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APOSTILA DE ESTUDO – URINÁLISE
SUMÁRIO DE URINA
A urinadeve seranalisadarapidamenteapósa coleta, de preferência em até 30 minutos após
a obtenção.Se istonão for possível deve serimediatamente refrigerada (a 4°C) e armazenada
por no máximo 12 horas. Urinas refrigeradas devem ser levadas à temperatura ambiente e
completamentehomogeneizadasantesdaanálise.A amostranãodeve sercongelada.Durante
o armazenamento, cilindros e células podem se desintegrar e o pH urinário pode se alterar.
Essas alterações são mais pronunciadas em tempos longos de armazenamento e em altas
temperaturas. Ademais, microrganismos podem continuar a replicação, sendo eles
contaminantesouagentesinfecciosos. A urinálise está dividida em três partes: exame físico,
exame químico e avaliação do sedimento urinário.
Coleta
Logo pela manhã, realizar primeiramente a higiene íntima dos genitais externos
cuidadosamente comáguae sabão. A amostra deverá ser a primeira urina do dia. Neste caso,
o jato inicial deverá ser desprezado, sendo colhido apenas o jato médio.
Dica: para coletar o jato médio basta apenas contar de 2 a 3 segundo logo após começar a
urinar e colher a amostra de urina após este período. Lembrando: A micção não deverá ser
interrompida para a coleta do material.
ANÁLISE FÍSICA
Cor
Coloração normal da urina:
As denominações amarelo-claro, amarelo, amarelo-escuro e âmbar são as mais utilizadas
pelos laboratórios para classificar a coloração normal das amostras de urina. A cor amarela E
caracterizada pela presença de pigmentos de urocromo, que E produto do metabolismo
endógenoe que E produzido em velocidade constante em condições normais. (STRASINGER,
2000) A quantidade de urocromo que será produzida dependerá do estado metabólico do
corpo; por exemplo, no caso de doenças envolvendo a tireóide e no estado de jejum, a
produção aumenta; (DRABKIN, 1927) aumenta também quando a urina permanece em
temperatura ambiente (OSTOW & PHILO, 1944) Em uma amostra recém eliminada, a
intensidadedacor amarela fornecerá a estimativa aproximada da concentração urinAria, isto
porque o urocromo é excretado constantemente. É importante lembrar que as variações no
estado de hidratação do organismo fazem com que haja pequenas variações na coloração
amarela da urina, de paciente para outro, o que é considerado completamente normal.
(STRASINGER, 2000)
Coloração anormal da urina:
Uma amostra com a coloração amarelo-escura ou âmbar nem sempre pode ser considerada
normal, pois esta coloração pode ser determinada pela presença anormal do pigmento
bilirrubina; este pigmento é detectado durante a análise química e quando aparecer uma
espuma amarelo ao agitar o tubo contendo a amostra. A bilirrubina é um fator muito
importante para diagnosticar caso seja identificado na urina, pois junto a este pigmento, é
normal encontrar o vírus da hepatite. (STRASINGER, 2000) É comum aparecer a coloração
amarelo-alaranjada que ocorre quando há administração de derivados de piridina para
combate a infecções urinárias, este pigmento interfere nas análises químicas baseadas em
reações cromáticas. A presença de derivados de piridina é facilmente confundida com a
presença de bilirrubina, pois se agitar a amostra também aparecerá uma espuma amarela,
como fazquandodesconfia-seapresençade bilirrubinanaurina.(STRASINGER, 2000; GUYTON
& HALL, 2002) A presençade sangue naurinaé uma das causasmais comunsde anormalidade
na sua coloração.Na maioria das vezes, o sangue tinge a urina de vermelho, mas pode variar
do rosadoao negro,dependendodaquantidade de sangue,dopHe a duração do contato:se a
urina possuir pH ácido e não for recente, possuirá coloração marrom-escura vinda da
conversão da hemoglobina em meta-hemoglobina; se a urina possuir esta coloração, mas
coletadarecentemente e contendo hemácias, há grandes chances de ser sinal de hemorragia
glomerular.(BERMAN,1977) A hemoglobinae amioglobinaproduzem urina vermelha e teste
positivo para presença de sangue; a urina na presença destas substâncias apresenta-se
vermelha e clara, já na presença de hemácias, vermelha e turva. Há como diferenciar a
hemoglobinúria da mioglobinúria: a hemoglobinúria altera a cor do plasma para vermelho,
devidoaocolapsodashemáciasinvivoe a mioglobinúria,produzidapelomúsculo-esquelético,
não interfere na coloração do plasma; as amostras de urina contendo porfirina também
possuem cor vermelha. Para amostras de cor marrom ou preta, quando em repouso e com
resultados negativos para sangue, são recomendados testes adicionais, pois podem conter
melanina e ácido homogentísico. (STRASINGER, 2000) Mas a coloração da urina não muda
apenas pela presença de fatores patogênicos no organismo, a ingestão de terminados
alimentos,medicaçõese vitaminastambémpoder provocar esta mudança; exemplo disso é a
ingestãode beterraba que tinge a urina de vermelho e algumas gomas de marcar que tinge a
urina de verde (EVANS, 1979; REIMAN,1979) 
Odor
A urina recém eliminada tem um leve odor de seus componentes aromáticos. O cheiro
característico da urina é denominado “sui generis”. Quando observa-se odores incomuns,
como emcasos de infecçõesbacterianas,estessãodenominados pútridos. Quando se deixa a
mostra repousar, o odor de amônia passa a ser predominante; este é, causado pela
degradaçãoda uréia,sendodenominado odor amoniacal/ “sui generis” acentuado. As causas
de odores anormais são: infecções bacterianas (causam cheiro forte e desagradável) e a
presença de corpos cetônicos do diabetes (provocam um odor adocicado ou de frutas). 
Aspecto(aparência):Refere-se a transparência da amostra de urina; no exame de urina tipo I
este fatoré determinadopelomodo mais simples possível, apenas pela observação visual da
amostra homogeneizada, contida em um recipiente transparente, em ambiente bem
iluminado. Os termos mais utilizados para descrever aparência são: transparente, opaca,
ligeiramente turva, turva, muito turva, leitosa. (STRASINGER, 2000) Aparência Normal: A
amostra consideradanormal é aquelaeliminadarecentemente é transparente, mas com certa
opacidade causada pela precipitação de fosfatos amorfos e carbonatos na forma de névoa
branca; a urina ácidanormal tambémapresentacertograu de opacidade devidoaprecipitação
de uratos amorfos, cristais de oxalato de cálcio ou de ácido úrico; principalmente em
mulheres, a presença de células epiteliais escamosas e muco pode ser considerado normal
apesar da opacidade. (STRASINGER, 2000)
Volume
No sumário de urina o volume não é analisado para diagnóstico de patologia, já que não é
observadoovolume total excretadopeloindivíduo.Relacionadoaosumáriode urinao volume
ideal é de 20 a 50 ml, que é o volume necessário para realização do exame.
Densidade
A densidade urináriaestárelacionada concentração da urina. Durante a análise física da urina
não há com o observarcom exatidão está densidade, portanto, deve está associada a análise
química da urina, relacionando a fita reativa e ao espectrofotômetro.

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  • 1. APOSTILA DE ESTUDO – URINÁLISE SUMÁRIO DE URINA A urinadeve seranalisadarapidamenteapósa coleta, de preferência em até 30 minutos após a obtenção.Se istonão for possível deve serimediatamente refrigerada (a 4°C) e armazenada por no máximo 12 horas. Urinas refrigeradas devem ser levadas à temperatura ambiente e completamentehomogeneizadasantesdaanálise.A amostranãodeve sercongelada.Durante o armazenamento, cilindros e células podem se desintegrar e o pH urinário pode se alterar. Essas alterações são mais pronunciadas em tempos longos de armazenamento e em altas temperaturas. Ademais, microrganismos podem continuar a replicação, sendo eles contaminantesouagentesinfecciosos. A urinálise está dividida em três partes: exame físico, exame químico e avaliação do sedimento urinário. Coleta Logo pela manhã, realizar primeiramente a higiene íntima dos genitais externos cuidadosamente comáguae sabão. A amostra deverá ser a primeira urina do dia. Neste caso, o jato inicial deverá ser desprezado, sendo colhido apenas o jato médio. Dica: para coletar o jato médio basta apenas contar de 2 a 3 segundo logo após começar a urinar e colher a amostra de urina após este período. Lembrando: A micção não deverá ser interrompida para a coleta do material. ANÁLISE FÍSICA Cor Coloração normal da urina: As denominações amarelo-claro, amarelo, amarelo-escuro e âmbar são as mais utilizadas pelos laboratórios para classificar a coloração normal das amostras de urina. A cor amarela E caracterizada pela presença de pigmentos de urocromo, que E produto do metabolismo endógenoe que E produzido em velocidade constante em condições normais. (STRASINGER, 2000) A quantidade de urocromo que será produzida dependerá do estado metabólico do corpo; por exemplo, no caso de doenças envolvendo a tireóide e no estado de jejum, a produção aumenta; (DRABKIN, 1927) aumenta também quando a urina permanece em temperatura ambiente (OSTOW & PHILO, 1944) Em uma amostra recém eliminada, a intensidadedacor amarela fornecerá a estimativa aproximada da concentração urinAria, isto porque o urocromo é excretado constantemente. É importante lembrar que as variações no estado de hidratação do organismo fazem com que haja pequenas variações na coloração amarela da urina, de paciente para outro, o que é considerado completamente normal. (STRASINGER, 2000) Coloração anormal da urina:
  • 2. Uma amostra com a coloração amarelo-escura ou âmbar nem sempre pode ser considerada normal, pois esta coloração pode ser determinada pela presença anormal do pigmento bilirrubina; este pigmento é detectado durante a análise química e quando aparecer uma espuma amarelo ao agitar o tubo contendo a amostra. A bilirrubina é um fator muito importante para diagnosticar caso seja identificado na urina, pois junto a este pigmento, é normal encontrar o vírus da hepatite. (STRASINGER, 2000) É comum aparecer a coloração amarelo-alaranjada que ocorre quando há administração de derivados de piridina para combate a infecções urinárias, este pigmento interfere nas análises químicas baseadas em reações cromáticas. A presença de derivados de piridina é facilmente confundida com a presença de bilirrubina, pois se agitar a amostra também aparecerá uma espuma amarela, como fazquandodesconfia-seapresençade bilirrubinanaurina.(STRASINGER, 2000; GUYTON & HALL, 2002) A presençade sangue naurinaé uma das causasmais comunsde anormalidade na sua coloração.Na maioria das vezes, o sangue tinge a urina de vermelho, mas pode variar do rosadoao negro,dependendodaquantidade de sangue,dopHe a duração do contato:se a urina possuir pH ácido e não for recente, possuirá coloração marrom-escura vinda da conversão da hemoglobina em meta-hemoglobina; se a urina possuir esta coloração, mas coletadarecentemente e contendo hemácias, há grandes chances de ser sinal de hemorragia glomerular.(BERMAN,1977) A hemoglobinae amioglobinaproduzem urina vermelha e teste positivo para presença de sangue; a urina na presença destas substâncias apresenta-se vermelha e clara, já na presença de hemácias, vermelha e turva. Há como diferenciar a hemoglobinúria da mioglobinúria: a hemoglobinúria altera a cor do plasma para vermelho, devidoaocolapsodashemáciasinvivoe a mioglobinúria,produzidapelomúsculo-esquelético, não interfere na coloração do plasma; as amostras de urina contendo porfirina também possuem cor vermelha. Para amostras de cor marrom ou preta, quando em repouso e com resultados negativos para sangue, são recomendados testes adicionais, pois podem conter melanina e ácido homogentísico. (STRASINGER, 2000) Mas a coloração da urina não muda apenas pela presença de fatores patogênicos no organismo, a ingestão de terminados alimentos,medicaçõese vitaminastambémpoder provocar esta mudança; exemplo disso é a ingestãode beterraba que tinge a urina de vermelho e algumas gomas de marcar que tinge a urina de verde (EVANS, 1979; REIMAN,1979)  Odor A urina recém eliminada tem um leve odor de seus componentes aromáticos. O cheiro característico da urina é denominado “sui generis”. Quando observa-se odores incomuns, como emcasos de infecçõesbacterianas,estessãodenominados pútridos. Quando se deixa a mostra repousar, o odor de amônia passa a ser predominante; este é, causado pela degradaçãoda uréia,sendodenominado odor amoniacal/ “sui generis” acentuado. As causas de odores anormais são: infecções bacterianas (causam cheiro forte e desagradável) e a presença de corpos cetônicos do diabetes (provocam um odor adocicado ou de frutas).  Aspecto(aparência):Refere-se a transparência da amostra de urina; no exame de urina tipo I este fatoré determinadopelomodo mais simples possível, apenas pela observação visual da amostra homogeneizada, contida em um recipiente transparente, em ambiente bem iluminado. Os termos mais utilizados para descrever aparência são: transparente, opaca, ligeiramente turva, turva, muito turva, leitosa. (STRASINGER, 2000) Aparência Normal: A amostra consideradanormal é aquelaeliminadarecentemente é transparente, mas com certa
  • 3. opacidade causada pela precipitação de fosfatos amorfos e carbonatos na forma de névoa branca; a urina ácidanormal tambémapresentacertograu de opacidade devidoaprecipitação de uratos amorfos, cristais de oxalato de cálcio ou de ácido úrico; principalmente em mulheres, a presença de células epiteliais escamosas e muco pode ser considerado normal apesar da opacidade. (STRASINGER, 2000) Volume No sumário de urina o volume não é analisado para diagnóstico de patologia, já que não é observadoovolume total excretadopeloindivíduo.Relacionadoaosumáriode urinao volume ideal é de 20 a 50 ml, que é o volume necessário para realização do exame. Densidade A densidade urináriaestárelacionada concentração da urina. Durante a análise física da urina não há com o observarcom exatidão está densidade, portanto, deve está associada a análise química da urina, relacionando a fita reativa e ao espectrofotômetro.