001

A CATEGORIA AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO
CALHEIROS VC, SOUZA MS.
vicocalheiros@gmail.com

Universidade Federal de Santa Maria; CAPES

Este trabalho é parte da pesquisa de dissertação de mestrado que apresenta como problema orientador a seguinte
questão: Quais as contradições presentes na aula de Educação Física, na Escola Nova Sociedade (município de Nova
Ramada/RS), no processo de avaliação e quais as possibilidades de superação destas contradições considerando
o Projeto Político Pedagógico da Escola? Na busca por sanar tal questionamento, percebemos que a avaliação
possui, em sala de aula, pelo menos três componentes que precisam ser considerados (FREITAS, 2003). Estes se
manifestam no aspecto 1. instrucional; 2. comportamental; e 3. valores e atitudes. O primeiro é aquele em que se
avalia o domínio das habilidades e conteúdos a partir de provas, trabalhos, entre outros. O segundo componente
é um potente instrumento de poder nas mãos dos professores, visto avaliar o comportamento dos alunos em sala
de aula. Quem nunca ouviu frases como: “Pedrinho, se você não se sentar vou te tirar nota. A avaliação cria uma
estrutura de poder, estando o controle nas mãos do professor sobre o aluno. O terceiro elemento ocorre no dia-adia em sala de aula, e se concretiza em repressões e em exposições dos alunos. Consistem em comentários críticos e
até humilhações frente à turma. Neste processo de estudo, centramos nossa atenção no movimento existente entre
os pares dialéticos objetivo/avaliação, conteúdo/método, a fim de pontuar a centralidade da categoria avaliação.
Realizamos as observações das aulas de Educação Física tendo realizado um mapeamento das ações de rotina
estabelecidas pelo professor, faltando-nos agora a realização das entrevistas com este e com a equipe diretiva da
escola, assim como, um questionário com a turma observada (oitava série do ensino fundamental)..

Fundamentos da Educação Física Escolar

XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação

002

A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR COMO INSTRUMENTO PARA REDUÇÃO E PREVENÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL
NERI RP.
neri.rosana@gmail.com

UNESP - São Paulo

Faz-se necessário repensar as aulas de educação física, assim como seus objetivos e formas de atuação, a fim de que
os alunos sejam capazes de assumir uma postura ativa na prática de atividades físicas, como também conscientes da
sua importância na vida adulta. Sendo assim, seria de grande importância desenvolver ações educativas no âmbito
escolar que favoreçam a compreensão do funcionamento do organismo, levando esses alunos a adquirirem hábitos
de vida saudável e oportunizando a prática de atividades físicas de forma continuada. A prática de Atividades Físicas
é fundamental para promover o controle e tratamento da obesidade infantil e suas morbidades. Nesse sentido, é
fundamental o papel do professor de Educação Física como principal agente nesse processo de desenvolvimento
de atividades dinâmicas, a fim de contribuir na prevenção e controle da obesidade. Contudo, o professor deve se
preparar melhor para atender a essas importantes tarefas profissionais. É fundamental que os professores criem
novas formas de movimentação para as crianças, através de novas brincadeiras, novos jogos e regras que atendam
aos princípios dos fundamentos esportivos, mas que também atenda ao aspecto lúdico. A atividade física aplicada
no ambiente escolar é uma importante ferramenta para promoção de uma vida saudável. Entretanto, para que
os resultados realmente sejam satisfatórios e ocorra uma melhora significativa na qualidade de vida dos alunos, é
necessário que ocorra uma mudança no estilo de vida destes e dos que estão ao seu redor. Portanto, o professor
de Educação Física escolar é o principal agente para que ocorra essa mudança, pois através das aulas de Educação
Física o professor pode desenvolver ações para que seu aluno adquira consciência da importância de uma vida
que envolva o consumo de alimentos saudáveis ricos em fibras e nutrientes, mas principalmente pela redução do
comportamento sedentário através da prática regular de atividade física.

Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0. • 1
Fundamentos da Educação Física Escolar

XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação
003

A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO CONTEXTO DA LEI 10.639/03: O QUE DIZEM OS/AS PROFESSORES/AS?
CORSINO LN, MONTEIRO DTL.
luciano.corsino@hotmail.com

Universidade Federal de São Paulo

A Lei 10.639/03 foi publicada no ano de 2003, como uma Lei de ação afirmativa, ela prevê o tratamento de história
e cultura afro-brasileira e africana no currículo de todo o território nacional. Apesar de destacar a importância
das disciplinas de artes e história, todas são responsáveis por abordar esse tema. Considerando essa premissa, o
objetivo do presente trabalho foi analisar o que os/as professores/as de Educação Física de duas escolas da rede
municipal de Guarulhos compreendem acerca dessa Lei no interior das aulas de Educação Física, considerando o
diálogo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de
História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (DCN-ERER). A metodologia da presente pesquisa ocorreu segundo
uma abordagem qualitativa, a coleta de dados foi realizada a partir da técnica de aplicação de questionários para três
professores/as de duas escolas da rede municipal de Guarulhos e posteriormente foram elaboradas categorias de
análise, que foram problematizadas a partir de análise de conteúdo. Ao propor “ações educativas de combate ao
racismo e às discriminações”, as DCN-ERER indicam a necessidade de que a escola, enquanto instituição responsável
pela promoção da igualdade proporcione a valorização da oralidade, da corporeidade e da arte, por exemplo, como
a dança, marcas da cultura de raiz africana, ao lado da escrita e da leitura. No que diz respeito à aplicação dos
questionários, os dados analisados apontam para uma visão otimista dos/as professores/as em relação à aplicação
da Lei 10.639/03, demonstram conhecer a legislação vigente por meio de cursos de formação continuada e apesar
de apontarem dificuldade para a sua implementação no cotidiano, reconhecem a sua importância enquanto forma
de resgatar a história e cultura afro-brasileira e africana no interior das aulas de Educação Física.

004

A ESCOLA RECEBE A COPA DO MUNDO NO BRASIL: IMPLICAÇÕES NO CONTEXTO ESCOLAR
MIGUEL RS, PRODÓCIMO E.
rebecasignorelli@gmail.com

Faculdade de Educação Física, UNICAMP

É perceptível o impacto que a Copa do Mundo causa na atual sociedade. Sabendo da grande influência do futebol
na vida dos brasileiros e, consequentemente, nas aulas de Educação Física, objetivou-se traçar uma reflexão
acerca das implicações da Copa do Mundo (Brasil/2014) sobre o desenvolvimento do componente curricular
Educação Física. Antes do megaevento começar já vemos algumas transformações ocorrendo no cenário escolar.
Um exemplo é a necessidade de mudança dos calendários escolares pela Lei Geral da Copa (12.663/2012). Sendo
assim, estabelecemos as seguintes problematizações: como a escola, recebendo influências culturais múltiplas, se
transformará na perspectiva da produção da cultura escolar e nas aulas de Educação Física?

2 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0.
005

A PERSPECTIVA DA CORPOREIDADE NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
SILVA BAT, SILVA VLT, DE FILIPPIS A, SILVA JUNIOR GO.
allans3@hotmail.com

UNIESP - SP

Ao vislumbrar o desenvolvimento integral do ser humano, ao invés de anular corpos que possuem expressões
peculiares, a Educação, bem como a Educação Física pode considerar a corporeidade nas suas ações pedagógicas.
O reconhecimento da corporeidade no contexto escolar requer ações que conduzam, tanto ao aluno como ao
professor, criar, tomar decisões, analisar, discutir propor e aplicar ideias. Esse estudo teve como objetivo investigar
a possibilidade das ações pedagógicas da Educação Física serem sustentadas na perspectiva da corporeidade. A
pesquisa foi desenvolvida numa escola da rede pública do Estado de São Paulo, com um grupo de treze alunos
matriculados e retidos no quinto ano do ensino fundamental, classificados pelo sistema escolar como possuidores
de dificuldades de aprendizagem. Partindo das análises bibliográficas sobre corporeidade, elaboraram-se propostas
pedagógicas de ensino, por meio de situações problemas, com ênfase no trabalho motor, visando reconhecer e
estimular a corporeidade das crianças. As atividades foram desenvolvidas pela professora de Educação Física e
pesquisadora, constando de três aulas semanais, de aproximadamente sessenta minutos, fora do período de aula das
crianças, nas dependências na Unidade Escolar, totalizando quarenta e uma aulas. Os dados foram coletados por
meio de observações durantes as intervenções pedagógicas, entrevistas com os responsáveis e todos os professores
que atuavam com esses estudantes. Após o período das Intervenções Pedagógicas pautadas na perspectiva da
corporeidade, tornou-se possível perceber que a motivação, a indisciplina, a interação professor-aluno, a auto-estima
e a expressividade desses estudantes melhoraram consideravelmente. Além disso, o compromisso, a criatividade
e a assiduidade surgiram como indícios que influenciam na aprendizagem, e foram construídos no percurso da
realização das Intervenções Pedagógicas.

Fundamentos da Educação Física Escolar

XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação

006

CONCEPÇÕES DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA ACERCA DA INTELIGÊNCIA HUMANA
SOUZA APA, NISTA-PICCOLO VL, DAVID TG.
andrezzasouza@hotmail.com

Universidade Federal do Triângulo Mineiro; FAPEMIG

A Teoria das Inteligências Múltiplas nos oferece a possibilidade de compreender o comportamento corporal como
manifestação do potencial de inteligência humana, permitindo a interpretação das ações motoras como expressão
da capacidade humana em sua totalidade. O objetivo geral deste estudo é levantar as concepções apresentadas pelos
professores de Educação Física do 5º ano do ensino fundamental acerca da inteligência humana e as possibilidades
de sua estimulação por meio de suas aulas. Esta é uma pesquisa qualitativa e utilizou-se de questionários e entrevistas
para o conhecimento da realidade estudada, a amostra foi delimitada por estratificação e para análise dos dados foi
utilizada a técnica de análise de conteúdo. Foram entrevistados seis professores que responderam ao questionário
de identificação com perguntas abertas e fechadas. Pudemos compreender que os sujeitos investigados possuem
conceitos que se voltam para o aluno, procurando em suas práticas pedagógicas oferecer subsídios para que eles
se desenvolvam diante dos potenciais que trazem. Percebemos que os sujeitos ao se depararem com atitudes de
motivação, interesse e curiosidade utilizam-se delas para identificar e explorar as inteligências dos alunos. Embora
nem todos os sujeitos apresentem conhecimento acerca da Teoria das Inteligências Múltiplas, identificamos alguns
relatos de estratégias que vão ao encontro dos princípios desta Teoria. Acreditamos também que as concepções
trazidas pelos sujeitos influenciam o modo como eles enxergam os alunos e, ainda, como eles acreditam ser possível
estimulá-los durante as aulas..

Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0. • 3
Fundamentos da Educação Física Escolar

XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação
007

DO TABULEIRO ÀS QUADRAS. DOU SHOU QI: UM JOGO PARA SE REFLETIR SOBRE A EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA
LOPES CZ, ZIMMERMANN AC.
crizlopes@msn.com

Escola de Educação Física e Esporte - USP

Esta pesquisa partiu da ideia de se investigar o modo com o qual alunos de diferentes séries do ensino fundamental
II lidam com os jogos e suas regras, pois se trata de um ciclo onde podemos observar significativas mudanças no
desenvolvimento dos alunos. Para realizar a pesquisa de campo, utilizei-me do antigo jogo chinês Dou Shou Qi.
Foram planejadas duas aulas com este jogo partindo da experiência com o tabuleiro para adaptações para jogá-lo
em quadra. As mesmas aulas, com poucas diferenças, foram aplicadas em turmas de 2º, 6º e 9º anos da Escola de
Aplicação da Faculdade de Educação da USP. Como forma de registro das atividades, foram coletados: desenhos,
textos e registro de palavras dos alunos participantes, além de fotos tiradas pelos professores das turmas. Após
executar as aulas, registrá-las e refletir sobre o material coletado, duas questões principais se destacaram para
análise: a organização das turmas em relação às regras e a relação com o tempo de jogo. Como esperado, cada
sala comportou-se de maneira diferente em relação às regras: as crianças do 2º ano focaram-se exclusivamente
no objetivo do jogo sem se preocuparem com os meios para atingi-lo; os alunos do 6º criaram estratégias simples
através de algumas orientações dadas pela professora; já o 9º ano, fez questão de ter claras todas as regras do jogo
e, a partir disso, cada time montou suas estratégias de acordo com a situação-problema e com o adversário em
questão. Em relação à temporalidade do jogo, chamou atenção a dificuldade em adequar o tempo da atividade
com a organização temporal da escola. O tempo fixo para a aula, determinado pelo tempo cronológico, dificulta a
experiência do jogo de forma mais coerente com o próprio jogar, com a experimentação e reinvenção.

008

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: CURRÍCULO E PRIVAÇÃO DE LIBERDADE
CONCEIÇÃO WL.
will_lazaretti@hotmail.com

Universidade do Estado da Bahia

O presente trabalho tem como objetivo apresentar Educação Física (EF) presente no currículo – entendendo-o
como mais do que conteúdos - de uma escola que funciona dentro de uma instituição total para adolescentes em
situação de privação de liberdade. Dentre os direitos previstos, devem receber escolarização seguindo o currículo
da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, organizado para classes regulares, com temas por série/ano e
bimestre. Entretanto, há que se considerar a dinâmica do trabalho docente em um ambiente de privação e restrição
de liberdade, por possuir em classes multisseriadas, com alunos de diferentes faixas etárias, sem contar as distintas
histórias de vida repletas de momentos de exclusão. Algumas indagações movem a construção deste trabalho, tais
como: Quais as implicações da restrição de liberdade para o se-movimentar? Como se dá a organização das aulas
diante do currículo seriado? Há necessidade de uma formação continuada para docentes que atuam nestes espaços?
Trata-se de uma pesquisa etnográfica, com aproximações a pesquisa-ação, desenvolvida ao longo de cinco anos de
observação e atuação junto a estes jovens marginalizados. É possível verificar que a Educação Física para alguns
alunos tem um viés de libertação, momento de extrapolar suas vontades e desejos de se movimentar, desde que
atenda a disciplina institucional. Desenvolve as situações propostas no currículo torna-se uma ação complexa dada
a dinâmica que se estabelece em privação de liberdade, e também das próprias vivências que os jovens tinham antes
de adentrar ao espaço, ou seja, poucos puderam experienciar aulas de educação física pautadas na cultura corporal,
o que dificulta a prática docente. Não obstante, faz se necessário pensar um currículo que contemple a dinâmica
desse espaço peculiar, de controle, vigilância, punição e, sobretudo de poder que implica na prática social escolar.

4 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0.
009

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: “O FILME ESTÁ QUEIMADO”
SILVA SCJ, MACEDO JS, MONTEIRO RAC.
carlos.stefani@yahoo.com.br

Universidade Nove de Julho

A Educação Física consta no ambiente escolar desde 1851, com a reforma Couto Ferraz. Hoje se fundamenta como
componente curricular pela LDB 9.394/96. Existem muitas leis em torno da Educação Física, mas o grande desafio
é o de legitimá-la no contexto educacional, pois não é incomum ouvirmos comentários pejorativos em relação à
profissão. Por isto, este trabalho objetivou compreender o quê se fala sobre a Educação Física no ambiente escolar. A
pesquisa ocorreu através de questionários distribuídos a 79 (setenta e nove) alunos universitários que concluíram seus
estágios obrigatórios em escolas públicas e privadas da Capital e Grande São Paulo, onde os mesmos responderam
se já tinham ouvido ou presenciado tratamento pejorativo em relação à Educação Física escolar em seus estágios
e se compreendiam os motivos para tal circunstância. Os resultados consistiram no seguinte: 26 estagiários eram
de escolas privadas e 53 de escolas públicas. Com exceção de 10 universitários que não souberam ou não quiseram
responder ao questionário, os demais (69), afirmaram terem ouvido sobre aulas muito repetidas, a disciplina é o
momento de lazer, os professores não sabem dar aulas e que a Educação Física é só “rola bola”. As justificativas
pautaram-se em professores acomodados e desmotivados, sem capacidade para lecionar e que apresentam descaso
com a profissão. Desta maneira, os resultados nos mostram que o futuro professor de Educação Física tem pela
frente importante tarefa: além de dominar conhecimentos técnicos para lecionar, precisará trabalhar em busca do
respeito e da construção de uma boa imagem, pois é possível percebermos que a Educação Física ainda não é vista
como componente curricular de relevância na aprendizagem dos alunos, resultando num cenário de descrédito e
subvalorização do profissional.

Fundamentos da Educação Física Escolar

XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação

010

EXPERIENCIANDO A GINÁSTICA NA ESCOLA ENQUANTO POSSIBILIDADE SUPERADORA NO PLANO DA CULTURA CORPORAL
SANTOS APR, SOUZA MS, ROQUE C.
souzamaris@bol.com.br

Universidade Federal de Santa Maria; FIPE

Este trabalho trata-se de uma experiência em extensão desenvolvida desde o ano de 2005 com alunos do Ensino
Fundamental da Rede Pública de Ensino da Cidade de Santa Maria/RS e que se propõe, dentro do universo da
cultura corporal humana, a estudar especificamente a ginástica, tratando-a como uma prática social objetivada e
apropriada no processo de constituição da existência humana, enquanto uma dimensão sistematizada do gênero
humano. Com esta perspectiva, a partir da teoria social do Materialismo Histórico Dialético e especialmente nos
Cinco Passos propostos por Saviani (1997), denominados 1º Passo: Prática Social; 2º Passo: Problematização; 3º
Passo: Instrumentalização; 4º Passo: Catarse e 5º Passo: Prática Social, objetivamos promover o desenvolvimento
da ginástica no âmbito escolar, enquanto possibilidade Superadora no Plano da Cultura Corporal. Juntamente com
este objetivo, possibilitamos, também, ao Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal de
Santa Maria, o estudo e o desenvolvimento da ginástica no âmbito escolar; Possibilitamos a comunidade escolar
de Santa Maria, o conhecimento e o desenvolvimento da ginástica, de uma forma em que todos os envolvidos,
no seu processo de ensino, sejam sujeitos de sua construção; Possibilitamos construir conhecimentos para a área
da Educação Física, especificamente, para o campo de produção de conhecimento da ginástica, a partir de uma
proposta pedagógica enquanto possibilidade Superadora no Plano da Cultura Corporal.

Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0. • 5
Fundamentos da Educação Física Escolar

XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação
011

HIP HOP E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: ANÁLISE A PARTIR DA PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR
ESTADO DE SÃO PAULO

DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO

SOUZA IC, NISTA-PICCOLO VL.
profsouza86@yahoo.com.br

Prefeitura Municipal de São Paulo; CAPES

O universo da Educação Física escolar passou por modificações profundas nos últimos trinta anos. De uma
perspectiva técnico esportivista passou-se a defender a ampliação dos temas e conteúdos abordados neste componente
curricular, esta ampliação está enraizada em uma perspectiva cultural de área. Neste contexto, manifestações culturais
que engendram o contexto vivencial de jovens e crianças em idade escolar obtiveram condições de serem tratadas
pedagogicamente nas aulas de Educação Física.Uma das manifestações que ganharam espaço neste contexto foi o
Hip Hop, em especial, o Break Dance, elemento desta manifestação cultural que se expressa por meio da dança. Souza
(2010) dedicou-se a investigar se professores de Educação Física de uma determinada diretoria de ensino em São Paulo
abordavam o tema Hip Hop em suas aulas. Em um universo formado por 68 escolas, 67 professores responderam a
um questionário, esses professores correspondem por sua vez a 53 unidades escolares diferentes. Como resultado pôde
ser constatado que a maioria dos professores ouvidos nesta pesquisa abordavam temas e ou conteúdos que sugerem
um possível trato pedagógico com o Hip Hop. No entanto, apenas dois docentes afirmam diretamente trabalhar com o
tema Street Dance em suas aulas. A terminologia Street Dance, ou dança de rua é comumente utilizada como sinônimo
do Break Dance, dança ligada a Cultura Hip Hop. Esta relação pode ser justificada pelas similitudes existentes entre as
duas manifestações. Outrossim, é necessário afirmar que Break Dance e o Street Dance são manifestações culturais
distintas e que o trato pedagógico de um ou outro deve ser realizado de modo coerente com o seu desenvolvimento.
O equívoco conceitual apontado por Souza (2010) encontra ecos, ou talvez, raízes na Proposta Pedagógica Curricular
de Educação Física (SÃO PAULO, 2008). Este documento, que apresenta como principal objetivo, nortear a prática
pedagógica de professores de Educação Física que trabalham na rede estadual paulista peca ao apresentar o Hip Hop
como uma possibilidade pedagógica. adotadas pelos indivíduos que se dedicam a esta manifestação cultural.

012

INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO MAIS UTILIZADOS EM AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
FREITAS B, MADUREIRA F, BARTOLOTTO F.
bruna94freitas@yahoo.com.br

Faculdade de Educação Física de Santos

O objetivo do presente estudo foi o de identificar quais são os instrumentos de avaliação mais utilizados em aulas
de educação física escolar.Foram avaliados 15 professores de escolas particulares da cidade de Santos-SP com
experiência em um de três níveis de ensino da escolarização. Para se verificar o instrumento de avaliação utilizado
por estes profissionais foi elaborado um questionário de respostas abertas com as seguintes perguntas: 1- Qual o
nível de ensino você leciona; 2- Você avalia ou não os alunos durante as aulas de educação Física Escolar; 3- Se
sim, quais são as avaliações que são realizadas para cada turma; 4- Se não, justifique o por quê. As perguntas eram
respondidas com base nas turmas de: educação infantil, ensino fundamental I e II. No ensino infantil foi possível
constatar que 33% dos profissionais utilizam o KTK; 25% TGMD-2; 10% PROESP-BR; 26% não avalia. Para o
ensino fundamental 1 - 13% KTK; 21% TGMD-2; 21% PROESP; 17% presença; 26% não avalia. Já para o ensino
fundamental 2 - 22% KTK; 18% TGMD-2; 22% PROESP; 4% presença; 31% não faz avaliações. Por meio dos
resultados obtidos podemos verificar que os professores tendem a se concentrar na coordenação motora geral
no ensino infantil. No entanto, no ensino fundamental I, a concentração da avaliação incide sobre as habilidades
motoras fundamentais e aptidão física. Já para o ensino fundamental II, as avaliações se concentram em aptidão
física e coordenação motora. Considerando os diferentes tipos de avaliações registrados, foi possível detectar que,
para o ensino fundamental I (43%) e II (35%), os professores não utilizavam nenhuma forma de avaliação.

6 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0.
013

INTELIGÊNCIA E MOVIMENTO NA INFÂNCIA: CONTRIBUIÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
SANTOS RM, REMONTE JG.
roberta_sts@yahoo.com.br

Universidade Nove de Julho

De acordo com estudos realizados acerca da inteligência e do movimento é possível observar que um dos fatores
que auxiliam no desenvolvimento da criança é a interação com o mundo, ou seja, as experiências obtidas durante
a vida. Jean Piaget enfatiza que a inteligência é construída através da estimulação externa que gera adaptações
biológicas e, portanto, o desenvolvimento. Henry Wallon contempla as relações entre afetividade e a formação da
inteligência. Lev Vygotsky retrata a linguagem como fator importante para expressão e estruturação da inteligência.
Howard Gardner relaciona as inteligências múltiplas à cinestésica/corporal, na perspectiva da estimulação como
fator imprescindível para o seu desenvolvimento. Os autores abordam a inteligência e o movimento em uma relação
de construção do conhecimento e, apesar de concordarem no que diz respeito a relevância das experiências vividas,
conceituam e co-relacionam as noções de aprendizagem e desenvolvimento a partir de perspectivas diferentes.
Nessa concepção, pode-se entender que o conhecimento é a resultante de algo vivenciado significativamente. No
entanto, Edgar Morin afirma que todo conhecimento adquirido passa por traduções e reconstruções cerebrais
baseadas nos estímulos recebidos e arquivados pelos sentidos, transformando-se numa construção de descobertas
e aprimoramentos que desencadeiam na consciência do que deve ser executado. Parece fazer uma parceria entre a
inteligência e o movimento para a construção do seu próprio conhecimento. Percebe-se que o movimento tornase parte importante dessa interação e desenvolvimento, pois uma vez que é utilizado, cria-se uma ação motora
que auxilia na expressão das idéias expondo na prática o desejo que está internalizado na criança. Portanto, o
movimento possui uma inteligibilidade, uma intenção, um sentido de totalidade que se manifesta no entendimento
simultaneamente na palavra e na motricidade.

Fundamentos da Educação Física Escolar

XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação

014

JOGOS E BRINCADEIRAS CONTEMPORÂNEAS: A CRIANÇA, O VIDEOGAME E O MOVIMENTO
LEÃO JUNIOR CM.
professor@cleberjunior.com.br

Universidade Estadual do Paraná

Em meio a contemporaneidade, as crianças nascem imersas as tecnologias com propensão para o desenvolvimento
de habilidades para dominá-las. Entretanto, o brincar e o jogar acabou se perdendo? O movimento amplo e dinâmico
do corpo humano se reduziu ao movimentos finos dos teclados de computadores, das telas de smartphones ou dos
controles de videogames? Para alguns estudiosos, o século XX deu início ao desaparecimento da infância. Entretanto,
percebe-se que a infância não está desaparecendo e, sim, configurando-se de maneira diferenciada. Dessa perspectiva,
é necessário acompanhar as mudanças para aproveitar as necessidades e oportunidades contemporâneas. Hoje,
há videogames de movimento corporal, em que jogamos simplesmente com o movimento do corpo. Em função
disso, proponho o conceito de “Jogos e Brincadeiras Contemporâneas”, fazendo uma referência à utilização dos
jogos eletrônicos como ferramenta interativa (utilizando jogos eletrônicos de videogames, computadores, tabletes,
celulares individualmente ou em grupo) na perspectiva dos interesses e objetivos da Educação Física Escolar. O
intuito é explorar e co-relacionar as atividades dos jogos eletrônicos com as atividades práticas (como por exemplo:
jogar tênis no Nintendo Wii e depois jogar tênis na quadra) com a finalidade de utilizar os jogos eletrônicos como
fator motivacional para realização aulas de Educação Física.

Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0. • 7
Fundamentos da Educação Física Escolar

XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação
015

NÍVEIS DISTINTOS DE ATIVIDADE FÍSICA NA INFÂNCIA PODEM PREDIZER OS NÍVEIS

DE PROFICIÊNCIA MOTORA NA ADOLESCÊNCIA?

NOGUEIRA C, CASANOVA G, BARTOLOTTO F, MADUREIRA F.
carlanogueira86@hotmail.com

Faculdade de Educação Física de Santos

Estudos recentes têm apontado correlações significativas para níveis de proficiência motora e frequência em
atividades físicas em crianças. Entretanto, ao analisar adolescentes com níveis distintos de proficiência motora,
estariam os resultados correlacionados a experiências passadas, em diferentes momentos, frequências e variações
de modalidades? Portanto, o objetivo desse estudo foi analisar a magnitude de experiências e frequências de
envolvimento com modalidades esportivas em adolescentes com níveis de proficiência motora distintos. O estudo
foi realizado com adolescentes do ensino médio da rede estadual de Cubatão. Para análise da diversidade de
experiências motoras e frequência de vivências em atividades físicas em diferentes momentos do desenvolvimento,
foi aplicado um questionário fechado para os pais, no qual haviam perguntas relacionadas aos seguintes aspectos:
quantidade de modalidades; frequência de aulas de educação física no ensino infantil, fundamental e médio; idade
inicial para a pratica de esportes; frequência semanal de prática esportiva. Já para análise da coordenação motora
geral e habilidades específicas foram utilizados respectivamente a bateria de testes de KTK (KIPHARD) e a bateria
de testes TGMD-2. No teste KTK os resultados indicam média de escore 239 com classificação “insuficiência
de coordenação”. Já para o teste de TGMD-2 os adolescentes obtiveram média de escore 123 com classificação
“superior”. Na análise de correlações entre as variáveis investigadas os dados foram: carga horaria e ktk (r=-0,1);
diversidade de modalidades e ktk (r=0,0); carga horaria e TGMD-2 (r=-0,2) e TGMD-2 e modalidades (r=-0,3).
Com base nos dados obtidos neste estudo, não foi possível detectar correlações entre as diversidades de modalidades
e as cargas horárias praticadas nas fases anteriores adolescência, indicando que outros fatores podem ter sido mais
determinísticos do que os investigados.

016

NÍVEL DE DESENVOLVIMENTO COORDENAÇÃO MOTORA GERAL EM CRIANÇAS PERTENCENTES A INSTITUIÇÕES PARTICULARES
CAMPOS EAM, BARTOLOTTO F, NOGUEIRA C MADUREIRA F.
eldercampos@yahoo.com.br

Faculdade de Educação Física de Santos

Ao longo dos anos as atividades físicas infantis têm sido consideravelmente reduzidas e os efeitos desta mudança
são bem documentados na literatura, entre eles: elevação do nível de obesidade infantil escolar, desinteresse por
atividades físicas, crianças mais sedentárias e/ou menores níveis de coordenação motora. O objetivo deste estudo
é Investigar os níveis de coordenação motora geral em crianças pertencentes a instituições particulares, por tanto,
foram avaliados 17 crianças matriculadas no ensino fundamental, submetidas à bateria de teste de coordenação
motor geral denominado KTK, que permite inferir e classificar de acordo com dados normativos o nível de
coordenação motora específico para idades distintas. Participaram do estudo 17 crianças de 6 a 14 anos (12,18). Os
resultados mostraram que 41% dos alunos foram classificados com perturbação da coordenação, (29%) insuficiência
de coordenação, 24% normal e 6% apresentaram uma alta coordenação motora. A partir dos resultados obtidos
pode-se observar que 70% dos alunos avaliados obtiveram nível de coordenação motora geral abaixo da média.

8 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0.
017

O ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA EM UMA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CULTURAL:
OS CONTEÚDOS DAS ATIVIDADES DA CULTURA CORPORAL

NASCIMENTO CP.
carolina_picchetti@hotmail.com

Faculdade de Educação - USP; FAPESP

As possíveis contribuições da Educação Física na educação escolar podem ser discutidas a partir das relações
pedagógicas que a Educação Física foi estabelecendo com a prática escolar (as finalidades pedagógicas, os conteúdos
e os modos de organização do ensino), relações essas que permitiram construir o próprio objeto de ensino dessa
disciplina. Esse processo pedagógico é, também, um processo político e científico, na medida em que diferentes
perspectivas teóricas e diferentes projetos de sociedade, de homem e de educação lhe fundamentam. Deste modo,
a definição de quais são os objetos de ensino da Educação Física depende da teoria pedagógica assumida. A partir
de uma compreensão Histórico-Cultural da Educação Física pode-se defender que a sua finalidade como disciplina
escolar reside na contribuição para o processo de produção da natureza humano-genérica no homem, finalidade que
é comum a todas as disciplinas escolares. A sua especificidade reside na particularidade do fenômeno com o qual a
Educação Física trabalha: as atividades da cultura corporal. Conceituar as atividades da cultura corporal e teorizar
sobre esse objeto de ensino, constituem-se tarefas necessárias tanto para a prática pedagógica da Educação Física
quanto para a sua prática de pesquisa na área educacional. Afinal, se a Educação Física ensina atividades culturais
e se essas atividades representam formas particulares de atividades humanas, quais são essas relações humanas?
Quais são as capacidades e modos de ação, sintetizados quer no Jogo, na Luta, na Dança, no Circo, na Ginástica
ou no Atletismo? Neste trabalho, será discutida uma proposta de explicação das atividades da cultura corporal a
partir das significações objetivas das mesmas (artística, competitiva e agonística) e das relações que constituem
essas significações, respectivamente: o processo de criação de uma imagem com as ações corporais; o controle da
ação corporal do outro; o domínio da própria ação corporal.

Fundamentos da Educação Física Escolar

XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação

018

PRINCIPAL ESTRATÉGIA DE PROFISSIONAIS DA ÁREA DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
PARA MANTER A DINÂMICA E DIMINUIR AS INTERRUPÇÕES NAS AULAS

AUGUSTO FBV, CARREIRA D, MADUREIRA F.
felipe_augusto.wf2@hotmail.com

Faculdade de Educação Física de Santos

O objetivo desse estudo foi analisar a principal estratégia utilizada por professores de educação física escolar para
minimizar paradas e interrupções durante as aulas. Foram avaliados 10 professores de escolas particulares da
cidade de Santos-SP, com no mínimo 1 ano de experiência na área e que lecionavam em 3 ensinos , sendo eles,
ensino infantil (IF), fundamental 1 (IF1) e 2 (IF2). Para se verificar a estratégia realizada em aula, foi elaborado um
questionário aberto com as questões: 1) Qual o tempo de prática na área, 2) Qual estratégia você utiliza em suas
aulas para manter o envolvimento das crianças nas atividades e minimizar interrupções. No IF, 40% dos professores
utilizam brinquedos, 40% músicas e 20% aulas historiadas. Já para o IF1, 40% aplicam suas aulas de acordo com
a necessidade de seu aluno (preferência de jogos), 30% premiam de forma simbólica os alunos comportados e
30% repreendem seus alunos (castigos). Para o IF2, 40% realizam premiações aos alunos comportados, 30%
utiliza-se de comparação com alunos disciplinados e 30% utilizam a repreensão do aluno. Na educação infantil
foram adotadas predominantemente estratégias motivacionais, e já para o ensino fundamental parece existir uma
atenção maior ao componente disciplinar, haja vista, no IF1, 30% das respostas estavam focadas na repreensão
dos alunos com castigos e no IF2, 60% das estratégias foram focados em comparação com alunos disciplinados
e repreensão dos alunos.

Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0. • 9
Fundamentos da Educação Física Escolar

XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação
019

PROPOSTA CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO FÍSICA: COMPREENDENDO A COMPLEXIDADE
SÃO PAULO

DO COTIDIANO ESCOLAR NA CIDADE DE

MALDONADO DT, SILVA SAPS.
danieltmaldonado@yahoo.com.br

Universidade São Judas Tadeu

Mesmo sendo observadas sucessivas alterações na maneira de se entender como devem ser realizadas as aulas de
Educação Física Escolar nas propostas curriculares brasileiras em âmbito nacional, estadual ou municipal, há indícios
que as mudanças que ocorrem na prática pedagógica dos professores, em geral, não alcançam a profundidade e a
magnitude desejada pelos proponentes das diretrizes pedagógicas oficiais. Nesse contexto, o objetivo desta pesquisa
foi identificar e compreender os fatores que dificultam e facilitam a implementação de propostas pedagógicas
emanadas dos órgãos oficiais para a rede municipal de São Paulo, na perspectiva dos diretores, coordenadores
pedagógicos e professores de Educação Física. Trata-se de uma pesquisa descritiva de cunho qualitativo, realizada
em uma escola na zona leste da cidade, constituída em três etapas: pré-configuração do universo da pesquisa,
configuração do universo da pesquisa e re-configuração do universo da pesquisa. Foram realizadas entrevistas
com os atores escolares e realizada a observação de cento e vinte aulas de Educação Física no Ensino Fundamental
I e II. Os fatores dificultadores encontrados, na maioria das vezes, se relacionam às dimensões Institucional/
Organizacional e Sociopolítica/Cultural, e os fatores facilitadores às dimensões Institucional/Organizacional,
Instrucional/Pedagógica e Sociopolítica/Cultural. A pesquisa demonstra a complexidade do cotidiano, pois são
diversos os fatores e atores que se inter-relacionam exercendo influência sobre a prática pedagógica do professor
de Educação Física e, por consequência, sobre a implementação da proposta curricular dessa disciplina.

020

RECURSOS DIDÁTICOS EM EDUCAÇÃO FÍSICA: UMA REFLEXÃO PRELIMINAR SOBRE A PRODUÇÃO ACADÊMICA NO BRASIL
VIEIRA PBA; FREIRE ES.
pollyanebarros@hotmail.com

Universidade São Judas Tadeu; CAPES

Na atualidade, uma das dificuldades enfrentadas pelos professores de Educação Física envolve o uso de recursos
didáticos (RDs) diferenciados, relevantes para a mediação do conhecimento. O texto escrito é um RD bastante
utilizado por outros componentes curriculares, mas é pouco explorado nas aulas de educação física. O objetivo
desta pesquisa foi identificar e analisar as publicações nacionais sobre a utilização de RDs nas aulas de Educação
Física. Foi realizada a busca por artigos publicados no Brasil nos últimos 13 anos, com a utilização do descritor
“physical education” combinado com “teaching resources”, “teaching materials”e, “textbook”,em 4 bases de dados.
A leitura dos resumos permitiu a identificação de apenas 5 artigos adequados aos critérios estabelecidos, que foram
lidos integralmente. De modo geral, os artigos apresentavam: críticas quanto à utilização passiva dos RDs, sem as
adaptações e intervenções necessárias; a necessidade de mais discussões e produção de RDs para mediar o processo
de ensino-aprendizagem; entendem o uso dos RDs como oportunidade de abordar outros saberes (agir e sobre),
sem desprestigiar o “saber fazer”. Foram sugeridos como RDs, o Livro Didático (4) e a mídia (1). As principais
temáticas abordadas foram: esporte, saúde, dança e pluralidade cultural. Três obras propuseram a elaboração de um
livro, dos quais somente uma buscou saber a opinião dos professores e, outra, a dos alunos, quanto ao uso desse
artefato. Sugeriu-se a necessidade de que os RDs sejam elaborados para e, não, pelos professores, fato que pode
provocar equívocos, uma vez que o professor está mais próximo da realidade escolar.

10 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0.
021

SENTIDOS E SIGNIFICADOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NA PERSPECTIVA DISCENTE
SILVA ASA, EHRENBERG MC.
alinesasilva@gmail.com

Escola de Educação Física e Esporte - USP

Esta pesquisa teve como objetivo mapear quais os sentidos e significados que a Educação Física tem para a vida
daqueles que estão concluindo sua educação básica e verificar se isso tem alguma correlação com abordagens de
ensino e teorias de currículo. Para buscarmos respostas para esta pesquisa foi escolhido o caminho da pesquisa
qualitativa do tipo descritiva e entrevista semiestruturada como meio para coletar os dados. Analisamos o projeto
político pedagógico das escolas e os planos de aulas contidos nos arquivos destas. Para analisar os dados obtidos, foi
utilizado o confronto entre as bibliografias estudadas e o material colhido e a análise de conteúdo como recurso. Os
sujeitos da pesquisa consistiram em 30 alunos do 3º ano do Ensino Médio, divididos entre duas escolas da cidade de
São Paulo, sendo uma pública e uma privada e que cursaram toda a educação básica na mesma escola. Os resultados
obtidos na presente pesquisa indicam que os sentidos e significados que os alunos atribuem à Educação Física está
associado ao prazer, diversão, lazer e cuidado com o corpo, e que o esporte é ainda o conteúdo que mais define esse
componente curricular. O entendimento da Educação Física como cultura corporal, ligada às abordagens críticas
e pós-críticas, ainda é muito restrito. Os sentidos e significados apresentados pelos alunos apresentam relações
com o tipo de abordagem utilizada pelos professores, confirmando a ideia de que os currículos são formadores de
identidade. Tendo esse quadro em vista, propomos que uma Educação Física pautada na ampliação, aprofundamento
e ressignificação de seus conteúdos possa ser um meio para uma apropriação crítica da Educação Física, gerando
experiências significativas para a vida dos discentes.

Fundamentos da Educação Física Escolar

XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação

022

TRANSFERÊNCIA DE APRENDIZAGEM DA HABILIDADE SAQUE DO TÊNIS DE MESA
DE UM AMBIENTE VIRTUAL PARA O AMBIENTE REAL

PEREIRA CF, SANTOS ES, SILVA VLT, BELLO M.
carlatap@hotmail.com

UNIESP

O presente estudo teve como objetivo verificar o efeito da transferência de aprendizagem da prática virtual da
habilidade motora saque do tênis de mesa, para a aprendizagem da mesma habilidade no ambiente real de jogo.
Para a prática virtual, utilizamos o Exergame, por meio do Kinect do Xbox 360 da Microsoft, o qual apresenta um
sensor responsável por captar diretamente a movimentação do jogador. Participaram da pesquisa 16 crianças, com
idades entre 09 e 11 anos. Os sujeitos foram divididos em dois grupos: Grupo Experimental e Grupo Controle.
O delineamento experimental foi composto de duas fases: fase de aquisição e transferência. Na fase de aquisição,
somente os integrantes do grupo experimental em ambiente virtual realizaram 200 tentativas de saque do tênis de
mesa. Ambos os grupos participaram do teste de transferência, 24 horas após a fase de aquisição, o qual consistiu
em executar 5 tentativas da tarefa no ambiente real, ou seja, na mesa de tênis. A avaliação desta tarefa foi por
meio da variável dependente erro radial, a qual foi medida a distância (em milímetros) entre o centro do alvo e o
local onde a bolinha tocou a mesa. Os resultados indicaram que o grupo Experimental obteve menores valores de
erro radial em comparação ao grupo Controle. Diante deste resultado, podemos concluir que houve transferência
de aprendizagem intratarefa, decorrente da prática da tarefa saque do tênis de mesa em ambiente virtual para a
realização da tarefa em ambiente real.

Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0. • 11
Fundamentos da Educação Física Escolar

XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação
023

VIOLÊNCIA(S) NA ESCOLA E DA ESCOLA: DADOS INICIAIS SOBRE A PERCEPÇÃO DOS PROFESSORES

DE EDUCAÇÃO FÍSICA, ARTE E PEDAGOGIA

PEREIRA JM, SOUSA NCP, HUNGER D.
juliana_pereira@hotmail.com

UNESP - Rio Claro; Faculdades Integradas de Bauru; CAPES; FAPESP

Nas últimas décadas, muito se tem discutido a respeito da violência em suas variadas manifestações. Um dos
ambientes nos quais ela está presente tanto simbólica quanto explicitamente é na “escola”, o que tem acarretado
impactos consideráveis na vida profissional e pessoal de professores. Nesse sentido, o presente resumo refere-se aos
dados iniciais de um projeto de doutorado que tem como foco principal as manifestações de violência no ambiente
escolar e a problemática referente ao mal-estar docente de professores de Educação Física em comparação aos
professores das demais disciplinas, atuantes na cidade de Bauru e região. A análise em curso pretende evidenciar de
que forma os diferentes grupos de professores percebem as manifestações de violência na escola, quais os impactos
nos aspectos pessoal e coletivo, de que maneira reagem e se adaptam a essas situações e os desdobramentos desse
fenômeno no processo de ensino e aprendizagem. O estudo é qualitativo e a abordagem adotada é a História
Comparada. Após autorização da Diretoria de Ensino, e com a colaboração da docente que ministra um curso
sobre “dança na escola”, a pesquisadora participou de três aulas/reuniões, nas quais se discutiu a temática proposta,
seguindo um roteiro de questões norteadoras, com a participação de, em média, trinta professores (formação em
Educação Física, Arte e Pedagogia). Essas aulas/reuniões foram filmadas e transcritas, para posteriormente serem
analisadas à luz da literatura sobre o tema e dos seguintes referenciais teóricos: o sociólogo Norbert Elias e o
psicanalista Sigmund Freud.

024

VOLEIBOL E VOLEIBOL NA ESCOLA: O “ESTADO DA ARTE”
IMPOLCETTO FM, DARIDO SC.
femoreto@rc.unesp.br

UNESP - Rio Claro

O presente estudo teve por objetivo analisar o “estado da arte” da produção da área da Educação Física relacionada
ao voleibol e ao voleibol na escola. Para a realização do mesmo, optou-se pela utilização de um método misto de
pesquisa, que combina a pesquisa qualitativa e quantitativa. A dimensão qualitativa da pesquisa tem referencial na
análise de conteúdo e foi realizada por meio de uma revisão bibliográfica sobre a produção acadêmica da área da
Educação Física em relação ao voleibol e ao voleibol na escola, composta por livros e capítulos de livros, além
de dissertações, teses e artigos de periódicos publicados nos últimos dez anos. Os trabalhos selecionados foram
distribuídos em categorias de análise, tendo-se em vista as principais subáreas de concentração dos programas de
pós-graduação da Educação Física brasileira: biodinâmica, sociocultural e pedagógica. Os resultados da subárea
pedagógica foram detalhados no sentido de verificar os trabalhos de voleibol voltados para a Educação Física
escolar. Os resultados indicam que: a primeira categoria, denominada como biodinâmica, corresponde a 46,25%
dos trabalhos analisados; os trabalhos da categoria sociocultural equivalem a 31,25% da produção encontrada e à
subárea pedagógica correspondem 22,5% da produção. Na categoria pedagógica do total de 22,5% dos trabalhos
sobre voleibol, apenas 12,5% correspondem à Educação Física escolar, o que se traduz em três livros, quatro
capítulos de livros, uma tese, uma dissertação e um artigo publicados nos últimos dez anos nos programas de
pós-graduação e nas revistas que fizeram parte da amostra da pesquisa, composta no total por oitenta produções.
Os resultados evidenciam a falta de pesquisas sobre o voleibol na Educação Física escolar e que o percentual dos
trabalhos na área pedagógica talvez não sejam compatível com o peso que a Educação Física escolar possui na
área, particularmente em termos de atuação profissional.

12 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0.

XII Seminário de Educação Física Escolar - Resumos dos trabalhos da área temática "Fundamentos da Educação Física Escolar"

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    001 A CATEGORIA AVALIAÇÃONO PROCESSO DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO CALHEIROS VC, SOUZA MS. vicocalheiros@gmail.com Universidade Federal de Santa Maria; CAPES Este trabalho é parte da pesquisa de dissertação de mestrado que apresenta como problema orientador a seguinte questão: Quais as contradições presentes na aula de Educação Física, na Escola Nova Sociedade (município de Nova Ramada/RS), no processo de avaliação e quais as possibilidades de superação destas contradições considerando o Projeto Político Pedagógico da Escola? Na busca por sanar tal questionamento, percebemos que a avaliação possui, em sala de aula, pelo menos três componentes que precisam ser considerados (FREITAS, 2003). Estes se manifestam no aspecto 1. instrucional; 2. comportamental; e 3. valores e atitudes. O primeiro é aquele em que se avalia o domínio das habilidades e conteúdos a partir de provas, trabalhos, entre outros. O segundo componente é um potente instrumento de poder nas mãos dos professores, visto avaliar o comportamento dos alunos em sala de aula. Quem nunca ouviu frases como: “Pedrinho, se você não se sentar vou te tirar nota. A avaliação cria uma estrutura de poder, estando o controle nas mãos do professor sobre o aluno. O terceiro elemento ocorre no dia-adia em sala de aula, e se concretiza em repressões e em exposições dos alunos. Consistem em comentários críticos e até humilhações frente à turma. Neste processo de estudo, centramos nossa atenção no movimento existente entre os pares dialéticos objetivo/avaliação, conteúdo/método, a fim de pontuar a centralidade da categoria avaliação. Realizamos as observações das aulas de Educação Física tendo realizado um mapeamento das ações de rotina estabelecidas pelo professor, faltando-nos agora a realização das entrevistas com este e com a equipe diretiva da escola, assim como, um questionário com a turma observada (oitava série do ensino fundamental).. Fundamentos da Educação Física Escolar XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação 002 A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR COMO INSTRUMENTO PARA REDUÇÃO E PREVENÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL NERI RP. neri.rosana@gmail.com UNESP - São Paulo Faz-se necessário repensar as aulas de educação física, assim como seus objetivos e formas de atuação, a fim de que os alunos sejam capazes de assumir uma postura ativa na prática de atividades físicas, como também conscientes da sua importância na vida adulta. Sendo assim, seria de grande importância desenvolver ações educativas no âmbito escolar que favoreçam a compreensão do funcionamento do organismo, levando esses alunos a adquirirem hábitos de vida saudável e oportunizando a prática de atividades físicas de forma continuada. A prática de Atividades Físicas é fundamental para promover o controle e tratamento da obesidade infantil e suas morbidades. Nesse sentido, é fundamental o papel do professor de Educação Física como principal agente nesse processo de desenvolvimento de atividades dinâmicas, a fim de contribuir na prevenção e controle da obesidade. Contudo, o professor deve se preparar melhor para atender a essas importantes tarefas profissionais. É fundamental que os professores criem novas formas de movimentação para as crianças, através de novas brincadeiras, novos jogos e regras que atendam aos princípios dos fundamentos esportivos, mas que também atenda ao aspecto lúdico. A atividade física aplicada no ambiente escolar é uma importante ferramenta para promoção de uma vida saudável. Entretanto, para que os resultados realmente sejam satisfatórios e ocorra uma melhora significativa na qualidade de vida dos alunos, é necessário que ocorra uma mudança no estilo de vida destes e dos que estão ao seu redor. Portanto, o professor de Educação Física escolar é o principal agente para que ocorra essa mudança, pois através das aulas de Educação Física o professor pode desenvolver ações para que seu aluno adquira consciência da importância de uma vida que envolva o consumo de alimentos saudáveis ricos em fibras e nutrientes, mas principalmente pela redução do comportamento sedentário através da prática regular de atividade física. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0. • 1
  • 2.
    Fundamentos da EducaçãoFísica Escolar XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação 003 A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NO CONTEXTO DA LEI 10.639/03: O QUE DIZEM OS/AS PROFESSORES/AS? CORSINO LN, MONTEIRO DTL. luciano.corsino@hotmail.com Universidade Federal de São Paulo A Lei 10.639/03 foi publicada no ano de 2003, como uma Lei de ação afirmativa, ela prevê o tratamento de história e cultura afro-brasileira e africana no currículo de todo o território nacional. Apesar de destacar a importância das disciplinas de artes e história, todas são responsáveis por abordar esse tema. Considerando essa premissa, o objetivo do presente trabalho foi analisar o que os/as professores/as de Educação Física de duas escolas da rede municipal de Guarulhos compreendem acerca dessa Lei no interior das aulas de Educação Física, considerando o diálogo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (DCN-ERER). A metodologia da presente pesquisa ocorreu segundo uma abordagem qualitativa, a coleta de dados foi realizada a partir da técnica de aplicação de questionários para três professores/as de duas escolas da rede municipal de Guarulhos e posteriormente foram elaboradas categorias de análise, que foram problematizadas a partir de análise de conteúdo. Ao propor “ações educativas de combate ao racismo e às discriminações”, as DCN-ERER indicam a necessidade de que a escola, enquanto instituição responsável pela promoção da igualdade proporcione a valorização da oralidade, da corporeidade e da arte, por exemplo, como a dança, marcas da cultura de raiz africana, ao lado da escrita e da leitura. No que diz respeito à aplicação dos questionários, os dados analisados apontam para uma visão otimista dos/as professores/as em relação à aplicação da Lei 10.639/03, demonstram conhecer a legislação vigente por meio de cursos de formação continuada e apesar de apontarem dificuldade para a sua implementação no cotidiano, reconhecem a sua importância enquanto forma de resgatar a história e cultura afro-brasileira e africana no interior das aulas de Educação Física. 004 A ESCOLA RECEBE A COPA DO MUNDO NO BRASIL: IMPLICAÇÕES NO CONTEXTO ESCOLAR MIGUEL RS, PRODÓCIMO E. rebecasignorelli@gmail.com Faculdade de Educação Física, UNICAMP É perceptível o impacto que a Copa do Mundo causa na atual sociedade. Sabendo da grande influência do futebol na vida dos brasileiros e, consequentemente, nas aulas de Educação Física, objetivou-se traçar uma reflexão acerca das implicações da Copa do Mundo (Brasil/2014) sobre o desenvolvimento do componente curricular Educação Física. Antes do megaevento começar já vemos algumas transformações ocorrendo no cenário escolar. Um exemplo é a necessidade de mudança dos calendários escolares pela Lei Geral da Copa (12.663/2012). Sendo assim, estabelecemos as seguintes problematizações: como a escola, recebendo influências culturais múltiplas, se transformará na perspectiva da produção da cultura escolar e nas aulas de Educação Física? 2 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0.
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    005 A PERSPECTIVA DACORPOREIDADE NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR SILVA BAT, SILVA VLT, DE FILIPPIS A, SILVA JUNIOR GO. allans3@hotmail.com UNIESP - SP Ao vislumbrar o desenvolvimento integral do ser humano, ao invés de anular corpos que possuem expressões peculiares, a Educação, bem como a Educação Física pode considerar a corporeidade nas suas ações pedagógicas. O reconhecimento da corporeidade no contexto escolar requer ações que conduzam, tanto ao aluno como ao professor, criar, tomar decisões, analisar, discutir propor e aplicar ideias. Esse estudo teve como objetivo investigar a possibilidade das ações pedagógicas da Educação Física serem sustentadas na perspectiva da corporeidade. A pesquisa foi desenvolvida numa escola da rede pública do Estado de São Paulo, com um grupo de treze alunos matriculados e retidos no quinto ano do ensino fundamental, classificados pelo sistema escolar como possuidores de dificuldades de aprendizagem. Partindo das análises bibliográficas sobre corporeidade, elaboraram-se propostas pedagógicas de ensino, por meio de situações problemas, com ênfase no trabalho motor, visando reconhecer e estimular a corporeidade das crianças. As atividades foram desenvolvidas pela professora de Educação Física e pesquisadora, constando de três aulas semanais, de aproximadamente sessenta minutos, fora do período de aula das crianças, nas dependências na Unidade Escolar, totalizando quarenta e uma aulas. Os dados foram coletados por meio de observações durantes as intervenções pedagógicas, entrevistas com os responsáveis e todos os professores que atuavam com esses estudantes. Após o período das Intervenções Pedagógicas pautadas na perspectiva da corporeidade, tornou-se possível perceber que a motivação, a indisciplina, a interação professor-aluno, a auto-estima e a expressividade desses estudantes melhoraram consideravelmente. Além disso, o compromisso, a criatividade e a assiduidade surgiram como indícios que influenciam na aprendizagem, e foram construídos no percurso da realização das Intervenções Pedagógicas. Fundamentos da Educação Física Escolar XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação 006 CONCEPÇÕES DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA ACERCA DA INTELIGÊNCIA HUMANA SOUZA APA, NISTA-PICCOLO VL, DAVID TG. andrezzasouza@hotmail.com Universidade Federal do Triângulo Mineiro; FAPEMIG A Teoria das Inteligências Múltiplas nos oferece a possibilidade de compreender o comportamento corporal como manifestação do potencial de inteligência humana, permitindo a interpretação das ações motoras como expressão da capacidade humana em sua totalidade. O objetivo geral deste estudo é levantar as concepções apresentadas pelos professores de Educação Física do 5º ano do ensino fundamental acerca da inteligência humana e as possibilidades de sua estimulação por meio de suas aulas. Esta é uma pesquisa qualitativa e utilizou-se de questionários e entrevistas para o conhecimento da realidade estudada, a amostra foi delimitada por estratificação e para análise dos dados foi utilizada a técnica de análise de conteúdo. Foram entrevistados seis professores que responderam ao questionário de identificação com perguntas abertas e fechadas. Pudemos compreender que os sujeitos investigados possuem conceitos que se voltam para o aluno, procurando em suas práticas pedagógicas oferecer subsídios para que eles se desenvolvam diante dos potenciais que trazem. Percebemos que os sujeitos ao se depararem com atitudes de motivação, interesse e curiosidade utilizam-se delas para identificar e explorar as inteligências dos alunos. Embora nem todos os sujeitos apresentem conhecimento acerca da Teoria das Inteligências Múltiplas, identificamos alguns relatos de estratégias que vão ao encontro dos princípios desta Teoria. Acreditamos também que as concepções trazidas pelos sujeitos influenciam o modo como eles enxergam os alunos e, ainda, como eles acreditam ser possível estimulá-los durante as aulas.. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0. • 3
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    Fundamentos da EducaçãoFísica Escolar XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação 007 DO TABULEIRO ÀS QUADRAS. DOU SHOU QI: UM JOGO PARA SE REFLETIR SOBRE A EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA LOPES CZ, ZIMMERMANN AC. crizlopes@msn.com Escola de Educação Física e Esporte - USP Esta pesquisa partiu da ideia de se investigar o modo com o qual alunos de diferentes séries do ensino fundamental II lidam com os jogos e suas regras, pois se trata de um ciclo onde podemos observar significativas mudanças no desenvolvimento dos alunos. Para realizar a pesquisa de campo, utilizei-me do antigo jogo chinês Dou Shou Qi. Foram planejadas duas aulas com este jogo partindo da experiência com o tabuleiro para adaptações para jogá-lo em quadra. As mesmas aulas, com poucas diferenças, foram aplicadas em turmas de 2º, 6º e 9º anos da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da USP. Como forma de registro das atividades, foram coletados: desenhos, textos e registro de palavras dos alunos participantes, além de fotos tiradas pelos professores das turmas. Após executar as aulas, registrá-las e refletir sobre o material coletado, duas questões principais se destacaram para análise: a organização das turmas em relação às regras e a relação com o tempo de jogo. Como esperado, cada sala comportou-se de maneira diferente em relação às regras: as crianças do 2º ano focaram-se exclusivamente no objetivo do jogo sem se preocuparem com os meios para atingi-lo; os alunos do 6º criaram estratégias simples através de algumas orientações dadas pela professora; já o 9º ano, fez questão de ter claras todas as regras do jogo e, a partir disso, cada time montou suas estratégias de acordo com a situação-problema e com o adversário em questão. Em relação à temporalidade do jogo, chamou atenção a dificuldade em adequar o tempo da atividade com a organização temporal da escola. O tempo fixo para a aula, determinado pelo tempo cronológico, dificulta a experiência do jogo de forma mais coerente com o próprio jogar, com a experimentação e reinvenção. 008 EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: CURRÍCULO E PRIVAÇÃO DE LIBERDADE CONCEIÇÃO WL. will_lazaretti@hotmail.com Universidade do Estado da Bahia O presente trabalho tem como objetivo apresentar Educação Física (EF) presente no currículo – entendendo-o como mais do que conteúdos - de uma escola que funciona dentro de uma instituição total para adolescentes em situação de privação de liberdade. Dentre os direitos previstos, devem receber escolarização seguindo o currículo da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, organizado para classes regulares, com temas por série/ano e bimestre. Entretanto, há que se considerar a dinâmica do trabalho docente em um ambiente de privação e restrição de liberdade, por possuir em classes multisseriadas, com alunos de diferentes faixas etárias, sem contar as distintas histórias de vida repletas de momentos de exclusão. Algumas indagações movem a construção deste trabalho, tais como: Quais as implicações da restrição de liberdade para o se-movimentar? Como se dá a organização das aulas diante do currículo seriado? Há necessidade de uma formação continuada para docentes que atuam nestes espaços? Trata-se de uma pesquisa etnográfica, com aproximações a pesquisa-ação, desenvolvida ao longo de cinco anos de observação e atuação junto a estes jovens marginalizados. É possível verificar que a Educação Física para alguns alunos tem um viés de libertação, momento de extrapolar suas vontades e desejos de se movimentar, desde que atenda a disciplina institucional. Desenvolve as situações propostas no currículo torna-se uma ação complexa dada a dinâmica que se estabelece em privação de liberdade, e também das próprias vivências que os jovens tinham antes de adentrar ao espaço, ou seja, poucos puderam experienciar aulas de educação física pautadas na cultura corporal, o que dificulta a prática docente. Não obstante, faz se necessário pensar um currículo que contemple a dinâmica desse espaço peculiar, de controle, vigilância, punição e, sobretudo de poder que implica na prática social escolar. 4 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0.
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    009 EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR:“O FILME ESTÁ QUEIMADO” SILVA SCJ, MACEDO JS, MONTEIRO RAC. carlos.stefani@yahoo.com.br Universidade Nove de Julho A Educação Física consta no ambiente escolar desde 1851, com a reforma Couto Ferraz. Hoje se fundamenta como componente curricular pela LDB 9.394/96. Existem muitas leis em torno da Educação Física, mas o grande desafio é o de legitimá-la no contexto educacional, pois não é incomum ouvirmos comentários pejorativos em relação à profissão. Por isto, este trabalho objetivou compreender o quê se fala sobre a Educação Física no ambiente escolar. A pesquisa ocorreu através de questionários distribuídos a 79 (setenta e nove) alunos universitários que concluíram seus estágios obrigatórios em escolas públicas e privadas da Capital e Grande São Paulo, onde os mesmos responderam se já tinham ouvido ou presenciado tratamento pejorativo em relação à Educação Física escolar em seus estágios e se compreendiam os motivos para tal circunstância. Os resultados consistiram no seguinte: 26 estagiários eram de escolas privadas e 53 de escolas públicas. Com exceção de 10 universitários que não souberam ou não quiseram responder ao questionário, os demais (69), afirmaram terem ouvido sobre aulas muito repetidas, a disciplina é o momento de lazer, os professores não sabem dar aulas e que a Educação Física é só “rola bola”. As justificativas pautaram-se em professores acomodados e desmotivados, sem capacidade para lecionar e que apresentam descaso com a profissão. Desta maneira, os resultados nos mostram que o futuro professor de Educação Física tem pela frente importante tarefa: além de dominar conhecimentos técnicos para lecionar, precisará trabalhar em busca do respeito e da construção de uma boa imagem, pois é possível percebermos que a Educação Física ainda não é vista como componente curricular de relevância na aprendizagem dos alunos, resultando num cenário de descrédito e subvalorização do profissional. Fundamentos da Educação Física Escolar XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação 010 EXPERIENCIANDO A GINÁSTICA NA ESCOLA ENQUANTO POSSIBILIDADE SUPERADORA NO PLANO DA CULTURA CORPORAL SANTOS APR, SOUZA MS, ROQUE C. souzamaris@bol.com.br Universidade Federal de Santa Maria; FIPE Este trabalho trata-se de uma experiência em extensão desenvolvida desde o ano de 2005 com alunos do Ensino Fundamental da Rede Pública de Ensino da Cidade de Santa Maria/RS e que se propõe, dentro do universo da cultura corporal humana, a estudar especificamente a ginástica, tratando-a como uma prática social objetivada e apropriada no processo de constituição da existência humana, enquanto uma dimensão sistematizada do gênero humano. Com esta perspectiva, a partir da teoria social do Materialismo Histórico Dialético e especialmente nos Cinco Passos propostos por Saviani (1997), denominados 1º Passo: Prática Social; 2º Passo: Problematização; 3º Passo: Instrumentalização; 4º Passo: Catarse e 5º Passo: Prática Social, objetivamos promover o desenvolvimento da ginástica no âmbito escolar, enquanto possibilidade Superadora no Plano da Cultura Corporal. Juntamente com este objetivo, possibilitamos, também, ao Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal de Santa Maria, o estudo e o desenvolvimento da ginástica no âmbito escolar; Possibilitamos a comunidade escolar de Santa Maria, o conhecimento e o desenvolvimento da ginástica, de uma forma em que todos os envolvidos, no seu processo de ensino, sejam sujeitos de sua construção; Possibilitamos construir conhecimentos para a área da Educação Física, especificamente, para o campo de produção de conhecimento da ginástica, a partir de uma proposta pedagógica enquanto possibilidade Superadora no Plano da Cultura Corporal. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0. • 5
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    Fundamentos da EducaçãoFísica Escolar XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação 011 HIP HOP E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: ANÁLISE A PARTIR DA PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR ESTADO DE SÃO PAULO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO SOUZA IC, NISTA-PICCOLO VL. profsouza86@yahoo.com.br Prefeitura Municipal de São Paulo; CAPES O universo da Educação Física escolar passou por modificações profundas nos últimos trinta anos. De uma perspectiva técnico esportivista passou-se a defender a ampliação dos temas e conteúdos abordados neste componente curricular, esta ampliação está enraizada em uma perspectiva cultural de área. Neste contexto, manifestações culturais que engendram o contexto vivencial de jovens e crianças em idade escolar obtiveram condições de serem tratadas pedagogicamente nas aulas de Educação Física.Uma das manifestações que ganharam espaço neste contexto foi o Hip Hop, em especial, o Break Dance, elemento desta manifestação cultural que se expressa por meio da dança. Souza (2010) dedicou-se a investigar se professores de Educação Física de uma determinada diretoria de ensino em São Paulo abordavam o tema Hip Hop em suas aulas. Em um universo formado por 68 escolas, 67 professores responderam a um questionário, esses professores correspondem por sua vez a 53 unidades escolares diferentes. Como resultado pôde ser constatado que a maioria dos professores ouvidos nesta pesquisa abordavam temas e ou conteúdos que sugerem um possível trato pedagógico com o Hip Hop. No entanto, apenas dois docentes afirmam diretamente trabalhar com o tema Street Dance em suas aulas. A terminologia Street Dance, ou dança de rua é comumente utilizada como sinônimo do Break Dance, dança ligada a Cultura Hip Hop. Esta relação pode ser justificada pelas similitudes existentes entre as duas manifestações. Outrossim, é necessário afirmar que Break Dance e o Street Dance são manifestações culturais distintas e que o trato pedagógico de um ou outro deve ser realizado de modo coerente com o seu desenvolvimento. O equívoco conceitual apontado por Souza (2010) encontra ecos, ou talvez, raízes na Proposta Pedagógica Curricular de Educação Física (SÃO PAULO, 2008). Este documento, que apresenta como principal objetivo, nortear a prática pedagógica de professores de Educação Física que trabalham na rede estadual paulista peca ao apresentar o Hip Hop como uma possibilidade pedagógica. adotadas pelos indivíduos que se dedicam a esta manifestação cultural. 012 INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO MAIS UTILIZADOS EM AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR FREITAS B, MADUREIRA F, BARTOLOTTO F. bruna94freitas@yahoo.com.br Faculdade de Educação Física de Santos O objetivo do presente estudo foi o de identificar quais são os instrumentos de avaliação mais utilizados em aulas de educação física escolar.Foram avaliados 15 professores de escolas particulares da cidade de Santos-SP com experiência em um de três níveis de ensino da escolarização. Para se verificar o instrumento de avaliação utilizado por estes profissionais foi elaborado um questionário de respostas abertas com as seguintes perguntas: 1- Qual o nível de ensino você leciona; 2- Você avalia ou não os alunos durante as aulas de educação Física Escolar; 3- Se sim, quais são as avaliações que são realizadas para cada turma; 4- Se não, justifique o por quê. As perguntas eram respondidas com base nas turmas de: educação infantil, ensino fundamental I e II. No ensino infantil foi possível constatar que 33% dos profissionais utilizam o KTK; 25% TGMD-2; 10% PROESP-BR; 26% não avalia. Para o ensino fundamental 1 - 13% KTK; 21% TGMD-2; 21% PROESP; 17% presença; 26% não avalia. Já para o ensino fundamental 2 - 22% KTK; 18% TGMD-2; 22% PROESP; 4% presença; 31% não faz avaliações. Por meio dos resultados obtidos podemos verificar que os professores tendem a se concentrar na coordenação motora geral no ensino infantil. No entanto, no ensino fundamental I, a concentração da avaliação incide sobre as habilidades motoras fundamentais e aptidão física. Já para o ensino fundamental II, as avaliações se concentram em aptidão física e coordenação motora. Considerando os diferentes tipos de avaliações registrados, foi possível detectar que, para o ensino fundamental I (43%) e II (35%), os professores não utilizavam nenhuma forma de avaliação. 6 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0.
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    013 INTELIGÊNCIA E MOVIMENTONA INFÂNCIA: CONTRIBUIÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO SANTOS RM, REMONTE JG. roberta_sts@yahoo.com.br Universidade Nove de Julho De acordo com estudos realizados acerca da inteligência e do movimento é possível observar que um dos fatores que auxiliam no desenvolvimento da criança é a interação com o mundo, ou seja, as experiências obtidas durante a vida. Jean Piaget enfatiza que a inteligência é construída através da estimulação externa que gera adaptações biológicas e, portanto, o desenvolvimento. Henry Wallon contempla as relações entre afetividade e a formação da inteligência. Lev Vygotsky retrata a linguagem como fator importante para expressão e estruturação da inteligência. Howard Gardner relaciona as inteligências múltiplas à cinestésica/corporal, na perspectiva da estimulação como fator imprescindível para o seu desenvolvimento. Os autores abordam a inteligência e o movimento em uma relação de construção do conhecimento e, apesar de concordarem no que diz respeito a relevância das experiências vividas, conceituam e co-relacionam as noções de aprendizagem e desenvolvimento a partir de perspectivas diferentes. Nessa concepção, pode-se entender que o conhecimento é a resultante de algo vivenciado significativamente. No entanto, Edgar Morin afirma que todo conhecimento adquirido passa por traduções e reconstruções cerebrais baseadas nos estímulos recebidos e arquivados pelos sentidos, transformando-se numa construção de descobertas e aprimoramentos que desencadeiam na consciência do que deve ser executado. Parece fazer uma parceria entre a inteligência e o movimento para a construção do seu próprio conhecimento. Percebe-se que o movimento tornase parte importante dessa interação e desenvolvimento, pois uma vez que é utilizado, cria-se uma ação motora que auxilia na expressão das idéias expondo na prática o desejo que está internalizado na criança. Portanto, o movimento possui uma inteligibilidade, uma intenção, um sentido de totalidade que se manifesta no entendimento simultaneamente na palavra e na motricidade. Fundamentos da Educação Física Escolar XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação 014 JOGOS E BRINCADEIRAS CONTEMPORÂNEAS: A CRIANÇA, O VIDEOGAME E O MOVIMENTO LEÃO JUNIOR CM. professor@cleberjunior.com.br Universidade Estadual do Paraná Em meio a contemporaneidade, as crianças nascem imersas as tecnologias com propensão para o desenvolvimento de habilidades para dominá-las. Entretanto, o brincar e o jogar acabou se perdendo? O movimento amplo e dinâmico do corpo humano se reduziu ao movimentos finos dos teclados de computadores, das telas de smartphones ou dos controles de videogames? Para alguns estudiosos, o século XX deu início ao desaparecimento da infância. Entretanto, percebe-se que a infância não está desaparecendo e, sim, configurando-se de maneira diferenciada. Dessa perspectiva, é necessário acompanhar as mudanças para aproveitar as necessidades e oportunidades contemporâneas. Hoje, há videogames de movimento corporal, em que jogamos simplesmente com o movimento do corpo. Em função disso, proponho o conceito de “Jogos e Brincadeiras Contemporâneas”, fazendo uma referência à utilização dos jogos eletrônicos como ferramenta interativa (utilizando jogos eletrônicos de videogames, computadores, tabletes, celulares individualmente ou em grupo) na perspectiva dos interesses e objetivos da Educação Física Escolar. O intuito é explorar e co-relacionar as atividades dos jogos eletrônicos com as atividades práticas (como por exemplo: jogar tênis no Nintendo Wii e depois jogar tênis na quadra) com a finalidade de utilizar os jogos eletrônicos como fator motivacional para realização aulas de Educação Física. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0. • 7
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    Fundamentos da EducaçãoFísica Escolar XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação 015 NÍVEIS DISTINTOS DE ATIVIDADE FÍSICA NA INFÂNCIA PODEM PREDIZER OS NÍVEIS DE PROFICIÊNCIA MOTORA NA ADOLESCÊNCIA? NOGUEIRA C, CASANOVA G, BARTOLOTTO F, MADUREIRA F. carlanogueira86@hotmail.com Faculdade de Educação Física de Santos Estudos recentes têm apontado correlações significativas para níveis de proficiência motora e frequência em atividades físicas em crianças. Entretanto, ao analisar adolescentes com níveis distintos de proficiência motora, estariam os resultados correlacionados a experiências passadas, em diferentes momentos, frequências e variações de modalidades? Portanto, o objetivo desse estudo foi analisar a magnitude de experiências e frequências de envolvimento com modalidades esportivas em adolescentes com níveis de proficiência motora distintos. O estudo foi realizado com adolescentes do ensino médio da rede estadual de Cubatão. Para análise da diversidade de experiências motoras e frequência de vivências em atividades físicas em diferentes momentos do desenvolvimento, foi aplicado um questionário fechado para os pais, no qual haviam perguntas relacionadas aos seguintes aspectos: quantidade de modalidades; frequência de aulas de educação física no ensino infantil, fundamental e médio; idade inicial para a pratica de esportes; frequência semanal de prática esportiva. Já para análise da coordenação motora geral e habilidades específicas foram utilizados respectivamente a bateria de testes de KTK (KIPHARD) e a bateria de testes TGMD-2. No teste KTK os resultados indicam média de escore 239 com classificação “insuficiência de coordenação”. Já para o teste de TGMD-2 os adolescentes obtiveram média de escore 123 com classificação “superior”. Na análise de correlações entre as variáveis investigadas os dados foram: carga horaria e ktk (r=-0,1); diversidade de modalidades e ktk (r=0,0); carga horaria e TGMD-2 (r=-0,2) e TGMD-2 e modalidades (r=-0,3). Com base nos dados obtidos neste estudo, não foi possível detectar correlações entre as diversidades de modalidades e as cargas horárias praticadas nas fases anteriores adolescência, indicando que outros fatores podem ter sido mais determinísticos do que os investigados. 016 NÍVEL DE DESENVOLVIMENTO COORDENAÇÃO MOTORA GERAL EM CRIANÇAS PERTENCENTES A INSTITUIÇÕES PARTICULARES CAMPOS EAM, BARTOLOTTO F, NOGUEIRA C MADUREIRA F. eldercampos@yahoo.com.br Faculdade de Educação Física de Santos Ao longo dos anos as atividades físicas infantis têm sido consideravelmente reduzidas e os efeitos desta mudança são bem documentados na literatura, entre eles: elevação do nível de obesidade infantil escolar, desinteresse por atividades físicas, crianças mais sedentárias e/ou menores níveis de coordenação motora. O objetivo deste estudo é Investigar os níveis de coordenação motora geral em crianças pertencentes a instituições particulares, por tanto, foram avaliados 17 crianças matriculadas no ensino fundamental, submetidas à bateria de teste de coordenação motor geral denominado KTK, que permite inferir e classificar de acordo com dados normativos o nível de coordenação motora específico para idades distintas. Participaram do estudo 17 crianças de 6 a 14 anos (12,18). Os resultados mostraram que 41% dos alunos foram classificados com perturbação da coordenação, (29%) insuficiência de coordenação, 24% normal e 6% apresentaram uma alta coordenação motora. A partir dos resultados obtidos pode-se observar que 70% dos alunos avaliados obtiveram nível de coordenação motora geral abaixo da média. 8 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0.
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    017 O ENSINO DAEDUCAÇÃO FÍSICA EM UMA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CULTURAL: OS CONTEÚDOS DAS ATIVIDADES DA CULTURA CORPORAL NASCIMENTO CP. carolina_picchetti@hotmail.com Faculdade de Educação - USP; FAPESP As possíveis contribuições da Educação Física na educação escolar podem ser discutidas a partir das relações pedagógicas que a Educação Física foi estabelecendo com a prática escolar (as finalidades pedagógicas, os conteúdos e os modos de organização do ensino), relações essas que permitiram construir o próprio objeto de ensino dessa disciplina. Esse processo pedagógico é, também, um processo político e científico, na medida em que diferentes perspectivas teóricas e diferentes projetos de sociedade, de homem e de educação lhe fundamentam. Deste modo, a definição de quais são os objetos de ensino da Educação Física depende da teoria pedagógica assumida. A partir de uma compreensão Histórico-Cultural da Educação Física pode-se defender que a sua finalidade como disciplina escolar reside na contribuição para o processo de produção da natureza humano-genérica no homem, finalidade que é comum a todas as disciplinas escolares. A sua especificidade reside na particularidade do fenômeno com o qual a Educação Física trabalha: as atividades da cultura corporal. Conceituar as atividades da cultura corporal e teorizar sobre esse objeto de ensino, constituem-se tarefas necessárias tanto para a prática pedagógica da Educação Física quanto para a sua prática de pesquisa na área educacional. Afinal, se a Educação Física ensina atividades culturais e se essas atividades representam formas particulares de atividades humanas, quais são essas relações humanas? Quais são as capacidades e modos de ação, sintetizados quer no Jogo, na Luta, na Dança, no Circo, na Ginástica ou no Atletismo? Neste trabalho, será discutida uma proposta de explicação das atividades da cultura corporal a partir das significações objetivas das mesmas (artística, competitiva e agonística) e das relações que constituem essas significações, respectivamente: o processo de criação de uma imagem com as ações corporais; o controle da ação corporal do outro; o domínio da própria ação corporal. Fundamentos da Educação Física Escolar XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação 018 PRINCIPAL ESTRATÉGIA DE PROFISSIONAIS DA ÁREA DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR PARA MANTER A DINÂMICA E DIMINUIR AS INTERRUPÇÕES NAS AULAS AUGUSTO FBV, CARREIRA D, MADUREIRA F. felipe_augusto.wf2@hotmail.com Faculdade de Educação Física de Santos O objetivo desse estudo foi analisar a principal estratégia utilizada por professores de educação física escolar para minimizar paradas e interrupções durante as aulas. Foram avaliados 10 professores de escolas particulares da cidade de Santos-SP, com no mínimo 1 ano de experiência na área e que lecionavam em 3 ensinos , sendo eles, ensino infantil (IF), fundamental 1 (IF1) e 2 (IF2). Para se verificar a estratégia realizada em aula, foi elaborado um questionário aberto com as questões: 1) Qual o tempo de prática na área, 2) Qual estratégia você utiliza em suas aulas para manter o envolvimento das crianças nas atividades e minimizar interrupções. No IF, 40% dos professores utilizam brinquedos, 40% músicas e 20% aulas historiadas. Já para o IF1, 40% aplicam suas aulas de acordo com a necessidade de seu aluno (preferência de jogos), 30% premiam de forma simbólica os alunos comportados e 30% repreendem seus alunos (castigos). Para o IF2, 40% realizam premiações aos alunos comportados, 30% utiliza-se de comparação com alunos disciplinados e 30% utilizam a repreensão do aluno. Na educação infantil foram adotadas predominantemente estratégias motivacionais, e já para o ensino fundamental parece existir uma atenção maior ao componente disciplinar, haja vista, no IF1, 30% das respostas estavam focadas na repreensão dos alunos com castigos e no IF2, 60% das estratégias foram focados em comparação com alunos disciplinados e repreensão dos alunos. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0. • 9
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    Fundamentos da EducaçãoFísica Escolar XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação 019 PROPOSTA CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO FÍSICA: COMPREENDENDO A COMPLEXIDADE SÃO PAULO DO COTIDIANO ESCOLAR NA CIDADE DE MALDONADO DT, SILVA SAPS. danieltmaldonado@yahoo.com.br Universidade São Judas Tadeu Mesmo sendo observadas sucessivas alterações na maneira de se entender como devem ser realizadas as aulas de Educação Física Escolar nas propostas curriculares brasileiras em âmbito nacional, estadual ou municipal, há indícios que as mudanças que ocorrem na prática pedagógica dos professores, em geral, não alcançam a profundidade e a magnitude desejada pelos proponentes das diretrizes pedagógicas oficiais. Nesse contexto, o objetivo desta pesquisa foi identificar e compreender os fatores que dificultam e facilitam a implementação de propostas pedagógicas emanadas dos órgãos oficiais para a rede municipal de São Paulo, na perspectiva dos diretores, coordenadores pedagógicos e professores de Educação Física. Trata-se de uma pesquisa descritiva de cunho qualitativo, realizada em uma escola na zona leste da cidade, constituída em três etapas: pré-configuração do universo da pesquisa, configuração do universo da pesquisa e re-configuração do universo da pesquisa. Foram realizadas entrevistas com os atores escolares e realizada a observação de cento e vinte aulas de Educação Física no Ensino Fundamental I e II. Os fatores dificultadores encontrados, na maioria das vezes, se relacionam às dimensões Institucional/ Organizacional e Sociopolítica/Cultural, e os fatores facilitadores às dimensões Institucional/Organizacional, Instrucional/Pedagógica e Sociopolítica/Cultural. A pesquisa demonstra a complexidade do cotidiano, pois são diversos os fatores e atores que se inter-relacionam exercendo influência sobre a prática pedagógica do professor de Educação Física e, por consequência, sobre a implementação da proposta curricular dessa disciplina. 020 RECURSOS DIDÁTICOS EM EDUCAÇÃO FÍSICA: UMA REFLEXÃO PRELIMINAR SOBRE A PRODUÇÃO ACADÊMICA NO BRASIL VIEIRA PBA; FREIRE ES. pollyanebarros@hotmail.com Universidade São Judas Tadeu; CAPES Na atualidade, uma das dificuldades enfrentadas pelos professores de Educação Física envolve o uso de recursos didáticos (RDs) diferenciados, relevantes para a mediação do conhecimento. O texto escrito é um RD bastante utilizado por outros componentes curriculares, mas é pouco explorado nas aulas de educação física. O objetivo desta pesquisa foi identificar e analisar as publicações nacionais sobre a utilização de RDs nas aulas de Educação Física. Foi realizada a busca por artigos publicados no Brasil nos últimos 13 anos, com a utilização do descritor “physical education” combinado com “teaching resources”, “teaching materials”e, “textbook”,em 4 bases de dados. A leitura dos resumos permitiu a identificação de apenas 5 artigos adequados aos critérios estabelecidos, que foram lidos integralmente. De modo geral, os artigos apresentavam: críticas quanto à utilização passiva dos RDs, sem as adaptações e intervenções necessárias; a necessidade de mais discussões e produção de RDs para mediar o processo de ensino-aprendizagem; entendem o uso dos RDs como oportunidade de abordar outros saberes (agir e sobre), sem desprestigiar o “saber fazer”. Foram sugeridos como RDs, o Livro Didático (4) e a mídia (1). As principais temáticas abordadas foram: esporte, saúde, dança e pluralidade cultural. Três obras propuseram a elaboração de um livro, dos quais somente uma buscou saber a opinião dos professores e, outra, a dos alunos, quanto ao uso desse artefato. Sugeriu-se a necessidade de que os RDs sejam elaborados para e, não, pelos professores, fato que pode provocar equívocos, uma vez que o professor está mais próximo da realidade escolar. 10 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0.
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    021 SENTIDOS E SIGNIFICADOSDA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR NA PERSPECTIVA DISCENTE SILVA ASA, EHRENBERG MC. alinesasilva@gmail.com Escola de Educação Física e Esporte - USP Esta pesquisa teve como objetivo mapear quais os sentidos e significados que a Educação Física tem para a vida daqueles que estão concluindo sua educação básica e verificar se isso tem alguma correlação com abordagens de ensino e teorias de currículo. Para buscarmos respostas para esta pesquisa foi escolhido o caminho da pesquisa qualitativa do tipo descritiva e entrevista semiestruturada como meio para coletar os dados. Analisamos o projeto político pedagógico das escolas e os planos de aulas contidos nos arquivos destas. Para analisar os dados obtidos, foi utilizado o confronto entre as bibliografias estudadas e o material colhido e a análise de conteúdo como recurso. Os sujeitos da pesquisa consistiram em 30 alunos do 3º ano do Ensino Médio, divididos entre duas escolas da cidade de São Paulo, sendo uma pública e uma privada e que cursaram toda a educação básica na mesma escola. Os resultados obtidos na presente pesquisa indicam que os sentidos e significados que os alunos atribuem à Educação Física está associado ao prazer, diversão, lazer e cuidado com o corpo, e que o esporte é ainda o conteúdo que mais define esse componente curricular. O entendimento da Educação Física como cultura corporal, ligada às abordagens críticas e pós-críticas, ainda é muito restrito. Os sentidos e significados apresentados pelos alunos apresentam relações com o tipo de abordagem utilizada pelos professores, confirmando a ideia de que os currículos são formadores de identidade. Tendo esse quadro em vista, propomos que uma Educação Física pautada na ampliação, aprofundamento e ressignificação de seus conteúdos possa ser um meio para uma apropriação crítica da Educação Física, gerando experiências significativas para a vida dos discentes. Fundamentos da Educação Física Escolar XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação 022 TRANSFERÊNCIA DE APRENDIZAGEM DA HABILIDADE SAQUE DO TÊNIS DE MESA DE UM AMBIENTE VIRTUAL PARA O AMBIENTE REAL PEREIRA CF, SANTOS ES, SILVA VLT, BELLO M. carlatap@hotmail.com UNIESP O presente estudo teve como objetivo verificar o efeito da transferência de aprendizagem da prática virtual da habilidade motora saque do tênis de mesa, para a aprendizagem da mesma habilidade no ambiente real de jogo. Para a prática virtual, utilizamos o Exergame, por meio do Kinect do Xbox 360 da Microsoft, o qual apresenta um sensor responsável por captar diretamente a movimentação do jogador. Participaram da pesquisa 16 crianças, com idades entre 09 e 11 anos. Os sujeitos foram divididos em dois grupos: Grupo Experimental e Grupo Controle. O delineamento experimental foi composto de duas fases: fase de aquisição e transferência. Na fase de aquisição, somente os integrantes do grupo experimental em ambiente virtual realizaram 200 tentativas de saque do tênis de mesa. Ambos os grupos participaram do teste de transferência, 24 horas após a fase de aquisição, o qual consistiu em executar 5 tentativas da tarefa no ambiente real, ou seja, na mesa de tênis. A avaliação desta tarefa foi por meio da variável dependente erro radial, a qual foi medida a distância (em milímetros) entre o centro do alvo e o local onde a bolinha tocou a mesa. Os resultados indicaram que o grupo Experimental obteve menores valores de erro radial em comparação ao grupo Controle. Diante deste resultado, podemos concluir que houve transferência de aprendizagem intratarefa, decorrente da prática da tarefa saque do tênis de mesa em ambiente virtual para a realização da tarefa em ambiente real. Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0. • 11
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    Fundamentos da EducaçãoFísica Escolar XII Seminário de Educação Física Escolar - A prática docente da Educação Física Escolar: da inspiração à ação 023 VIOLÊNCIA(S) NA ESCOLA E DA ESCOLA: DADOS INICIAIS SOBRE A PERCEPÇÃO DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA, ARTE E PEDAGOGIA PEREIRA JM, SOUSA NCP, HUNGER D. juliana_pereira@hotmail.com UNESP - Rio Claro; Faculdades Integradas de Bauru; CAPES; FAPESP Nas últimas décadas, muito se tem discutido a respeito da violência em suas variadas manifestações. Um dos ambientes nos quais ela está presente tanto simbólica quanto explicitamente é na “escola”, o que tem acarretado impactos consideráveis na vida profissional e pessoal de professores. Nesse sentido, o presente resumo refere-se aos dados iniciais de um projeto de doutorado que tem como foco principal as manifestações de violência no ambiente escolar e a problemática referente ao mal-estar docente de professores de Educação Física em comparação aos professores das demais disciplinas, atuantes na cidade de Bauru e região. A análise em curso pretende evidenciar de que forma os diferentes grupos de professores percebem as manifestações de violência na escola, quais os impactos nos aspectos pessoal e coletivo, de que maneira reagem e se adaptam a essas situações e os desdobramentos desse fenômeno no processo de ensino e aprendizagem. O estudo é qualitativo e a abordagem adotada é a História Comparada. Após autorização da Diretoria de Ensino, e com a colaboração da docente que ministra um curso sobre “dança na escola”, a pesquisadora participou de três aulas/reuniões, nas quais se discutiu a temática proposta, seguindo um roteiro de questões norteadoras, com a participação de, em média, trinta professores (formação em Educação Física, Arte e Pedagogia). Essas aulas/reuniões foram filmadas e transcritas, para posteriormente serem analisadas à luz da literatura sobre o tema e dos seguintes referenciais teóricos: o sociólogo Norbert Elias e o psicanalista Sigmund Freud. 024 VOLEIBOL E VOLEIBOL NA ESCOLA: O “ESTADO DA ARTE” IMPOLCETTO FM, DARIDO SC. femoreto@rc.unesp.br UNESP - Rio Claro O presente estudo teve por objetivo analisar o “estado da arte” da produção da área da Educação Física relacionada ao voleibol e ao voleibol na escola. Para a realização do mesmo, optou-se pela utilização de um método misto de pesquisa, que combina a pesquisa qualitativa e quantitativa. A dimensão qualitativa da pesquisa tem referencial na análise de conteúdo e foi realizada por meio de uma revisão bibliográfica sobre a produção acadêmica da área da Educação Física em relação ao voleibol e ao voleibol na escola, composta por livros e capítulos de livros, além de dissertações, teses e artigos de periódicos publicados nos últimos dez anos. Os trabalhos selecionados foram distribuídos em categorias de análise, tendo-se em vista as principais subáreas de concentração dos programas de pós-graduação da Educação Física brasileira: biodinâmica, sociocultural e pedagógica. Os resultados da subárea pedagógica foram detalhados no sentido de verificar os trabalhos de voleibol voltados para a Educação Física escolar. Os resultados indicam que: a primeira categoria, denominada como biodinâmica, corresponde a 46,25% dos trabalhos analisados; os trabalhos da categoria sociocultural equivalem a 31,25% da produção encontrada e à subárea pedagógica correspondem 22,5% da produção. Na categoria pedagógica do total de 22,5% dos trabalhos sobre voleibol, apenas 12,5% correspondem à Educação Física escolar, o que se traduz em três livros, quatro capítulos de livros, uma tese, uma dissertação e um artigo publicados nos últimos dez anos nos programas de pós-graduação e nas revistas que fizeram parte da amostra da pesquisa, composta no total por oitenta produções. Os resultados evidenciam a falta de pesquisas sobre o voleibol na Educação Física escolar e que o percentual dos trabalhos na área pedagógica talvez não sejam compatível com o peso que a Educação Física escolar possui na área, particularmente em termos de atuação profissional. 12 • Rev Bras Educ Fís Esporte, (São Paulo) 2013 Nov;27 Supl 7:0-0.