CLASSIFICAÇÃO
QUANTO AO MECANISMO
PRIMÁRIO
OCORREPRIMEIRAMENTE A ASFIXIA,
SEGUIDA DE PARADA RESPIRATÓRIA E,
POSTERIORMENTE, A PERDA DA CONSCIÊNCIA.
(a vítima e incapaz de manter-se na superfície debate-se
lutando para sobrenadar antes de desaparecer)
SECUNDÁRIO
NESSA FORMA SOBREVÉM, INICIALMENTE A
PARADA CARDÍACA, E POSTERIORMENTE A
PARADA RESPIRATÓRIA.
(o nadador desaparece da superficie silenciosamenmte)
Afogamento emágua doce:
O ar passa pela traqueia, pelos brônquios e bronquíolos depois vai para
os alvéolos pulmonares. Os alvéolos perdem água para os vasos, por
osmose, e ficam vazios. A água dos vasos atinge os
leucócitos(responsável pela imunidade), as hemácias são destruídas e as
plaquetas (que fazem a coagulação) se rompem. O indivíduo que sofre
esse tipo de afogamento terá: deficiência imunológica, hemorragia e
anemia. O excesso de volume de água nos vasos atinge o coração,
aumentando de tamanho. Deve-se levar o paciente à um hospital.
Afogamento em água salgada
Na água salgada acontece o inverso da água doce, a água passa dos vasos
para os alvéolos por osmose, as hemácias, leucócitos e plaquetas
murcham e o coração diminuem. A pessoa que se afoga perde água o
tempo todo pelo nariz, boca e ouvido.
11.
FISIOPATOLOGIA
*ACIDENTE POR SUBMERSÃO
*ASPIRAÇÃO– Ato de sugar a água.
*LARINGOESPASMOContração muscular descontrolada
do fechamento glótico.
*RELAXAMENTO LARINGEO-
*EDEMA PULMONAR - O edema pulmonar é um
acúmulo anormal de líquido nos pulmões que leva à falta de ar.
*ANÓXIA – Ausência de Oxigenio.
GRAU I -BENIGNO
1. AFOBADO
2. NÃO CHEGA A
ASPIRAR ÁGUA
3. NERVOSISMO
4. TAQUICARDIA
5. PÁLIDO E
TREMULO
6. AUMENTO DA
FREQÜENCIA
RESPIRATÓRIA
(TAQUIPNÉIA)
7. VÔMITOS
8. CEFALÉIA
9. CONSCIÊNCIA
MANTIDA
14.
TOSSE, SEM ESPUMAna BOCA ou NARIZ
MORTALIDADE - 0%
Repouso, aquecimento, e
tranqüilização.
Usualmente não há necessidade de
oxigênio ou atendimento médico.
15.
GRAU II -MODERADO
1. LIGEIRA CIANOSE
2. SECREÇÃO
NASAL E BUCAL
3. TAQUICARDIA
4. TREMORES
5. NÁUSEAS E VÔMITOS
6. SINAIS DE AGRESSÃO
RESPIRATÓRIA
7. CONSCIÊNCIA
MANTIDA
16.
POUCA ESPUMA naBOCA/NARIZ
Mortalidade - 0.6%
Suporte Básico de Vida (BLS) – Afogamento - Szpilman 2004
Repouso, aquecimento, e tranqüilização.
PLS sob o lado direito.
Observação hospitalar por 6 a 48 h.
17.
GRAU III -GRAVE
1. CIANOSE
AUMENTO DA
SECREÇÃO NASAL E
BUCAL
2. DISPNÉIA
3. SINAIS DE
ALTERAÇÃO
CARDÍACA
5. EAP
6. DEPRESSÃO DO SNC
7. DESORIENTAÇÃO
TÊMPORO
ESPACIAL
18.
GRANDE QUANTIDADE deESPUMA na
BOCA/NARIZ
COM PULSO RADIAL PALPÁVEL
Mortalidade - 5.2%
PLS sob o lado direito, cabeça elevada acima do
tronco.
Acione a ambulância para levar ao hospital (CTI).
GRAU IV -GRAVÍSSIMO
1. INCONSCIÊNCIA
2. SEM RESPIRAÇÃO
3. SEM PULSAÇÃO
4. MIDRÍASE
PARALÍTICA
(SEM FOTO REAÇÃO)
21.
Observe a respiraçãocom atenção, pois
Observe a respiração com atenção, pois
pode ocorrer parada.
pode ocorrer parada.
PLS sob o lado direito. ??????
PLS sob o lado direito. ??????
Ambulância urgente para melhor ventilação
Ambulância urgente para melhor ventilação
e infusão venosa de líquidos.
e infusão venosa de líquidos.
Internação em hospital - CTI com urgência.
Internação em hospital - CTI com urgência.
GRANDE QUANTIDADE de ESPUMA na
GRANDE QUANTIDADE de ESPUMA na
BOCA/NARIZ
BOCA/NARIZ
SEM
SEM PULSO RADIAL PALPÁVEL
PULSO RADIAL PALPÁVEL
Mortalidade - 19.4%
Mortalidade - 19.4%
Suporte Básico de Vida (BLS) – Afogamento - Szpilman 2004
22.
Inicie imediatamente aventilação artificial de
emergência
Mantenha a ventilação artificial até retorno
espontâneo da respiração e cheque o pulso
regularmente.
Após retorno da ventilação trate como Grau 4
PARADA RESPIRATÓRIA
ISOLADA
Mortalidade - 44%
Suporte Básico de Vida (BLS) – Afogamento - Szpilman 2004
23.
Ressuscitação Cárdio-Pulmonar -2 ventilações + 30 compressões, até
retornar a função cárdio-pulmonar, ou a chegada da ambulância ou a
exaustão do socorrista.
Use o desfibrilador automático se houver.
Não dar soco no precórdio - retarda o início das manobras.
Não comprimir o abdome - 86% tem vômitos.
Mantenha a RCP para elevar a temperatura Corporal > 340
C.
Inicie a RCP sempre quando: submersão menor que 1 hora ou
desconhecido e em PCR sem rigidez cadavérica; decomposição
corporal ou livores.
Após o sucesso da RCP, a vítima deve ser acompanhada com cuidado
pois pode haver outra parada dentro dos primeiros 30 minutos, trate
como Grau 4.
PARADA CÁRDIO-RESPIRATÓRIA
MORTALIDADE - 93%
24.
ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA
RESGATEDA VÍTIMA DO MEIO LÍQUIDO;
NÃO SE DETENHA EM RETIRAR ÁGUA DOS
PULMÕES;
REALIZE AVALIAÇÃO INICIAL;
APLIQUE VENTILAÇÃO ARTIFICIAL
(SE NECESSÁRIO);
APLIQUE REANIMAÇÃO CARDIO-
PULMONAR (SE NECESSÁRIO).
25.
ATENDIMENTO DE
EMERGÊNCIA
LATERALIZE ACABEÇA DA VÍTIMA;
FIQUE ATENTO A TRAUMAS DE CABEÇA E
COLUNA;
RECOMENDA-SE REPOUSO E
AQUECIMENTO;
ENCAMINHE A VÍTIMA AO MÉDICO PARA
OBSERVAÇÃO.