Aula de História
com o professor:
Ellington Alexandre
A Igreja na Idade
Média
FASES:
1. Organização interna
2. Aproximação dos poderes políticos
3. Ápice (séculos XI ao XII)
4. Crise e separação entre poderes Igreja/Estado
DEUS
APÓSTOLOS
BISPOS
(anciãos)
• Igreja = ponto de encontro entre romanos e germanos
• Século IV
- Cristianismo como religião oficial do Império Romano
- Sustento: esmolas de fiéis; isenção de impostos
- Tribunal próprio (laicos submetidos à ele eventualmente)
- Celibato era apenas recomendado; tornou-se obrigatório depois de um
tempo.
• Concílios
- Reunião de bispos de todas regiões para discutir questões de doutrina
- 1º Concílio de Nicéia em 325 d.C. (Imp. Constantino I)= posicionamento
sobre o arianismo (condenado pelo Concílio)
- Papel: definição e estruturação da Igreja
“(...) Vede, irmãos, como quem recorre à Igreja em sua doença obtém a saúde do corpo e a
remissão dos pecados. Se é possível, pois, encontrar este duplo benefício na Igreja, por que há
infelizes que se empenham em causar mal a si mesmos, procurando os mais variados sortilégios:
recorrendo a encantadores, a feitiçarias em fontes e árvores, amuletos, charlatães, videntes e
adivinhos? (...) Onde quer que estejais, em casa, em viagem, comendo ou em reuniões, não profira
vossa boca palavras torpes e obscenas, e exortai os vizinhos e vossos próximos a que falem sempre o
que é bom e belo, e não palavras más ou maledicência. Evitai as danças organizadas nas festas
religiosas, com suas canções torpes e obscenas: a língua, com a qual o homem deveria louvar a
Deus, é então usada para ferir a si mesmo. E ainda que eu creia que, com a ajuda de Deus e graças a
vossos esforços, erradicados estão daqui aqueles desgraçados costumes herdados do paganismo.
(...). E, se conhecerdes quem ainda lança clamores à lua nova, exortai-o e mostrai-lhe quão grande é
este pecado de ousar confiar-se à proteção da lua – que, simplesmente, por ordem de Deus,
esconde-se de tempos em tempos – por meio de seus gritos e imprecações sacrílegas. E se virdes
alguém dirigir votos junto a fontes ou a árvores e ir procurar, como já dissemos, charlatães, videntes
e adivinhos, pendurar no próprio pescoço – ou no de outros – amuletos diabólicos, talismãs, ervas
ou âmbar, repreendei-o duramente, dizendo que quem cometer estes males perderá a consagração
do Batismo.”
O bispo Cesário de Arles (470-543), em um sermão numa paróquia rural.
• Bispo de Roma se sobrepõe aos outros = Papa (pai de todos os cristãos)
“Um só Deus, uma só Igreja” manter a unidade
WHY?
• Não intencionalidade na busca por poder no século IV
• Prestígio de Roma
• Sobreposição da estrutura eclesiástica à estrutura civil de
Roma
• Centro do Império = centro da Igreja
• Manobra política do Imperador
• Século VIII – Doação de Constantino – poder imperial sobre o Ocidente
para a o Papa romano
Monges
Secular – voltados para atividades em sociedade
• CLERO
Regular – vivem em solidão; seguem uma Regra
• Servir a Deus em ascese e contemplação: silêncio, clausura,
desprendimento material
• Regra de São Bento em 534 d.C.b – “Ora et labora”
- Ordem Beneditina: evangelização da zona rural
• Outras Ordens monásticas: Cluny, Cisterciences, Mendicantes
Rei Igreja
• Papa + Chefe Franco X Lombardos  Pepino, o Breve nomeado Rei; doação
de terras para Papa no século VII formando o Estado Pontifício.
• Vinculação do episcopado ao poder real
• Regulamentação do pagamento do dízimo (obrigatório a partir do século VI
sob pena de excomunhão)
• Com Carlos Magno:
- Clérigos no conselho real
- Cânones com força de lei
- Monarca intervinha em nas funções eclesiásticas podendo nomear e punir
bispos
- Conquistas territoriais dos Carolíngios permitiu a cristianização de outros
povos
- Igrejas próprias
- Renascimento Carolíngio: poder espiritual > poder temporal, logo bispo > rei
A morte do Usurário e do Mendigo.
Gautier de Coincy (1177-1236)
Imagem disponível em
<http://www.idademedianaescola.co
m.br/#!__livro-de-imagens> Acesso
em <13/05/2014>
Mapa de Psalter (século 1250) uma das páginas de ilustrações
de um livro de salmos do século XIII.
Disponível em
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104
-59702000000400009> Acesso em <13/05/2014>
Representa a perspectiva medieval TO, segundo a qual
Jerusalém se situa ao centro do mapa (vale dizer, do mundo, uma
vez que a Terra era o centro do mundo); no topo do mapa, abaixo
do Cristo Pantocrático, claramente inspirado nas figuras bizantinas,
cujos braços abertos guardam o mundo, o Paraíso Terrestre. Nota-se
a presença de ícones bíblicos, tais como a Arca de Noé, a Torre de
Babel, entre outros. É interessante perceber que as recentes
descobertas geográficas, fruto das cruzadas do século XII, não são
aplicadas à representação cartográfica, sendo o mapa marcado pelo
ensejo de ensinar os fiéis, e não de representar corretamente o
espaço físico (Pelletier, 1989).
Seguindo no sentido horário, no segundo e no primeiro
quadrantes encontra-se a Ásia, região dos filhos de Sem, netos de
Noé, localizando-se Jerusalém ao centro, à beira do mar Negro, e o
Paraíso Terrestre ao topo, tão longe dos homens quanto poderia
estar, perdido pelo pecado original. A arca de Noé aparece perto da
Torre de Babel, entre a Ásia e a África. No quarto quadrante aparece
o continente negro e monstruoso, a África, povoado por Ham, o
mais moreno dos filhos de Noé. Neste continente figuram elefantes,
dragões, monstros e ainda, como um oásis de cristandade em meio
aos infiéis, o reino do lendário Preste João, hoje conhecido como
Etiópia.
Ápice do poder da Igreja
• Paz de Deus (final do século X)
- Fragmentação do Império Carolíngio
- Revoltas camponesas
- Abusos por parte dos cavaleiros – juramento de respeito ao clero e aos bens dos
humildes
- Proibição do uso armas alguns dias por semana e proibia a luta em dias de celebrações
religiosas como a Páscoa e Pentecostes
- Objetivo: “preservar a ordem religiosa, social e política desejada por Deus”
- “Reprimir (Trégua de Deus) e exportar (Guerra Santa) a atividade guerreira dos laicos”
• Reforma Gregoriana (século XI) – Papa Gregório VII
- Reafirmava a ideia do poder espiritual (Igreja) acima do poder temporal (Reis)
- Ofícios eclesiásticos não poderiam ser concedidos por laicos
Ápice do poder da Igreja
•Questão das Investiduras
- Henrique IV (Alemanha) depõe o Papa; Gregório VII excomungou o
imperador e liberou seus súditos da fidelidade devida  Henrique IV
elege outro Papa e marcha contra Roma
- Acordo entre Papa Urbano II e o Rei francês Filipe I põe fim a Questão
das Investiduras (conflitos entre Reis e Igreja continuam)
•Concílio de Latrão (1215)
- Obrigatoriedade da confissão particular uma vez por ano
- Manuais de Confissão: tentam “prever” possíveis confissões para
normatizar as ações dos clérigos; busca absolvição (diferente dos
Manuais de Inquisição)
A Inquisição
• Criada pela Igreja no século XIII
• Objetivos: vigiar, investigar, interrogar, julgar e punir pessoas suspeitas de
heresia
• Similar aos processos da justiça secular do período
“(...) a Inquisição não agiu de forma inovadora, no sentido de ter sido a única a atuar de forma violenta, ter um
julgamento injusto. Ela atuava sob a influência do contexto em que estava inserida, onde a Justiça era bem mais
deficitária, morosa e falha, se comparada a todo aparato jurídico disponível atualmente.” (Ferreira, p. 7, 2011)
• Seria, muitas vezes, menos brutal nos processos do que a justiça secular
“Talvez a fonte de renda mais importante, por ser a que maiores controvérsias proporcionava, era a dos
confiscos. Segundo as leis canônicas, um herege era punido não só em sua pessoa como em seus bens, que
eram apreendidos e confiscados. Se o herege não se arrependia, era “entregue” ao braço secular e queimado;
se se arrependia, reconciliava-se com a Igreja; em ambos os casos, porém, sofria a perda de suas propriedades.
(KAMEN, 1966, p. 189)”
• O Papa Inocêncio IV (1243 - 1254) instituiu algumas regras com relação à utilização
da tortura
Cátaros: extermínio dos puros.
Cátaros (Final do século XII)
“Eles recusavam o ritual da hóstia
sagrada (em suas cerimônias, bastante
simples, havia apenas a repartição do
pão). Tampouco aceitavam o papel
subalterno que o papado romano
reservava para as mulheres – para o
catarismo, o ser humano não admitia
distinção entre sexos. A elas era
permitido, inclusive, celebrar ritos
religiosos. (SILVA, 2008)”
• Cruzada Albigense (Cátaros também
conhecidos como “albigenses”, pois
muitos deles viviam na cidade Albi)
Crise
• Crescimento das críticas ao pretendido controle eclesiástico sobre a
sociedade
• Divisões dentro do clero (surgimento de novas Ordens e grupos
heréticos)
• Cisma do Ocidente (1378-1417)
- Dois Papas: em Roma e Avignon (sede do Papado desde 1309)
• Desenvolvimento do nacionalismo
- Pretendiam ter autonomia eclesiástica
Bibliografia
• FRANCO Jr, Hilário. Idade Média.
• SANTOS, Ricardo Costa dos. Representações Medievais (a idéia de
pecado, morte e vida eterna nas iluminuras). Disponível em
<www2.uefs.br/ppgldc/publicacoes/n7/n7.ricardo.pdf> Acesso em
<13/05/2014>
• FERREIRA, Aline Guedes. Inquisição Católica: em busca de uma
desmistificação da atuação do Santo Ofício. Disponível em
<http://www.ufrb.edu.br/simposioinquisicao/wp-
content/uploads/2012/01/Aline-Ferreira.pdf> Acesso em
<14/05/2014>
• SILVA, Pedro. O Extermínio dos puros. Disponível em
<http://maniadehistoria.wordpress.com/historia-dos-cataros/>
Acesso em <14/05/2014>

Aula de história

  • 1.
    Aula de História como professor: Ellington Alexandre
  • 2.
    A Igreja naIdade Média
  • 3.
    FASES: 1. Organização interna 2.Aproximação dos poderes políticos 3. Ápice (séculos XI ao XII) 4. Crise e separação entre poderes Igreja/Estado
  • 4.
  • 5.
    • Igreja =ponto de encontro entre romanos e germanos • Século IV - Cristianismo como religião oficial do Império Romano - Sustento: esmolas de fiéis; isenção de impostos - Tribunal próprio (laicos submetidos à ele eventualmente) - Celibato era apenas recomendado; tornou-se obrigatório depois de um tempo. • Concílios - Reunião de bispos de todas regiões para discutir questões de doutrina - 1º Concílio de Nicéia em 325 d.C. (Imp. Constantino I)= posicionamento sobre o arianismo (condenado pelo Concílio) - Papel: definição e estruturação da Igreja
  • 6.
    “(...) Vede, irmãos,como quem recorre à Igreja em sua doença obtém a saúde do corpo e a remissão dos pecados. Se é possível, pois, encontrar este duplo benefício na Igreja, por que há infelizes que se empenham em causar mal a si mesmos, procurando os mais variados sortilégios: recorrendo a encantadores, a feitiçarias em fontes e árvores, amuletos, charlatães, videntes e adivinhos? (...) Onde quer que estejais, em casa, em viagem, comendo ou em reuniões, não profira vossa boca palavras torpes e obscenas, e exortai os vizinhos e vossos próximos a que falem sempre o que é bom e belo, e não palavras más ou maledicência. Evitai as danças organizadas nas festas religiosas, com suas canções torpes e obscenas: a língua, com a qual o homem deveria louvar a Deus, é então usada para ferir a si mesmo. E ainda que eu creia que, com a ajuda de Deus e graças a vossos esforços, erradicados estão daqui aqueles desgraçados costumes herdados do paganismo. (...). E, se conhecerdes quem ainda lança clamores à lua nova, exortai-o e mostrai-lhe quão grande é este pecado de ousar confiar-se à proteção da lua – que, simplesmente, por ordem de Deus, esconde-se de tempos em tempos – por meio de seus gritos e imprecações sacrílegas. E se virdes alguém dirigir votos junto a fontes ou a árvores e ir procurar, como já dissemos, charlatães, videntes e adivinhos, pendurar no próprio pescoço – ou no de outros – amuletos diabólicos, talismãs, ervas ou âmbar, repreendei-o duramente, dizendo que quem cometer estes males perderá a consagração do Batismo.” O bispo Cesário de Arles (470-543), em um sermão numa paróquia rural.
  • 7.
    • Bispo deRoma se sobrepõe aos outros = Papa (pai de todos os cristãos) “Um só Deus, uma só Igreja” manter a unidade WHY? • Não intencionalidade na busca por poder no século IV • Prestígio de Roma • Sobreposição da estrutura eclesiástica à estrutura civil de Roma • Centro do Império = centro da Igreja • Manobra política do Imperador • Século VIII – Doação de Constantino – poder imperial sobre o Ocidente para a o Papa romano
  • 8.
    Monges Secular – voltadospara atividades em sociedade • CLERO Regular – vivem em solidão; seguem uma Regra • Servir a Deus em ascese e contemplação: silêncio, clausura, desprendimento material • Regra de São Bento em 534 d.C.b – “Ora et labora” - Ordem Beneditina: evangelização da zona rural • Outras Ordens monásticas: Cluny, Cisterciences, Mendicantes
  • 9.
    Rei Igreja • Papa+ Chefe Franco X Lombardos  Pepino, o Breve nomeado Rei; doação de terras para Papa no século VII formando o Estado Pontifício. • Vinculação do episcopado ao poder real • Regulamentação do pagamento do dízimo (obrigatório a partir do século VI sob pena de excomunhão) • Com Carlos Magno: - Clérigos no conselho real - Cânones com força de lei - Monarca intervinha em nas funções eclesiásticas podendo nomear e punir bispos - Conquistas territoriais dos Carolíngios permitiu a cristianização de outros povos - Igrejas próprias - Renascimento Carolíngio: poder espiritual > poder temporal, logo bispo > rei
  • 10.
    A morte doUsurário e do Mendigo. Gautier de Coincy (1177-1236) Imagem disponível em <http://www.idademedianaescola.co m.br/#!__livro-de-imagens> Acesso em <13/05/2014>
  • 11.
    Mapa de Psalter(século 1250) uma das páginas de ilustrações de um livro de salmos do século XIII. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104 -59702000000400009> Acesso em <13/05/2014> Representa a perspectiva medieval TO, segundo a qual Jerusalém se situa ao centro do mapa (vale dizer, do mundo, uma vez que a Terra era o centro do mundo); no topo do mapa, abaixo do Cristo Pantocrático, claramente inspirado nas figuras bizantinas, cujos braços abertos guardam o mundo, o Paraíso Terrestre. Nota-se a presença de ícones bíblicos, tais como a Arca de Noé, a Torre de Babel, entre outros. É interessante perceber que as recentes descobertas geográficas, fruto das cruzadas do século XII, não são aplicadas à representação cartográfica, sendo o mapa marcado pelo ensejo de ensinar os fiéis, e não de representar corretamente o espaço físico (Pelletier, 1989). Seguindo no sentido horário, no segundo e no primeiro quadrantes encontra-se a Ásia, região dos filhos de Sem, netos de Noé, localizando-se Jerusalém ao centro, à beira do mar Negro, e o Paraíso Terrestre ao topo, tão longe dos homens quanto poderia estar, perdido pelo pecado original. A arca de Noé aparece perto da Torre de Babel, entre a Ásia e a África. No quarto quadrante aparece o continente negro e monstruoso, a África, povoado por Ham, o mais moreno dos filhos de Noé. Neste continente figuram elefantes, dragões, monstros e ainda, como um oásis de cristandade em meio aos infiéis, o reino do lendário Preste João, hoje conhecido como Etiópia.
  • 12.
    Ápice do poderda Igreja • Paz de Deus (final do século X) - Fragmentação do Império Carolíngio - Revoltas camponesas - Abusos por parte dos cavaleiros – juramento de respeito ao clero e aos bens dos humildes - Proibição do uso armas alguns dias por semana e proibia a luta em dias de celebrações religiosas como a Páscoa e Pentecostes - Objetivo: “preservar a ordem religiosa, social e política desejada por Deus” - “Reprimir (Trégua de Deus) e exportar (Guerra Santa) a atividade guerreira dos laicos” • Reforma Gregoriana (século XI) – Papa Gregório VII - Reafirmava a ideia do poder espiritual (Igreja) acima do poder temporal (Reis) - Ofícios eclesiásticos não poderiam ser concedidos por laicos
  • 13.
    Ápice do poderda Igreja •Questão das Investiduras - Henrique IV (Alemanha) depõe o Papa; Gregório VII excomungou o imperador e liberou seus súditos da fidelidade devida  Henrique IV elege outro Papa e marcha contra Roma - Acordo entre Papa Urbano II e o Rei francês Filipe I põe fim a Questão das Investiduras (conflitos entre Reis e Igreja continuam) •Concílio de Latrão (1215) - Obrigatoriedade da confissão particular uma vez por ano - Manuais de Confissão: tentam “prever” possíveis confissões para normatizar as ações dos clérigos; busca absolvição (diferente dos Manuais de Inquisição)
  • 14.
    A Inquisição • Criadapela Igreja no século XIII • Objetivos: vigiar, investigar, interrogar, julgar e punir pessoas suspeitas de heresia • Similar aos processos da justiça secular do período “(...) a Inquisição não agiu de forma inovadora, no sentido de ter sido a única a atuar de forma violenta, ter um julgamento injusto. Ela atuava sob a influência do contexto em que estava inserida, onde a Justiça era bem mais deficitária, morosa e falha, se comparada a todo aparato jurídico disponível atualmente.” (Ferreira, p. 7, 2011) • Seria, muitas vezes, menos brutal nos processos do que a justiça secular “Talvez a fonte de renda mais importante, por ser a que maiores controvérsias proporcionava, era a dos confiscos. Segundo as leis canônicas, um herege era punido não só em sua pessoa como em seus bens, que eram apreendidos e confiscados. Se o herege não se arrependia, era “entregue” ao braço secular e queimado; se se arrependia, reconciliava-se com a Igreja; em ambos os casos, porém, sofria a perda de suas propriedades. (KAMEN, 1966, p. 189)” • O Papa Inocêncio IV (1243 - 1254) instituiu algumas regras com relação à utilização da tortura
  • 15.
    Cátaros: extermínio dospuros. Cátaros (Final do século XII) “Eles recusavam o ritual da hóstia sagrada (em suas cerimônias, bastante simples, havia apenas a repartição do pão). Tampouco aceitavam o papel subalterno que o papado romano reservava para as mulheres – para o catarismo, o ser humano não admitia distinção entre sexos. A elas era permitido, inclusive, celebrar ritos religiosos. (SILVA, 2008)” • Cruzada Albigense (Cátaros também conhecidos como “albigenses”, pois muitos deles viviam na cidade Albi)
  • 16.
    Crise • Crescimento dascríticas ao pretendido controle eclesiástico sobre a sociedade • Divisões dentro do clero (surgimento de novas Ordens e grupos heréticos) • Cisma do Ocidente (1378-1417) - Dois Papas: em Roma e Avignon (sede do Papado desde 1309) • Desenvolvimento do nacionalismo - Pretendiam ter autonomia eclesiástica
  • 17.
    Bibliografia • FRANCO Jr,Hilário. Idade Média. • SANTOS, Ricardo Costa dos. Representações Medievais (a idéia de pecado, morte e vida eterna nas iluminuras). Disponível em <www2.uefs.br/ppgldc/publicacoes/n7/n7.ricardo.pdf> Acesso em <13/05/2014> • FERREIRA, Aline Guedes. Inquisição Católica: em busca de uma desmistificação da atuação do Santo Ofício. Disponível em <http://www.ufrb.edu.br/simposioinquisicao/wp- content/uploads/2012/01/Aline-Ferreira.pdf> Acesso em <14/05/2014> • SILVA, Pedro. O Extermínio dos puros. Disponível em <http://maniadehistoria.wordpress.com/historia-dos-cataros/> Acesso em <14/05/2014>