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A teoria Espiral de Swanwick
O homem se desenvolve por etapas, antes da pronúncia do vocabulário, sons;
antes da vida adulta, uma vida infantil e pré-adulta etc. O educador musical
Keith Swanwick, organiza de acordo com sua experiência de prática docente,
observação e acompanhamento de alunos de escolas de música inglesas, uma
melhor maneira de perceber e analisar como se dá o desenvolvimento musical
no ser humano. Sua idéia não é de forma alguma pioneira, tendo em vista que
outros pensadores, educadores e psicólogos também organizam o
desenvolvimento do indivíduo em etapas, aliás, quase toda a base teórica da
pesquisa de Swanwick é de Piaget, pois, Piaget observa crianças em
desenvolvimento, especialmente seus filhos e de forma geral. Swanwick então,
organiza um método de observação e constatação de como a música se
desenvolve na vida humana. Tentaremos entender de que forma então que
Swanwick elabora suas pesquisa e teoria.
Keith Swanwick parte do princípio de que qualquer conhecimento obedece a
etapas de acordo com o desenvolvimento psicológico de quem o estuda. Como
a música também é um conhecimento como outro qualquer, Swanwick mapeia
em diferentes faixas etárias (de 3 a 15 anos) o progresso deste conhecimento.
Vale ressaltar que a pesquisa foi realizada com alunos de classes diferentes,
etnias diferentes (desde asiáticas a africanas), durante quatro anos e o mais
importante, trabalhando com a ótica da oficina de música, dando ênfase em
defesa de uma série de outros educadores, dentre os quais, John Paynter e
Murray Schafer, que trabalham com a “linha criativa” da educação musical, que
explora a criatividade do aluno utilizando todo e qualquer tipo de material
sonoro. Foram então analisadas 745 composições feitas por 48 alunos durante
o tempo da pesquisa.
Por que teoria espiral? Ora, o gráfico estrutural do desenvolvimento musical os
alunos observados é em forma de espiral. É através desse gráfico que
Swanwick mostrou o desenvolvimento em níveis relacionados com a faixa
etária dos alunos “compositores” estudados. Tais níveis ou territórios foram
divididos em quatro: material, expressão, forma e valor.
O território material foi dividido em duas partes: sensorial e manipulativo que
compreende a faixa etária de 0 a 4 anos; o território expressão diz respeito a
cianças de 5 a 9 anos; o terceiro desses territórios, o da forma dividiu-se em
duas partes: indiomático e especulativo relacionado a crianças de 10 a 15
anos; o quarto território, o do valor é dividido em duas partes: simbólico e
sistemático e diz respeito aos alunos com 15 anos ou mais. Partindo deste
esquema de territórios, Swanwick propõe um processo de aprendizagem
batizado por ele de “C.L.A.S.P.”, que em português foi traduzido para a sigla
“T.E.C.L.A.”. A idéia é de trabalhar os conteúdos de forma integrada,
vinculada, favorecendo assim, o aprendizado integrado, de forma que, essas
fases sejam vivenciadas com um vínculo contínuo entre elas.
Entendendo o significado de cada uma das letras da sigla T.E.C.L.A.
entendemos melhor o que Keith Swanwick quer com sua teoria: dar subsídios
de organização para uma educação musical sistematizada de forma que
todos os elementos da sigla não sejam nem priorizados, muito menos,
desprezados. Eis o significado:
T – Técnica (manipulação de instrumentos, notação simbólica, audição).
E – Execução (cantar, tocar).
C – Composição (criação e improvisação).
L – Literatura (história da música).
A – Apreciação (reconhecimento de estilos / forma / tonalidade / graus).
É importante dizer que a linha de “oficina de música” adotada por Swanwick,
prioriza e enfatiza a livre experimentação em materiais sonoros, sejam eles
instrumentos, objetos ou o corpo; apesar disso, ele recomenda que o aluno
seja estimulado convivendo com músicas do seu dia-a-dia e dentro dos
padrões musicais de sua cultura, o que não significa dizer que esse
repertório não possa ser ampliado com outros campos sonoros,
observando e respeitando o universo sócio-cultural e afetivo do aluno.
A preocupação do educador musical então, deve ser a de encontrar uma
espécie de base comum entre música e educação musical de forma a tornar
mais ativo o processo de aprendizagem do aluno. Segundo o autor, conhecer
música não quer dizer escutá-la por acaso e sim, envolver-se com ela
profundamente. Ensinando e aprendendo música, musicalmente.

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  • 1. A teoria Espiral de Swanwick O homem se desenvolve por etapas, antes da pronúncia do vocabulário, sons; antes da vida adulta, uma vida infantil e pré-adulta etc. O educador musical Keith Swanwick, organiza de acordo com sua experiência de prática docente, observação e acompanhamento de alunos de escolas de música inglesas, uma melhor maneira de perceber e analisar como se dá o desenvolvimento musical no ser humano. Sua idéia não é de forma alguma pioneira, tendo em vista que outros pensadores, educadores e psicólogos também organizam o desenvolvimento do indivíduo em etapas, aliás, quase toda a base teórica da pesquisa de Swanwick é de Piaget, pois, Piaget observa crianças em desenvolvimento, especialmente seus filhos e de forma geral. Swanwick então, organiza um método de observação e constatação de como a música se desenvolve na vida humana. Tentaremos entender de que forma então que Swanwick elabora suas pesquisa e teoria. Keith Swanwick parte do princípio de que qualquer conhecimento obedece a etapas de acordo com o desenvolvimento psicológico de quem o estuda. Como a música também é um conhecimento como outro qualquer, Swanwick mapeia em diferentes faixas etárias (de 3 a 15 anos) o progresso deste conhecimento. Vale ressaltar que a pesquisa foi realizada com alunos de classes diferentes, etnias diferentes (desde asiáticas a africanas), durante quatro anos e o mais importante, trabalhando com a ótica da oficina de música, dando ênfase em defesa de uma série de outros educadores, dentre os quais, John Paynter e Murray Schafer, que trabalham com a “linha criativa” da educação musical, que explora a criatividade do aluno utilizando todo e qualquer tipo de material sonoro. Foram então analisadas 745 composições feitas por 48 alunos durante o tempo da pesquisa. Por que teoria espiral? Ora, o gráfico estrutural do desenvolvimento musical os alunos observados é em forma de espiral. É através desse gráfico que Swanwick mostrou o desenvolvimento em níveis relacionados com a faixa etária dos alunos “compositores” estudados. Tais níveis ou territórios foram divididos em quatro: material, expressão, forma e valor. O território material foi dividido em duas partes: sensorial e manipulativo que compreende a faixa etária de 0 a 4 anos; o território expressão diz respeito a cianças de 5 a 9 anos; o terceiro desses territórios, o da forma dividiu-se em duas partes: indiomático e especulativo relacionado a crianças de 10 a 15 anos; o quarto território, o do valor é dividido em duas partes: simbólico e sistemático e diz respeito aos alunos com 15 anos ou mais. Partindo deste esquema de territórios, Swanwick propõe um processo de aprendizagem batizado por ele de “C.L.A.S.P.”, que em português foi traduzido para a sigla “T.E.C.L.A.”. A idéia é de trabalhar os conteúdos de forma integrada, vinculada, favorecendo assim, o aprendizado integrado, de forma que, essas fases sejam vivenciadas com um vínculo contínuo entre elas. Entendendo o significado de cada uma das letras da sigla T.E.C.L.A.
  • 2. entendemos melhor o que Keith Swanwick quer com sua teoria: dar subsídios de organização para uma educação musical sistematizada de forma que todos os elementos da sigla não sejam nem priorizados, muito menos, desprezados. Eis o significado: T – Técnica (manipulação de instrumentos, notação simbólica, audição). E – Execução (cantar, tocar). C – Composição (criação e improvisação). L – Literatura (história da música). A – Apreciação (reconhecimento de estilos / forma / tonalidade / graus). É importante dizer que a linha de “oficina de música” adotada por Swanwick, prioriza e enfatiza a livre experimentação em materiais sonoros, sejam eles instrumentos, objetos ou o corpo; apesar disso, ele recomenda que o aluno seja estimulado convivendo com músicas do seu dia-a-dia e dentro dos padrões musicais de sua cultura, o que não significa dizer que esse repertório não possa ser ampliado com outros campos sonoros, observando e respeitando o universo sócio-cultural e afetivo do aluno. A preocupação do educador musical então, deve ser a de encontrar uma espécie de base comum entre música e educação musical de forma a tornar mais ativo o processo de aprendizagem do aluno. Segundo o autor, conhecer música não quer dizer escutá-la por acaso e sim, envolver-se com ela profundamente. Ensinando e aprendendo música, musicalmente.