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UNIFATEA – CENTRO UNIVERSITÁRIO TERESA D'AVILA
ADRIANA FERNANDES SATURNO
ALAN WILLIAN LEONIO DA SILVA
FERNANDA DA CONCEIÇÃO RIBEIRO
PROFESSORA ORIENTADORA MESTRE POLYANA ZAPPA
O PAPEL DO ENSINO DE MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
LORENA - SP
2017
2
UNIFATEA – CENTRO UNIVERSITÁRIO TERESA D'AVILA
ADRIANA FERNANDES SATURNO
ALAN WILLIAN LEONIO DA SILVA
FERNANDA DA CONCEIÇÃO RIBEIRO
PROFESSORA ORIENTADORA MESTRE POLYANA ZAPPA
O PAPEL DO ENSINO DE MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Artigo Científico Apresentado ao Centro
Universitário Teresa D'Avila, com o objetivo de
aprimorar nosso conhecimentos.
LORENA - SP
2017
1
UNIFATEA – CENTRO UNIVERSITÁRIO TERESA D'AVILA
Adriana Fernandes Saturno1
Alan Willian Leonio da Silva²
Fernanda da Conceição Ribeiro³
Professora Orientadora Mestre Polyana Zappa
RESUMO
A Lei nº 11.769 de 18 de agosto de 2008, traz o ensino de música como obrigatório em toda a
educação. O ensino de música deve estar pautado em ampliar o repertório cultural dos alunos
explorando o universo sonoro ampliando o conhecimento em música. O ensino de música não deve
ter por objetivo a formação de músicos profissionais ou especialistas na área, mas deve auxiliar no
desenvolvimento cultural e psicomotor, estimulando o contato com diferentes linguagens, contribuindo
para a sociabilidade e democratizaçãodo acesso à arte. A música possui elementos importantes que
auxiliam o desenvolvimento infantil. A criança se expressa em seu andar, correr, pular, descobrindo a
variedades de sons e ritmos, despertando a curiosidade da criança. A musicalização infantil pode ser
gerada, também, a partir da percepção do pulso da música, observando as particularidades do sons
que vêm de longe, de perto, sons da natureza ou produzidos pelo homem, sons harmônicos ou
ruídos, despertando no aluno o gosto pelos sons por meio de sua percepção e produção, dentro de
um tempo e espaço, o professor é o mediador dessa aprendizagem, devendo convidar as crianças a
prestarem a atenção na intensidade dos sons, estimulando a diferenciação de suas particularidades,
observando e percebendo as partes mais fracas e as mais fortes. De acordo com os Parâmetros
Curriculares o professor deve explorar três eixos metodológicos que são a produção, apreciação e
reflexão. A produção deve ser centrada na experimentação, tendo como produtos a interpretação, a
improvisação e a composição, nesse eixo a criança cria, realiza o registro e acompanha a execução
de músicas. A apreciação deve estar pautada na percepção dos sons e silêncios e estruturas e
organizacionais da musica, buscando desenvolver através do prazer da escuta a sensibilidade,
capacidade de observação e reconhecimento por meio da análise.
PALAVRAS-CHAVE: Música, Educação infantil, Ensino de música, Educação musical.
¹ Graduando em licenciatura em Pedagogia pelo UNIFATEA;
2
Licenciado em Ciências Biológicas pela UNIMES-Universidade Metropolitana de Santos. Especialista em Educação Ambiental
e Sustentabilidade, pela UCAM-Universidade Cândido Mendes. Graduando em Licenciatura em Pedagogia pelo UNIFATEA-
Centro Universitário Teresa D'Avila. Funcionário Público desde 2004, Agente de Saneamento, lotado na Secretaria de Saúde,
também é membro titular do Conselho Municipal de Saúde-COMUS do Município de Lorena/SP, membro do conselho de
Controle Interno, Membro do Conselho de Alimentação Escolar-CAE.
³ Graduando em licenciatura em Pedagogia pelo UNIFATEA;
4 Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Univ ersidade Presbiteriana Mackenzie (2008). Especialista em Teoria e Prática em Arte
Contemporânea , UNIFATEA. Atualmente é Prof essora Titular da UNIFATEA- Centro Univ ersitário Teresa D'Av ila, lecionando nos cursos de
Comunicação e Pedagogia, com as seguintes disciplinas: Estética, História da Arte, Figurino para TV, Cenograf ia e Mediação Cultural.
Coordenadora do Centro Cultural Teresa D'Áv ila, responsáv el pelo ev entos culturais da UNIFATEA- Centro Univ ersitário Teresa D'Áv ila.
Coordenadora do Núcleo de Arte UNIFATEA. Atua também como cenógraf a em peças teatrais. Aluna especial para o doutoramento no (PGEHA)
Programa de Pós Graduação Interunidades Estética e História da Arte da Univ ersidade de São Paulo (USP).
2
INTRODUÇÃO
A Lei nº 11.769 de 18 de agosto de 2008, traz o ensino de música como obrigatório
em toda a educação. O ensino de música deve estar pautado em ampliar o
repertório cultural dos alunos explorando o universo sonoro ampliando o
conhecimento em música.
A musicalização não deve estar pautada em formar músicos profissionais ou
especialistas na área, mas deve auxiliar no desenvolvimento cultural e psicomotor,
estimulando o contato com diferentes linguagens, contribuindo para a sociabilidade e
democratizaçãodo acesso à arte.
O som, apausa, o ritmo e o pulso são características importantes na música que
auxiliam no desenvolvimento infantil, esses elementos estão presentes naturalmente
na criança, que se expressa em seu andar, correr, pular, a descoberta de variedades
de sons e ritmos, isso chama desperta a curiosidade da criança, pois nosso corpo é
sonoro e possui um ritmo único.
A musicalização infantil pode ser gerada, também, a partir da percepção do pulso da
música, observando as particularidades do sons que vêm de longe, de perto, sons
da natureza ou produzidos pelo homem, sons harmônicos ou ruídos, despertando no
aluno o gosto pelos sons por meio de sua percepção e produção, dentro de um
tempo e espaço, cabe ao professor convidar as crianças a prestarem a atenção na
intensidade dos sons, fazendo com que elas diferenciam suas particularidades,
observando e percebendo as partes mais fracas e as mais fortes.
3
1.1 O QUE DIZEM OS PARÂMETROD CURRICULARES NACIONAIS SOBRE
MÚSICA
De acordo com os Parâmetros Curriculares o professor deve explorar três eixos
metodológicos que são a produção, apreciação e reflexão.
A produção deve ser centrada na experimentação, tendo como produtos a
interpretação, a improvisação e a composição, nesse eixo a criança cria, realiza o
registro e acompanha a execução de músicas.
A apreciação deve estar pautada na percepção dos sons e silêncios e estruturas e
organizacionais da musica, buscando desenvolver através do prazer da escuta a
sensibilidade, capacidade de observação e reconhecimento por meio da análise.
A reflexão deve ser feita observando a relação entre a arte e a vida, priorizando à
organização, criação, produtos e produtores musicais.
De acordo com Ana Mae Barbosa (1942) o ensino de arte deve estar alicerçado na
abordagem triangular do ensino de arte, onde o aluno deve ler, fazer e contextualizar
a arte.
A música é a linguagem que se traduz em formas sonoras capazes de expressar e
comunicar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio da organização e
relacionamento expressivo entre o som e o silêncio. Pois está presente em todas as
culturas, nas mais diversas situações: festas e comemorações, rituais religiosos,
manifestações cívicas, políticas.
Música faz parte da educação desde há muito tempo, sendo que, já na Grécia
antiga, era considerada fundamental para a formação dos futuros cidadãos, ao lado
da matemática e da filosofia.
A integração entre os aspectos sensíveis, afetivos, estéticos e cognitivos, assim
como a promoção de interação e comunicação social, conferem caráter significativo
à linguagem musical. É uma das formas importantes de expressão humana, o que,
4
por si só, justifica sua presença no contexto da educação, de um modo geral, e na
educação infantil, particularmente.
A música está presente em diversas situações da vida humana. Existe música para
adormecer, música para dançar, para chorar os mortos, para conclamar o povo a
lutar, o que remonta à sua função ritualística. Presente na vida diária de alguns
povos, ainda hoje é tocada e dançada por todos, seguindo costumes que respeitam
as festividades e os momentos próprios a cada manifestação musical.
Nesses contextos, as crianças entram em contato com a cultura musical desde muito
cedo e assim começam a aprender suas tradições musicais. Pois quando brincam
ou interagem com o universo sonoro, acabam descobrindo de uma maneira
simples, formas diferentes de se fazer música.
De acordo com Joly (2003, p. 116); a criança, por meio da brincadeira,
relaciona-se com o mundo que descobre a cada dia e é dessa forma que faz
música: brincando. Sempre receptiva e curiosa, ela pesquisa materiais sonoros,
inventa melodias e ouve com prazer a música de diferentes povos e lugares.
Dessa maneira a música nos permite estabelecer vínculos com as pessoas,
com os costumes e tradições do local onde vivemos. A compreensão da
música, ou mesmo a sensibilidade a ela, tem por base um padrão
culturalmente compartilhado para a organização dos sons numa linguagem
artística, socialmente construído, e é socialmente apreendido – pela vivência,
pelo contato cotidiano, pela familiarização – embora também possa ser
aprendido na escola. (PENNA, 2008, p. 29).
Dessa forma torna-se importante para a criança começar a se relacionar com
a música ainda que seja no ambiente escolar, pois é nessa fase que ela
constrói os saberes que irá utilizar para o resto de sua vida. Mas para isso é
importante que elas consigam entendê-la. Gordon (2000, p. 6) ressalta que:
Através da música, as crianças aprendem a conhecer-se a si próprias, aos
outros e à vida. E, o que é mais importante, através da música as crianças
são mais capazes de desenvolver e sustentar a sua imaginação e criatividade
5
ousada. Dado que não se passa um dia sem que, de uma forma ou de outra,
as crianças não ouçam ou participem de música, é-lhes vantajoso. Apenas
então poderão aprender a apreciar, ouvir e participar na música que acham
ser boa, e é através dessa percepção que a vida ganha mais sentido.
O RCNEI-Referencial Curricular para a Educação Infantil destaca uma parte
importante no processo, aliando a essa prática o movimento corporal: O gesto
e o movimento corporal estão ligados e conectados ao trabalho musical.
Implica tanto em gesto como em movimento, porque o som é, também, gesto
e movimento vibratório, e o corpo traduz em movimento os diferentes sons
que percebe. Os movimentos de flexão, balanceio, torção, estiramento etc., e
os de locomoção como andar, saltar, correr, saltitar, galopar etc., estabelecem
relações diretas com os diferentes gestos sonoros. (BRASIL, 1998, p. 61).
O ensino de música nas escolas tanto de Educação Infantil, pode contribuir
não só para a formação musical dos alunos, mas principalmente como uma
ferramenta eficiente de transformação social, onde o ambiente de ensino e
aprendizagem pode proporcionar o respeito, a amizade, a cooperação e a
reflexão tão importantes e necessárias para a formação humana. Dessa forma,
é interessante que ela esteja presente no ambiente escolar.
Na escola, o ensino musical não tem a intenção de formar o músico
profissional, assim como o ensino das ciências não visa à formação de
cientistas.
Para as educadoras musicais Hentschke e Del Ben (2003, p. 181), as funções
da música no contexto escolar são: [...] auxiliar crianças, adolescentes e jovens
no processo de apropriação, transmissão e criação de práticas músico-culturais
como parte da construção de sua cidadania. O objetivo primeiro da educação
musical é facilitar o acesso à multiplicidade de manifestações musicais da
nossa cultura, bem como possibilitar a compreensão de manifestações
musicais de culturas mais distantes. Além disso, o trabalho com música
envolve a construção de identidades culturais de nossas crianças, adolescentes
e jovens e o desenvolvimento de habilidades interpessoais.
6
Nesse sentido, é importante que a educação musical escolar, seja ela
ministrada pelo professor unidocente ou pelo professor de artes e/ou música,
tenha como propósito expandir o universo musical do aluno, isto é,
proporcionar-lhe a vivência de manifestações musicais de diversos grupos
sociais e culturais e de diferentes gêneros musicais dentro da nossa própria
cultura.
A aula de música pode ser feita em grupos e trabalhar com os alunos aspectos
como, por exemplo, o respeito pelos colegas, a cooperação que as atividades
realizadas em coletivo exigem, a união da turma na busca de alcançar
objetivos que sejam comuns a todos, como por exemplo, cantar e dançar em
roda ao mesmo tempo. Dessa maneira, fortalecemos a ideia de que este
conteúdo específico deve ter seu lugar reservado nas grades curriculares
escolares.
A educadora Hentschke (1995), apud JOLY, 2003, p. 117, destaca algumas
razões que justificam a presença da educação musical nas escolas: Entre elas,
estão proporcionar à criança: o desenvolvimento das suas habilidades estéticas
e artísticas, o desenvolvimento da imaginação e do potencial criativo, um
sentido histórico da nossa herança cultural, meios de transcender o universo
musical de seu meio social e cultural, o desenvolvimento cognitivo, afetivo e
psicomotor, o desenvolvimento da comunicação não-verbal.
Os conteúdos musicais devem ser desenvolvidos nas aulas de música para
crianças, mas outras habilidades como a socialização, a afetividade, a
criatividade, a imaginação, a comunicação entre outros, também estarão sendo
trabalhadas simultaneamente.
De acordo com o RCNEI: A integração entre os aspectos sensíveis, afetivos,
estéticos e cognitivos, assim como a promoção de integração e comunicação
social, conferem caráter significativo à linguagem musical. É uma das formas
importantes de expressão humana, o que por si só justifica sua presença no
7
contexto da educação, de um modo geral, e na educação infantil,
particularmente. (BRASIL, 1998, p. 45).
Todas essas características que a linguagem musical pode proporcionar
através da aula de música justificam a sua presença na educação infantil.
Para Guilherme (2006, p. 158), isso deve-se ao fato de que: “A música é um
dos estímulos mais potentes para ativar os circuitos do cérebro na infância.
Os estudos atuais apontam que a janela de oportunidade musical, ou a
inteligência musical, abre-se aos 3 anos e começa a se fechar aos 10 anos”.
Assim sendo, essa faixa etária torna-se o momento ideal para que ocorram os
primeiros estudos musicais por meio do processo de musicalização com as
crianças.
Segundo RCN- Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil p. 45, a
música no contexto da educação infantil vem, ao longo de sua história, atendendo a
vários objetivos, alguns dos quais alheios às questões próprias dessa linguagem.
Tem sido, em muitos casos, suporte para atender a vários propósitos, como a
formação de hábitos, atitudes e comportamentos: lavar as mãos antes do lanche,
escovar os dentes, respeitar o farol etc.; a realização de comemorações relativas ao
calendário de eventos do ano letivo simbolizados no dia da árvore, dia do soldado,
dia das mães etc.; a memorização de conteúdos relativos a números, letras do
alfabeto, cores etc., traduzidos em canções. Essas canções costumam ser
acompanhadas por gestos corporais, imitados pelas crianças de forma mecânica e
estereotipada.
Segundo RCN- Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil p. 49, o
ambiente sonoro, assim como a presença da música em diferentes e variadas
situações do cotidiano fazem com que os bebês e crianças iniciem seu processo de
musicalização de forma intuitiva. Adultos cantam melodias curtas, cantigas de ninar,
fazem brincadeiras cantadas, com rimas, parlendas etc., reconhecendo o fascínio
que tais jogos exercem. Encantados com o que ouvem, os bebês tentam imitar e
responder, criando momentos significativos no desenvolvimento afetivo e cognitivo,
responsáveis pela criação de vínculos tanto com os adultos quanto com a música.
8
Nas interações que se estabelecem, eles constroem um repertório que lhes permite
iniciar uma forma de comunicação por meio dos sons. Do primeiro ao terceiro ano
de vida, os bebês ampliam os modos de expressão musical pelas conquistas vocais
e corporais. Podem articular e entoar um maior número de sons, inclusive os da
língua materna, reproduzindo letras simples, refrãos, onomatopeias etc., explorando
gestos sonoros, como bater palmas, pernas, pés, especialmente depois de
conquistada a marcha, a capacidade de correr, pular e movimentar-se
acompanhando uma música.
Segundo RCN- Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil p. 54, a
organização dos conteúdos para o trabalho na área de Música nas instituições de
educação infantil deverá, acima de tudo, respeitar o nível de percepção e
desenvolvimento (musical e global) das crianças em cada fase, bem como as
diferenças socioculturais entre os grupos de crianças das muitas regiões do país. Os
conteúdos deverão priorizar a possibilidade de desenvolver a comunicação e
expressão por meio dessa linguagem. Serão trabalhados como conceitos em
construção, organizados num processo contínuo e integrado que deve abranger:
• a exploração de materiais e a escuta de obras musicais para propiciar o contato e
experiências com a matéria-prima da linguagem musical: o som (e suas qualidades)
e o silêncio;
• a vivência da organização dos sons e silêncios em linguagem musical pelo fazer e
pelo contato com obras diversas;
• a reflexão sobre a música como produto cultural do ser humano é importante forma
de conhecer e representar o mundo.
1.2 O OUVIR E O ESCUTAR NO ENSINO DE MÚSICA
O ciclo gnosiológico é o momento da aprendizagem em que o aluno reflete
criticamente. Em sala de aula aprendemos o que já existe, é por esse motivo que a
transmissão da cultura, dos conhecimentos científicos, da arte, música e da estética
são importantes serem passados de geração em geração. Na interdisciplinaridade,
podemos trabalhar o ensino de música, com a visão de várias áreas do
conhecimento: educação, saúde e segurança, tendo um olhar amplo do assunto a
9
ser discutido. Para Freire (1996), ensinar, aprender e pesquisar lidam com dois
momentos do ciclo gnosiológico que são: o que se ensina e se aprende o
conhecimento já existente e o que se trabalha a produção do conhecimento ainda
não existente.
Cabe ao professor fomentar a produção desse conhecimento no ensino de música,
dentro da realidade da comunidade em que a unidade escolar está inserida,
estimulando o aluno a associar os sons de seu cotidiano com os produzidos em sala
de aula.
O professor é o mediador e a tecnologia a facilitadora, o ouvido pode estar ouvindo,
mas o aluno pode estar distante, não produzindo com isso o conhecimento. O
professor precisa ser o protagonista no ouvir, pois com isso perceberá as
dificuldades apresentadas pelo seu aluno e irá escolher a melhor maneira de
acompanhar a aprendizagem do aluno a seu tempo.
Não podemos nos permitir a burocratização da mente, tanto do professor quanto do
aluno. Quanto menor for à qualidade da escuta, maior será a burocratização da
aprendizagem, cabe ao docente promover a escuta intencional, atenciosa e
cuidadosa. É importante escutar o aluno a seu tempo, ter coerência entre o que se
fala e o que se escuta, quanto mais se escuta os anseios dos alunos, mais se
detecta o tempo de aprendizagem deles, há uma dialética entre o ensino e a escuta,
escutar ao tempo do aluno significa escutar o que se passa no mundo dele, na sala
de aula, nas relações interpessoais que estão sendo estabelecidas, escutar exige
atenção no que está ouvindo. É preciso saber escutar a natureza, a história, temos
que ser docentes que sabem escutar.
Segundo Freire (1996, p.131), o primeiro sinal de que o sujeito que fala sabe escutar
é a demonstração de sua capacidade de controlar não só a necessidade de dizer a
sua palavra, que é um direito, mas também o gosto pessoal, profundamente
respeitável, de expressa-la. Quem tem o que dizer tem igualmente o direito e o
dever de dizê-lo. É preciso, porém que quem tem o que dizer saiba, sem sombra de
dúvida, não ser o único a ter o que dizer.
10
Diante disso o professor não deve burocratizar a aprendizagem do discente, no
ensino de música, fazendo isso estará fadado a forçar o aluno a perder a
capacidade de reagir, criticar, recriar e reinventar a realidade, portanto o professor
que sabe escutar o aluno, observa atentamente a produção de seu conhecimento e
planeja a estratégia que irá utilizar para otimizar essa aprendizagem.
11
CONCLUSÃO
A música, na educação infantil, possui ligação com o brincar, as crianças brincam
com a música, em todas as culturas jogos e brinquedos musicais são transmitidos de
geração em geração, essa transmissão de conhecimento envolve o gesto, o
movimento, o canto, a dança e o faz-de-conta, expressando a infância. Os jogos
sonoro/musicais possibilitam a vivência de questões relacionadas ao som e suas
características, altura, duração, intensidade e timbre, podemos destacar que esses
jogos e brinquedos musicais são as cantigas de ninar, parlendas, canções de roda,
as adivinhas, os contos, os romances.
Essas brincadeira proporcionam para a criança a possibilidade que ela estabeleça
os vínculos interpessoais, fazendo com que ela se sinta única e, ao mesmo tempo,
integrante da sociedade.
Segundo Schafer (1991 p. 277), o professor não pode ter a preocupação não
apenas com o universo da música, mas com o universo sonoro em geral; explorando
a ideia de que podemos usar tanto instrumentos como objetos para a musicalização.
Mas o foco principal de sua proposta é acordar o ouvindo, tornando a habilidade da
escuta sensível e pensante.
Diante disso, o estudo da música deve priorizar a criatividade e a experimentação
sonora não adianta as crianças aprenderem a ler partituras se não aprenderem,
antes, a ouvir o universo sonoro a sua volta e a apreciar músicas de qualidade e não
apenas as disponibilizadas pela cultura de massa. O ensino de música deve ter
como base a criação, a interpretação não podendo ser ensinado com métodos de
memorização, o professor deve estimular a criança a conhecer, ouvir, sentir a
música.
As crianças precisam ter liberdade para ter criatividade, o docente deve motivar a
curiosidade dos alunos, não apenas proporcionando meras repetições, mas sim de
deixar que o aluno explore o objeto para perceber suas qualidades sonoras e
expressivas, o professor deve criar histórias e ir sonorizando a narrativa.
12
A linguagem musical está presente no mundo da criança e cabe ao professor
otimizar essa expressão, é muito importante que a criança explore e conheça seu
universo sonoro.
13
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BARBOSA, A imagem no ensino da arte: anos 1980 e novos tempos – São
Paulo: Perspectiva, 2009.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares
nacionais: Arte. Brasília: MEC/SEF, 1997.
BRASIL. Lei n.º 9.394. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
Brasília: DOU, 1996.
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação
Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil,
MEC/SEF, 1998. 3 v.
BRITO, Koellreutter educador: o humano como objetivo da educação musical .
São Paulo: Petrópolis, 2001.
Música na Educação Infantil - Propostas para a Formação Integral da Criança.
São Paulo: Editora: Peiropolis, 2003.
MARTINS, M. C.; PICOSQUE, G.; GUERRA, M. T. Teoria e prática do ensino de
arte: a língua do mundo. São Paulo: FTD, 2010.
SCHAFER, O Ouvido Pensante. São Paulo: Unesp Fundação, 1991.
A Afinação do mundo. São Paulo: Unesp Fundação, 1991.
BRITO, O humano Como Objetivo da Educação Musical: O Pensamento Pedagógico-
Musical de Hans Joachim Koellreutter – São Paulo: 2006.
SOUZA e JOLY, A importância do Ensino Musica na Educação Infantil – São
Carlos: 2010.
FONTERRADA, De tramas e fios: um ensaio sobre a música e educação. 2ª Ed.
São Paulo: Editora UNESP; Rio de Janeiro: FUNARTE, 2008.
LOREIRO, O ensino da música na escola fundamental: Um estudo exploratório
– Belo Horizonte: 2001.
FREIRE, Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa.
Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1997.

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  • 1. UNIFATEA – CENTRO UNIVERSITÁRIO TERESA D'AVILA ADRIANA FERNANDES SATURNO ALAN WILLIAN LEONIO DA SILVA FERNANDA DA CONCEIÇÃO RIBEIRO PROFESSORA ORIENTADORA MESTRE POLYANA ZAPPA O PAPEL DO ENSINO DE MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL LORENA - SP 2017
  • 2. 2 UNIFATEA – CENTRO UNIVERSITÁRIO TERESA D'AVILA ADRIANA FERNANDES SATURNO ALAN WILLIAN LEONIO DA SILVA FERNANDA DA CONCEIÇÃO RIBEIRO PROFESSORA ORIENTADORA MESTRE POLYANA ZAPPA O PAPEL DO ENSINO DE MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Artigo Científico Apresentado ao Centro Universitário Teresa D'Avila, com o objetivo de aprimorar nosso conhecimentos. LORENA - SP 2017
  • 3. 1 UNIFATEA – CENTRO UNIVERSITÁRIO TERESA D'AVILA Adriana Fernandes Saturno1 Alan Willian Leonio da Silva² Fernanda da Conceição Ribeiro³ Professora Orientadora Mestre Polyana Zappa RESUMO A Lei nº 11.769 de 18 de agosto de 2008, traz o ensino de música como obrigatório em toda a educação. O ensino de música deve estar pautado em ampliar o repertório cultural dos alunos explorando o universo sonoro ampliando o conhecimento em música. O ensino de música não deve ter por objetivo a formação de músicos profissionais ou especialistas na área, mas deve auxiliar no desenvolvimento cultural e psicomotor, estimulando o contato com diferentes linguagens, contribuindo para a sociabilidade e democratizaçãodo acesso à arte. A música possui elementos importantes que auxiliam o desenvolvimento infantil. A criança se expressa em seu andar, correr, pular, descobrindo a variedades de sons e ritmos, despertando a curiosidade da criança. A musicalização infantil pode ser gerada, também, a partir da percepção do pulso da música, observando as particularidades do sons que vêm de longe, de perto, sons da natureza ou produzidos pelo homem, sons harmônicos ou ruídos, despertando no aluno o gosto pelos sons por meio de sua percepção e produção, dentro de um tempo e espaço, o professor é o mediador dessa aprendizagem, devendo convidar as crianças a prestarem a atenção na intensidade dos sons, estimulando a diferenciação de suas particularidades, observando e percebendo as partes mais fracas e as mais fortes. De acordo com os Parâmetros Curriculares o professor deve explorar três eixos metodológicos que são a produção, apreciação e reflexão. A produção deve ser centrada na experimentação, tendo como produtos a interpretação, a improvisação e a composição, nesse eixo a criança cria, realiza o registro e acompanha a execução de músicas. A apreciação deve estar pautada na percepção dos sons e silêncios e estruturas e organizacionais da musica, buscando desenvolver através do prazer da escuta a sensibilidade, capacidade de observação e reconhecimento por meio da análise. PALAVRAS-CHAVE: Música, Educação infantil, Ensino de música, Educação musical. ¹ Graduando em licenciatura em Pedagogia pelo UNIFATEA; 2 Licenciado em Ciências Biológicas pela UNIMES-Universidade Metropolitana de Santos. Especialista em Educação Ambiental e Sustentabilidade, pela UCAM-Universidade Cândido Mendes. Graduando em Licenciatura em Pedagogia pelo UNIFATEA- Centro Universitário Teresa D'Avila. Funcionário Público desde 2004, Agente de Saneamento, lotado na Secretaria de Saúde, também é membro titular do Conselho Municipal de Saúde-COMUS do Município de Lorena/SP, membro do conselho de Controle Interno, Membro do Conselho de Alimentação Escolar-CAE. ³ Graduando em licenciatura em Pedagogia pelo UNIFATEA; 4 Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Univ ersidade Presbiteriana Mackenzie (2008). Especialista em Teoria e Prática em Arte Contemporânea , UNIFATEA. Atualmente é Prof essora Titular da UNIFATEA- Centro Univ ersitário Teresa D'Av ila, lecionando nos cursos de Comunicação e Pedagogia, com as seguintes disciplinas: Estética, História da Arte, Figurino para TV, Cenograf ia e Mediação Cultural. Coordenadora do Centro Cultural Teresa D'Áv ila, responsáv el pelo ev entos culturais da UNIFATEA- Centro Univ ersitário Teresa D'Áv ila. Coordenadora do Núcleo de Arte UNIFATEA. Atua também como cenógraf a em peças teatrais. Aluna especial para o doutoramento no (PGEHA) Programa de Pós Graduação Interunidades Estética e História da Arte da Univ ersidade de São Paulo (USP).
  • 4. 2 INTRODUÇÃO A Lei nº 11.769 de 18 de agosto de 2008, traz o ensino de música como obrigatório em toda a educação. O ensino de música deve estar pautado em ampliar o repertório cultural dos alunos explorando o universo sonoro ampliando o conhecimento em música. A musicalização não deve estar pautada em formar músicos profissionais ou especialistas na área, mas deve auxiliar no desenvolvimento cultural e psicomotor, estimulando o contato com diferentes linguagens, contribuindo para a sociabilidade e democratizaçãodo acesso à arte. O som, apausa, o ritmo e o pulso são características importantes na música que auxiliam no desenvolvimento infantil, esses elementos estão presentes naturalmente na criança, que se expressa em seu andar, correr, pular, a descoberta de variedades de sons e ritmos, isso chama desperta a curiosidade da criança, pois nosso corpo é sonoro e possui um ritmo único. A musicalização infantil pode ser gerada, também, a partir da percepção do pulso da música, observando as particularidades do sons que vêm de longe, de perto, sons da natureza ou produzidos pelo homem, sons harmônicos ou ruídos, despertando no aluno o gosto pelos sons por meio de sua percepção e produção, dentro de um tempo e espaço, cabe ao professor convidar as crianças a prestarem a atenção na intensidade dos sons, fazendo com que elas diferenciam suas particularidades, observando e percebendo as partes mais fracas e as mais fortes.
  • 5. 3 1.1 O QUE DIZEM OS PARÂMETROD CURRICULARES NACIONAIS SOBRE MÚSICA De acordo com os Parâmetros Curriculares o professor deve explorar três eixos metodológicos que são a produção, apreciação e reflexão. A produção deve ser centrada na experimentação, tendo como produtos a interpretação, a improvisação e a composição, nesse eixo a criança cria, realiza o registro e acompanha a execução de músicas. A apreciação deve estar pautada na percepção dos sons e silêncios e estruturas e organizacionais da musica, buscando desenvolver através do prazer da escuta a sensibilidade, capacidade de observação e reconhecimento por meio da análise. A reflexão deve ser feita observando a relação entre a arte e a vida, priorizando à organização, criação, produtos e produtores musicais. De acordo com Ana Mae Barbosa (1942) o ensino de arte deve estar alicerçado na abordagem triangular do ensino de arte, onde o aluno deve ler, fazer e contextualizar a arte. A música é a linguagem que se traduz em formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio da organização e relacionamento expressivo entre o som e o silêncio. Pois está presente em todas as culturas, nas mais diversas situações: festas e comemorações, rituais religiosos, manifestações cívicas, políticas. Música faz parte da educação desde há muito tempo, sendo que, já na Grécia antiga, era considerada fundamental para a formação dos futuros cidadãos, ao lado da matemática e da filosofia. A integração entre os aspectos sensíveis, afetivos, estéticos e cognitivos, assim como a promoção de interação e comunicação social, conferem caráter significativo à linguagem musical. É uma das formas importantes de expressão humana, o que,
  • 6. 4 por si só, justifica sua presença no contexto da educação, de um modo geral, e na educação infantil, particularmente. A música está presente em diversas situações da vida humana. Existe música para adormecer, música para dançar, para chorar os mortos, para conclamar o povo a lutar, o que remonta à sua função ritualística. Presente na vida diária de alguns povos, ainda hoje é tocada e dançada por todos, seguindo costumes que respeitam as festividades e os momentos próprios a cada manifestação musical. Nesses contextos, as crianças entram em contato com a cultura musical desde muito cedo e assim começam a aprender suas tradições musicais. Pois quando brincam ou interagem com o universo sonoro, acabam descobrindo de uma maneira simples, formas diferentes de se fazer música. De acordo com Joly (2003, p. 116); a criança, por meio da brincadeira, relaciona-se com o mundo que descobre a cada dia e é dessa forma que faz música: brincando. Sempre receptiva e curiosa, ela pesquisa materiais sonoros, inventa melodias e ouve com prazer a música de diferentes povos e lugares. Dessa maneira a música nos permite estabelecer vínculos com as pessoas, com os costumes e tradições do local onde vivemos. A compreensão da música, ou mesmo a sensibilidade a ela, tem por base um padrão culturalmente compartilhado para a organização dos sons numa linguagem artística, socialmente construído, e é socialmente apreendido – pela vivência, pelo contato cotidiano, pela familiarização – embora também possa ser aprendido na escola. (PENNA, 2008, p. 29). Dessa forma torna-se importante para a criança começar a se relacionar com a música ainda que seja no ambiente escolar, pois é nessa fase que ela constrói os saberes que irá utilizar para o resto de sua vida. Mas para isso é importante que elas consigam entendê-la. Gordon (2000, p. 6) ressalta que: Através da música, as crianças aprendem a conhecer-se a si próprias, aos outros e à vida. E, o que é mais importante, através da música as crianças são mais capazes de desenvolver e sustentar a sua imaginação e criatividade
  • 7. 5 ousada. Dado que não se passa um dia sem que, de uma forma ou de outra, as crianças não ouçam ou participem de música, é-lhes vantajoso. Apenas então poderão aprender a apreciar, ouvir e participar na música que acham ser boa, e é através dessa percepção que a vida ganha mais sentido. O RCNEI-Referencial Curricular para a Educação Infantil destaca uma parte importante no processo, aliando a essa prática o movimento corporal: O gesto e o movimento corporal estão ligados e conectados ao trabalho musical. Implica tanto em gesto como em movimento, porque o som é, também, gesto e movimento vibratório, e o corpo traduz em movimento os diferentes sons que percebe. Os movimentos de flexão, balanceio, torção, estiramento etc., e os de locomoção como andar, saltar, correr, saltitar, galopar etc., estabelecem relações diretas com os diferentes gestos sonoros. (BRASIL, 1998, p. 61). O ensino de música nas escolas tanto de Educação Infantil, pode contribuir não só para a formação musical dos alunos, mas principalmente como uma ferramenta eficiente de transformação social, onde o ambiente de ensino e aprendizagem pode proporcionar o respeito, a amizade, a cooperação e a reflexão tão importantes e necessárias para a formação humana. Dessa forma, é interessante que ela esteja presente no ambiente escolar. Na escola, o ensino musical não tem a intenção de formar o músico profissional, assim como o ensino das ciências não visa à formação de cientistas. Para as educadoras musicais Hentschke e Del Ben (2003, p. 181), as funções da música no contexto escolar são: [...] auxiliar crianças, adolescentes e jovens no processo de apropriação, transmissão e criação de práticas músico-culturais como parte da construção de sua cidadania. O objetivo primeiro da educação musical é facilitar o acesso à multiplicidade de manifestações musicais da nossa cultura, bem como possibilitar a compreensão de manifestações musicais de culturas mais distantes. Além disso, o trabalho com música envolve a construção de identidades culturais de nossas crianças, adolescentes e jovens e o desenvolvimento de habilidades interpessoais.
  • 8. 6 Nesse sentido, é importante que a educação musical escolar, seja ela ministrada pelo professor unidocente ou pelo professor de artes e/ou música, tenha como propósito expandir o universo musical do aluno, isto é, proporcionar-lhe a vivência de manifestações musicais de diversos grupos sociais e culturais e de diferentes gêneros musicais dentro da nossa própria cultura. A aula de música pode ser feita em grupos e trabalhar com os alunos aspectos como, por exemplo, o respeito pelos colegas, a cooperação que as atividades realizadas em coletivo exigem, a união da turma na busca de alcançar objetivos que sejam comuns a todos, como por exemplo, cantar e dançar em roda ao mesmo tempo. Dessa maneira, fortalecemos a ideia de que este conteúdo específico deve ter seu lugar reservado nas grades curriculares escolares. A educadora Hentschke (1995), apud JOLY, 2003, p. 117, destaca algumas razões que justificam a presença da educação musical nas escolas: Entre elas, estão proporcionar à criança: o desenvolvimento das suas habilidades estéticas e artísticas, o desenvolvimento da imaginação e do potencial criativo, um sentido histórico da nossa herança cultural, meios de transcender o universo musical de seu meio social e cultural, o desenvolvimento cognitivo, afetivo e psicomotor, o desenvolvimento da comunicação não-verbal. Os conteúdos musicais devem ser desenvolvidos nas aulas de música para crianças, mas outras habilidades como a socialização, a afetividade, a criatividade, a imaginação, a comunicação entre outros, também estarão sendo trabalhadas simultaneamente. De acordo com o RCNEI: A integração entre os aspectos sensíveis, afetivos, estéticos e cognitivos, assim como a promoção de integração e comunicação social, conferem caráter significativo à linguagem musical. É uma das formas importantes de expressão humana, o que por si só justifica sua presença no
  • 9. 7 contexto da educação, de um modo geral, e na educação infantil, particularmente. (BRASIL, 1998, p. 45). Todas essas características que a linguagem musical pode proporcionar através da aula de música justificam a sua presença na educação infantil. Para Guilherme (2006, p. 158), isso deve-se ao fato de que: “A música é um dos estímulos mais potentes para ativar os circuitos do cérebro na infância. Os estudos atuais apontam que a janela de oportunidade musical, ou a inteligência musical, abre-se aos 3 anos e começa a se fechar aos 10 anos”. Assim sendo, essa faixa etária torna-se o momento ideal para que ocorram os primeiros estudos musicais por meio do processo de musicalização com as crianças. Segundo RCN- Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil p. 45, a música no contexto da educação infantil vem, ao longo de sua história, atendendo a vários objetivos, alguns dos quais alheios às questões próprias dessa linguagem. Tem sido, em muitos casos, suporte para atender a vários propósitos, como a formação de hábitos, atitudes e comportamentos: lavar as mãos antes do lanche, escovar os dentes, respeitar o farol etc.; a realização de comemorações relativas ao calendário de eventos do ano letivo simbolizados no dia da árvore, dia do soldado, dia das mães etc.; a memorização de conteúdos relativos a números, letras do alfabeto, cores etc., traduzidos em canções. Essas canções costumam ser acompanhadas por gestos corporais, imitados pelas crianças de forma mecânica e estereotipada. Segundo RCN- Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil p. 49, o ambiente sonoro, assim como a presença da música em diferentes e variadas situações do cotidiano fazem com que os bebês e crianças iniciem seu processo de musicalização de forma intuitiva. Adultos cantam melodias curtas, cantigas de ninar, fazem brincadeiras cantadas, com rimas, parlendas etc., reconhecendo o fascínio que tais jogos exercem. Encantados com o que ouvem, os bebês tentam imitar e responder, criando momentos significativos no desenvolvimento afetivo e cognitivo, responsáveis pela criação de vínculos tanto com os adultos quanto com a música.
  • 10. 8 Nas interações que se estabelecem, eles constroem um repertório que lhes permite iniciar uma forma de comunicação por meio dos sons. Do primeiro ao terceiro ano de vida, os bebês ampliam os modos de expressão musical pelas conquistas vocais e corporais. Podem articular e entoar um maior número de sons, inclusive os da língua materna, reproduzindo letras simples, refrãos, onomatopeias etc., explorando gestos sonoros, como bater palmas, pernas, pés, especialmente depois de conquistada a marcha, a capacidade de correr, pular e movimentar-se acompanhando uma música. Segundo RCN- Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil p. 54, a organização dos conteúdos para o trabalho na área de Música nas instituições de educação infantil deverá, acima de tudo, respeitar o nível de percepção e desenvolvimento (musical e global) das crianças em cada fase, bem como as diferenças socioculturais entre os grupos de crianças das muitas regiões do país. Os conteúdos deverão priorizar a possibilidade de desenvolver a comunicação e expressão por meio dessa linguagem. Serão trabalhados como conceitos em construção, organizados num processo contínuo e integrado que deve abranger: • a exploração de materiais e a escuta de obras musicais para propiciar o contato e experiências com a matéria-prima da linguagem musical: o som (e suas qualidades) e o silêncio; • a vivência da organização dos sons e silêncios em linguagem musical pelo fazer e pelo contato com obras diversas; • a reflexão sobre a música como produto cultural do ser humano é importante forma de conhecer e representar o mundo. 1.2 O OUVIR E O ESCUTAR NO ENSINO DE MÚSICA O ciclo gnosiológico é o momento da aprendizagem em que o aluno reflete criticamente. Em sala de aula aprendemos o que já existe, é por esse motivo que a transmissão da cultura, dos conhecimentos científicos, da arte, música e da estética são importantes serem passados de geração em geração. Na interdisciplinaridade, podemos trabalhar o ensino de música, com a visão de várias áreas do conhecimento: educação, saúde e segurança, tendo um olhar amplo do assunto a
  • 11. 9 ser discutido. Para Freire (1996), ensinar, aprender e pesquisar lidam com dois momentos do ciclo gnosiológico que são: o que se ensina e se aprende o conhecimento já existente e o que se trabalha a produção do conhecimento ainda não existente. Cabe ao professor fomentar a produção desse conhecimento no ensino de música, dentro da realidade da comunidade em que a unidade escolar está inserida, estimulando o aluno a associar os sons de seu cotidiano com os produzidos em sala de aula. O professor é o mediador e a tecnologia a facilitadora, o ouvido pode estar ouvindo, mas o aluno pode estar distante, não produzindo com isso o conhecimento. O professor precisa ser o protagonista no ouvir, pois com isso perceberá as dificuldades apresentadas pelo seu aluno e irá escolher a melhor maneira de acompanhar a aprendizagem do aluno a seu tempo. Não podemos nos permitir a burocratização da mente, tanto do professor quanto do aluno. Quanto menor for à qualidade da escuta, maior será a burocratização da aprendizagem, cabe ao docente promover a escuta intencional, atenciosa e cuidadosa. É importante escutar o aluno a seu tempo, ter coerência entre o que se fala e o que se escuta, quanto mais se escuta os anseios dos alunos, mais se detecta o tempo de aprendizagem deles, há uma dialética entre o ensino e a escuta, escutar ao tempo do aluno significa escutar o que se passa no mundo dele, na sala de aula, nas relações interpessoais que estão sendo estabelecidas, escutar exige atenção no que está ouvindo. É preciso saber escutar a natureza, a história, temos que ser docentes que sabem escutar. Segundo Freire (1996, p.131), o primeiro sinal de que o sujeito que fala sabe escutar é a demonstração de sua capacidade de controlar não só a necessidade de dizer a sua palavra, que é um direito, mas também o gosto pessoal, profundamente respeitável, de expressa-la. Quem tem o que dizer tem igualmente o direito e o dever de dizê-lo. É preciso, porém que quem tem o que dizer saiba, sem sombra de dúvida, não ser o único a ter o que dizer.
  • 12. 10 Diante disso o professor não deve burocratizar a aprendizagem do discente, no ensino de música, fazendo isso estará fadado a forçar o aluno a perder a capacidade de reagir, criticar, recriar e reinventar a realidade, portanto o professor que sabe escutar o aluno, observa atentamente a produção de seu conhecimento e planeja a estratégia que irá utilizar para otimizar essa aprendizagem.
  • 13. 11 CONCLUSÃO A música, na educação infantil, possui ligação com o brincar, as crianças brincam com a música, em todas as culturas jogos e brinquedos musicais são transmitidos de geração em geração, essa transmissão de conhecimento envolve o gesto, o movimento, o canto, a dança e o faz-de-conta, expressando a infância. Os jogos sonoro/musicais possibilitam a vivência de questões relacionadas ao som e suas características, altura, duração, intensidade e timbre, podemos destacar que esses jogos e brinquedos musicais são as cantigas de ninar, parlendas, canções de roda, as adivinhas, os contos, os romances. Essas brincadeira proporcionam para a criança a possibilidade que ela estabeleça os vínculos interpessoais, fazendo com que ela se sinta única e, ao mesmo tempo, integrante da sociedade. Segundo Schafer (1991 p. 277), o professor não pode ter a preocupação não apenas com o universo da música, mas com o universo sonoro em geral; explorando a ideia de que podemos usar tanto instrumentos como objetos para a musicalização. Mas o foco principal de sua proposta é acordar o ouvindo, tornando a habilidade da escuta sensível e pensante. Diante disso, o estudo da música deve priorizar a criatividade e a experimentação sonora não adianta as crianças aprenderem a ler partituras se não aprenderem, antes, a ouvir o universo sonoro a sua volta e a apreciar músicas de qualidade e não apenas as disponibilizadas pela cultura de massa. O ensino de música deve ter como base a criação, a interpretação não podendo ser ensinado com métodos de memorização, o professor deve estimular a criança a conhecer, ouvir, sentir a música. As crianças precisam ter liberdade para ter criatividade, o docente deve motivar a curiosidade dos alunos, não apenas proporcionando meras repetições, mas sim de deixar que o aluno explore o objeto para perceber suas qualidades sonoras e expressivas, o professor deve criar histórias e ir sonorizando a narrativa.
  • 14. 12 A linguagem musical está presente no mundo da criança e cabe ao professor otimizar essa expressão, é muito importante que a criança explore e conheça seu universo sonoro.
  • 15. 13 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA BARBOSA, A imagem no ensino da arte: anos 1980 e novos tempos – São Paulo: Perspectiva, 2009. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Arte. Brasília: MEC/SEF, 1997. BRASIL. Lei n.º 9.394. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: DOU, 1996. BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil, MEC/SEF, 1998. 3 v. BRITO, Koellreutter educador: o humano como objetivo da educação musical . São Paulo: Petrópolis, 2001. Música na Educação Infantil - Propostas para a Formação Integral da Criança. São Paulo: Editora: Peiropolis, 2003. MARTINS, M. C.; PICOSQUE, G.; GUERRA, M. T. Teoria e prática do ensino de arte: a língua do mundo. São Paulo: FTD, 2010. SCHAFER, O Ouvido Pensante. São Paulo: Unesp Fundação, 1991. A Afinação do mundo. São Paulo: Unesp Fundação, 1991. BRITO, O humano Como Objetivo da Educação Musical: O Pensamento Pedagógico- Musical de Hans Joachim Koellreutter – São Paulo: 2006. SOUZA e JOLY, A importância do Ensino Musica na Educação Infantil – São Carlos: 2010. FONTERRADA, De tramas e fios: um ensaio sobre a música e educação. 2ª Ed. São Paulo: Editora UNESP; Rio de Janeiro: FUNARTE, 2008. LOREIRO, O ensino da música na escola fundamental: Um estudo exploratório – Belo Horizonte: 2001. FREIRE, Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1997.