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25 de Abril de 1974
Conjuntura PoliticaNa sequência do golpe militarde 28 de Maio de 1926, foiinstaurada em Portugal umaditadura militar que culminariana eleição presidencial de ÓscarCarmona, em 1928. No mandatopresidencial de Carmona, foielaborada a constituição de1933, instituindo um novo regime autoritário de inspiração fascista, auto denominando-seEstado Novo.
António de Oliveira Salazar,primeiramente ministro das finanças posteriormente presidentedo conselho de ministros, passou acontrolar o país não maisabandonando o poder até 1968,quando este lhe foi retirado por incapacidade física e psicológica, nasequência de uma queda. Foi substituído por Marcelo Caetano,que deu uma nova esperança aosportugueses de voltarem a viver emliberdade, verificando-se umabrandamento na actuação dacensura e da PIDE( policia politicainstituída por Oliveira Salazar).
Características do Estado NovoFoi criado um partido políticooficial, a União Nacional, quesimbolizava o "espírito da Nação",enquanto que a oposição eraduramente reprimida.A Igreja e o regime caminhavamlado a lado. Com uma ideologiamarcadamente conservadora, oEstado Novo orientava-se segundo os princípios: Deus, Pátria, Família,Hierarquia, Moralidade, Paz Social eAusteridade.O culto a Salazar nuncaassumiu as proporções existentesna Itália ou na Alemanha
A censura aos media procurousempre não deixar avançar qualquertipo de rebelião contra o regime,velando sempre pela moral e os bonscostumes que Salazar defendia.Uma polícia política, que tevevárias designações (PVDE, PIDE), queperseguia todo e qualquer opositordo regime.Criação de milícias, uma paradefesa do regime e combate aocomunismo, a Legião Portuguesa;outra destinada a inculcar nos jovensos valores do regime, a MocidadePortuguesa
Foi desenvolvido um projecto aonível da cultura que pretendeu daruma certa leveza ao regime esimultaneamente glorificá-lo.Uma política nacionalista a váriosníveis, marcada pela máxima“Estamos orgulhosamente sós".Uma política colonialista, queafirmava que Portugal como "umEstado pluricontinental emultirracial". Toda a vida económica e socialdo país foi organizada emcorporações. O Corporativismoestabelecia um maior controlo doestado sobre as actividadeseconómicas inibindo Sindicatos
Queda de RegimeO Estado Novo, após 41anos de vida, é finalmentederrubado em 25 de Abril de1974. O golpe militar contoucom a presença da população,cansada da repressão, dacensura, da guerra colonial eda má situação económicofinanceira. Ficou conhecidapor Revolução dos Cravos.
Preparação do 25 de AbrilA primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau (capitalda Guiné-Bissau), em 21 de Agosto de 1973.Uma nova reunião, a 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas)da origem ao Movimento das Forças Armadas, a principal motivação destegrupo de militares era a oposição ao regime e o descontentamento pela política seguida pelo governo em relação à Guerra Colonial.No dia 5 de Março de 1974 reúnem-se  cerca de 200 oficiais dos três ramos das Forças Armadas, em Cascais, no atelier do arquitecto Braula Reis.Pela primeira vez se fala na possibilidade do fim da guerra colonial e noderrube da ditadura para o estabelecimento de um regime democrático. Éaprovado o documento «O "Movimento as Forças Armadas e a Nação»,apresentado pelo Major Melo Antunes e posto a circular clandestinamente .
No dia 24 de Março a Última reunião clandestina da ComissãoCoordenadora do MFA, em casa do Capitão Candeias Valente, na qual foidecidido o derrube do regime e o golpe militar entre 22 e 29 de Abril. OMajor Otelo Saraiva de Carvalho fica responsável pelo "Plano Geral dasOperações". No dia 22 de Abril de 1974 está pronto o "Plano Geral das Operações:viragem Histórica" e as Unidades Militares afectas ao MFA ficam à espera doinício do golpe militar. Por decisão de Otelo é escolhido o Regimento deEngenharia N.º 1 na Pontinha, para instalar o Posto de Comando dasOperações.
25 de Abril de 1974 - Cronologia de acontecimentos00:20 É dada a senha definitiva, quando foi transmitida a leitura gravada da primeira estrofe da canção "Grândola, Vila Morena" de José Afonso, no programa independente Limite transmitido através da Rádio Renascença.00:30 Os militares do MFA ocupam a Escola Prática de Administração Militar. 01:00 É tomada a Escola Prática de Cavalaria de Santarém, ao mesmo tempo que se inicia a movimentação de tropas em Estremoz, Figueira da Foz, Lamego, Lisboa, Mafra, Tomar, Vendas Novas, Viseu, e outros pontos do país. 03:00 As forças revoltosas, numa acção sincronizada, iniciam a ocupação dos pontos da capital considerados vitais para o sucesso da operação: o Aeroporto de Lisboa, o Rádio Clube Português, a Emissora Nacional, a RTP e a Rádio Marconi. Todos este alvos serão ocupados sem resistência significativa. São consideradas forças inimigas: Guarda Nacional Republicana (GNR) Polícia de Segurança Pública (PSP) Direcção-Geral de Segurança (PIDE/DGS) Legião Portuguesa (LP) Regimento de Cavalaria N.º 7 (RC7) Regimento de Lanceiros N.º 2 (RL2)5º Grupo de Comandos sai de Tomar para intervir no RC 7; Força do RI 14 junta-se à da Figueira da Foz; Sai uma força da EPE de Tancos; O CIOE vai ocupar a sede da PIDE/DGS no Porto.
03:10 Principais movimentações das forças do MFA: Quartel General da Região Militar de Lisboa, ocupado por uma companhia do BC 5; Rádio Clube Português (RCP), defendida por outra companhia do BC 5 e ocupada pelo 10º Grupo de Comandos; Rádio Televisão Portuguesa (RTP), estúdios do Lumiar ocupados pela EPAM; Emissora Nacional, estúdios ocupados pelo CTSC; Posicionamento de uma bateria da EPA em Almada; A EPC dirige-se ao Terreiro do Paço; EPI sai para ocupar o Aeroporto de Lisboa; Companhias de Caçadores ocupam as antenas do RCP; 5º Grupo de Comandos sai de Tomar para intervir no RC 7; Força do RI 14 junta-se à da Figueira da Foz; Sai uma força da EPE de Tancos; O CIOE vai ocupar a sede da PIDE/DGS no Porto.04:00O BC 5 garante a segurança da residência do General Spínola. 04:15O regime reagiu, com o ministro da Defesa a ordenar a forças sedeadas em Braga para avançarem sobre o Porto, com o objectivo de recuperar o Quartel-General, mas estas forças tinham aderido ao MFA e ignoraram as ordens. 04:20 O Rádio Clube Português transmite o primeiro comunicado do MFA. O Aeroporto de Lisboa é ocupado pela EPI.          As forças da Escola Prática de Infantaria de Mafra controlam o aeroporto de Lisboa que é encerrado. O tráfego aéreo é reencaminhado para Madrid e Las Palmas. 04:45Leitura do segundo comunicado do MFA, na antena do RCP.05:15 O Aeródromo de Tires é ocupado é ocupado pelo CIAAC. Transmissão do terceiro comunicado do MFA. 05:45 A Escola Prática de Cavalaria ocupa o Terreiro do Paço. Transmissão do quarto comunicado do MFA.
06:00 A EPC cerca os ministérios, a Câmara Municipal de Lisboa, os acessos ao Governo Civil, o Banco de Portugal e a Rádio Marconi.06:30 Chegada ao Terreiro do Paço de um pelotão do Regimento de Cavalaria 7, fiel ao Governo, comandado pelo Alferes Miliciano David e Silva que, após conversações, se coloca às ordens do MFA. 06:45 O Posto de Comando toma conhecimento de que Marcelo Caetano, Presidente do Conselho de Ministros, está no Quartel do Carmo.  É dado o quarto comunicado da MFA.07:00 O Agrupamento do Norte dirige-se ao Forte de Peniche, prisão da PIDE/DGS. O RAP 2 toma posição junto à ponte da Arrábida e a EPA junto ao Cristo Rei, em Almada. No Terreiro do Paço, oficiais da Polícia Militar e o Capitão Maltez da PSP, põem-se às ordens de Salgueiro Maia após conversações. 07:30 Transmissão do quinto comunicado do MFA. Chegada à Ribeira das Naus de nova força do RC 7, comandada pelo Tenente-Coronel Ferrand de Almeida. 08:00 Uma força do Regimento de Lanceiros 2, contrária ao MFA, toma posição na Ribeira das Naus, em Lisboa. Prisão do Tenente-Coronel Ferrand de Almeida por Salgueiro Maia. 08:30Uma força da PSP chega ao Terreiro do Paço, mas nem tenta entrar em confronto com as tropas de Salgueiro Maia. 08:45 Sexto comunicado do MFA, desta vez aos microfones da Emissora Nacional. 09:00 A fragata "Gago Coutinho" - que integrava as forças da NATO em exercícios – toma posição frente ao Terreiro do Paço, recebendo ordens para disparar sobre as tropas de Maia, mas não chega a fazê-lo. 09:30Os ministros da Defesa, da Informação e Turismo, do Exército e da Marinha, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, o Governador Militar de Lisboa, o sub-secretário de Estado do Exército e o Almirante Henrique Tenreiro fogem por um buraco que abriram na parede do ministério do Exército e dirigem-se para o Regimento de Lanceiros 2, onde instalaram o Posto de Comando das forças leais ao Governo.
        09:35 Forças leais ao Governo, comandadas pelo Brigadeiro Junqueira dos Reis, chegam ao Terreiro do Paço. 10:00 Na Ribeira das Naus, o Alferes Miliciano Fernando Sottomayor, do RC 7, não obedece às ordens do Brigadeiro Junqueira dos Reis para disparar sobre Salgueiro Maia e as suas tropas, o que leva o Brigadeiro a dar ordem de prisão a Sottomayor e a ordenar aos soldados que disparassem. Tendo-se estes recusado também a disparar, Junqueira dos Reis dispara dois tiros para o ar, abandona o local e dirige-se para a rua do Arsenal. 10:30Rendição do Major Pato Anselmo, do RC 7 e transmissão do sétimo comunicado do MFA. 10:45 Na Rua do Arsenal, o Brigadeiro Junqueira dos Reis dá ordem de fogo sobre o Tenente Alfredo Assunção, que fora enviado por Salgueiro Maia para negociar com as forças de Junqueira dos Reis. Tendo sido, de novo, desobedecido pelos seus militares, acaba por dar três murros no Tenente Assunção. 11:30 O Posto de Comando envia uma coluna militar, comandada pelo Major Jaime Neves, para ocupar a Legião Portuguesa na Penha de França e uma coluna, comandada por Salgueiro Maia, para o Quartel do Carmo, onde se encontravam Marcelo Caetano, Rui Patrício, ministro dos Negócios Estrangeiros e Moreira Baptista, ministro da Informação e Turismo.Salgueiro Maia comanda as forças da EPC que vão cercar o Quartel da GNR no Largo do Carmo, em Lisboa. 11:45 O MFA informa o país, através do RCP, que domina a situação de Norte a Sul.  Oitavo comunicado da MFA.11:50 Os oficiais feitos prisioneiros (a 16 de Março de 1974  por um golpe militar falhado)  no Terreiro do Paço são enviados para o Posto de Comando, na Pontinha. 12:15 A coluna da EPC, comandada por Salgueiro Maia, chega ao Chiado pela Rua do Carmo, envolvida por uma multidão de apoiantes civis. 12:30 As forças de Salgueiro Maia cercam o Largo do Carmo e recebem ordens do Posto de Comando para abrir fogo sobre o Quartel da GNR, para obter a rendição de Marcelo Caetano.
12:45 A população distribui comida, leite e cigarros pelos militares presentes no Largo do Carmo. Forças da GNR tomam posição na retaguarda das tropas de Salgueiro Maia, em defesa do regime. 13:00O Brigadeiro Junqueira dos Reis tenta cercar as forças de Salgueiro Maia com a ajuda da GNR, da Polícia de Choque e uma companhia do RI 1. Forças do RC 3 chegam à ponte sobre o Tejo e dirigem-se ao Largo do Carmo. É transmitido  o nono comunicado do MFA. 13:40 Forças do MFA ocupam a sede da Legião Portuguesa. 14:00 A companhia do Regimento de Infantaria 1 que apoiava Junqueira dos Reis, passa-se para o lado de Salgueiro Maia. Iniciam-se as conversações entre o General Spínola e Marcelo Caetano, para a obtenção da rendição do Presidente do Conselho, através de intermediários. 14:30Transmissão do decimo comunicado do MFA, informando que estavam ocupados os principais objectivos. O esquadrão do RC 3, comandado pelo Capitão Ferreira, cerca as tropas do Brigadeiro Junqueira dos Reis. 15:00 Por ordem do Posto de Comando, Salgueiro Maia pega num megafone e faz um ultimato à GNR para que se renda, ameaçando rebentar com os portões do Quartel do Carmo. É transmitido decimo primeiro comunicado do MFA . 15:30 Disparos sobre a fachada do Quartel do Carmo, por ordem de Salgueiro Maia, o que obriga ao reinício das conversações para a rendição de Marcelo Caetano. 16:15 Elementos da PIDE/DGS abrem fogo sobre a multidão que cerca a sua sede, na rua António Maria Cardoso, provocando um morto e vários feridos. 16:25 Em consequência da não evolução das negociações para a rendição de Marcelo Caetano, Salgueiro Maia coloca um blindado frente ao Quartel e inicia a contagem para abrir fogo, quando é interrompido por Pedro Feytor-Pinto e Nuno Távora, da Secretaria de Estado da Informação e Turismo, que se dizem portadores de uma mensagem do General Spínola para Marcelo Caetano. Salgueiro Maia autoriza a entrada no Quartel desses dois mensageiros.
16:30 Contactos telefónicos entre o Spínola, Marcelo Caetano e o Posto de Comando do MFA. 17:00 Salgueiro Maia entra no Quartel do Carmo e exige a rendição a Marcelo Caetano, que lhe responde que só se renderia a um Oficial-General para que o Poder não caísse na rua. O Posto de Comando mandata o General Spínola para ir receber a rendição de Marcelo Caetano ao Quartel do Carmo. 17:30 Transmissão do  decima segundo comunicado do MFA. 18:00 Spínola chega ao Largo do Carmo e, acompanhado por Salgueiro Maia, entra no Quartel para dialogar com Marcelo Caetano. 18:20 Transmissão do decimo terceiro comunicado do MFA. 18:30A Chaimite Bula entra no Quartel do Carmo para transportar Marcelo Caetano à Pontinha. 18:30A Chaimite Bula entra no Quartel do Carmo para transportar Marcelo Caetano à Pontinha. 18:40Declaração do MFA na RTP. 18:45Extinção da PIDE/DGS, Legião Portuguesa e Mocidade Portuguesa. 19:00 Marcelo Caetano e os ministros Rui Patrício e Moreira Baptista entram na Chaimite Bula.
19:30 Salgueiro Maia levanta o cerco ao Largo do Carmo e conduz Marcelo Caetano e os ministros ao Posto de Comando, na Chaimite Bula, literalmente envolvida por uma enorme multidão que grita "Vitória! Vitória! Vitória!". A população manifesta-se nas ruas de Lisboa, durante o percurso da “Bula” até ao Posto de Comando e, cerca de 20 minutos depois é emitido decimo quarto comunicado do MFA20:00 Transmissão da Proclamação do MFA através do RCP. 21:00A Chaimite Bula chega ao Posto de Comando com Marcelo Caetano e os dois ministros, que ali ficam detidos até ao dia seguinte.Elementos da PIDE/DGS disparam sobre a população que cerca a sua sede, causando 4 mortos e 45 feridos. Forças da Marinha juntam-se ao MFA, alcançando a rendição da PIDE/DGS. Transmissão de um decimo quinto comunicado da MFA.22:00Forças de pára-quedistas chegam à prisão de Caxias, onde a PIDE/DGS ainda resiste. É transmitido o decimo sexto comunicado do MFA.23:30 São promulgadas a destituição dos dirigentes fascistas e a extinção da PIDE/DGS, da Legião Portuguesa e da Mocidade Portuguesa.
Pós 25 de AbrilNos dias que sucederam o 25 de Abril, após a enorme euforia, realizou-se o programa do M.F.A.(Movimento das Forças Armadas). Os objectivos doPrograma do MFA podem ser sintetizados noscélebres três D’s: Democratizar, Descolonizar eDesenvolver. Entre as medidas imediatas constantesdo documento, encontravam se a destituição doPresidente da República, do Governo e a extinção dosdemais órgãos de soberania do anterior regime. Osrespectivos poderes foram concentrados na Junta deSalvação Nacional (JSN), cujo primeiro presidente,António de Spínola, assumiria assim as funções dePresidente da República. Ao mesmo tempo, eraprevista a eleição livre de uma AssembleiaConstituinte, que iria definir as novas instituiçõesdemocráticas
DemocratizarCom a ditadura que  tantotinha atrasado Portugal face aospaíses da Europa, o principalobjectivo era agora implantar umaDemocracia de modo a livrar o nossopaís da tensão vivida até ao 25 deAbril de 1974. Com a Democracia, apopulação poderia exprimir as suasopiniões que tinham sido guardadascom rancor naqueles longos anos daditadura. A população poderia vir asaber as verdadeiras notícias do diaaté agora censuradas pelo EstadoNovo. Ou seja, com a democratização a liberdade estavaalcançada.
Mas para atingir esta liberdade foram tomadas algumas medidas, pela Junta de Salvação Nacional (Governo provisório) como:                           - Extinção da Polícia Política (PIDE/DGS);                            - Abolição da Censura;                            - Libertação de todos os presos políticos e                                permissão do regresso dos exilados;                            - Autorização dos partidos políticos e de                                     sindicatos livres;
Descolonizar As colónias portuguesas queriam a           independência, mas Salazar não queria de todo diminuir o seu Império. Após a Revolução dos Cravos o M.F.A        negociou a independência das colónias,      que além dos problemas causados, era      uma despesa extra para Portugal.       Foi em 1973 que se iniciou a      descolonização de África, dando a              independência das colónias portuguesas.
Foi com a declaração unilateral da República da Guiné-Bissau que a comunidade internacional reconheceu a sua independência. As restantes colónias de Portugal conseguiram a independência em 1975, excepto Macau e Timor
Quando se deu a descolonização mais de 800 mil indivíduos regressaram a Portugal. Como sabemos Portugal tinha problemas económicos, e a chegada de tanta gente ao país agravou ainda mais o seu estado, sobretudo ao nível do desemprego.
DesenvolverCom os 48 anos de Ditadura o país atrasara-se em relação aos restantes países Europeus, por isso, o grande objectivo deste Programa era retirar o país da cauda da Europa, desenvolvendo-o. A pouca competitividade dos produtos nacionais nos mercados internacionais revelava o grande atraso na economia Portuguesa. O escudo estava muito desvalorizado dando-se a diminuição do poder de compra da população portuguesa. O desemprego aterrorizava todos os trabalhadores e o que ainda agravou mais esta crise foi a chegada de ex-residentes das antigas colónias
Bibliografiahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_dos_Cravoshttp://www.cm-odivelas.pt/Extras/MFA/cronologia.asp?canal=8http://www.citi.pt/cultura/politica/25_de_abril/estado_novo.htmlhttp://www.slideshare.net/racatta/o-ps-25-de-abril-de-1974http://www.fundacao-mario-soares.pt/iniciativas/ilustra_iniciativas/2007/000614/Democracia.pdfhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_Novo_(Portugal)http://www.universia.pt/conteudos/universidades/universidade_em_portugal/estado_novo.jsp
Escola D. Fernando IITrabalho realizado no âmbito da disciplina de:HistoriaData de entrega:20/04/2010Feito por:-   Francisco Gonçalves Pereira  9ºC  Nº6-   João Silva  9ºC  Nº13Com o auxilio de:-   Professora Isabel Pena Ribeiro

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25 de Abril de 1974

  • 1. 25 de Abril de 1974
  • 2. Conjuntura PoliticaNa sequência do golpe militarde 28 de Maio de 1926, foiinstaurada em Portugal umaditadura militar que culminariana eleição presidencial de ÓscarCarmona, em 1928. No mandatopresidencial de Carmona, foielaborada a constituição de1933, instituindo um novo regime autoritário de inspiração fascista, auto denominando-seEstado Novo.
  • 3. António de Oliveira Salazar,primeiramente ministro das finanças posteriormente presidentedo conselho de ministros, passou acontrolar o país não maisabandonando o poder até 1968,quando este lhe foi retirado por incapacidade física e psicológica, nasequência de uma queda. Foi substituído por Marcelo Caetano,que deu uma nova esperança aosportugueses de voltarem a viver emliberdade, verificando-se umabrandamento na actuação dacensura e da PIDE( policia politicainstituída por Oliveira Salazar).
  • 4. Características do Estado NovoFoi criado um partido políticooficial, a União Nacional, quesimbolizava o "espírito da Nação",enquanto que a oposição eraduramente reprimida.A Igreja e o regime caminhavamlado a lado. Com uma ideologiamarcadamente conservadora, oEstado Novo orientava-se segundo os princípios: Deus, Pátria, Família,Hierarquia, Moralidade, Paz Social eAusteridade.O culto a Salazar nuncaassumiu as proporções existentesna Itália ou na Alemanha
  • 5. A censura aos media procurousempre não deixar avançar qualquertipo de rebelião contra o regime,velando sempre pela moral e os bonscostumes que Salazar defendia.Uma polícia política, que tevevárias designações (PVDE, PIDE), queperseguia todo e qualquer opositordo regime.Criação de milícias, uma paradefesa do regime e combate aocomunismo, a Legião Portuguesa;outra destinada a inculcar nos jovensos valores do regime, a MocidadePortuguesa
  • 6. Foi desenvolvido um projecto aonível da cultura que pretendeu daruma certa leveza ao regime esimultaneamente glorificá-lo.Uma política nacionalista a váriosníveis, marcada pela máxima“Estamos orgulhosamente sós".Uma política colonialista, queafirmava que Portugal como "umEstado pluricontinental emultirracial". Toda a vida económica e socialdo país foi organizada emcorporações. O Corporativismoestabelecia um maior controlo doestado sobre as actividadeseconómicas inibindo Sindicatos
  • 7. Queda de RegimeO Estado Novo, após 41anos de vida, é finalmentederrubado em 25 de Abril de1974. O golpe militar contoucom a presença da população,cansada da repressão, dacensura, da guerra colonial eda má situação económicofinanceira. Ficou conhecidapor Revolução dos Cravos.
  • 8. Preparação do 25 de AbrilA primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau (capitalda Guiné-Bissau), em 21 de Agosto de 1973.Uma nova reunião, a 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas)da origem ao Movimento das Forças Armadas, a principal motivação destegrupo de militares era a oposição ao regime e o descontentamento pela política seguida pelo governo em relação à Guerra Colonial.No dia 5 de Março de 1974 reúnem-se cerca de 200 oficiais dos três ramos das Forças Armadas, em Cascais, no atelier do arquitecto Braula Reis.Pela primeira vez se fala na possibilidade do fim da guerra colonial e noderrube da ditadura para o estabelecimento de um regime democrático. Éaprovado o documento «O "Movimento as Forças Armadas e a Nação»,apresentado pelo Major Melo Antunes e posto a circular clandestinamente .
  • 9. No dia 24 de Março a Última reunião clandestina da ComissãoCoordenadora do MFA, em casa do Capitão Candeias Valente, na qual foidecidido o derrube do regime e o golpe militar entre 22 e 29 de Abril. OMajor Otelo Saraiva de Carvalho fica responsável pelo "Plano Geral dasOperações". No dia 22 de Abril de 1974 está pronto o "Plano Geral das Operações:viragem Histórica" e as Unidades Militares afectas ao MFA ficam à espera doinício do golpe militar. Por decisão de Otelo é escolhido o Regimento deEngenharia N.º 1 na Pontinha, para instalar o Posto de Comando dasOperações.
  • 10. 25 de Abril de 1974 - Cronologia de acontecimentos00:20 É dada a senha definitiva, quando foi transmitida a leitura gravada da primeira estrofe da canção "Grândola, Vila Morena" de José Afonso, no programa independente Limite transmitido através da Rádio Renascença.00:30 Os militares do MFA ocupam a Escola Prática de Administração Militar. 01:00 É tomada a Escola Prática de Cavalaria de Santarém, ao mesmo tempo que se inicia a movimentação de tropas em Estremoz, Figueira da Foz, Lamego, Lisboa, Mafra, Tomar, Vendas Novas, Viseu, e outros pontos do país. 03:00 As forças revoltosas, numa acção sincronizada, iniciam a ocupação dos pontos da capital considerados vitais para o sucesso da operação: o Aeroporto de Lisboa, o Rádio Clube Português, a Emissora Nacional, a RTP e a Rádio Marconi. Todos este alvos serão ocupados sem resistência significativa. São consideradas forças inimigas: Guarda Nacional Republicana (GNR) Polícia de Segurança Pública (PSP) Direcção-Geral de Segurança (PIDE/DGS) Legião Portuguesa (LP) Regimento de Cavalaria N.º 7 (RC7) Regimento de Lanceiros N.º 2 (RL2)5º Grupo de Comandos sai de Tomar para intervir no RC 7; Força do RI 14 junta-se à da Figueira da Foz; Sai uma força da EPE de Tancos; O CIOE vai ocupar a sede da PIDE/DGS no Porto.
  • 11. 03:10 Principais movimentações das forças do MFA: Quartel General da Região Militar de Lisboa, ocupado por uma companhia do BC 5; Rádio Clube Português (RCP), defendida por outra companhia do BC 5 e ocupada pelo 10º Grupo de Comandos; Rádio Televisão Portuguesa (RTP), estúdios do Lumiar ocupados pela EPAM; Emissora Nacional, estúdios ocupados pelo CTSC; Posicionamento de uma bateria da EPA em Almada; A EPC dirige-se ao Terreiro do Paço; EPI sai para ocupar o Aeroporto de Lisboa; Companhias de Caçadores ocupam as antenas do RCP; 5º Grupo de Comandos sai de Tomar para intervir no RC 7; Força do RI 14 junta-se à da Figueira da Foz; Sai uma força da EPE de Tancos; O CIOE vai ocupar a sede da PIDE/DGS no Porto.04:00O BC 5 garante a segurança da residência do General Spínola. 04:15O regime reagiu, com o ministro da Defesa a ordenar a forças sedeadas em Braga para avançarem sobre o Porto, com o objectivo de recuperar o Quartel-General, mas estas forças tinham aderido ao MFA e ignoraram as ordens. 04:20 O Rádio Clube Português transmite o primeiro comunicado do MFA. O Aeroporto de Lisboa é ocupado pela EPI. As forças da Escola Prática de Infantaria de Mafra controlam o aeroporto de Lisboa que é encerrado. O tráfego aéreo é reencaminhado para Madrid e Las Palmas. 04:45Leitura do segundo comunicado do MFA, na antena do RCP.05:15 O Aeródromo de Tires é ocupado é ocupado pelo CIAAC. Transmissão do terceiro comunicado do MFA. 05:45 A Escola Prática de Cavalaria ocupa o Terreiro do Paço. Transmissão do quarto comunicado do MFA.
  • 12. 06:00 A EPC cerca os ministérios, a Câmara Municipal de Lisboa, os acessos ao Governo Civil, o Banco de Portugal e a Rádio Marconi.06:30 Chegada ao Terreiro do Paço de um pelotão do Regimento de Cavalaria 7, fiel ao Governo, comandado pelo Alferes Miliciano David e Silva que, após conversações, se coloca às ordens do MFA. 06:45 O Posto de Comando toma conhecimento de que Marcelo Caetano, Presidente do Conselho de Ministros, está no Quartel do Carmo. É dado o quarto comunicado da MFA.07:00 O Agrupamento do Norte dirige-se ao Forte de Peniche, prisão da PIDE/DGS. O RAP 2 toma posição junto à ponte da Arrábida e a EPA junto ao Cristo Rei, em Almada. No Terreiro do Paço, oficiais da Polícia Militar e o Capitão Maltez da PSP, põem-se às ordens de Salgueiro Maia após conversações. 07:30 Transmissão do quinto comunicado do MFA. Chegada à Ribeira das Naus de nova força do RC 7, comandada pelo Tenente-Coronel Ferrand de Almeida. 08:00 Uma força do Regimento de Lanceiros 2, contrária ao MFA, toma posição na Ribeira das Naus, em Lisboa. Prisão do Tenente-Coronel Ferrand de Almeida por Salgueiro Maia. 08:30Uma força da PSP chega ao Terreiro do Paço, mas nem tenta entrar em confronto com as tropas de Salgueiro Maia. 08:45 Sexto comunicado do MFA, desta vez aos microfones da Emissora Nacional. 09:00 A fragata "Gago Coutinho" - que integrava as forças da NATO em exercícios – toma posição frente ao Terreiro do Paço, recebendo ordens para disparar sobre as tropas de Maia, mas não chega a fazê-lo. 09:30Os ministros da Defesa, da Informação e Turismo, do Exército e da Marinha, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, o Governador Militar de Lisboa, o sub-secretário de Estado do Exército e o Almirante Henrique Tenreiro fogem por um buraco que abriram na parede do ministério do Exército e dirigem-se para o Regimento de Lanceiros 2, onde instalaram o Posto de Comando das forças leais ao Governo.
  • 13. 09:35 Forças leais ao Governo, comandadas pelo Brigadeiro Junqueira dos Reis, chegam ao Terreiro do Paço. 10:00 Na Ribeira das Naus, o Alferes Miliciano Fernando Sottomayor, do RC 7, não obedece às ordens do Brigadeiro Junqueira dos Reis para disparar sobre Salgueiro Maia e as suas tropas, o que leva o Brigadeiro a dar ordem de prisão a Sottomayor e a ordenar aos soldados que disparassem. Tendo-se estes recusado também a disparar, Junqueira dos Reis dispara dois tiros para o ar, abandona o local e dirige-se para a rua do Arsenal. 10:30Rendição do Major Pato Anselmo, do RC 7 e transmissão do sétimo comunicado do MFA. 10:45 Na Rua do Arsenal, o Brigadeiro Junqueira dos Reis dá ordem de fogo sobre o Tenente Alfredo Assunção, que fora enviado por Salgueiro Maia para negociar com as forças de Junqueira dos Reis. Tendo sido, de novo, desobedecido pelos seus militares, acaba por dar três murros no Tenente Assunção. 11:30 O Posto de Comando envia uma coluna militar, comandada pelo Major Jaime Neves, para ocupar a Legião Portuguesa na Penha de França e uma coluna, comandada por Salgueiro Maia, para o Quartel do Carmo, onde se encontravam Marcelo Caetano, Rui Patrício, ministro dos Negócios Estrangeiros e Moreira Baptista, ministro da Informação e Turismo.Salgueiro Maia comanda as forças da EPC que vão cercar o Quartel da GNR no Largo do Carmo, em Lisboa. 11:45 O MFA informa o país, através do RCP, que domina a situação de Norte a Sul. Oitavo comunicado da MFA.11:50 Os oficiais feitos prisioneiros (a 16 de Março de 1974 por um golpe militar falhado) no Terreiro do Paço são enviados para o Posto de Comando, na Pontinha. 12:15 A coluna da EPC, comandada por Salgueiro Maia, chega ao Chiado pela Rua do Carmo, envolvida por uma multidão de apoiantes civis. 12:30 As forças de Salgueiro Maia cercam o Largo do Carmo e recebem ordens do Posto de Comando para abrir fogo sobre o Quartel da GNR, para obter a rendição de Marcelo Caetano.
  • 14. 12:45 A população distribui comida, leite e cigarros pelos militares presentes no Largo do Carmo. Forças da GNR tomam posição na retaguarda das tropas de Salgueiro Maia, em defesa do regime. 13:00O Brigadeiro Junqueira dos Reis tenta cercar as forças de Salgueiro Maia com a ajuda da GNR, da Polícia de Choque e uma companhia do RI 1. Forças do RC 3 chegam à ponte sobre o Tejo e dirigem-se ao Largo do Carmo. É transmitido o nono comunicado do MFA. 13:40 Forças do MFA ocupam a sede da Legião Portuguesa. 14:00 A companhia do Regimento de Infantaria 1 que apoiava Junqueira dos Reis, passa-se para o lado de Salgueiro Maia. Iniciam-se as conversações entre o General Spínola e Marcelo Caetano, para a obtenção da rendição do Presidente do Conselho, através de intermediários. 14:30Transmissão do decimo comunicado do MFA, informando que estavam ocupados os principais objectivos. O esquadrão do RC 3, comandado pelo Capitão Ferreira, cerca as tropas do Brigadeiro Junqueira dos Reis. 15:00 Por ordem do Posto de Comando, Salgueiro Maia pega num megafone e faz um ultimato à GNR para que se renda, ameaçando rebentar com os portões do Quartel do Carmo. É transmitido decimo primeiro comunicado do MFA . 15:30 Disparos sobre a fachada do Quartel do Carmo, por ordem de Salgueiro Maia, o que obriga ao reinício das conversações para a rendição de Marcelo Caetano. 16:15 Elementos da PIDE/DGS abrem fogo sobre a multidão que cerca a sua sede, na rua António Maria Cardoso, provocando um morto e vários feridos. 16:25 Em consequência da não evolução das negociações para a rendição de Marcelo Caetano, Salgueiro Maia coloca um blindado frente ao Quartel e inicia a contagem para abrir fogo, quando é interrompido por Pedro Feytor-Pinto e Nuno Távora, da Secretaria de Estado da Informação e Turismo, que se dizem portadores de uma mensagem do General Spínola para Marcelo Caetano. Salgueiro Maia autoriza a entrada no Quartel desses dois mensageiros.
  • 15. 16:30 Contactos telefónicos entre o Spínola, Marcelo Caetano e o Posto de Comando do MFA. 17:00 Salgueiro Maia entra no Quartel do Carmo e exige a rendição a Marcelo Caetano, que lhe responde que só se renderia a um Oficial-General para que o Poder não caísse na rua. O Posto de Comando mandata o General Spínola para ir receber a rendição de Marcelo Caetano ao Quartel do Carmo. 17:30 Transmissão do decima segundo comunicado do MFA. 18:00 Spínola chega ao Largo do Carmo e, acompanhado por Salgueiro Maia, entra no Quartel para dialogar com Marcelo Caetano. 18:20 Transmissão do decimo terceiro comunicado do MFA. 18:30A Chaimite Bula entra no Quartel do Carmo para transportar Marcelo Caetano à Pontinha. 18:30A Chaimite Bula entra no Quartel do Carmo para transportar Marcelo Caetano à Pontinha. 18:40Declaração do MFA na RTP. 18:45Extinção da PIDE/DGS, Legião Portuguesa e Mocidade Portuguesa. 19:00 Marcelo Caetano e os ministros Rui Patrício e Moreira Baptista entram na Chaimite Bula.
  • 16. 19:30 Salgueiro Maia levanta o cerco ao Largo do Carmo e conduz Marcelo Caetano e os ministros ao Posto de Comando, na Chaimite Bula, literalmente envolvida por uma enorme multidão que grita "Vitória! Vitória! Vitória!". A população manifesta-se nas ruas de Lisboa, durante o percurso da “Bula” até ao Posto de Comando e, cerca de 20 minutos depois é emitido decimo quarto comunicado do MFA20:00 Transmissão da Proclamação do MFA através do RCP. 21:00A Chaimite Bula chega ao Posto de Comando com Marcelo Caetano e os dois ministros, que ali ficam detidos até ao dia seguinte.Elementos da PIDE/DGS disparam sobre a população que cerca a sua sede, causando 4 mortos e 45 feridos. Forças da Marinha juntam-se ao MFA, alcançando a rendição da PIDE/DGS. Transmissão de um decimo quinto comunicado da MFA.22:00Forças de pára-quedistas chegam à prisão de Caxias, onde a PIDE/DGS ainda resiste. É transmitido o decimo sexto comunicado do MFA.23:30 São promulgadas a destituição dos dirigentes fascistas e a extinção da PIDE/DGS, da Legião Portuguesa e da Mocidade Portuguesa.
  • 17. Pós 25 de AbrilNos dias que sucederam o 25 de Abril, após a enorme euforia, realizou-se o programa do M.F.A.(Movimento das Forças Armadas). Os objectivos doPrograma do MFA podem ser sintetizados noscélebres três D’s: Democratizar, Descolonizar eDesenvolver. Entre as medidas imediatas constantesdo documento, encontravam se a destituição doPresidente da República, do Governo e a extinção dosdemais órgãos de soberania do anterior regime. Osrespectivos poderes foram concentrados na Junta deSalvação Nacional (JSN), cujo primeiro presidente,António de Spínola, assumiria assim as funções dePresidente da República. Ao mesmo tempo, eraprevista a eleição livre de uma AssembleiaConstituinte, que iria definir as novas instituiçõesdemocráticas
  • 18. DemocratizarCom a ditadura que tantotinha atrasado Portugal face aospaíses da Europa, o principalobjectivo era agora implantar umaDemocracia de modo a livrar o nossopaís da tensão vivida até ao 25 deAbril de 1974. Com a Democracia, apopulação poderia exprimir as suasopiniões que tinham sido guardadascom rancor naqueles longos anos daditadura. A população poderia vir asaber as verdadeiras notícias do diaaté agora censuradas pelo EstadoNovo. Ou seja, com a democratização a liberdade estavaalcançada.
  • 19. Mas para atingir esta liberdade foram tomadas algumas medidas, pela Junta de Salvação Nacional (Governo provisório) como: - Extinção da Polícia Política (PIDE/DGS); - Abolição da Censura; - Libertação de todos os presos políticos e permissão do regresso dos exilados; - Autorização dos partidos políticos e de sindicatos livres;
  • 20. Descolonizar As colónias portuguesas queriam a independência, mas Salazar não queria de todo diminuir o seu Império. Após a Revolução dos Cravos o M.F.A negociou a independência das colónias, que além dos problemas causados, era uma despesa extra para Portugal. Foi em 1973 que se iniciou a descolonização de África, dando a independência das colónias portuguesas.
  • 21. Foi com a declaração unilateral da República da Guiné-Bissau que a comunidade internacional reconheceu a sua independência. As restantes colónias de Portugal conseguiram a independência em 1975, excepto Macau e Timor
  • 22. Quando se deu a descolonização mais de 800 mil indivíduos regressaram a Portugal. Como sabemos Portugal tinha problemas económicos, e a chegada de tanta gente ao país agravou ainda mais o seu estado, sobretudo ao nível do desemprego.
  • 23. DesenvolverCom os 48 anos de Ditadura o país atrasara-se em relação aos restantes países Europeus, por isso, o grande objectivo deste Programa era retirar o país da cauda da Europa, desenvolvendo-o. A pouca competitividade dos produtos nacionais nos mercados internacionais revelava o grande atraso na economia Portuguesa. O escudo estava muito desvalorizado dando-se a diminuição do poder de compra da população portuguesa. O desemprego aterrorizava todos os trabalhadores e o que ainda agravou mais esta crise foi a chegada de ex-residentes das antigas colónias
  • 25. Escola D. Fernando IITrabalho realizado no âmbito da disciplina de:HistoriaData de entrega:20/04/2010Feito por:- Francisco Gonçalves Pereira 9ºC Nº6- João Silva 9ºC Nº13Com o auxilio de:- Professora Isabel Pena Ribeiro