Grego θεóς = theos = "divindade" +
λóγος,    logos      =    "palavra") /
"estudo", análise, questionamento...
No sentido literal é o estudo:
Moral
Moral
Costumes
Comportamento
Regras que regem nossas vidas.
Pentateuco
Sapienciais e Profetas
Sócrates
•O     ethos   socrático    é
 racionalista,           nele
 encontramos             uma
 concepção do bem como
 felicidade pra a alma e do
 bom como útil       para a
 felicidade.

• A tese da virtude (Areté)
•O homem age
 retamente quando
 conhece o bem e,
 conhecendo-o, não
 pode deixar de
 praticá-lo, Por outro
Aristóteles
• A Partir de Platão, mais forte
  com Aristóteles, o homem
  enquanto tal, só pode viver na
  cidade ou na polis; é, por
  natureza, um animal
  político, ou seja, social. Não
  pode levar uma vida moral
  como indivíduo isolado, mas
  como membro da comunidade.
• 1. O que é o Bem para o homem.
• 2. A virtude Moral.
• 3. Responsabilidade pela ação.
• 4. Virtudes relacionadas com o
  dinheiro liberalidade e mesquinharia
  (baixeza, mediocridade, vulgaridade e
  avareza.
• 5. Justiça como um meio-termo.
• 6. A virtude intelectual
• 7. Continência e incontinência.
• 8. Amizade.
• 9. Nas amizades onde os
  motivos de cada um das duas
  partes são diferentes.
• 10. Prazer - Felicidade.
Moral:
• Costume
• Comportamento
• Regras que regem nossas vidas

Ética:
• A raiz da palavra ethos vem do grego e sugere morada,
  residência, lugar onde se habita.
•A raiz da palavra ethos vem do
 grego          e           sugere
 morada, residência, lugar onde se
•Portanto, a esse modo ou
 jeito próprio e habitual de
 morar, habitar no mundo e
 organizar a vida é que
 chamamos de ethos.
•Isso se dá na maneira em que
 vamos escolhendo a melhor
 resposta frente aos desafios,
• Experimentando, mudando, criando, a
  té conseguir ajeitar nosso ninho.
Deste ethos em ação vão surgindo:

                Valores

Solidariedade   Partilha Encontro
Normas,
Costumes de uma civilização, de
um povo, de um grupo social ou
até de um único indivíduo.
•O ethos está em ação desde que
 nascemos.
O ethos é:
Sistema de disposições adquiridas.

             •Solidariedade
   Bem       •Amor

             •Ódio
   Mal       •violência
•Gerador de
 estratégias
 novas, sempre que se
 faz necessário.
•Por disposições
 adquiridas queremos dizer
 tudo aquilo que é
 evidência comum de um
 grupo, alimentados por:
Mitos
Símbolos
•Valores e práticas que sustentam e
 regulamentam a vida individual e
 coletiva.
•O ethos nem sempre é
 verbalizado, nós
 descobrimos no mais das
 vezes quando observamos:
Comportamento das pessoas, suas motivações
e intenções profundas, seus gestos e ações
dentro do seu mundo existencial / cultural.
•Ele aflora nos sentimentos
 espontâneos, nos estados de
 ânimo, nos costumes e no agir
 cotidiano. Está presente na
 sabedoria     popular,    nos
 provérbios, no folclore e na
•ponto de partida para
 entender profundamente o ser
 humano e suas atitudes.
•Ele aparece como um alicerce
 que sustenta o ser humano seja
 lá qual for a sua situação e
 onde quer que viva, em qualquer
 época. Constitui-se numa fonte
 que não pára de jorrar.
• O ethos depara com uma experiência histórico-
  social no terreno da moral.
• partindo delas, procura determinar a essência
  da moral, sua origem, suas condições objetivas
  e subjetivas do ato moral, as fontes da
  avaliação moral, a natureza e a função dos
  juízos morais, os critérios de justificação destes
  juízos e o princípio que rege a mudança e a
  sucessão dos diferentes sistemas morais.
• Não podemos falar de
  normas, culturas, religiões, sem partir
  dos ethos. Ele aponta para a identidade
  mais profunda do humano,é bem verdade
  que nós nem sempre a revelamos de
  imediato, porque costumamos nos refugiar
  nas aparências, que não raro viram
  máscaras.
• Na dimensão cristã, da qual fazemos
  parte e recebemos o mandato de Cristo
  de ir por todo mundo e “fazei de
  todas           as         nações
  discípulos, batizando-as
  em nome do Pai, do
  Filho e do Espírito Santo
  e ensinando a observar
Cristo resgatou o ethos
•Em todo seu vigor, abrindo-
 nos as portas para o “tesouro”
 do humano, sem
 máscaras, para além das
 aparências, numa conjugação
 do divino e do humano.
•O Pai, é ao mesmo tempo a
 realização plena do humano, do
 ethos. Na medida em que nos
 aprofundamos no ethos revelado
 por Cristo, conhecemos melhor o
 ethos do humano. Eis uma das
 tarefas mais cruciais para a
 Teologia Moral.
Moral
•É uma palavra
 que deriva do
 latim / mos-
 mores –
 costumes,
•A moral: Conjunto de
 normas aceitas livres
 e
 conscientemente, qu
 e regulam o
 comportamento
 individual e social
• Por muitos
  séculos, moral passou a
  representar um esquema
  de “conservação”, algo
  “fechado”, mas aos
  poucos foi se abrindo.
• Moral será sempre a
  busca ou indicação de
•A moral segue em
 progresso quando
 elevada pelo caráter
 consciente e livre do
 comportamento dos
 indivíduos ou dos
 grupos sociais e, por
• Neste      sentido,     a
  comunidade primitiva se
  nos apresenta com uma
  fisionomia moral pobre,
  porque seus membros
  atuam de acordo com as
  normas      estabelecidas
  pelo costume e, por
•O    ethos    é   um
 referencial
 substancial, por isso
 precisa         estar
 atento, pois no meio
 dele pode brotar
•Há possibilidade de
 legitimarmos em
 nossa vida contra
 valores, como
 sendo valores. É
 fácil perceber
Submissão
Exploração
Autoritarismo
Mordomia
Privilégio
Esperteza
Jeitinho
•Notemos como está
 sendo introduzindo
 como normal todo
 um modo de ser e
 viver:
Malandragem
Sorte
Pistolão
Clientelismo
• Para a moral não cair
  nesta armadilha, ela
  precisa da ética.
• Horizonte crítico e
  depurador.
• É o ethos que fornece a
  “matéria prima”:
  substrato que é a
•Continuemos na busca
 da compreensão da
 Teologia enquanto
 “lar” da ética. O
 cristianismo tem sido
 sempre um lar para os
 grandes projetos éticos
O cristianismo tem sido
  sempre um lar para os
grandes projetos éticos da
fontes onde se bebe:
da fé num único Deus “vivo e
         verdadeiro”
•(1Ts 1,9), que é o
 sustentador e a
 garantia humana (Ex
 20,1-17), da
 consciência crítico-
 utópica do profetismo,
 que sabe descobrir o
Para os Cristãos, o
    ethos vem
 Jesus de Nazaré.
A cifra e o sinal dessa
alternativa ética é
mediante as Bem-
 aventuranças no
    contexto da
proclamação da Lei
   messiânica e
  escatológica do
Jesus vendo a multidão, subiu a um
monte, sentando-se, começou a ensinar:
Felizes os pobres no espírito, porque
      deles é o Reino dos Céus.
Felizes os mansos, porque
      herdarão a terra
Felizes os aflitos, porque
    serão consolados.
Felizes os que tem fome e sede da
 justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque
     alcançaram misericórdia.
Felizes os de puro coração, porque
            verão a Deus.
Felizes os que promovem a paz, porque
    serão chamados filhos de Deus.
Felizes os que são perseguidos por causa da
      justiça, porque deles é o reino dos céus.
•
• Felizes sois vós, quando vos injuriarem e vos
  perseguirem e, mentindo, disserem todo mal
  contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e
  regozijai-vos, porque será grande a vossa
  recompensa nos céus, pois foi assim que
  perseguiram os profetas que vieram antes de
  vós.
•O fundamento da
 Teologia como lar da
 ética tem como base:
Orienta
normas para
uma vida
“boa”.
Não há fé
plenamente
vivida sem
ilustração da
(Tia 2,14-22)
•Quando esse
 dinamismo de
 ilustração se converte
 em discurso crítico faz
 sua aparição: a
 Teologia. Por isso
 pode se afirmar que a
Iluminismo
Crise
•Confronto


Ética
•Valores
Ética – Moral
    Crise?
Filosofia Moderna -
     Heidegger
• Deu importância ao
  significado de
  ethos, como sendo
“estilo humano de morar
e de habitar”. A ética
constrói um universo de
sentido, de ideais, de
valores onde pode
• O mundo em que nos
  encontramos está
  confuso, cheio de
  interrogações, de
  incertezas, de ceticismo.
  Não há segurança nas
  respostas e as mudanças
  são constantes e
• O moderno, o pós-moderno e já se fala
  que estamos em pleno tempo
  contemporâneo, que se impõe de forma
  brutal. Mas esse novo tempo que
  vivemos também enfrenta crise pela
  rapidez das diversas mudanças.
• Seja qual for essa era em
  que vivemos, o certo é que
  estamos em profundas
  mudanças que naturalmente
  provocam em cadeia, uma
  série de crises aptas a
  provocar todo o complexo
  sistema político-cultural-
  econômico-religioso-social.
O ser humano está vazio, anda
aborrecido com tudo, responde a
qualquer provocação com violência e
até de forma violenta.
•A vida é cheia de
 armadilhas que
 proporcionam um
 permanente
 estado de
 medo, medo de
• Estamos nos afundando num
  individualismo narcisista; somos
  tomados pelo niilismo, ou
  seja, por uma descrença
  absoluta frente às Instituições
  Religiosas e sua hierarquia de
  valores.

• Esse tempo é de experiência da
• A impressão que temos é que tudo
  está de cabeça pra baixo, que o
  mundo está escapando das nossas
  mãos, do nosso controle.

• Já não há mais traços da
  unanimidade, característica do
  tradicional. Por isso podemos
  afirmar que o mundo atual é
  plural, policêntrico, aldeia
  global, ecumênico.
• Cabia a cada pessoa se
  encaixar no sistema
  vigente. Os papeis que
  cada um deveria
  desempenhar os
  símbolos e a religião,
  tinham lugar garantido,
  não se podia questionar,
• A família era coesa, a visão do
  mundo ainda era cosmocêntrica, bem
  típica da sociedade agrária. O ser
  humano era intimamente ligado a
  natureza e era até subjugado as
  suas forças... Mas o processo de
  modernidade que começou com o
  iluminismo há cerca de 500 anos,
  acabou mudando o modo de pesar e
  de viver das pessoas.
• Com o processo
  modernista, todas as ciências
  decolaram e com a expansão da
  pesquisa e da experiência
  surgiram novos enunciados que
  mudaria para sempre a história
  da humanidade - Copérnico e
  Galileu com o heliocentrismo.
•Francis Bacon com a
 valorização da
 razão, chamado
 iluminismo e a
 revolução
 industrial, estes dois
• A modernidade tem como
  princípio básico de que o homem
  é autônomo, sujeito de sua
  história e que busca a
  independência das
  determinações vindas de fora
  (tradições, religiões, autoridades
  e as forças da natureza).
• Outra artimanha do
  modernismo foi o
  processo de
  secularização, fomentad
  o pelo avanço da técnica
  e da ciência, mas
  substancialmente a
  razão que emancipou o
• O certo é que o Estado
  moderno queria ser
  soberano e não mais
  permanecer sob a tutela
  religiosa. Em várias partes
  do mundo, foi se
  fortalecendo a dinâmica da
  separação entre Estado e
  Igreja. Com isso, a religião
• Até então, a Teologia tinha
  explicação para tudo, mas com o
  advento das ciências, seus
  enunciados foram perdendo
  consistência. Por outro lado, a
  ciência tem a pretensão de
  explicar tudo, esvaziado até
  mesmo às questões Teológicas.
• Em relação à Religião e
  a Espiritualidade das
  pessoas, criou-se um
  vácuo, deixando todos
  desorientados. Mas
  continuam sedentos do
  sagrado, buscam Deus.
  Essa necessidade de
• Aí está a explicação para o surgimento e o
  sucesso das novas formas de “religiosidade”
  – seitas e outras - São expressão desse ser
  humano moderno que necessita cultivar o
  espiritual.
São expressão desse ser
   humano moderno que
necessita cultivar o espiritual.
• Em tudo o que vimos ate aqui, o homem
  é causa e vítima desses conflitos e
  desgraças.
• Avaliam-se, sobretudo as
  aspirações da
  humanidade
  especialmente dos
  setores mais
  marginalizados, daí as
  reivindicações na
  dimensão
Perspectivas para a elaboração
         do novo ethos
“As instituições, as leis e os modos
  de pensar e agir legados pelos
antepassados não parecem sempre
bem adaptados ao estado atual de
          coisas” (GS 7,2)
Em virtude disso e em colaboração com
a Igreja de Cristo e com todos os homens
e mulheres de boa vontade queremos
traças caminhos para que o ser humano
retome o caminho de sua vocação
primeira e cooperar nas soluções que
respondam aos principais problemas de
nossa época.
Os
mandamentos
de Deus são,
também,
preceitos ou
imperativos
morais.
Religião
• A religião se apresenta como
  garantia do fundamento
  absoluto (Deus) dos valores
  morais, assim como da sua
  relação no mundo, sem
  religião, portanto, não há moral.
• Segundo o Concílio, o conteúdo
  dessa reflexão é justamente “a
  sublimidade da vocação dos fiéis em
  Cristo. Não se trata, portanto de
  estudar os princípios e normas
  morais, trata-se muito de apresentar
  a boa nova ao cristão que é
  essencialmente a graça de Cristo e
  fruto do Espírito Santo (LG 9).
•Assim, estamos situando
 Cristo no cerne da
 própria teologia moral,
 seguindo as pegadas de
 São Paulo. Para
 entendermos melhor
 tudo isso, precisamos
• Precisamos retomar a nossa
  identidade cristã e como membros
  da Igreja Católica Apostólica Romana
  dar nossa contribuição para este
  tempo de crise.
• Entretanto, tempo esse, que
  contem grandes sonhos e
  desejos, uma vontade enorme
  de trilhar o caminho do
  crescimento e
  aperfeiçoamento contínuo,
  numa incessante busca de
  plenitude e realização.
• Este tempo que nos é dado
  viver é tempo de Graça de
  Deus para nós! Em nossa
  próxima aula, vamos analisar
  de forma crítico-científico a
  moral nos designo de Deus a
  partir da Revelação, tendo
  como base o Primeiro
  Testamento.
Voltemos às
  fontes!

teologia moral

  • 3.
    Grego θεóς =theos = "divindade" + λóγος, logos = "palavra") / "estudo", análise, questionamento... No sentido literal é o estudo:
  • 5.
  • 6.
  • 7.
  • 9.
  • 10.
  • 11.
    •O ethos socrático é racionalista, nele encontramos uma concepção do bem como felicidade pra a alma e do bom como útil para a felicidade. • A tese da virtude (Areté)
  • 12.
    •O homem age retamente quando conhece o bem e, conhecendo-o, não pode deixar de praticá-lo, Por outro
  • 13.
  • 14.
    • A Partirde Platão, mais forte com Aristóteles, o homem enquanto tal, só pode viver na cidade ou na polis; é, por natureza, um animal político, ou seja, social. Não pode levar uma vida moral como indivíduo isolado, mas como membro da comunidade.
  • 16.
    • 1. Oque é o Bem para o homem. • 2. A virtude Moral. • 3. Responsabilidade pela ação. • 4. Virtudes relacionadas com o dinheiro liberalidade e mesquinharia (baixeza, mediocridade, vulgaridade e avareza. • 5. Justiça como um meio-termo.
  • 17.
    • 6. Avirtude intelectual • 7. Continência e incontinência. • 8. Amizade. • 9. Nas amizades onde os motivos de cada um das duas partes são diferentes. • 10. Prazer - Felicidade.
  • 20.
    Moral: • Costume • Comportamento •Regras que regem nossas vidas Ética: • A raiz da palavra ethos vem do grego e sugere morada, residência, lugar onde se habita.
  • 22.
    •A raiz dapalavra ethos vem do grego e sugere morada, residência, lugar onde se
  • 23.
    •Portanto, a essemodo ou jeito próprio e habitual de morar, habitar no mundo e organizar a vida é que chamamos de ethos.
  • 24.
    •Isso se dána maneira em que vamos escolhendo a melhor resposta frente aos desafios,
  • 25.
    • Experimentando, mudando,criando, a té conseguir ajeitar nosso ninho.
  • 26.
    Deste ethos emação vão surgindo: Valores Solidariedade Partilha Encontro
  • 27.
  • 28.
    Costumes de umacivilização, de um povo, de um grupo social ou até de um único indivíduo.
  • 29.
    •O ethos estáem ação desde que nascemos.
  • 30.
    O ethos é: Sistemade disposições adquiridas. •Solidariedade Bem •Amor •Ódio Mal •violência
  • 31.
    •Gerador de estratégias novas, sempre que se faz necessário.
  • 32.
    •Por disposições adquiridasqueremos dizer tudo aquilo que é evidência comum de um grupo, alimentados por:
  • 33.
  • 34.
  • 35.
    •Valores e práticasque sustentam e regulamentam a vida individual e coletiva.
  • 36.
    •O ethos nemsempre é verbalizado, nós descobrimos no mais das vezes quando observamos:
  • 37.
    Comportamento das pessoas,suas motivações e intenções profundas, seus gestos e ações dentro do seu mundo existencial / cultural.
  • 38.
    •Ele aflora nossentimentos espontâneos, nos estados de ânimo, nos costumes e no agir cotidiano. Está presente na sabedoria popular, nos provérbios, no folclore e na
  • 39.
    •ponto de partidapara entender profundamente o ser humano e suas atitudes.
  • 40.
    •Ele aparece comoum alicerce que sustenta o ser humano seja lá qual for a sua situação e onde quer que viva, em qualquer época. Constitui-se numa fonte que não pára de jorrar.
  • 41.
    • O ethosdepara com uma experiência histórico- social no terreno da moral. • partindo delas, procura determinar a essência da moral, sua origem, suas condições objetivas e subjetivas do ato moral, as fontes da avaliação moral, a natureza e a função dos juízos morais, os critérios de justificação destes juízos e o princípio que rege a mudança e a sucessão dos diferentes sistemas morais.
  • 42.
    • Não podemosfalar de normas, culturas, religiões, sem partir dos ethos. Ele aponta para a identidade mais profunda do humano,é bem verdade que nós nem sempre a revelamos de imediato, porque costumamos nos refugiar nas aparências, que não raro viram máscaras.
  • 43.
    • Na dimensãocristã, da qual fazemos parte e recebemos o mandato de Cristo de ir por todo mundo e “fazei de todas as nações discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando a observar
  • 44.
  • 45.
    •Em todo seuvigor, abrindo- nos as portas para o “tesouro” do humano, sem máscaras, para além das aparências, numa conjugação do divino e do humano.
  • 46.
    •O Pai, éao mesmo tempo a realização plena do humano, do ethos. Na medida em que nos aprofundamos no ethos revelado por Cristo, conhecemos melhor o ethos do humano. Eis uma das tarefas mais cruciais para a Teologia Moral.
  • 47.
  • 49.
    •É uma palavra que deriva do latim / mos- mores – costumes,
  • 50.
    •A moral: Conjuntode normas aceitas livres e conscientemente, qu e regulam o comportamento individual e social
  • 51.
    • Por muitos séculos, moral passou a representar um esquema de “conservação”, algo “fechado”, mas aos poucos foi se abrindo. • Moral será sempre a busca ou indicação de
  • 52.
    •A moral segueem progresso quando elevada pelo caráter consciente e livre do comportamento dos indivíduos ou dos grupos sociais e, por
  • 53.
    • Neste sentido, a comunidade primitiva se nos apresenta com uma fisionomia moral pobre, porque seus membros atuam de acordo com as normas estabelecidas pelo costume e, por
  • 54.
    •O ethos é um referencial substancial, por isso precisa estar atento, pois no meio dele pode brotar
  • 55.
    •Há possibilidade de legitimarmos em nossa vida contra valores, como sendo valores. É fácil perceber
  • 56.
  • 57.
  • 58.
  • 59.
  • 60.
  • 61.
  • 62.
  • 63.
    •Notemos como está sendo introduzindo como normal todo um modo de ser e viver:
  • 64.
  • 65.
  • 66.
  • 67.
  • 68.
    • Para amoral não cair nesta armadilha, ela precisa da ética. • Horizonte crítico e depurador. • É o ethos que fornece a “matéria prima”: substrato que é a
  • 69.
    •Continuemos na busca da compreensão da Teologia enquanto “lar” da ética. O cristianismo tem sido sempre um lar para os grandes projetos éticos
  • 70.
    O cristianismo temsido sempre um lar para os grandes projetos éticos da
  • 71.
    fontes onde sebebe: da fé num único Deus “vivo e verdadeiro”
  • 72.
    •(1Ts 1,9), queé o sustentador e a garantia humana (Ex 20,1-17), da consciência crítico- utópica do profetismo, que sabe descobrir o
  • 73.
    Para os Cristãos,o ethos vem Jesus de Nazaré.
  • 74.
    A cifra eo sinal dessa alternativa ética é
  • 75.
    mediante as Bem- aventuranças no contexto da proclamação da Lei messiânica e escatológica do
  • 76.
    Jesus vendo amultidão, subiu a um monte, sentando-se, começou a ensinar:
  • 77.
    Felizes os pobresno espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
  • 78.
    Felizes os mansos,porque herdarão a terra
  • 79.
    Felizes os aflitos,porque serão consolados.
  • 80.
    Felizes os quetem fome e sede da justiça, porque serão saciados.
  • 81.
    Felizes os misericordiosos,porque alcançaram misericórdia.
  • 82.
    Felizes os depuro coração, porque verão a Deus.
  • 83.
    Felizes os quepromovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
  • 84.
    Felizes os quesão perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. •
  • 85.
    • Felizes soisvós, quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois foi assim que perseguiram os profetas que vieram antes de vós.
  • 86.
    •O fundamento da Teologia como lar da ética tem como base:
  • 87.
    Orienta normas para uma vida “boa”. Nãohá fé plenamente vivida sem ilustração da
  • 88.
  • 89.
    •Quando esse dinamismode ilustração se converte em discurso crítico faz sua aparição: a Teologia. Por isso pode se afirmar que a
  • 91.
  • 95.
  • 97.
  • 98.
  • 99.
    • Deu importânciaao significado de ethos, como sendo “estilo humano de morar e de habitar”. A ética constrói um universo de sentido, de ideais, de valores onde pode
  • 100.
    • O mundoem que nos encontramos está confuso, cheio de interrogações, de incertezas, de ceticismo. Não há segurança nas respostas e as mudanças são constantes e
  • 101.
    • O moderno,o pós-moderno e já se fala que estamos em pleno tempo contemporâneo, que se impõe de forma brutal. Mas esse novo tempo que vivemos também enfrenta crise pela rapidez das diversas mudanças.
  • 102.
    • Seja qualfor essa era em que vivemos, o certo é que estamos em profundas mudanças que naturalmente provocam em cadeia, uma série de crises aptas a provocar todo o complexo sistema político-cultural- econômico-religioso-social.
  • 103.
    O ser humanoestá vazio, anda aborrecido com tudo, responde a qualquer provocação com violência e até de forma violenta.
  • 104.
    •A vida écheia de armadilhas que proporcionam um permanente estado de medo, medo de
  • 105.
    • Estamos nosafundando num individualismo narcisista; somos tomados pelo niilismo, ou seja, por uma descrença absoluta frente às Instituições Religiosas e sua hierarquia de valores. • Esse tempo é de experiência da
  • 106.
    • A impressãoque temos é que tudo está de cabeça pra baixo, que o mundo está escapando das nossas mãos, do nosso controle. • Já não há mais traços da unanimidade, característica do tradicional. Por isso podemos afirmar que o mundo atual é plural, policêntrico, aldeia global, ecumênico.
  • 107.
    • Cabia acada pessoa se encaixar no sistema vigente. Os papeis que cada um deveria desempenhar os símbolos e a religião, tinham lugar garantido, não se podia questionar,
  • 108.
    • A famíliaera coesa, a visão do mundo ainda era cosmocêntrica, bem típica da sociedade agrária. O ser humano era intimamente ligado a natureza e era até subjugado as suas forças... Mas o processo de modernidade que começou com o iluminismo há cerca de 500 anos, acabou mudando o modo de pesar e de viver das pessoas.
  • 109.
    • Com oprocesso modernista, todas as ciências decolaram e com a expansão da pesquisa e da experiência surgiram novos enunciados que mudaria para sempre a história da humanidade - Copérnico e Galileu com o heliocentrismo.
  • 110.
    •Francis Bacon coma valorização da razão, chamado iluminismo e a revolução industrial, estes dois
  • 111.
    • A modernidadetem como princípio básico de que o homem é autônomo, sujeito de sua história e que busca a independência das determinações vindas de fora (tradições, religiões, autoridades e as forças da natureza).
  • 112.
    • Outra artimanhado modernismo foi o processo de secularização, fomentad o pelo avanço da técnica e da ciência, mas substancialmente a razão que emancipou o
  • 113.
    • O certoé que o Estado moderno queria ser soberano e não mais permanecer sob a tutela religiosa. Em várias partes do mundo, foi se fortalecendo a dinâmica da separação entre Estado e Igreja. Com isso, a religião
  • 114.
    • Até então,a Teologia tinha explicação para tudo, mas com o advento das ciências, seus enunciados foram perdendo consistência. Por outro lado, a ciência tem a pretensão de explicar tudo, esvaziado até mesmo às questões Teológicas.
  • 115.
    • Em relaçãoà Religião e a Espiritualidade das pessoas, criou-se um vácuo, deixando todos desorientados. Mas continuam sedentos do sagrado, buscam Deus. Essa necessidade de
  • 116.
    • Aí estáa explicação para o surgimento e o sucesso das novas formas de “religiosidade” – seitas e outras - São expressão desse ser humano moderno que necessita cultivar o espiritual.
  • 117.
    São expressão desseser humano moderno que necessita cultivar o espiritual.
  • 118.
    • Em tudoo que vimos ate aqui, o homem é causa e vítima desses conflitos e desgraças.
  • 119.
    • Avaliam-se, sobretudoas aspirações da humanidade especialmente dos setores mais marginalizados, daí as reivindicações na dimensão
  • 120.
    Perspectivas para aelaboração do novo ethos
  • 121.
    “As instituições, asleis e os modos de pensar e agir legados pelos antepassados não parecem sempre bem adaptados ao estado atual de coisas” (GS 7,2)
  • 122.
    Em virtude dissoe em colaboração com a Igreja de Cristo e com todos os homens e mulheres de boa vontade queremos traças caminhos para que o ser humano retome o caminho de sua vocação primeira e cooperar nas soluções que respondam aos principais problemas de nossa época.
  • 123.
  • 124.
    Religião • A religiãose apresenta como garantia do fundamento absoluto (Deus) dos valores morais, assim como da sua relação no mundo, sem religião, portanto, não há moral.
  • 125.
    • Segundo oConcílio, o conteúdo dessa reflexão é justamente “a sublimidade da vocação dos fiéis em Cristo. Não se trata, portanto de estudar os princípios e normas morais, trata-se muito de apresentar a boa nova ao cristão que é essencialmente a graça de Cristo e fruto do Espírito Santo (LG 9).
  • 126.
    •Assim, estamos situando Cristo no cerne da própria teologia moral, seguindo as pegadas de São Paulo. Para entendermos melhor tudo isso, precisamos
  • 127.
    • Precisamos retomara nossa identidade cristã e como membros da Igreja Católica Apostólica Romana dar nossa contribuição para este tempo de crise.
  • 128.
    • Entretanto, tempoesse, que contem grandes sonhos e desejos, uma vontade enorme de trilhar o caminho do crescimento e aperfeiçoamento contínuo, numa incessante busca de plenitude e realização.
  • 129.
    • Este tempoque nos é dado viver é tempo de Graça de Deus para nós! Em nossa próxima aula, vamos analisar de forma crítico-científico a moral nos designo de Deus a partir da Revelação, tendo como base o Primeiro Testamento.
  • 130.