elasticidade:

                    S.f. 1. Qualidade de elástico (1); elastério. 2. Propriedade que apresentam
                    certos corpos de retornar à sua forma primitiva ao cessar a ação que nele
                    produziu uma deformação. [Cf., nesta acepç.: plasticidade.] 3. P. ext.
                    Flexibilidade, maleabilidade: a elasticidade de um bailarino, de um caniço;
                    elasticidade de espírito. 4. Fig. Falta de escrúpulos; dobrez: elasticidade de
                    consciência.


      Por outro lado, na área de Informática, particularmente no que concerne à
tecnologia de Cloud Computing (Computação em Nuvens), elasticidade é a
capacidade do ambiente computacional da nuvem aumentar ou diminuir, de forma
automática ou dinâmica, os recursos computacionais demandados e provisionados
para cada usuário. Com isso, a escalabilidade pode seguir em dois sentidos, para
aumentar ou para diminuir a capacidade ofertada, de acordo com a necessidade
desejada.
                                                                                                3
Como é usual, ao cliente basta conhecer a interface interativa, necessária
para trabalhar e realizar suas tarefas, enquanto ao provedor de serviços cabe
conhecer detalhadamente todas as camadas, para que a elasticidade de
gerenciamento de serviços e recursos ocorra com agilidade, liberando ou
restringindo recursos em tempo hábil. Essa alocação dinâmica de recursos é que
permite a economia de escala e possibilita que o provedor oferte seus serviços com
preços abaixo aos do modelo de hospedagem tradicional. Isso acontece porque a
gestão dinâmica de recursos diminui muito a ociosidade média dos servidores (em
torno de 85%) e acelera a velocidade com que esses recursos são provisionados
para seus usuários.




      Figura 2 – Funcionamento da Nuvem.
      Fonte: CARVALHO (2008).


      Segundo McAfee (2006), em termos gerais, a Web 2.0 tem, nos últimos anos,
fortalecido a idéia da utilização de serviços por meio de um conjunto transparente de
plataformas computacionais. A alta velocidade de transmissão de dados possibilita
que uma empresa possa acessar os necessários recursos computacionais, em
tempo real, via uma rede integrada de aplicações, serviços e dispositivos, pela
Internet e Web, independentemente de onde os recursos estejam e de quem os tem
e os mantém.
      Pode-se dizer que a Computação em Nuvem, assim chamada, incorpora o
paradigma de Arquitetura Orientada a Serviço (Service Oriented Architecture –

                                                                                   4
SOA), onde, segundo Mackenzie (2006), todas as funções de um sistema são vistas
como serviços de software, independentes e autocontidos. Giusti, et al (2008)
destacam que SOA é um meio de desenvolvimento de sistemas distribuídos onde os
componentes são serviços dedicados, utilizados a partir de provedores de serviços,
com uso de protocolos padronizados.
      Barros (2008) destaca que o conceito de Cloud Computing, por englobar tanto
serviços de hardware quanto software, ganha formas mais complexas do que vem
se disseminando até aqui e impõe um desafio aos que se propõem a utilizá-lo: Fazer
com que todos estes recursos trabalhem de uma forma integrada.


      2.2 Camadas de Serviços


      O conceito de Cloud vai mais além e está associado a outros conceitos como
Software as a Service (SAAS), Plataform as a Service (PAAS) e Infrastructure as a
Service (IAAS).




                          Figura 3 - Serviços em nuvens.
                          Fonte: AMRHEIN; I QUINT (2009).


      2.2.1 Software como Serviço (SAAS): É a camada de serviços de aplicação,
hospeda aplicativos que beneficiam os consumidores liberando-os da instalação e
manutenção do software, podem ser usados através de modelos de licenciamento
que dão suporte a conceitos de pagamento por uso. Um mesmo software pode ser
utilizado por múltiplos usuários, sejam pessoas ou empresas. Esse tipo de serviço é
executado e disponibilizado por servidores (em Data Centers) de responsabilidade
de uma empresa desenvolvedora, ou seja, o software é desenvolvido por uma
empresa que ao invés de vendê-lo ou usá-lo para benefício exclusivo, disponibiliza-o
a um custo baixo a uma grande quantidade de usuários (AULBACH, 2009).

                                                                                  5
Exemplos de serviços SAAS: Serviços como declaração de imposto online utilizando
o Turbo Tax, provedores de E-mail (Gmail ou Yahoo Mail), Google Calendar. A
brasileira Datasul By You integrada à TOTVS, dispõe de um conjunto de soluções de
ERP que utiliza os conceitos de Cloud Computing e SaaS.




            Figura 4 – Solução ERP.
            Fonte: ALECRIM (2008).




                                                                               6
Figura 5 – Solução ERP.
             Fonte: ALECRIM (2008).


      2.2.2 Plataforma como Serviço (PAAS): É a camada em que vemos a
infraestrutura da aplicação emergir como um conjunto de serviços. Estas aplicações
podem estar operando na nuvem ou operando em um centro de dados corporativo
mais tradicional. Os serviços de plataforma permitem que os consumidores tenham
certeza de que seus aplicativos são equipados para atender às necessidades dos
usuários fornecendo infraestrutura com base na demanda.
      Consiste na disponibilização de plataformas de desenvolvimento que facilitam
a implantação de aplicações e o gerenciamento do hardware subjacente e das
camadas de software. Fornecendo todas as facilidades necessárias para suportar o
ciclo de vida completo de construção e entrega de aplicações web, sem a
necessidade de downloads e instalações de aplicativos para desenvolvedores,
gerentes de TI e usuários finais. Isto inclui, entre outros, middleware, mensagem,
integração, informações e conectividade como serviço. Estes serviços são
destinados a aplicativos de suporte
      Para atingir a escalabilidade exigida dentro de uma nuvem, os diferentes
serviços oferecidos são frequentemente virtualizados. Exemplos de ofertas nesta
parte da nuvem incluem o IBM® WebSphere® Application Server virtual images,
Amazon Web Services, Boomi, Cast Iron e Google App Engine.
                                                                                7
2.2.3 Infraestrutura como Serviço (IAAS): O termo original foi criado em
março de 2006 pelo economista Nicholas Carr e chamava-se Hardware as a Service
(HAAS), mas no final de 2006 ele começou a ser tratado pelas empresas como
(IAAS) e hoje é como ele é mais conhecido. Trata-se do fornecimento de
infraestrutura de informática, geralmente na forma de virtualização. Este conceito,
assim como os demais, faz parte de uma tendência onde recursos, neste caso a
infraestrutura, são compartilhados.
      A camada inferior da nuvem é a camada de serviços de infraestrutura. Vemos
um conjunto de ativos físicos como servidores, dispositivos de rede, discos de
armazenamento oferecidos como serviços provisionados aos consumidores. Os
serviços dão suporte à infraestrutura de aplicação independentemente do fato de
estar sendo fornecida via nuvem a muitos consumidores. Como ocorre com serviços
de plataforma, a virtualização é um método frequentemente usado para fornecer o
racionamento dos recursos.
      Os serviços de infraestrutura tratam do problema de equipar adequadamente
os centros de dados garantindo o poder de computação quando necessário. As
técnicas de virtualização são normalmente empregadas nesta camada e podem ser
realizadas economias de custo trazidas pelo uso mais eficiente dos recursos.
      De acordo com Cancian (2009), o cliente em vez de comprar servidores de
alto desempenho, softwares complexos e equipamentos de rede podem adquirir
esses recursos como um serviço totalmente terceirizado. O serviço é taxado levando
em consideração a utilidade computacional utilizada, ou seja, o custo irá refletir o
consumo específico de cada usuário, como os tradicionais serviços de água, luz e
telefone. Exemplos de serviços de infraestrutura: IBM BlueHouse, VMWare, Amazon
EC2, Microsoft Azure Platform, Sun ParaScale Cloud Storage, entre outros.




                                                                                  8
Figura 6 - Serviços em nuvens (IBM).
             Fonte: AMRHEIN; I QUINT (2009).


2.3 Tipos de nuvens


      Conforme TAURION (2009), as nuvens computacionais se dividem em três
categorias principais: Nuvens públicas, nuvens privadas e híbridas.


      2.3.1 Nuvens públicas: são serviços de nuvem prestados por terceiros
(fornecedor). Eles existem além do firewall da empresa, e são totalmente
hospedados e gerenciados pelo provedor da nuvem. As nuvens públicas tentam
fornecer aos clientes elementos de TI livres de controvérsias. Seja software,
infraestrutura de aplicação ou infraestrutura física, o provedor da nuvem assume as
responsabilidades de instalação, gerenciamento, provisionamento e manutenção. É
cobrado aos clientes apenas os recursos utilizados, assim a subutilização é
eliminada. Estes serviços são normalmente oferecidos com "convenção sobre
configuração," o que significa que são entregues com a ideia de acomodar os casos
de uso mais comuns. As opções de configuração são geralmente subconjuntos
menores do que seria se o recurso fosse controlado diretamente pelo consumidor.
Outro fator a ter em mente é que os consumidores têm pouco controle sobre a
infraestrutura, os processos que exigem estrita segurança e observância
regulamentar nem sempre são uma boa opção para nuvens públicas.
      2.3.2 Nuvens privadas: são serviços de nuvem prestados dentro da
empresa. Estas nuvens existem dentro do firewall da empresa e são gerenciadas
por ela. As nuvens privadas oferecem aproximados benefícios como as nuvens
públicas, mas com uma diferença principal, a empresa é responsável pela instalação
                                                                                 9
e manutenção da nuvem. A dificuldade e custo de se estabelecer uma nuvem
interna podem, às vezes, ser proibitivos, e o custo de operação contínua da nuvem
pode exceder o custo de uso de uma nuvem pública.
       As nuvens privadas oferecem vantagens sobre a variedade pública. Um
controle mais detalhado sobre os vários recursos que constituem a nuvem dá a uma
empresa todas as opções de configuração disponíveis, além do que as nuvens
privadas são ideais quanto ao tipo de trabalho que está sendo feito e não é prático
para   uma   nuvem    pública,   por   motivo   de   segurança   ou   preocupações
regulamentares.
       2.3.3 Nuvens híbridas: é uma combinação de nuvens públicas e privadas.
Estas nuvens seriam criadas tipicamente pela empresa, e as responsabilidades de
administração ficariam divididas entre a empresa e o provedor de nuvem pública. A
nuvem híbrida aproveita os serviços que estão tanto no espaço público quanto no
privado. As nuvens híbridas são mais recomendadas quando é necessário empregar
os serviços das nuvens públicas e privada. Neste sentido uma empresa pode
descrever as metas e necessidades de serviço e obtê-las da nuvem pública ou
privada conforme o caso. Uma nuvem híbrida bem construída pode atender
processos seguros e críticos para a missão, tais como recebimento de pagamentos
de clientes, assim como aqueles que são secundários para o negócio, tais como
processamento de folha de pagamento de funcionários. A principal desvantagem
desta nuvem é a dificuldade efetiva de se criar e administrar uma solução. Serviços
de diferentes fontes devem ser obtidos e provisionados como se fossem originados
de um único local, e as interações entre componentes públicos e privados podem
tornar a implementação mais complicada. Como este é um conceito de arquitetura
relativamente novo na Computação em Nuvem, as melhores práticas e ferramentas
sobre este padrão continuam a emergir, e pode haver uma relutância geral em se
adotar este modelo até que se adquiram mais conhecimentos e uma melhor
compreensão.




                                                                                10
Figura 7 - Categorias de nuvens (IBM).
                            Fonte: AMRHEIN; I QUINT (2009).


2.4 Vantagens


      A Computação em Nuvem é a realização da combinação de muitas
tecnologias existentes (SOA, virtualização, computação independente) com novas
ideias para criar uma solução completa de TI, reduzindo ou futuramente acabando
com a necessidade de instalação de softwares poderosos que exigem alto
desempenho dos computadores. Através de um simples navegador (browser)
conectado à Internet (Internet Explorer, Firefox, Chrome, Safari, Opera) os
programas estarão disponibilizados online gratuitamente ou com preços mais
acessíveis do que os encontrados atualmente no mercado.
      Essa mudança está se tornando uma realidade e alguns serviços já se
encontram acessíveis na Internet e em poucos anos provavelmente ocorrerá uma
revolução definitiva no mercado, permitindo:
   • Redução dos custos de capital com Sistemas Operacionais, aplicativos e
      recursos;
   • Pagar apenas a efetiva taxa de utilização;
   • Redução da carga associada ao gerenciamento de recursos nas empresas;
   • Proporcionar aos trabalhadores do conhecimento possibilidade de concentrar
      seus esforços em produzir valor e inovação para o negócio;
   • Agilidade ao negócio, a infraestrutura de TI pode ser ampliada ou reduzida
      para atender à demanda e às necessidades de mercados que mudam
      rapidamente para satisfazer os consumidores;
   • Divisão de processamento entre o computador e a internet;
                                                                             11
• Qualquer dispositivo capaz de estabelecer conexão com a rede mundial de
      computadores poderá usufruir dos recursos;
   • Maior acessibilidade à informação digitalizada;
   • Inclusão digital das camadas mais pobres da população;
   • Computadores mais baratos, leves e portáteis;
   • Programas oferecidos gratuitamente ou com preços reduzidos;
   • Mobilidade, acessibilidade à informação e armazenamento;
   • Redução de custos em TI (nível empresarial).


2.5 Segurança


      Uma grande preocupação das empresas é em relação ao controle dos dados
e informações, muitos departamentos jurídicos não estão preparados para oferecer
o suporte necessário às mudanças. No modelo tradicional é possível controlar quase
todos os fatores que afetam a segurança. Mesmo hospedando os servidores em
Data Centers, é possível ter a localização exata dos dados e aplicações operantes e
o mesmo não ocorre em alguns modelos de Computação em Nuvem em que os
dados e aplicações não possuem nenhuma visibilidade dos detalhes operacionais.
Outro fator preocupante é a arquitetura Multi-inquilino (utilizada por vários clientes e
empresas de forma simultânea) em adoção de nuvens públicas.
      O fato de não possuir visibilidade e controle da infraestrutura que hospeda os
dados e aplicações, aumenta a complexidade das questões de segurança. Ao
contratar um provedor de nuvem é necessário que a empresa avalie detalhadamente
suas práticas, medidas de segurança e privacidade, principalmente pelo fato de
muitas destas questões ainda não possuírem respostas satisfatórias.
      2.5.1 Segurança e regulamentos de conformidade: Talvez sejam
necessários controle e supervisão mais rigorosos em relação a como e onde os
dados são armazenados do que normalmente é fornecido em um serviço de nuvem
pública.
      2.5.2 Recursos que não são encontrados em uma nuvem pública: Pode
ser necessária uma tecnologia de fornecedor bem específica ou garantias de
disponibilidade que não são encontradas no uso de nuvens públicas.


                                                                                     12
2.5.3 Nuvem particular como propriedade financeira: Se você tem
investimentos maciços em Data Centers, talvez prefira aperfeiçoar o uso desses
recursos em vez de pagar serviços de nuvem pública. Muitas empresas sem esses
investimentos de custo muitas vezes veem vantagens de preço em soluções
internas.
       As soluções de nuvem particular têm muitos dos benefícios de seus
equivalentes públicos, como redução de custo, agilidade nos negócios e inovação
aprimorada. A principal diferença é que se mantém total controle e responsabilidade
sobre a nuvem.
       2.5.4 Segurança e privacidade: Quão vulnerável estarão os dados em uma
nuvem pública? Existem riscos de perda de privacidade? Como a nuvem de um
provedor pode atender empresas concorrentes, que garantias existem que dados de
uma empresa não serão vistas pela outra? Como fazer uma auditoria nos processos
do provedor de nuvem?
       2.5.5 Compliance: O provedor tem procedimentos eficazes de “business
continuity and disaster recovery” e se registra trilhas de auditorias e logs
fundamentais em investigação forense, nem sempre possível na arquitetura multi-
inquilino.
       2.5.6 Aspectos legais e contratuais: Ao desfazer o contrato com o
provedor da nuvem, quais as garantias de que os dados serão realmente apagados
e não ficarão em posse do servidor? Aspecto legal da jurisprudência de onde o dado
está armazenado. Um dado em uma nuvem contratada no Brasil pode ser
armazenado, a critério exclusivo do provedor em seu Data Center, em outro país?
Estará sujeito a Legislação brasileira ou do país em que estão armazenados os
dados?


3 Metodologia


       Pretende-se, através de pesquisas bibliográficas, artigos científicos e sites
especializados, descrever a prática e o funcionamento da Cloud Computing
(Computação em Nuvens) nas empresas. Também constarão no trabalho figuras
com o objetivo de facilitar a compreensão e funcionamento da tecnologia.



                                                                                 13
A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de
                     referências teóricas publicadas em artigos, livros, dissertações e teses.
                     Pode ser realizada independentemente ou como parte da pesquisa
                     descritiva ou experimental. Em ambos os casos, buscam-se conhecer e
                     analisar as contribuições culturais ou cientificas do passado sobre
                     determinado assunto, tema ou problema. (CERVO, 2007, p.60)


       Nas palavras de Cervo (2007, p.132), referência bibliográfica é “o conjunto
padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite sua
identificação individual”. As referências bibliográficas confirmam a veracidade dos
dados inclusos em estudos de graduação e pós-graduação.


4 Conclusão


       A arquitetura de Computação em Nuvem é um produto recente no mercado
corporativo, apesar de pouco difundido ou conhecido os seus conceitos, ele já
demonstra força e corrobora o fato de ser apontado como uma nova tendência que
veio pra ficar.
       O novo modelo de computação, por possuir em sua essência a natureza
elástica, permite tornar o produto final mais acessível e as equações econômicas
que determinam a maneira como a sociedade vive estão sendo reescritas.
       É perceptível a redução de investimentos em computadores convencionais,
incluindo os notebooks, aos poucos as poderosas estações de trabalho do modelo
tradicional de arquitetura cliente/servidor vêm sendo substituídas pelo uso
disseminado de dispositivos móveis como netbooks, palms, telefones celulares 3G
(futuramente 4G) e televisores digitais de alta definição conectadas à Internet.
       Essa reviravolta no modelo tradicional de computação pode ser comparada
ao advento das redes públicas de eletricidade. Durante um breve período da
Revolução Industrial, as grandes companhias tinham de gerar sua própria energia
elétrica, mesmo que essa não fosse sua atividade-fim. Graças a um conjunto de
inovações no final do século XIX, porém, tudo mudou de forma radical. Linhas de
transmissão permitiram separar a geração e o uso da eletricidade. "O que aconteceu
com a geração de energia há um século agora acontece com o processamento de
informações" (REESE, 2009).
       Conclui-se nesre estudo que o mercado caminha para a tendência de
Computação em Nuvem e nos próximos anos os seus conceitos serão amplamente

                                                                                           14
difundidos com o avanço da tecnologia. Para esta realidade chegar ao alcance de
todos, tem-se investido maciçamente em segurança da informação, velocidade de
provedores, internet e aperfeiçoamento de aplicativos com processamento
compartilhado.
      Considera-se como limitação a esse estudo o fato de não obtermos respostas
de entrevistas enviadas para empresas de TI que trabalham com a tecnologia de
Computação em Nuvem, logo a parte empírica do trabalho não pode ser totalmente
concretizada.


Referências


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informacao-atraves-da-internet> Acesso em: 20 Fev. 2010.

AMRHEIN, Dustin; et QUINT, Scott. Cloud Computing for the enterprise. IBM. 2009.
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<http://www.ibm.com/developerworks/websphere/techjournal/0904_amrhein/0904_a
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Computerworld, Ano XVI, n.511, Abr., 2008.


CANCIAN, Maria Heil. Uma Proposta de Guia de Referência para Provedores de
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em: <http://soasimples.com/blog/?p=213> Acesso em: 26 Fev. 2010.

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COMPUTAÇÃO EM NUVEM: ESTUDO DE CASO EM UMA EMPRESA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

  • 1. COMPUTAÇÃO EM NUVEM: ESTUDO DE CASO EM UMA EMPRESA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Allan Reis Pablo Tavares Resumo: A tecnologia da informação tem avançado muito nos últimos anos em decorrência do desenvolvimento de novas soluções de hardware e software. Mas uma das mais impactantes transformações atuais diz respeito à tendência do uso de recursos remotos em grande escala, chamada de Computação em Nuvens. Este artigo descreve as principais características desse novo paradigma da computação, as aplicabilidades, os sistemas pioneiros, as expectativas futuras através de um estudo de caso em uma empresa de Tecnologia da Informação. Palavras-chave: Cloud Computing, Escalabilidade, Virtualização, Segurança da Informação, Tecnologia da Informação. 1 Introdução A disseminação da informação é de fundamental importância para construção do conhecimento e conseqüentemente para a formação de cidadãos. Informação e conhecimento representam o cerne da sociedade atual e focam: na aceleração de processos interativos, no aprendizado de forma contínua e no uso das tecnologias da informação que influenciam as relações de tempo e espaço. A socialização do saber depende da construção do conhecimento mediante a transferência de informações em diferentes contextos, dentre eles o meio eletrônico. Um dos recursos mais eficazes para se obter acesso fácil e rápido ao conhecimento é a Internet. Nos últimos anos, acadêmicos, fabricantes de equipamentos e desenvolvedores de sistemas têm investido em diversas soluções para simplificar o acesso à informação pela Internet. Dentre as principais novidades que envolvem a tecnologia da informação, uma em especial tem chamado a atenção, a dita “Computação em Nuvens”. 1
  • 2. A tecnologia de Cloud Computing possibilita a otimização da utilização de recursos de processamento e armazenamento de seus servidores, pois não vincula a infraestrutura a um hardware específico. Computação em Nuvens (Cloud Computing) são serviços acessíveis pela internet que procuram se assemelhar a um sistema operacional. Consiste em compartilhar ferramentas computacionais pela interligação dos sistemas, sem a necessidade de ferramentas locais tornando-se mais viável do que o uso de unidades físicas (servidores, estações, etc..). O termo Cloud Computing tem se tornado popular e está associado à utilização da rede mundial de computadores com uso massivo de servidores físicos ou virtuais – uma nuvem – para a alocação de um ambiente de computação (HAYES, 2009). No entanto, pairam algumas dúvidas sobre esse novo paradigma. Um motivo para isso é que há tantas áreas afetadas pela Computação em Nuvem que fica difícil determinar exatamente que impacto o conceito terá. Miller (2008) destaca que, por se tratar de um novo paradigma, existem muitas contradições. Entretanto, a maioria dos pesquisadores considera que essa nova abordagem deva proporcionar economia de escala, uma vez que possibilitará que usuários domésticos, a partir de um computador com capacidades reduzidas ou até mesmo um televisor de alta definição, possa utilizar serviços especializados, oferecidos por companhias. Diante do exposto, formularam-se as seguintes questões de pesquisa: O que acontecerá com os atuais sistemas de hardware e software de uma empresa de T.I, uma vez que o processamento e o armazenamento de dados dependerão de empresas que fornecerão serviços remotos? Que tipo de serviços são ou serão adequados para a empresa nesse novo e promissor ambiente virtual? Como os aplicativos estarão instalados em servidores, os computadores estão predestinados a desaparecer? O que acontecerá com os tradicionais programadores de sistemas e outros cargos de T.I? Os dados e informações da empresa estarão seguros uma vez de que os Data Centers compartilham os mesmos recursos com outros clientes? Este artigo tem como objetivo analisar o paradigma de “Computação em Nuvens”, enfatizando no impacto das mudanças decorrentes da esperada adesão social. Serão abordados os seguintes aspectos: conceitos, aplicabilidades, segurança das informações, os aplicativos das empresas que utilizarão a tecnologia, 2
  • 3. o futuro dos computadores e funcionários de TI da empresa, as vantagens e desvantagens para a empresa na utilização da tecnologia. Figura 1 - Mudança de Paradigmas (IBM). Fonte: AMRHEIN; I QUINT (2009). 2 Referencial Teórico 2.1 Cloud Computing O Dicionário Aurélio (FERREIRA, 1975) registra em seu verbete Elasticidade: S.f. 1. Qualidade de elástico (1); elastério. 2. Propriedade que apresentam certos corpos de retornar à sua forma primitiva ao cessar a ação que nele produziu uma deformação. [Cf., nesta acepç.: plasticidade.] 3. P. ext. Flexibilidade, maleabilidade: a elasticidade de um bailarino, de um caniço; elasticidade de espírito. 4. Fig. Falta de escrúpulos; dobrez: elasticidade de consciência. Por outro lado, na área de Informática, particularmente no que concerne à tecnologia de Cloud Computing (Computação em Nuvens), elasticidade é a capacidade do ambiente computacional da nuvem aumentar ou diminuir, de forma automática ou dinâmica, os recursos computacionais demandados e provisionados para cada usuário. Com isso, a escalabilidade pode seguir em dois sentidos, para aumentar ou para diminuir a capacidade ofertada, de acordo com a necessidade desejada. 3
  • 4. Como é usual, ao cliente basta conhecer a interface interativa, necessária para trabalhar e realizar suas tarefas, enquanto ao provedor de serviços cabe conhecer detalhadamente todas as camadas, para que a elasticidade de gerenciamento de serviços e recursos ocorra com agilidade, liberando ou restringindo recursos em tempo hábil. Essa alocação dinâmica de recursos é que permite a economia de escala e possibilita que o provedor oferte seus serviços com preços abaixo aos do modelo de hospedagem tradicional. Isso acontece porque a gestão dinâmica de recursos diminui muito a ociosidade média dos servidores (em torno de 85%) e acelera a velocidade com que esses recursos são provisionados para seus usuários. Figura 2 – Funcionamento da Nuvem. Fonte: CARVALHO (2008). Segundo McAfee (2006), em termos gerais, a Web 2.0 tem, nos últimos anos, fortalecido a idéia da utilização de serviços por meio de um conjunto transparente de plataformas computacionais. A alta velocidade de transmissão de dados possibilita que uma empresa possa acessar os necessários recursos computacionais, em tempo real, via uma rede integrada de aplicações, serviços e dispositivos, pela Internet e Web, independentemente de onde os recursos estejam e de quem os tem e os mantém. Pode-se dizer que a Computação em Nuvem, assim chamada, incorpora o paradigma de Arquitetura Orientada a Serviço (Service Oriented Architecture – 4
  • 5. SOA), onde, segundo Mackenzie (2006), todas as funções de um sistema são vistas como serviços de software, independentes e autocontidos. Giusti, et al (2008) destacam que SOA é um meio de desenvolvimento de sistemas distribuídos onde os componentes são serviços dedicados, utilizados a partir de provedores de serviços, com uso de protocolos padronizados. Barros (2008) destaca que o conceito de Cloud Computing, por englobar tanto serviços de hardware quanto software, ganha formas mais complexas do que vem se disseminando até aqui e impõe um desafio aos que se propõem a utilizá-lo: Fazer com que todos estes recursos trabalhem de uma forma integrada. 2.2 Camadas de Serviços O conceito de Cloud vai mais além e está associado a outros conceitos como Software as a Service (SAAS), Plataform as a Service (PAAS) e Infrastructure as a Service (IAAS). Figura 3 - Serviços em nuvens. Fonte: AMRHEIN; I QUINT (2009). 2.2.1 Software como Serviço (SAAS): É a camada de serviços de aplicação, hospeda aplicativos que beneficiam os consumidores liberando-os da instalação e manutenção do software, podem ser usados através de modelos de licenciamento que dão suporte a conceitos de pagamento por uso. Um mesmo software pode ser utilizado por múltiplos usuários, sejam pessoas ou empresas. Esse tipo de serviço é executado e disponibilizado por servidores (em Data Centers) de responsabilidade de uma empresa desenvolvedora, ou seja, o software é desenvolvido por uma empresa que ao invés de vendê-lo ou usá-lo para benefício exclusivo, disponibiliza-o a um custo baixo a uma grande quantidade de usuários (AULBACH, 2009). 5
  • 6. Exemplos de serviços SAAS: Serviços como declaração de imposto online utilizando o Turbo Tax, provedores de E-mail (Gmail ou Yahoo Mail), Google Calendar. A brasileira Datasul By You integrada à TOTVS, dispõe de um conjunto de soluções de ERP que utiliza os conceitos de Cloud Computing e SaaS. Figura 4 – Solução ERP. Fonte: ALECRIM (2008). 6
  • 7. Figura 5 – Solução ERP. Fonte: ALECRIM (2008). 2.2.2 Plataforma como Serviço (PAAS): É a camada em que vemos a infraestrutura da aplicação emergir como um conjunto de serviços. Estas aplicações podem estar operando na nuvem ou operando em um centro de dados corporativo mais tradicional. Os serviços de plataforma permitem que os consumidores tenham certeza de que seus aplicativos são equipados para atender às necessidades dos usuários fornecendo infraestrutura com base na demanda. Consiste na disponibilização de plataformas de desenvolvimento que facilitam a implantação de aplicações e o gerenciamento do hardware subjacente e das camadas de software. Fornecendo todas as facilidades necessárias para suportar o ciclo de vida completo de construção e entrega de aplicações web, sem a necessidade de downloads e instalações de aplicativos para desenvolvedores, gerentes de TI e usuários finais. Isto inclui, entre outros, middleware, mensagem, integração, informações e conectividade como serviço. Estes serviços são destinados a aplicativos de suporte Para atingir a escalabilidade exigida dentro de uma nuvem, os diferentes serviços oferecidos são frequentemente virtualizados. Exemplos de ofertas nesta parte da nuvem incluem o IBM® WebSphere® Application Server virtual images, Amazon Web Services, Boomi, Cast Iron e Google App Engine. 7
  • 8. 2.2.3 Infraestrutura como Serviço (IAAS): O termo original foi criado em março de 2006 pelo economista Nicholas Carr e chamava-se Hardware as a Service (HAAS), mas no final de 2006 ele começou a ser tratado pelas empresas como (IAAS) e hoje é como ele é mais conhecido. Trata-se do fornecimento de infraestrutura de informática, geralmente na forma de virtualização. Este conceito, assim como os demais, faz parte de uma tendência onde recursos, neste caso a infraestrutura, são compartilhados. A camada inferior da nuvem é a camada de serviços de infraestrutura. Vemos um conjunto de ativos físicos como servidores, dispositivos de rede, discos de armazenamento oferecidos como serviços provisionados aos consumidores. Os serviços dão suporte à infraestrutura de aplicação independentemente do fato de estar sendo fornecida via nuvem a muitos consumidores. Como ocorre com serviços de plataforma, a virtualização é um método frequentemente usado para fornecer o racionamento dos recursos. Os serviços de infraestrutura tratam do problema de equipar adequadamente os centros de dados garantindo o poder de computação quando necessário. As técnicas de virtualização são normalmente empregadas nesta camada e podem ser realizadas economias de custo trazidas pelo uso mais eficiente dos recursos. De acordo com Cancian (2009), o cliente em vez de comprar servidores de alto desempenho, softwares complexos e equipamentos de rede podem adquirir esses recursos como um serviço totalmente terceirizado. O serviço é taxado levando em consideração a utilidade computacional utilizada, ou seja, o custo irá refletir o consumo específico de cada usuário, como os tradicionais serviços de água, luz e telefone. Exemplos de serviços de infraestrutura: IBM BlueHouse, VMWare, Amazon EC2, Microsoft Azure Platform, Sun ParaScale Cloud Storage, entre outros. 8
  • 9. Figura 6 - Serviços em nuvens (IBM). Fonte: AMRHEIN; I QUINT (2009). 2.3 Tipos de nuvens Conforme TAURION (2009), as nuvens computacionais se dividem em três categorias principais: Nuvens públicas, nuvens privadas e híbridas. 2.3.1 Nuvens públicas: são serviços de nuvem prestados por terceiros (fornecedor). Eles existem além do firewall da empresa, e são totalmente hospedados e gerenciados pelo provedor da nuvem. As nuvens públicas tentam fornecer aos clientes elementos de TI livres de controvérsias. Seja software, infraestrutura de aplicação ou infraestrutura física, o provedor da nuvem assume as responsabilidades de instalação, gerenciamento, provisionamento e manutenção. É cobrado aos clientes apenas os recursos utilizados, assim a subutilização é eliminada. Estes serviços são normalmente oferecidos com "convenção sobre configuração," o que significa que são entregues com a ideia de acomodar os casos de uso mais comuns. As opções de configuração são geralmente subconjuntos menores do que seria se o recurso fosse controlado diretamente pelo consumidor. Outro fator a ter em mente é que os consumidores têm pouco controle sobre a infraestrutura, os processos que exigem estrita segurança e observância regulamentar nem sempre são uma boa opção para nuvens públicas. 2.3.2 Nuvens privadas: são serviços de nuvem prestados dentro da empresa. Estas nuvens existem dentro do firewall da empresa e são gerenciadas por ela. As nuvens privadas oferecem aproximados benefícios como as nuvens públicas, mas com uma diferença principal, a empresa é responsável pela instalação 9
  • 10. e manutenção da nuvem. A dificuldade e custo de se estabelecer uma nuvem interna podem, às vezes, ser proibitivos, e o custo de operação contínua da nuvem pode exceder o custo de uso de uma nuvem pública. As nuvens privadas oferecem vantagens sobre a variedade pública. Um controle mais detalhado sobre os vários recursos que constituem a nuvem dá a uma empresa todas as opções de configuração disponíveis, além do que as nuvens privadas são ideais quanto ao tipo de trabalho que está sendo feito e não é prático para uma nuvem pública, por motivo de segurança ou preocupações regulamentares. 2.3.3 Nuvens híbridas: é uma combinação de nuvens públicas e privadas. Estas nuvens seriam criadas tipicamente pela empresa, e as responsabilidades de administração ficariam divididas entre a empresa e o provedor de nuvem pública. A nuvem híbrida aproveita os serviços que estão tanto no espaço público quanto no privado. As nuvens híbridas são mais recomendadas quando é necessário empregar os serviços das nuvens públicas e privada. Neste sentido uma empresa pode descrever as metas e necessidades de serviço e obtê-las da nuvem pública ou privada conforme o caso. Uma nuvem híbrida bem construída pode atender processos seguros e críticos para a missão, tais como recebimento de pagamentos de clientes, assim como aqueles que são secundários para o negócio, tais como processamento de folha de pagamento de funcionários. A principal desvantagem desta nuvem é a dificuldade efetiva de se criar e administrar uma solução. Serviços de diferentes fontes devem ser obtidos e provisionados como se fossem originados de um único local, e as interações entre componentes públicos e privados podem tornar a implementação mais complicada. Como este é um conceito de arquitetura relativamente novo na Computação em Nuvem, as melhores práticas e ferramentas sobre este padrão continuam a emergir, e pode haver uma relutância geral em se adotar este modelo até que se adquiram mais conhecimentos e uma melhor compreensão. 10
  • 11. Figura 7 - Categorias de nuvens (IBM). Fonte: AMRHEIN; I QUINT (2009). 2.4 Vantagens A Computação em Nuvem é a realização da combinação de muitas tecnologias existentes (SOA, virtualização, computação independente) com novas ideias para criar uma solução completa de TI, reduzindo ou futuramente acabando com a necessidade de instalação de softwares poderosos que exigem alto desempenho dos computadores. Através de um simples navegador (browser) conectado à Internet (Internet Explorer, Firefox, Chrome, Safari, Opera) os programas estarão disponibilizados online gratuitamente ou com preços mais acessíveis do que os encontrados atualmente no mercado. Essa mudança está se tornando uma realidade e alguns serviços já se encontram acessíveis na Internet e em poucos anos provavelmente ocorrerá uma revolução definitiva no mercado, permitindo: • Redução dos custos de capital com Sistemas Operacionais, aplicativos e recursos; • Pagar apenas a efetiva taxa de utilização; • Redução da carga associada ao gerenciamento de recursos nas empresas; • Proporcionar aos trabalhadores do conhecimento possibilidade de concentrar seus esforços em produzir valor e inovação para o negócio; • Agilidade ao negócio, a infraestrutura de TI pode ser ampliada ou reduzida para atender à demanda e às necessidades de mercados que mudam rapidamente para satisfazer os consumidores; • Divisão de processamento entre o computador e a internet; 11
  • 12. • Qualquer dispositivo capaz de estabelecer conexão com a rede mundial de computadores poderá usufruir dos recursos; • Maior acessibilidade à informação digitalizada; • Inclusão digital das camadas mais pobres da população; • Computadores mais baratos, leves e portáteis; • Programas oferecidos gratuitamente ou com preços reduzidos; • Mobilidade, acessibilidade à informação e armazenamento; • Redução de custos em TI (nível empresarial). 2.5 Segurança Uma grande preocupação das empresas é em relação ao controle dos dados e informações, muitos departamentos jurídicos não estão preparados para oferecer o suporte necessário às mudanças. No modelo tradicional é possível controlar quase todos os fatores que afetam a segurança. Mesmo hospedando os servidores em Data Centers, é possível ter a localização exata dos dados e aplicações operantes e o mesmo não ocorre em alguns modelos de Computação em Nuvem em que os dados e aplicações não possuem nenhuma visibilidade dos detalhes operacionais. Outro fator preocupante é a arquitetura Multi-inquilino (utilizada por vários clientes e empresas de forma simultânea) em adoção de nuvens públicas. O fato de não possuir visibilidade e controle da infraestrutura que hospeda os dados e aplicações, aumenta a complexidade das questões de segurança. Ao contratar um provedor de nuvem é necessário que a empresa avalie detalhadamente suas práticas, medidas de segurança e privacidade, principalmente pelo fato de muitas destas questões ainda não possuírem respostas satisfatórias. 2.5.1 Segurança e regulamentos de conformidade: Talvez sejam necessários controle e supervisão mais rigorosos em relação a como e onde os dados são armazenados do que normalmente é fornecido em um serviço de nuvem pública. 2.5.2 Recursos que não são encontrados em uma nuvem pública: Pode ser necessária uma tecnologia de fornecedor bem específica ou garantias de disponibilidade que não são encontradas no uso de nuvens públicas. 12
  • 13. 2.5.3 Nuvem particular como propriedade financeira: Se você tem investimentos maciços em Data Centers, talvez prefira aperfeiçoar o uso desses recursos em vez de pagar serviços de nuvem pública. Muitas empresas sem esses investimentos de custo muitas vezes veem vantagens de preço em soluções internas. As soluções de nuvem particular têm muitos dos benefícios de seus equivalentes públicos, como redução de custo, agilidade nos negócios e inovação aprimorada. A principal diferença é que se mantém total controle e responsabilidade sobre a nuvem. 2.5.4 Segurança e privacidade: Quão vulnerável estarão os dados em uma nuvem pública? Existem riscos de perda de privacidade? Como a nuvem de um provedor pode atender empresas concorrentes, que garantias existem que dados de uma empresa não serão vistas pela outra? Como fazer uma auditoria nos processos do provedor de nuvem? 2.5.5 Compliance: O provedor tem procedimentos eficazes de “business continuity and disaster recovery” e se registra trilhas de auditorias e logs fundamentais em investigação forense, nem sempre possível na arquitetura multi- inquilino. 2.5.6 Aspectos legais e contratuais: Ao desfazer o contrato com o provedor da nuvem, quais as garantias de que os dados serão realmente apagados e não ficarão em posse do servidor? Aspecto legal da jurisprudência de onde o dado está armazenado. Um dado em uma nuvem contratada no Brasil pode ser armazenado, a critério exclusivo do provedor em seu Data Center, em outro país? Estará sujeito a Legislação brasileira ou do país em que estão armazenados os dados? 3 Metodologia Pretende-se, através de pesquisas bibliográficas, artigos científicos e sites especializados, descrever a prática e o funcionamento da Cloud Computing (Computação em Nuvens) nas empresas. Também constarão no trabalho figuras com o objetivo de facilitar a compreensão e funcionamento da tecnologia. 13
  • 14. A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em artigos, livros, dissertações e teses. Pode ser realizada independentemente ou como parte da pesquisa descritiva ou experimental. Em ambos os casos, buscam-se conhecer e analisar as contribuições culturais ou cientificas do passado sobre determinado assunto, tema ou problema. (CERVO, 2007, p.60) Nas palavras de Cervo (2007, p.132), referência bibliográfica é “o conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite sua identificação individual”. As referências bibliográficas confirmam a veracidade dos dados inclusos em estudos de graduação e pós-graduação. 4 Conclusão A arquitetura de Computação em Nuvem é um produto recente no mercado corporativo, apesar de pouco difundido ou conhecido os seus conceitos, ele já demonstra força e corrobora o fato de ser apontado como uma nova tendência que veio pra ficar. O novo modelo de computação, por possuir em sua essência a natureza elástica, permite tornar o produto final mais acessível e as equações econômicas que determinam a maneira como a sociedade vive estão sendo reescritas. É perceptível a redução de investimentos em computadores convencionais, incluindo os notebooks, aos poucos as poderosas estações de trabalho do modelo tradicional de arquitetura cliente/servidor vêm sendo substituídas pelo uso disseminado de dispositivos móveis como netbooks, palms, telefones celulares 3G (futuramente 4G) e televisores digitais de alta definição conectadas à Internet. Essa reviravolta no modelo tradicional de computação pode ser comparada ao advento das redes públicas de eletricidade. Durante um breve período da Revolução Industrial, as grandes companhias tinham de gerar sua própria energia elétrica, mesmo que essa não fosse sua atividade-fim. Graças a um conjunto de inovações no final do século XIX, porém, tudo mudou de forma radical. Linhas de transmissão permitiram separar a geração e o uso da eletricidade. "O que aconteceu com a geração de energia há um século agora acontece com o processamento de informações" (REESE, 2009). Conclui-se nesre estudo que o mercado caminha para a tendência de Computação em Nuvem e nos próximos anos os seus conceitos serão amplamente 14
  • 15. difundidos com o avanço da tecnologia. Para esta realidade chegar ao alcance de todos, tem-se investido maciçamente em segurança da informação, velocidade de provedores, internet e aperfeiçoamento de aplicativos com processamento compartilhado. Considera-se como limitação a esse estudo o fato de não obtermos respostas de entrevistas enviadas para empresas de TI que trabalham com a tecnologia de Computação em Nuvem, logo a parte empírica do trabalho não pode ser totalmente concretizada. Referências ALECRIM, Emerson. Gestão de informação através da Internet. Infowester.com. Disponível em: <http://www.infowester.com/blog/datasul-by-you-ecm-gestao-de- informacao-atraves-da-internet> Acesso em: 20 Fev. 2010. AMRHEIN, Dustin; et QUINT, Scott. Cloud Computing for the enterprise. IBM. 2009. Disponível em: <http://www.ibm.com/developerworks/websphere/techjournal/0904_amrhein/0904_a mrhein.html> Acesso em: 04 Dez. 2009. AULBACH, Stefan; et al. A Comparison of Flexible Schemas for Software as a Service. 35th SIGMOD - International Conference on Management of Data, 2009. BARROS, Fabio. Cloud Computing: Prepare-se para a nova onda em tecnologia. Computerworld, Ano XVI, n.511, Abr., 2008. CANCIAN, Maria Heil. Uma Proposta de Guia de Referência para Provedores de Software como um Serviço. Dissertação de Mestrado em Engenharia de Automação e Sistemas, Universidade Federal de Santa Catarina, 2009. CARVALHO, Davi. O que é Cloud Computing? Soasimples.com. 2008. Disponível em: <http://soasimples.com/blog/?p=213> Acesso em: 26 Fev. 2010. CERVO, Amado Luiz; et al. Metodologia cientifica. 6.ed., São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. 15
  • 16. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1975. GIUSTI, Tiago de Faveri; et al. Arquitetura Orientada a Serviços (SOA) em Ambientes Corporativos. V Congresso sul catarinense de Computação: UNESC - Criciúma, 2008. HAYES, Brian. Cloud Computing. Communications of The ACM, Vol.51, n.7, Jul. 2009. MACKENZIE, C. Matthew; et al. Reference Model for Service Oriented Architecture. OASIS Standard, Oct., 2006. MCAFEE, A. P. Enterprise 2.0: the dawn of emergent collaboration. Engineering Management Review, IEEE, v. 34, n. 3, 2006. MILLER, Michael. Cloud Computing: Web-Based Applications That Change the Way You Work and Collaborate Online. Que Editor, ISBN: 0789738031, 2008. REESE, George. Cloud Application Architectures: Building Applications and Infrastructure in the Cloud. O Reilly Editor, 2009. TAURION, César. Cloud Computing: Computação em Nuvem: transformando o mundo da Tecnologia da informação. RJ: Brasport, 2009. 16