1 doutrina social da igreja que é a dsi

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Que é a Doutrina Social da Igreja

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1 doutrina social da igreja que é a dsi

  1. 1. Jorge E. Brandán – - Doutrina Social da Igreja - 1 Doutrina Social da Igreja (1)1. Que é a Doutrina Social da Igreja? Conceito: A doutrina social da Igreja é o conjunto de declarações oficiais do magistério daIgreja, que diz respeito as relações sociais. É uma doutrina que pretende dar soluções aosconflitos provocados pela economia capitalista. Doutrina: esta palavra diferencia-se de ensinamento, doutrina fala de um conjunto de verdades cristãs sobre a sociedade Ensinamento: significa o acto de transmitir o conteúdo. A expressão Doutrina, fala dum conjunto de verdades cristãs sobre a sociedade,implica também um conjunto de ensinamentos que se dão em forma sistemática. A doutrina social da Igreja não foi pensada desde o princípio como um sistemaorgânico; mas foi-se formando pouco a pouco, com progressivos pronunciamentos doMagistério sobre os temas sociais. A doutrina social da Igreja não pertence ao campo da ideologia. Ela não édefinível segundo parâmetros socio-económicos. Não é um sistema ideológico oupragmático, que visa definir e compor as relações económicas, políticas e sociaisA sua finalidade principal é interpretar estas realidades, examinando a sua conformidadeou desconformidade com as linhas do ensinamento do Evangelho sobre o homem e sobrea sua vocação terrena e ao mesmo tempo transcendente; visa, pois, orientar ocomportamento cristão».Ideologia1 Sistema de ideias, valores e princípios que definem uma determinada visão domundo, fundamentando e orientando a forma de agir de uma pessoa ou de um gruposocial (partido político, grupo religioso, etc.)2. Os três níveis do ensinamento Teológico-moral. A doutrina social reflecte os três níveis do ensinamento teológico-moral: o nívelfundante das motivações; o directivo das normas do viver social; o deliberativo das1 Dicionários PRO de Língua Portuguesa - © 2009 Porto Editora, Lda.
  2. 2. Jorge E. Brandán – - Doutrina Social da Igreja - 2consciências, chamadas a mediar as normas objectivas e gerais nas situações sociaisconcretas e particulares.3. Como nasceu a Doutrina Social da Igreja? Com surgimento da revolução industrial na Inglaterra, no século XVIII, depois naEuropa, América do Norte e progressivamente por todo o mundo; dá-se um fenómeno deconsequências incalculáveis. É uma época de câmbios profundos na sociedade, asmudanças generacionais se aceleram, vão surgindo novas forças, novos sistemaspolíticos e económicos. Nascem o capitalismo (liberalismos) e o socialismo. O mundo sepolariza, a sociedade enfrenta novos desafios aos quais não esta preparada para darresposta. O crescimento da classe proletária, as cidades industrializadas crescem semmedida, o campo se empobrece, acontecem grandes migrações em procura de bem-estar.Perante o abuso e erros provocados pelo liberalismo e o socialismo, e em defesa dooperário a Igreja lança um apelo na voz e no ensinamento dos papas. Nasce assim aDoutrina social da Igreja.4. De onde lhe vem o seu nome? Quem iniciou a sistematizar estes ensinamentos foi o Papa Leão XIII no ano1891, mas ele iniciou a chama-la com o título “Uma doutrina tirada do Evangelho”,também utilizou o termo Filosofia Cristã. Quarenta anos depois o Papa Pio XI utiliza a palavra “doutrina social eeconómica” no ano 1931. Foi o Papa Pio XII quem consagrou a expressão “Doutrina Social da Igreja”ou “Doutrina Social Católica” em 1941.5. Documento de trabalho No documento de “Puebla” (México) temos uma descrição da realidadeLatino-americana, que reflecte o acontecido em muitos países de África. Nestedocumento se nos apresenta para onde levam as Ideologias do Capitalismo e dosocialismo marxista.Conceito de Pessoa humana na Doutrina social da Igreja: A Igreja vê no homem, em cada homem, a imagem viva do próprio Deus;imagem que encontra sua plena explicação no mistério de Jesus Cristo, imagem perfeitada Deus, revelador de Deus ao homem, e do homem a si mesmo. O homem recebe de Deus a sua dignidade. A pessoa humana é o protagonista de toda a vida social.
  3. 3. Jorge E. Brandán – - Doutrina Social da Igreja - 3 2Visões economicistas do homem. Visão consumista. Visão individualista. Visão colectivista. Sob o signo do económico, podem-se assinalar na América Latina trêsvisões do homem que, embora distintas, têm raiz comum. Das três talvez a menosconsciente e, apesar de tudo, a mais generalizada seja a “visão consumista”. A pessoahumana está como que lançada na engrenagem da máquina da produção industrial; évista apenas como instrumento de produção e objecto de consumo. Tudo se fabrica e sevende em nome dos valores do ter, do poder e do prazer, como se fossem sinónimos dafelicidade humana. Impede-se assim o acesso aos valores espirituais e promove-se, emrazão do lucro, uma aparente e muito onerosa "participação" no bem comum. Ao serviço da sociedade de consumo, mas projectando-se para além damesma, o liberalismo económico, de praxis materialista, apresenta-nos uma “visãoindividualista” do ser humano. Segundo esta visão, a dignidade da pessoa está naeficácia económica e na liberdade individual. Encerrada em si própria e com frequênciaaferrada ao conceito religioso de salvação individual, cega-se para as exigências dajustiça social e coloca-se a serviço do imperialismo internacional do dinheiro, a que seassociam muitos governos esquecidos de suas obrigações em relação ao bem comum. Oposto ao liberalismo económico de forma clássica e em luta permanentecontra as suas consequências injustas, o marxismo clássico substitui a visãoindividualista do homem por uma “visão colectivista”, quase messiânica, do mesmo. Ameta existencial do ser humano coloca-se no desenvolvimento das forças materiais deprodução. A pessoa não é originariamente sua consciência; é antes constituída por suaexistência social. Despojada do arbítrio interno que lhe pode assinalar o caminho darealização pessoal, recebe suas normas de comportamento unicamente daqueles que sãoresponsáveis pela mudança das estruturas sócio-político-econômicas. Desconhece,portanto, os direitos humanos, especialmente o direito à liberdade religiosa, que está nabase de todas as liberdades. Desta forma, a dimensão religiosa, cuja origem estaria nosconflitos da infra-estrutura económica, se orienta para uma fraternidade messiânica semrelação com Deus. Materialista e ateu, o humanismo marxista reduz o ser humano, emúltima instância, às estruturas externas.Leitura e compreensão do texto. 1- Qual é a raiz comum das três visões economicistas do homem? 2- Por que a visão consumista é a menos consciente e mais generalizada? 3- Que diferença há entre indivíduo e individualista?2 PUEBLA,
  4. 4. Jorge E. Brandán – - Doutrina Social da Igreja - 4 4- Em que fundamenta o individualismo a dignidade da pessoa humana? 5- Na visão colectivista que conceito de homem têm?Debate: Formar grupos e preparar a defesa de uma das visões, e confrontar com oconceito de pessoa humana da Doutrina Social da Igreja. Capitalismo, Socialismo. Questionário: 1- Em que país e século, teve origem a revolução industrial? 2- Em que consistiu a revolução industrial? 3- Qual foi a causa do nascimento da Doutrina Social da Igreja? 4- Quem iniciou a sistematizar estes ensinamentos e em que ano? 5- Qual foi o primeiro nome que lhe deram? 6- Que aconteceu 40 anos depois da primeira encíclica social? 7- Quem consagrou a expressão Doutrina Social da Igreja e em que ano? 8- Que é a Doutrina Social da Igreja? 9- Quais são os três níveis do ensinamento teológico-moral? 10- Quais as três visões economicistas do homem que da o Documento de Puebla? 11- Por que estas visões são negativas

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