O documento fornece diretrizes sobre a avaliação da cena e do paciente em situações de emergência. Inclui instruções sobre biossegurança, equipamentos de proteção, avaliação de riscos e primeiros socorros.
BIOSSEGURANÇA
• Tome precauçõespara que você não seja contaminado e não contamine a
vítima.
• Use os EPIs (equipamentos de proteção individual).
• Use luvas descartáveis se houver possibilidade de entrar em contato com
sangue e secreções.
• Use equipamentos de segurança.
Segurança
AVALIAÇÃO DA CENA
Antesde avaliarmos e/ou prestarmos qualquer atendimento a uma
vítima, primeiro é necessário verificar a segurança da cena. O
socorrista deve está sempre bem protegido e preservar sua
integridade física. Se o local da cena não estiver oferecendo
segurança, temos que tornar o local seguro.
6.
AVALIAÇÃO DA CENA
AOCHEGAR NO LOCAL DA EMERGÊNCIA, O SOCORRISTA DEVE;
1 Observar a segurança da cena – procurar os riscos existentes e
proteção individual;
2 Observar os mecanismos do trauma ou a natureza da doença do
paciente;
3 Checar o número de vítimas e iniciar o atendimento por prioridade
de gravidade;
4 Acionar recursos adicionais, se necessário.
7.
AVALIAÇÃO DA CENA
1A cena por si só;
2 O paciente, familiares, testemunha, curiosos;
3 Os mecanismos do trauma;
4 A posição do paciente, deformidades ou lesão óbvia;
5 qualquer sinal ou sintoma indicativo de emergência clínica.
Fontes rápidas de informação no local de
cena
8.
AVALIAÇÃO DA CENA
Aprioridade para todos os envolvidos no atendimento de um trauma é
a avaliação da cena. Avaliar a cena significa assegurar-se de que ela
seja segura e considerar cuidadosamente a natureza da situação. A
avaliação da segurança e da situação da cena deve ser iniciada antes
mesmo da chegada da equipe no local de atendimento, com base nas
informações recebidas pela central, e quando a equipe se aproxima
da vítima.
9.
AVALIAÇÃO DA CENA
Aochegar em um local de ocorrência, independentemente se a vítima
sofreu um mal súbito ou um acidente, é importante fazer uma avaliação
prévia da cena, avaliando os riscos existentes, de forma que o
socorrista não se torne também uma vítima, e essa análise precisa ser
feita de maneira rápida e eficaz, visto que você não tem muito tempo a
perder; lembre-se que, o quanto antes iniciar o atendimento, maiores
serão as chances de sobrevida da vítima. Essa avaliação deve ser feita
em diversas etapas.
Avaliação de cena em um
atendimento
10.
AVALIAÇÃO DA CENA
Maisdo que olhar a cena da ocorrência de modo frio e prático, um
socorrista deve contar com a sua sensibilidade para identificar
possíveis fatores de risco e eliminá-los. Pedir ajuda às pessoas ao
redor para afastar o fluxo de curiosos ou de veículos, por exemplo,
é válido, desde que essa atitude não coloque em risco a segurança
e integridade de outros presentes na cena.
Lembre-se que dados importantes jamais devem ser alterados, já
que, em alguns casos, o local poderá passar por perícia e análises
policiais. A análise do socorrista deve consistir estritamente em
preservar a sua vida, a sua integridade, da vítima e dos demais
presentes na cena.
11.
AVALIAÇÃO DA CENA
Oque posso fazer?
• Acionamento de apoio (Corpo de Bombeiros,
SAMU);
• Sinalização do local;
• Isolamento da área;
• Prevenção de incêndio com uso de extintores.
AVALIAÇÃO DA CENA
•Tipo da emergência;
• Quantidade de vítimas;
• Localização e estado da (as) vítima (as);
• Endereço e ponto de referência;
• Telefone de contato;
• Informações adicionais.
Dados importantes a informar
Socorristas 01 e02 aproximam da vítima de maneira
simultânea para evitar que ela realize movimentos bruscos
com a cabeça para observar a aproximação dos socorristas.
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
Socorrista 02 estabiliza a cabeça e o socorrista 01 aborda o
paciente pela frente avaliando a responsividade do
paciente, identificando-se como socorrista, perguntando o
que aconteceu e pedindo o consentimento para ajudá-lo.
O levantamento primáriodeve proceder rapidamente e de forma lógica
a ordem de prioridade. Se o socorrista estiver sozinho, intervenções
podem ser realizadas quando as condições de risco de vida são
identificadas.
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
Se o problema é facilmente corrigível, como aspirar uma via aérea, o
socorrista deve optar por resolver o problema antes de prosseguir para
o próximo passo.
19.
Por outro lado,se o problema não puder ser rapidamente controlado no local,
como choque resultante de suspeita de hemorragia interna, o restante da
avaliação primária é completada rapidamente. Se há mais de um socorrista, um
pode completar a avaliação primária, enquanto outro inicia o tratamento dos
problemas identificados.
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
20.
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
Quando váriascondições críticas são identificadas, a avaliação primária permite que
o socorrista estabeleça prioridades no tratamento. A mesma avaliação primária é
utilizada independentemente do tipo de paciente, sendo ele idoso, pediátrico, ou
paciente grávida, sendo avaliados de forma semelhante assegurando que todos os
componentes da avaliação sejam realizados, e que nenhuma patologia significativa
seja perdida.
21.
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
A avaliaçãoprincipal do paciente vítima de mecanismo de lesão traumática
agora enfatiza o controle de sangramento externo com risco de vida como
o primeiro passo da sequência da avaliação primária.
Enquanto as outras etapas são ensinadas e exibidas de forma sequencial,
mas muitos dos passos podem, e devem ser realizados simultaneamente. Os
passos podem ser lembrados usando o mnemônico X – ABCDE.
22.
X - AB C D E
X – Hemorragias exsanguinantes.
A - Gerenciamento das vias aéreas e estabilização da coluna cervical.
B – Respiração.
C – Circulação.
D - Deficiência neurológica.
E - Exposição / ambiente.
AVALIAÇÃO DO PACIENTE
23.
AVALIAÇÃO DO
PACIENTE
Na avaliaçãoprimária de um paciente com mecanismo de lesão
traumática, com risco iminente a vida com hemorragia externa, esta
deve ser imediatamente identificada e gerenciada.
Se a hemorragia externa exsanguinante estiver presente, deve ser
controlada antes mesmo da avaliação da via aérea (ou
simultaneamente, se possível).
A hemorragia externa é identificada e controlada na avaliação
primária, porque, se a hemorragia grave não for controlada o mais
rápido possível, o potencial para o paciente evoluir a morte aumenta
dramaticamente.
24.
AVALIAÇÃO DO PACIENTE
Avia aérea do paciente é verificada rapidamente para garantir
que está pérvia e que não existe nenhum perigo de obstrução.
Se a via aérea estiver comprometida, ela terá que ser
desobstruída, inicialmente usando métodos manuais, para
paciente clínico: a manobra de hiperextensão da coluna cervical e
elevação do queixo (head-tilt, chin-lift), e para pacientes de trauma
ou natureza da lesão desconhecida: estabilize a coluna cervical e
tracione a mandíbula (jaw-thrust/ chin-lift). Havendo secreção ou
sangramento, deve se fazer a aspiração utilizando aspirador
manual ou elétrico.
25.
AVALIAÇÃO DO PACIENTE
Avaliequanto à existência de objetos ou algo que precisa ser
removido; realize oximetria de pulso; forneça oxigênio se
necessário, e insira cânula orofaríngea (COF) se a Escala de
Coma de Glasgow (ECG) estiver ≤ 8, sem reflexo de vômito.
Todo paciente traumatizado com um mecanismo contuso de
lesão é suspeito de lesão medular até que esta possível lesão
medular seja conclusivamente descartada
26.
AVALIAÇÃO DO PACIENTE
Asolução é garantir que a cabeça do paciente e pescoço sejam manualmente mantidos
(estabilizados) em posição neutra durante todo o processo de avaliação colocando os dedos
polegares sobre o osso zigomático do paciente para manter a cabeça imóvel.
27.
AVALIAÇÃO DO
PACIENTE
A respiraçãotem a função efetiva de entregar oxigênio aos pulmões do
paciente para ajudar a manter o processo de metabolismo aeróbio. A
hipóxia pode resultar de ventilação inadequada nos pulmões e levar à falta
de oxigenação dos tecidos.
Quando a via aérea do paciente estiver aberta, a qualidade e quantidade
de respiração do paciente (ventilação) pode ser avaliada da seguinte
forma: Exponha totalmente o tórax do paciente para avaliar a qualidade
da respiração através dos seguintes parâmetros: profundidade,
frequência, esforço e bilateralidade
28.
AVALIAÇÃO DO PACIENTE
Sea respiração estiver inadequada ou na presença de ferimentos graves no tórax, realize
intervenções necessárias.
29.
AVALIAÇÃO DO PACIENTE
Aavaliação do comprometimento ou falha do sistema
circulatório é o próximo passo para cuidar do paciente
traumatizado.
No primeiro passo da sequência, os sangramentos com risco
a vida foram identificados e controlados, depois avaliar a
perfusão capilar, o pulso periférico e a pele, para obter
uma estimativa global do débito cardíaco do paciente.
Choque em pacientes com trauma é quase sempre devido à
hemorragia.
30.
AVALIAÇÃO DO PACIENTE
PULSOPERIFÉRICO - O pulso é avaliado quanto à presença,
qualidade e regularidade. Uma verificação rápida do pulso revela
se o paciente está em taquicardia, bradicardia ou ritmo irregular
PERFUSÃO CAPILAR Se refere à perfusão do sangue nos
capilares sanguíneos. É aferida a perfusão capilar pressionando a
exterminada dos dedos da vítima. A circulação não pode demorar
mais que 2 segundos para retornar.
31.
AVALIAÇÃO DO PACIENTE
PELE- O exame da pele pode revelar muito sobre o estado
circulatório do paciente.
Cor: A perfusão adequada produz um tom rosado na pele. A pele fica
pálida quando o sangue é desviado longe de uma área. A coloração
pálida está associada à má perfusão. A coloração azulada indica
pobre oxigenação.
Temperatura: Como na avaliação geral, a temperatura da pele é
influenciada pelas condições ambientais. A pele fria indica
diminuição da perfusão, independentemente da causa. A
temperatura da pele pode ser avaliada com um toque simples na
pele do paciente com a costa da mão.
32.
AVALIAÇÃO DO
PACIENTE
O socorristadeve assumir que um paciente confuso, delirante,
combativo ou não cooperativo, está hipóxico ou sofreu um TCE, até
que se prove o contrário.
Durante a avaliação, o histórico pode ajudar a determinar se o
paciente perdeu a consciência em algum momento desde a lesão
ocorrida, se substâncias tóxicas podem estar envolvidas, e se o
paciente tem alguma condição preexistente que pode produzir uma
diminuição no nível de consciência ou no comportamento.
33.
AVALIAÇÃO DO PACIENTE
Observaçãocuidadosa da cena pode fornecer informações
valiosas a esse respeito. Um nível de consciência diminuído alerta
o socorrista para as seguintes possibilidades:
1. Diminuição da oxigenação cerebral (causada por hipóxia /
hipoperfusão) ou hipoventilação grave (narcose por dióxido de
carbono);
2. Lesão do sistema nervoso central (SNC) (por exemplo, TCE);
3. Overdose de drogas ou álcool ou exposição a toxinas;
4. Distúrbio metabólico (por exemplo, causado por diabetes,
convulsão ou parada cardíaca).
AVALIAÇÃO DO PACIENTE
ESCALADE COMA DE GLASGOW - ADULTO
CLASSIFICAÇÃO DO TCE SEGUNDO A PONTUAÇÃO NA ECG ADULTA
TCE LEVE - 13 a 15
TCE MODERADO - 9 a 12
TCE GRAVE - 3 a 8.
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AVALIAÇÃO DO PACIENTE
Quandoa pontuação da ECG for menor que 15, as pupilas devem ser
avaliadas quanto ao tamanho, simetria e se reagem à luz. Havendo alguma
anormalidade nas pupilas, deve-se subtrair um ponto da ECG de cada
pupila anormal. Uma pontuação ECG inferior a 14 em combinação com um
exame anormal da pupila pode indicar a presença de um TCE com risco de
morte.
AVALIAÇÃO DO PACIENTE
Umpasso inicial no processo de avaliação é remover as roupas do
paciente, porque a exposição do paciente com trauma é fundamental
para encontrar todas as lesões.
Exponha a vítima com controle da hipotermia - retire ou corte a
quantidade de roupa necessária para determinar a presença ou
ausência de uma condição ou lesão. Posteriormente cubra a vítima,
prevenindo a hipotermia e minimizando o choque. Embora seja
importante expor o corpo de um paciente com trauma para completar
uma avaliação eficaz, a hipotermia é um problema sério na gestão de
um paciente traumatizado.