A Revolução do 25 de Abril
A Conjuntura Política 1973 Primeira manifestação pública do descontentamento de alguns sectores das forças armadas. A guerra e a questão colonial são dois factores que se transformam em questão política, pondo-se a hipótese de derrubar o governo. Descontentamento popular contra o aumento do custo de vida; Insatisfação de um sector industrial moderno; Intensificava-se a condenação internacional da política colonial.
A Guerra Colonial
O Movimento dos Capitães Em Dezembro de 1973 estrutura-se o Movimento dos Capitães cuja direcção é entregue ao capitão Vasco Lourenço, Otelo Saraiva de Carvalho e Vítor Alves. A estes se juntam o alto-comando do Estado-Maior das Forças Armadas que se recusa a participar numa manifestação a favor do governo e da sua política.  A exoneração dos cargos de Spínola e Costa Gomes por Marcello Caetano levam a avançar com uma tentativa de golpe
Os Depostos
1974 Janeiro Preparação da Acção e do Programa; O Movimento dos capitães evoluiu para um Movimento das Forças Armadas – MFA. Março Primeira tentativa de Golpe que fracassa. Abril Na madrugada de   25 de Abril desencadeia-se a operação  “Fim de Regime”.
Os Sinais e as Senhas “E Depois do Adeus” cantada por Paulo de Carvalho (23 h do dia 24); “Grândola Vila Morena” cantada por José Afonso (0.20 h do dia 25). Depois dos sinais combinados as unidades dirigiram-se para os alvos; era a primeira indicação de que as operações estavam a decorrer com normalidade.
Grândola Vila Morena
A Operação “Fim de Regime” Movimentação rápida das unidades para os objectivos e pontos estratégicos  definidos: Estações de rádio e televisão; Entradas e saídas de Lisboa e Porto; O Aeroporto da Portela e bases aéreas; Terreiro do Paço e S. Bento; Quartéis-generais das Regiões Militares.
A   Resistência A resistência ao golpe foi protagonizada pelo Regimento de Cavalaria 7  O confronto deu-se com o destacamento da Escola Prática de Cavalaria de Santarém comandado por Salgueiro Maia no Terreiro do Paço.
O Cerco O Quartel do Carmo, onde estava o  Presidente do   Conselho  foi cercado pelas forças comandadas por Salgueiro Maia que obrigou Marcello Caetano à rendição. O poder foi entregue ao General Spínola.
O Povo está com o M.F.A.! Aclamação do golpe militar nas ruas. Explosão social por todo o país. Ficou conhecida pelo seu carácter pacífico como a  Revolução dos Cravos.
O Desmantelamento do Regime   Nomeação da Junta de Salvação Nacional presidida por António de Spínola. A esta instituição coube o desmantelamento do regime deposto previsto no programa do MFA. Preparação do processo que conduziria à normalização da situação política.
O Novo Quadro Social e Político Os presos políticos foram amnistiados e libertados, os exilados regressaram ao país; Iniciou-se a a legalização e a formação de novos partidos políticos e de sindicatos livres; Procedeu-se à nomeação de um Governo Provisório; Iniciou-se a preparação de eleições livres para eleger a Assembleia Constituinte à qual incumbiria a redacção de uma nova Constituição.
O Primeiro 1º de Maio A Junta de Salvação Nacional instituiu de imediato o 1º de Maio, Dia Mundial do Trabalhador como feriado nacional obrigatório.  Esse dia em que as manifestações eram proibidas durante a ditadura, foi festejado em unidade e júbilo por centenas de milhares de pessoas em todo o país.

A Revolução do 25 de abril

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    A Revolução do25 de Abril
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    A Conjuntura Política1973 Primeira manifestação pública do descontentamento de alguns sectores das forças armadas. A guerra e a questão colonial são dois factores que se transformam em questão política, pondo-se a hipótese de derrubar o governo. Descontentamento popular contra o aumento do custo de vida; Insatisfação de um sector industrial moderno; Intensificava-se a condenação internacional da política colonial.
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    O Movimento dosCapitães Em Dezembro de 1973 estrutura-se o Movimento dos Capitães cuja direcção é entregue ao capitão Vasco Lourenço, Otelo Saraiva de Carvalho e Vítor Alves. A estes se juntam o alto-comando do Estado-Maior das Forças Armadas que se recusa a participar numa manifestação a favor do governo e da sua política. A exoneração dos cargos de Spínola e Costa Gomes por Marcello Caetano levam a avançar com uma tentativa de golpe
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    1974 Janeiro Preparaçãoda Acção e do Programa; O Movimento dos capitães evoluiu para um Movimento das Forças Armadas – MFA. Março Primeira tentativa de Golpe que fracassa. Abril Na madrugada de 25 de Abril desencadeia-se a operação “Fim de Regime”.
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    Os Sinais eas Senhas “E Depois do Adeus” cantada por Paulo de Carvalho (23 h do dia 24); “Grândola Vila Morena” cantada por José Afonso (0.20 h do dia 25). Depois dos sinais combinados as unidades dirigiram-se para os alvos; era a primeira indicação de que as operações estavam a decorrer com normalidade.
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    A Operação “Fimde Regime” Movimentação rápida das unidades para os objectivos e pontos estratégicos definidos: Estações de rádio e televisão; Entradas e saídas de Lisboa e Porto; O Aeroporto da Portela e bases aéreas; Terreiro do Paço e S. Bento; Quartéis-generais das Regiões Militares.
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    A Resistência A resistência ao golpe foi protagonizada pelo Regimento de Cavalaria 7 O confronto deu-se com o destacamento da Escola Prática de Cavalaria de Santarém comandado por Salgueiro Maia no Terreiro do Paço.
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    O Cerco OQuartel do Carmo, onde estava o Presidente do Conselho foi cercado pelas forças comandadas por Salgueiro Maia que obrigou Marcello Caetano à rendição. O poder foi entregue ao General Spínola.
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    O Povo estácom o M.F.A.! Aclamação do golpe militar nas ruas. Explosão social por todo o país. Ficou conhecida pelo seu carácter pacífico como a Revolução dos Cravos.
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    O Desmantelamento doRegime Nomeação da Junta de Salvação Nacional presidida por António de Spínola. A esta instituição coube o desmantelamento do regime deposto previsto no programa do MFA. Preparação do processo que conduziria à normalização da situação política.
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    O Novo QuadroSocial e Político Os presos políticos foram amnistiados e libertados, os exilados regressaram ao país; Iniciou-se a a legalização e a formação de novos partidos políticos e de sindicatos livres; Procedeu-se à nomeação de um Governo Provisório; Iniciou-se a preparação de eleições livres para eleger a Assembleia Constituinte à qual incumbiria a redacção de uma nova Constituição.
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    O Primeiro 1ºde Maio A Junta de Salvação Nacional instituiu de imediato o 1º de Maio, Dia Mundial do Trabalhador como feriado nacional obrigatório. Esse dia em que as manifestações eram proibidas durante a ditadura, foi festejado em unidade e júbilo por centenas de milhares de pessoas em todo o país.