SlideShare uma empresa Scribd logo
Jorge E. Brandán        –      -      Doutrina Social da Igreja     - 1

          Doutrina Social da Igreja (6)

Os valores fundamentais da vida social

Verdade
                Os homens estão obrigados de modo particular a tender
continuamente à verdade, a respeitá-la e a testemunhá-la responsavelmente.
Viver na verdade tem um significado especial nas relações sociais: a
convivência entre os seres humanos em uma comunidade é efectivamente
ordenada, fecunda e condizente com a sua dignidade de pessoas quando se funda
na verdade. "Os homens não poderiam viver juntos se não tivessem confiança
recíproca, quer dizer, se não manifestassem a verdade uns aos outros." A virtude
da verdade devolve ao outro o que lhe é devido. A veracidade observa um justo
meio entre aquilo que deve ser expresso e o segredo que deve ser guardado
        Quanto mais as pessoas e os grupos sociais se esforçam por resolver os
problemas sociais segundo a verdade, tanto mais se afastam do arbítrio e se
conformam às exigências objectivas da moralidade. O homem tende naturalmente
para a verdade. É obrigado a honrá-la e testemunhá-la: "É postulado da própria
dignidade que os homens todos, por serem pessoas... se sintam por natureza
impelidos e moralmente obrigados a procurar a verdade. São obrigados também a
aderir à verdade conhecida e a ordenar toda a vida segundo as exigências da
verdade"
        A verdade como rectidão do agir e da palavra humana tem o nome de
veracidade, sinceridade ou franqueza. A verdade ou a veracidade é a virtude que
consiste em mostrar-se verdadeiro no agir e no falar, guardando-se da duplicidade,
da simulação e da hipocrisia.

Liberdade
         A liberdade é no homem sinal altíssimo da imagem divina e,
consequentemente, sinal da sublime dignidade de toda pessoa humana: «A
liberdade se exerce no relacionamento entre os seres humanos. Toda pessoa
humana, criada à imagem de Deus, tem o direito natural de ser reconhecida como
ser livre e responsável. Todos devem a cada um esta obrigação de respeito. O
direito ao exercício da liberdade é uma exigência inseparável da dignidade da
pessoa humana». Não se deve restringir o significado da liberdade, considerando-a
numa perspectiva puramente individualista e reduzindo-a ao exercício arbitrário e
Jorge E. Brandán        –       -      Doutrina Social da Igreja     - 2
incontrolado da própria autonomia pessoal: «Longe de realizar-se na total
autonomia do eu e na ausência de relações, a liberdade só existe verdadeiramente
quando laços recíprocos, regidos pela verdade e pela justiça, unem as pessoas». O
homem é dotado de razão e por isso é semelhante a Deus: foi criado livre e senhor
de seus actos.
        A liberdade torna o homem responsável por seus actos, na medida em que
forem voluntários.
        A imputabilidade e a responsabilidade de uma acção podem ficar
diminuídas ou suprimidas pela ignorância, inadvertência, violência, medo,
hábitos, afeições imoderadas e outros factores psíquicos ou sociais.
        Todo acto diretamente querido é imputável a seu autor:

Justiça.
        A justiça é um valor, que acompanha o exercício da correspondente
virtude moral cardeal. Segundo a sua formulação mais clássica, «ela consiste na
constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido». Do
ponto de vista subjectivo a justiça se traduz na atitude determinada pela vontade
de reconhecer o outro como pessoa, ao passo que, do ponto de vista objectivo,
constitui o critério determinante da moralidade no âmbito inter-subjetivo e social.

Via da Caridade.
         Os valores da verdade, da justiça, do amor e da liberdade nascem e se
desenvolvem do manancial interior da caridade: a convivência humana é
ordenada, fecunda de bens e condizente com a dignidade do homem, quando se
funda na verdade; realiza-se segundo a justiça, ou seja, no respeito efectivo pelos
direitos e no leal cumprimento dos respectivos deveres; é realizada na liberdade
que condiz com a dignidade dos homens, levados pela sua mesma natureza
racional a assumir a responsabilidade pelo próprio agir; é vivificada pelo amor,
que faz sentir como próprias as carências e as exigências alheias e torna sempre
mais intensas a comunhão dos valores espirituais e a solicitude pelas necessidades
materiais. Estes valores constituem pilastras das quais recebe solidez e
consistência o edifício do viver e do agir: são valores que determinam a qualidade
de toda a acção e instituição social.

Questionário:
  1-. Por que viver na verdade tem um significado especial nas relações sociais?
  2- De que é sinal a Liberdade?
  3- Em que consiste a Virtude da verdade?
  4- Onde se exerce a liberdade?
Jorge E. Brandán          –       -       Doutrina Social da Igreja       - 3
  5- Quando se restringe o significado da liberdade?
  6- Quando existe verdadeiramente a liberdade?
  7- Que é a justiça?
  8- Justiça do ponto de vista Objectivo?
  9- Justiça do ponto de vista subjectivo?
  10- Onde nascem os valores?
  11- Quando a convivência humana é ordenada, fecunda e condizente da
  dignidade humana?
  12- Em que se constituem os valores da verdade, liberdade e da justiça?

O Magistério da Igreja de Leão XIII à Pio XII.

Rerum Novarum (Das Coisas Novas)
AUTOR
   LEON XIII

DATA DE PUBLICAÇÃO
   15 - 05 - 1891

CONTEXTO HISTÓRICO
   No ano 1891 situa-se o período da baixa geral. Já que a revolução industrial chegava a
quase todos os países europeus, com um modo de trabalho, de condições inumanas.

TEMAS QUE ABRRANGE
    Condições dos operários: Questão operária Leão XIII o resume "um número"
sumamente reduzido de opulentos e ricos impus pouco menos que o jugo da escravidão a
uma multidão infinita de proletários. RN 1
    O Papa define-se negando a solução socialista e propondo outra solução na que
intervêm a Igreja, o estado e os interessados, operários e patrões.
    Relações entre as classes sociais: Deveres dos operários em correlação com os dos
ricos dos patrões. Busca a harmonia e paz entre ambas as classes.
    Trata sobre o direito natural de associação, organizar sindicatos.
    Moderada intervenção do estado em ordem ao bem comum e uma sabia política de
justiça distributiva.
    Restauração dos costumes cristãos, só a religião pode curar o mal.
Jorge E. Brandán         –        -      Doutrina Social da Igreja       - 4
Quadragesimo anno.
AUTOR
   PIO XI

DATA DE PUBLICAÇÃO
   15 -05 -1931
  Dada a conhecer no 40 aniversário da RERUM
NOVARUM do 15 de Maio de 1931, mas publicada o 23 de
Maio do mesmo ano.

CONTEXTO HISTÓRICO
   A problemática estava radicada na progressiva integração da sociedade; aparecem os
grandes monopólios nas fábricas.

TEMAS QUE ABRANGE
    Todos estes temas os considera como una serie de elementos que se referem as pessoas
particulares e só indirectamente toca a ordem social.

Na solenidade de Pentecostes
(Radiomensagem)
AUTOR
           PIO XII

DATA DE PUBLICAÇÃO
1/6/1941

TEMAS QUE ABRANGE
Os valores fundamentais da questão social, em ocasião do cinquentenário da "Rerum
Novarum”. È aqui que Pio XII deu o nome definitivo de Doutrina Social da Igreja.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Rerum novarum
Rerum novarumRerum novarum
Rerum novarum
Marice da conceição
 
Cânones credo social
Cânones   credo socialCânones   credo social
Cânones credo social
Paulo Dias Nogueira
 
Teologia moral frei oton - aula 2
Teologia moral   frei oton - aula 2Teologia moral   frei oton - aula 2
Teologia moral frei oton - aula 2
Zé Vitor Rabelo
 
teologia moral
teologia moralteologia moral
teologia moral
Manoel Inacio Oliveira
 
Palestra Filantropica 2010
Palestra Filantropica 2010Palestra Filantropica 2010
Palestra Filantropica 2010
Instituto Espírita de Educação
 
Teologia moral frei oton - aula 1
Teologia moral   frei oton - aula 1Teologia moral   frei oton - aula 1
Teologia moral frei oton - aula 1
Zé Vitor Rabelo
 
Doutrina social da igreja
Doutrina social da igrejaDoutrina social da igreja
Doutrina social da igreja
ctleigos
 
Marxismo cultural - A Farsa Ateísta
Marxismo cultural - A Farsa AteístaMarxismo cultural - A Farsa Ateísta
Marxismo cultural - A Farsa Ateísta
Carlos Silva
 
Encíclica rerum novarum hans
Encíclica rerum novarum   hansEncíclica rerum novarum   hans
Encíclica rerum novarum hans
Rarden Luis
 
Capitulo 1 o ensino social no antigo testamento
Capitulo 1   o ensino social no antigo testamentoCapitulo 1   o ensino social no antigo testamento
Capitulo 1 o ensino social no antigo testamento
Klaus Newman
 
Capitulo 2 o Pensamento Social no Novo Testamento
Capitulo 2   o Pensamento Social no Novo TestamentoCapitulo 2   o Pensamento Social no Novo Testamento
Capitulo 2 o Pensamento Social no Novo Testamento
Klaus Newman
 
Ética e Teologia
Ética e TeologiaÉtica e Teologia
Ética e Teologia
Daniel M Junior
 
Igreja e sociedade
Igreja e sociedadeIgreja e sociedade
Igreja e sociedade
Ricardo Castro
 
Instituição religiosa
Instituição religiosaInstituição religiosa
Instituição religiosa
roberto mosca junior
 
Ética Cristã (Medieval)
Ética Cristã (Medieval)Ética Cristã (Medieval)
Ética Cristã (Medieval)
Rene Lins
 
Introdução teologia moral.pptx
Introdução teologia moral.pptxIntrodução teologia moral.pptx
Introdução teologia moral.pptx
Sandra Vale
 
Instituição religiosa
Instituição religiosaInstituição religiosa
Instituição religiosa
roberto mosca junior
 
Família em Perigo! - Ideologia de gênero (Revista Gospel)
Família em Perigo! - Ideologia de gênero (Revista Gospel)Família em Perigo! - Ideologia de gênero (Revista Gospel)
Família em Perigo! - Ideologia de gênero (Revista Gospel)
Carlos Silva
 
Mater et Magistra
Mater et MagistraMater et Magistra
Mater et Magistra
Carlinhos Pregador
 
Mapa conceitual da Doutrina Social da Igreja
Mapa conceitual da Doutrina Social da IgrejaMapa conceitual da Doutrina Social da Igreja
Mapa conceitual da Doutrina Social da Igreja
Raimundo Oliveira
 

Mais procurados (20)

Rerum novarum
Rerum novarumRerum novarum
Rerum novarum
 
Cânones credo social
Cânones   credo socialCânones   credo social
Cânones credo social
 
Teologia moral frei oton - aula 2
Teologia moral   frei oton - aula 2Teologia moral   frei oton - aula 2
Teologia moral frei oton - aula 2
 
teologia moral
teologia moralteologia moral
teologia moral
 
Palestra Filantropica 2010
Palestra Filantropica 2010Palestra Filantropica 2010
Palestra Filantropica 2010
 
Teologia moral frei oton - aula 1
Teologia moral   frei oton - aula 1Teologia moral   frei oton - aula 1
Teologia moral frei oton - aula 1
 
Doutrina social da igreja
Doutrina social da igrejaDoutrina social da igreja
Doutrina social da igreja
 
Marxismo cultural - A Farsa Ateísta
Marxismo cultural - A Farsa AteístaMarxismo cultural - A Farsa Ateísta
Marxismo cultural - A Farsa Ateísta
 
Encíclica rerum novarum hans
Encíclica rerum novarum   hansEncíclica rerum novarum   hans
Encíclica rerum novarum hans
 
Capitulo 1 o ensino social no antigo testamento
Capitulo 1   o ensino social no antigo testamentoCapitulo 1   o ensino social no antigo testamento
Capitulo 1 o ensino social no antigo testamento
 
Capitulo 2 o Pensamento Social no Novo Testamento
Capitulo 2   o Pensamento Social no Novo TestamentoCapitulo 2   o Pensamento Social no Novo Testamento
Capitulo 2 o Pensamento Social no Novo Testamento
 
Ética e Teologia
Ética e TeologiaÉtica e Teologia
Ética e Teologia
 
Igreja e sociedade
Igreja e sociedadeIgreja e sociedade
Igreja e sociedade
 
Instituição religiosa
Instituição religiosaInstituição religiosa
Instituição religiosa
 
Ética Cristã (Medieval)
Ética Cristã (Medieval)Ética Cristã (Medieval)
Ética Cristã (Medieval)
 
Introdução teologia moral.pptx
Introdução teologia moral.pptxIntrodução teologia moral.pptx
Introdução teologia moral.pptx
 
Instituição religiosa
Instituição religiosaInstituição religiosa
Instituição religiosa
 
Família em Perigo! - Ideologia de gênero (Revista Gospel)
Família em Perigo! - Ideologia de gênero (Revista Gospel)Família em Perigo! - Ideologia de gênero (Revista Gospel)
Família em Perigo! - Ideologia de gênero (Revista Gospel)
 
Mater et Magistra
Mater et MagistraMater et Magistra
Mater et Magistra
 
Mapa conceitual da Doutrina Social da Igreja
Mapa conceitual da Doutrina Social da IgrejaMapa conceitual da Doutrina Social da Igreja
Mapa conceitual da Doutrina Social da Igreja
 

Destaque

Doutrina social da igreja quadro
Doutrina social da igreja  quadro Doutrina social da igreja  quadro
Doutrina social da igreja quadro
Jorge Eduardo Brandán
 
O Princípio da Subsidiariedade e a Atuação Estatal no Esporte
O Princípio da Subsidiariedade e a Atuação Estatal no EsporteO Princípio da Subsidiariedade e a Atuação Estatal no Esporte
O Princípio da Subsidiariedade e a Atuação Estatal no Esporte
Editora Fórum
 
Aula doutrina social slids refeito 1
Aula doutrina social slids refeito 1Aula doutrina social slids refeito 1
Aula doutrina social slids refeito 1
ctleigos
 
Rerum novarum
Rerum novarumRerum novarum
Rerum novarum
amandiis
 
Doutrina da igreja
Doutrina da igrejaDoutrina da igreja
Doutrina da igreja
ugleybson
 
Energía y sus transformaciones.
Energía y sus transformaciones.Energía y sus transformaciones.
Energía y sus transformaciones.
Jorge Omar
 

Destaque (6)

Doutrina social da igreja quadro
Doutrina social da igreja  quadro Doutrina social da igreja  quadro
Doutrina social da igreja quadro
 
O Princípio da Subsidiariedade e a Atuação Estatal no Esporte
O Princípio da Subsidiariedade e a Atuação Estatal no EsporteO Princípio da Subsidiariedade e a Atuação Estatal no Esporte
O Princípio da Subsidiariedade e a Atuação Estatal no Esporte
 
Aula doutrina social slids refeito 1
Aula doutrina social slids refeito 1Aula doutrina social slids refeito 1
Aula doutrina social slids refeito 1
 
Rerum novarum
Rerum novarumRerum novarum
Rerum novarum
 
Doutrina da igreja
Doutrina da igrejaDoutrina da igreja
Doutrina da igreja
 
Energía y sus transformaciones.
Energía y sus transformaciones.Energía y sus transformaciones.
Energía y sus transformaciones.
 

Semelhante a 6 doutrina social da igreja os valores

Trabalho moral ines
Trabalho moral   inesTrabalho moral   ines
Trabalho moral ines
Virgilio
 
Apostila classicos-sociologia
Apostila classicos-sociologiaApostila classicos-sociologia
Apostila classicos-sociologia
Cristina Bentes
 
Apostila classicos-sociologia-131031092141-phpapp01
Apostila classicos-sociologia-131031092141-phpapp01Apostila classicos-sociologia-131031092141-phpapp01
Apostila classicos-sociologia-131031092141-phpapp01
anaely13
 
RESPONSABILIDADE DE GRUPO
RESPONSABILIDADE DE GRUPORESPONSABILIDADE DE GRUPO
Considerações sobre as reivindicações feministas. Da diferença à igualdade
Considerações sobre as reivindicações feministas. Da diferença à igualdadeConsiderações sobre as reivindicações feministas. Da diferença à igualdade
Considerações sobre as reivindicações feministas. Da diferença à igualdade
Juliana Anacleto
 
Ética, cidadania e direitos humanos 2012
Ética, cidadania e direitos humanos 2012Ética, cidadania e direitos humanos 2012
Ética, cidadania e direitos humanos 2012
Delziene Jesus
 
Curso De Direitos Humanos Aula Itesp Dia 03 MarçO De 2010
Curso De Direitos Humanos   Aula Itesp Dia 03 MarçO De 2010Curso De Direitos Humanos   Aula Itesp Dia 03 MarçO De 2010
Curso De Direitos Humanos Aula Itesp Dia 03 MarçO De 2010
ElenitaPimentel
 
Deabate liberal comunitário
Deabate liberal comunitárioDeabate liberal comunitário
Deabate liberal comunitário
Marco Fábio Prata Lima
 
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
Martin M Flynn
 
A comunidade humana
A comunidade humanaA comunidade humana
A comunidade humana
Silvia Neuropp
 
Filosofia na Cidade 11º ano
Filosofia na Cidade 11º anoFilosofia na Cidade 11º ano
Filosofia na Cidade 11º ano
Ana Isabel
 
Apostila sociologia
Apostila sociologiaApostila sociologia
Apostila sociologia
Allan Almeida de Araújo
 
Apostila sociologia (1)
Apostila sociologia (1)Apostila sociologia (1)
Apostila sociologia (1)
Allan Almeida de Araújo
 
Apostila sociologia - eja fácil
Apostila sociologia - eja fácilApostila sociologia - eja fácil
Apostila sociologia - eja fácil
MARISE VON FRUHAUF HUBLARD
 
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Indivíduos e Sociedade
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Indivíduos e SociedadeSlides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Indivíduos e Sociedade
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Indivíduos e Sociedade
Turma Olímpica
 
O conceito da_moral_paim
O conceito da_moral_paimO conceito da_moral_paim
O conceito da_moral_paim
Daniele Moura
 
RESUMO SOBRE A TEMATICA QUEM É O HOMEM.docx
RESUMO SOBRE A TEMATICA QUEM É O HOMEM.docxRESUMO SOBRE A TEMATICA QUEM É O HOMEM.docx
RESUMO SOBRE A TEMATICA QUEM É O HOMEM.docx
andresilvahis
 
Aula etica publica (icec)
Aula etica publica (icec)Aula etica publica (icec)
Aula etica publica (icec)
Juarez Costa Costa
 
Aula etica publica (icec)
Aula etica publica (icec)Aula etica publica (icec)
Aula etica publica (icec)
Juarez Costa Costa
 
Aula etica publica (icec)
Aula etica publica (icec)Aula etica publica (icec)
Aula etica publica (icec)
Juarez Costa Costa
 

Semelhante a 6 doutrina social da igreja os valores (20)

Trabalho moral ines
Trabalho moral   inesTrabalho moral   ines
Trabalho moral ines
 
Apostila classicos-sociologia
Apostila classicos-sociologiaApostila classicos-sociologia
Apostila classicos-sociologia
 
Apostila classicos-sociologia-131031092141-phpapp01
Apostila classicos-sociologia-131031092141-phpapp01Apostila classicos-sociologia-131031092141-phpapp01
Apostila classicos-sociologia-131031092141-phpapp01
 
RESPONSABILIDADE DE GRUPO
RESPONSABILIDADE DE GRUPORESPONSABILIDADE DE GRUPO
RESPONSABILIDADE DE GRUPO
 
Considerações sobre as reivindicações feministas. Da diferença à igualdade
Considerações sobre as reivindicações feministas. Da diferença à igualdadeConsiderações sobre as reivindicações feministas. Da diferença à igualdade
Considerações sobre as reivindicações feministas. Da diferença à igualdade
 
Ética, cidadania e direitos humanos 2012
Ética, cidadania e direitos humanos 2012Ética, cidadania e direitos humanos 2012
Ética, cidadania e direitos humanos 2012
 
Curso De Direitos Humanos Aula Itesp Dia 03 MarçO De 2010
Curso De Direitos Humanos   Aula Itesp Dia 03 MarçO De 2010Curso De Direitos Humanos   Aula Itesp Dia 03 MarçO De 2010
Curso De Direitos Humanos Aula Itesp Dia 03 MarçO De 2010
 
Deabate liberal comunitário
Deabate liberal comunitárioDeabate liberal comunitário
Deabate liberal comunitário
 
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
 
A comunidade humana
A comunidade humanaA comunidade humana
A comunidade humana
 
Filosofia na Cidade 11º ano
Filosofia na Cidade 11º anoFilosofia na Cidade 11º ano
Filosofia na Cidade 11º ano
 
Apostila sociologia
Apostila sociologiaApostila sociologia
Apostila sociologia
 
Apostila sociologia (1)
Apostila sociologia (1)Apostila sociologia (1)
Apostila sociologia (1)
 
Apostila sociologia - eja fácil
Apostila sociologia - eja fácilApostila sociologia - eja fácil
Apostila sociologia - eja fácil
 
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Indivíduos e Sociedade
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Indivíduos e SociedadeSlides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Indivíduos e Sociedade
Slides da aula de Filosofia (João Luís) sobre Indivíduos e Sociedade
 
O conceito da_moral_paim
O conceito da_moral_paimO conceito da_moral_paim
O conceito da_moral_paim
 
RESUMO SOBRE A TEMATICA QUEM É O HOMEM.docx
RESUMO SOBRE A TEMATICA QUEM É O HOMEM.docxRESUMO SOBRE A TEMATICA QUEM É O HOMEM.docx
RESUMO SOBRE A TEMATICA QUEM É O HOMEM.docx
 
Aula etica publica (icec)
Aula etica publica (icec)Aula etica publica (icec)
Aula etica publica (icec)
 
Aula etica publica (icec)
Aula etica publica (icec)Aula etica publica (icec)
Aula etica publica (icec)
 
Aula etica publica (icec)
Aula etica publica (icec)Aula etica publica (icec)
Aula etica publica (icec)
 

Último

Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTALPlanejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
katbrochier1
 
A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o m...
A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o m...A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o m...
A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o m...
ANDRÉA FERREIRA
 
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionaisResumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
beatrizsilva525654
 
TREINAMENTO DE BRIGADA DE INCENDIO BRIGADA CCB 2023.pptx
TREINAMENTO DE BRIGADA DE INCENDIO BRIGADA CCB 2023.pptxTREINAMENTO DE BRIGADA DE INCENDIO BRIGADA CCB 2023.pptx
TREINAMENTO DE BRIGADA DE INCENDIO BRIGADA CCB 2023.pptx
erssstcontato
 
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
AntonioLobosco3
 
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptxTreinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
MarcosPaulo777883
 
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptxAtpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
joaresmonte3
 
Atividade de reforço de matemática 2º ano
Atividade de reforço de matemática 2º anoAtividade de reforço de matemática 2º ano
Atividade de reforço de matemática 2º ano
fernandacosta37763
 
TUTORIAL PARA LANÇAMENTOGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
TUTORIAL PARA LANÇAMENTOGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGTUTORIAL PARA LANÇAMENTOGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
TUTORIAL PARA LANÇAMENTOGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
ProfessoraTatianaT
 
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.pptFUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
MarceloMonteiro213738
 
Roteiro para análise do Livro Didático.pptx
Roteiro para análise do Livro Didático.pptxRoteiro para análise do Livro Didático.pptx
Roteiro para análise do Livro Didático.pptx
pamellaaraujo10
 
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
Educação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideiaEducação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideia
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
joseanesouza36
 
12072423052012Critica_Literaria_-_Aula_07.pdf
12072423052012Critica_Literaria_-_Aula_07.pdf12072423052012Critica_Literaria_-_Aula_07.pdf
12072423052012Critica_Literaria_-_Aula_07.pdf
JohnnyLima16
 
A Núbia e o Reino De Cuxe- 6º ano....ppt
A Núbia e o Reino De Cuxe- 6º ano....pptA Núbia e o Reino De Cuxe- 6º ano....ppt
A Núbia e o Reino De Cuxe- 6º ano....ppt
WilianeBarbosa2
 
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdfUFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
Manuais Formação
 
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdfUFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
Manuais Formação
 
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdfcronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
todorokillmepls
 
Atividade letra da música - Espalhe Amor, Anavitória.
Atividade letra da música - Espalhe  Amor, Anavitória.Atividade letra da música - Espalhe  Amor, Anavitória.
Atividade letra da música - Espalhe Amor, Anavitória.
Mary Alvarenga
 
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de cursoDicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Simone399395
 

Último (20)

Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, Central Gospel, Os Mortos Em CRISTO, 2Tr24.pptx
 
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTALPlanejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
Planejamento BNCC - 4 ANO -TRIMESTRAL - ENSINO FUNDAMENTAL
 
A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o m...
A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o m...A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o m...
A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o m...
 
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionaisResumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
Resumo de Química 10º ano Estudo exames nacionais
 
TREINAMENTO DE BRIGADA DE INCENDIO BRIGADA CCB 2023.pptx
TREINAMENTO DE BRIGADA DE INCENDIO BRIGADA CCB 2023.pptxTREINAMENTO DE BRIGADA DE INCENDIO BRIGADA CCB 2023.pptx
TREINAMENTO DE BRIGADA DE INCENDIO BRIGADA CCB 2023.pptx
 
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
A influência do comércio eletrônico no processo de gestão das livrarias e edi...
 
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptxTreinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
 
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptxAtpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
Atpcg PEI Rev Irineu GESTÃO DE SALA DE AULA.pptx
 
Atividade de reforço de matemática 2º ano
Atividade de reforço de matemática 2º anoAtividade de reforço de matemática 2º ano
Atividade de reforço de matemática 2º ano
 
TUTORIAL PARA LANÇAMENTOGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
TUTORIAL PARA LANÇAMENTOGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGTUTORIAL PARA LANÇAMENTOGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
TUTORIAL PARA LANÇAMENTOGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
 
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.pptFUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
FUNCAO EQUAÇÃO DO 2° GRAU SLIDES AULA 1.ppt
 
Roteiro para análise do Livro Didático.pptx
Roteiro para análise do Livro Didático.pptxRoteiro para análise do Livro Didático.pptx
Roteiro para análise do Livro Didático.pptx
 
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
Educação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideiaEducação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideia
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
 
12072423052012Critica_Literaria_-_Aula_07.pdf
12072423052012Critica_Literaria_-_Aula_07.pdf12072423052012Critica_Literaria_-_Aula_07.pdf
12072423052012Critica_Literaria_-_Aula_07.pdf
 
A Núbia e o Reino De Cuxe- 6º ano....ppt
A Núbia e o Reino De Cuxe- 6º ano....pptA Núbia e o Reino De Cuxe- 6º ano....ppt
A Núbia e o Reino De Cuxe- 6º ano....ppt
 
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdfUFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
UFCD_6580_Cuidados na saúde a populações mais vulneráveis_índice.pdf
 
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdfUFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
UFCD_3546_Prevenção e primeiros socorros_geriatria.pdf
 
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdfcronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
 
Atividade letra da música - Espalhe Amor, Anavitória.
Atividade letra da música - Espalhe  Amor, Anavitória.Atividade letra da música - Espalhe  Amor, Anavitória.
Atividade letra da música - Espalhe Amor, Anavitória.
 
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de cursoDicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
Dicas de normas ABNT para trabalho de conclusão de curso
 

6 doutrina social da igreja os valores

  • 1. Jorge E. Brandán – - Doutrina Social da Igreja - 1 Doutrina Social da Igreja (6) Os valores fundamentais da vida social Verdade Os homens estão obrigados de modo particular a tender continuamente à verdade, a respeitá-la e a testemunhá-la responsavelmente. Viver na verdade tem um significado especial nas relações sociais: a convivência entre os seres humanos em uma comunidade é efectivamente ordenada, fecunda e condizente com a sua dignidade de pessoas quando se funda na verdade. "Os homens não poderiam viver juntos se não tivessem confiança recíproca, quer dizer, se não manifestassem a verdade uns aos outros." A virtude da verdade devolve ao outro o que lhe é devido. A veracidade observa um justo meio entre aquilo que deve ser expresso e o segredo que deve ser guardado Quanto mais as pessoas e os grupos sociais se esforçam por resolver os problemas sociais segundo a verdade, tanto mais se afastam do arbítrio e se conformam às exigências objectivas da moralidade. O homem tende naturalmente para a verdade. É obrigado a honrá-la e testemunhá-la: "É postulado da própria dignidade que os homens todos, por serem pessoas... se sintam por natureza impelidos e moralmente obrigados a procurar a verdade. São obrigados também a aderir à verdade conhecida e a ordenar toda a vida segundo as exigências da verdade" A verdade como rectidão do agir e da palavra humana tem o nome de veracidade, sinceridade ou franqueza. A verdade ou a veracidade é a virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro no agir e no falar, guardando-se da duplicidade, da simulação e da hipocrisia. Liberdade A liberdade é no homem sinal altíssimo da imagem divina e, consequentemente, sinal da sublime dignidade de toda pessoa humana: «A liberdade se exerce no relacionamento entre os seres humanos. Toda pessoa humana, criada à imagem de Deus, tem o direito natural de ser reconhecida como ser livre e responsável. Todos devem a cada um esta obrigação de respeito. O direito ao exercício da liberdade é uma exigência inseparável da dignidade da pessoa humana». Não se deve restringir o significado da liberdade, considerando-a numa perspectiva puramente individualista e reduzindo-a ao exercício arbitrário e
  • 2. Jorge E. Brandán – - Doutrina Social da Igreja - 2 incontrolado da própria autonomia pessoal: «Longe de realizar-se na total autonomia do eu e na ausência de relações, a liberdade só existe verdadeiramente quando laços recíprocos, regidos pela verdade e pela justiça, unem as pessoas». O homem é dotado de razão e por isso é semelhante a Deus: foi criado livre e senhor de seus actos. A liberdade torna o homem responsável por seus actos, na medida em que forem voluntários. A imputabilidade e a responsabilidade de uma acção podem ficar diminuídas ou suprimidas pela ignorância, inadvertência, violência, medo, hábitos, afeições imoderadas e outros factores psíquicos ou sociais. Todo acto diretamente querido é imputável a seu autor: Justiça. A justiça é um valor, que acompanha o exercício da correspondente virtude moral cardeal. Segundo a sua formulação mais clássica, «ela consiste na constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido». Do ponto de vista subjectivo a justiça se traduz na atitude determinada pela vontade de reconhecer o outro como pessoa, ao passo que, do ponto de vista objectivo, constitui o critério determinante da moralidade no âmbito inter-subjetivo e social. Via da Caridade. Os valores da verdade, da justiça, do amor e da liberdade nascem e se desenvolvem do manancial interior da caridade: a convivência humana é ordenada, fecunda de bens e condizente com a dignidade do homem, quando se funda na verdade; realiza-se segundo a justiça, ou seja, no respeito efectivo pelos direitos e no leal cumprimento dos respectivos deveres; é realizada na liberdade que condiz com a dignidade dos homens, levados pela sua mesma natureza racional a assumir a responsabilidade pelo próprio agir; é vivificada pelo amor, que faz sentir como próprias as carências e as exigências alheias e torna sempre mais intensas a comunhão dos valores espirituais e a solicitude pelas necessidades materiais. Estes valores constituem pilastras das quais recebe solidez e consistência o edifício do viver e do agir: são valores que determinam a qualidade de toda a acção e instituição social. Questionário: 1-. Por que viver na verdade tem um significado especial nas relações sociais? 2- De que é sinal a Liberdade? 3- Em que consiste a Virtude da verdade? 4- Onde se exerce a liberdade?
  • 3. Jorge E. Brandán – - Doutrina Social da Igreja - 3 5- Quando se restringe o significado da liberdade? 6- Quando existe verdadeiramente a liberdade? 7- Que é a justiça? 8- Justiça do ponto de vista Objectivo? 9- Justiça do ponto de vista subjectivo? 10- Onde nascem os valores? 11- Quando a convivência humana é ordenada, fecunda e condizente da dignidade humana? 12- Em que se constituem os valores da verdade, liberdade e da justiça? O Magistério da Igreja de Leão XIII à Pio XII. Rerum Novarum (Das Coisas Novas) AUTOR LEON XIII DATA DE PUBLICAÇÃO 15 - 05 - 1891 CONTEXTO HISTÓRICO No ano 1891 situa-se o período da baixa geral. Já que a revolução industrial chegava a quase todos os países europeus, com um modo de trabalho, de condições inumanas. TEMAS QUE ABRRANGE Condições dos operários: Questão operária Leão XIII o resume "um número" sumamente reduzido de opulentos e ricos impus pouco menos que o jugo da escravidão a uma multidão infinita de proletários. RN 1 O Papa define-se negando a solução socialista e propondo outra solução na que intervêm a Igreja, o estado e os interessados, operários e patrões. Relações entre as classes sociais: Deveres dos operários em correlação com os dos ricos dos patrões. Busca a harmonia e paz entre ambas as classes. Trata sobre o direito natural de associação, organizar sindicatos. Moderada intervenção do estado em ordem ao bem comum e uma sabia política de justiça distributiva. Restauração dos costumes cristãos, só a religião pode curar o mal.
  • 4. Jorge E. Brandán – - Doutrina Social da Igreja - 4 Quadragesimo anno. AUTOR PIO XI DATA DE PUBLICAÇÃO 15 -05 -1931 Dada a conhecer no 40 aniversário da RERUM NOVARUM do 15 de Maio de 1931, mas publicada o 23 de Maio do mesmo ano. CONTEXTO HISTÓRICO A problemática estava radicada na progressiva integração da sociedade; aparecem os grandes monopólios nas fábricas. TEMAS QUE ABRANGE Todos estes temas os considera como una serie de elementos que se referem as pessoas particulares e só indirectamente toca a ordem social. Na solenidade de Pentecostes (Radiomensagem) AUTOR PIO XII DATA DE PUBLICAÇÃO 1/6/1941 TEMAS QUE ABRANGE Os valores fundamentais da questão social, em ocasião do cinquentenário da "Rerum Novarum”. È aqui que Pio XII deu o nome definitivo de Doutrina Social da Igreja.