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Assistência de Enfermagem às
Afecções Urológicas
Técnico em enfermagem
Aula 6
Revisão Sistema
Urinario
• Sistema
Urinário
• Dois rins
• Dois ureteres
• Uma bexiga
urinária
• Uma uretra
Nefrologia: estudo da
anatomia, fisiologia e
distúrbios dos rins.
Urologia: estudo dos
sitemas urinários
masculino e feminino e do
sistema genital masculino.
RIM
Néfron
Unidade morfofuncional do rim
Características Físicas da Urina Normal
- Volume: 1 a 2 litros em 24 h, mas varia consideravelmente.
- Cor: Amarelo ou âmbar, varia conforme a concentração e dieta.
A cor é devida ao urocroma (pigmento produzido pela degradação da bile)
A urobilina (pigmento produzido pela degradação da hemoglobina) dieta,
medicamentos e certas doenças alteram a cor da urina.
-Turbidez: Transparente quando recém emitida e turva pouco depois.
-Odor: Levemente aromática. Torna-se amoniacal logo em seguida.
-pH: Varia entre 4,6 e 8,0, sendo em média 6,0. Varia com a dieta.
Proteínas aumentam a acidez, vegetais aumentam a alcalinidade.
- Densidade: Quanto maior a quantidade de solutos, maior a densidade.
Constituintes Anormais da Urina
-Albumina: (albuminúria) é muito grande para ser filtrado.
Pode estar relacionado com pressão muito alta ou lesão das
membranas de filtração.
-Glicose: (glicosúria) indica diabete melito.
-Hemácias: (hematúria) cálculos renais, tumores, trauma
ou outras doenças renais. (hemácias rompidas).
-Leucócitos: (piúria) infecção nos rins ou órgãos do sist.
Urinário.
-
Microrganismos: variam conforme a infecção. Uma das mais
comuns é a E. Coli.
O fungo mais comum é a Candida Albicans. O protozoário mais
frequênte é o Tricomonas vaginalis.
Bexiga
• 250ml
• Localização:
-Cavidade pélvica
-No homem: à frente do reto
-Na mulher: entre o útero e o
reto
•Função:
- Armazenar a urina que flui
continuamente dos ureteres
• ♂ 18-20cm
• ♀ 4cm
• Função:
- Conduzir a
urina da
bexiga ao
meio externo
Uretra
CURIOSIDADE
 Diurese: Processo de formação da urina
 Micção: Ato de urinar;
Diálise do sangue: Filtração do sangue pelo rim.
 Substância diurética: Aumenta a formação da urina;
 Cálculo Renal: Pedras nos rins ou Ureter, causada pela má
alimentação e a falta de água. Trata-se com medicamentos ou ultra-
som.
 Infecção urinária (cistite): Ardência na micção. Lesões na uretra
por traumatismo ou bactérias.
A bexiga pode acumular até meio litro de líquido.
A uretra no homem apresenta cerca de 20cm e na mulher 4cm.
O rim apresenta cerca -12cm – 7cm de largura e 5 cm
comprimento
Resumindo até aqui...
CIÊNCIAS NATURAIS, 8º Ano do Ensino Fundamental
Caracterização dos órgãos que constituem o sistema urinário, suas
funções e as principais excretas.
A urina sai dos
rins, passando
para os ureteres.
A urina é
formada
nos rins.
A urina é
armazenada
temporariamente
na bexiga urinária. Por último, a urina
é expelida para o
meio externo
através da uretra.
1
2
3
4
Imagem: Autor desconhecido / domínio público
PRINCIPAIS DISTÚRBIOS SIST URINÁRIO
HUMANO
CÁLCULO RENAL
O depósito organizado de
sais minerais nos rins ou
em qualquer parte do
aparelho urinário.
Cálculos constituídos por
cálcio são os mais
comuns. Outros minerais
encontrados são: oxalato,
fósforo, ácido úrico.
Deficiência genética para
excreção desses sais
Dieta rica nessas sais:
ex.: leite e derivados.
Tratamento cirúrgico ou
não invasivo: ultra-som /
laser
PRINCIPAIS DISTÚRBIOS SIST URINÁRIO
HUMANO
HEMODIÁLISE
O tratamento mais utilizado por aqueles pacientes que, por
qualquer motivo, perderam a função renal e irreparavelmente
atingiram a fase terminal da doença renal.
No dialisador, o sangue é exposto à solução de diálise (também
conhecida como dialisato) através de uma membrana
semipermeável, permitindo assim, as trocas de substâncias
entre o sangue e o dialisato. Após ser retirado do paciente e
passado através do dialisador, o sangue “filtrado” é então
devolvido ao paciente pelo acesso vascular. É importante
ressaltar que a água usada durante a diálise deve ser tratada e
sua qualidade monitorada regularmente.
HEMODIÁLISE
O tratamento mais utilizado por aqueles pacientes que, por
qualquer motivo, perderam a função renal e irreparavelmente
atingiram a fase terminal da doença renal.
No dialisador, o sangue é exposto à solução de diálise (também
conhecida como dialisato) através de uma membrana
semipermeável, permitindo assim, as trocas de substâncias
entre o sangue e o dialisato. Após ser retirado do paciente e
passado através do dialisador, o sangue “filtrado” é então
devolvido ao paciente pelo acesso vascular. É importante
ressaltar que a água usada durante a diálise deve ser tratada e
sua qualidade monitorada regularmente.
Assistência de Enfermagem às Afecções
Urológicas Infecção Urinária
 É a presença de microrganismos em alguma parte do trato
urinário.
 Fatores Predisponentes:
• Obstrução urinária;
• Corpos estranhos (sondas);
• Doenças neurológicas como bexiga neurogênica;
• Fístulas genito-urinário e do trato digestivo;
• Doenças sexualmente transmissíveis;
• Infecções ginecológicas;
• Higiene inadequada.
Assistência de Enfermagem às Afecções
Urológicas Infecção Urinária
 Sinais e Sintomas:
• Dor;
• Ardência;
• Dificuldade para urinar;
• Urgência para urinar;
• Micções frequentes com volume diminuído;
• Urina com alteração de coloração e odor;
• Presença de muco na urina;
• Hipertermia.
Assistência de Enfermagem às Afecções
Urológicas Infecção Urinária
 Tratamento
Hidratação.
Medicamento.
 Cuidados de Enfermagem:
• Emprego de técnica correta de sondagem vesical;
Administração de medicamentos; Aferir sinais vitais com
ênfase em temperatura; Observar, comunicar e anotar
características da urina; Orientação sobre higiene.
Glomerulonefrite Difusa Aguda (nefrite)
 A nefrite é o resultado de um processo inflamatório difuso dos
glomérulos renais tendo como base um fenômeno imunológico.
O fenômeno imunológico responsável ocorre quando uma
substância estranha (antígeno) entra na circulação e é levada
aos setores de defesa do nosso organismo.
 O organismo para se defender produz um anticorpo. A reunião
do complexo antígeno-anticorpo pode depositar-se nos tecidos,
criando uma lesão inflamatória. Quando o tecido atingido for o
glomérulo, a lesão denomina-se glomerulonefrites.
Glomerulonefrite Difusa Aguda (nefrite)
 Causas:
• Infecções de vias aéreas superiores mal curadas como
faringites, amidalites, sinusites, etc.
• Alguns medicamentos.
 Sinais e Sintomas:
• Náuseas e Vômitos;
• Fadiga;
• Cefaleia; Dor lombar;
• Oligúria; Hematúria;
• Edema facial;
• Anasarca; Hipertensão.
Glomerulonefrite Difusa Aguda (nefrite)
 Tratamento:
• Adequação alimentar;
• Medicamentos: antibióticos, hipotensores, diuréticos, etc.
 Cuidados de Enfermagem:
• Repouso absoluto; Aferir sinais vitais: Ênfase em pressão
arterial; Balanço hídrico; Observar, comunicar e anotar
aceitação alimentar; Controlar peso em jejum; Observar,
comunicar e anotar evolução de edema.
Pielonefrite
 Tratamento:
• Adequação alimentar;
• Medicamentos: antibióticos, hipotensores, diuréticos, etc.
 Cuidados de Enfermagem:
• Repouso absoluto; Aferir sinais vitais: Ênfase em pressão
arterial; Balanço hídrico; Observar, comunicar e anotar
aceitação alimentar; Controlar peso em jejum; Observar,
comunicar e anotar evolução de edema.
Litíase Renal
 É a presença de cálculos ou cristais no sistema urinário,
formados pela deposição de substâncias cristalinas ou depósitos
granulosos.
 Fatores predisponentes:
• Infecções urinárias de repetição;
• Obstrução e estase urinária;
• Hipercalcemia;
• Hipercalciúria;
• Deficiência de vitamina A;
• Hereditariedade.
Litíase Renal
 Sinais e Sintomas:
• Dor em região lombar com irradiação para a pelve;
• Náuseas;
• Vômitos;
• Hematúria;
• Disúria;
• Piúria;
• Polaciúria;
• Hipertermia.
Litíase Renal
 Tratamento:
• Analgesia potente;
• Hidratação;
• Adequação alimentar;
• Litotripsia;
• Cirurgia.
 Cuidados de Enfermagem:
• Controle de diurese; Estimular hidratação; Proporcionar
ambiente calmo e tranquilo; Administração de analgésicos;
Manter acesso venoso permeável.
Insuficiência Renal
 A função dos rins é remover as substâncias indesejáveis do
nosso corpo, filtrando ureia e ácido úrico; Reabsorver a
albumina e sais desejáveis como sódio, potássio e cálcio;
Excreção de substâncias desnecessárias como fósforo e
hidrogênio; Secretar hormônios para o controle do volume, da
pressão arterial, do cálcio e fósforo e da formação de hemácias.
 A insuficiência renal é um diagnóstico que expressa uma perda
maior ou menor da função renal.
Insuficiência Renal Aguda
 Insuficiência Renal Aguda (IRA) é a redução aguda da função
renal em horas ou dias. Refere-se principalmente à diminuição
do ritmo de filtração glomerular, porém ocorrem também
disfunções no controle do equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-
básico. Podem ocorrer alterações hormonais, como a deficiência
de eritropoietina e de vitamina D.
Insuficiência Renal Aguda
 Classificação:
• IRA pré-renal ou funcional: rim funcionalmente íntegro, mas
a perfusão sanguínea que a ele chega está reduzida. Pode
ocorrer devido hipotensão.
• IRA renal: intrínseca, parenquimatosa, orgânica ou
estabelecida. É a modalidade mais comum: entre 70 e 90%.
Pode estar relacionadas à isquemia severas, vasculites,
glomerulonefrites agudas, nefrites intersticiais. É
caracterizada por perda quase total da função renal.
• IRA pós-renal: fluxo urinário dificultado ou interrompido.
Modalidade potencialmente reversível quando há
desobstrução precoce.
Insuficiência Renal Aguda
 Fisiopatologia:
• IRA pré-renal: pode evoluir para IRA renal. É uma condição
reversível se tratada há tempo. Exemplos: estados de
choque, sepse, insuficiência cardíaca, cirrose hepática com
ascite e perdas volêmicas.
Circulação renal: 25% do débito cardíaco.
• IRA renal: pode ser oligúrica (necrose tubular aguda
isquêmica, rabdomiólise, glomerulonefrites) ou não
oligúrica (necrose tubular aguda por aminoglicosídeos). Na
IRA não oligúrica há uma queda da TFG (taxa de filtração
glomerular), mas também há uma tubulopatia importante
que compromete a reabsorção tubular.
Insuficiência Renal Aguda
 A hipóxia prolongada do tecido renal causa uma depressão
persistente da taxa de filtração glomerular e das funções
tubulares, mesmo após o distúrbio inicial ser corrigido. Estão
envolvidas nesse processo a perda da integridade epitelial e
alterações vasculares por excesso de vasoconstritores e
deficiência de vasodilatadores.
 Uma das causas de IRA renal é de origem tóxica: por
medicamentos, peçonhentos ou pigmentos (hemoglobina e
mioglobina). Ocorre uma vasoconstrição renal e ação tubular
tóxica direta.
Insuficiência Renal Aguda
• IRA pós-renal: ocorre quando há obstrução do sistema
uroexcretor. Causas: obstrução ureteral, do colo vesical ou
da uretra prostática, obstrução ureteral bilateral ou
unilateral no caso de rim único, funcional (bexiga
neurogênica).
Insuficiência Renal Aguda
 Sinais e Sintomas:
• Oligoanúria;
• Náuseas e vômitos;
• Tontura;
• Cefaleia;
• Letargia;
• Convulsões;
• Edema;
• Hipertensão arterial;
• Hálito urêmico.
Insuficiência Renal Aguda
 Tratamento:
• Tratar o fator desencadeante;
• Manutenção do estado geral;
• Adequação de dieta.
 Diagnóstico da IRA:
• Anamnese;
• Exame físico;
• Creatinina elevada.
Insuficiência Renal Aguda
 Indicações de diálise na IRA:
• Hiperpotassemia;
• Hipervolemia: edema periférico, derrames pleural e
pericárdico, ascite, hipertensão arterial e ICC;
• Uremia: com manifestações SNC (sonolência, tremores, coma,
convulsões), sistema cardiovascular (pericardite, tamponamento
cardíaco), pulmões (congestão pulmonar, pleurite),
aparelho digestivo (náuseas, vômitos e hemorragias digestivas);
• Acidose metabólica;
• Outras: hipo ou hipernatremia, hipo ou hipercalcemia,
hiperuricemia, hipermagnesemia, hemorragias devido a
distúrbios plaquetários, ICC refratária, hipotermia e
intoxicação exógena.
Insuficiência Renal Aguda
 Cuidados de Enfermagem:
• Balanço hídrico; Controle de peso; Observar, comunicar e anotar
presença de edema; Aferir sinais vitais com ênfase em pressão
arterial; Higiene oral; Cuidados com métodos dialíticos, se
necessário.
Insuficiência Renal Crônica
 Muitas doenças renais são progressivas. Quanto mais progride a
gravidade aumenta e os danos renais também. As lesões
perturbam a funcionalidade do rim, provocando a insuficiência
renal crônica.
 Causas:
• Obstrução do trato urinário;
• Infecções;
• Agentes nefrotóxicos;
• Hipertensão arterial;
• Doenças metabólicas;
• Complicações de outras doenças renais.
Insuficiência Renal Crônica
 Sinais e sintomas:
• Anorexia;
• Náuseas; Vômitos;
• Hálito amoniacal;
• Úlceras gastrointestinais;
• Soluços;
• Hipertensão;
• Pericardite;
• Irritabilidade;
• Sonolência;
• Convulsão;
• Coma; Anemia
• Manchas cutâneas; Disfunção sexual.
Insuficiência Renal Crônica
 Tratamento:
• Acompanhamento clínico;
• Métodos dialíticos;
• Transplante renal.
 Cuidados de Enfermagem:
• Balanço hídrico; Controle rigoroso de pressão arterial;
Controle de peso; Medidas de conforto.
Diálise Peritonial e Hemodiálise
 Os rins possuem a função de eliminar substâncias tóxicas do
organismo através da urina, excretam água e sais minerais,
controlam a acidez do sangue e a produção de hormônios.
Como foi citado anteriormente, quando os rins sofrem de
alguma doença crônica que leve à perda de suas funções, há
insuficiência renal crônica.
 Podendo ocorrer, por exemplo, em pacientes com hipertensão
arterial mal controlada, diabetes mellitus de longa duração,
glomerulonefrites crônica, rins policísticos, entre outras causas.
Diálise Peritonial e Hemodiálise
 Caso os rins deixem de realizar suas funções o indivíduo
encontra-se com risco de vida. Geralmente, apresentam
sintomas como fraqueza, perda de apetite, náuseas, vômitos,
inchaços, palidez, falta de ar, anemia, e alterações nos exames
de sangue (aumento de ureia, creatinina, potássio, etc.), diante
disso é necessário substituir as funções dos rins, o que pode ser
feito através de um transplante renal ou diálise.
 A diálise é, portanto, um tipo de tratamento que visa repor as
funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de
água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma
nova situação de equilíbrio. Através da diálise, é possível
melhorar os sintomas acima citados e reverter à situação de
risco de vida imposta pela insuficiência renal.
Diálise Peritonial e Hemodiálise
 Diálise Peritoneal - A diálise peritoneal funciona de maneira
diferente. Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar” o
sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada
dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos.
 Através da colocação de um cateter flexível no abdômen, é feita
a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade
abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai
entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada
das substâncias tóxicas do sangue.
Diálise Peritonial e Hemodiálise
 Após um período de permanência do banho de diálise na
cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas, e
é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo
banho de diálise. No intervalo entre as trocas, o paciente pode
realizar as suas atividades diárias normalmente.
 Apenas deve ter o cuidado de realizar as trocas em lugar limpo,
e com cuidados de assepsia e técnica que serão orientados por
uma equipe de enfermagem. Esse processo é realizado de uma
forma contínua, e é conhecido por CAPD (diálise peritoneal
ambulatorial contínua).
Diálise Peritonial e Hemodiálise
 Este tipo de diálise pode ser realizado na própria casa do
paciente, ou no local de trabalho, já que o processo de troca do
banho de diálise é feito pelo próprio paciente ou por algum
familiar bem orientado pela equipe de saúde.
 Além do CAPD, existe outra forma de realizar a diálise
peritoneal, conhecida por DPA (diálise peritoneal automática).
Esta terapia funciona de forma semelhante à CAPD, baseando-se
na infusão e drenagem do banho de diálise na cavidade
abdominal.
Diálise Peritonial e Hemodiálise
 Porém, ao invés das trocas serem efetuadas ao longo do dia,
estas são realizadas à noite, enquanto o paciente está dormindo,
de forma automática, com o auxílio de uma máquina conhecida
como cicladora.
 A cicladora pode ser colocada à beira da cama do paciente,
possibilitando desta forma, o tratamento noturno, liberando o
paciente da necessidade de trocas durante o dia.
Diálise Peritonial e Hemodiálise
 Como o tratamento é feito pelo próprio paciente ou por sua
família, há maior liberdade para viajar, e maior independência
em relação à clínica de diálise e à equipe médica e de
enfermagem.
 Além disso, por ser uma terapia contínua, efetua a retirada
constante de líquidos, substâncias tóxicas e sais minerais,
possibilitando uma maior liberdade de dieta. Por ser método
mais suave, proporciona também maior preservação da função
renal residual.
Diálise Peritonial e Hemodiálise
 HEMODIÁLISE - A hemodiálise por sua vez, promove a retirada
das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo
através da passagem do sangue por um filtro. Em geral, é
realizada 3 vezes por semana dependendo da prescrição
médica, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o
auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste
tratamento.
 Para que o sangue passe pela máquina é necessário à colocação
de um cateter ou a confecção de uma fístula, que é um
procedimento realizado mais comumente nas veias do braço,
para permitir que estas fiquem mais calibrosas e forneçam o
fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
Diálise Peritonial e Hemodiálise
 Contudo, não existe um tipo de diálise melhor do que a outra.
Entretanto, de acordo com as condições clínicas de cada caso,
pode haver preferência por ou outro método. Quem vai decidir
quais dos tratamentos indicar é o próprio médico, em conjunto
com o paciente e sua família, de acordo com o quadro clínico e o
estilo de vida do paciente.
 Cuidados de Enfermagem:
• Depende do método dialítico; Balanço hídrico; Controle
rigoroso de pressão arterial; Controle de peso; Medidas de
conforto.
Sistematização da Assistência de
Enfermagem - Afecções Urológicas
 Diagnóstico de Enfermagem:
• Medo/Ansiedade relacionada com a doença;
• Deficiência de conhecimento relativo às atividades de
autocuidado;
• Déficit de conhecimento sobre os procedimento e exames
diagnósticos;
• Medo relacionado com o possível diagnóstico de doença
grave, função renal alterada e embaraço secundário à
discussão da função urinária e exposição, e invasão da
genitália.
Sistematização da Assistência de
Enfermagem - Afecções Urológicas
 Cuidados de Enfermagem:
• Reduzir a ansiedade; ensinar o autocuidado; proporcionar a
oportunidade para que o paciente esclareça a informação e
antecipe os cuidados de acompanhamento.
 Evolução:
• O paciente deverá:
 Apresentar menos ansiedade;
 Realizar as atividades de autocuidado e se adequar as
alterações do estilo de vida;
 Participar dos cuidados de acompanhamento;
 Solicitar sempre explicação dos cuidados e exames realizados.

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  • 1. Assistência de Enfermagem às Afecções Urológicas Técnico em enfermagem Aula 6
  • 3.
  • 4.
  • 5. • Sistema Urinário • Dois rins • Dois ureteres • Uma bexiga urinária • Uma uretra Nefrologia: estudo da anatomia, fisiologia e distúrbios dos rins. Urologia: estudo dos sitemas urinários masculino e feminino e do sistema genital masculino.
  • 6. RIM
  • 7.
  • 8.
  • 10.
  • 11. Características Físicas da Urina Normal - Volume: 1 a 2 litros em 24 h, mas varia consideravelmente. - Cor: Amarelo ou âmbar, varia conforme a concentração e dieta. A cor é devida ao urocroma (pigmento produzido pela degradação da bile) A urobilina (pigmento produzido pela degradação da hemoglobina) dieta, medicamentos e certas doenças alteram a cor da urina. -Turbidez: Transparente quando recém emitida e turva pouco depois. -Odor: Levemente aromática. Torna-se amoniacal logo em seguida. -pH: Varia entre 4,6 e 8,0, sendo em média 6,0. Varia com a dieta. Proteínas aumentam a acidez, vegetais aumentam a alcalinidade. - Densidade: Quanto maior a quantidade de solutos, maior a densidade.
  • 12. Constituintes Anormais da Urina -Albumina: (albuminúria) é muito grande para ser filtrado. Pode estar relacionado com pressão muito alta ou lesão das membranas de filtração. -Glicose: (glicosúria) indica diabete melito. -Hemácias: (hematúria) cálculos renais, tumores, trauma ou outras doenças renais. (hemácias rompidas). -Leucócitos: (piúria) infecção nos rins ou órgãos do sist. Urinário. - Microrganismos: variam conforme a infecção. Uma das mais comuns é a E. Coli. O fungo mais comum é a Candida Albicans. O protozoário mais frequênte é o Tricomonas vaginalis.
  • 13.
  • 14. Bexiga • 250ml • Localização: -Cavidade pélvica -No homem: à frente do reto -Na mulher: entre o útero e o reto •Função: - Armazenar a urina que flui continuamente dos ureteres
  • 15. • ♂ 18-20cm • ♀ 4cm • Função: - Conduzir a urina da bexiga ao meio externo Uretra
  • 16. CURIOSIDADE  Diurese: Processo de formação da urina  Micção: Ato de urinar; Diálise do sangue: Filtração do sangue pelo rim.  Substância diurética: Aumenta a formação da urina;  Cálculo Renal: Pedras nos rins ou Ureter, causada pela má alimentação e a falta de água. Trata-se com medicamentos ou ultra- som.  Infecção urinária (cistite): Ardência na micção. Lesões na uretra por traumatismo ou bactérias. A bexiga pode acumular até meio litro de líquido. A uretra no homem apresenta cerca de 20cm e na mulher 4cm. O rim apresenta cerca -12cm – 7cm de largura e 5 cm comprimento
  • 17. Resumindo até aqui... CIÊNCIAS NATURAIS, 8º Ano do Ensino Fundamental Caracterização dos órgãos que constituem o sistema urinário, suas funções e as principais excretas. A urina sai dos rins, passando para os ureteres. A urina é formada nos rins. A urina é armazenada temporariamente na bexiga urinária. Por último, a urina é expelida para o meio externo através da uretra. 1 2 3 4 Imagem: Autor desconhecido / domínio público
  • 18. PRINCIPAIS DISTÚRBIOS SIST URINÁRIO HUMANO CÁLCULO RENAL O depósito organizado de sais minerais nos rins ou em qualquer parte do aparelho urinário. Cálculos constituídos por cálcio são os mais comuns. Outros minerais encontrados são: oxalato, fósforo, ácido úrico. Deficiência genética para excreção desses sais Dieta rica nessas sais: ex.: leite e derivados. Tratamento cirúrgico ou não invasivo: ultra-som / laser
  • 19. PRINCIPAIS DISTÚRBIOS SIST URINÁRIO HUMANO HEMODIÁLISE O tratamento mais utilizado por aqueles pacientes que, por qualquer motivo, perderam a função renal e irreparavelmente atingiram a fase terminal da doença renal. No dialisador, o sangue é exposto à solução de diálise (também conhecida como dialisato) através de uma membrana semipermeável, permitindo assim, as trocas de substâncias entre o sangue e o dialisato. Após ser retirado do paciente e passado através do dialisador, o sangue “filtrado” é então devolvido ao paciente pelo acesso vascular. É importante ressaltar que a água usada durante a diálise deve ser tratada e sua qualidade monitorada regularmente. HEMODIÁLISE O tratamento mais utilizado por aqueles pacientes que, por qualquer motivo, perderam a função renal e irreparavelmente atingiram a fase terminal da doença renal. No dialisador, o sangue é exposto à solução de diálise (também conhecida como dialisato) através de uma membrana semipermeável, permitindo assim, as trocas de substâncias entre o sangue e o dialisato. Após ser retirado do paciente e passado através do dialisador, o sangue “filtrado” é então devolvido ao paciente pelo acesso vascular. É importante ressaltar que a água usada durante a diálise deve ser tratada e sua qualidade monitorada regularmente.
  • 20. Assistência de Enfermagem às Afecções Urológicas Infecção Urinária  É a presença de microrganismos em alguma parte do trato urinário.  Fatores Predisponentes: • Obstrução urinária; • Corpos estranhos (sondas); • Doenças neurológicas como bexiga neurogênica; • Fístulas genito-urinário e do trato digestivo; • Doenças sexualmente transmissíveis; • Infecções ginecológicas; • Higiene inadequada.
  • 21. Assistência de Enfermagem às Afecções Urológicas Infecção Urinária  Sinais e Sintomas: • Dor; • Ardência; • Dificuldade para urinar; • Urgência para urinar; • Micções frequentes com volume diminuído; • Urina com alteração de coloração e odor; • Presença de muco na urina; • Hipertermia.
  • 22. Assistência de Enfermagem às Afecções Urológicas Infecção Urinária  Tratamento Hidratação. Medicamento.  Cuidados de Enfermagem: • Emprego de técnica correta de sondagem vesical; Administração de medicamentos; Aferir sinais vitais com ênfase em temperatura; Observar, comunicar e anotar características da urina; Orientação sobre higiene.
  • 23. Glomerulonefrite Difusa Aguda (nefrite)  A nefrite é o resultado de um processo inflamatório difuso dos glomérulos renais tendo como base um fenômeno imunológico. O fenômeno imunológico responsável ocorre quando uma substância estranha (antígeno) entra na circulação e é levada aos setores de defesa do nosso organismo.  O organismo para se defender produz um anticorpo. A reunião do complexo antígeno-anticorpo pode depositar-se nos tecidos, criando uma lesão inflamatória. Quando o tecido atingido for o glomérulo, a lesão denomina-se glomerulonefrites.
  • 24. Glomerulonefrite Difusa Aguda (nefrite)  Causas: • Infecções de vias aéreas superiores mal curadas como faringites, amidalites, sinusites, etc. • Alguns medicamentos.  Sinais e Sintomas: • Náuseas e Vômitos; • Fadiga; • Cefaleia; Dor lombar; • Oligúria; Hematúria; • Edema facial; • Anasarca; Hipertensão.
  • 25. Glomerulonefrite Difusa Aguda (nefrite)  Tratamento: • Adequação alimentar; • Medicamentos: antibióticos, hipotensores, diuréticos, etc.  Cuidados de Enfermagem: • Repouso absoluto; Aferir sinais vitais: Ênfase em pressão arterial; Balanço hídrico; Observar, comunicar e anotar aceitação alimentar; Controlar peso em jejum; Observar, comunicar e anotar evolução de edema.
  • 26. Pielonefrite  Tratamento: • Adequação alimentar; • Medicamentos: antibióticos, hipotensores, diuréticos, etc.  Cuidados de Enfermagem: • Repouso absoluto; Aferir sinais vitais: Ênfase em pressão arterial; Balanço hídrico; Observar, comunicar e anotar aceitação alimentar; Controlar peso em jejum; Observar, comunicar e anotar evolução de edema.
  • 27. Litíase Renal  É a presença de cálculos ou cristais no sistema urinário, formados pela deposição de substâncias cristalinas ou depósitos granulosos.  Fatores predisponentes: • Infecções urinárias de repetição; • Obstrução e estase urinária; • Hipercalcemia; • Hipercalciúria; • Deficiência de vitamina A; • Hereditariedade.
  • 28. Litíase Renal  Sinais e Sintomas: • Dor em região lombar com irradiação para a pelve; • Náuseas; • Vômitos; • Hematúria; • Disúria; • Piúria; • Polaciúria; • Hipertermia.
  • 29. Litíase Renal  Tratamento: • Analgesia potente; • Hidratação; • Adequação alimentar; • Litotripsia; • Cirurgia.  Cuidados de Enfermagem: • Controle de diurese; Estimular hidratação; Proporcionar ambiente calmo e tranquilo; Administração de analgésicos; Manter acesso venoso permeável.
  • 30. Insuficiência Renal  A função dos rins é remover as substâncias indesejáveis do nosso corpo, filtrando ureia e ácido úrico; Reabsorver a albumina e sais desejáveis como sódio, potássio e cálcio; Excreção de substâncias desnecessárias como fósforo e hidrogênio; Secretar hormônios para o controle do volume, da pressão arterial, do cálcio e fósforo e da formação de hemácias.  A insuficiência renal é um diagnóstico que expressa uma perda maior ou menor da função renal.
  • 31. Insuficiência Renal Aguda  Insuficiência Renal Aguda (IRA) é a redução aguda da função renal em horas ou dias. Refere-se principalmente à diminuição do ritmo de filtração glomerular, porém ocorrem também disfunções no controle do equilíbrio hidroeletrolítico e ácido- básico. Podem ocorrer alterações hormonais, como a deficiência de eritropoietina e de vitamina D.
  • 32. Insuficiência Renal Aguda  Classificação: • IRA pré-renal ou funcional: rim funcionalmente íntegro, mas a perfusão sanguínea que a ele chega está reduzida. Pode ocorrer devido hipotensão. • IRA renal: intrínseca, parenquimatosa, orgânica ou estabelecida. É a modalidade mais comum: entre 70 e 90%. Pode estar relacionadas à isquemia severas, vasculites, glomerulonefrites agudas, nefrites intersticiais. É caracterizada por perda quase total da função renal. • IRA pós-renal: fluxo urinário dificultado ou interrompido. Modalidade potencialmente reversível quando há desobstrução precoce.
  • 33. Insuficiência Renal Aguda  Fisiopatologia: • IRA pré-renal: pode evoluir para IRA renal. É uma condição reversível se tratada há tempo. Exemplos: estados de choque, sepse, insuficiência cardíaca, cirrose hepática com ascite e perdas volêmicas. Circulação renal: 25% do débito cardíaco. • IRA renal: pode ser oligúrica (necrose tubular aguda isquêmica, rabdomiólise, glomerulonefrites) ou não oligúrica (necrose tubular aguda por aminoglicosídeos). Na IRA não oligúrica há uma queda da TFG (taxa de filtração glomerular), mas também há uma tubulopatia importante que compromete a reabsorção tubular.
  • 34. Insuficiência Renal Aguda  A hipóxia prolongada do tecido renal causa uma depressão persistente da taxa de filtração glomerular e das funções tubulares, mesmo após o distúrbio inicial ser corrigido. Estão envolvidas nesse processo a perda da integridade epitelial e alterações vasculares por excesso de vasoconstritores e deficiência de vasodilatadores.  Uma das causas de IRA renal é de origem tóxica: por medicamentos, peçonhentos ou pigmentos (hemoglobina e mioglobina). Ocorre uma vasoconstrição renal e ação tubular tóxica direta.
  • 35. Insuficiência Renal Aguda • IRA pós-renal: ocorre quando há obstrução do sistema uroexcretor. Causas: obstrução ureteral, do colo vesical ou da uretra prostática, obstrução ureteral bilateral ou unilateral no caso de rim único, funcional (bexiga neurogênica).
  • 36. Insuficiência Renal Aguda  Sinais e Sintomas: • Oligoanúria; • Náuseas e vômitos; • Tontura; • Cefaleia; • Letargia; • Convulsões; • Edema; • Hipertensão arterial; • Hálito urêmico.
  • 37. Insuficiência Renal Aguda  Tratamento: • Tratar o fator desencadeante; • Manutenção do estado geral; • Adequação de dieta.  Diagnóstico da IRA: • Anamnese; • Exame físico; • Creatinina elevada.
  • 38. Insuficiência Renal Aguda  Indicações de diálise na IRA: • Hiperpotassemia; • Hipervolemia: edema periférico, derrames pleural e pericárdico, ascite, hipertensão arterial e ICC; • Uremia: com manifestações SNC (sonolência, tremores, coma, convulsões), sistema cardiovascular (pericardite, tamponamento cardíaco), pulmões (congestão pulmonar, pleurite), aparelho digestivo (náuseas, vômitos e hemorragias digestivas); • Acidose metabólica; • Outras: hipo ou hipernatremia, hipo ou hipercalcemia, hiperuricemia, hipermagnesemia, hemorragias devido a distúrbios plaquetários, ICC refratária, hipotermia e intoxicação exógena.
  • 39. Insuficiência Renal Aguda  Cuidados de Enfermagem: • Balanço hídrico; Controle de peso; Observar, comunicar e anotar presença de edema; Aferir sinais vitais com ênfase em pressão arterial; Higiene oral; Cuidados com métodos dialíticos, se necessário.
  • 40. Insuficiência Renal Crônica  Muitas doenças renais são progressivas. Quanto mais progride a gravidade aumenta e os danos renais também. As lesões perturbam a funcionalidade do rim, provocando a insuficiência renal crônica.  Causas: • Obstrução do trato urinário; • Infecções; • Agentes nefrotóxicos; • Hipertensão arterial; • Doenças metabólicas; • Complicações de outras doenças renais.
  • 41. Insuficiência Renal Crônica  Sinais e sintomas: • Anorexia; • Náuseas; Vômitos; • Hálito amoniacal; • Úlceras gastrointestinais; • Soluços; • Hipertensão; • Pericardite; • Irritabilidade; • Sonolência; • Convulsão; • Coma; Anemia • Manchas cutâneas; Disfunção sexual.
  • 42. Insuficiência Renal Crônica  Tratamento: • Acompanhamento clínico; • Métodos dialíticos; • Transplante renal.  Cuidados de Enfermagem: • Balanço hídrico; Controle rigoroso de pressão arterial; Controle de peso; Medidas de conforto.
  • 43. Diálise Peritonial e Hemodiálise  Os rins possuem a função de eliminar substâncias tóxicas do organismo através da urina, excretam água e sais minerais, controlam a acidez do sangue e a produção de hormônios. Como foi citado anteriormente, quando os rins sofrem de alguma doença crônica que leve à perda de suas funções, há insuficiência renal crônica.  Podendo ocorrer, por exemplo, em pacientes com hipertensão arterial mal controlada, diabetes mellitus de longa duração, glomerulonefrites crônica, rins policísticos, entre outras causas.
  • 44. Diálise Peritonial e Hemodiálise  Caso os rins deixem de realizar suas funções o indivíduo encontra-se com risco de vida. Geralmente, apresentam sintomas como fraqueza, perda de apetite, náuseas, vômitos, inchaços, palidez, falta de ar, anemia, e alterações nos exames de sangue (aumento de ureia, creatinina, potássio, etc.), diante disso é necessário substituir as funções dos rins, o que pode ser feito através de um transplante renal ou diálise.  A diálise é, portanto, um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Através da diálise, é possível melhorar os sintomas acima citados e reverter à situação de risco de vida imposta pela insuficiência renal.
  • 45. Diálise Peritonial e Hemodiálise  Diálise Peritoneal - A diálise peritoneal funciona de maneira diferente. Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar” o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos.  Através da colocação de um cateter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue.
  • 46. Diálise Peritonial e Hemodiálise  Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas, e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. No intervalo entre as trocas, o paciente pode realizar as suas atividades diárias normalmente.  Apenas deve ter o cuidado de realizar as trocas em lugar limpo, e com cuidados de assepsia e técnica que serão orientados por uma equipe de enfermagem. Esse processo é realizado de uma forma contínua, e é conhecido por CAPD (diálise peritoneal ambulatorial contínua).
  • 47. Diálise Peritonial e Hemodiálise  Este tipo de diálise pode ser realizado na própria casa do paciente, ou no local de trabalho, já que o processo de troca do banho de diálise é feito pelo próprio paciente ou por algum familiar bem orientado pela equipe de saúde.  Além do CAPD, existe outra forma de realizar a diálise peritoneal, conhecida por DPA (diálise peritoneal automática). Esta terapia funciona de forma semelhante à CAPD, baseando-se na infusão e drenagem do banho de diálise na cavidade abdominal.
  • 48. Diálise Peritonial e Hemodiálise  Porém, ao invés das trocas serem efetuadas ao longo do dia, estas são realizadas à noite, enquanto o paciente está dormindo, de forma automática, com o auxílio de uma máquina conhecida como cicladora.  A cicladora pode ser colocada à beira da cama do paciente, possibilitando desta forma, o tratamento noturno, liberando o paciente da necessidade de trocas durante o dia.
  • 49. Diálise Peritonial e Hemodiálise  Como o tratamento é feito pelo próprio paciente ou por sua família, há maior liberdade para viajar, e maior independência em relação à clínica de diálise e à equipe médica e de enfermagem.  Além disso, por ser uma terapia contínua, efetua a retirada constante de líquidos, substâncias tóxicas e sais minerais, possibilitando uma maior liberdade de dieta. Por ser método mais suave, proporciona também maior preservação da função renal residual.
  • 50. Diálise Peritonial e Hemodiálise  HEMODIÁLISE - A hemodiálise por sua vez, promove a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. Em geral, é realizada 3 vezes por semana dependendo da prescrição médica, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento.  Para que o sangue passe pela máquina é necessário à colocação de um cateter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
  • 51. Diálise Peritonial e Hemodiálise  Contudo, não existe um tipo de diálise melhor do que a outra. Entretanto, de acordo com as condições clínicas de cada caso, pode haver preferência por ou outro método. Quem vai decidir quais dos tratamentos indicar é o próprio médico, em conjunto com o paciente e sua família, de acordo com o quadro clínico e o estilo de vida do paciente.  Cuidados de Enfermagem: • Depende do método dialítico; Balanço hídrico; Controle rigoroso de pressão arterial; Controle de peso; Medidas de conforto.
  • 52. Sistematização da Assistência de Enfermagem - Afecções Urológicas  Diagnóstico de Enfermagem: • Medo/Ansiedade relacionada com a doença; • Deficiência de conhecimento relativo às atividades de autocuidado; • Déficit de conhecimento sobre os procedimento e exames diagnósticos; • Medo relacionado com o possível diagnóstico de doença grave, função renal alterada e embaraço secundário à discussão da função urinária e exposição, e invasão da genitália.
  • 53. Sistematização da Assistência de Enfermagem - Afecções Urológicas  Cuidados de Enfermagem: • Reduzir a ansiedade; ensinar o autocuidado; proporcionar a oportunidade para que o paciente esclareça a informação e antecipe os cuidados de acompanhamento.  Evolução: • O paciente deverá:  Apresentar menos ansiedade;  Realizar as atividades de autocuidado e se adequar as alterações do estilo de vida;  Participar dos cuidados de acompanhamento;  Solicitar sempre explicação dos cuidados e exames realizados.