AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Bibliografia: RODRIGUES, Manuela;
FERRÃO, Luís (2012). Formação
Pedagógica de Formadores. Lisboa: Lidel,
p. 213-262
José António Oliveira 20120-2021
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Donald Kirkpatrik
RESULTADOS
TRANSFERÊNCIA
APRENDIZAGENS
REAÇÕES
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Donald Kirkpatrik
NÍVEL 1 NÍVEL 2 NÍVEL 3 NÍVEL 4
AVALIAÇÃO DA
SATISFAÇÃO
AVALIAÇÃO
PEDAGÓGICA
(APRENDIZAGENS)
AVALIAÇÃO DA
TRANSFERÊNCIA
PARA AS FUNÇÕES
AVALIAÇÃO DOS
EFEITOS
(RESULTADOS)
Qual a opinião “a
quente” dos
formandos sobre a
prestação da
formação?
Os formandos
adquiriram os
conhecimentos e as
competências
previstas?
Os formandos
aplicam o que
aprenderam?
A formação atingiu
os objetivos
individuais e/ou
coletivos
(organizacionais)
fixados?
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Kirkpatrik (Donald)
AVALIAÇÃO – NÍVEL 1 – SATISFAÇÃO
- Consiste em questionar os formandos,
“normalmente a quente” sobre o nível de
satisfação relativa à prestação da formação.
- Em geral, é a única avaliação praticada.
- Pode ser: informal – ouvindo os formandos
formal – questionário satisfação
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Kirkpatrik (Donald)
AVALIAÇÃO – NÍVEL 1 – SATISFAÇÃO
Itens de um questionário de satisfação:
- Apreciação global da formação
- Apreciação da adequação da formação às
necessidades e expetativas
- Qualidade dos conteúdos (nível, adaptação,
interesse)
- Qualidade dos métodos e suportes pedagógicos
e da documentação entregue
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Kirkpatrik (Donald)
AVALIAÇÃO – NÍVEL 1 – SATISFAÇÃO
Itens de um questionário de satisfação:
- Prestação do formador
- Possibilidade de aplicação dos conhecimentos
adquiridos em situação real de trabalho
- Condições gerais da formação: local, instalações,
horários
- Sugestões de melhoria
- Outros …
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Kirkpatrik (Donald)
AVALIAÇÃO – NÍVEL 1 – SATISFAÇÃO
Questionário de satisfação – utilidade da
informação recolhida:
- formador (melhorar/afinar prestação)
- entidade formadora (melhorar/afinar
qualidade global)
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Kirkpatrik (Donald)
AVALIAÇÃO – NÍVEL 2 – AVALIAÇÃO PEDAGÓGICA
- Que conhecimentos, que competências ou
comportamentos adquiriram os formandos no
decurso da formação?
- Implica definição de objetivos em critérios que
permitam uma observação e uma medida
- Implica a previsão de testes
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Kirkpatrik (Donald)
AVALIAÇÃO – NÍVEL 3 – TRANSFERÊNCIA PARA
SITUAÇÕES DE TRABALHO
- Em que medida as novas
aquisições/competências dos formandos
(nível 2) são efetivamente utilizadas em
situações de trabalho?
- Implica dispositivos e critérios de observação
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Kirkpatrik (Donald)
AVALIAÇÃO – NÍVEL 3 – TRANSFERÊNCIA PARA
SITUAÇÕES DE TRABALHO
Ex. – uma secretária que frequentou uma ação de
formação em Excel, muito satisfeita com a
formação (nível 1), e que provou ser capaz de
utilizar o que aprendeu (nível 2), não utiliza em
situação real de trabalho
- causas????
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Kirkpatrik (Donald)
AVALIAÇÃO – NÍVEL 3 – TRANSFERÊNCIA PARA
SITUAÇÕES DE TRABALHO
• A formação não foi efetivamente satisfatória
• A hierarquia não lhe pede que execute funções em Excel
• Não há o programa na empresa
• Os colegas resistem enormemente à introdução da
informática e ela não quer problemas
• A hierarquia inscreveu-a na formação sem verificar se o
programa Excel respondia a necessidades reais
• …
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Kirkpatrik (Donald)
AVALIAÇÃO – NÍVEL 3 – TRANSFERÊNCIA PARA
SITUAÇÕES DE TRABALHO
- O acompanhamento da transferência é central
relativamente à aplicação das novas competências,
dando oportunidade ao formando de consolidar o
que aprendeu, confrontando permanentemente o
que aprendeu com a sua aplicação real no terreno.
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Kirkpatrik (Donald)
AVALIAÇÃO – NÍVEL 3 – TRANSFERÊNCIA PARA
SITUAÇÕES DE TRABALHO
• A transferência para situações reais de trabalho é uma forma
de motivação para a formação.
• Os formandos aprendem melhor quando sabem que terão de
aplicar os conceitos práticos adquiridos em formação
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Kirkpatrik (Donald)
AVALIAÇÃO – NÍVEL 4 – AVALIAÇÃO DOS
EFEITOS DA FORMAÇÃO
- A formação atingiu os objetivos individuais
(formando) e coletivos (organizacionais)?
- Como medir / avaliar os efeitos da formação?
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Kirkpatrik (Donald)
AVALIAÇÃO – NÍVEL 4 – AVALIAÇÃO DOS
EFEITOS DA FORMAÇÃO
• Quando se trata de objetivos quantitativos, passíveis de
medição, a verificação é relativamente fácil – objetivos
imediatos.
• Ex. + entrevistas, + parafusos, - acidentes de trabalho, -
erros, - consumo de energia …
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Kirkpatrik (Donald)
AVALIAÇÃO – NÍVEL 4 – AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA
FORMAÇÃO
Nos objetivos imediatos, os indicadores agrupam-se,
basicamente, em 4 categorias:
- custo (economia de alguma coisa)
- quantidade (produtividade, volume, volume de
negócios …)
- qualidade (taxa de defeitos de algo)
- atraso (tempo) – prazos, tempos estimados, etc.
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Kirkpatrik (Donald)
AVALIAÇÃO – NÍVEL 4 – AVALIAÇÃO DOS EFEITOS
DA FORMAÇÃO
• Quando os objetivos são menos quantificáveis a medição dos
resultados é mais complicada – objetivos de médio e longo
prazo.
• Ex: comunicar melhor, trabalhar melhor em grupo, melhorar
clima empresa, melhorar cultura organizacional, diminuir
conflitos e/ou intensidade dos conflitos …
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
Modelo Kirkpatrik (Donald)
AVALIAÇÃO – NÍVEL 4 – AVALIAÇÃO DOS
EFEITOS DA FORMAÇÃO
• Nestes casos, os resultados podem ser só visíveis ao
fim de alguns meses/anos
• Ex. – formação para equipa dirigente
• - formação para implementação de novas
políticas de GRH
• - formação para implementação de um sistema de
gestão de qualidade
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
AVALIAR A EFICIÊNCIA
Medir a relação entre o custo da obtenção
do resultado obtido e o resultado obtido
Return on investiment (ROI) – retorno do
investimento
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
• Avaliar pressupõe comparar
resultados aos objetivos definidos
• Avaliar implica encontrar indicadores
pertinentes a partir de critérios de
desempenho observáveis e
mensuráveis
• Um bom sistema de avaliação deve
ser aceite pelos atores alvo da
avaliação
IMPORTANTE
NA
AVALIAÇÃO
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
IMPORTANTE NA AVALIAÇÃO
4- a formação deve ser o único elemento explicativo do resultado observado
5- não querer avaliar tudo; avaliar o importante, o crítico para atingir os
objetivos definidos
6- difundir os resultados da avaliação por todos os clientes da formação de
modo a confirmar e manter o que funcionou bem e corrigir o que resultou menos
bem
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
IMPORTANTE NA AVALIAÇÃO
7- um bom sistema de avaliação é um utensílio de
gestão – dá-nos informações importantes para:
• - o formador
• - os formandos
• - as entidades formadoras
• - as organizações
AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO
EXERCÍCIO
Elabore um instrumento que lhe permita avaliação
a ação de formação, o formador, os objetivos, as
metodologias, as condições físicas… (nível 1).

CGF 8 - Avaliação da formação.pptx

  • 1.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO Bibliografia:RODRIGUES, Manuela; FERRÃO, Luís (2012). Formação Pedagógica de Formadores. Lisboa: Lidel, p. 213-262 José António Oliveira 20120-2021
  • 2.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloDonald Kirkpatrik RESULTADOS TRANSFERÊNCIA APRENDIZAGENS REAÇÕES
  • 3.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloDonald Kirkpatrik NÍVEL 1 NÍVEL 2 NÍVEL 3 NÍVEL 4 AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO AVALIAÇÃO PEDAGÓGICA (APRENDIZAGENS) AVALIAÇÃO DA TRANSFERÊNCIA PARA AS FUNÇÕES AVALIAÇÃO DOS EFEITOS (RESULTADOS) Qual a opinião “a quente” dos formandos sobre a prestação da formação? Os formandos adquiriram os conhecimentos e as competências previstas? Os formandos aplicam o que aprenderam? A formação atingiu os objetivos individuais e/ou coletivos (organizacionais) fixados?
  • 4.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloKirkpatrik (Donald) AVALIAÇÃO – NÍVEL 1 – SATISFAÇÃO - Consiste em questionar os formandos, “normalmente a quente” sobre o nível de satisfação relativa à prestação da formação. - Em geral, é a única avaliação praticada. - Pode ser: informal – ouvindo os formandos formal – questionário satisfação
  • 5.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloKirkpatrik (Donald) AVALIAÇÃO – NÍVEL 1 – SATISFAÇÃO Itens de um questionário de satisfação: - Apreciação global da formação - Apreciação da adequação da formação às necessidades e expetativas - Qualidade dos conteúdos (nível, adaptação, interesse) - Qualidade dos métodos e suportes pedagógicos e da documentação entregue
  • 6.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloKirkpatrik (Donald) AVALIAÇÃO – NÍVEL 1 – SATISFAÇÃO Itens de um questionário de satisfação: - Prestação do formador - Possibilidade de aplicação dos conhecimentos adquiridos em situação real de trabalho - Condições gerais da formação: local, instalações, horários - Sugestões de melhoria - Outros …
  • 7.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloKirkpatrik (Donald) AVALIAÇÃO – NÍVEL 1 – SATISFAÇÃO Questionário de satisfação – utilidade da informação recolhida: - formador (melhorar/afinar prestação) - entidade formadora (melhorar/afinar qualidade global)
  • 8.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloKirkpatrik (Donald) AVALIAÇÃO – NÍVEL 2 – AVALIAÇÃO PEDAGÓGICA - Que conhecimentos, que competências ou comportamentos adquiriram os formandos no decurso da formação? - Implica definição de objetivos em critérios que permitam uma observação e uma medida - Implica a previsão de testes
  • 9.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloKirkpatrik (Donald) AVALIAÇÃO – NÍVEL 3 – TRANSFERÊNCIA PARA SITUAÇÕES DE TRABALHO - Em que medida as novas aquisições/competências dos formandos (nível 2) são efetivamente utilizadas em situações de trabalho? - Implica dispositivos e critérios de observação
  • 10.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloKirkpatrik (Donald) AVALIAÇÃO – NÍVEL 3 – TRANSFERÊNCIA PARA SITUAÇÕES DE TRABALHO Ex. – uma secretária que frequentou uma ação de formação em Excel, muito satisfeita com a formação (nível 1), e que provou ser capaz de utilizar o que aprendeu (nível 2), não utiliza em situação real de trabalho - causas????
  • 11.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloKirkpatrik (Donald) AVALIAÇÃO – NÍVEL 3 – TRANSFERÊNCIA PARA SITUAÇÕES DE TRABALHO • A formação não foi efetivamente satisfatória • A hierarquia não lhe pede que execute funções em Excel • Não há o programa na empresa • Os colegas resistem enormemente à introdução da informática e ela não quer problemas • A hierarquia inscreveu-a na formação sem verificar se o programa Excel respondia a necessidades reais • …
  • 12.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloKirkpatrik (Donald) AVALIAÇÃO – NÍVEL 3 – TRANSFERÊNCIA PARA SITUAÇÕES DE TRABALHO - O acompanhamento da transferência é central relativamente à aplicação das novas competências, dando oportunidade ao formando de consolidar o que aprendeu, confrontando permanentemente o que aprendeu com a sua aplicação real no terreno.
  • 13.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloKirkpatrik (Donald) AVALIAÇÃO – NÍVEL 3 – TRANSFERÊNCIA PARA SITUAÇÕES DE TRABALHO • A transferência para situações reais de trabalho é uma forma de motivação para a formação. • Os formandos aprendem melhor quando sabem que terão de aplicar os conceitos práticos adquiridos em formação
  • 14.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloKirkpatrik (Donald) AVALIAÇÃO – NÍVEL 4 – AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA FORMAÇÃO - A formação atingiu os objetivos individuais (formando) e coletivos (organizacionais)? - Como medir / avaliar os efeitos da formação?
  • 15.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloKirkpatrik (Donald) AVALIAÇÃO – NÍVEL 4 – AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA FORMAÇÃO • Quando se trata de objetivos quantitativos, passíveis de medição, a verificação é relativamente fácil – objetivos imediatos. • Ex. + entrevistas, + parafusos, - acidentes de trabalho, - erros, - consumo de energia …
  • 16.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloKirkpatrik (Donald) AVALIAÇÃO – NÍVEL 4 – AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA FORMAÇÃO Nos objetivos imediatos, os indicadores agrupam-se, basicamente, em 4 categorias: - custo (economia de alguma coisa) - quantidade (produtividade, volume, volume de negócios …) - qualidade (taxa de defeitos de algo) - atraso (tempo) – prazos, tempos estimados, etc.
  • 17.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloKirkpatrik (Donald) AVALIAÇÃO – NÍVEL 4 – AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA FORMAÇÃO • Quando os objetivos são menos quantificáveis a medição dos resultados é mais complicada – objetivos de médio e longo prazo. • Ex: comunicar melhor, trabalhar melhor em grupo, melhorar clima empresa, melhorar cultura organizacional, diminuir conflitos e/ou intensidade dos conflitos …
  • 18.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO ModeloKirkpatrik (Donald) AVALIAÇÃO – NÍVEL 4 – AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA FORMAÇÃO • Nestes casos, os resultados podem ser só visíveis ao fim de alguns meses/anos • Ex. – formação para equipa dirigente • - formação para implementação de novas políticas de GRH • - formação para implementação de um sistema de gestão de qualidade
  • 19.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO AVALIARA EFICIÊNCIA Medir a relação entre o custo da obtenção do resultado obtido e o resultado obtido Return on investiment (ROI) – retorno do investimento
  • 20.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO •Avaliar pressupõe comparar resultados aos objetivos definidos • Avaliar implica encontrar indicadores pertinentes a partir de critérios de desempenho observáveis e mensuráveis • Um bom sistema de avaliação deve ser aceite pelos atores alvo da avaliação IMPORTANTE NA AVALIAÇÃO
  • 21.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO IMPORTANTENA AVALIAÇÃO 4- a formação deve ser o único elemento explicativo do resultado observado 5- não querer avaliar tudo; avaliar o importante, o crítico para atingir os objetivos definidos 6- difundir os resultados da avaliação por todos os clientes da formação de modo a confirmar e manter o que funcionou bem e corrigir o que resultou menos bem
  • 22.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO IMPORTANTENA AVALIAÇÃO 7- um bom sistema de avaliação é um utensílio de gestão – dá-nos informações importantes para: • - o formador • - os formandos • - as entidades formadoras • - as organizações
  • 23.
    AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO EXERCÍCIO Elaboreum instrumento que lhe permita avaliação a ação de formação, o formador, os objetivos, as metodologias, as condições físicas… (nível 1).