“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o
caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. Quão pequena
é a porta da vida! Quão apertado o caminho que a ela conduz! E quão poucos
a encontram! (Mateus, cap. VII, vv. 13 e 14).
Nessa passagem do Evangelho, narrada por Mateus, Jesus fala da salvação da
alma, da vida após a morte, e da vida eterna. Fala também sobre dois caminhos:
um largo, e o outro estreito, exortando os homens a que entrem pela porta
estreita, alertando-os de que a larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz
à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e
apertado o caminho que leva à salvação, e poucos há que a encontrem.
No período em que Jesus esteve entre nós, os povos viviam em cidades cercadas
por muralhas, situadas sobre colinas e montes, para que o acesso dos inimigos se
tornasse difícil. Jerusalém era uma delas, e para alcançá-la era necessário
percorrer caminhos íngremes, e, como as portas da cidade eram fechadas ao pôr
do sol, aqueles que voltavam para casa galgavam rapidamente os aclives, porque
atrasando-se ficariam de fora. Assim, o Mestre nos traz um quadro
impressionante do caminho cristão, ou seja, o das dificuldades que precisamos
vencer para conquistar a vida eterna. Esta ilustração do Cristo é extremamente
útil e prática. Um homem está caminhando, até que, se defronta com um muro,
com duas portas. Há uma porta à sua esquerda, que é muito larga e ampla. Um
pouco mais à direita há uma porta estreitíssima, que só admite a passagem de
uma pessoa de cada vez.
É muito comum encontrarmos nos ensinamentos de Jesus uma escolha para
fazermos. Ele sempre nos coloca diante de uma opção livre, porque Deus,
criador de todas as coisas, concede ao homem, Espírito em processo evolutivo,
inteligência, raciocínio e, sobretudo, livre-arbítrio, que é a liberdade de escolha.
Por isto, cabe, somente a nós, a tarefa de escolher os nossos caminhos e, com
isto, traçar e construir nossos destinos.
Como já foi dito, na nossa vida, dois são os caminhos que se apresentam para
nossa escolha: o caminho da evolução e o caminho da degradação. E pelas
palavras de Jesus, quando nos diz: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a
porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição”, percebemos o quanto é
difícil entrar pela porta estreita.
Para além da porta larga, podemos ver que ela dá início a um caminho largo,
espaçoso, fácil, cheio de atrativos, mas escorregadio, e que uma vasta multidão
está caminhando por ali. O outro caminho não é apenas estreito, apertado,
íngreme, difícil no começo, mas continua assim por toda a sua extensão, porém,
seguro. Poucas pessoas são vistas caminhando por ali. Os caminhos são a
consequência das portas, e entrar por elas é uma questão de consciência e livre-
arbítrio, ou seja, uma escolha, e Jesus deve ser a nossa única escolha.
“Respondeu-lhe Jesus: eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vai ao Pai
senão por mim”. (João, cap. XIV, v 6). “Porque estreita é a porta, e apertado o
caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela”.
O caminho da evolução, que é percorrido após a passagem pela porta estreita, é
apertado e são poucos os que conseguem segui-lo. Por outro lado, é grande o
número dos que não querem trilha-lo por ouvir dizer que é muito difícil. Já o
caminho percorrido após a passagem pela porta larga, a da degradação, e,
consequentemente leva à perdição, é mais fácil e é grande o número de criaturas
que por ele segue e dele não quer sair, por ser espaçoso e facultar os prazeres
materiais e pessoais. O caminho da evolução, que é o caminho do progresso, nós
vemos com os olhos da alma; e por ser apertado exige conhecimentos, atenção,
critério, raciocínio, para a devida aquisição da felicidade futura. Já o caminho da
degradação proporciona no presente os gozos efêmeros do mundo, e a criatura
por ele caminha, presa às delícias perecíveis.
A nossa ascensão espiritual está relacionada com a nossa capacidade de utilizar
os recursos recebidos da espiritualidade e com a nossa adaptação aos cenários
em que vivemos. Isto quer dizer que, só depende de nós o sucesso na nossa
escolha de caminhos.
Sabemos que não é fácil para nós, criaturas que, quase sempre, estamos ligados
apenas aos resultados imediatos da vida, convivendo em função de valores
materiais, perceber uma grande verdade: Em cada caminho uma lição; em cada
passo um valor a ser aprendido. E nessas lições de aprendizado, nós devemos ser
capazes de vencer as tendências inferiores que ainda residem em nós. Aqui
poderíamos entender uma complementação da máxima: “Muitos são os
chamados e poucos os escolhidos”.
Jesus advertiu os seus seguidores acerca do perigo que o mundo apresenta,
quando pronunciou: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a
perder-se?” (Lucas, cap. IX, v.25).
O caminho estreito passa pela renúncia e exige arrependimento. Ninguém entra
por ele sem antes passar pela porta do novo nascimento. Todos são alertados de
que, ninguém sem o auxílio de Deus, consegue andar por esse caminho.
Os deveres que a vida impõe representam um programa de aprendizado e
sublimação, traçado antes da reencarnação, o qual o Espírito se propôs a cumprir.
O atendimento de tais deveres costuma ser árduo, pois a eles se contrapõem os
hábitos do homem velho, necessitado de retificar suas concepções e se adequar à
harmonia das leis divinas.
Nós mesmos, por vezes, criamos portas e caminhos, ou optamos por seguir
caminhos “criados” por outros, pois, nos parece que esses caminhos e essas
portas são o melhor para nós. Fazemos no nosso subconsciente a tentativa de
transformar a porta larga em porta estreita. É muito mais fácil acreditar que não
haverá consequências após a morte do corpo físico, pelo que foi feito durante a
vida material. Como já foi dito, o caminho largo conduz à perdição, ele nada
exige. Todos podem andar por ele sem constrangimento ou exigência. Simboliza
a vida mundana, onde se desfruta os excessos, os prazeres da carne sem
limitações, sem regras, sem obediência às leis de Deus. Cada um segue do jeito
que quer. Não há proibições nem restrições. Tudo é permitido; nada é proibido.
Ao longo desse caminho, as pessoas celebram seus prazeres e curtem a vida sem
se negar em nenhum momento.
Seu final é trágico, desemboca onde haverá choro e ranger de dentes. A
passagem pela porta estreita implica o cumprimento dos próprios deveres, o que
o homem apenas consegue mediante o sacrifício de seus vícios e paixões. Sendo
a Terra um mundo de expiações e provas, a nossa tendência, quase sempre, é
usar a lei das facilidades, do menor esforço. Pelo menos, o que aparentemente é
mais fácil. E, por isto, muitos são os motivos de falha na estrada da vida, e se não
forem identificados e tratados convenientemente, com certeza, nos levarão a
seguir o caminho da perdição, o caminho dos valores ilusórios do mundo, em
detrimento de nossa realidade espiritual. Temos que fazer uma reflexão sobre a
escolha do caminho que estamos seguindo.
Se, por ventura, tivermos escolhido o caminho errado, temos que, em menor
tempo possível, voltarmos ao ponto inicial. Isto, porque, o tempo e a distância
gastos no retorno será bem menor do que, por ocasião da descoberta do
equívoco, já estivermos muito afastados, distantes mesmo, do ponto de partida.
Aí, a volta será mais longa e, consequentemente, mais demorada. Então, deixar-
nos levar pelos vícios e pelas paixões inferiores; deixarmos de estabelecer
objetivos de vida, baseados no senso de utilidade e nos valores do espírito;
deixarmos de perceber nossa própria verdade, dando guarida à ilusão, ao orgulho
e a vaidade pessoal; deixarmos de perceber a nossa natureza e destinação, ou
seja, simples e ignorantes, com a missão de evoluir; nos negarmos a assumir a
responsabilidade que o livre-arbítrio nos impõe; não exercitarmos a vigilância e a
autoavaliação de nossos atos, para correção dos rumos tomados.
Tudo isto vai retardar a marcha para nossa elevação, nos deixando estacionados,
aprisionados às características naturais, com as quais iniciamos a caminhada, nos
direcionando para um destino não muito bom. Um destino que, num futuro, vai
nos exigir um esforço muito maior do que seria exigido agora, se tivéssemos
escolhido o caminho da porta estreita. Vamos ser conduzidos ao retrabalho e à
reparação de experiências mal sucedidas. Não podemos entender esta parábola
com a ideia de que nós só temos uma existência. Tornar-se-ia muito complicado
esse entendimento, porque seria difícil de explicar o motivo pelo qual uns têm
dificuldades no caminho e outros não; por que a dificuldade de uns é maior do
que a de outros; por que todas as criaturas têm que passar pela porta estreita.
Só o entendimento baseado nas múltiplas existências é que pode proporcionar
um esclarecimento amplo, para entendermos que, se hoje a porta para um está
mais estreita e para outro nem tanto, isso é consequência do que aconteceu antes,
em vidas passadas. Quando Jesus diz que: “Haverá prantos e ranger de dentes,
quando virdes que Abraão, Isaac, Jacob e todos os profetas estão no reino de
Deus e que vós outros sois dele expedido”, entendemos que, o Mestre faz uma
alusão às criaturas que vivem no reino da mentira, da hipocrisia e das
exterioridades, coisas que Ele combatia, e por isto, ficarão imersos nessas
mesmas trevas. Muitos dos que caminham pela porta larga, quando bate o
desespero, a angústia e a infelicidade, vão bater na porta estreita, mas não
conseguem entrar.
Somente com o arrependimento das faltas cometidas e a reparação das mesmas,
da procura da reforma moral, é que a porta estreita voltará a se abrir novamente.
Sem Jesus, há portas de todas as formas e feitios: do comodismo, da ociosidade,
da maledicência, do pessimismo, do desânimo, da ganância e outras. Jesus é a
única porta que nos conduzirá à salvação. Jesus é a porta que ninguém fechará.
Porta sempre aberta para almas de todos os portes. Quem por ela entrar será
conduzido a um redil abençoado.
Vamos destacar algumas questões para reflexão:
1 – Em que consiste a porta estreita e a porta larga, referidas no texto?
R – A porta estreita simboliza a difícil caminhada do espírito em busca da luz; a
porta larga, o roteiro fácil do espírito pelo caminho do erro e da perdição.
“A porta estreita revela o acerto espiritual que nos permite marchar na senda
evolutiva, com o justo aproveitamento das horas; a porta larga expressa-nos o
desequilíbrio interior, com que somos forçados à dor da reparação, com
lastimáveis perdas de tempo”.
2 – Por que a maioria prefere o caminho da porta larga, se é o da estreita que
“salva”?
R – Não se trata propriamente de uma preferência, mas de uma predisposição do
homem em perambular pelas veredas do erro, em face do estágio evolutivo em
que se encontra a humanidade atualmente.
Daí concluirmos que:
Se quisermos entrar no reino de Deus, isto é, nós passarmos pela porta estreita,
não pensemos que será fácil.
Será preciso muito sacrifício, esforço, persistência, resignação, humildade,
benevolência, amor, caridade e dedicarmos uma vida inteira ao próximo,
procurando a cada dia nos livrar dos apegos materiais, dar a eles o seu valor
devido e também evoluirmos moral e intelectualmente, fazendo com que
extirpemos de nós os defeitos.
Devemos procurar seguir os conselhos do Mestre Jesus, que nos ensinou todos os
segredos para conseguirmos passar pela porta estreita. Ele disse: “Eu sou o
caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”.
Quando rejeitamos o convite fraterno para seguir o caminho que leva à porta
estreita, o tempo e a dor a ela nos conduzirão, em regime de misericórdia divina.
Torna-se importante saber que ninguém consegue o pleno domínio das más
tendências em um repente e nem surge sublime de um instante para o outro. A
evolução é um processo gradativo, embora possa ser acelerado enormemente
pela vontade.
Muita Paz!
O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso!
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A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados de O Livro dos
Espíritos, de O Livro dos Médiuns, e de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

A porta estreita e a porta larga

  • 2.
    “Entrai pela portaestreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. Quão pequena é a porta da vida! Quão apertado o caminho que a ela conduz! E quão poucos a encontram! (Mateus, cap. VII, vv. 13 e 14). Nessa passagem do Evangelho, narrada por Mateus, Jesus fala da salvação da alma, da vida após a morte, e da vida eterna. Fala também sobre dois caminhos: um largo, e o outro estreito, exortando os homens a que entrem pela porta estreita, alertando-os de que a larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à salvação, e poucos há que a encontrem.
  • 3.
    No período emque Jesus esteve entre nós, os povos viviam em cidades cercadas por muralhas, situadas sobre colinas e montes, para que o acesso dos inimigos se tornasse difícil. Jerusalém era uma delas, e para alcançá-la era necessário percorrer caminhos íngremes, e, como as portas da cidade eram fechadas ao pôr do sol, aqueles que voltavam para casa galgavam rapidamente os aclives, porque atrasando-se ficariam de fora. Assim, o Mestre nos traz um quadro impressionante do caminho cristão, ou seja, o das dificuldades que precisamos vencer para conquistar a vida eterna. Esta ilustração do Cristo é extremamente útil e prática. Um homem está caminhando, até que, se defronta com um muro, com duas portas. Há uma porta à sua esquerda, que é muito larga e ampla. Um pouco mais à direita há uma porta estreitíssima, que só admite a passagem de uma pessoa de cada vez.
  • 4.
    É muito comumencontrarmos nos ensinamentos de Jesus uma escolha para fazermos. Ele sempre nos coloca diante de uma opção livre, porque Deus, criador de todas as coisas, concede ao homem, Espírito em processo evolutivo, inteligência, raciocínio e, sobretudo, livre-arbítrio, que é a liberdade de escolha. Por isto, cabe, somente a nós, a tarefa de escolher os nossos caminhos e, com isto, traçar e construir nossos destinos. Como já foi dito, na nossa vida, dois são os caminhos que se apresentam para nossa escolha: o caminho da evolução e o caminho da degradação. E pelas palavras de Jesus, quando nos diz: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição”, percebemos o quanto é difícil entrar pela porta estreita.
  • 5.
    Para além daporta larga, podemos ver que ela dá início a um caminho largo, espaçoso, fácil, cheio de atrativos, mas escorregadio, e que uma vasta multidão está caminhando por ali. O outro caminho não é apenas estreito, apertado, íngreme, difícil no começo, mas continua assim por toda a sua extensão, porém, seguro. Poucas pessoas são vistas caminhando por ali. Os caminhos são a consequência das portas, e entrar por elas é uma questão de consciência e livre- arbítrio, ou seja, uma escolha, e Jesus deve ser a nossa única escolha. “Respondeu-lhe Jesus: eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vai ao Pai senão por mim”. (João, cap. XIV, v 6). “Porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela”.
  • 6.
    O caminho daevolução, que é percorrido após a passagem pela porta estreita, é apertado e são poucos os que conseguem segui-lo. Por outro lado, é grande o número dos que não querem trilha-lo por ouvir dizer que é muito difícil. Já o caminho percorrido após a passagem pela porta larga, a da degradação, e, consequentemente leva à perdição, é mais fácil e é grande o número de criaturas que por ele segue e dele não quer sair, por ser espaçoso e facultar os prazeres materiais e pessoais. O caminho da evolução, que é o caminho do progresso, nós vemos com os olhos da alma; e por ser apertado exige conhecimentos, atenção, critério, raciocínio, para a devida aquisição da felicidade futura. Já o caminho da degradação proporciona no presente os gozos efêmeros do mundo, e a criatura por ele caminha, presa às delícias perecíveis.
  • 7.
    A nossa ascensãoespiritual está relacionada com a nossa capacidade de utilizar os recursos recebidos da espiritualidade e com a nossa adaptação aos cenários em que vivemos. Isto quer dizer que, só depende de nós o sucesso na nossa escolha de caminhos. Sabemos que não é fácil para nós, criaturas que, quase sempre, estamos ligados apenas aos resultados imediatos da vida, convivendo em função de valores materiais, perceber uma grande verdade: Em cada caminho uma lição; em cada passo um valor a ser aprendido. E nessas lições de aprendizado, nós devemos ser capazes de vencer as tendências inferiores que ainda residem em nós. Aqui poderíamos entender uma complementação da máxima: “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos”.
  • 8.
    Jesus advertiu osseus seguidores acerca do perigo que o mundo apresenta, quando pronunciou: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se?” (Lucas, cap. IX, v.25). O caminho estreito passa pela renúncia e exige arrependimento. Ninguém entra por ele sem antes passar pela porta do novo nascimento. Todos são alertados de que, ninguém sem o auxílio de Deus, consegue andar por esse caminho. Os deveres que a vida impõe representam um programa de aprendizado e sublimação, traçado antes da reencarnação, o qual o Espírito se propôs a cumprir. O atendimento de tais deveres costuma ser árduo, pois a eles se contrapõem os hábitos do homem velho, necessitado de retificar suas concepções e se adequar à harmonia das leis divinas.
  • 9.
    Nós mesmos, porvezes, criamos portas e caminhos, ou optamos por seguir caminhos “criados” por outros, pois, nos parece que esses caminhos e essas portas são o melhor para nós. Fazemos no nosso subconsciente a tentativa de transformar a porta larga em porta estreita. É muito mais fácil acreditar que não haverá consequências após a morte do corpo físico, pelo que foi feito durante a vida material. Como já foi dito, o caminho largo conduz à perdição, ele nada exige. Todos podem andar por ele sem constrangimento ou exigência. Simboliza a vida mundana, onde se desfruta os excessos, os prazeres da carne sem limitações, sem regras, sem obediência às leis de Deus. Cada um segue do jeito que quer. Não há proibições nem restrições. Tudo é permitido; nada é proibido. Ao longo desse caminho, as pessoas celebram seus prazeres e curtem a vida sem se negar em nenhum momento.
  • 10.
    Seu final étrágico, desemboca onde haverá choro e ranger de dentes. A passagem pela porta estreita implica o cumprimento dos próprios deveres, o que o homem apenas consegue mediante o sacrifício de seus vícios e paixões. Sendo a Terra um mundo de expiações e provas, a nossa tendência, quase sempre, é usar a lei das facilidades, do menor esforço. Pelo menos, o que aparentemente é mais fácil. E, por isto, muitos são os motivos de falha na estrada da vida, e se não forem identificados e tratados convenientemente, com certeza, nos levarão a seguir o caminho da perdição, o caminho dos valores ilusórios do mundo, em detrimento de nossa realidade espiritual. Temos que fazer uma reflexão sobre a escolha do caminho que estamos seguindo.
  • 11.
    Se, por ventura,tivermos escolhido o caminho errado, temos que, em menor tempo possível, voltarmos ao ponto inicial. Isto, porque, o tempo e a distância gastos no retorno será bem menor do que, por ocasião da descoberta do equívoco, já estivermos muito afastados, distantes mesmo, do ponto de partida. Aí, a volta será mais longa e, consequentemente, mais demorada. Então, deixar- nos levar pelos vícios e pelas paixões inferiores; deixarmos de estabelecer objetivos de vida, baseados no senso de utilidade e nos valores do espírito; deixarmos de perceber nossa própria verdade, dando guarida à ilusão, ao orgulho e a vaidade pessoal; deixarmos de perceber a nossa natureza e destinação, ou seja, simples e ignorantes, com a missão de evoluir; nos negarmos a assumir a responsabilidade que o livre-arbítrio nos impõe; não exercitarmos a vigilância e a autoavaliação de nossos atos, para correção dos rumos tomados.
  • 12.
    Tudo isto vairetardar a marcha para nossa elevação, nos deixando estacionados, aprisionados às características naturais, com as quais iniciamos a caminhada, nos direcionando para um destino não muito bom. Um destino que, num futuro, vai nos exigir um esforço muito maior do que seria exigido agora, se tivéssemos escolhido o caminho da porta estreita. Vamos ser conduzidos ao retrabalho e à reparação de experiências mal sucedidas. Não podemos entender esta parábola com a ideia de que nós só temos uma existência. Tornar-se-ia muito complicado esse entendimento, porque seria difícil de explicar o motivo pelo qual uns têm dificuldades no caminho e outros não; por que a dificuldade de uns é maior do que a de outros; por que todas as criaturas têm que passar pela porta estreita.
  • 13.
    Só o entendimentobaseado nas múltiplas existências é que pode proporcionar um esclarecimento amplo, para entendermos que, se hoje a porta para um está mais estreita e para outro nem tanto, isso é consequência do que aconteceu antes, em vidas passadas. Quando Jesus diz que: “Haverá prantos e ranger de dentes, quando virdes que Abraão, Isaac, Jacob e todos os profetas estão no reino de Deus e que vós outros sois dele expedido”, entendemos que, o Mestre faz uma alusão às criaturas que vivem no reino da mentira, da hipocrisia e das exterioridades, coisas que Ele combatia, e por isto, ficarão imersos nessas mesmas trevas. Muitos dos que caminham pela porta larga, quando bate o desespero, a angústia e a infelicidade, vão bater na porta estreita, mas não conseguem entrar.
  • 14.
    Somente com oarrependimento das faltas cometidas e a reparação das mesmas, da procura da reforma moral, é que a porta estreita voltará a se abrir novamente. Sem Jesus, há portas de todas as formas e feitios: do comodismo, da ociosidade, da maledicência, do pessimismo, do desânimo, da ganância e outras. Jesus é a única porta que nos conduzirá à salvação. Jesus é a porta que ninguém fechará. Porta sempre aberta para almas de todos os portes. Quem por ela entrar será conduzido a um redil abençoado. Vamos destacar algumas questões para reflexão: 1 – Em que consiste a porta estreita e a porta larga, referidas no texto? R – A porta estreita simboliza a difícil caminhada do espírito em busca da luz; a porta larga, o roteiro fácil do espírito pelo caminho do erro e da perdição.
  • 15.
    “A porta estreitarevela o acerto espiritual que nos permite marchar na senda evolutiva, com o justo aproveitamento das horas; a porta larga expressa-nos o desequilíbrio interior, com que somos forçados à dor da reparação, com lastimáveis perdas de tempo”. 2 – Por que a maioria prefere o caminho da porta larga, se é o da estreita que “salva”? R – Não se trata propriamente de uma preferência, mas de uma predisposição do homem em perambular pelas veredas do erro, em face do estágio evolutivo em que se encontra a humanidade atualmente. Daí concluirmos que: Se quisermos entrar no reino de Deus, isto é, nós passarmos pela porta estreita, não pensemos que será fácil.
  • 16.
    Será preciso muitosacrifício, esforço, persistência, resignação, humildade, benevolência, amor, caridade e dedicarmos uma vida inteira ao próximo, procurando a cada dia nos livrar dos apegos materiais, dar a eles o seu valor devido e também evoluirmos moral e intelectualmente, fazendo com que extirpemos de nós os defeitos. Devemos procurar seguir os conselhos do Mestre Jesus, que nos ensinou todos os segredos para conseguirmos passar pela porta estreita. Ele disse: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. Quando rejeitamos o convite fraterno para seguir o caminho que leva à porta estreita, o tempo e a dor a ela nos conduzirão, em regime de misericórdia divina.
  • 17.
    Torna-se importante saberque ninguém consegue o pleno domínio das más tendências em um repente e nem surge sublime de um instante para o outro. A evolução é um processo gradativo, embora possa ser acelerado enormemente pela vontade. Muita Paz! O amanhã é sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso! Visite meu Blog: http://espieirual-espiritual.blogspot.com.br A serviço da Doutrina Espírita; com estudos comentados de O Livro dos Espíritos, de O Livro dos Médiuns, e de O Evangelho Segundo o Espiritismo.