Se a ampliação do universo de conhecimento e a
reflexão sobre a prática são duas das principais
condições para a construção das competências
profissionais imprescindíveis a um formador, a
análise pessoal sobre as próprias atitudes e sobre o
impacto que elas podem exercer num grupo de
formação, bem como o planejamento das formas
de tratar os educadores durante os trabalhos, sem
dúvida, são condições de igual importância.
Estabelecer vínculo real com os educadores-
“pensar em formação de educadores implica
refletir sobre o papel que o formador
desempenha como modelo de referência para
eles; Se um dos alicerces desse processo é
ajudá-los a olhar o aluno como alguém
potencialmente capaz de aprender, de sentir-se
desafiado, de se perceber com potencialidades
e fragilidades – assim como todos os seres
humanos, são essas atitudes que devem
orientar a conduta do formador em relação aos
educadores;
Mobilizar a disponibilidade para a aprendizagem
– “A supremacia humana é a supremacia da
paixão, que podemos traduzir para o
conhecimento, isto é, só sobreviverá que tiver
paixão por aprender; Procurar formas de
mobilizar o interesse dos professores pelo
conhecimento;
Considerar/valorizar o conhecimento prévio do
grupo- É preciso não perder de vista que o
educador também possui conhecimentos
prévios e que é a partir deles que outros
conhecimentos serão edificados; ser formador
exige reflexão sistemática sobre a prática,
autonomia intelectual, compromisso político,
destituição da crença em verdades absolutas.
Exige habilidades: a habilidade de cobrar e
oferecer, desestabilizar e acolher, desejar saber
e provocar esse desejo no outro;
Um bom professor não é aquele que é eficiente
somente com os bons alunos, mas aquele que
também é eficiente (consegue de fato ensinar)
com aqueles alunos com mais dificuldades;
Como é formar na diversidade? Como é conceber
a diversidade de saberes dos futuros
formadores como uma das principais variáveis
da organização e da condução da pauta? Quais
competências precisamos desenvolver para
desvelar as teorias que guiam a prática dos
educadores e, assim, criarmos referenciais que
desencadeiam as discussões necessárias e
formativas?
Dar devolutivas que, ao mesmo tempo,
incentivam e apontam as necessidades de
avanço;
Reconhecer as próprias falhas como formador;
Explicar as lições aprendidas, o próprio processo
de formação.

Competências do formador

  • 1.
    Se a ampliaçãodo universo de conhecimento e a reflexão sobre a prática são duas das principais condições para a construção das competências profissionais imprescindíveis a um formador, a análise pessoal sobre as próprias atitudes e sobre o impacto que elas podem exercer num grupo de formação, bem como o planejamento das formas de tratar os educadores durante os trabalhos, sem dúvida, são condições de igual importância.
  • 2.
    Estabelecer vínculo realcom os educadores- “pensar em formação de educadores implica refletir sobre o papel que o formador desempenha como modelo de referência para eles; Se um dos alicerces desse processo é ajudá-los a olhar o aluno como alguém potencialmente capaz de aprender, de sentir-se desafiado, de se perceber com potencialidades e fragilidades – assim como todos os seres humanos, são essas atitudes que devem orientar a conduta do formador em relação aos educadores;
  • 3.
    Mobilizar a disponibilidadepara a aprendizagem – “A supremacia humana é a supremacia da paixão, que podemos traduzir para o conhecimento, isto é, só sobreviverá que tiver paixão por aprender; Procurar formas de mobilizar o interesse dos professores pelo conhecimento;
  • 4.
    Considerar/valorizar o conhecimentoprévio do grupo- É preciso não perder de vista que o educador também possui conhecimentos prévios e que é a partir deles que outros conhecimentos serão edificados; ser formador exige reflexão sistemática sobre a prática, autonomia intelectual, compromisso político, destituição da crença em verdades absolutas. Exige habilidades: a habilidade de cobrar e oferecer, desestabilizar e acolher, desejar saber e provocar esse desejo no outro;
  • 5.
    Um bom professornão é aquele que é eficiente somente com os bons alunos, mas aquele que também é eficiente (consegue de fato ensinar) com aqueles alunos com mais dificuldades;
  • 6.
    Como é formarna diversidade? Como é conceber a diversidade de saberes dos futuros formadores como uma das principais variáveis da organização e da condução da pauta? Quais competências precisamos desenvolver para desvelar as teorias que guiam a prática dos educadores e, assim, criarmos referenciais que desencadeiam as discussões necessárias e formativas?
  • 7.
    Dar devolutivas que,ao mesmo tempo, incentivam e apontam as necessidades de avanço; Reconhecer as próprias falhas como formador; Explicar as lições aprendidas, o próprio processo de formação.