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URINALISE
URINÁLISE
O exame de urina fornece uma ampla variedade de informações úteis no que concerne as
doenças envolvendo os rins e o trato urinário inferior. Pode ser utilizado para avaliação
diagnóstica de distúrbios funcionais (fisiológicos) e estruturais(anatômicos) dos rins e
trato urinário inferior, bem como para acompanhamento e obtenção de informações
prognósticas.
A urinálise corresponde ao exame físico, químico e microscópico da urina.
Tipos de coleta da urina:
amostra de 24 horas
amostra colhidas por catéter
punção suprapúbica
jato médio de micção espontânea
amostras pediátricas ( uso de coletores de plástico).
Cuidados que devem ser observados na coleta do material:
o recipiente para a coleta da amostra deve ser limpo e seco;
a amostra deverá ser entregue imediatamente ao laboratório, e analisada dentro de l hora,
caso isto não seja possível, deve-se manter a amostra refrigerada, por no máximo 24
horas;
o recipiente contendo a amostra deverá estar corretamente identificado, contendo: nome,
data e horário;
as amostras obtidas por sonda ou punção suprapúbica, podem conter hemáceas devido ao
trauma durante a coleta da amostra;
deve-se coletar uma amostra de 20 a 100 ml;
ao coletar a amostra por jato médio, os pacientes devem ser orientados para realizar a
assepsia antes de coletar a amostra*, e sempre desprezar a 1° porção da urina** : *A
assepsia em mulheres, deve ser realizada através de uma cuidadosa lavagem da vulva e
intróito vaginal com água e sabão, enquanto que nos homens, faz-se a assepsia da glande
e meato uretral. **Para coletar a amostra por jato médio de micção espontânea, deve-se
deixar que, uma porção da urina seje expelida no vaso sanitário antes de coletar a
amostra, dessa forma, elimina-se a 1° porção da urina, para evitar possíveis
contaminações.
EXAME FÍSICO: Volume; Cor; Aspecto; Densidade.
VOLUME:
O determinante principal do volume urinário é a ingestão hídrica. O volume varia
também com a perda de fluidos por fontes não renais ( por ex. transpiração ), variação na
secreção do hormônio antidiurético, e necessidade de excretar grandes quantidades de
soluto.
Procedimento:
A determinação do volume se faz através de provetas graduadas rigorosamente limpas.
Na análise, o volume só tem valor clínico se o volume total de urina for colhido nas 24
horas.
Valor de referência: 600 a 2000 ml em 24 horas.
Alterações no volume urinário:
Poliúria: aumento do volume urinário. Ocorre em diabetes melito, diabetes insípidos,
esclerose renal, rim amiloíde, glomerulonefrite, uso de diuréticos, cafeína ou álcool que
reduzem a secreção do hormônio antidiurético.
Oligúria: diminuição do volume urinário. Ocorre em estados de desidratação do
organismo, vômitos, diarréias, transpiração, queimaduras graves, nefrose, fase de
formação de edemas.
Anúria: volume inferior a 50 ml em 24 h. Ocorre em obstrução das vias excretoras
urinárias, lesão renal grave ou diminuição do fluxo sanguíneo para os rins (insuficiência
renal aguda).
COLORAÇÃO:
A cor da urina é devido a um pigmento denominado urocromo, que é um produto do
metabolismo endógeno, produzido em velocidade constante. A coloração indica de forma
grosseira, o grau de hidratação e o grau de concentração de solutos.
Procedimento:
Observar macroscopicamente a coloração da urina.
Coloração da urina normal: amarelo-claro
amarelo-citrino
amarelo-escuro
âmbar
Condições que alteram a coloração da urina:
-Presença anormal de bilirrubina : amarelo-escuro ou âmbar (com espuma amarela)
-Doenças hepáticas : amarelo-esverdeado, castanho ou esverdeado.
-Urina com hemáceas: desde rosa, vermelho ( observar em urinas de mulher, se a
paciente não se encontra no período menstrual).
-Urina com hipúria ou quilúria: branco (está relacionado com a obstrução linfática e
ruptura dos vasos linfáticos).
-Medicamentos:
laranja – fanazpiridina, (pirydium), fenindiona (hedulin)
Vermelha – sene e ruibarbo (laxantes a base de antraquinona), levodopa ( L-dopa) ,
fenolsulfonftaleína (corante para teste de função renal),
Castanho – nitrofurantoína (furadantin), metronidazol (flagyl), sorbitol de ferro,
furazolidona ( furaxone),
Verde – metocarbamol (robaxin),
ASPECTO:
Refere-se a transparência da amostra de urina. A urina normal, recém eliminada
geralmente é límpida, podendo apresentar certa opacidade devido a precipitação de
cristais , presença de filamentos de muco e células epiteliais na urina de mulher.
Procedimento:
Observar visualmente a amostra homogeinizada num ambiente de boa iluminação.
Aspecto da urina: limpo
ligeiramente turvo
turvo
acentuadamente turvo
 Substâncias que provocam turvação: cristais, leucócitos, hemáceas, bactérias, sêmen,
linfa, lipídios, células epiteliais, muco, e contaminantes externos ( talcos, medicamentos).
DENSIDADE :
Avalia a capacidade de reabsorção renal, uma das mais importantes do organismo. O
complexo processo de reabsorção muitas vezes é a primeira função renal a se tornar
deficiente. O volume de urina excretada , e sua concentração de solutos variam nos rins,
para a manutenção da homeostase dos fluidos corporais e eletrolíticos.. O valor da
densidade medida na amostra, é influenciado pelo número de partículas químicas
dissolvidas bem como pelo tamanho das mesmas.
PROCEDIMENTO:
Existem vários métodos disponíveis para medir a densidade específica: fitas reagente,
refratômetro, e o urinomêtro(hidrômetro).
O refratômetro, tem a vantagem de determinar a densidade usando um pequeno volume
da amostra ( 1 a 2 gotas ). Determina a concentração das partículas dissolvidas na
amostra medindo o índice de refratividade. Este índice é uma comparação da velocidade
da luz na solução. Essa velocidade depende da concentração das partículas presentes na
solução e determina o ângulo de passagem da luz através da solução.
calibrar o refratômetro com água destilada;
homogeinizar a urina, evitando formar bolhas;
carregar o refratômetro;
fazer a leitura na escala específica.
Valor normal: 1.014 a 1.030
Alterações na densidade específica: A densidade depende do grau de hidratação do
paciente variando de 1.001 à 1.035. Observa-se também um aumento no valor da
densidade em pacientes submetidos a pielografia intravenosa, pacientes que estejam
recebendo dextrana ou outros fluidos intravenosos de elevado peso molecular, e
proteinúria e glicosúria.
EXAMES QUÍMICOS: pH; PROTEÍNA; GLICOSE; CETONAS; BILIRRUBINA;
SANGUE; UROBILINOGÊNIO; NITRITO; LEUCÓCITOS.
Reação de pH :
Os pulmões e os rins são os principais reguladores do equilíbrio ácido-básico do
organismo. A determinação do pH urinário é importante por ajudar a detectar possíveis
distúrbios eletrolíticos sistêmicos de origem metabólica ou respiratória, também pode
indicar algum distúrbio resultante da incapacidade renal de produzir ou reabsorver ácidos
ou bases. O controle do pH é feito principalmente da dieta, embora possam ser usados
alguns medicamentos.
O conhecimento do pH urinário, é importante também na identificação dos cristais
observados durante o exame microscópico do sedimento urinário, e , no tratamento de
problemas urinários que exija que a urina esteja em um determinado pH.
PROCEDIMENTO:
A reação da urina é verificada pelas fita-reagente, que medem o pH em variações de 1
unidade entre 5 e 9. Os fabricantes utilizam um sistema de indicador duplo de vermelho
de metila à azul de bromotimol que fornecem uma variação de laranja, verde e azul à
medida que o pH aumenta.
Valores : 4,5 a 8,0
Interferentes: O crescimento bacteriano em uma amostra, pode tornar o pH alcalino,
devido ao fato da uréia ser convertida em amônio. Deve-se ter o cuidado de não
umedecer excessivamente a fita, para que o tampão ácido da proteína não escorra na
placa do pH, tornando esse laranja.
Urinas ácidas: dietas rica em proteínas, acidose metabólica ou respiratória, alguns
medicamentos.
Urinas alcalinas: dieta rica em frutas e verduras, ingestão de medicamentos com caráter
alcalino, após vômitos repetitivos, alcalose metabólica ou respiratória.
PROTEÍNA :
A urina normal contém quantidades muito pequena de proteínas, em geral, menos de 10
mg/dl ou 150 mg por 24 horas. Esta excreção consiste principalmente de proteínas séricas
de baixo PM (albumina ) e proteínas produzidas no trato urogenital ( Tamm – Horsfall ).
PROCEDIMENTO:
O método da fita reagente utiliza o princípio do “erro dos indicadores pelas proteínas”,
dependendo do fabricante , a área para determinação de proteínas na tira contém
tetrabromofenol ou tetraclorofenol e um tampão ácido para manter o pH em nível
constante.
mergulha-se a fita na urina homogeinizada;
a leitura é feita após 60 segundos.
O teste com fita reagente é sensível a albumina , e o teste de precipitação ácida é sensível
a todas as proteínas indicando a presença tanto de globulinas quanto de albumina,
portanto, quando o resultado da fita for positivo, deve ser confirmado com o método
ácido sulfossalicílico( método de turvação).
RESULTADO: Negativo
Traços ( +1, +2, +3 )
INTERFERENTES: Quando a urina é muita alcalina, anula o sistema de tamponamento,
produzindo uma elevação do pH e uma mudança da cor, dando um resultado falso
positivo. Resultados falso negativo ocorrem com a contaminação do recipiente da
amostra com detergente.
PROTEINÚRIA: Lesão da membrana glomerular (complexos imunes, agentes tóxicos),
distúrbios que afetam a reabsorção tubular das proteínas filtradas, mieloma múltiplo,
proteinúria ortostática, hemorragia, febre, fase aguda de várias doenças.
 Pessoas saudáveis podem apresentar proteinúria após exercício extenuante ou em caso
de desidratação. Mulheres grávidas, podem apresentar proteinúria, nos últimos meses,
podendo indicar uma pré – eclâmpsia.
PESQUISA DE PROTEÍNA PELO MÉTODO ÁCIDO SULFOSSALICÍLICO
coloque 1,0 ml de urina limpa ( sobrenadante da urina após centrifugação )
acrescente 6,0 ml de ácido sulfossalicílico a 3%
agitar suavemente e deixar em repouso por 5 minutos
quando positivo, haverá turvação do líquido diretamente proporcional a quantidade de
proteína na urina.
PESQUISA DE PROTEÍNA DE BENCE JONES: pessoas com mieloma múltiplo
apresentam um aumento dos níveis séricos desta proteínas. È um distúrbio proliferativo
dos plasmócitos produtores de imunoglobulinas.
As proteínas de Bence Jones podem ser identificadas pelo fato de se precipitarem quando
a mesma é aquecida à 40 ou 60 °C, dissolvendo-se quando a temperatura atinge 100°C. O
precipitado volta a ser formado com o resfriamento.
CETONÚRIA:
Engloba três produtos intermediários do metabolismo das gorduras : acetona (2%) , ácido
acetoacético (20%) e ácido beta-hidroxibutírico (78%). A presença de cetonúria indica
deficiência no tratamento com insulina no diabete melito, indicando à necessidade de
regular a sua dosagem, e, provoca o desequilíbrio eletrolítico, a desidratação e se não
corrigida a acidose, que pode levar ao coma.
PROCEDIMENTO:
O teste com fita, utiliza a reação do nitroprussiato de sódio que irá reagir com ácido
acetoacético e a acetona em meio alcalino produzindo coloração, não detecta o beta-
hidroxibutírico. O resultado positivo, pode ser confirmado pelo teste de Imbert.
- mergulhar a fita na urina homogeinizada;
ler após 60 segundos.
RESULTADO: Negativo
Positivo +1, +2, +3
INTERFERFERENTES : Podem ocorrer reações falso-positivas, após a utilização de
ftaleínas, fenilcetonas, conservente 8-hidroxiquinolona, ou com metabólicos de L-dopa.
Reações falso-negativos podem ocorrer, devido à drogas anti-hipertensivas.
 A ação das bactérias, degrada o ácido acetoacético in vivo como in vitro. A acetona
(volátil) é perdida em temperatura ambiente, mas isso não ocorre se a amostra estiver
num recipiente fechado e refrigerado. Portanto, se a amostra não poder ser examinada de
imediato, ela deve ser resfriada.
PESQUISA DE CETONAS PELO MÉTODO DE IMBERT
10 ml de urina;
12 a 15 gotas do reativo de Imbert;
agitar delicadamente;
inclinar o tubo, e deixar cair gota a gota o amoníaco pelas paredes do tubo, cuidando para
que os líquidos não se misturem;
Resultado: Ao nível de contato dos dois líquidos, deverá aparecer um anel violeta que
será
proporcional à quantidade de acetona existente na amostra.
CETONÚRIA: diabete melitos , perda de carboidratos por vômitos, carência alimentar ,
redução de peso.
BILIRRUBINA:
A bilirrubina, é um produto da decomposição da hemoglobina , formado nas células
retículo-endoteliais do baço, fígado, medula óssea e transportado ao sangue por proteínas.
A bilirrubina não conjugada no sangue, não é capaz de atravessar a barreira glomerular
nos rins. Quando a bilirrubina é conjugada no fígado, com o ácido glicurônico, formando
o glicuronídeo de bilirrubina, ela se torna hidrossolúvel e é capaz de atravessar os
glomérulos renais, na urina. A urina do adulto contém, cerca de 0,02mg de bilirrubina por
decilitro, que não é detectada pelos testes usuais. A presença de bilirrubina conjugada na
urina sugere obstrução do fluxo biliar; a urina é escura e pode apresentar uma espuma
amarela. A bilirrubinúria está associada com um nível sérico de bilirrubina(conjugada)
elevado, icterícia, e fezes acólicas(descoradas, pela ausência de pigmentos derivados da
bilirrubina).
PROCEDIMENTO:
O teste para bilirrubina é baseado numa reação diazotização, a reação baseia-se na
conjugação da bilirrubina com o sal diazóico em meio ácido.
- mergulhar a fita na urina homogeinizada;
ler após 60 segundos.
 A urina deve ser fresca , pois a bilirrubina é um composto instável à luz, que provoca
sua oxidação e conversão em biliverdina, apresentando resultado falso-positivo. O
glicuronídeo de bilirrubina, também hidrolisa rapidamente em contato com a luz,
produzindo bilirrubina livre, que é menos reativa nos testes de diazotização.
RESULTADO: Negativo
Positivo +1, +2, +3
INTERFERENTES : destruição da bilirrubina por exposição da amostra à luz, presença
de pigmentos urinários.
BILIRRUBINÚRIA: obstrução do ducto biliar, lesão hepática ( hepatite, cirrose ), câncer,
doenças na vesícula biliar.
GLICOSE:
Em circunstâncias normais, quase toda a glicose filtrada pelos glomérulos é reabsorvida
pelo túbulo proximal, através de transporte ativo, e por isso a urina contém quantidades
mínimas de glicose. O limiar renal é de 160 a 180 mg/dl.
Um paciente com diabetes mellitus apresenta uma hiperglicemia, que pode acarretar uma
glicosúria quando o limiar renal para a glicose é excedido.
PROCEDIMENTO:
Teste com fitas reativas, utiliza o método da glicose oxidase, peroxidase, e tampão, para
produzir uma reação enzimática dupla sequencial. As fitas diferem em relação ao
cromogeno utilizado. O teste de glicose oxidase é específico para a glicose, não reage
com lactose, galactose, frutose ou metabólicos redutores de drogas.
mergulhar a fita na urina homogeinizada;
a leitura é feita após 60 segundos.
 A reação positiva, deve ser confirmada com o método de Benedict.
RESULTADO: normal ( pode aparecer glicose em concentração de até 35mg/dl em 24
h. )
traços ( +1, +2, +3 )
INTERFERENTES: ácido ascórbico, aspirina, levodopa, e agentes de limpeza fortemente
oxidantes utilizados nos frascos de urina, causam leitura falso positivo, porque interferem
nas reações enzimáticas. A alta densidade específica, diminui o desenvolvimento da cor
na fita.
PESQUISA DE GLICOSE PELO REATIVO DE BENEDICT
colocar 5 ml do reativo de Benedict num tubo de ensaio;
juntar 8 a 10 gotas de urina;
ferver por 2 minutos.
Resultado: azul ou verde sem precipitado - Negativo
verde com precipitado amarelo - Positivo +
verde oliva - Positivo ++
marron laranja - Positivo +++
vermelho tijolo - Positivo ++++
Metodologia: A glicose e outros açucares presentes na urina são detectadas pelo teste de
redução de cobre(Benedict). As enzimas glicolíticas das células e bactérias interferem do
resultado por reduzirem os níveis de glicose urinária, por isso é essencial a realização do
exame logo após a coleta, ou deve-se manter a amostra refrigerada.
UROBILINOGÊNIO:
Pigmento biliar resultante da degradação da hemoglobina. É produzido no intestino a
partir da redução da bilirrubina pela ação das bactérias intestinais. A bilirrubina livre no
intestino, é reduzida em urobilinogênio e estercobilinogênio, e a maioria do pigmento é
excretado nas fezes como estercobilinas. Uma pequena quantidade de urobilinogênio, é
absorvida pela circulação portal do cólon e é dirigida ao fígado onde é excretado
novamente, não conjugado, na bile. Normalmente, uma pequena quantidade chega aos
rins, porque enquanto o urobilinogênio circula no sangue, passa pelos rins, e é filtrado
pelos glomérulos.
A excreção normal de urobilinogênio é de 0,5 a 2,5 mg ou unidades/24 horas.
PROCEDIMENTO:
O teste com fita regente, utiliza um sal de diazônio estável, que produz em presença do
urobilinogênio um composto azóico que varia de rosa à vermelho. O resultado positivo
deve ser confirmado pelo método de Erlich.
 Devido a sensibilidade da luz, as amostras devem ser analisadas imediatamente, ou,
guardadas em ambiente escuro. O testes com fitas, não conseguem determinar a ausência
de urobilinogênio, que é importante na obstrução biliar.
mergulhar a fita na amostra homogeinizada;
ler após 30 segundos.
RESULTADO: Normal
Positivo
INTERFERENTES: grande quantidade de nitrito, urina muito pigmentada, degradação
do urobilinogênio por exposição à luz.
PESQUISA DE UROBILINOGÊNIO PELO MÉTODO DE ERLICH:
O reagente usado é o p-dimetilaminobenzaldeído. A presença de porfobilinogênio,
encontrados na urina, também produzem reação positiva.
colocar em um tubo de ensaio 5 ml de urina recentemente emitida;
juntar 1 ml de reativo de Erlich;
agitar vigorosamente;
após 3 minutos, haverá aparecimento de coloração vermelho cereja, quando positiva.
UROBILINOGÊNIO NA URINA: hepatopatias, distúrbios hemolíticos
NITRITO:
Útil na detecção da infecção inicial da bexiga ( cistite ), pois muitas vezes os pacientes
são assintomáticos, ou tem sintomas vagos, e quando a cistite não for tratada, pode
evoluir para pielonefrite, que é uma complicação frequente da cistite, que acarreta lesão
dos tecidos renais, hipertensão e até mesmo septicemia. Pode ser usado para avaliar, o
sucesso da antibioticoterapia, para acompanhar periodicamente as pessoas que tem
infecção recorrentes, diabéticos, e mulheres grávidas que são considerados de alto risco
para infecção urinária.
PROCEDIMENTO:
A base bioquímica do teste é a capacidade que têm certas bactérias de reduzir o nitrato,
constituinte normal da urina, em nitrito, que normalmente não aparece na urina. Para a
determinação de nitrito, a urina deve permanecer na bexiga, por pelo menos 4 horas, para
que a população vesical converta o nitrato urinário em nitrito, e o tratamento com
antibiótico deve ser suspenso pelo menos 3 dias antes do teste.
Para se evitar, reações falso-positivos de amostras contaminadas, a sensibilidade do teste
é padronizada para corresponder aos critérios da cultura bacteriana que exigem que uma
amostra positiva de urina, contenha 100.000 organismo/ml.
* Resultados positivos devem ser acompanhados de uma bacterioscopia, por coloração de
Gram
- emergir a fita reagente na urina homogeinizada;
ler após 60 segundos.
RESULTADO: Negativo
Positivo
INTERFERENTES: leveduras e bactérias gram-positivas que não reduzem o nitrato,
tempo de contato entre o nitrato e as bactérias, presença de ácido ascórbico, uso de
antibióticos, amostras não recentes (bactérias contaminantes produzirão nitrito).
PRESENÇA DE NITRITO : BACTERIAS,cistite, pielonefrite, avaliação da terapia com
antibióticos, seleção da amostras para culturas.
SANGUE:
O sangue pode estar na urina na forma de hemáceas íntegras (hematúria) ou de
hemoglobina livre produzida por distúrbios hemolíticos ou por lise de hemáceas no trato
urinário (hemoglobinúria). O exame microscópico do sedimento urinário, mostrará a
presença de hemáceas íntregas, mas não de hemoglobina, portanto, a análise química é o
método mais preciso para determinar a presença de sangue na urina.
PROCEDIMENTO:
As análises químicas da fita para detecção de sangue, utilizam as atividade da peroxidase
da hemoglobina. Existem duas escalas cromáticas separadas para hemáceas e
hemoglobina. Na presença de hemoglobina livre, aparecerá cor uniforme, em
contraposição, as hemáceas íntegras, são lisadas ao entrarem em contato com a área da
tira que determina a presença ou ausência de sangue, e a hemoglobina liberada, produz
uma reação isolada, que resulta na formação de pequenas manchas( traços ). A análise da
fita, estabelece a diferença de hemoglobinúria e hematúria e não sua quantificação.
Quando for positivo para hemáceas, sua quantificação é realizada na câmara de
Newbauer.
imergir a fita na amostra homogeinizada;
ler após 60 segundos.
RESULTADO: Negativo
Positivo +1, +2, +3.
Positivo para hemoglobina.
INTERFERENTES:
falso negativo: ácido ascórbico, nitrito(infecção urinária), densidade específica alta, pH
ácido;
falso positivo: contaminação menstrual, mioglobinúria*, peroxidase de vegetais e por
enzimas bacterianas.
*mioglobinúria(proteína muscular): produz reação positiva para sangue, como produz
coloração vermelha na urina. Deve-se suspeitar mioglobinúria, em pacientes com
destruição muscular, traumas, coma prolongado, convulsões, doenças musculares
atróficas e exercício físico severo.
HEMATÚRIA: cálculos renais, glomerulonefrite, tumores, traumatismos, pielonefrite,
exposição a drogas.
HEMOGLOBINÚRIA: lise das hemáceas no trato urinário, hemólise intravascular
(transfusões, anemia hemolítica, queimaduras graves, infecções).
LEUCÓCITOS:
Indica uma possível infeção do trato urinário.
PROCEDIMENTO: O teste com fita reagente, utiliza as esterases presentes nos
granulócitos. Possui uma sensibilidade de 81% a 94%, e uma especificidade de 69% a
83%.Quando a fita apresentar resultado positivo para leucócitos, a sua quantificação será
realizada na câmara de Newbauer.
emergir a fita na urina homogeinizada;
ler após 60 segundos.
RESULTADO: Negativo
Positivo +1, +2, +3.
INTERFERENCIAS: amostras com densidade específica alta, onde a crenação dos
leucócitos pode impedir a liberação de suas esterases.
PIÚRIA: Todas as doenças renais e do trato urinário. Também podem estar aumentados
transitoriamente durante estados febris, e exercícios severos.
EXAME MICROSCÓPICO: Exame Qualitativo do sedimento urinário e exame
Quantitativo do sedimento urinário.
O exame microscópico do sedimento urinário, tem a finalidade de detectar e identificar os
elementos insolúveis que acumulam na urina durante o processo de filtração glomerular e
a passagem do líquido através dos túbulos renais e trato urinário inferior.Os elementos
são : hemáceas, leucócitos, cilindros, células epiteliais, bactérias, leveduras, parasitas,
muco, espermatozoíde, cristais e artefatos.
METODOLOGIA:
as amostras examinadas, deve, ser recentes ou corretamentes conservadas;
após o exame físico-químico, medir 10,0ml de urina homogeneizada em um tubo cônico;
centrifugar a urina a 1.500 rpm por 5 minutos;
retirar 9 ml do sobrenadante e reservar,( para as provas complementares);
após deixar l ml, agitar o sedimento vigorosamente.
EXAME QUALITATIVO:
Após homogeinizar o sedimento, colocar uma gota (50ml) do sedimento na lâmina de
microscopia, e cobrir com uma lamínula. Examinar ao microscópico, pelo menos 10
campos verificando se a distribuição dos elementos está uniforme.
O resultado será dado em elementos figurados, por campo microscópico, estabelecendo
uma média. Deve-se contar em aumento de 40x.
VALORES NORMAIS: 0 a 2 hemáceas por campo
0 a 5 leucócitos por campo
0 a 5 células epiteliais por campo
relata o número de cilindros observado por campo
EXAME QUANTITATIVO:
Após homogeinizar o sedimento, preenche-se a câmara de Neubauer, com a objetiva de
10x, percorre-se a câmara em toda sua extensão, para verificar se a distribuição dos
elementos está uniforme, e após faz a contagem em aumento de 40x.
RESULTADO:
para obtenção do número de células epiteliais por ml de urina, conta-se os 4 quadrantes
laterais da câmara de Neubauer, multiplica-se o número de células contadas por 250.
para obtenção do número de leucócitos por ml de urina, conta-se os 4 quadrantes laterais
da câmara de Neubauer, multiplica-se o número de células contadas por 250.
A contagem de hemáceas, é realizada no retículo central da câmara de Neubauer,
multiplica-se o número de células por 1000.
VALORES NORMAIS: até 10.000 células/ ml de urina
até 7.000 leucócitos/ ml de urina
até 5.000 hemáceas/ ml de urina
Componentes do sedimento urinário:
HEMÁCEAS:
Aparecem como discos incolores tendo cerca de 7um de diâmetro. Na urina concentrada,
as células encolhem e aparecem como discos crenados( células pequenas com bordas
onduladas), enquanto na urina alcalina, elas incham e se lisam rapidamente, liberando sua
hemoglobina, permanecendo só a membrana, essas células são denominadas células
fantasmas. Em certas ocasiões, as hemáceas, podem ser confundidas com gotículas de
óleo ou células leveduriformes, entretanto, as gotículas de óleo apresentam grande
variação de tamanho e são altamente refringentes, e as células de leveduras apresentam
brotamento.
Significado clínico:. Seu aparecimento tem relação com lesões na membrana glomerular,
ou nos vasos do sistema urogenital. Uma grande quantidade de hemáceas costuma
decorrer de glomerulonefrite, mas também é observada em casos de infecção aguda,
reações tóxicas e imunológicas, neoplasias e distúrbios circulatórios que rompem a
integridade dos capilares renais . Hemáceas de tamanho variáveis, com protusões
celulares fragmentadas, são chamadas dismórficas, e estão associadas principalmente à
hemorragia glomerular, cálculos renais, infecções e exercícios físico intenso.
CÉLULAS EPITELIAIS:
São vistos três tipos de células epiteliais na urina, classificados quanto ao seu local de
origem no sistema genitourinário.
células escamosas: revestimento interno da vagina e porções inferiores da uretra
masculina e feminina. Quando aparece em grande quantidade, representa contaminação
vaginal.
células epiteliais transicionais ou caudadas: originam-se do revestimento da pelve renal,
da bexiga e da porção superior da uretra. São menores, esféricas, caudadas ou poliédricas,
com núcleo central. Quando presente em grande número, e com morfologia alterada,
deve-se suspeitar de carcinoma renal.
células dos túbulos renais: são redondas, possuem um núcleo redondo e excêntrico.
Aparecem em doenças que causam lesão tubular: pielonefrite, reações tóxicas, infecções
virais, rejeição de transplantes, efeitos secundários da glomerulonefrite.
 Quando ocorre passagem de lipídeos pela membrana glomerular, como ocorre na
síndrome nefrótica, as células do túbulo renal absorvem lipídeo, ficam altamente
refringentes, e são denominadas de corpos adiposos.
LEUCÓCITOS:
Aparecem como esferas granulosas, com cerca de 12um de diâmetro, possuem grânulos
citoplasmáticos e núcleos lobulados. São rapidamente lisados na urina hipotônica
(diluída), ou alcalina, aproximadamente 50% são perdidos após 2 a 3 horas na urina em
repouso e em temperatura ambiente, portanto, a realização de um exame imediato após a
coleta é fundamental. Denomina-se leucócito, aos glóbulos brancos que conservam suas
características morfológicas intactas, reservando o termo piócitos aos elementos
degenerados que abundem as infecções purulentas.
Podem estar presentes na urina devido a uma lesão glomerular ou capilar, mas também
são capazes de migrar de forma amebóide através dos tecidos, indo para locais de
inflamação ou infecção.
Piúria: infecções bacterianas (pielonefrite, cistite, prostatite, e uretrite), litíase,
glomerulonefrite, lúpus eritrematoso sistêmico, tumores.
CILINDROS:
Os cilindros são formados no interior da luz do túbulo contornado distal e ducto coletor,
suas formas são representativas da luz do túbulo, consistindo de lados paralelos e
extremidades arredondadas, o tamanho, depende da área de sua formação. O principal
componente é a proteína de Tamm-Horsfall, uma glicoproteína excretada pela porção
grossa ascendente da alça de Henle e pelo túbulo distal.
Nas doenças renais, eles estão presentes em grande quantidade e sob várias formas, a
quantidade aumentada de cilindros, indica que a doença renal é disseminada e que vários
néfrons encontram-se envolvidos. Também podem estar presente em indivíduos normais,
após um exercício físico severo.
Os cilindros são classificados de acordo com sua matriz, tipo de inclusão e tipo celular
presente no seu interior.
MATRIZ
Cilindro Hialino: são transparentes à microscopia, constituídos quase inteiramente por
proteína de Tamm-Horsfall . São encontrados na doença renal e transitoriamente após
exercício severo, insuficiência cardíaca congestiva, estados febris e uso de diuréticos.
Cilindro Céreo: representam um estágio avançado do cilindro hialino, é altamente
refringente. São frequentementes observados em pacientes com insuficiência renal
crônica (estase do fluxo urinário ), durante a rejeição aguda ou crônica de um aloenxerto
renal.
INCLUSÕES
Cilindros Granulosos: o aparecimento de cilindros granulosos grosseiros e finos é
representativo da desintegração dos cilindros celulares ou leucocitários que permanecem
nos túbulos como resultado de estase urinária. Também pode ser de origem bacteriana, de
cristais (uratos) ou agregados protéicos.
Os cilindros granulosos são observados em estase do fluxo urinário, infecção do trato
urinário, estresse, e exercício severo.
Cilindros Adiposos : é produzido pela decomposição dos cilindros de células epiteliais
que
contém corpos adiposos ovais. As células do epitélio tubular renal absorvem lipídeos que
entram nos túbulos através dos glomérulos. Estes são altamente refringentes e contém
gotículas de gordura amarelo-castanhas. Os cilindros adiposos são observados na
síndrome nefrótica.
CELULARES:
Cilindros Hemáticos: contém hemáceas emaranhadas ou ligadas à matriz das proteínas de
Tamm-Horsfall, sua coloração é vermelho-laranja, porém quando o cilindro envelhece
começa a lise celular, liberando hemoglobina, apresentando coloração marron-
amarelada. A presença de cilindros hemáticos, indica sangramento proveniente do
interior dos nefróns, glomerulonefrite aguda, nefropatia pela Ig A, e infarto renal.
Cilindro Leucocitário: os leucócitos penetram na luz tubular a partir do interstício, entre
as
células epiteliais tubulares. Os cilindros são refringentes, aparecem grânulos, e, se não
iniciou sua desintegração, serão observados núcleos multilobolados. A presença de
cilindros leucocitários significa inflamação ou infecção dentro do néfron, porém podem
estar presentes em razão do efeito quimiotático do complemento, aparecendo na
glomerulonefrite e síndrome nefrótica.
Cilindro de Células Epiteliais: na formação do cilindro, a proteína de Tamm-Hosfall, se
agrega às fibrilas protéicas das células tubulares. Quando ocorre lesão tubular, as células
são facilmente removidas do túbulo durante a dissolução do cilindro, pois as células estão
intimamente aderidas a proteína de Tamm-Hosfall. Os cilindros de células epiteliais são
muitas vezes observados em conjunto com cilindros de hemáceas e leucócitos, pois, tanto
a glomerulonefrite quanto a pielonefrite, produzem lesão tubular. Aparecem também em
doenças virais, exposição à várias drogas, intoxicação por metal pesado, e rejeição aguda
de aloenxerto.
Cilindro Celular Misto: quando dois tipos celulares distintos estão representados na
matriz
protéica do cilindro, o híbrido resultante é chamado cilindro misto.
Cilindro Largo: são aqueles que possuem um diâmetro duas a seis vezes maior que os
cilindros normais. Qualquer tipo de cilindro pode ser largo. Eles indicam uma dilatação
tubular ou extrema estase do fluxo urinário no ducto coletor distal. São encontrado na
urina de pacientes com insuficiência renal crônica, e seu achado representa um mau
prognóstico.
BACTÉRIAS:
A presença de bactérias pode ou não ser significativa, dependendo do método de coleta
urinária e quanto tempo se passou entre a coleta e a realização do exame. Bactérias com
forma de bastonetes são as mais comuns observadas, em virtude dos microrganismos
entéricos serem os mais frequentementes encontrados nas infecções do trato urinário. Se
a infecções estiver presente, muitos leucócitos são visualizados no sedimento.
Resultado: deve ser confirmado através de bacterioscopia, pela coloração de Gram.
LEVEDURAS:
Célula de leveduras, Candida albicans, pode ser observada na urina de pacientes com
diabetes melito, e mulheres com candidíase vaginal. Resultado é expresso objetiva de 40
x.
Resultado: 1 a 2 por campo ( + )
3 a 5 por campo ( ++)
> 5 por campo (+++)
PARASITAS:
Parasitas e ovos de parasitas, podem ser observados como resultado de contaminação
fecal ou vaginal. O parasita encontrado com mais freqüência é Trichomonas vaginalis,
encontrado devido a contaminação vaginal. Este organismo é flagelado, sendo facilmente
identificado por seu movimento rápido, porém quando imóvel, pode ser confundido com
leucócito. Resultado é expresso objetiva de 40 x.
Resultado: 1 a 2 por campo ( + )
3 a 5 por campo ( ++)
> 5 por campo (+++)
FILAMENTOS DE MUCO:
O muco é um material protéico ( mucina ou fibrina), produzido por glândulas e células
epiteliais do trato urogenital. Na microscopia, aparecem estruturas filamentosas com
baixo índice de refração, exigindo observação em luz de baixa intensidade. Não é
considerado clinicamente significativo.
Resultado: a quantificação de muco, é dada em cruzes
CRISTAIS:
É comum encontrar cristais na urina. Deve-se proceder à identificação para ter certeza de
que não representam anormalidades. São formados pela precipitação dos sais de urina
submetidos a alterações de pH, temperatura, ou concentração que afeta a solubilidade.
Um pré-requisito para a identificação de cristais, é o conhecimento do pH urinário.
Cristais encontrados na urina em pH ácido:
Uratos amorfos: aparecem como pequenos grânulos amarelo-castanhado.
Uratos cristalinos: pequenas esferas marrons ou agulhas incolores.
Ácido úrico: possuem quatro lados, são achatados, amarelos ou vermelhos-acastanhados.
Pode-se apresentar com outra forma, mas não são incolores
Oxalato de cálcio: são octaedros incolores que lembram envelope.
Cristais encontrados na urina em pH alcalino:
Fosfato amorfo: grânulos amorfos incolores que aparecem aglomerados.
Fosfatos cristalinos (triplo): apresentam variação de tamanho, aparecem como prismas
incolores com extremidade oblíquas, formas planas(samambaia), ou flocos incolores.
Carbonato de cálcio: pequenos grânulos ou esferas incolores.
Cristais encontrados na urina anormal: Deve-se verificar o tratamento medicamentoso
que o paciente está fazendo, quando cristais incomuns são encontrados.
Cistina: são lâminas hexagonais incolores e refringentes, encontrados em pH ácido.
Tirosina: agulhas finas arranjadas em grumos ou feixes, especialmente após refrigeração.
Leucina: são raros, são esferas amarelas com aspecto oleoso e com estrias radiais e
concêntrica.
Contraste radiográfico: observados em pH ácido, aparecem como lâminas achatadas
incolores ou retângulos finos. Sua presença deve estar correlacionada com densidade
específica alta.
ARTEFATOS:
Podem ser observados contaminantes de todos os tipos, principalmente em amostras
colhidas em condições impróprias, ou em recipientes sujos. Pode-se observar: gotículas
de óleo, grânulos de amido, grãos de pólen, pêlos ou outras fibras.
O que mais causa dúvida, são as gotículas de óleo e os grânulos de amido, por se
parecerem com hemáceas, contudo, são mais refringentes, e com adição de ácido acético
diluído, as hemáceas se dissolvem, deixando as gotículas de óleo intactas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
STRASINGER, S. K; Uroanálise e fluídos biológicos. 2º ed. São Paulo: Panamericana,
1991
VALLADA, E. P. Manual de Exame de Urina. 4º ed. Atheneu: Rio de Janeiro, 1988
HENRY, B. J.; Diagnósticos Clínicos e Tratamento por Métodos Laboratoriais. 19º ed.
Manole, 1999

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80502431 urinalise

  • 1. URINALISE URINÁLISE O exame de urina fornece uma ampla variedade de informações úteis no que concerne as doenças envolvendo os rins e o trato urinário inferior. Pode ser utilizado para avaliação diagnóstica de distúrbios funcionais (fisiológicos) e estruturais(anatômicos) dos rins e trato urinário inferior, bem como para acompanhamento e obtenção de informações prognósticas. A urinálise corresponde ao exame físico, químico e microscópico da urina. Tipos de coleta da urina: amostra de 24 horas amostra colhidas por catéter punção suprapúbica jato médio de micção espontânea amostras pediátricas ( uso de coletores de plástico). Cuidados que devem ser observados na coleta do material: o recipiente para a coleta da amostra deve ser limpo e seco; a amostra deverá ser entregue imediatamente ao laboratório, e analisada dentro de l hora, caso isto não seja possível, deve-se manter a amostra refrigerada, por no máximo 24 horas; o recipiente contendo a amostra deverá estar corretamente identificado, contendo: nome, data e horário; as amostras obtidas por sonda ou punção suprapúbica, podem conter hemáceas devido ao trauma durante a coleta da amostra; deve-se coletar uma amostra de 20 a 100 ml; ao coletar a amostra por jato médio, os pacientes devem ser orientados para realizar a assepsia antes de coletar a amostra*, e sempre desprezar a 1° porção da urina** : *A assepsia em mulheres, deve ser realizada através de uma cuidadosa lavagem da vulva e intróito vaginal com água e sabão, enquanto que nos homens, faz-se a assepsia da glande e meato uretral. **Para coletar a amostra por jato médio de micção espontânea, deve-se deixar que, uma porção da urina seje expelida no vaso sanitário antes de coletar a amostra, dessa forma, elimina-se a 1° porção da urina, para evitar possíveis contaminações. EXAME FÍSICO: Volume; Cor; Aspecto; Densidade. VOLUME: O determinante principal do volume urinário é a ingestão hídrica. O volume varia também com a perda de fluidos por fontes não renais ( por ex. transpiração ), variação na secreção do hormônio antidiurético, e necessidade de excretar grandes quantidades de soluto. Procedimento: A determinação do volume se faz através de provetas graduadas rigorosamente limpas. Na análise, o volume só tem valor clínico se o volume total de urina for colhido nas 24 horas. Valor de referência: 600 a 2000 ml em 24 horas. Alterações no volume urinário: Poliúria: aumento do volume urinário. Ocorre em diabetes melito, diabetes insípidos,
  • 2. esclerose renal, rim amiloíde, glomerulonefrite, uso de diuréticos, cafeína ou álcool que reduzem a secreção do hormônio antidiurético. Oligúria: diminuição do volume urinário. Ocorre em estados de desidratação do organismo, vômitos, diarréias, transpiração, queimaduras graves, nefrose, fase de formação de edemas. Anúria: volume inferior a 50 ml em 24 h. Ocorre em obstrução das vias excretoras urinárias, lesão renal grave ou diminuição do fluxo sanguíneo para os rins (insuficiência renal aguda). COLORAÇÃO: A cor da urina é devido a um pigmento denominado urocromo, que é um produto do metabolismo endógeno, produzido em velocidade constante. A coloração indica de forma grosseira, o grau de hidratação e o grau de concentração de solutos. Procedimento: Observar macroscopicamente a coloração da urina. Coloração da urina normal: amarelo-claro amarelo-citrino amarelo-escuro âmbar Condições que alteram a coloração da urina: -Presença anormal de bilirrubina : amarelo-escuro ou âmbar (com espuma amarela) -Doenças hepáticas : amarelo-esverdeado, castanho ou esverdeado. -Urina com hemáceas: desde rosa, vermelho ( observar em urinas de mulher, se a paciente não se encontra no período menstrual). -Urina com hipúria ou quilúria: branco (está relacionado com a obstrução linfática e ruptura dos vasos linfáticos). -Medicamentos: laranja – fanazpiridina, (pirydium), fenindiona (hedulin) Vermelha – sene e ruibarbo (laxantes a base de antraquinona), levodopa ( L-dopa) , fenolsulfonftaleína (corante para teste de função renal), Castanho – nitrofurantoína (furadantin), metronidazol (flagyl), sorbitol de ferro, furazolidona ( furaxone), Verde – metocarbamol (robaxin), ASPECTO: Refere-se a transparência da amostra de urina. A urina normal, recém eliminada geralmente é límpida, podendo apresentar certa opacidade devido a precipitação de cristais , presença de filamentos de muco e células epiteliais na urina de mulher. Procedimento: Observar visualmente a amostra homogeinizada num ambiente de boa iluminação. Aspecto da urina: limpo ligeiramente turvo turvo acentuadamente turvo  Substâncias que provocam turvação: cristais, leucócitos, hemáceas, bactérias, sêmen, linfa, lipídios, células epiteliais, muco, e contaminantes externos ( talcos, medicamentos). DENSIDADE : Avalia a capacidade de reabsorção renal, uma das mais importantes do organismo. O
  • 3. complexo processo de reabsorção muitas vezes é a primeira função renal a se tornar deficiente. O volume de urina excretada , e sua concentração de solutos variam nos rins, para a manutenção da homeostase dos fluidos corporais e eletrolíticos.. O valor da densidade medida na amostra, é influenciado pelo número de partículas químicas dissolvidas bem como pelo tamanho das mesmas. PROCEDIMENTO: Existem vários métodos disponíveis para medir a densidade específica: fitas reagente, refratômetro, e o urinomêtro(hidrômetro). O refratômetro, tem a vantagem de determinar a densidade usando um pequeno volume da amostra ( 1 a 2 gotas ). Determina a concentração das partículas dissolvidas na amostra medindo o índice de refratividade. Este índice é uma comparação da velocidade da luz na solução. Essa velocidade depende da concentração das partículas presentes na solução e determina o ângulo de passagem da luz através da solução. calibrar o refratômetro com água destilada; homogeinizar a urina, evitando formar bolhas; carregar o refratômetro; fazer a leitura na escala específica. Valor normal: 1.014 a 1.030 Alterações na densidade específica: A densidade depende do grau de hidratação do paciente variando de 1.001 à 1.035. Observa-se também um aumento no valor da densidade em pacientes submetidos a pielografia intravenosa, pacientes que estejam recebendo dextrana ou outros fluidos intravenosos de elevado peso molecular, e proteinúria e glicosúria. EXAMES QUÍMICOS: pH; PROTEÍNA; GLICOSE; CETONAS; BILIRRUBINA; SANGUE; UROBILINOGÊNIO; NITRITO; LEUCÓCITOS. Reação de pH : Os pulmões e os rins são os principais reguladores do equilíbrio ácido-básico do organismo. A determinação do pH urinário é importante por ajudar a detectar possíveis distúrbios eletrolíticos sistêmicos de origem metabólica ou respiratória, também pode indicar algum distúrbio resultante da incapacidade renal de produzir ou reabsorver ácidos ou bases. O controle do pH é feito principalmente da dieta, embora possam ser usados alguns medicamentos. O conhecimento do pH urinário, é importante também na identificação dos cristais observados durante o exame microscópico do sedimento urinário, e , no tratamento de problemas urinários que exija que a urina esteja em um determinado pH. PROCEDIMENTO: A reação da urina é verificada pelas fita-reagente, que medem o pH em variações de 1 unidade entre 5 e 9. Os fabricantes utilizam um sistema de indicador duplo de vermelho de metila à azul de bromotimol que fornecem uma variação de laranja, verde e azul à medida que o pH aumenta. Valores : 4,5 a 8,0 Interferentes: O crescimento bacteriano em uma amostra, pode tornar o pH alcalino, devido ao fato da uréia ser convertida em amônio. Deve-se ter o cuidado de não umedecer excessivamente a fita, para que o tampão ácido da proteína não escorra na placa do pH, tornando esse laranja. Urinas ácidas: dietas rica em proteínas, acidose metabólica ou respiratória, alguns
  • 4. medicamentos. Urinas alcalinas: dieta rica em frutas e verduras, ingestão de medicamentos com caráter alcalino, após vômitos repetitivos, alcalose metabólica ou respiratória. PROTEÍNA : A urina normal contém quantidades muito pequena de proteínas, em geral, menos de 10 mg/dl ou 150 mg por 24 horas. Esta excreção consiste principalmente de proteínas séricas de baixo PM (albumina ) e proteínas produzidas no trato urogenital ( Tamm – Horsfall ). PROCEDIMENTO: O método da fita reagente utiliza o princípio do “erro dos indicadores pelas proteínas”, dependendo do fabricante , a área para determinação de proteínas na tira contém tetrabromofenol ou tetraclorofenol e um tampão ácido para manter o pH em nível constante. mergulha-se a fita na urina homogeinizada; a leitura é feita após 60 segundos. O teste com fita reagente é sensível a albumina , e o teste de precipitação ácida é sensível a todas as proteínas indicando a presença tanto de globulinas quanto de albumina, portanto, quando o resultado da fita for positivo, deve ser confirmado com o método ácido sulfossalicílico( método de turvação). RESULTADO: Negativo Traços ( +1, +2, +3 ) INTERFERENTES: Quando a urina é muita alcalina, anula o sistema de tamponamento, produzindo uma elevação do pH e uma mudança da cor, dando um resultado falso positivo. Resultados falso negativo ocorrem com a contaminação do recipiente da amostra com detergente. PROTEINÚRIA: Lesão da membrana glomerular (complexos imunes, agentes tóxicos), distúrbios que afetam a reabsorção tubular das proteínas filtradas, mieloma múltiplo, proteinúria ortostática, hemorragia, febre, fase aguda de várias doenças.  Pessoas saudáveis podem apresentar proteinúria após exercício extenuante ou em caso de desidratação. Mulheres grávidas, podem apresentar proteinúria, nos últimos meses, podendo indicar uma pré – eclâmpsia. PESQUISA DE PROTEÍNA PELO MÉTODO ÁCIDO SULFOSSALICÍLICO coloque 1,0 ml de urina limpa ( sobrenadante da urina após centrifugação ) acrescente 6,0 ml de ácido sulfossalicílico a 3% agitar suavemente e deixar em repouso por 5 minutos quando positivo, haverá turvação do líquido diretamente proporcional a quantidade de proteína na urina. PESQUISA DE PROTEÍNA DE BENCE JONES: pessoas com mieloma múltiplo apresentam um aumento dos níveis séricos desta proteínas. È um distúrbio proliferativo dos plasmócitos produtores de imunoglobulinas. As proteínas de Bence Jones podem ser identificadas pelo fato de se precipitarem quando a mesma é aquecida à 40 ou 60 °C, dissolvendo-se quando a temperatura atinge 100°C. O precipitado volta a ser formado com o resfriamento. CETONÚRIA: Engloba três produtos intermediários do metabolismo das gorduras : acetona (2%) , ácido acetoacético (20%) e ácido beta-hidroxibutírico (78%). A presença de cetonúria indica deficiência no tratamento com insulina no diabete melito, indicando à necessidade de
  • 5. regular a sua dosagem, e, provoca o desequilíbrio eletrolítico, a desidratação e se não corrigida a acidose, que pode levar ao coma. PROCEDIMENTO: O teste com fita, utiliza a reação do nitroprussiato de sódio que irá reagir com ácido acetoacético e a acetona em meio alcalino produzindo coloração, não detecta o beta- hidroxibutírico. O resultado positivo, pode ser confirmado pelo teste de Imbert. - mergulhar a fita na urina homogeinizada; ler após 60 segundos. RESULTADO: Negativo Positivo +1, +2, +3 INTERFERFERENTES : Podem ocorrer reações falso-positivas, após a utilização de ftaleínas, fenilcetonas, conservente 8-hidroxiquinolona, ou com metabólicos de L-dopa. Reações falso-negativos podem ocorrer, devido à drogas anti-hipertensivas.  A ação das bactérias, degrada o ácido acetoacético in vivo como in vitro. A acetona (volátil) é perdida em temperatura ambiente, mas isso não ocorre se a amostra estiver num recipiente fechado e refrigerado. Portanto, se a amostra não poder ser examinada de imediato, ela deve ser resfriada. PESQUISA DE CETONAS PELO MÉTODO DE IMBERT 10 ml de urina; 12 a 15 gotas do reativo de Imbert; agitar delicadamente; inclinar o tubo, e deixar cair gota a gota o amoníaco pelas paredes do tubo, cuidando para que os líquidos não se misturem; Resultado: Ao nível de contato dos dois líquidos, deverá aparecer um anel violeta que será proporcional à quantidade de acetona existente na amostra. CETONÚRIA: diabete melitos , perda de carboidratos por vômitos, carência alimentar , redução de peso. BILIRRUBINA: A bilirrubina, é um produto da decomposição da hemoglobina , formado nas células retículo-endoteliais do baço, fígado, medula óssea e transportado ao sangue por proteínas. A bilirrubina não conjugada no sangue, não é capaz de atravessar a barreira glomerular nos rins. Quando a bilirrubina é conjugada no fígado, com o ácido glicurônico, formando o glicuronídeo de bilirrubina, ela se torna hidrossolúvel e é capaz de atravessar os glomérulos renais, na urina. A urina do adulto contém, cerca de 0,02mg de bilirrubina por decilitro, que não é detectada pelos testes usuais. A presença de bilirrubina conjugada na urina sugere obstrução do fluxo biliar; a urina é escura e pode apresentar uma espuma amarela. A bilirrubinúria está associada com um nível sérico de bilirrubina(conjugada) elevado, icterícia, e fezes acólicas(descoradas, pela ausência de pigmentos derivados da bilirrubina). PROCEDIMENTO: O teste para bilirrubina é baseado numa reação diazotização, a reação baseia-se na conjugação da bilirrubina com o sal diazóico em meio ácido. - mergulhar a fita na urina homogeinizada; ler após 60 segundos.  A urina deve ser fresca , pois a bilirrubina é um composto instável à luz, que provoca
  • 6. sua oxidação e conversão em biliverdina, apresentando resultado falso-positivo. O glicuronídeo de bilirrubina, também hidrolisa rapidamente em contato com a luz, produzindo bilirrubina livre, que é menos reativa nos testes de diazotização. RESULTADO: Negativo Positivo +1, +2, +3 INTERFERENTES : destruição da bilirrubina por exposição da amostra à luz, presença de pigmentos urinários. BILIRRUBINÚRIA: obstrução do ducto biliar, lesão hepática ( hepatite, cirrose ), câncer, doenças na vesícula biliar. GLICOSE: Em circunstâncias normais, quase toda a glicose filtrada pelos glomérulos é reabsorvida pelo túbulo proximal, através de transporte ativo, e por isso a urina contém quantidades mínimas de glicose. O limiar renal é de 160 a 180 mg/dl. Um paciente com diabetes mellitus apresenta uma hiperglicemia, que pode acarretar uma glicosúria quando o limiar renal para a glicose é excedido. PROCEDIMENTO: Teste com fitas reativas, utiliza o método da glicose oxidase, peroxidase, e tampão, para produzir uma reação enzimática dupla sequencial. As fitas diferem em relação ao cromogeno utilizado. O teste de glicose oxidase é específico para a glicose, não reage com lactose, galactose, frutose ou metabólicos redutores de drogas. mergulhar a fita na urina homogeinizada; a leitura é feita após 60 segundos.  A reação positiva, deve ser confirmada com o método de Benedict. RESULTADO: normal ( pode aparecer glicose em concentração de até 35mg/dl em 24 h. ) traços ( +1, +2, +3 ) INTERFERENTES: ácido ascórbico, aspirina, levodopa, e agentes de limpeza fortemente oxidantes utilizados nos frascos de urina, causam leitura falso positivo, porque interferem nas reações enzimáticas. A alta densidade específica, diminui o desenvolvimento da cor na fita. PESQUISA DE GLICOSE PELO REATIVO DE BENEDICT colocar 5 ml do reativo de Benedict num tubo de ensaio; juntar 8 a 10 gotas de urina; ferver por 2 minutos. Resultado: azul ou verde sem precipitado - Negativo verde com precipitado amarelo - Positivo + verde oliva - Positivo ++ marron laranja - Positivo +++ vermelho tijolo - Positivo ++++ Metodologia: A glicose e outros açucares presentes na urina são detectadas pelo teste de redução de cobre(Benedict). As enzimas glicolíticas das células e bactérias interferem do resultado por reduzirem os níveis de glicose urinária, por isso é essencial a realização do exame logo após a coleta, ou deve-se manter a amostra refrigerada. UROBILINOGÊNIO: Pigmento biliar resultante da degradação da hemoglobina. É produzido no intestino a partir da redução da bilirrubina pela ação das bactérias intestinais. A bilirrubina livre no
  • 7. intestino, é reduzida em urobilinogênio e estercobilinogênio, e a maioria do pigmento é excretado nas fezes como estercobilinas. Uma pequena quantidade de urobilinogênio, é absorvida pela circulação portal do cólon e é dirigida ao fígado onde é excretado novamente, não conjugado, na bile. Normalmente, uma pequena quantidade chega aos rins, porque enquanto o urobilinogênio circula no sangue, passa pelos rins, e é filtrado pelos glomérulos. A excreção normal de urobilinogênio é de 0,5 a 2,5 mg ou unidades/24 horas. PROCEDIMENTO: O teste com fita regente, utiliza um sal de diazônio estável, que produz em presença do urobilinogênio um composto azóico que varia de rosa à vermelho. O resultado positivo deve ser confirmado pelo método de Erlich.  Devido a sensibilidade da luz, as amostras devem ser analisadas imediatamente, ou, guardadas em ambiente escuro. O testes com fitas, não conseguem determinar a ausência de urobilinogênio, que é importante na obstrução biliar. mergulhar a fita na amostra homogeinizada; ler após 30 segundos. RESULTADO: Normal Positivo INTERFERENTES: grande quantidade de nitrito, urina muito pigmentada, degradação do urobilinogênio por exposição à luz. PESQUISA DE UROBILINOGÊNIO PELO MÉTODO DE ERLICH: O reagente usado é o p-dimetilaminobenzaldeído. A presença de porfobilinogênio, encontrados na urina, também produzem reação positiva. colocar em um tubo de ensaio 5 ml de urina recentemente emitida; juntar 1 ml de reativo de Erlich; agitar vigorosamente; após 3 minutos, haverá aparecimento de coloração vermelho cereja, quando positiva. UROBILINOGÊNIO NA URINA: hepatopatias, distúrbios hemolíticos NITRITO: Útil na detecção da infecção inicial da bexiga ( cistite ), pois muitas vezes os pacientes são assintomáticos, ou tem sintomas vagos, e quando a cistite não for tratada, pode evoluir para pielonefrite, que é uma complicação frequente da cistite, que acarreta lesão dos tecidos renais, hipertensão e até mesmo septicemia. Pode ser usado para avaliar, o sucesso da antibioticoterapia, para acompanhar periodicamente as pessoas que tem infecção recorrentes, diabéticos, e mulheres grávidas que são considerados de alto risco para infecção urinária. PROCEDIMENTO: A base bioquímica do teste é a capacidade que têm certas bactérias de reduzir o nitrato, constituinte normal da urina, em nitrito, que normalmente não aparece na urina. Para a determinação de nitrito, a urina deve permanecer na bexiga, por pelo menos 4 horas, para que a população vesical converta o nitrato urinário em nitrito, e o tratamento com antibiótico deve ser suspenso pelo menos 3 dias antes do teste. Para se evitar, reações falso-positivos de amostras contaminadas, a sensibilidade do teste é padronizada para corresponder aos critérios da cultura bacteriana que exigem que uma amostra positiva de urina, contenha 100.000 organismo/ml. * Resultados positivos devem ser acompanhados de uma bacterioscopia, por coloração de
  • 8. Gram - emergir a fita reagente na urina homogeinizada; ler após 60 segundos. RESULTADO: Negativo Positivo INTERFERENTES: leveduras e bactérias gram-positivas que não reduzem o nitrato, tempo de contato entre o nitrato e as bactérias, presença de ácido ascórbico, uso de antibióticos, amostras não recentes (bactérias contaminantes produzirão nitrito). PRESENÇA DE NITRITO : BACTERIAS,cistite, pielonefrite, avaliação da terapia com antibióticos, seleção da amostras para culturas. SANGUE: O sangue pode estar na urina na forma de hemáceas íntegras (hematúria) ou de hemoglobina livre produzida por distúrbios hemolíticos ou por lise de hemáceas no trato urinário (hemoglobinúria). O exame microscópico do sedimento urinário, mostrará a presença de hemáceas íntregas, mas não de hemoglobina, portanto, a análise química é o método mais preciso para determinar a presença de sangue na urina. PROCEDIMENTO: As análises químicas da fita para detecção de sangue, utilizam as atividade da peroxidase da hemoglobina. Existem duas escalas cromáticas separadas para hemáceas e hemoglobina. Na presença de hemoglobina livre, aparecerá cor uniforme, em contraposição, as hemáceas íntegras, são lisadas ao entrarem em contato com a área da tira que determina a presença ou ausência de sangue, e a hemoglobina liberada, produz uma reação isolada, que resulta na formação de pequenas manchas( traços ). A análise da fita, estabelece a diferença de hemoglobinúria e hematúria e não sua quantificação. Quando for positivo para hemáceas, sua quantificação é realizada na câmara de Newbauer. imergir a fita na amostra homogeinizada; ler após 60 segundos. RESULTADO: Negativo Positivo +1, +2, +3. Positivo para hemoglobina. INTERFERENTES: falso negativo: ácido ascórbico, nitrito(infecção urinária), densidade específica alta, pH ácido; falso positivo: contaminação menstrual, mioglobinúria*, peroxidase de vegetais e por enzimas bacterianas. *mioglobinúria(proteína muscular): produz reação positiva para sangue, como produz coloração vermelha na urina. Deve-se suspeitar mioglobinúria, em pacientes com destruição muscular, traumas, coma prolongado, convulsões, doenças musculares atróficas e exercício físico severo. HEMATÚRIA: cálculos renais, glomerulonefrite, tumores, traumatismos, pielonefrite, exposição a drogas. HEMOGLOBINÚRIA: lise das hemáceas no trato urinário, hemólise intravascular (transfusões, anemia hemolítica, queimaduras graves, infecções). LEUCÓCITOS: Indica uma possível infeção do trato urinário.
  • 9. PROCEDIMENTO: O teste com fita reagente, utiliza as esterases presentes nos granulócitos. Possui uma sensibilidade de 81% a 94%, e uma especificidade de 69% a 83%.Quando a fita apresentar resultado positivo para leucócitos, a sua quantificação será realizada na câmara de Newbauer. emergir a fita na urina homogeinizada; ler após 60 segundos. RESULTADO: Negativo Positivo +1, +2, +3. INTERFERENCIAS: amostras com densidade específica alta, onde a crenação dos leucócitos pode impedir a liberação de suas esterases. PIÚRIA: Todas as doenças renais e do trato urinário. Também podem estar aumentados transitoriamente durante estados febris, e exercícios severos. EXAME MICROSCÓPICO: Exame Qualitativo do sedimento urinário e exame Quantitativo do sedimento urinário. O exame microscópico do sedimento urinário, tem a finalidade de detectar e identificar os elementos insolúveis que acumulam na urina durante o processo de filtração glomerular e a passagem do líquido através dos túbulos renais e trato urinário inferior.Os elementos são : hemáceas, leucócitos, cilindros, células epiteliais, bactérias, leveduras, parasitas, muco, espermatozoíde, cristais e artefatos. METODOLOGIA: as amostras examinadas, deve, ser recentes ou corretamentes conservadas; após o exame físico-químico, medir 10,0ml de urina homogeneizada em um tubo cônico; centrifugar a urina a 1.500 rpm por 5 minutos; retirar 9 ml do sobrenadante e reservar,( para as provas complementares); após deixar l ml, agitar o sedimento vigorosamente. EXAME QUALITATIVO: Após homogeinizar o sedimento, colocar uma gota (50ml) do sedimento na lâmina de microscopia, e cobrir com uma lamínula. Examinar ao microscópico, pelo menos 10 campos verificando se a distribuição dos elementos está uniforme. O resultado será dado em elementos figurados, por campo microscópico, estabelecendo uma média. Deve-se contar em aumento de 40x. VALORES NORMAIS: 0 a 2 hemáceas por campo 0 a 5 leucócitos por campo 0 a 5 células epiteliais por campo relata o número de cilindros observado por campo EXAME QUANTITATIVO: Após homogeinizar o sedimento, preenche-se a câmara de Neubauer, com a objetiva de 10x, percorre-se a câmara em toda sua extensão, para verificar se a distribuição dos elementos está uniforme, e após faz a contagem em aumento de 40x. RESULTADO: para obtenção do número de células epiteliais por ml de urina, conta-se os 4 quadrantes laterais da câmara de Neubauer, multiplica-se o número de células contadas por 250. para obtenção do número de leucócitos por ml de urina, conta-se os 4 quadrantes laterais da câmara de Neubauer, multiplica-se o número de células contadas por 250. A contagem de hemáceas, é realizada no retículo central da câmara de Neubauer, multiplica-se o número de células por 1000.
  • 10. VALORES NORMAIS: até 10.000 células/ ml de urina até 7.000 leucócitos/ ml de urina até 5.000 hemáceas/ ml de urina Componentes do sedimento urinário: HEMÁCEAS: Aparecem como discos incolores tendo cerca de 7um de diâmetro. Na urina concentrada, as células encolhem e aparecem como discos crenados( células pequenas com bordas onduladas), enquanto na urina alcalina, elas incham e se lisam rapidamente, liberando sua hemoglobina, permanecendo só a membrana, essas células são denominadas células fantasmas. Em certas ocasiões, as hemáceas, podem ser confundidas com gotículas de óleo ou células leveduriformes, entretanto, as gotículas de óleo apresentam grande variação de tamanho e são altamente refringentes, e as células de leveduras apresentam brotamento. Significado clínico:. Seu aparecimento tem relação com lesões na membrana glomerular, ou nos vasos do sistema urogenital. Uma grande quantidade de hemáceas costuma decorrer de glomerulonefrite, mas também é observada em casos de infecção aguda, reações tóxicas e imunológicas, neoplasias e distúrbios circulatórios que rompem a integridade dos capilares renais . Hemáceas de tamanho variáveis, com protusões celulares fragmentadas, são chamadas dismórficas, e estão associadas principalmente à hemorragia glomerular, cálculos renais, infecções e exercícios físico intenso. CÉLULAS EPITELIAIS: São vistos três tipos de células epiteliais na urina, classificados quanto ao seu local de origem no sistema genitourinário. células escamosas: revestimento interno da vagina e porções inferiores da uretra masculina e feminina. Quando aparece em grande quantidade, representa contaminação vaginal. células epiteliais transicionais ou caudadas: originam-se do revestimento da pelve renal, da bexiga e da porção superior da uretra. São menores, esféricas, caudadas ou poliédricas, com núcleo central. Quando presente em grande número, e com morfologia alterada, deve-se suspeitar de carcinoma renal. células dos túbulos renais: são redondas, possuem um núcleo redondo e excêntrico. Aparecem em doenças que causam lesão tubular: pielonefrite, reações tóxicas, infecções virais, rejeição de transplantes, efeitos secundários da glomerulonefrite.  Quando ocorre passagem de lipídeos pela membrana glomerular, como ocorre na síndrome nefrótica, as células do túbulo renal absorvem lipídeo, ficam altamente refringentes, e são denominadas de corpos adiposos. LEUCÓCITOS: Aparecem como esferas granulosas, com cerca de 12um de diâmetro, possuem grânulos citoplasmáticos e núcleos lobulados. São rapidamente lisados na urina hipotônica (diluída), ou alcalina, aproximadamente 50% são perdidos após 2 a 3 horas na urina em repouso e em temperatura ambiente, portanto, a realização de um exame imediato após a coleta é fundamental. Denomina-se leucócito, aos glóbulos brancos que conservam suas características morfológicas intactas, reservando o termo piócitos aos elementos degenerados que abundem as infecções purulentas. Podem estar presentes na urina devido a uma lesão glomerular ou capilar, mas também são capazes de migrar de forma amebóide através dos tecidos, indo para locais de
  • 11. inflamação ou infecção. Piúria: infecções bacterianas (pielonefrite, cistite, prostatite, e uretrite), litíase, glomerulonefrite, lúpus eritrematoso sistêmico, tumores. CILINDROS: Os cilindros são formados no interior da luz do túbulo contornado distal e ducto coletor, suas formas são representativas da luz do túbulo, consistindo de lados paralelos e extremidades arredondadas, o tamanho, depende da área de sua formação. O principal componente é a proteína de Tamm-Horsfall, uma glicoproteína excretada pela porção grossa ascendente da alça de Henle e pelo túbulo distal. Nas doenças renais, eles estão presentes em grande quantidade e sob várias formas, a quantidade aumentada de cilindros, indica que a doença renal é disseminada e que vários néfrons encontram-se envolvidos. Também podem estar presente em indivíduos normais, após um exercício físico severo. Os cilindros são classificados de acordo com sua matriz, tipo de inclusão e tipo celular presente no seu interior. MATRIZ Cilindro Hialino: são transparentes à microscopia, constituídos quase inteiramente por proteína de Tamm-Horsfall . São encontrados na doença renal e transitoriamente após exercício severo, insuficiência cardíaca congestiva, estados febris e uso de diuréticos. Cilindro Céreo: representam um estágio avançado do cilindro hialino, é altamente refringente. São frequentementes observados em pacientes com insuficiência renal crônica (estase do fluxo urinário ), durante a rejeição aguda ou crônica de um aloenxerto renal. INCLUSÕES Cilindros Granulosos: o aparecimento de cilindros granulosos grosseiros e finos é representativo da desintegração dos cilindros celulares ou leucocitários que permanecem nos túbulos como resultado de estase urinária. Também pode ser de origem bacteriana, de cristais (uratos) ou agregados protéicos. Os cilindros granulosos são observados em estase do fluxo urinário, infecção do trato urinário, estresse, e exercício severo. Cilindros Adiposos : é produzido pela decomposição dos cilindros de células epiteliais que contém corpos adiposos ovais. As células do epitélio tubular renal absorvem lipídeos que entram nos túbulos através dos glomérulos. Estes são altamente refringentes e contém gotículas de gordura amarelo-castanhas. Os cilindros adiposos são observados na síndrome nefrótica. CELULARES: Cilindros Hemáticos: contém hemáceas emaranhadas ou ligadas à matriz das proteínas de Tamm-Horsfall, sua coloração é vermelho-laranja, porém quando o cilindro envelhece começa a lise celular, liberando hemoglobina, apresentando coloração marron- amarelada. A presença de cilindros hemáticos, indica sangramento proveniente do interior dos nefróns, glomerulonefrite aguda, nefropatia pela Ig A, e infarto renal. Cilindro Leucocitário: os leucócitos penetram na luz tubular a partir do interstício, entre as células epiteliais tubulares. Os cilindros são refringentes, aparecem grânulos, e, se não iniciou sua desintegração, serão observados núcleos multilobolados. A presença de
  • 12. cilindros leucocitários significa inflamação ou infecção dentro do néfron, porém podem estar presentes em razão do efeito quimiotático do complemento, aparecendo na glomerulonefrite e síndrome nefrótica. Cilindro de Células Epiteliais: na formação do cilindro, a proteína de Tamm-Hosfall, se agrega às fibrilas protéicas das células tubulares. Quando ocorre lesão tubular, as células são facilmente removidas do túbulo durante a dissolução do cilindro, pois as células estão intimamente aderidas a proteína de Tamm-Hosfall. Os cilindros de células epiteliais são muitas vezes observados em conjunto com cilindros de hemáceas e leucócitos, pois, tanto a glomerulonefrite quanto a pielonefrite, produzem lesão tubular. Aparecem também em doenças virais, exposição à várias drogas, intoxicação por metal pesado, e rejeição aguda de aloenxerto. Cilindro Celular Misto: quando dois tipos celulares distintos estão representados na matriz protéica do cilindro, o híbrido resultante é chamado cilindro misto. Cilindro Largo: são aqueles que possuem um diâmetro duas a seis vezes maior que os cilindros normais. Qualquer tipo de cilindro pode ser largo. Eles indicam uma dilatação tubular ou extrema estase do fluxo urinário no ducto coletor distal. São encontrado na urina de pacientes com insuficiência renal crônica, e seu achado representa um mau prognóstico. BACTÉRIAS: A presença de bactérias pode ou não ser significativa, dependendo do método de coleta urinária e quanto tempo se passou entre a coleta e a realização do exame. Bactérias com forma de bastonetes são as mais comuns observadas, em virtude dos microrganismos entéricos serem os mais frequentementes encontrados nas infecções do trato urinário. Se a infecções estiver presente, muitos leucócitos são visualizados no sedimento. Resultado: deve ser confirmado através de bacterioscopia, pela coloração de Gram. LEVEDURAS: Célula de leveduras, Candida albicans, pode ser observada na urina de pacientes com diabetes melito, e mulheres com candidíase vaginal. Resultado é expresso objetiva de 40 x. Resultado: 1 a 2 por campo ( + ) 3 a 5 por campo ( ++) > 5 por campo (+++) PARASITAS: Parasitas e ovos de parasitas, podem ser observados como resultado de contaminação fecal ou vaginal. O parasita encontrado com mais freqüência é Trichomonas vaginalis, encontrado devido a contaminação vaginal. Este organismo é flagelado, sendo facilmente identificado por seu movimento rápido, porém quando imóvel, pode ser confundido com leucócito. Resultado é expresso objetiva de 40 x. Resultado: 1 a 2 por campo ( + ) 3 a 5 por campo ( ++) > 5 por campo (+++) FILAMENTOS DE MUCO: O muco é um material protéico ( mucina ou fibrina), produzido por glândulas e células epiteliais do trato urogenital. Na microscopia, aparecem estruturas filamentosas com baixo índice de refração, exigindo observação em luz de baixa intensidade. Não é
  • 13. considerado clinicamente significativo. Resultado: a quantificação de muco, é dada em cruzes CRISTAIS: É comum encontrar cristais na urina. Deve-se proceder à identificação para ter certeza de que não representam anormalidades. São formados pela precipitação dos sais de urina submetidos a alterações de pH, temperatura, ou concentração que afeta a solubilidade. Um pré-requisito para a identificação de cristais, é o conhecimento do pH urinário. Cristais encontrados na urina em pH ácido: Uratos amorfos: aparecem como pequenos grânulos amarelo-castanhado. Uratos cristalinos: pequenas esferas marrons ou agulhas incolores. Ácido úrico: possuem quatro lados, são achatados, amarelos ou vermelhos-acastanhados. Pode-se apresentar com outra forma, mas não são incolores Oxalato de cálcio: são octaedros incolores que lembram envelope. Cristais encontrados na urina em pH alcalino: Fosfato amorfo: grânulos amorfos incolores que aparecem aglomerados. Fosfatos cristalinos (triplo): apresentam variação de tamanho, aparecem como prismas incolores com extremidade oblíquas, formas planas(samambaia), ou flocos incolores. Carbonato de cálcio: pequenos grânulos ou esferas incolores. Cristais encontrados na urina anormal: Deve-se verificar o tratamento medicamentoso que o paciente está fazendo, quando cristais incomuns são encontrados. Cistina: são lâminas hexagonais incolores e refringentes, encontrados em pH ácido. Tirosina: agulhas finas arranjadas em grumos ou feixes, especialmente após refrigeração. Leucina: são raros, são esferas amarelas com aspecto oleoso e com estrias radiais e concêntrica. Contraste radiográfico: observados em pH ácido, aparecem como lâminas achatadas incolores ou retângulos finos. Sua presença deve estar correlacionada com densidade específica alta. ARTEFATOS: Podem ser observados contaminantes de todos os tipos, principalmente em amostras colhidas em condições impróprias, ou em recipientes sujos. Pode-se observar: gotículas de óleo, grânulos de amido, grãos de pólen, pêlos ou outras fibras. O que mais causa dúvida, são as gotículas de óleo e os grânulos de amido, por se parecerem com hemáceas, contudo, são mais refringentes, e com adição de ácido acético diluído, as hemáceas se dissolvem, deixando as gotículas de óleo intactas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: STRASINGER, S. K; Uroanálise e fluídos biológicos. 2º ed. São Paulo: Panamericana, 1991 VALLADA, E. P. Manual de Exame de Urina. 4º ed. Atheneu: Rio de Janeiro, 1988 HENRY, B. J.; Diagnósticos Clínicos e Tratamento por Métodos Laboratoriais. 19º ed. Manole, 1999