Patologia e efeitos psicossociais decorrentes da hospitalização dapessoa idosa
Objectivo(s)Identificar as patologias que conduzem à hospitalização da pessoa idosa.Detectar precocemente sinais de alteração ou equilíbrio bio-psicossocial da pessoa idosa.Adquirir conhecimentos sobre a situação do doente terminal no hospital.Identificar consequências psicológicas e sociais da hospitalização da pessoa idosa.Promover a autonomia da pessoa idosa.
ConteúdosPatologias da pessoa idosaPatologia cardiovascularPatologia respiratóriaPatologia hematológica e oncológicaPatologia neurológica e sensorialOs acidentes
ConteúdosEquilíbrio bio-psicossocial da pessoa idosaA pessoa idosa portadora de doença crónica− Sinais e sintomas− Sinais de descompressão− Agudização da doençaSituações de emergência− Os acidentes− As intoxicações
ConteúdosInternamento da pessoa idosa em estado terminalAbordagem multidimensionalCuidados específicosHospitalização - efeitos psicossociaisA pessoa idosa e o hospital− Meio hospitalar− “Colegas” de quarto− Técnicos e estruturas de apoio
ConteúdosA hospitalização− Aspectos positivos/benefíciostratamentoganhos em saúde− Aspectos negativosperda do quadro de referênciasfamíliaaumento dos níveis de dependência
ConteúdosAutonomia da pessoa idosaMinimizar os efeitos das hospitalizações na vida da pessoa idosa− Nas actividades da vidahigiene e alimentaçãosonoocupação e conforto− As visitas
ConteúdosA família da pessoa idosaapoioinformaçãopreparação/ensinoO apoio extra-hospitalar− O recurso a outros recursos da sociedadeapoio domiciliáriocentro de dialar
ConteúdosA alta médica e continuidade da prestação de cuidadosconsultasmedicaçãoexames/tratamentos
PATOLOGIA CARDIOVASCULAR
PATOLOGIA CARDIOVASCULARAs doenças cardiovasculares são o conjunto de doenças que afectam o aparelho cardiovascular, designadamente o coração e os vasos sanguíneos.
PATOLOGIA CARDIOVASCULARFACTORES DE RISCOO QUE SÃO FACTORES DE RISCO?São condições que predispõem uma pessoa a maior risco de desenvolver uma patologia, neste caso doenças do coração e dos vasos sanguíneos.Existem diversos factores de risco para as doenças cardiovasculares, que podemos dividir em imutáveis (aqueles que não podemos mudar) e mutáveis (factores sobre os quais podemos influir, mudando, prevenindo ou tratando).
FACTORES DE RISCOFACTORES IMUTÁVEISHEREDITÁRIOSOs filhos de pessoas com doenças cardiovasculares têm uma maior propensão para desenvolverem doenças deste grupo.IDADE 4 em cada 5 pessoas atingidas por doenças cardiovasculares têm mais de 65 anos de idade.
FACTORES DE RISCOFACTORES IMUTÁVEISSEXOOs homens têm maior hipóteses de ter um ataque cardíaco e os seus ataques ocorrem numa faixa etária menor.Mesmo depois da menopausa, quando a taxa das mulheres aumenta, nunca é tão elevada como a dos homens.
FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEISTABACOO risco de ocorrer um ataque cardíaco num fumador é 2 vezes maior que num não fumador.Os fumadores têm uma hipótese 2 a 4 vezes maior de morrer subitamente do que um não fumador.Os fumadores passivos também têm o risco de um ataque cardíaco aumentado.
FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEISCOLESTEROL ELEVADOOs riscos aumentam na medida em que os níveis de colesterol estão mais elevados no sangue.Juntamente com outros factores como hipertensão arterial e fumo o risco é ainda maior.Este factor de risco é agravado pela idade, sexo e alimentação.
FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEISHIPERTENSÃO ARTERIALPara manter a hipertensão arterial, o coração realiza um trabalho maior, com isso vai atrofiando o músculo cardíaco que se dilata e fica mais fraco com o tempo, aumentando os riscos de um ataque.O risco de um ataque num hipertenso aumenta quando associado  ao cigarro, à Diabetes, à obesidade e ao colesterol elevado.
FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEISVIDA SEDENTÁRIAA falta de exercício físico é um factor de risco.Exercícios físicos regulares e moderados têm um papel importante para evitar doenças cardiovasculares.
FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEISOBESIDADEO excesso de peso tem uma maior probabilidade de provocar um AVC ou uma doença cardíaca, mesmo na ausência de outros factores de risco.A obesidade exige um esforço maior do coração.Está associada a doenças coronárias, hipertensão arterial, colesterol elevado e Diabetes.
FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEISDIABETES MELLITUSA Diabetes constitui um sério risco para a doença cardiovascular.Na presença da Diabetes, os outros factores de risco tornam-se mais significativos e ameaçadores.
FACTORES DE RISCOFACTORES MUTÁVEISExistem outros factores que podem influenciar negativamente os factores já apresentados.Estar constantemente sob tensão emocional (stress), pode fazer com que se coma mais, fume mais e tenha hipertensão.Certos medicamentos podem ter efeitos semelhantes.
Sintomas de Doença CardíacaExistem alguns sintomas que podem constituir sinais de alerta, principalmente em pessoas mais idosas: Dificuldade em respirar - pode ser o indício de uma doença coronária e não apenas a consequência da má forma física, especialmente se surge quando se está em repouso ou se nos obriga a acordar durante a noite; Angina de peito – quando, durante um esforço físico, se tem uma sensação de peso, aperto ou opressão por detrás do esterno, que por vezes se estende até ao pescoço, ao braço esquerdo ou ao dorso; Alterações do ritmo cardíaco;
Sintomas de Doença CardíacaEnfarte do miocárdio - é uma das situações de urgência/emergência médica cardíaca. O sintoma mais característico é a existência de dor prolongada no peito, surgindo muitas vezes em repouso. Por vezes, é acompanhada de ansiedade, sudação, falta de força e vómitos. Insuficiência cardíaca - surge quando o coração é incapaz de, em repouso, bombear sangue em quantidade suficiente através das artérias para os órgãos, ou, em esforço, não consegue aumentar a quantidade adicional necessária. Os sintomas mais comuns são a fadiga e uma grande debilidade, falta de ar em repouso, distensão do abdómen e pernas inchadas.
PREVENÇÃOA prevenção é o melhor tratamento de qualquer doença.Alimentação equilibrada à base de legumes, vegetais, fruta e cereais;Exercício físico moderado e com regularidade;Não fumar;Controlo regular da tensão arterial, açúcar e gordura no sangue;A partir dos 40 anos deve haver realização de exames periódicos de saúde.As pessoas com antecedentes familiares devem começar mais cedo.
PATOLOGIA RESPIRATÓRIA
PATOLOGIA RESPIRATÓRIAAs doenças respiratórias são as que afectam o trato e os órgãos do sistema respiratório.
ALTERAÇÕES DO SISTEMA RESPIRATÓRIO E ENVELHECIMENTOÀ medida que envelhecemos: Os pulmões ficam menos elásticos diminuindo a Capacidade Vital.A actividade ciliar, que faz a limpeza das secreções, diminui de actividade proporcionando a acumulação de secreções que favorecem as infecções respiratórias e dificulta as trocas de gases.
ALTERAÇÕES DO SISTEMA RESPIRATÓRIO E ENVELHECIMENTOA musculatura do tórax perde a capacidade de eliminar secreções pela tosse, de respirar profundamente expandindo os pulmões, e de expelir dióxido de carbono. Estas alterações afectam especialmente os fumadores e pessoas que vivem em ambientes com alto teor de poluentes e acabam possuir desconforto respiratório. Estas mudanças facilitam e favorecem a instalação de doenças.
SINTOMASTosse: A tosse é uma defesa do organismo na tentativa de expelir secreções acumuladas nas vias respiratórias. Com o passar dos anos, pelos motivos já expostos, a tosse torna-se menos eficiente. A presença de tosse persistente com duração de mais de 2 semanas deve ser alvo de avaliação.
TosseA tosse persistente está intimamente relacionada com quadros de regurgitação (entrada de líquidos contidos no estômago para os pulmões - aspiração), asma, alergias e infecções.
CAUSAS MAIS COMUNS DE TOSSE EM IDOSOS: TabagismoBronquitesAsmaPneumoniasRefluxo GastroesofágicoCancro de Pulmão, MetástasesTuberculoseEfeitos Adversos de Medicamentos
SINTOMASSibilos (Chiado): Também conhecido como broncoespasmo é um sintoma relacionado com o som gerado pela passagem do ar por estruturas tubulares (Brônquios). Quando se vai expelir o ar e as passagens encontram-se contraídas e/ou semi-obstruídas ocorre o sibilo. Trata-se de um sintoma característico em portadores de bronquite crónica e asma.
SINTOMASDispneia (Dificuldade para respirar, Falta de Ar): A falta de ar sempre é um sintoma preocupante comum a várias doenças e condições, muitas delas de extrema gravidade. Costuma apresentar-se em pessoas que estando em repouso ou com pouca actividade decidem, por exemplo, subir alguns escadas.
SINTOMASConsidera-se muito grave a presença de dispneia em repouso. Alguns pacientes não se conseguem deitar completamente na cama. Dormem semi-sentados para aliviar o desconforto desta grave condição.
SINTOMASCAUSAS COMUNS DE DISPNEIA EM IDOSOS  Insuficiência Cardíaca CongestivaEmbolia PulmonarPneumonias Graves Nunca é demais enfatizar a gravidade deste sintoma. A presença de desconforto respiratório em idosos deve ser considerada uma emergência médica.
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA (DPOC)DPOC é uma doença crónica que se caracteriza pela diminuição da capacidade respiratória. Trata-se de um termo genérico comum a algumas doenças: EnfisemaAsmaBronquite Crónica
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA (DPOC)Destas doenças destacam-se pela sua prevalência: a Bronquite Crónica e o Enfisema pulmonar. Todos os pacientes portadores de DPOC devem ser vacinados contra a gripe todos os anos e uma vez contra a pneumonia.
PNEUMONIAA pneumonia é uma das doenças que frequentemente leva pessoas idosas à morte. É a quinta causa de morte nos EUA. Pacientes em instituições têm um risco 50 vezes maior de contrair infecções pulmonares quando comparados com aqueles que vivem nos seus domicílios.  Vários factores contribuem e facilitam esta terrível complicação.
PNEUMONIAAo contrário do paciente adulto jovem, a pneumonia, especialmente naqueles mais idosos, não se costuma apresentar de modo clássico, com febre alta, tosse produtiva, catarro amarelado (purulento), dores nas costas e prostração. Pode ocorrer de maneira absolutamente silenciosa, e às vezes apenas uma alteração no padrão de comportamento nos leva a considerar esta possibilidade.
TUBERCULOSEDoença grave, transmitida pelo ar. Pode acometer todos os órgãos do corpo, em especial nos pulmões. Nos EUA, cerca de 30% de novos casos registados anualmente ocorrem em pessoas acima dos 65 anos de idade. Pessoas que vivem em instituições estão mais expostas ao risco de contrair a doença.
TUBERCULOSEAcredita-se que 80% dessas pessoas tenham tido contacto com o agente etiológico antes dos 30 anos de idade e agora, fragilizados e com o seu sistema imunológico comprometido, a micobactéria silente acaba por encontrar a oportunidade para se reactivar. Certas condições aumentam o risco:DesnutriçãoDiabetes MellitusTabagismoAlcoolismoNeoplasias (Cancro)Doenças graves e debilitantes
TUBERCULOSESINTOMAS Na faixa etária geriátrica, os sintomas costumam ser vagos e inespecíficos: FraquezaEmagrecimentoTosse
PREVENÇÃOAlgumas medidas são realmente eficazes na prevenção das infecções respiratórias. O que fazer para prevenir?Estimular a tosse e hidratar convenientemente. Especialmente nos dias quentes, manter uma garrafa de líquidos para controlo a respeito da quantidade efectivamente ingerida.
PREVENÇÃOAs caminhadas e exercícios físicos contribuem para a mobilização das secreções pulmonares. Pacientes que apresentam pneumonias de repetição ou outras condições que representem risco, o médico assistente deverá indicar outros recursos como: medicação específica de longa duração, vacinas, etc. O uso de aparelhos para inalação só deve ser indicado pelo médico. O paciente deve ser mantido em boas condições nutricionais, com uma dieta bem balanceada ou com ajuda de suplementos alimentares se prescritas pelo médico. Estas medidas, sem dúvida, previnem ou pelo menos diminuem o risco de infecções pulmonares.
PATOLOGIA HEMATOLÓGICA E ONCOLÓGICA
PATOLOGIA HEMATOLÓGICAAs doenças hematológicas também são chamadas de doenças do sangue.As mais comuns são a anemia, leucemia e hemofilia.Normalmente, são detectadas por sintomas clínicos como fraqueza, cansaço, infecções frequentes e sangramentos anormais, e confirmadas em diagnósticos feitos por meio de análises laboratoriais do sangue ou da medula óssea (aonde são formadas as células do sangue).
A ANEMIAA anemia ocorre quando a quantidade de hemáceas (glóbulos vermelhos que contêm hemoglobina, uma proteína que transporta o oxigénio pelo corpo) no sangue se encontra abaixo do nível normal.
A AnemiaCausasNutricionaisA falta de Ferro, vitamina B12 ou Ácido Fólico pode levar a quadros anémicos, geralmente causados por dietas nutricionais deficientes em nutrientes derivados de animais (carne, ovos e leite). O problema costuma atacar pessoas vegetarianas. Alcoolismo, gravidez e algumas doenças também podem levar à deficiência destes nutrientes.
A AnemiaCausasHereditáriasDoenças crónicasAlgumas doenças crónicas, como doenças dos rins e do fígado, podem levar à anemia, principalmente em pessoas que necessitam de hospitalização frequente.
A AnemiaCausasFalhas na medula ósseaUso de medicamentos
LEUCEMIAEsta doença atinge a medula óssea e os gânglios do corpo, podendo provocar anemia, diminuição das plaquetas (causando sangramentos anormais) e, principalmente, alteração dos leucócitos (glóbulos brancos que fazem a defesa do corpo contra as infecções). Há dois tipos de leucemia mais frequentes: a linfóide aguda ou linfoblástica (mais comum em crianças) e a leucemia mielóide aguda.
HEMOFILIAÉ a mais comum das doenças hemorrágicas hereditárias. Causada pela deficiência dos factores responsáveis pela acção coagulante do sangue, o que torna o hemofílico sujeito a importantes hemorragias, mesmo por motivos simples, como um corte ao se barbear ou extracções dentárias. As cirurgias podem ser fatais para estas pessoas. A hemofilia afecta quase que exclusivamente os homens.
RECOMENDAÇÕESFazer uma dieta alimentar equilibrada, com ingestão adequada de proteínas e vitaminas. Fazer exames médicos de rotina, pelo menos uma vez  por ano. Procurar o médico sempre que os seguintes sintomas aparecerem: fraqueza, cansaço, sangramento anormal ou infecções frequentes.
O CANCRO
O CANCROO cancro é a proliferação anormal de células.O cancro tem início nas células; um conjunto de células forma um tecido e, por sua vez, os tecidos formam os órgãos do nosso corpo. Normalmente, as células crescem e dividem-se para formar novas células. No seu ciclo de vida, as células envelhecem, morrem e são substituídas por novas células.Algumas vezes, este processo ordeiro e controlado corre mal: formam-se células novas, sem que o organismo necessite e, ao mesmo tempo, as células velhas não morrem. Este conjunto de células extra forma um tumor.Nem todos os tumores correspondem a cancro. Os tumores podem ser benignos ou malignos.
O CANCROOs tumores benignos não são cancro:Raramente põem a vida em risco; Regra geral, podem ser removidos e, muitas vezes, regridem; As células dos tumores benignos não se "espalham", ou seja, não se disseminam para os tecidos em volta ou para outras partes do organismo (metastização à distância).
O CANCROOs tumores malignos são cancro:Regra geral são mais graves que os tumores benignos; Podem colocar a vida em risco; Podem, muitas vezes, ser removidos, embora possam voltar a crescer; As células dos tumores malignos podem invadir e danificar os tecidos e órgãos circundantes; podem, ainda, libertar-se do tumor primitivo e entrar na corrente sanguínea ou no sistema linfático - este é o processo de metastização das células cancerígenas, a partir do cancro original, formando novos tumores noutros órgãos.
O CANCROFACTORES DE RISCOEnvelhecimentoO factor de risco mais importante para ter cancro é o envelhecimento. A maioria dos cancros ocorre em pessoas com mais de 65 anos. No entanto, o cancro pode surgir em pessoas de todas as idades, incluindo crianças.
O CANCROFACTORES DE RISCOTabacoO uso do tabaco é a causa de morte que mais se pode prevenir. Em Portugal, todos os anos morrem cerca de 3100 pessoas com cancro do pulmão.É mais provável que os fumadores desenvolvam cancro dos pulmões, laringe, boca, esófago, bexiga, rins, garganta, estômago, pâncreas ou colo do útero, do que os não fumadores. Também é mais provável que desenvolvam leucemia mielóide aguda (tumor que tem início nas células do sangue).Usar produtos de tabaco ou estar regularmente em contacto com o fumo (fumador ambiental, passivo ou secundário), aumenta o risco de cancro.
O CANCROFACTORES DE RISCOLuz solar A radiação ultravioleta (UV) provém do sol, de lâmpadas solares e de câmaras de bronzeamento; provoca envelhecimento precoce da pele e alterações que podem originar cancro de pele.Os médicos encorajam as pessoas de todas as idades a limitar o tempo de exposição ao sol, bem como a evitar outras fontes de radiação UV.
O CANCROFACTORES DE RISCORadiação ionizanteA radiação ionizante pode causar danos na pele que levam à formação de tumores. Este tipo de radiação provém de raios que entram na nossa atmosfera (terrestre), vindos do espaço exterior, poeiras radioactivas, gás radão, raios-X, entre outras fontes.Determinados químicos e outras substânciasPessoas com determinados empregos (pintores, trabalhadores da construção civil e da indústria química), apresentam um risco aumentado para desenvolver um tumor. Muitos estudos demonstraram que a exposição ao amianto, benzeno, cádmio, níquel ou cloreto de vinilo, no local de trabalho, podem causar cancro.
O CANCROFACTORES DE RISCOAlguns vírus e bactériasEstar infectado com determinados vírus e bactérias pode aumentar o risco de desenvolver alguns tumores:Vírus do Papiloma humano (HPV ): a infecção por HPV é a principal causa de cancro do colo do útero; pode, ainda, ser um factor de risco para outro tipo de tumores. Vírus da hepatite B e C: o cancro do fígado pode desenvolver-se, muitos anos depois da infecção com hepatite B ou hepatite C. Vírus dos linfomas T humanos (HTLV-1): a infecção por HTLV -1 aumenta o risco de desenvolver linfoma e leucemia. Vírus da imunodeficiência humana (HIV): o HIV é o vírus que provoca a SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida). As pessoas que estão infectadas com o HIV , têm maior risco de desenvolver cancro: linfoma e um tipo de tumor raro, chamado Sarcoma de Kaposi .
O CANCROFACTORES DE RISCODeterminadas hormonasOs médicos podem recomendar tratamento com hormonas, para ajudar a controlar alguns problemas que podem surgir durante a menopausa, como afrontamentos, secura vaginal e enfraquecimento dos ossos. No entanto, alguns estudos demonstram que a terapêutica hormonal, na menopausa, pode causar efeitos secundários graves: pode aumentar o risco de cancro da mama, de enfarte do miocárdio, de AVC ou formação de trombos (pequenos coágulos de sangue que podem entupir veias ou artérias).
O CANCROFACTORES DE RISCOÁlcoolBeber mais de duas bebidas alcoólicas por dia, durante muitos anos, pode aumentar a probabilidade de desenvolver cancro da boca, da garganta, do esófago, da laringe, do fígado e da mama. O risco aumenta com a quantidade de álcool que uma pessoa bebe. Na maioria destes cancros, o risco é mais elevado se a pessoa também fumar.
O CANCROFACTORES DE RISCODieta pobre, falta de actividade física ou excesso de peso As pessoas que têm uma dieta pobre, que não praticam actividade física suficiente, ou que têm excesso de peso, podem ter um risco aumentado para vários tipos de cancro. Por exemplo, alguns estudos sugerem que as pessoas cuja dieta é rica em gorduras, têm um risco aumentado para cancro do cólon, do útero e da próstata. Por outro lado, a falta de actividade física e o excesso de peso, são factores de risco para cancro da mama, do cólon, do esófago, dos rins e do útero.
SINAIS DE ALERTAO cancro pode provocar muitos sintomas diferentes, como por exemplo:Espessamento, massa ou "uma elevação" na mama, ou em qualquer outra parte do corpo. Aparecimento de um sinal novo, ou alteração num sinal já existente. Ferida que não passa, ou seja, cuja cicatrização não acontece. Rouquidão ou tosse que não desaparece.
SINAIS DE ALERTAAlterações relevantes na rotina intestinal ou da bexiga. Desconforto depois de comer. Dificuldade em engolir. Ganho, ou perda de peso, sem motivo aparente. Sangramento ou qualquer secreção anormal. Sensação de fraqueza ou extremo cansaço.
PATOLOGIA NEUROLÓGICA
DOENÇA DE ALZHEIMERA Doença de Alzheimer está, na maioria dos casos, relacionada com o envelhecimento. O aumento do número de situações diagnosticadas é, por isso, uma consequência directa do actual sucesso da Medicina em prolongar a vida.A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, progressiva, irreversível e com causas e tratamento ainda desconhecidos. Começa por atingir a memória e, progressivamente, as outras funções mentais, acabando por determinar a completa ausência de autonomia dos doentes.
DOENÇA DE ALZHEIMEROs doentes de Alzheimer tornam-se incapazes de realizar a mais pequena tarefa, deixam de reconhecer os rostos familiares, ficam incontinentes e acabam, quase sempre, acamados. É uma doença muito relacionada com a idade, afectando as pessoas com mais de 50 anos. A estimativa de vida para os pacientes situa-se entre os 2 e os 15 anos.
SINTOMASAo princípio observam-se pequenos esquecimentos, perdas de memória, normalmente aceites pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e, por vezes, agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta.Acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho.
SINTOMASÀ medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros.Iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as actividades elementares do quotidiano, como alimentação, higiene, vestuário, etc.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer1. Perda de memóriaÉ normal esquecer ocasionalmente reuniões, nomes de colegas de trabalho, números de telefone de amigos, e lembrar-se deles mais tarde. Uma pessoa com a doença de Alzheimer esquece-se das coisas com mais frequência, mas não se lembra delas mais tarde, em especial dos acontecimentos mais recentes.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer2. Dificuldade em executar as tarefas domésticasAs pessoas muito ocupadas podem temporariamente ficar tão distraídas que chegam a deixar as batatas no forno e só se lembram de as servir no final da refeição. O doente de Alzheimer pode ser incapaz de preparar qualquer parte de uma refeição ou esquecer-se de que já comeu.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer3. Problemas de linguagemToda a gente tem, por vezes, dificuldade em encontrar a palavra certa. Porém, um doente de Alzheimer pode esquecer mesmo as palavras mais simples ou substituí-las por palavras desajustadas, tornando as suas frases de difícil compreensão.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer4. Perda da noção do tempo e desorientaçãoÉ normal perdermos – por um breve instante – a noção do dia da semana ou esquecermos o sítio para onde vamos. Porém, uma pessoa com a doença de Alzheimer pode perder-se na sua própria rua, ignorando como foi dar ali ou como voltar para casa.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer5. Discernimento fraco ou diminuídoAs pessoas podem por vezes não ir logo ao médico quando têm uma infecção, embora acabem por procurar cuidados médicos. Um doente de Alzheimer poderá não reconhecer uma infecção como algo problemático e não ir mesmo ao médico ou, então, vestir-se inadequadamente, usando roupa quente num dia de Verão.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer6. Problemas relacionados com o pensamento abstractoPor vezes, as pessoas podem achar que é difícil fazer as contas dos gastos.Mas, alguém com a doença de Alzheimer pode esquecer completamente o que são os números e o que tem de ser feito com eles. Festejar um aniversário é algo que muitas pessoas fazem, mas o doente de Alzheimer pode não compreender sequer o que é um aniversário.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer7. Trocar o lugar das coisasQualquer pessoa pode não arrumar correctamente a carteira ou as chaves. Um doente de Alzheimer pode pôr as coisas num lugar desajustado: um ferro de engomar no frigorífico ou um relógio de pulso no açucareiro.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer8. Alterações de humor ou comportamentoToda a gente fica triste ou mal-humorada de vez em quando. Alguém com a doença de Alzheimer pode apresentar súbitas alterações de humor – da serenidade ao choro ou à angústia – sem que haja qualquer razão para tal facto.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer9. Alterações na personalidadeA personalidade das pessoas pode variar um pouco com a idade. Porém, um doente com Alzheimer pode mudar totalmente, tornando-se extremamente confuso, desconfiado ou calado. As alterações podem incluir também apatia, medo ou um comportamento inadequado.
Dez sinais de alerta da doença de Alzheimer10. Perda de iniciativaÉ normal ficar cansado com o trabalho doméstico, as actividades profissionais do dia-a-dia ou as obrigações sociais; porém, a maioria das pessoas recupera a capacidade de iniciativa. Um doente de Alzheimer pode tornar-se muito passivo e necessitar de estímulos e incitamento para participar.
PATOLOGIA SENSORIAL
PATOLOGIA SENSORIALEm função da idade, são detectadas diversas mudanças nas funções perceptivas dos idosos.Podemos destacar como consequência dessas alterações, uma deterioração progressiva no desempenho motor especializado.
PATOLOGIA SENSORIALA visão, considerada por muitos como o órgão do sentido mais essencial, é prioritariamente afectada. A diminuição da capacidade auditiva é considerada por muitos estudiosos da área como um importante motivo da exclusão social do idoso. A maior dificuldade auditiva da pessoa idosa é na detecção de sons de alta frequência e no aumento do tempo de reacção aos sons.
PATOLOGIA SENSORIALO olfacto também é afectado, ocorrendo uma queda gradual na capacidade de identificar correctamente os odores.O tacto, responsável pela informação ao sistema nervoso da temperatura do ambiente externo, sensações de dor e de toque, é sensivelmente diminuído.
PATOLOGIA SENSORIALOs órgãos do sentido são responsáveis em grande parte pelas percepções.Quanto menor forem as informações recebidas pelo sistema nervoso, menor será a sua resposta ao ambiente, interno ou externo, e consequentemente, menos interacções com o meio ao seu redor o indivíduo terá. O idoso exclui-se facilmente caso não seja constantemente estimulado e motivado a participar de actividades na sociedade onde vive.
DOENÇA CRÓNICA
DOENÇA CRÓNICAA Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que as doenças crónicas de declaração não obrigatória, como as doenças cardiovasculares, a diabetes, a obesidade, o cancro e as doenças respiratórias, representam cerca de 59 % do total de 57 milhões de mortes por ano e 46 % do total de doenças. Afectam países desenvolvidos e países em vias de desenvolvimento.
DOENÇA CRÓNICAA expansão das doenças crónicas reflecte os processos de industrialização, urbanismo, desenvolvimento económico e globalização alimentar, que acarretam:Alteração das dietas alimentares;
Aumento dos hábitos sedentários;
Crescimento do consumo de tabaco.
Cerca de metade das mortes causadas por doenças crónicas está directamente associada às doenças cardiovasculares.DOENÇA CRÓNICAOs ataques cardíacos e os enfartes do miocárdio matam cerca de 12 milhões de pessoas por ano. A hipertensão e outras doenças cardíacas matam 3,9 milhões de pessoas. Cerca de 75% das doenças cardiovasculares são atribuíveis a: Colesterol elevado;Tensão arterial elevada;Dieta pobre em frutas e vegetais;Sedentarismo;Tabagismo.
DOENÇA CRÓNICACalcula-se que, em todo o mundo, existam 177 milhões de pessoas a sofrer de diabetes, sobretudo de tipo 2. Dois terços do total vivem nos países em vias de desenvolvimento. Mais de mil milhões de adultos sofrem de excesso de peso. Destes, pelo menos 300 milhões são clinicamente obesos.
PORQUE É QUE AS DOENÇAS CRÓNICAS TÊM, A NÍVEL MUNDIAL, UM IMPACTO TÃO GRANDE NA SAÚDE?Porque os hábitos alimentares alteraram-se. As pessoas consomem, hoje em dia, alimentos mais calóricos, com elevado nível de açúcar e/ou gorduras saturadas, e excessivamente salgados.A mudança dos hábitos alimentares e a implantação de um estilo de vida sedentário estão a ocorrer a um ritmo muito mais rápido nos países em vias de desenvolvimento, por comparação com o que aconteceu nos países desenvolvidos.
PORQUE É QUE AS DOENÇAS CRÓNICAS TÊM, A NÍVEL MUNDIAL, UM IMPACTO TÃO GRANDE NA SAÚDE?As doenças crónicas estão a crescer em muitos dos países mais pobres, articulando-se de forma muito perigosa com outra calamidade: as doenças infecciosas.
FACTORES DE RISCOApesar de muito diferentes entre si, as doenças crónicas apresentam factores de risco comuns. São poucos e podem ser prevenidos:Colesterol elevado;Tensão arterial elevada;Obesidade;Tabagismo;Consumo de álcool.
Como reduzir os riscos de ocorrência de doenças crónicasAlterando do estilo de vida poderá, em pouco tempo, reduzir o risco de desenvolver uma doença crónica.Alterando a dieta alimentar – privilegiar frutas, vegetais, frutos secos e cereais integrais; substituir as gorduras animais saturadas por gorduras vegetais insaturadas; reduzir as doses de alimentos salgados e doces;Iniciando a prática de exercício físico diário;Mantendo um peso normal – Índice de Massa Corporal entre 18,5 e 24,9.Eliminando o consumo de tabaco.
prevençãoEstá comprovado que as intervenções comportamentais sustentadas são eficazes na redução dos factores de risco para a população. Mais de 80% dos casos de ocorrência de doenças cardíacas coronárias, 90% dos casos de diabetes de tipo 2 e de um terço das ocorrências de cancro podem ser evitados através da alteração dos hábitos alimentares, do aumento de actividade física e do abandono do tabagismo. 
SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA:AS INTOXICAÇÕES E OS ACIDENTES
Cerca de 75% dos acidentes em idosos acontecem nas suas próprias casas, incluindo os alojamentos colectivos (lares e outros locais de acolhimento), no meio circundante (escadas, jardim ou pátio), ou por escorregamento na rua. Os acidentes aumentam com a idade e na maior parte dos casos dão origem a quedas. Além das quedas, os acidentes com idosos incluem ferimentos com facas de cozinha, queimaduras devidas a manipulação desajeitada de produtos inflamáveis, ou à diminuição das faculdades sensoriais, como a perda da sensibilidade ao calor, ou a perda do olfacto.
Os acidentes mais frequentes em casa são causados por: Pôr-se de pé em cima de um banco, escadote ou cadeiraAndar sobre pavimentos molhados, húmidos ou enceradosPequenos tapetes, ou tapetes de quarto sem forro antiderrapanteMobiliário instável, gavetas abertas, peças de mobília ou outros obstáculos deixados no seu caminhoMá iluminaçãoEscadas com degraus de tamanhos diferentes
Os acidentes mais frequentes em casa são causados por:Fios eléctricos ou de telefone deixados no chãoBanheira ou chuveiro sem barras de apoio ou tapete antiderrapante
INTOXICAÇÕESProdutos químicos (lixívias)As mais perigosas são as industriais ou as produzidas especificamente para a limpeza do lar.A ingestão costuma acontecer por acidente ou por confusão.Depois da referida ingestão, o efeito costuma ver-se logo, com uma sensação de mal-estar e ardência interna.
INTOXICAÇÕESSe se ingeriu alguma destas substâncias, não se deve provocar o vómito, porque aumentará a lesão no tracto esofágico ao sair de novo para o exterior.Recomenda-se que se ingira gemas de ovo para contrariar o efeito corrosivo.Se se ingeriu qualquer outro tipo de substância não corrosiva, recomenda-se que se provoque o vómito.
INTOXICAÇÕESA pessoa afectada deve ser enviada imediatamente para um centro médico.Fármacos:Os idosos costumam intoxicar-se devido a confusões. O tratamento baseia-se em produzir o vómito a fim de eliminar o mais depressa possível os fármacos.

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    Patologia e efeitospsicossociais decorrentes da hospitalização dapessoa idosa
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    Objectivo(s)Identificar as patologiasque conduzem à hospitalização da pessoa idosa.Detectar precocemente sinais de alteração ou equilíbrio bio-psicossocial da pessoa idosa.Adquirir conhecimentos sobre a situação do doente terminal no hospital.Identificar consequências psicológicas e sociais da hospitalização da pessoa idosa.Promover a autonomia da pessoa idosa.
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    ConteúdosPatologias da pessoaidosaPatologia cardiovascularPatologia respiratóriaPatologia hematológica e oncológicaPatologia neurológica e sensorialOs acidentes
  • 4.
    ConteúdosEquilíbrio bio-psicossocial dapessoa idosaA pessoa idosa portadora de doença crónica− Sinais e sintomas− Sinais de descompressão− Agudização da doençaSituações de emergência− Os acidentes− As intoxicações
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    ConteúdosInternamento da pessoaidosa em estado terminalAbordagem multidimensionalCuidados específicosHospitalização - efeitos psicossociaisA pessoa idosa e o hospital− Meio hospitalar− “Colegas” de quarto− Técnicos e estruturas de apoio
  • 6.
    ConteúdosA hospitalização− Aspectospositivos/benefíciostratamentoganhos em saúde− Aspectos negativosperda do quadro de referênciasfamíliaaumento dos níveis de dependência
  • 7.
    ConteúdosAutonomia da pessoaidosaMinimizar os efeitos das hospitalizações na vida da pessoa idosa− Nas actividades da vidahigiene e alimentaçãosonoocupação e conforto− As visitas
  • 8.
    ConteúdosA família dapessoa idosaapoioinformaçãopreparação/ensinoO apoio extra-hospitalar− O recurso a outros recursos da sociedadeapoio domiciliáriocentro de dialar
  • 9.
    ConteúdosA alta médicae continuidade da prestação de cuidadosconsultasmedicaçãoexames/tratamentos
  • 10.
  • 11.
    PATOLOGIA CARDIOVASCULARAs doençascardiovasculares são o conjunto de doenças que afectam o aparelho cardiovascular, designadamente o coração e os vasos sanguíneos.
  • 12.
    PATOLOGIA CARDIOVASCULARFACTORES DERISCOO QUE SÃO FACTORES DE RISCO?São condições que predispõem uma pessoa a maior risco de desenvolver uma patologia, neste caso doenças do coração e dos vasos sanguíneos.Existem diversos factores de risco para as doenças cardiovasculares, que podemos dividir em imutáveis (aqueles que não podemos mudar) e mutáveis (factores sobre os quais podemos influir, mudando, prevenindo ou tratando).
  • 13.
    FACTORES DE RISCOFACTORESIMUTÁVEISHEREDITÁRIOSOs filhos de pessoas com doenças cardiovasculares têm uma maior propensão para desenvolverem doenças deste grupo.IDADE 4 em cada 5 pessoas atingidas por doenças cardiovasculares têm mais de 65 anos de idade.
  • 14.
    FACTORES DE RISCOFACTORESIMUTÁVEISSEXOOs homens têm maior hipóteses de ter um ataque cardíaco e os seus ataques ocorrem numa faixa etária menor.Mesmo depois da menopausa, quando a taxa das mulheres aumenta, nunca é tão elevada como a dos homens.
  • 15.
    FACTORES DE RISCOFACTORESMUTÁVEISTABACOO risco de ocorrer um ataque cardíaco num fumador é 2 vezes maior que num não fumador.Os fumadores têm uma hipótese 2 a 4 vezes maior de morrer subitamente do que um não fumador.Os fumadores passivos também têm o risco de um ataque cardíaco aumentado.
  • 16.
    FACTORES DE RISCOFACTORESMUTÁVEISCOLESTEROL ELEVADOOs riscos aumentam na medida em que os níveis de colesterol estão mais elevados no sangue.Juntamente com outros factores como hipertensão arterial e fumo o risco é ainda maior.Este factor de risco é agravado pela idade, sexo e alimentação.
  • 17.
    FACTORES DE RISCOFACTORESMUTÁVEISHIPERTENSÃO ARTERIALPara manter a hipertensão arterial, o coração realiza um trabalho maior, com isso vai atrofiando o músculo cardíaco que se dilata e fica mais fraco com o tempo, aumentando os riscos de um ataque.O risco de um ataque num hipertenso aumenta quando associado ao cigarro, à Diabetes, à obesidade e ao colesterol elevado.
  • 18.
    FACTORES DE RISCOFACTORESMUTÁVEISVIDA SEDENTÁRIAA falta de exercício físico é um factor de risco.Exercícios físicos regulares e moderados têm um papel importante para evitar doenças cardiovasculares.
  • 19.
    FACTORES DE RISCOFACTORESMUTÁVEISOBESIDADEO excesso de peso tem uma maior probabilidade de provocar um AVC ou uma doença cardíaca, mesmo na ausência de outros factores de risco.A obesidade exige um esforço maior do coração.Está associada a doenças coronárias, hipertensão arterial, colesterol elevado e Diabetes.
  • 20.
    FACTORES DE RISCOFACTORESMUTÁVEISDIABETES MELLITUSA Diabetes constitui um sério risco para a doença cardiovascular.Na presença da Diabetes, os outros factores de risco tornam-se mais significativos e ameaçadores.
  • 21.
    FACTORES DE RISCOFACTORESMUTÁVEISExistem outros factores que podem influenciar negativamente os factores já apresentados.Estar constantemente sob tensão emocional (stress), pode fazer com que se coma mais, fume mais e tenha hipertensão.Certos medicamentos podem ter efeitos semelhantes.
  • 22.
    Sintomas de DoençaCardíacaExistem alguns sintomas que podem constituir sinais de alerta, principalmente em pessoas mais idosas: Dificuldade em respirar - pode ser o indício de uma doença coronária e não apenas a consequência da má forma física, especialmente se surge quando se está em repouso ou se nos obriga a acordar durante a noite; Angina de peito – quando, durante um esforço físico, se tem uma sensação de peso, aperto ou opressão por detrás do esterno, que por vezes se estende até ao pescoço, ao braço esquerdo ou ao dorso; Alterações do ritmo cardíaco;
  • 23.
    Sintomas de DoençaCardíacaEnfarte do miocárdio - é uma das situações de urgência/emergência médica cardíaca. O sintoma mais característico é a existência de dor prolongada no peito, surgindo muitas vezes em repouso. Por vezes, é acompanhada de ansiedade, sudação, falta de força e vómitos. Insuficiência cardíaca - surge quando o coração é incapaz de, em repouso, bombear sangue em quantidade suficiente através das artérias para os órgãos, ou, em esforço, não consegue aumentar a quantidade adicional necessária. Os sintomas mais comuns são a fadiga e uma grande debilidade, falta de ar em repouso, distensão do abdómen e pernas inchadas.
  • 24.
    PREVENÇÃOA prevenção éo melhor tratamento de qualquer doença.Alimentação equilibrada à base de legumes, vegetais, fruta e cereais;Exercício físico moderado e com regularidade;Não fumar;Controlo regular da tensão arterial, açúcar e gordura no sangue;A partir dos 40 anos deve haver realização de exames periódicos de saúde.As pessoas com antecedentes familiares devem começar mais cedo.
  • 25.
  • 26.
    PATOLOGIA RESPIRATÓRIAAs doençasrespiratórias são as que afectam o trato e os órgãos do sistema respiratório.
  • 27.
    ALTERAÇÕES DO SISTEMARESPIRATÓRIO E ENVELHECIMENTOÀ medida que envelhecemos: Os pulmões ficam menos elásticos diminuindo a Capacidade Vital.A actividade ciliar, que faz a limpeza das secreções, diminui de actividade proporcionando a acumulação de secreções que favorecem as infecções respiratórias e dificulta as trocas de gases.
  • 28.
    ALTERAÇÕES DO SISTEMARESPIRATÓRIO E ENVELHECIMENTOA musculatura do tórax perde a capacidade de eliminar secreções pela tosse, de respirar profundamente expandindo os pulmões, e de expelir dióxido de carbono. Estas alterações afectam especialmente os fumadores e pessoas que vivem em ambientes com alto teor de poluentes e acabam possuir desconforto respiratório. Estas mudanças facilitam e favorecem a instalação de doenças.
  • 29.
    SINTOMASTosse: A tosseé uma defesa do organismo na tentativa de expelir secreções acumuladas nas vias respiratórias. Com o passar dos anos, pelos motivos já expostos, a tosse torna-se menos eficiente. A presença de tosse persistente com duração de mais de 2 semanas deve ser alvo de avaliação.
  • 30.
    TosseA tosse persistenteestá intimamente relacionada com quadros de regurgitação (entrada de líquidos contidos no estômago para os pulmões - aspiração), asma, alergias e infecções.
  • 31.
    CAUSAS MAIS COMUNSDE TOSSE EM IDOSOS: TabagismoBronquitesAsmaPneumoniasRefluxo GastroesofágicoCancro de Pulmão, MetástasesTuberculoseEfeitos Adversos de Medicamentos
  • 32.
    SINTOMASSibilos (Chiado): Tambémconhecido como broncoespasmo é um sintoma relacionado com o som gerado pela passagem do ar por estruturas tubulares (Brônquios). Quando se vai expelir o ar e as passagens encontram-se contraídas e/ou semi-obstruídas ocorre o sibilo. Trata-se de um sintoma característico em portadores de bronquite crónica e asma.
  • 33.
    SINTOMASDispneia (Dificuldade pararespirar, Falta de Ar): A falta de ar sempre é um sintoma preocupante comum a várias doenças e condições, muitas delas de extrema gravidade. Costuma apresentar-se em pessoas que estando em repouso ou com pouca actividade decidem, por exemplo, subir alguns escadas.
  • 34.
    SINTOMASConsidera-se muito gravea presença de dispneia em repouso. Alguns pacientes não se conseguem deitar completamente na cama. Dormem semi-sentados para aliviar o desconforto desta grave condição.
  • 35.
    SINTOMASCAUSAS COMUNS DEDISPNEIA EM IDOSOS  Insuficiência Cardíaca CongestivaEmbolia PulmonarPneumonias Graves Nunca é demais enfatizar a gravidade deste sintoma. A presença de desconforto respiratório em idosos deve ser considerada uma emergência médica.
  • 36.
    DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVACRÓNICA (DPOC)DPOC é uma doença crónica que se caracteriza pela diminuição da capacidade respiratória. Trata-se de um termo genérico comum a algumas doenças: EnfisemaAsmaBronquite Crónica
  • 37.
    DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVACRÓNICA (DPOC)Destas doenças destacam-se pela sua prevalência: a Bronquite Crónica e o Enfisema pulmonar. Todos os pacientes portadores de DPOC devem ser vacinados contra a gripe todos os anos e uma vez contra a pneumonia.
  • 38.
    PNEUMONIAA pneumonia éuma das doenças que frequentemente leva pessoas idosas à morte. É a quinta causa de morte nos EUA. Pacientes em instituições têm um risco 50 vezes maior de contrair infecções pulmonares quando comparados com aqueles que vivem nos seus domicílios.  Vários factores contribuem e facilitam esta terrível complicação.
  • 39.
    PNEUMONIAAo contrário dopaciente adulto jovem, a pneumonia, especialmente naqueles mais idosos, não se costuma apresentar de modo clássico, com febre alta, tosse produtiva, catarro amarelado (purulento), dores nas costas e prostração. Pode ocorrer de maneira absolutamente silenciosa, e às vezes apenas uma alteração no padrão de comportamento nos leva a considerar esta possibilidade.
  • 40.
    TUBERCULOSEDoença grave, transmitidapelo ar. Pode acometer todos os órgãos do corpo, em especial nos pulmões. Nos EUA, cerca de 30% de novos casos registados anualmente ocorrem em pessoas acima dos 65 anos de idade. Pessoas que vivem em instituições estão mais expostas ao risco de contrair a doença.
  • 41.
    TUBERCULOSEAcredita-se que 80%dessas pessoas tenham tido contacto com o agente etiológico antes dos 30 anos de idade e agora, fragilizados e com o seu sistema imunológico comprometido, a micobactéria silente acaba por encontrar a oportunidade para se reactivar. Certas condições aumentam o risco:DesnutriçãoDiabetes MellitusTabagismoAlcoolismoNeoplasias (Cancro)Doenças graves e debilitantes
  • 42.
    TUBERCULOSESINTOMAS Na faixaetária geriátrica, os sintomas costumam ser vagos e inespecíficos: FraquezaEmagrecimentoTosse
  • 43.
    PREVENÇÃOAlgumas medidas sãorealmente eficazes na prevenção das infecções respiratórias. O que fazer para prevenir?Estimular a tosse e hidratar convenientemente. Especialmente nos dias quentes, manter uma garrafa de líquidos para controlo a respeito da quantidade efectivamente ingerida.
  • 44.
    PREVENÇÃOAs caminhadas eexercícios físicos contribuem para a mobilização das secreções pulmonares. Pacientes que apresentam pneumonias de repetição ou outras condições que representem risco, o médico assistente deverá indicar outros recursos como: medicação específica de longa duração, vacinas, etc. O uso de aparelhos para inalação só deve ser indicado pelo médico. O paciente deve ser mantido em boas condições nutricionais, com uma dieta bem balanceada ou com ajuda de suplementos alimentares se prescritas pelo médico. Estas medidas, sem dúvida, previnem ou pelo menos diminuem o risco de infecções pulmonares.
  • 45.
  • 46.
    PATOLOGIA HEMATOLÓGICAAs doençashematológicas também são chamadas de doenças do sangue.As mais comuns são a anemia, leucemia e hemofilia.Normalmente, são detectadas por sintomas clínicos como fraqueza, cansaço, infecções frequentes e sangramentos anormais, e confirmadas em diagnósticos feitos por meio de análises laboratoriais do sangue ou da medula óssea (aonde são formadas as células do sangue).
  • 47.
    A ANEMIAA anemiaocorre quando a quantidade de hemáceas (glóbulos vermelhos que contêm hemoglobina, uma proteína que transporta o oxigénio pelo corpo) no sangue se encontra abaixo do nível normal.
  • 48.
    A AnemiaCausasNutricionaisA faltade Ferro, vitamina B12 ou Ácido Fólico pode levar a quadros anémicos, geralmente causados por dietas nutricionais deficientes em nutrientes derivados de animais (carne, ovos e leite). O problema costuma atacar pessoas vegetarianas. Alcoolismo, gravidez e algumas doenças também podem levar à deficiência destes nutrientes.
  • 49.
    A AnemiaCausasHereditáriasDoenças crónicasAlgumasdoenças crónicas, como doenças dos rins e do fígado, podem levar à anemia, principalmente em pessoas que necessitam de hospitalização frequente.
  • 50.
    A AnemiaCausasFalhas namedula ósseaUso de medicamentos
  • 51.
    LEUCEMIAEsta doença atingea medula óssea e os gânglios do corpo, podendo provocar anemia, diminuição das plaquetas (causando sangramentos anormais) e, principalmente, alteração dos leucócitos (glóbulos brancos que fazem a defesa do corpo contra as infecções). Há dois tipos de leucemia mais frequentes: a linfóide aguda ou linfoblástica (mais comum em crianças) e a leucemia mielóide aguda.
  • 52.
    HEMOFILIAÉ a maiscomum das doenças hemorrágicas hereditárias. Causada pela deficiência dos factores responsáveis pela acção coagulante do sangue, o que torna o hemofílico sujeito a importantes hemorragias, mesmo por motivos simples, como um corte ao se barbear ou extracções dentárias. As cirurgias podem ser fatais para estas pessoas. A hemofilia afecta quase que exclusivamente os homens.
  • 53.
    RECOMENDAÇÕESFazer uma dietaalimentar equilibrada, com ingestão adequada de proteínas e vitaminas. Fazer exames médicos de rotina, pelo menos uma vez por ano. Procurar o médico sempre que os seguintes sintomas aparecerem: fraqueza, cansaço, sangramento anormal ou infecções frequentes.
  • 54.
  • 55.
    O CANCROO cancroé a proliferação anormal de células.O cancro tem início nas células; um conjunto de células forma um tecido e, por sua vez, os tecidos formam os órgãos do nosso corpo. Normalmente, as células crescem e dividem-se para formar novas células. No seu ciclo de vida, as células envelhecem, morrem e são substituídas por novas células.Algumas vezes, este processo ordeiro e controlado corre mal: formam-se células novas, sem que o organismo necessite e, ao mesmo tempo, as células velhas não morrem. Este conjunto de células extra forma um tumor.Nem todos os tumores correspondem a cancro. Os tumores podem ser benignos ou malignos.
  • 56.
    O CANCROOs tumoresbenignos não são cancro:Raramente põem a vida em risco; Regra geral, podem ser removidos e, muitas vezes, regridem; As células dos tumores benignos não se "espalham", ou seja, não se disseminam para os tecidos em volta ou para outras partes do organismo (metastização à distância).
  • 57.
    O CANCROOs tumoresmalignos são cancro:Regra geral são mais graves que os tumores benignos; Podem colocar a vida em risco; Podem, muitas vezes, ser removidos, embora possam voltar a crescer; As células dos tumores malignos podem invadir e danificar os tecidos e órgãos circundantes; podem, ainda, libertar-se do tumor primitivo e entrar na corrente sanguínea ou no sistema linfático - este é o processo de metastização das células cancerígenas, a partir do cancro original, formando novos tumores noutros órgãos.
  • 58.
    O CANCROFACTORES DERISCOEnvelhecimentoO factor de risco mais importante para ter cancro é o envelhecimento. A maioria dos cancros ocorre em pessoas com mais de 65 anos. No entanto, o cancro pode surgir em pessoas de todas as idades, incluindo crianças.
  • 59.
    O CANCROFACTORES DERISCOTabacoO uso do tabaco é a causa de morte que mais se pode prevenir. Em Portugal, todos os anos morrem cerca de 3100 pessoas com cancro do pulmão.É mais provável que os fumadores desenvolvam cancro dos pulmões, laringe, boca, esófago, bexiga, rins, garganta, estômago, pâncreas ou colo do útero, do que os não fumadores. Também é mais provável que desenvolvam leucemia mielóide aguda (tumor que tem início nas células do sangue).Usar produtos de tabaco ou estar regularmente em contacto com o fumo (fumador ambiental, passivo ou secundário), aumenta o risco de cancro.
  • 60.
    O CANCROFACTORES DERISCOLuz solar A radiação ultravioleta (UV) provém do sol, de lâmpadas solares e de câmaras de bronzeamento; provoca envelhecimento precoce da pele e alterações que podem originar cancro de pele.Os médicos encorajam as pessoas de todas as idades a limitar o tempo de exposição ao sol, bem como a evitar outras fontes de radiação UV.
  • 61.
    O CANCROFACTORES DERISCORadiação ionizanteA radiação ionizante pode causar danos na pele que levam à formação de tumores. Este tipo de radiação provém de raios que entram na nossa atmosfera (terrestre), vindos do espaço exterior, poeiras radioactivas, gás radão, raios-X, entre outras fontes.Determinados químicos e outras substânciasPessoas com determinados empregos (pintores, trabalhadores da construção civil e da indústria química), apresentam um risco aumentado para desenvolver um tumor. Muitos estudos demonstraram que a exposição ao amianto, benzeno, cádmio, níquel ou cloreto de vinilo, no local de trabalho, podem causar cancro.
  • 62.
    O CANCROFACTORES DERISCOAlguns vírus e bactériasEstar infectado com determinados vírus e bactérias pode aumentar o risco de desenvolver alguns tumores:Vírus do Papiloma humano (HPV ): a infecção por HPV é a principal causa de cancro do colo do útero; pode, ainda, ser um factor de risco para outro tipo de tumores. Vírus da hepatite B e C: o cancro do fígado pode desenvolver-se, muitos anos depois da infecção com hepatite B ou hepatite C. Vírus dos linfomas T humanos (HTLV-1): a infecção por HTLV -1 aumenta o risco de desenvolver linfoma e leucemia. Vírus da imunodeficiência humana (HIV): o HIV é o vírus que provoca a SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida). As pessoas que estão infectadas com o HIV , têm maior risco de desenvolver cancro: linfoma e um tipo de tumor raro, chamado Sarcoma de Kaposi .
  • 63.
    O CANCROFACTORES DERISCODeterminadas hormonasOs médicos podem recomendar tratamento com hormonas, para ajudar a controlar alguns problemas que podem surgir durante a menopausa, como afrontamentos, secura vaginal e enfraquecimento dos ossos. No entanto, alguns estudos demonstram que a terapêutica hormonal, na menopausa, pode causar efeitos secundários graves: pode aumentar o risco de cancro da mama, de enfarte do miocárdio, de AVC ou formação de trombos (pequenos coágulos de sangue que podem entupir veias ou artérias).
  • 64.
    O CANCROFACTORES DERISCOÁlcoolBeber mais de duas bebidas alcoólicas por dia, durante muitos anos, pode aumentar a probabilidade de desenvolver cancro da boca, da garganta, do esófago, da laringe, do fígado e da mama. O risco aumenta com a quantidade de álcool que uma pessoa bebe. Na maioria destes cancros, o risco é mais elevado se a pessoa também fumar.
  • 65.
    O CANCROFACTORES DERISCODieta pobre, falta de actividade física ou excesso de peso As pessoas que têm uma dieta pobre, que não praticam actividade física suficiente, ou que têm excesso de peso, podem ter um risco aumentado para vários tipos de cancro. Por exemplo, alguns estudos sugerem que as pessoas cuja dieta é rica em gorduras, têm um risco aumentado para cancro do cólon, do útero e da próstata. Por outro lado, a falta de actividade física e o excesso de peso, são factores de risco para cancro da mama, do cólon, do esófago, dos rins e do útero.
  • 66.
    SINAIS DE ALERTAOcancro pode provocar muitos sintomas diferentes, como por exemplo:Espessamento, massa ou "uma elevação" na mama, ou em qualquer outra parte do corpo. Aparecimento de um sinal novo, ou alteração num sinal já existente. Ferida que não passa, ou seja, cuja cicatrização não acontece. Rouquidão ou tosse que não desaparece.
  • 67.
    SINAIS DE ALERTAAlteraçõesrelevantes na rotina intestinal ou da bexiga. Desconforto depois de comer. Dificuldade em engolir. Ganho, ou perda de peso, sem motivo aparente. Sangramento ou qualquer secreção anormal. Sensação de fraqueza ou extremo cansaço.
  • 68.
  • 69.
    DOENÇA DE ALZHEIMERADoença de Alzheimer está, na maioria dos casos, relacionada com o envelhecimento. O aumento do número de situações diagnosticadas é, por isso, uma consequência directa do actual sucesso da Medicina em prolongar a vida.A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, progressiva, irreversível e com causas e tratamento ainda desconhecidos. Começa por atingir a memória e, progressivamente, as outras funções mentais, acabando por determinar a completa ausência de autonomia dos doentes.
  • 70.
    DOENÇA DE ALZHEIMEROsdoentes de Alzheimer tornam-se incapazes de realizar a mais pequena tarefa, deixam de reconhecer os rostos familiares, ficam incontinentes e acabam, quase sempre, acamados. É uma doença muito relacionada com a idade, afectando as pessoas com mais de 50 anos. A estimativa de vida para os pacientes situa-se entre os 2 e os 15 anos.
  • 71.
    SINTOMASAo princípio observam-sepequenos esquecimentos, perdas de memória, normalmente aceites pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e, por vezes, agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta.Acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho.
  • 72.
    SINTOMASÀ medida quea doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros.Iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as actividades elementares do quotidiano, como alimentação, higiene, vestuário, etc.
  • 73.
    Dez sinais dealerta da doença de Alzheimer1. Perda de memóriaÉ normal esquecer ocasionalmente reuniões, nomes de colegas de trabalho, números de telefone de amigos, e lembrar-se deles mais tarde. Uma pessoa com a doença de Alzheimer esquece-se das coisas com mais frequência, mas não se lembra delas mais tarde, em especial dos acontecimentos mais recentes.
  • 74.
    Dez sinais dealerta da doença de Alzheimer2. Dificuldade em executar as tarefas domésticasAs pessoas muito ocupadas podem temporariamente ficar tão distraídas que chegam a deixar as batatas no forno e só se lembram de as servir no final da refeição. O doente de Alzheimer pode ser incapaz de preparar qualquer parte de uma refeição ou esquecer-se de que já comeu.
  • 75.
    Dez sinais dealerta da doença de Alzheimer3. Problemas de linguagemToda a gente tem, por vezes, dificuldade em encontrar a palavra certa. Porém, um doente de Alzheimer pode esquecer mesmo as palavras mais simples ou substituí-las por palavras desajustadas, tornando as suas frases de difícil compreensão.
  • 76.
    Dez sinais dealerta da doença de Alzheimer4. Perda da noção do tempo e desorientaçãoÉ normal perdermos – por um breve instante – a noção do dia da semana ou esquecermos o sítio para onde vamos. Porém, uma pessoa com a doença de Alzheimer pode perder-se na sua própria rua, ignorando como foi dar ali ou como voltar para casa.
  • 77.
    Dez sinais dealerta da doença de Alzheimer5. Discernimento fraco ou diminuídoAs pessoas podem por vezes não ir logo ao médico quando têm uma infecção, embora acabem por procurar cuidados médicos. Um doente de Alzheimer poderá não reconhecer uma infecção como algo problemático e não ir mesmo ao médico ou, então, vestir-se inadequadamente, usando roupa quente num dia de Verão.
  • 78.
    Dez sinais dealerta da doença de Alzheimer6. Problemas relacionados com o pensamento abstractoPor vezes, as pessoas podem achar que é difícil fazer as contas dos gastos.Mas, alguém com a doença de Alzheimer pode esquecer completamente o que são os números e o que tem de ser feito com eles. Festejar um aniversário é algo que muitas pessoas fazem, mas o doente de Alzheimer pode não compreender sequer o que é um aniversário.
  • 79.
    Dez sinais dealerta da doença de Alzheimer7. Trocar o lugar das coisasQualquer pessoa pode não arrumar correctamente a carteira ou as chaves. Um doente de Alzheimer pode pôr as coisas num lugar desajustado: um ferro de engomar no frigorífico ou um relógio de pulso no açucareiro.
  • 80.
    Dez sinais dealerta da doença de Alzheimer8. Alterações de humor ou comportamentoToda a gente fica triste ou mal-humorada de vez em quando. Alguém com a doença de Alzheimer pode apresentar súbitas alterações de humor – da serenidade ao choro ou à angústia – sem que haja qualquer razão para tal facto.
  • 81.
    Dez sinais dealerta da doença de Alzheimer9. Alterações na personalidadeA personalidade das pessoas pode variar um pouco com a idade. Porém, um doente com Alzheimer pode mudar totalmente, tornando-se extremamente confuso, desconfiado ou calado. As alterações podem incluir também apatia, medo ou um comportamento inadequado.
  • 82.
    Dez sinais dealerta da doença de Alzheimer10. Perda de iniciativaÉ normal ficar cansado com o trabalho doméstico, as actividades profissionais do dia-a-dia ou as obrigações sociais; porém, a maioria das pessoas recupera a capacidade de iniciativa. Um doente de Alzheimer pode tornar-se muito passivo e necessitar de estímulos e incitamento para participar.
  • 83.
  • 84.
    PATOLOGIA SENSORIALEm funçãoda idade, são detectadas diversas mudanças nas funções perceptivas dos idosos.Podemos destacar como consequência dessas alterações, uma deterioração progressiva no desempenho motor especializado.
  • 85.
    PATOLOGIA SENSORIALA visão,considerada por muitos como o órgão do sentido mais essencial, é prioritariamente afectada. A diminuição da capacidade auditiva é considerada por muitos estudiosos da área como um importante motivo da exclusão social do idoso. A maior dificuldade auditiva da pessoa idosa é na detecção de sons de alta frequência e no aumento do tempo de reacção aos sons.
  • 86.
    PATOLOGIA SENSORIALO olfactotambém é afectado, ocorrendo uma queda gradual na capacidade de identificar correctamente os odores.O tacto, responsável pela informação ao sistema nervoso da temperatura do ambiente externo, sensações de dor e de toque, é sensivelmente diminuído.
  • 87.
    PATOLOGIA SENSORIALOs órgãosdo sentido são responsáveis em grande parte pelas percepções.Quanto menor forem as informações recebidas pelo sistema nervoso, menor será a sua resposta ao ambiente, interno ou externo, e consequentemente, menos interacções com o meio ao seu redor o indivíduo terá. O idoso exclui-se facilmente caso não seja constantemente estimulado e motivado a participar de actividades na sociedade onde vive.
  • 88.
  • 89.
    DOENÇA CRÓNICAA OrganizaçãoMundial da Saúde (OMS) indica que as doenças crónicas de declaração não obrigatória, como as doenças cardiovasculares, a diabetes, a obesidade, o cancro e as doenças respiratórias, representam cerca de 59 % do total de 57 milhões de mortes por ano e 46 % do total de doenças. Afectam países desenvolvidos e países em vias de desenvolvimento.
  • 90.
    DOENÇA CRÓNICAA expansãodas doenças crónicas reflecte os processos de industrialização, urbanismo, desenvolvimento económico e globalização alimentar, que acarretam:Alteração das dietas alimentares;
  • 91.
  • 92.
  • 93.
    Cerca de metadedas mortes causadas por doenças crónicas está directamente associada às doenças cardiovasculares.DOENÇA CRÓNICAOs ataques cardíacos e os enfartes do miocárdio matam cerca de 12 milhões de pessoas por ano. A hipertensão e outras doenças cardíacas matam 3,9 milhões de pessoas. Cerca de 75% das doenças cardiovasculares são atribuíveis a: Colesterol elevado;Tensão arterial elevada;Dieta pobre em frutas e vegetais;Sedentarismo;Tabagismo.
  • 94.
    DOENÇA CRÓNICACalcula-se que,em todo o mundo, existam 177 milhões de pessoas a sofrer de diabetes, sobretudo de tipo 2. Dois terços do total vivem nos países em vias de desenvolvimento. Mais de mil milhões de adultos sofrem de excesso de peso. Destes, pelo menos 300 milhões são clinicamente obesos.
  • 95.
    PORQUE É QUEAS DOENÇAS CRÓNICAS TÊM, A NÍVEL MUNDIAL, UM IMPACTO TÃO GRANDE NA SAÚDE?Porque os hábitos alimentares alteraram-se. As pessoas consomem, hoje em dia, alimentos mais calóricos, com elevado nível de açúcar e/ou gorduras saturadas, e excessivamente salgados.A mudança dos hábitos alimentares e a implantação de um estilo de vida sedentário estão a ocorrer a um ritmo muito mais rápido nos países em vias de desenvolvimento, por comparação com o que aconteceu nos países desenvolvidos.
  • 96.
    PORQUE É QUEAS DOENÇAS CRÓNICAS TÊM, A NÍVEL MUNDIAL, UM IMPACTO TÃO GRANDE NA SAÚDE?As doenças crónicas estão a crescer em muitos dos países mais pobres, articulando-se de forma muito perigosa com outra calamidade: as doenças infecciosas.
  • 97.
    FACTORES DE RISCOApesarde muito diferentes entre si, as doenças crónicas apresentam factores de risco comuns. São poucos e podem ser prevenidos:Colesterol elevado;Tensão arterial elevada;Obesidade;Tabagismo;Consumo de álcool.
  • 98.
    Como reduzir osriscos de ocorrência de doenças crónicasAlterando do estilo de vida poderá, em pouco tempo, reduzir o risco de desenvolver uma doença crónica.Alterando a dieta alimentar – privilegiar frutas, vegetais, frutos secos e cereais integrais; substituir as gorduras animais saturadas por gorduras vegetais insaturadas; reduzir as doses de alimentos salgados e doces;Iniciando a prática de exercício físico diário;Mantendo um peso normal – Índice de Massa Corporal entre 18,5 e 24,9.Eliminando o consumo de tabaco.
  • 99.
    prevençãoEstá comprovado queas intervenções comportamentais sustentadas são eficazes na redução dos factores de risco para a população. Mais de 80% dos casos de ocorrência de doenças cardíacas coronárias, 90% dos casos de diabetes de tipo 2 e de um terço das ocorrências de cancro podem ser evitados através da alteração dos hábitos alimentares, do aumento de actividade física e do abandono do tabagismo. 
  • 100.
    SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA:ASINTOXICAÇÕES E OS ACIDENTES
  • 101.
    Cerca de 75%dos acidentes em idosos acontecem nas suas próprias casas, incluindo os alojamentos colectivos (lares e outros locais de acolhimento), no meio circundante (escadas, jardim ou pátio), ou por escorregamento na rua. Os acidentes aumentam com a idade e na maior parte dos casos dão origem a quedas. Além das quedas, os acidentes com idosos incluem ferimentos com facas de cozinha, queimaduras devidas a manipulação desajeitada de produtos inflamáveis, ou à diminuição das faculdades sensoriais, como a perda da sensibilidade ao calor, ou a perda do olfacto.
  • 102.
    Os acidentes maisfrequentes em casa são causados por: Pôr-se de pé em cima de um banco, escadote ou cadeiraAndar sobre pavimentos molhados, húmidos ou enceradosPequenos tapetes, ou tapetes de quarto sem forro antiderrapanteMobiliário instável, gavetas abertas, peças de mobília ou outros obstáculos deixados no seu caminhoMá iluminaçãoEscadas com degraus de tamanhos diferentes
  • 103.
    Os acidentes maisfrequentes em casa são causados por:Fios eléctricos ou de telefone deixados no chãoBanheira ou chuveiro sem barras de apoio ou tapete antiderrapante
  • 104.
    INTOXICAÇÕESProdutos químicos (lixívias)Asmais perigosas são as industriais ou as produzidas especificamente para a limpeza do lar.A ingestão costuma acontecer por acidente ou por confusão.Depois da referida ingestão, o efeito costuma ver-se logo, com uma sensação de mal-estar e ardência interna.
  • 105.
    INTOXICAÇÕESSe se ingeriualguma destas substâncias, não se deve provocar o vómito, porque aumentará a lesão no tracto esofágico ao sair de novo para o exterior.Recomenda-se que se ingira gemas de ovo para contrariar o efeito corrosivo.Se se ingeriu qualquer outro tipo de substância não corrosiva, recomenda-se que se provoque o vómito.
  • 106.
    INTOXICAÇÕESA pessoa afectadadeve ser enviada imediatamente para um centro médico.Fármacos:Os idosos costumam intoxicar-se devido a confusões. O tratamento baseia-se em produzir o vómito a fim de eliminar o mais depressa possível os fármacos.