COMO LIDAR
COM AS
FRUSTRAÇÕES
Sêneca
BIOGRAFIA
 Nasce em Córdova (Espanha)
em 4 a.C.
 Foi exilado na Córsega em
41 d.C.
 Em 49 d.C. assume a
educação de Nero.
 Em 54 d.C. assume a função
de conselheiro de Nero.
 condenado ao suicídio, morre
em 65 d.C.
“Onde está sua filosofia, perguntou ele,
e o que foi feito da decisão de jamais
se deixarem abater diante a iminência
de qualquer desgraça que,durante
tantos anos, todos vêm incentivando
uns aos outros a manter? Certamente
ninguém ignorava que Nero era cruel!
Acrescentou. Depois de matar a mãe e
o irmão, só lhe restava matar seu
conselheiro e preceptor.”
OBRAS
 Cartas a Lucíolo
 Questões Naturais
 Consolação a Políbio
 Consolação a Márcia
 Consolação a Hélvia
 Da ira
 Da Providência
 Da Constância da
Sabedoria
 Do Ócio
 Da Tranquilidade da
Alma
 Da Vida em Retiro
 Da Clemência
 Da Brevidade da Vida
 Medeia
 Fedra
 Hércules
 Agamenon
 Otávia
 Édipo
ESTRUTURA DA FRUSTRAÇÃO
Realidade
Desejo
raiva
ansiedade
choque
decepção
SÊNECA CONCEBE A FILOSOFIA
COMO DISCIPLINA PARA
AJUDAR O SER HUMANO A
SUPERAR OS CONFLITOS ENTRE
OS DESEJOS E A REALIDADE
“ Devo minha vida à
[filosofia], e esta é a menor
de minhas obrigações de
gratidão para com ela.”
Tese: suportamos melhor as
frustrações para as quais no
preparamos e que
compreendemos; somos
atingidos por aquelas que
menos esperamos e não
conseguimos entender
A filosofia deve nos harmonizar
com as reais dimensões da
realidade e nos preparar para que
nossos desejos batam com a
maior suavidade possível contra o
muro inflexível da realidade.
RAIVA
Perdemos as chaves do carro.
Não conseguimos encontrar o controle
remoto.
A estrada está engarrafada.
O restaurante está cheio.
RAIVA
A fúria é causada por uma convicção,
quase cômica em suas origens otimistas
(por mais trágicas que sejam suas
consequências), de que uma
determinada frustração não consta do
contrato da vida.
mudar essa ideia
=
mudar a
propensão à ira
RAIVA
Devemos reconciliar-nos com a imperfectibilidade
necessária da existência.
“É surpreendente que o iníquo cometa iniquidades,
ou é inédito o fato de seu inimigo tentar prejudicá-lo
ou seu amigo aborrecê-lo, ou seu filho cometer
erros?”
CHOQUE
 Inocência.
 Futuro formulado com
base na probabilidade.
CHOQUE
“Nada deve ser inesperado para nós.
Nossas mentes devem projetar-se no
tempo para rever todos os problemas e
devemos considerar não o que costuma
acontecer, mas o que pode acontecer.”
ANSIEDADE
As coisas ruins irão talvez
acontecer, mas é improvável
serem tão ruins quanto tememos
que sejam.
ANSIEDADE
“Se você deseja acabar com
todas as preocupações, parta do
princípio de que aquilo que teme
que possa acontecer certamente
irá acontecer.”
ANSIEDADE – FRENTE À POBREZA
A doutrina considera a riqueza um
productum, alguma coisa preferida – nem
essencial, nem um crime. Os estoicos
podem viver com as mesmas dádivas que a
Fortuna concede aos tolos. Suas casas
podem ser luxuosas e sua mobília bela.
Apenas um único detalhe os qualifica como
sábios: como reagem à pobreza súbita.
Podem abandonar a casa e a criadagem
sem ódio ou desespero.
ANSIEDADE
“Nunca confiei na Fortuna, mesmo quando
ela parecia estar oferecendo paz. Todas
aquelas bênçãos que generosamente
derramou sobre mim – riquezas, cargos,
prestigio – releguei de tal maneira que ela
pudesse retomá-las sem me causar aflições.
Mantive sempre grande distância entre mim e
seus favores. Ela apenas tirou-me o que havia
concedido, portanto nada arrancou de mim.”
SENSAÇÃO DE SE ESTAR
SENDO ALVO DE
ZOMBARIA
Objetos inanimados.
 O cavalo de Ciro.
Seres vivos.
 O julgamento de
Piso.
SENSAÇÃO DE SE ESTAR SENDO ALVO DE
ZOMBARIA
Sempre que algo nos magoa,
somos tentados a acreditar que
o que nos magoou teve a
intenção de fazê-lo.
“ a fim de “ – “e”
SENSAÇÃO DE SE ESTAR SENDO ALVO
DE ZOMBARIA
 Devemos nos empenhar em
erguer um muro em volta de
nossas impressões iniciais e nos
recusar a agir com base em seu
julgamento precipitado.
 Devemos ser amigo de nós
mesmos.
SENSAÇÃO DE SE ESTAR SENDO ALVO DE
ZOMBARIA
“Deixemos o caos reinar por
toda parte desde, que não
perturbe nosso equilíbrio
interior.”
AS LIÇÕES DE SÊNECA
DEVEMOS ACEITAR TODAS AS
FRUSTRAÇÕES ?
AS LIÇÕES DE SÊNECA
A sabedoria está em distinguir
corretamente as situações em
que estamos livres para moldar
a realidade de acordo com
nossos desejos daquelas que
nos obrigam a aceitar o
imutável com tranquilidade.
AS LIÇÕES DE SÊNECA
Podemos, com a mesma facilidade,
cometer o mesmo erro, ao aceitarmos o
desnecessário e negarmos o possível, e
negarmos o necessário e desejarmos o
impossível. Cabe à capacidade de
raciocínio estabelecer a distinção.
AS LIÇÕES DE SÊNECA
A razão :
 nos capacita a teorizar acerca
da rota da carroça;
 nos permite determinar quando
nossos desejos estão em conflito
irrevogável com a realidade.
CONCLUSÃO
Talvez sejamos impotentes para
alterar determinados
acontecimentos, mas
permanecemos livres para escolher
que atitude tomar em relação a
eles, e em nossa aceitação o
espontânea da necessidade
encontramos uma liberdade
caracteristicamente humana.

Como Lidar com as Frustrações - Sêneca

  • 1.
  • 2.
    BIOGRAFIA  Nasce emCórdova (Espanha) em 4 a.C.  Foi exilado na Córsega em 41 d.C.  Em 49 d.C. assume a educação de Nero.  Em 54 d.C. assume a função de conselheiro de Nero.  condenado ao suicídio, morre em 65 d.C.
  • 3.
    “Onde está suafilosofia, perguntou ele, e o que foi feito da decisão de jamais se deixarem abater diante a iminência de qualquer desgraça que,durante tantos anos, todos vêm incentivando uns aos outros a manter? Certamente ninguém ignorava que Nero era cruel! Acrescentou. Depois de matar a mãe e o irmão, só lhe restava matar seu conselheiro e preceptor.”
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    OBRAS  Cartas aLucíolo  Questões Naturais  Consolação a Políbio  Consolação a Márcia  Consolação a Hélvia  Da ira  Da Providência  Da Constância da Sabedoria  Do Ócio  Da Tranquilidade da Alma  Da Vida em Retiro  Da Clemência  Da Brevidade da Vida  Medeia  Fedra  Hércules  Agamenon  Otávia  Édipo
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  • 6.
    SÊNECA CONCEBE AFILOSOFIA COMO DISCIPLINA PARA AJUDAR O SER HUMANO A SUPERAR OS CONFLITOS ENTRE OS DESEJOS E A REALIDADE
  • 7.
    “ Devo minhavida à [filosofia], e esta é a menor de minhas obrigações de gratidão para com ela.”
  • 8.
    Tese: suportamos melhoras frustrações para as quais no preparamos e que compreendemos; somos atingidos por aquelas que menos esperamos e não conseguimos entender
  • 9.
    A filosofia devenos harmonizar com as reais dimensões da realidade e nos preparar para que nossos desejos batam com a maior suavidade possível contra o muro inflexível da realidade.
  • 10.
    RAIVA Perdemos as chavesdo carro. Não conseguimos encontrar o controle remoto. A estrada está engarrafada. O restaurante está cheio.
  • 11.
    RAIVA A fúria écausada por uma convicção, quase cômica em suas origens otimistas (por mais trágicas que sejam suas consequências), de que uma determinada frustração não consta do contrato da vida. mudar essa ideia = mudar a propensão à ira
  • 12.
    RAIVA Devemos reconciliar-nos coma imperfectibilidade necessária da existência. “É surpreendente que o iníquo cometa iniquidades, ou é inédito o fato de seu inimigo tentar prejudicá-lo ou seu amigo aborrecê-lo, ou seu filho cometer erros?”
  • 13.
    CHOQUE  Inocência.  Futuroformulado com base na probabilidade.
  • 14.
    CHOQUE “Nada deve serinesperado para nós. Nossas mentes devem projetar-se no tempo para rever todos os problemas e devemos considerar não o que costuma acontecer, mas o que pode acontecer.”
  • 15.
    ANSIEDADE As coisas ruinsirão talvez acontecer, mas é improvável serem tão ruins quanto tememos que sejam.
  • 16.
    ANSIEDADE “Se você desejaacabar com todas as preocupações, parta do princípio de que aquilo que teme que possa acontecer certamente irá acontecer.”
  • 17.
    ANSIEDADE – FRENTEÀ POBREZA A doutrina considera a riqueza um productum, alguma coisa preferida – nem essencial, nem um crime. Os estoicos podem viver com as mesmas dádivas que a Fortuna concede aos tolos. Suas casas podem ser luxuosas e sua mobília bela. Apenas um único detalhe os qualifica como sábios: como reagem à pobreza súbita. Podem abandonar a casa e a criadagem sem ódio ou desespero.
  • 18.
    ANSIEDADE “Nunca confiei naFortuna, mesmo quando ela parecia estar oferecendo paz. Todas aquelas bênçãos que generosamente derramou sobre mim – riquezas, cargos, prestigio – releguei de tal maneira que ela pudesse retomá-las sem me causar aflições. Mantive sempre grande distância entre mim e seus favores. Ela apenas tirou-me o que havia concedido, portanto nada arrancou de mim.”
  • 19.
    SENSAÇÃO DE SEESTAR SENDO ALVO DE ZOMBARIA Objetos inanimados.  O cavalo de Ciro. Seres vivos.  O julgamento de Piso.
  • 20.
    SENSAÇÃO DE SEESTAR SENDO ALVO DE ZOMBARIA Sempre que algo nos magoa, somos tentados a acreditar que o que nos magoou teve a intenção de fazê-lo. “ a fim de “ – “e”
  • 21.
    SENSAÇÃO DE SEESTAR SENDO ALVO DE ZOMBARIA  Devemos nos empenhar em erguer um muro em volta de nossas impressões iniciais e nos recusar a agir com base em seu julgamento precipitado.  Devemos ser amigo de nós mesmos.
  • 22.
    SENSAÇÃO DE SEESTAR SENDO ALVO DE ZOMBARIA “Deixemos o caos reinar por toda parte desde, que não perturbe nosso equilíbrio interior.”
  • 23.
    AS LIÇÕES DESÊNECA DEVEMOS ACEITAR TODAS AS FRUSTRAÇÕES ?
  • 24.
    AS LIÇÕES DESÊNECA A sabedoria está em distinguir corretamente as situações em que estamos livres para moldar a realidade de acordo com nossos desejos daquelas que nos obrigam a aceitar o imutável com tranquilidade.
  • 26.
    AS LIÇÕES DESÊNECA Podemos, com a mesma facilidade, cometer o mesmo erro, ao aceitarmos o desnecessário e negarmos o possível, e negarmos o necessário e desejarmos o impossível. Cabe à capacidade de raciocínio estabelecer a distinção.
  • 28.
    AS LIÇÕES DESÊNECA A razão :  nos capacita a teorizar acerca da rota da carroça;  nos permite determinar quando nossos desejos estão em conflito irrevogável com a realidade.
  • 29.
    CONCLUSÃO Talvez sejamos impotentespara alterar determinados acontecimentos, mas permanecemos livres para escolher que atitude tomar em relação a eles, e em nossa aceitação o espontânea da necessidade encontramos uma liberdade caracteristicamente humana.